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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

🎼 Como Criar seu Primeiro Leitmotif com Apenas Quatro Notas : Quando um Programador COBOL Descobre que um Tema Inesquecível Cabe em Menos Espaço que um Copybook

 

Bellacosa Mainframe e os primeiros passos em Leitmotif

🎼 Como Criar seu Primeiro Leitmotif com Apenas Quatro Notas

Quando um Programador COBOL Descobre que um Tema Inesquecível Cabe em Menos Espaço que um Copybook

Depois de descobrir que John Williams, Ennio Morricone, Joe Hisaishi e Nobuo Uematsu parecem programar emoções em vez de apenas escrever músicas, chega a pergunta inevitável:

Como eles fazem isso?

A resposta surpreende.

Eles não começam escrevendo uma música de cinco minutos.

Nem uma sinfonia.

Nem dezenas de acordes.

Eles começam com algo incrivelmente pequeno.

Às vezes...

Quatro notas.

Só isso.

Pode parecer impossível.

Como quatro notas podem criar Star Wars?

Como quatro notas podem criar Indiana Jones?

Como quatro notas podem representar um herói, um vilão ou um mundo inteiro?

Para um programador COBOL, a resposta é familiar.

Um grande sistema bancário também não nasce completo.

Ele começa com um pequeno programa.

Depois surgem as CALLs.

Os COPYBOOKs.

Os módulos.

As rotinas reutilizáveis.

Um leitmotif funciona exatamente da mesma maneira.


Primeiro: esqueça a música

Esse é o maior erro dos iniciantes.

Eles tentam escrever uma música inteira.

Os grandes compositores fazem o contrário.

Primeiro criam uma identidade.

Depois escrevem a música.

Imagine que você precisa desenvolver um sistema novo.

Você começa digitando milhares de linhas?

Claro que não.

Primeiro define:

  • objetivo;

  • arquitetura;

  • entidades;

  • responsabilidades.

Na música acontece igual.


Etapa 1 — Descubra quem vai "executar"

Antes de pensar em notas, faça uma pergunta simples.

Quem é o dono desse tema?

Pode ser:

  • um herói;

  • um vilão;

  • uma cidade;

  • uma nave espacial;

  • um dragão;

  • uma lembrança;

  • uma empresa;

  • uma guilda;

  • um sistema legado.

Nunca tente representar tudo.

Representar tudo é igual criar uma variável chamada:

01 DADOS-GERAIS.

Ela não explica absolutamente nada.

Escolha um único conceito.


Etapa 2 — Três palavras

Agora descreva esse conceito usando apenas três palavras.

Exemplo.

Indiana Jones

  • aventureiro

  • curioso

  • corajoso

Darth Vader

  • poderoso

  • inevitável

  • sombrio

Frieren

  • tranquila

  • antiga

  • melancólica

Bellacosa Mainframe

  • veterano

  • resiliente

  • curioso

Essas três palavras serão sua especificação funcional.


Etapa 3 — Imagine um movimento

Essa parte é fantástica.

Esqueça as notas por um momento.

Imagine apenas como esse personagem anda.

Indiana Jones?

Corre.

Escorrega.

Levanta.

Continua.

Darth Vader?

Anda lentamente.

Pesado.

Sem pressa.

Frieren?

Caminha.

Observa.

Respira.

Um dragão?

Voa.

Plana.

Ataca.

As notas devem acompanhar esse movimento.


Etapa 4 — Bata o ritmo na mesa

Antes das notas...

Faça apenas o ritmo.

Exemplo.

Herói.

TA...
TA TA...
TAAAAA...

Vilão.

TUM...
TUM...
TUM...

Mistério.

TA...
...
TA TA...

Perceba.

Ainda não existe nenhuma nota.

Mesmo assim já existe personalidade.


Etapa 5 — Agora escolha apenas quatro notas

Chegou a hora.

A maioria das pessoas tenta escrever vinte notas.

Não faça isso.

Escolha apenas quatro.

Exemplo.

Dó
Mi
Sol
Ré

Toque.

Repita.

Mude.

Depois.

Dó
Mi
Lá
Ré

Depois.

Dó
Fá
Mi
Ré

Não existe certo.

Existe identidade.


Etapa 6 — A regra da repetição

Nosso cérebro ama repetição.

Pense em:

Star Wars.

Super Mario.

Harry Potter.

Indiana Jones.

Quase todos repetem alguma coisa.

A repetição cria memória.

Mas...

Existe um detalhe.


Etapa 7 — A surpresa

Depois de repetir...

Quebre.

Exemplo.

TA
TA
TA

Você espera outra nota igual.

Então aparece uma nota muito mais alta.

Ou muito mais grave.

Ou uma pausa.

Essa quebra é o que faz você prestar atenção.

Na programação isso lembra um IF inesperado.

Você acreditava que o fluxo continuaria.

Mas o algoritmo mudou.


Etapa 8 — Assobie

Aqui está um teste usado por muitos compositores.

Assobie.

Sem piano.

Sem violão.

Sem orquestra.

Sem efeitos.

Se você consegue lembrar depois de cinco minutos...

Existe alguma coisa ali.

Se você esqueceu imediatamente...

Continue experimentando.


Etapa 9 — Escolha o instrumento

Agora imagine.

Quem vai tocar?

Violino?

Piano?

Trompa?

Harmônica?

Flauta?

Coral?

Sintetizador?

John Williams escolhe muito bem os metais.

Morricone amava a harmônica.

Joe Hisaishi gosta do piano.

Kevin Penkin mistura instrumentos étnicos.

O instrumento também fala.


Etapa 10 — Não escreva outra música

Esse talvez seja o segredo mais importante.

Você acabou de criar quatro notas.

Pronto.

Não invente outro tema.

Pegue exatamente essas quatro notas.

Agora faça versões.


Versão triste

Mais lenta.

Mais baixa.

Piano.


Versão heroica

Metais.

Cordas.

Percussão.


Versão misteriosa

Flauta.

Poucas notas.

Muito silêncio.


Versão de batalha

Mais rápida.

Mais forte.

Mais instrumentos.


Você acabou de fazer o que John Williams faz

Percebeu?

Você não escreveu quatro músicas.

Escreveu apenas uma.

Ela mudou de roupa.


O exercício Bellacosa Mainframe

Vamos imaginar o seguinte personagem.

Um programador COBOL entra sozinho no CPD às três da manhã.

Apenas ele.

Os servidores.

O barulho do ar-condicionado.

As luzes verdes piscando.

Seu objetivo?

Executar o último job antes da aposentadoria.

Três palavras.

  • experiência

  • responsabilidade

  • nostalgia

Ritmo.

TAN...
TAN TAN...
TAAAAAN...

Quatro notas imaginárias.

Ré
Fá
Mi
Lá

Agora faça quatro versões.

Entrada no CPD

Piano.

Descobrindo um problema

Cordas graves.

O job termina com sucesso

Metais.

Caminhando para fora do prédio

Piano novamente.

As mesmas quatro notas.

Quatro emoções diferentes.


A técnica LEGO

Existe uma comparação excelente.

Imagine uma caixa de LEGO.

Você possui apenas vinte peças.

Mesmo assim consegue montar:

  • um carro;

  • uma casa;

  • um robô;

  • um castelo.

Leitmotifs funcionam igual.

Poucas notas.

Muitas combinações.

Os grandes compositores raramente criam milhares de ideias.

Eles exploram profundamente poucas ideias.


O maior erro dos iniciantes

Adicionar notas demais.

Acreditar que complexidade significa qualidade.

Não significa.

Os temas mais lembrados da história costumam ser incrivelmente simples.

Eles sobrevivem porque possuem identidade.

Não porque possuem virtuosismo.


Bellacosa Mainframe

Para um programador COBOL, um leitmotif é praticamente um COPYBOOK.

Você escreve uma vez.

Depois reutiliza.

Em vez de copiar e colar código...

Você reutiliza emoção.

Cada cena faz um CALL para aquele pequeno módulo musical.

O público talvez nunca perceba conscientemente.

Mas seu cérebro executa algo parecido com:

CALL "LEITMOTIF-HEROI"

IF PERSONAGEM-EVOLUIU
    PERFORM ORQUESTRAR
ELSE
    PERFORM EXECUTAR-EM-PIANO
END-IF.

John Williams não precisava reinventar uma melodia para cada cena.

Ele fazia exatamente o que todo bom arquiteto de software faz:

Criava um núcleo sólido.

Depois reutilizava esse núcleo de dezenas de maneiras diferentes.

É por isso que, cinquenta anos depois, basta ouvir quatro notas para que nossa mente viaje instantaneamente para uma galáxia muito, muito distante... ou para um arqueólogo correndo atrás de uma relíquia com um chicote na mão.

Esse é o verdadeiro poder de um leitmotif: ele não ocupa muito espaço na partitura, mas ocupa um espaço gigantesco na memória.

 

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🎼
UM CAFÉ NO BELLACOSA MAINFRAME

Anime Soundtrack Mainframe

Uma viagem pelo código-fonte invisível das trilhas sonoras, dos leitmotifs e das melodias que continuam executando na memória muito depois dos créditos finais.

JOB SOUNDTRACK-HUB EXECUTANDO — RC=0000
TRACK 01
🎼

Leitmotif sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que John Williams Também Programava... Só que em Notas Musicais

Descubra como pequenas sequências musicais podem representar personagens, lugares, ameaças, lembranças e destinos. Um mergulho no leitmotif como COPYBOOK emocional do cinema, dos animes e dos games.

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TRACK 02
🎹

Como Criar seu Primeiro Leitmotif

Quando um Tema Inesquecível Cabe em Menos Espaço que um Copybook

Um tutorial prático para criar um motivo musical usando apenas quatro notas. Aprenda a trabalhar ritmo, repetição, timbre, variação, personagem e emoção como módulos reutilizáveis de um sistema musical.

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TRACK 03
🧠

Os 10 Segredos de uma Melodia Inesquecível

Quando o Cérebro Também Possui Cache e Alguns Temas Nunca Sofrem RESET

Ritmo, repetição, intervalos, pausas, surpresa, expectativa e resolução. Conheça os mecanismos que fazem temas de filmes, animes e jogos permanecerem residentes no cache emocional durante décadas.

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TRACK 04
🎧

O Código-Fonte Invisível dos Animes

Quando as Trilhas Sonoras Também Executam Jobs em Segundo Plano

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TRACK 05
💿

Acervo e Coletânea de Trilhas Sonoras

Descubra Onde Pesquisar, Ouvir e Estudar Anime Soundtracks

Um ponto de partida para localizar álbuns, compositores, coleções, bancos de dados, comunidades e referências ligadas às trilhas sonoras de animes, filmes, jogos e produções japonesas.

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🎵 ROTEIRO + 🎞️ ANIMAÇÃO + 🎼 TRILHA SONORA = ❤️ MEMÓRIA

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