🟦 COBOL 4 vs COBOL 5 no IBM Mainframe
O compilador conservador vs o compilador sem piedade
“COBOL 4 aceita seu passado.
COBOL 5 exige que você pague por ele.”
— Bellacosa, 02:17 da manhã, após um RC=12
🧬 Visão geral rápida
| Aspecto | COBOL 4.x | COBOL 5.x |
|---|---|---|
| Filosofia | Evolução segura | Modernização radical |
| Base técnica | Mista (transição) | LE-only |
| Compatibilidade | Altíssima | Quebra compatibilidade |
| Performance | Boa | Excelente |
| Tolerância a “jeitinhos” | Alta | Zero |
| Indicado para | Sistemas legados | Sistemas modernos |
| Dor na migração | Baixa | Alta (mas honesta) |
🕰️ História resumida (contexto importa)
COBOL 4.x
-
Ponte entre o COBOL clássico e o moderno
-
Mantém compatibilidade
-
Ideal para recompilar sem reescrever
-
Estratégia: ganhar performance sem trauma
COBOL 5.x
-
Reescrito do zero
-
Totalmente 64 bits
-
Totalmente Language Environment (LE)
-
Estratégia: chega de passado mal resolvido
🥚 Easter-egg:
COBOL 5 não “evolui” o COBOL 4.
Ele substitui.
⚙️ Arquitetura interna (onde mora a diferença real)
COBOL 4
-
Compilador moderno, mas ainda tolerante
-
Suporta comportamentos históricos
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Código objeto previsível
-
Ideal para ambientes mistos
COBOL 5
-
Backend totalmente novo
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Otimização agressiva
-
Explora z13+
-
Assume que você escreve COBOL correto
💣 Tradução Bellacosa:
Se o código está errado, o COBOL 5 não vai fingir que está certo.
💥 Compatibilidade (a grande ferida)
COBOL 4
✔ Aceita código antigo
✔ Perdoa ambiguidade
✔ Mantém comportamento histórico
COBOL 5
❌ Quebra código legado
❌ Muda comportamento implícito
❌ Não aceita mais “funcionava assim”
Exemplos clássicos que quebram:
-
Dados mal alinhados
-
DEPEND ON inconsistente
-
MOVE implícito perigoso
-
Uso errado de REDEFINES
🥚 Easter-egg de guerra:
O mesmo código que roda há 30 anos pode ABENDAR no COBOL 5 sem mudar uma linha.
🚀 Performance
| Situação | COBOL 4 | COBOL 5 |
|---|---|---|
| Batch pesado | Boa | 🔥 Excelente |
| Loops intensivos | Ok | 🚀 Muito melhor |
| CPU usage | Menor que 3 | Menor que 4 |
| Escala | Limitada | Pensada para escala |
👉 Se o objetivo é economizar MIPS, o COBOL 5 vence.
🧪 Exemplo conceitual
Código que “passa” no COBOL 4:
✔ COBOL 4: pode até rodar
❌ COBOL 5: comportamento indefinido → risco real
💡 COBOL 5 exige que você seja explícito.
🛠️ Parâmetros de compilação
COBOL 4
-
Mais permissivo
-
Ideal para legado
-
Bom para transição
COBOL 5
-
ARCH(n)obrigatório -
OPTIMIZEagressivo -
Sem modo “compatível”
🥚 Easter-egg técnico:
COBOL 5 não tem “modo COBOL 4”.
A IBM foi clara: corrija o código.
🧭 Quando usar cada um?
✔ Use COBOL 4 se:
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Sistema é crítico
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Código antigo e estável
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Pouco budget para refatoração
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Objetivo é ganho rápido e seguro
✔ Use COBOL 5 se:
-
Projeto novo
-
Modernização planejada
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Uso de APIs, serviços, CI/CD
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Quer performance máxima
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Quer futuro
🧘 Estratégia Bellacosa recomendada
🥋 Caminho do Jedi Mainframe:
1️⃣ Recompile tudo em COBOL 4
2️⃣ Ative parâmetros rigorosos
3️⃣ Corrija warnings e comportamentos estranhos
4️⃣ Crie suíte de testes
5️⃣ Só então migre para COBOL 5
“Pular do 3 para o 5 é possível.
Mas você vai sangrar.”
🧠 Verdade final (sem marketing)
-
COBOL 4 é o porto seguro
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COBOL 5 é o futuro inevitável
-
A dor do COBOL 5 vale a pena
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Mas só para quem está preparado
🟦 Conclusão Bellacosa™
COBOL 4 mantém o legado vivo.
COBOL 5 prepara o legado para sobreviver.
Não existe “melhor versão”.
Existe a versão certa para o momento certo.
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