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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Saímos de Itatiba e agora estamos chegamos em São Paulo, carinhosamente conhecida como Sampa. Uma gigantesca floresta de pedra, concreto e vidro. Altos arranhaceus, cimento e cimento. Quilómetros de construções até se perder a vista.
Andamos pela marginal Tiete, acompanhando um rio que foi a gloria e o motivo de toda a riqueza desta cidade, mas infelizmente hoje é apenas um grande e malcheiroso esgoto.
Triste ver como uma cidade maltrata um rio fantástico com toneladas de detritos e milhares de litros de esgoto.
Percorrendo a marginal passamos pelo antigo Playcenter, Anhembi, Universidade Santana, Rodoviária Tiete e Canindé.
A marginal esta toda livre, mas com os malditos limites de velocidade estamos quase parando com a pista livre.
Estamos indo para a Ponte Rasa, que viagem longa atravessamos meia cidade seguindo do extremo oeste para o extremo leste.
Vendo as margens do Rio Tiete , que triste cena, outrora um lugar tão belo e formoso, hoje um esgoto a céu aberto fedido e poluído. Estamos ha mais de 20 anos tentando limpar o rio e infelizmente o mesmo não mudou nada. Que pena nosso pais não é serio, tanto dinheiro desviado e tão pouco realizado.
Em nossa aventura de hoje estamos visitando a cidade de Barra Bonita, onde as margens do rio Tiete, ocorre um passeio único em nossa região. A navegação fluvial no Rio Tiete com a subida rio acima, através de um complexo elevador hidráulico.
Esse elevador conhecido pelo nome de enclusa permite uma embarcação subir/descer elevaçoes no rio, no nosso caso devido ha construção de uma barragem. Lateralmente a barragem foi construído todo um complexo que através da gravidade se enche de agua permitindo uma embarcação vencer o desnível no rio.
A minha trupe de costume esta presente nesta aventura: Mamy, Tio B, Tia Z e Nana embarcarmos em um barco, com direito a visita guiada para conhecer o funcionamento do barco, visita a cabine do comandante, explicação didáctica sobre o funcionamento da enclusa e um almoço super delicioso a bordo enquanto o barco, faz a navegação no rio.
Na minha infância meu pai organizava excursões para Bom Jesus do Pirapora, para irem ate o santuário, naquela época o rio Tiete era menos poluído, lembro-me dos restaurantes a beira rio, o pedalinho em uma das margens.
Anos mais tarde, resolvi fazer uma caminhada leve, fui ate a Lapa, dela peguei o trem da linha de Barueri e com um pouco de esforço cheguei a Pirapora.
Este video contem as fotos que fiz nesse dia, andando por locais que conheci outrora e agora estava revendo, é emocionante rever lugares da infância, ver coisas que sua imaginação coloriu com o tempo.
⛪ Santuário do Bom Jesus de Pirapora
ao estilo Bellacosa Mainframe – fé, batch e processamento contínuo
No interior de São Paulo, às margens do rio Tietê — esse mesmo que na capital sofre com buffer overflow ambiental — existe um lugar onde o tempo roda em modo batch há séculos: o Santuário do Bom Jesus de Pirapora.
A história começa no século XVIII, quando a imagem do Bom Jesus teria sido encontrada boiando no rio. Tentaram removê-la. Não funcionou. Tentaram de novo. Falhou. Só quando aceitaram que aquele era o data center divino correto, a imagem “permitiu” ser levada. Se isso não é sistema legando escolhendo onde quer rodar, eu não sei o que é.
O santuário nasce assim: não por planejamento urbano, mas por evento inesperado, daqueles que mudam o fluxo do processamento humano. Fé, aqui, não é on-line. É processamento assíncrono, acumulado ao longo dos anos, com romarias, promessas, agradecimentos e silêncio.
Todo ano, milhares de romeiros caminham até Pirapora. Cada passo é um commit. Cada vela acesa é um log. Cada promessa paga é um JOB concluído com RC=0. Não há pressa. O Bom Jesus não trabalha com SLA agressivo. Ele opera em alta disponibilidade espiritual.
Curiosidade pouco comentada: o santuário influenciou profundamente a cultura afro-brasileira e popular paulista. Sambistas, congadas e manifestações tradicionais sempre orbitam Pirapora. É fé que dança. É religião com interface humana, não só ritualística.
Arquitetonicamente simples, o santuário segue o princípio máximo do mainframe e da fé antiga: robustez acima de estética. Não precisa brilhar. Precisa permanecer. E permanece.
O maior easter egg? O rio Tietê. Ele passa ali quase puro, quase silencioso, lembrando que até sistemas degradados podem ter pontos de redenção upstream.
Comentário Bellacosa final:
O Santuário do Bom Jesus de Pirapora é como aquele sistema crítico que ninguém ousa desligar. Pode não ser moderno, pode não ser bonito, mas sustenta vidas inteiras há gerações. E isso, meu amigo, é missão crítica.