Visita ao santuário do Bom Jesus.
Na minha infância meu pai organizava excursões para Bom Jesus do Pirapora, para irem ate o santuário, naquela época o rio Tiete era menos poluído, lembro-me dos restaurantes a beira rio, o pedalinho em uma das margens.
Anos mais tarde, resolvi fazer uma caminhada leve, fui ate a Lapa, dela peguei o trem da linha de Barueri e com um pouco de esforço cheguei a Pirapora.
Este video contem as fotos que fiz nesse dia, andando por locais que conheci outrora e agora estava revendo, é emocionante rever lugares da infância, ver coisas que sua imaginação coloriu com o tempo.
⛪ Santuário do Bom Jesus de Pirapora
ao estilo Bellacosa Mainframe – fé, batch e processamento contínuoNo interior de São Paulo, às margens do rio Tietê — esse mesmo que na capital sofre com buffer overflow ambiental — existe um lugar onde o tempo roda em modo batch há séculos: o Santuário do Bom Jesus de Pirapora.
A história começa no século XVIII, quando a imagem do Bom Jesus teria sido encontrada boiando no rio. Tentaram removê-la. Não funcionou. Tentaram de novo. Falhou. Só quando aceitaram que aquele era o data center divino correto, a imagem “permitiu” ser levada. Se isso não é sistema legando escolhendo onde quer rodar, eu não sei o que é.
O santuário nasce assim: não por planejamento urbano, mas por evento inesperado, daqueles que mudam o fluxo do processamento humano. Fé, aqui, não é on-line. É processamento assíncrono, acumulado ao longo dos anos, com romarias, promessas, agradecimentos e silêncio.
Todo ano, milhares de romeiros caminham até Pirapora. Cada passo é um commit. Cada vela acesa é um log. Cada promessa paga é um JOB concluído com RC=0. Não há pressa. O Bom Jesus não trabalha com SLA agressivo. Ele opera em alta disponibilidade espiritual.
Curiosidade pouco comentada: o santuário influenciou profundamente a cultura afro-brasileira e popular paulista. Sambistas, congadas e manifestações tradicionais sempre orbitam Pirapora. É fé que dança. É religião com interface humana, não só ritualística.
Arquitetonicamente simples, o santuário segue o princípio máximo do mainframe e da fé antiga: robustez acima de estética. Não precisa brilhar. Precisa permanecer. E permanece.
O maior easter egg? O rio Tietê. Ele passa ali quase puro, quase silencioso, lembrando que até sistemas degradados podem ter pontos de redenção upstream.
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