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sexta-feira, 21 de abril de 2023

Agile sem Mistérios no IBM Z : O Guia Definitivo do Programador COBOL Padawan para Sobreviver ao Mundo Ágil sem Esquecer as Lições da Tela Verd

 

Bellacosa Mainframe agile sem misterios no ibm z

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Agile sem Mistérios no IBM Z

O Guia Definitivo do Programador COBOL Padawan para Sobreviver ao Mundo Ágil sem Esquecer as Lições da Tela Verde

"Um Jedi não luta contra a mudança. Ele aprende a usá-la a seu favor."

Existe um momento na vida de praticamente todo programador COBOL em que alguém entra na sala e anuncia:

"A partir da próxima semana vamos trabalhar em Agile."

Imediatamente surgem dezenas de pensamentos.

"Mas COBOL não é batch?"

"Como fazer Sprint se meu programa roda quatro horas?"

"Quem inventou Daily Meeting?"

"O Product Owner entende o que é um SQLCODE -904?"

"Como colocar DevOps num ambiente onde existe Change Management, CAB, RACF, CICS, Db2, IMS e três ambientes de homologação?"

Respire.

A boa notícia é que praticamente todos os grandes bancos do planeta trabalham hoje utilizando alguma adaptação de Agile sobre IBM Z.

Na verdade...

Existe uma ironia curiosa.

O mainframe já fazia diversas coisas "ágeis" muito antes do Manifesto Ágil existir.

Vamos descobrir por quê.


A Grande Mentira Sobre Agile

Muitos iniciantes acreditam que Agile significa:

trabalhar rápido.

Não.

Outros acreditam que significa:

fazer reuniões.

Também não.

Outros imaginam:

não existe documentação.

Errado novamente.

Agile significa algo muito mais simples.

Reduzir o custo da mudança.

Essa é a verdadeira definição.

Quanto mais cedo você descobrir um erro...

...mais barato ele fica.


O Mundo Antes do Agile

Imagine desenvolver um sistema bancário em 1988.

O fluxo era mais ou menos assim:

Levantamento

↓

Análise

↓

Especificação

↓

Projeto

↓

Programação

↓

Testes

↓

Homologação

↓

Produção

Tudo parecia organizado.

O problema?

O cliente só via o sistema depois de um ano.

Quando via...

Descobria que queria outra coisa.

Dinheiro perdido.


O Manifesto Ágil

Em 2001, dezessete especialistas reuniram-se nas montanhas de Utah.

Eles perceberam algo curioso.

Os projetos que davam certo...

...quase nunca seguiam o processo enorme definido nos livros.

Então criaram quatro valores famosos.

Pessoas acima de processos.

Software funcionando acima de documentos gigantes.

Colaboração acima de contratos.

Adaptabilidade acima de seguir planos cegamente.

Observe.

Eles nunca disseram que documentação é ruim.

Disseram apenas que ela não pode ser mais importante que entregar valor.


O IBM Z Sempre Foi Mais Ágil do Que Parece

Aqui vem um dos primeiros easter eggs.

Muito antes do Scrum existir...

o operador de produção já fazia ciclos extremamente curtos.

Imagine.

Executa Job

↓

Analisa JESMSGLG

↓

Corrige JCL

↓

Executa novamente

Isso é um loop.

Agile adora loops.


Outro exemplo.

Compile

↓

Linkedit

↓

Teste

↓

Erro

↓

Corrige

↓

Compile novamente

Outro Sprint.

Sem ninguém perceber.


O Backlog no Mainframe

Imagine um banco.

Backlog:

Novo PIX

Nova TED

Mudança no boleto

Correção fiscal

Nova regra do BACEN

Mudança LGPD

Novo relatório

Integração Open Finance

Atualização cambial

Tudo isso entra numa única fila.

Essa fila é o Product Backlog.

Ela muda diariamente.


Quem Decide?

No mundo COBOL existe uma figura curiosa.

O usuário de negócio.

Ele normalmente conhece:

  • contas

  • empréstimos

  • cartões

  • seguros

Mas talvez nunca tenha ouvido falar em:

DSNHLI

SQLCA

RACF

IMS

CICS

VSAM KSDS

É exatamente por isso que existe o Product Owner.

Ele traduz o negócio.

Você traduz tecnologia.


Sprint

Agora imagine um Sprint de duas semanas.

Objetivo:

Permitir PIX Agendado.

Não é:

Modificar programa COBOL.

Observe a diferença.

O Sprint entrega valor.

Não código.


O Trabalho do Padawan COBOL

Durante o Sprint você pode receber tarefas como:

Modificar programa COBOL.

Criar novo COPYBOOK.

Alterar tabela Db2.

Criar PACKAGE.

Executar BIND.

Modificar CICS.

Atualizar MQ.

Criar API via z/OS Connect.

Tudo isso pertence ao mesmo Sprint.


A Daily Meeting

Aqui nasce uma das maiores lendas do Agile.

A Daily NÃO existe para o gerente descobrir quem trabalhou.

Ela serve para sincronizar conhecimento.

Imagine dez desenvolvedores.

Sem Daily.

Todos alteram o mesmo COPYBOOK.

Caos.

Com Daily.

Todos sabem quem está mexendo em quê.


User Story

No Agile quase tudo começa assim.

Como cliente

Quero agendar um PIX

Para realizar pagamentos futuros.

Isso parece simples.

Mas escondido existem dezenas de tarefas.

COBOL.

Db2.

MQ.

Logs.

SMF.

Segurança.

RACF.

Auditoria.

Rollback.

Monitoramento.

Performance.


Definition of Done

Esse conceito salva projetos.

Pronto significa:

Compila?

Sim.

Testado?

Sim.

Code Review?

Sim.

Documentado?

Sim.

Pipeline passou?

Sim.

Deploy aprovado?

Sim.

Agora sim.


Agile no Batch

Muitos acreditam:

"Batch não combina com Agile."

Grande engano.

Imagine um processamento noturno.

Antes:

8 horas

↓

ABEND S0C7

↓

Descobre de manhã.

Hoje:

Testes automatizados.

Validação.

Mock.

Datasets de teste.

Pipeline.

Muito menos risco.


Agile e CICS

Imagine uma transação bancária.

Sprint:

Criar nova tela BMS

↓

Modificar COBOL

↓

Atualizar MAPSET

↓

Testar CEDF

↓

Publicar

Tudo acontece dentro de um Sprint.


Agile e Db2

Outro exemplo.

Nova tabela

↓

DDL

↓

RUNSTATS

↓

BIND PACKAGE

↓

BIND PLAN

↓

Testes

↓

Deploy

Observe.

Não existe "programar".

Existe entregar uma funcionalidade.


Agile e DevOps

Hoje praticamente todo ambiente moderno IBM Z trabalha próximo disso:

Git

↓

Commit

↓

Pipeline

↓

Compile COBOL

↓

DBB

↓

Testes

↓

Code Review

↓

Deploy automático

↓

Validação

↓

Produção

Isso é Agile em estado puro.


O Grande Inimigo

O maior inimigo do Agile não é o waterfall.

É o multitasking.

Imagine.

Você começa:

Projeto A.

Parou.

Projeto B.

Parou.

Projeto C.

Parou.

Projeto D.

No fim...

Nada termina.


O Custo da Mudança

Existe um gráfico famoso.

Quanto mais tarde um erro aparece...

Mais caro fica.

No mainframe isso é ainda mais verdadeiro.

Imagine descobrir em produção:

MOVEs invertidos

↓

Saldo incorreto

↓

Milhões de contas afetadas

Quanto custou?

Muito.


Testes Automatizados

O Padawan moderno aprende rapidamente:

Testar manualmente não escala.

Hoje temos:

ZUnit.

Galasa.

IBM Z Virtual Test Platform.

Frameworks internos.

Tudo isso reduz riscos.


Integração Contínua

O velho fluxo:

sexta-feira

↓

deploy

↓

rezar

Foi substituído por:

Commit

↓

Pipeline

↓

Testes

↓

Deploy

Muito menos adrenalina.


Easter Egg nº 1

Você sabia?

O conceito de Sprint lembra muito os ciclos usados pela NASA durante o Projeto Apollo.

Os engenheiros entregavam pequenas evoluções sucessivas em vez de esperar a conclusão de todo o sistema.

Embora o Scrum moderno tenha outra origem, essa abordagem iterativa já aparecia em grandes projetos décadas antes.


Easter Egg nº 2

O próprio JES2 já trabalha em filas priorizadas.

Jobs possuem classes.

Prioridades.

Filas.

Dependências.

Curiosamente...

Muito parecido com um Backlog.


Easter Egg nº 3

O famoso ciclo

Editar

↓

Compile

↓

Execute

↓

Corrija

Existe desde os primeiros compiladores FORTRAN dos anos 1950.

Agile apenas expandiu essa filosofia para toda a organização.


Curiosidade

O maior Sprint do mundo provavelmente acontece diariamente.

Milhões de transações bancárias.

Bilhões de SQLs.

Milhares de Jobs.

Tudo funcionando continuamente.

O cliente nem percebe.


Dicas do Mestre Bellacosa

Nunca comece programando.

Leia a User Story.

Entenda o problema.


Converse com o usuário.

Cinco minutos de conversa economizam cinco dias de retrabalho.


Faça pequenas alterações.

Grandes mudanças geram grandes ABENDs.


Compile frequentemente.

Esperar três dias para compilar é receita para desastre.


Automatize tudo.

Quanto menos trabalho manual...

Menos erro humano.


Faça Code Review.

Quatro olhos encontram erros que dois ignoram.


Conheça o fluxo inteiro.

Não seja apenas "o programador COBOL".

Entenda:

JCL.

Db2.

MQ.

CICS.

IMS.

RACF.

SMF.

JES2.

Quanto maior sua visão...

Maior seu valor.


Perigos do Agile

Daily infinita

Se durar uma hora...

Não é Daily.


Sprint sem objetivo

"Vamos fazer algumas tarefas."

Isso não é Sprint.


Product Owner ausente

Sem prioridades...

Tudo vira prioridade.


Backlog gigante

Cinco mil histórias.

Ninguém consegue administrar isso.


Dívida técnica

"Depois corrigimos."

Depois nunca chega.


Falta de testes

Agile sem testes automatizados vira loteria.


Deploy manual

Copiar Load Module na mão em pleno século XXI aumenta o risco operacional.


Mudanças durante o Sprint

Se tudo muda todos os dias...

Nada termina.


Vantagens

✔ Feedback constante.

✔ Menor risco.

✔ Cliente participa.

✔ Correções rápidas.

✔ Maior qualidade.

✔ Melhor previsibilidade.

✔ Integração entre equipes.

✔ Evolução contínua.

✔ Entregas frequentes.

✔ Melhor moral da equipe.


Desvantagens

Também existem.

Nem tudo são flores.

Agile pode sofrer quando:

  • a organização não dá autonomia ao time;

  • o Product Owner não consegue priorizar;

  • a equipe é constantemente interrompida por demandas urgentes;

  • a documentação é negligenciada em nome da velocidade;

  • há dependências fortes de sistemas legados sem planejamento adequado.

Além disso, ambientes regulados — comuns no setor financeiro — exigem controles formais de auditoria, segregação de funções e aprovação de mudanças. O desafio não é abandonar essas práticas, mas integrá-las ao fluxo ágil com automação, pipelines e governança.


O Caminho do Programador COBOL Padawan

No universo Bellacosa Mainframe, Agile não é um modismo nem uma desculpa para fazer reuniões. É uma maneira de reduzir riscos, aprender continuamente e entregar valor sem comprometer a estabilidade do IBM Z.

O Padawan que domina apenas COBOL escreve bons programas. O que compreende Agile, DevOps, testes automatizados, observabilidade, integração contínua, arquitetura e o ciclo de vida completo do software torna-se um profissional capaz de dialogar com desenvolvedores distribuídos, arquitetos, analistas de negócio, DBAs, administradores CICS e equipes de operações.

No fim da jornada, a maior lição é simples: o verdadeiro poder do Agile não está nos Sprints, nas Dailies ou nos quadros Kanban. Está na capacidade de transformar conhecimento em melhoria contínua. É exatamente isso que mantém o IBM Z relevante há mais de seis décadas: evoluir constantemente sem abrir mão da confiabilidade.

Como diria um velho Mestre Jedi do datacenter:

"O código pode ser legado. A forma de pensar nunca deve ser."

 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

DotCom : Capítulo XI — Das Cinzas Nasceu um Novo Jeito de Construir Software: Como a Bolha da Internet Criou as Startups Modernas, o Agile e a Cultura Lean

 

Bellacosa Mainframe e o estouro da bolha dotcom capitulo xi

Capítulo XI — Das Cinzas Nasceu um Novo Jeito de Construir Software: Como a Bolha da Internet Criou as Startups Modernas, o Agile e a Cultura Lean

Por que o maior fracasso da primeira geração da Internet tornou-se a fundação da segunda geração da inovação tecnológica

"Os pioneiros constroem o caminho. Os sobreviventes aprendem onde estavam os buracos."

Existe uma frase muito conhecida na engenharia.

"Os sistemas mais robustos normalmente são construídos sobre os erros das versões anteriores."

Isso vale para software.

Vale para hardware.

Vale para aviões.

Vale para automóveis.

E vale perfeitamente para a Internet.

Quando a bolha das Dot-Com estourou, muita gente acreditou que o empreendedorismo tecnológico havia chegado ao fim.

Os investidores desapareceram.

As startups quebraram.

Os escritórios foram fechados.

Os jornais passaram a tratar a Internet com enorme desconfiança.

Mas algo curioso aconteceu.

Enquanto Wall Street enterrava a primeira geração das empresas digitais, engenheiros e empreendedores estavam estudando cuidadosamente tudo o que havia dado errado.

Essa talvez tenha sido a maior herança da bolha.

Ela ensinou.

E ensinou muito.

Foi justamente desse aprendizado que nasceu praticamente toda a cultura de desenvolvimento moderno que conhecemos hoje.


O Fim da Filosofia "Construa Primeiro, Pense Depois"

Durante os anos da bolha existia uma mentalidade bastante comum.

Lançar rapidamente.

Ganhar usuários.

Corrigir problemas depois.

Essa estratégia parecia funcionar enquanto existia dinheiro abundante.

Mas quando o capital desapareceu...

Muitos descobriram que haviam construído sistemas enormes sobre fundações frágeis.

Projetos difíceis de manter.

Infraestruturas caras.

Código praticamente impossível de evoluir.

A indústria compreendeu que velocidade sem direção produz apenas acidentes mais rápidos.


Surge uma Nova Pergunta

Antes da bolha, muitos empreendedores perguntavam:

"Como posso crescer mais rápido?"

Depois da crise, a pergunta mudou completamente.

"Como descubro rapidamente se minha ideia realmente faz sentido?"

Pode parecer apenas uma mudança de palavras.

Na realidade...

Mudou toda a filosofia de desenvolvimento de produtos.

Em vez de investir milhões antes de validar uma hipótese...

Passou-se a testar primeiro.

Aprender rapidamente.

Corrigir.

Evoluir.


O Nascimento da Cultura Lean

Embora suas origens estejam na indústria automobilística japonesa, especialmente no Sistema Toyota de Produção, foi após a bolha da Internet que muitos desses princípios começaram a ser adaptados para startups de tecnologia.

Eliminar desperdícios.

Construir apenas o necessário.

Aprender continuamente.

Melhorar processos.

Entregar valor.

Esses conceitos tornaram-se extremamente populares.

Anos depois surgiria o movimento conhecido como Lean Startup, consolidado por Eric Ries.

Seu princípio central parecia quase revolucionário.

Não construa um produto completo antes de descobrir se alguém realmente precisa dele.

Hoje isso parece óbvio.

Em 1999 não era.


MVP: O Produto Mínimo Viável

Outro conceito que ganhou enorme importância foi o famoso Minimum Viable Product, ou MVP.

A ideia é simples.

Em vez de gastar anos desenvolvendo uma solução perfeita...

Crie uma versão pequena.

Teste com clientes reais.

Aprenda.

Corrija.

Repita.

Essa filosofia reduziu drasticamente o desperdício de tempo e dinheiro.

Empresas passaram a descobrir problemas muito antes de investir milhões em projetos inviáveis.

Em certo sentido...

O MVP tornou-se uma vacina contra muitas das doenças que destruíram as Dot-Com.


O Cliente Tornou-se Parte do Desenvolvimento

Durante a bolha era relativamente comum desenvolver produtos imaginando aquilo que os clientes desejariam.

Após a crise...

As empresas passaram a perguntar diretamente aos usuários.

Entrevistas.

Testes.

Protótipos.

Versões beta.

Feedback contínuo.

O cliente deixou de aparecer apenas no final do projeto.

Passou a participar desde o início.

Essa mudança alterou completamente a engenharia de produtos digitais.


Agile: Responder às Mudanças

Em 2001, praticamente no auge das consequências da bolha, um grupo de desenvolvedores reuniu-se em Snowbird, Utah.

Dessa reunião nasceu o famoso Manifesto Ágil.

Embora suas ideias não tenham surgido exclusivamente por causa da bolha, o contexto histórico teve enorme influência.

Os profissionais estavam cansados de projetos gigantescos que demoravam anos para entregar resultados.

O mercado precisava de adaptação.

Flexibilidade.

Entrega contínua.

Colaboração.

Assim surgiram princípios que hoje fazem parte do cotidiano de praticamente toda empresa de software.


O Manifesto Ágil Não Era Contra Planejamento

Existe um equívoco bastante comum.

Muitas pessoas acreditam que Agile significa ausência de planejamento.

Não significa.

O Manifesto Ágil nunca afirmou isso.

Ele apenas reconheceu que planos precisam evoluir conforme aprendemos mais sobre o problema.

É uma diferença enorme.

Planejar continua sendo essencial.

Mas o plano deixa de ser um documento imutável.

Passa a ser uma ferramenta viva.


Scrum, Kanban e a Nova Organização das Equipes

Poucos anos depois começaram a popularizar-se metodologias como:

Scrum.

Kanban.

Extreme Programming.

Crystal.

Feature Driven Development.

Cada uma com características próprias.

Todas compartilhando uma mesma filosofia.

Aprender continuamente.

Entregar valor frequentemente.

Corrigir rapidamente.

Evitar desperdícios.

Essas ideias transformaram completamente a maneira como software passou a ser desenvolvido.


DevOps: Derrubando Muros

Outro aprendizado importante surgiu da dificuldade de colocar sistemas em produção.

Durante muitos anos existia uma separação rígida.

Os desenvolvedores criavam o software.

A equipe de operações mantinha os servidores.

Quando algo dava errado...

Cada grupo culpava o outro.

A partir da década seguinte ganhou força o conceito de DevOps.

Desenvolvimento e Operações trabalhando juntos.

Automação.

Monitoramento.

Entrega contínua.

Responsabilidade compartilhada.

Foi mais uma consequência indireta da necessidade de construir sistemas mais confiáveis.


A Cultura da Medição

Outra transformação importante ocorreu na maneira como empresas passaram a tomar decisões.

Antes da bolha muitas estratégias eram baseadas principalmente em expectativas.

Depois dela...

Começou a crescer a cultura dos indicadores.

Métricas.

Dashboards.

KPIs.

Testes A/B.

Análises estatísticas.

As empresas passaram a medir praticamente tudo.

Tempo de resposta.

Conversão.

Retenção.

Disponibilidade.

Latência.

Uso de memória.

Custos.

A intuição continuava importante.

Mas agora caminhava ao lado dos dados.


Enquanto Isso... O Mainframe Apenas Chamava Isso de Rotina

Para um profissional de mainframe, muitos desses conceitos parecem familiares.

Medição?

Sempre existiu.

SMF.

RMF.

Relatórios de desempenho.

Planejamento de capacidade.

Disponibilidade.

Auditoria.

Mudanças controladas.

Recuperação.

Observabilidade.

Muito antes de existirem dashboards coloridos em aplicações web, administradores de sistemas IBM Z já acompanhavam detalhadamente o comportamento de seus ambientes.

Talvez por isso muitos veteranos olhem para DevOps não como uma revolução absoluta.

Mas como uma evolução natural de princípios antigos aplicados a novos ambientes.


O Fracasso Tornou-se Professor

Existe outra mudança cultural extremamente interessante.

Antes da bolha, fracassar era visto como vergonha.

Depois dela...

Começou a surgir uma visão diferente.

Fracassar rapidamente pode ser melhor do que insistir durante anos em uma ideia inviável.

É importante compreender corretamente essa filosofia.

Ela nunca significou:

"Fracasse por qualquer motivo."

Significava:

"Aprenda rapidamente quando algo não funciona."

Essa diferença é enorme.


A Engenharia Voltou a Liderar

Após anos de excesso de marketing, o mercado voltou a valorizar profundamente engenheiros.

Arquitetos.

Especialistas em banco de dados.

Profissionais de infraestrutura.

Especialistas em segurança.

SREs.

DBAs.

Administradores de sistemas.

Todos passaram a ocupar posição estratégica.

As empresas perceberam algo fundamental.

Não basta convencer investidores.

É preciso construir sistemas capazes de sobreviver.


O Paralelo com a Inteligência Artificial

Estamos vivendo novamente um momento de enorme experimentação.

Modelos surgem diariamente.

Frameworks aparecem toda semana.

Ferramentas mudam rapidamente.

Nesse cenário, conceitos como MVP, Agile e Lean tornam-se ainda mais importantes.

Não faz sentido investir milhões em uma solução de IA sem validar primeiro se ela realmente resolve o problema do cliente.

A velocidade continua importante.

Mas o aprendizado tornou-se ainda mais importante.


A Evolução Nunca Para

Curiosamente, muitas ideias consideradas revolucionárias hoje provavelmente parecerão comuns daqui a vinte anos.

Assim como Agile evoluiu.

Assim como DevOps evoluiu.

Assim como Cloud evoluiu.

Também veremos novas formas de desenvolver software impulsionadas pela Inteligência Artificial.

Entretanto...

Os princípios continuarão praticamente os mesmos.

Aprender.

Adaptar.

Melhorar continuamente.


Lições para o Padawan COBOL

Existe uma sabedoria silenciosa presente nos grandes sistemas corporativos.

Eles raramente são reconstruídos do zero.

Eles evoluem.

Recebem novos módulos.

Novas interfaces.

Novos bancos de dados.

Novas APIs.

Novas integrações.

Essa mentalidade é muito próxima da filosofia Lean.

Melhoria contínua.

Evolução incremental.

Valor entregue constantemente.

No universo da Frota Estelar, os engenheiros da Enterprise não desmontam completamente a nave a cada nova missão. Eles atualizam sensores, substituem componentes, aprimoram motores e instalam novos sistemas, preservando aquilo que já demonstrou ser confiável.

A indústria de software aprendeu exatamente essa lição depois da bolha da Internet.

Não é preciso destruir tudo para inovar.

É preciso construir sobre bases sólidas.

Foi essa mudança de mentalidade que preparou o terreno para a computação em nuvem, os smartphones, os microsserviços, o DevOps moderno e, décadas mais tarde, a Inteligência Artificial.

No próximo capítulo veremos como todas essas transformações acabaram aproximando dois mundos que durante muito tempo pareciam opostos: o universo das startups e o universo do mainframe. Descobriremos que, apesar das diferenças aparentes, ambos passaram a compartilhar exatamente os mesmos objetivos: escalabilidade, disponibilidade, segurança, automação e evolução contínua.


terça-feira, 3 de julho de 2012

📘 Mega City – Case Study Review (Completo)

Bellacosa Mainframe estuda o case Mega City



📘 Mega City – Case Study Review (Completo)

🎯 Visão Geral do Projeto

O projeto Mega City Commuter Application tem como objetivo desenvolver um aplicativo para apoiar os deslocamentos urbanos, integrando dados do Department of Transportation (DOT) para melhorar a experiência dos usuários.

🎯 Objetivo Principal do App

Allow commuters to determine optimal routes

❌ Não é:

  • Previsão do tempo

  • Horários de voo

  • Sistema ferroviário isolado


🧭 Principais Artefatos do Projeto

1️⃣ Agile Project Charter

Finalidade:

  • Define objetivos

  • Alinha negócio + tecnologia

  • Explica o porquê do projeto

📌 Pergunta típica de prova:

“Which document ensures objectives are clear and aligns business and technical teams?”
Agile Project Charter


2️⃣ Product Roadmap

Finalidade:

  • Visão visual e de alto nível

  • Organiza entregáveis por fases e meses

  • Indica quando o produto será testado e lançado

📅 Data de lançamento do App (prova):
October

📌 Responsável pela criação:
Project Manager


3️⃣ Working Agreement

Finalidade:

  • Define regras de convivência

  • Cria transparência, expectativas e objetivos comuns

  • Focado em como o time trabalha

👤 Quem lidera a criação:
Scrum Master – Anant Kumar

📌 Nunca é imposto, sempre criado pelo time


4️⃣ Product Backlog

Finalidade:

  • Repositório de todos os User Stories

  • Base para planejamento de Sprints

👤 Responsável:
Product Owner – Anant Kumar

📌 Dica de prova:

Quem gerencia e prioriza = Product Owner


👥 Papéis-Chave no Case Mega City

🔹 Product Owner

  • Define o que será construído

  • Gerencia o Product Backlog

Anant Kumar


🔹 Scrum Master

  • Facilita reuniões

  • Remove impedimentos

  • Garante adesão ao Scrum

  • Lidera o Working Agreement

Anant Kumar (em perguntas específicas do curso)


🔹 Subject Matter Expert (SME)

Responsável por garantir que requisitos técnicos e funcionais sejam atendidos.

📍 SME do DOT:
Hiroshi Tanaka

📌 Sempre associado a:

  • Dados do DOT

  • Funcionalidade específica do domínio


📊 Stacey Matrix (Análise Crítica)

📌 Parâmetros Avaliados:

  • Level of Agreement

  • Technology Complexity


🧠 Interpretação para prova

CenárioAbordagem Correta
Alta concordância + baixa complexidadeWaterfall
Baixa concordância + alta complexidadeAgile / Scrum
Trabalho contínuoKanban

📌 No Mega City:

Low agreement + High complexity
Agile / Scrum


🧩 Resumo Rápido (Cola de Prova 📝)

  • Objetivo do App: Rotas ideais para commuters

  • Roadmap: Visual + meses + lançamento em October

  • Charter: Alinha negócio e tecnologia

  • Working Agreement: Criado pelo time, liderado pelo Scrum Master

  • Product Backlog: Responsabilidade do Product Owner

  • SME DOT: Hiroshi Tanaka

  • Stacey Analysis: Low agreement + High complexity → Agile/Scrum


Se quiser, no próximo passo posso:

  • Criar um quadro comparativo (tabela) só com quem faz o quê

  • Simular questões de prova estilo Coursera

  • Ou montar um resumo em inglês, pronto para revisão final 📚


sábado, 5 de setembro de 2009

📉 Por que o MS Project caiu em desuso nas equipes modernas?

Bellacosa Mainframe apresenta o fim do Ms Project


Ao estilo Bellacosa Mainframe — direto, pragmático e sem romantizar ferramenta legada:


📉 Por que o MS Project caiu em desuso nas equipes modernas?

O MS Project nasceu em um mundo onde planejar era mais importante do que aprender.
Projetos eram previsíveis, lineares e comandados por um Project Manager centralizador.
Esse mundo acabou.

Hoje, projetos mudam toda semana.
E o MS Project não lida bem com mudança constante.


⚙️ O que mudou no jogo

1️⃣ Do Plano Fixo para o Fluxo Contínuo

  • MS Project → cronograma fechado, dependências rígidas

  • Mundo atual → backlog vivo, prioridades dinâmicas

Atualizar um Gantt a cada mudança:

  • consome tempo

  • não gera valor

  • cria falsa sensação de controle


2️⃣ Do Comando e Controle para Times Autônomos

  • MS Project pressupõe:

    • um dono do plano

    • tarefas atribuídas de cima para baixo

  • Agile / DevOps exigem:

    • auto-organização

    • visibilidade compartilhada

    • decisão no nível do time

O MS Project não conversa com times auto-geridos.


3️⃣ Planejamento por Datas vs Planejamento por Valor

  • MS Project pergunta: “quando termina?”

  • Agile pergunta: “qual valor entregamos agora?”

Hoje, valor entregue > cronograma perfeito.


🔁 Quem ocupou o lugar do MS Project?

O MS Project não teve um substituto direto.
Ele foi desmontado em partes.

🔹 Planejamento e Backlog

  • Jira

  • Azure DevOps

  • Rally

👉 substituíram o planejamento detalhado por backlog priorizado


🔹 Fluxo de Trabalho

  • Kanban Boards

  • Trello

  • Jira Boards

👉 substituíram o Gantt por fluxo visual em tempo real


🔹 Roadmap e Visão

  • Product Roadmap

  • Product Vision

  • OKRs

👉 substituíram o cronograma mestre por direção estratégica flexível


🔹 Execução e Métricas

  • Velocity

  • Lead Time

  • Cycle Time

  • Burnup / Burndown

👉 substituíram o % completo do MS Project, que nunca refletiu a realidade


🧠 O verdadeiro motivo do desuso

O MS Project não é ruim.
Ele só resolve um problema que quase não existe mais.

Projetos previsíveis, estáveis, com escopo fechado.

Hoje temos:

  • produto em evolução

  • requisitos emergentes

  • integração contínua

  • entrega contínua

MS Project não acompanha ritmo de pipeline.


🧾 Onde o MS Project ainda sobrevive

Ele não morreu.
Virou ferramenta de exceção:

  • Engenharia pesada

  • Construção civil

  • Infraestrutura tradicional

  • Projetos regulatórios com escopo fechado

👉 Onde mudança é inimiga, não aliada.


🔚 Conclusão Bellacosa

MS Project planeja projetos.
Agile gerencia incerteza.

Quando a incerteza virou regra,
o MS Project virou peça de museu corporativo.


👉 Resumo para ir mais longe

Durante muitos anos, o Microsoft Project (MS Project) foi uma das principais ferramentas de gerenciamento de projetos do mercado. Seu foco em cronogramas detalhados, dependências complexas, diagramas de Gantt e planejamento de longo prazo refletia a realidade de projetos conduzidos por metodologias tradicionais, especialmente o modelo cascata (waterfall).

Com o crescimento das metodologias ágeis, muitas empresas passaram a enxergar limitações nesse modelo. Em ambientes onde requisitos mudam constantemente, criar planejamentos extremamente detalhados para meses ou anos à frente tornou-se cada vez mais difícil. O problema não era necessariamente a ferramenta, mas a mudança na forma como os projetos passaram a ser conduzidos.

Frameworks como Scrum, Kanban e práticas de Agile priorizam adaptação contínua, entregas frequentes e revisão constante das prioridades. Nesse contexto, ferramentas mais leves e colaborativas, como Jira, Trello, Azure DevOps e outras plataformas digitais, ganharam espaço por facilitarem o gerenciamento dinâmico de backlogs, sprints e fluxos de trabalho.

Mesmo assim, o MS Project não desapareceu. Ele continua sendo amplamente utilizado em áreas como engenharia, construção civil, infraestrutura, projetos governamentais e iniciativas que exigem forte controle de cronograma e recursos.

A grande transformação ocorreu na cultura de gestão. O foco deixou de ser apenas prever todo o futuro do projeto e passou a incluir adaptação rápida, colaboração entre equipes e resposta eficiente às mudanças constantes do mercado.


domingo, 2 de agosto de 2009

🧠☕ Product Vision no Estilo Bellacosa Mainframe

 

Bellacosa Mainframe apresenta product vision com elevator pitch


🧠☕ Product Vision no Estilo Bellacosa Mainframe

Ou: por que até produto moderno precisa de disciplina de mainframe


🧭 Pergunta raiz (a.k.a. “JOB card do Produto”)

The most effective Product Vision format uses what methodology?
Resposta curta, direta e sem IF ELSE desnecessário:

👉 Elevator Speech (ou Elevator Pitch)

Agora segura esse commit, porque vamos explicar como um conceito de produto moderno conversa diretamente com a mentalidade do mainframe — com história, fofoca, easter eggs e aquele tempero “El Jefe” ☕💼.


🏛️ Origem & História (ou: nada nasce em microserviços)

🎤 Elevator Speech

O Elevator Speech nasce no mundo corporativo americano, décadas atrás, com uma premissa simples:

“Se você tivesse apenas o tempo de um elevador para convencer alguém importante, o que você diria?”

📦 Normalmente: 30 a 60 segundos
📌 Público: executivo, investidor, sponsor, board
🎯 Objetivo: clareza absoluta + impacto imediato

👉 No mundo de Product Vision, ele virou padrão porque:

  • Força foco

  • Elimina ruído

  • Obriga o time a saber o que NÃO é o produto

📢 Mainframe feelings:
É o mesmo princípio de explicar um sistema core bancário em 3 frases antes da diretoria mandar “vamos para o próximo assunto”.


🧪 Comparando os formatos (como um bom JCL COMMENT)

❌ Laconic Speech

  • Curto demais

  • Soa vago

  • Parece RACF mal documentado
    📉 “Não dá contexto, só slogan”

❌ Crisp Presentation

  • Bom para slides

  • Ruim para alinhar visão estratégica

  • Vira PowerPoint bonito sem alma
    📉 “Muito SHOW, pouco JOB”

❌ Brief Report

  • Denso

  • Técnico

  • Mata a inspiração
    📉 “É o SMF record do produto”

✅ Elevator Speech (O CAMPEÃO)

  • Simples

  • Direto

  • Memorável

  • Replicável pelo time inteiro
    📈 “Todo mundo consegue repetir no café”


🧩 Estrutura clássica do Elevator Speech (a “COPYBOOK” da Product Vision)

Modelo mais famoso (Geoffrey Moore):

For (target customer)
Who (statement of the need)
The (product name)
Is a (product category)
That (key benefit)
Unlike (primary competitor)
Our product (key differentiator)

📌 Isso é Product Vision executável, não poesia.


🧠 Exemplo prático (com cheiro de datacenter)

For grandes bancos brasileiros
Who precisam processar milhões de transações críticas por segundo
The CorePay Z
Is a plataforma de processamento financeiro
That garante alta disponibilidade, segurança e integridade dos dados
Unlike soluções distribuídas instáveis
Our product roda em IBM Z com confiabilidade de décadas

💥 Se o diretor entendeu isso, o produto vive.


🧨 Fofoca corporativa (porque Bellacosa conta bastidor)

👀 Muitas empresas:

  • Dizem que têm Product Vision

  • Mas na prática só têm roadmap de features

💣 Resultado?

  • Produto sem identidade

  • Squad puxando para lados diferentes

  • “Retrabalho” (o famoso RESTART STEP=) eterno

📌 Times maduros sempre começam com Elevator Speech antes do Jira.


🥚 Easter Eggs (para os atentos)

  • Elevator Speech ≈ Mensagem inicial de um dump

  • Se não explica em 1 minuto, nem o operador vai entender

  • Jeff Bezos proibiu PowerPoint → preferia narrativas curtas e claras

  • Mainframe já fazia isso nos anos 70:

    “Este sistema liquida operações bancárias nacionais com consistência e disponibilidade 24x7”

👑 Isso é Product Vision raiz.


🧠 Comentário “El Jefe”

❝ Se você não consegue explicar seu produto em um elevador,
você não tem um produto — só um monte de código rodando. ❞


🧷 Dicas práticas (para aplicar amanhã)

✔️ Crie o Elevator Speech antes do backlog
✔️ Todo dev deveria saber recitar a visão
✔️ Se cada pessoa descreve diferente → ABEND de visão
✔️ Revise a Product Vision a cada grande mudança estratégica


🏁 Conclusão (RETURN CODE 0)

📌 A metodologia mais efetiva para Product Vision é o Elevator Speech, porque:

  • Cria alinhamento

  • Força clareza

  • Evita desperdício

  • Funciona do board ao data center

☕ E como diria o Bellacosa Mainframe:

Produto bom é aquele que até o mainframe entenderia.


terça-feira, 17 de março de 2009

🧠 Agile de Verdade: Por que Planejar Tudo no Início Falha (e o que Fazer em Vez Disso)

 

Bellacosa Mainframe agile kanbam estouro de prazo

🧠 Agile de Verdade: Por que Planejar Tudo no Início Falha (e o que Fazer em Vez Disso)

Por El Jefe — Estilo Bellacosa Mainframe


Introdução: o som dos prazos passando voando

Douglas Adams resumiu melhor do que qualquer framework:

“Eu amo prazos. Adoro o som que eles fazem quando passam voando. Whoosh!”

Se você trabalha com projetos — especialmente em TI, mainframe, DevOps ou software corporativo — já ouviu esse som.
Planejamos tudo no início, cravamos uma data… e erramos.

A pergunta não é se isso vai acontecer.
A pergunta é: por que insistimos em fazer isso?


O erro clássico: decidir tudo quando você sabe o mínimo

No início de um projeto, sabemos quase nada:

  • Requisitos ainda são hipóteses

  • Sistemas dependentes mudam

  • Patches surgem

  • Prioridades do negócio se ajustam

Mesmo assim, é exatamente nesse momento que:

  • Criamos cronogramas longos

  • Estimamos prazos fixos

  • Prometemos entregas distantes

📌 Bellacosa rule #1

Não decida tudo no ponto em que você sabe menos sobre o problema.


A analogia dos pinguins (e por que ela funciona)

Imagine atravessar um campo cheio de pinguins em movimento.

  • No início, você escolhe os primeiros passos

  • No meio do caminho, o cenário já mudou

  • Quanto mais avança, melhor é sua visão

Agora troque:

  • Pinguins por dependências

  • Campo por projeto

  • Movimento por mudança constante

Isso é desenvolvimento de software.
Isso é modernização de sistemas.
Isso é Agile.


Planejamento iterativo: navegar, não adivinhar

Agile não elimina planejamento.
Ele elimina planejamento ilusório.

A ideia é simples:

  • Planeje o que você conhece agora

  • Avance um pouco

  • Aprenda

  • Ajuste

  • Repita

🎯 Precisão real:

  • Planejar 3 meses à frente → ~50% de acurácia

  • Planejar 2 semanas → quase 100%

📌 Bellacosa rule #2

Agile não tenta ser onisciente. Agile aprende rápido.


O segundo grande erro: trocar cargos sem mudar mentalidade

Quando empresas “viram Agile”, algo perigoso costuma acontecer:

  • Product Manager vira Product Owner

  • Project Manager vira Scrum Master

  • Time de desenvolvimento vira “Scrum Team”

Tudo isso sem treinamento.

Resultado? Fracasso previsível.


Product Manager ≠ Product Owner

  • Product Manager

    • Cargo

    • Foco em orçamento e operação

  • Product Owner

    • Papel do Scrum

    • Visionário

    • Conecta negócio e tecnologia

    • Define valor e experimentos

📌 Podem ser a mesma pessoa? Sim.
📌 Devem ser automaticamente? Não.


Project Manager ≠ Scrum Master

Aqui mora o choque cultural.

Project Manager

  • Controla tarefas

  • Cobra plano

  • Documenta riscos

Scrum Master

  • Atua como coach

  • Remove impedimentos

  • Protege o time

  • Incentiva auto-organização

📌 Diferença brutal
O Project Manager pergunta:

“Como você vai se destravar?”

O Scrum Master diz:

“Deixa comigo. Vai produzir.”


Development Team ≠ Scrum Team

  • Development Team: só desenvolvedores

  • Scrum Team: time cross-functional

Inclui:

  • Dev

  • Teste

  • Ops

  • Segurança

  • Negócio

📌 Agile sem time multidisciplinar é teatro corporativo.


Sem apoio da gestão, Agile não escala

Essa é a verdade que dói.

Gestão tradicional pergunta:

  • “O que você entrega até o fim do ano?”

Gestão ágil pergunta:

  • “O que você entrega nas próximas duas semanas?”

  • “Qual valor chega ao cliente neste sprint?”

📌 Bellacosa rule #3

Agile só funciona quando a liderança muda as perguntas.


Ferramentas não tornam ninguém ágil

Kanban, Jira, ZenHub, GitHub…
Ferramentas não criam mindset.

Elas apenas:

  • Dão visibilidade

  • Sustentam o processo

  • Reduzem ruído

Se o processo é Waterfall, o Kanban vira um Gantt disfarçado.


Kanban sem frescura: simples, visual e honesto

Kanban é só isso:

  • O que preciso fazer

  • O que estou fazendo

  • O que já fiz

Trabalho flui da esquerda para a direita.
Sem mágica. Sem burocracia.


Pipelines: uma visão clara do fluxo

Um Kanban típico tem:

  • New Issues – entrada

  • Icebox – longo prazo

  • Product Backlog – tudo que queremos

  • Sprint Backlog – próximas duas semanas

  • In Progress – trabalho ativo

  • Review / QA – validação

  • Done – concluído

📌 Uma única fonte da verdade.
📌 Atualizada automaticamente onde o dev já trabalha.


Conclusão: Agile não é moda, é sobrevivência

Agile não é sobre:

  • Framework

  • Cerimônia

  • Ferramenta

Agile é sobre:

  • Aprender rápido

  • Planejar melhor

  • Entregar valor continuamente

  • Aceitar que o desconhecido faz parte do jogo

📌 Bellacosa final rule

Quem tenta controlar o futuro perde o presente.
Quem aprende continuamente constrói o futuro.



📌 Resumo para ir mais longe

 Um dos princípios mais importantes do movimento Agile é reconhecer uma realidade que muitos projetos tentam ignorar: é impossível planejar tudo com precisão absoluta. Mercados mudam, clientes alteram prioridades, tecnologias evoluem e novos desafios surgem constantemente. Por isso, metodologias ágeis não eliminam o planejamento; elas transformam o planejamento em um processo contínuo.

Durante décadas, muitas organizações acreditaram que documentos extensos e cronogramas detalhados seriam suficientes para prever todo o futuro de um projeto. Na prática, porém, quanto maior o prazo, maior a probabilidade de mudanças. O Agile surgiu justamente para lidar com essa incerteza de forma estruturada.

Em vez de definir todos os detalhes antecipadamente, equipes ágeis trabalham com objetivos claros e ciclos curtos de entrega. A cada sprint, novas informações são analisadas, permitindo ajustes rápidos e redução de riscos. O aprendizado contínuo passa a ser parte integrante do processo.

Outro conceito fundamental é o feedback constante. Clientes, usuários e equipes colaboram para identificar melhorias antes que pequenos problemas se transformem em grandes falhas. Essa abordagem aumenta a capacidade de adaptação e melhora a qualidade das entregas.

O verdadeiro Agile não promete prever o futuro. Ele oferece mecanismos para responder às mudanças de maneira eficiente, permitindo que pessoas, equipes e organizações evoluam continuamente em um ambiente cada vez mais dinâmico e imprevisível.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

🧭 Agile na Prática: Planejamento, Pessoas e Kanban

 

Bellacosa Mainframe apresenta Agile Kanban

🧭 Agile na Prática: Planejamento, Pessoas e Kanban

(Guia Navegável – Estilo Bellacosa Mainframe)


1️⃣ Por que o planejamento inicial leva à perda de prazos

“Não decida tudo quando você sabe o mínimo.”

Planejar tudo no início de um projeto quase sempre leva a prazos estourados porque:

  • No começo do projeto, sabemos muito pouco

  • Requisitos mudam

  • Tecnologias são atualizadas

  • Dependências externas se movem

📌 Analogia dos pinguins
Planejar um projeto é como atravessar um campo cheio de pinguins em movimento:

  • No início, você enxerga pouco

  • No meio, sua visão muda

  • Conforme avança, você aprende e ajusta o caminho

👉 Moral da história:
Planejar tudo no começo é decidir no pior momento possível.


2️⃣ Planejamento iterativo: navegar pelo desconhecido

O Agile propõe planejar conforme o conhecimento aumenta.

  • Planeje apenas o que você conhece agora

  • Avance um pouco

  • Aprenda

  • Ajuste o plano

  • Repita 🔁

🎯 Precisão realista

  • Planejamento de 3 meses → ~50% de precisão

  • Planejamento de 2 semanas → ~100% de precisão

📌 Frase Bellacosa-style

Agile não tenta ser onisciente. Agile aceita que aprender faz parte do plano.


3️⃣ Por que trocar cargos sem treinamento leva ao fracasso

❌ Erro comum nas organizações

“Vamos virar Agile, mas sem mudar as pessoas nem o mindset.”

Isso gera falhas graves.


4️⃣ Product Manager ≠ Product Owner

  • Product Manager

    • Cargo

    • Foco em orçamento e operação

  • Product Owner

    • Papel do Scrum

    • Visionário

    • Conecta stakeholders ao time

    • Define experimentos e objetivos do sprint

📌 Nem todo Product Manager é um bom Product Owner.
E está tudo bem — desde que isso seja reconhecido.


5️⃣ Project Manager ≠ Scrum Master

Diferenças fundamentais:

Project ManagerScrum Master
Gerencia tarefasAtua como coach
Controla planoProtege o time
Documenta riscosRemove impedimentos
Cobra prazosFomenta autonomia

📌 Choque cultural clássico
O Project Manager pergunta:

“Como você vai se desbloquear?”

O Scrum Master responde:

“Deixa comigo. Vai trabalhar em algo produtivo.”


6️⃣ Development Team ≠ Scrum Team

  • Development Team

    • Apenas desenvolvedores

  • Scrum Team

    • Desenvolvedores

    • Testers

    • Ops

    • Segurança

    • Analistas de negócio

📌 Scrum Team é cross-functional
Tudo o que é necessário para gerar um incremento de valor.


7️⃣ O papel crítico da gestão no Agile

“Sem apoio da liderança, Agile vira teatro.”

Gestão tradicional pergunta:

  • “O que você vai entregar até o fim do ano?”

Gestão ágil pergunta:

  • “O que você vai entregar nas próximas duas semanas?”

  • “Como vamos encantar o cliente no próximo sprint?”

📌 Citação-chave

Enquanto líderes insistirem em prazo, escopo e custo fixos, Agile não funciona como foi projetado.


8️⃣ Ferramentas não tornam ninguém ágil

  • Kanban

  • ZenHub

  • Jira

  • GitHub

👉 Nenhuma ferramenta cria mindset ágil sozinha

📌 Primeiro vem o processo
📌 Depois vem a ferramenta


9️⃣ O que é um Kanban Board (sem complicar)

Kanban é apenas:

  • 📝 O que precisa ser feito

  • ⚙️ O que está sendo feito

  • ✅ O que já foi feito

Visual. Simples. Transparente.


🔟 Pipelines do Kanban (ZenHub como exemplo)

🔹 New Issues

  • Caixa de entrada

  • Tudo começa aqui

❄️ Icebox

  • Armazenamento de longo prazo

  • Ideias futuras

📦 Product Backlog

  • Tudo o que queremos fazer algum dia

🏃 Sprint Backlog

  • O que será feito nos próximos 14 dias

⚙️ In Progress

  • Trabalho em execução

  • Dono visível (avatar)

🔍 Review / QA

  • Pull Requests

  • Revisão de código

✅ Done

  • Trabalho concluído pelo desenvolvedor

  • Aceitação ocorre depois, no Sprint Review


🔄 Fluxo do trabalho no Kanban

➡️ Sempre da esquerda para a direita

  • Entrada → Execução → Entrega

  • Visual

  • Atualizado

  • Uma única fonte da verdade

📌 Desenvolvedor não atualiza vários sistemas
📌 Tudo acontece onde ele já trabalha: GitHub


🧠 Conclusão Bellacosa Mainframe

Agile não é sobre prever o futuro.
É sobre aprender mais rápido,
planejar melhor,
e entregar valor continuamente.

📦Resumo para ir mais longe

Implementar Agile na prática vai muito além de adotar cerimônias ou ferramentas. O verdadeiro diferencial das metodologias ágeis está na combinação equilibrada entre planejamento, pessoas e resultados. Embora o Agile valorize a adaptação às mudanças, isso não significa ausência de planejamento. Pelo contrário, o planejamento acontece de forma contínua, permitindo ajustes rápidos conforme surgem novas necessidades do negócio.

Nesse contexto, as pessoas ocupam papel central. Equipes multidisciplinares, comunicação transparente e colaboração constante tornam-se elementos fundamentais para o sucesso dos projetos. Frameworks como Scrum incentivam a participação ativa de todos os envolvidos, promovendo responsabilidade compartilhada e melhoria contínua.

Outro aspecto importante é o foco nos resultados. Em vez de medir sucesso apenas pelo cumprimento de cronogramas, o Agile busca entregar valor real ao cliente por meio de incrementos frequentes e funcionais. Cada sprint representa uma oportunidade de aprendizado, validação e refinamento das prioridades.

A prática ágil também estimula a identificação rápida de riscos, gargalos e oportunidades de melhoria. Reuniões como Daily Scrum, Sprint Review e Retrospective ajudam a manter alinhamento e transparência ao longo do projeto.

Quando bem aplicado, o Agile cria ambientes mais adaptáveis, produtivos e inovadores, permitindo que organizações respondam com maior velocidade às mudanças do mercado sem abrir mão da qualidade e da satisfação dos clientes.

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

🧠 Agile e Scrum : Do batch noturno ao sprint quinzenal

 

Bellacosa Mainframe em um projeto Agile Scrum 

🧠 Agile e Scrum

Do batch noturno ao sprint quinzenal — uma conversa franca de mainframeiro

“Agile não nasceu para matar o mainframe.
Nasceu para sobreviver ao mundo fora dele.”

— Bellacosa (provavelmente reclamando de um status meeting)


📜 Origem: quando o Waterfall começou a dar abend

Antes de Agile virar buzzword em slide corporativo, o mundo vivia sob o Waterfall:
analisa tudo → projeta tudo → codifica tudo → testa tudo → entrega tudo.

Funcionava…
👉 até o requisito mudar no meio do caminho.

No mainframe, isso era tolerável porque:

  • sistemas eram estáveis

  • mudanças eram raras

  • o batch rodava à noite e ninguém mexia

Fora do CPD, o mundo começou a mudar rápido demais.

📅 2001 – O nascimento oficial do Agile

Em fevereiro de 2001, 17 desenvolvedores se reuniram em Utah (EUA) e escreveram o Manifesto Ágil.

📌 Easter egg histórico:
Nenhum deles falava em ferramenta, framework ou certificado.
Falavam de pessoas, colaboração e adaptação.


🔁 Scrum: o JES2 do Agile

Scrum não é metodologia.
Scrum é framework.

Assim como:

  • JCL não é aplicação

  • JES não é programa

  • ISPF não escreve código

Scrum organiza o fluxo, mas não faz o trabalho por você.

📅 Scrum “oficial”

  • Conceito inicial: 1986 (Takeuchi & Nonaka)

  • Consolidação moderna: anos 1990

  • Popularização absurda: 2010+ (quando começaram a estragar)


👥 Papéis do Scrum (tradução para mainframeiro)

  • Product Owner
    👉 Dono do requisito, como o usuário que assina o change

  • Scrum Master
    👉 Um misto de operador experiente + analista que tira impedimento do caminho

  • Time
    👉 Quem realmente faz o sistema funcionar (igual sempre foi)

📌 Fofoquinha:
Em muitas empresas, o Scrum Master vira “chefe disfarçado”.
Isso quebra o Scrum mais rápido que DELETE sem backup.


🧩 User Story: o novo requisito funcional

User Story é simples:

Como <usuário>, quero <objetivo>, para <valor>.

Se você já escreveu:

  • especificação funcional

  • descrição de programa

  • comentário de COBOL bem feito

👉 você já sabe escrever user story.

💡 Dica Bellacosa

User story grande demais é como JOB com 200 steps:
ninguém entende, ninguém testa, ninguém confia.


📊 Story Points: estimar sem mentir

Story Point não é hora, não é dia, não é prazo.

É:

  • complexidade

  • risco

  • esforço relativo

📌 Easter egg Agile:
Times ruins transformam story point em hora escondida.
Times bons usam para prever, não para cobrar.


🗂️ Backlog e Kanban: o SDSF do projeto

O Product Backlog é a fila do sistema.
O Kanban Board é o painel:

  • To Do

  • In Progress

  • Done

👉 Igual SDSF:

  • você vê o que está rodando

  • o que está esperando

  • o que terminou

💡 Dica prática

Se tudo fica em “In Progress”, o problema não é Agile.
É falta de limite de WIP (Work in Progress).


📉 Burndown Chart: o SMF do Sprint

Burndown chart mostra:

  • quanto trabalho falta

  • se o sprint fecha

  • se alguém mentiu na estimativa

📌 Curiosidade:
Scrum não manda “bater meta”.
Ele apenas mostra a realidade.
Quem não gosta do gráfico geralmente não gosta da verdade.


🧪 Execução diária: o batch agora é contínuo

Daily Stand-up

  • Não é reunião de status

  • Não é para gerente

  • Não passa de 15 minutos

👉 É para sincronizar o time, como um checkpoint lógico.

Sprint Review

  • Mostra o que foi entregue

  • Não é teatro

Retrospective

  • Onde o time melhora

  • Onde a política costuma atrapalhar


🛠️ Ferramentas modernas (com cheiro de CPD)

  • GitHub
    Versionamento, issues, colaboração
    👉 o novo Librarian/Endevor

  • ZenHub
    Agile sobre o GitHub
    👉 backlog, sprint, burndown

  • Boards nativos do GitHub
    Simples, mas funcionais

📌 Fofoquinha de bastidor:
Empresa que compra ferramenta antes de mudar cultura
só troca Waterfall por Agile fake.


🎓 Curso IBM – Quando a teoria encontra a prática

O curso Introduction to Agile Development and Scrum (IBM):

📅 Lançamento: década de 2020
🎯 Público: iniciantes
🧠 Abordagem: prática, direta, sem romantismo

Inclui:

  • Agile

  • Scrum

  • Kanban

  • GitHub

  • ZenHub

  • Projeto final completo

Faz parte do IBM DevOps and Software Engineering Professional Certificate.


🧠 Dicas Bellacosa (aprendidas na dor)

✔ Agile não acelera time ruim
✔ Scrum não salva projeto sem dono
✔ Ferramenta não substitui disciplina
✔ Daily não resolve problema estrutural
✔ Retrospective ignorada vira reunião inútil


🥚 Easter Eggs para quem veio do mainframe

  • Agile é iterativo como release de sistema legado

  • Sprint é mini-release controlado

  • Burndown é SMF emocional do time

  • Kanban é SDSF com post-it

  • Waterfall é batch eterno sem restart


🎯 Conclusão: Agile não é moda, é sobrevivência

O mainframe sobreviveu porque:

  • era estável

  • era disciplinado

  • evoluía sem quebrar

Agile sobrevive pelo mesmo motivo.

👉 Quem entende mainframe entende Agile mais rápido do que imagina.

No fim, muda a ferramenta.
Muda o ritmo.
Mas a verdade continua a mesma:

Sistema bom é aquele que entrega valor
sem acordar ninguém de madrugada.

— Bellacosa Mainframe ☕💾


💾 Resumo Para ir mais longe

A evolução do desenvolvimento de software pode ser comparada à transição do tradicional batch noturno dos mainframes para os modernos ambientes de entrega contínua. Durante décadas, projetos eram conduzidos por modelos rígidos, com longos ciclos de análise, desenvolvimento, testes e implantação. Embora eficientes para sua época, essas abordagens tinham dificuldades para lidar com mudanças frequentes de requisitos.

Foi nesse cenário que surgiram os conceitos de Agile e, posteriormente, o framework Scrum. Baseados no Manifesto Ágil de 2001, esses métodos priorizam colaboração, adaptação, entregas frequentes e foco no valor para o cliente. Em vez de esperar meses ou anos por uma versão completa, as equipes passam a trabalhar em ciclos curtos chamados sprints, entregando incrementos funcionais do produto regularmente.

O Scrum organiza o trabalho por meio de elementos como Product Backlog, Sprint Backlog, Daily Meeting, Sprint Review e Retrospective, promovendo transparência e melhoria contínua. Curiosamente, muitos profissionais de mainframe percebem que conceitos como planejamento rigoroso, controle de mudanças e confiabilidade operacional continuam relevantes mesmo no universo ágil.

Hoje, Agile e Scrum são amplamente utilizados em empresas de todos os portes, integrando-se a práticas como DevOps, automação e cloud computing. O objetivo permanece o mesmo: entregar software de qualidade com rapidez, eficiência e capacidade de adaptação às necessidades do negócio.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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