domingo, 30 de junho de 2013

🟦 IBM Enterprise COBOL 5.0 no Mainframe

 


🟦 IBM Enterprise COBOL 5.0 no Mainframe

A virada de chave definitiva do COBOL moderno

(Análise Bellacosa Mainframe™ para Padawans)

“COBOL 5 não é uma nova versão.
É um novo contrato entre o código e o hardware.”

— Bellacosa


🕰️ Origem e data de lançamento

O IBM Enterprise COBOL for z/OS 5.0 foi lançado em junho de 2014.

Esse lançamento não foi incremental.
Foi uma ruptura controlada.

A IBM percebeu três verdades incômodas:

  1. O COBOL ainda movia o mundo 💰

  2. O hardware z havia evoluído absurdamente

  3. O compilador antigo não explorava o ferro

👉 O COBOL 5 nasce para casar código legado com silício moderno.



🔥 O que MUDA em relação ao COBOL 4.x

🧠 1. Novo compilador (rebuild total)

  • COBOL 4 = evolução do compilador antigo

  • COBOL 5 = compilador reescrito do zero

📌 Consequência direta:

  • Código mais eficiente

  • Geração de objeto completamente diferente

  • Menos tolerância a “código gambiarra”

🥚 Easter-egg:

Muito código que “funcionava há 30 anos” passou a falhar corretamente.


⚙️ 2. Foco total em hardware moderno

COBOL 5 só explora arquitetura moderna.

ItemCOBOL 4COBOL 5
Compiladorlegadonovo
Uso de CPUgenéricoespecífico
ARCHlimitadoobrigatório
Performanceboabrutal

🚫 3. Adeus retrocompatibilidade infinita

COBOL 5 removeu suporte a arquiteturas antigas.

Exemplos de coisas que não existem mais:

  • DATA(24)

  • Comportamentos indefinidos

  • Tolerância a lixo em campos numéricos

Bellacosa rule:

COBOL 5 não aceita mais “fé”.
Aceita código correto.



🖥️ Equipamento mainframe indicado

🔹 Requisitos mínimos práticos

  • zEC12 ou superior

  • Ideal: z13, z14, z15 ou z16

🔹 Por quê?

Porque COBOL 5:

  • Usa instruções modernas

  • Gera código específico por ARCH

  • Explora pipeline e cache da CPU

📌 Compilar COBOL 5 sem hardware moderno é:

comprar Ferrari para andar em estrada de terra.


⚡ Performance: onde o COBOL 5 humilha

Estudos reais da IBM mostram:

  • 10% a 40% menos CPU

  • Menos instruções por transação

  • Melhor uso de cache

🥚 Easter-egg técnico:

Muitas vezes o ganho vem sem mudar uma linha de código — só recompilando.


🧪 Parâmetros que viraram OBRIGATÓRIOS

No COBOL 5, PARM não é detalhe.

Exemplo mínimo decente:

RENT OPTIMIZE(2) ARCH(13)

⚠️ Compilar COBOL 5 sem ARCH é como:

pedir comida gourmet e comer fria.


🧨 Código legado: o choque de realidade

COBOL 5 expõe:

  • MOVE inválido

  • Dados sujos

  • Dependência de truncamento

  • Uso incorreto de COMP

👉 Por isso, migração ≠ recompilação.

Bellacosa truth:

Se o programa quebrou no COBOL 5,
ele já estava quebrado antes — só ninguém via.


📜 História resumida (linha do tempo)

  • 1960 – COBOL nasce (negócios)

  • Anos 80/90 – COBOL domina bancos

  • COBOL 3/4 – estabilidade e compatibilidade

  • 2014 – COBOL 5 – modernização real

  • Hoje – COBOL continua crítico, rápido e caro


🧑‍🎓 Primeiros passos para Padawans

1️⃣ Não migre tudo de uma vez

  • Comece por batch simples

  • Depois online

  • Depois sistemas críticos

2️⃣ Compile com tudo ligado

SSRANGE NUMCHECK FLAG(W)

3️⃣ Limpe warnings antes de produção

4️⃣ Só então ligue OPTIMIZE(2)


🧩 Exemplo simples (código ok no COBOL 5)

MOVE WS-VALOR TO WS-TOTAL IF WS-TOTAL IS NUMERIC DISPLAY "OK" ELSE DISPLAY "DADO INVALIDO" END-IF

🥚 Easter-egg:

No COBOL 4 isso talvez “passasse”.
No 5, isso é disciplina.


🟦 Conclusão Bellacosa™

COBOL 5 não moderniza o código.
Ele moderniza a verdade sobre o código.

Quem migra:

  • reduz CPU

  • ganha performance

  • perde ilusões

E isso… é maturidade mainframe.


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