🧠 Conheça o Supercomputador Jaci do INPE
Um mainframe científico brasileiro disfarçado de cluster
🏛️ Apresentação: não é só mais um supercomputador
O Jaci, supercomputador do INPE, não é apenas “mais potência para previsão do tempo”. Para um mainframer, ele é algo muito mais familiar do que parece:
👉 um ambiente batch crítico,
👉 com janela de execução rígida,
👉 usuários dependentes,
👉 erro zero como requisito,
👉 e consequências reais se algo falhar.
A diferença é que, em vez de folha de pagamento ou compensação bancária, o Jaci entrega alertas climáticos, previsão de eventos extremos e decisões que salvam vidas.
Isso, meu caro, é workload crítico. Só mudou o discurso.
🧬 História: do Tupã ao Jaci, sem romantismo
Antes do Jaci, o Brasil tinha o Tupã — um Cray respeitável, mas cansado. Como todo mainframer sabe: máquina velha não quebra, ela começa a atrasar. E atraso, em sistemas críticos, é falha disfarçada.
O Jaci surge em 2025 como:
substituição natural do Tupã
salto de geração
e, principalmente, retomada de soberania computacional
💭 Bellacosa comenta:
“Supercomputador não é luxo. É infraestrutura nacional. Igual mainframe em banco central.”
⚙️ Arquitetura: pense menos em FLOPS, mais em batch distribuído
O Jaci é baseado em HPE Cray XD2000. Traduzindo para a cabeça mainframe:
Não é uma “máquina”
É um sysplex científico sem acoplamento rígido
Cada nó é um “LPAR”
O scheduler é o JES2/JES3 do mundo HPC (Slurm/PBS)
Funcionamento em alto nível
Dados chegam (satélites, radares, sensores)
Jobs são preparados
Modelos são submetidos
Filas definem prioridade
Execução paralela massiva
Resultados alimentam sistemas externos
👉 Isso é batch. 👉 Só que distribuído, barulhento e com MPI no lugar de JCL.
🧠 Funcionamento interno: onde o mainframer sorri
O que o Jaci faz o tempo todo
Executa modelos climáticos (MONAN)
Roda simulações globais
Reprocessa dados históricos
Gera cenários futuros
Tudo isso:
Com prazo fixo
Com janela de execução
Com usuários dependentes
Com tolerância mínima a erro
💭 Paralelo inevitável:
Um job que atrasa no Jaci é como um fechamento contábil que não fecha no mainframe.
🔌 Consumo: o elefante na sala fria
Aqui mora uma verdade que mainframers entendem melhor que ninguém:
👉 performance custa energia
O Jaci:
consome muita energia
exige refrigeração séria
não perdoa infraestrutura improvisada
Por isso:
refrigeração líquida
planejamento energético
eficiência por FLOP
💭 Comentário ácido:
“Quem reclama do consumo do Jaci nunca pagou a conta elétrica de um z13 rodando 24x7.”
🧵 Linguagens e código: Fortran é o novo COBOL (ou sempre foi)
O coração do Jaci bate em:
Fortran
C/C++
MPI + OpenMP
Python como cola operacional
💭 Verdade que dói:
O código mais importante do Jaci tem mais de 30 anos.
Assim como:
folha de pagamento
sistemas bancários
core business em COBOL
A diferença?
Um prevê chuva
O outro prevê falência
🥚 Easter eggs (para quem é do ramo)
🥚 Easter egg #1 O nome Jaci vem da mitologia tupi, companheira de Tupã. Não é marketing — é continuidade simbólica.
🥚 Easter egg #2 Os modelos climáticos rodam em ciclos muito parecidos com batch noturno. Se você entende janela crítica, você entende o Jaci.
🥚 Easter egg #3 Quando o Jaci cai, ninguém dorme. Exatamente como no mainframe.
🗣️ Fofoquices de bastidor (as que sempre existem)
Código antigo nunca morre, só ganha mais nós
Otimização é mais política do que técnica
Usuário sempre pede mais resolução
Hardware novo não resolve código ruim
Scheduler vira vilão rapidamente
💭 Clássico:
“A máquina é rápida, o modelo é lento.”
🧠 Conhecimentos que mainframers captam rápido
✔️ Confiabilidade é mais importante que pico de performance
✔️ Previsibilidade vale mais que benchmark
✔️ Infraestrutura manda no software
✔️ Batch nunca morreu — só mudou de nome
✔️ Quem controla fila controla o sistema
🧾 Comentários finais Bellacosa Mainframe
O Jaci não é o futuro. Ele é o presente inevitável.
Assim como o mainframe:
não é bonito
não é barato
não é “cool”
mas é indispensável
💭 Conclusão sem romantismo:
“Enquanto existir risco climático, o Jaci é tão crítico quanto um mainframe bancário. A diferença é que quando ele falha, não falta dinheiro — falta aviso.”
E aviso, no mundo real, é poder.
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