🧠🔥 Mapa comparativo manual: Mainframe ↔ Instana Observability
Analogias diretas para quem já leu SMF em hexadecimal e agora vê JSON piscando
☕ 02:41 — Quando o APM tenta explicar o que o SMF já sabia
Todo mainframer que olha para uma ferramenta de observabilidade moderna (Instana, por exemplo) tem a mesma sensação:
“Isso aqui… eu já vi antes.”
E viu mesmo.
A diferença é que agora:
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o dump é distribuído
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o JES virou dashboard
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o operador virou SRE
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e o problema continua sendo tempo, estado e falha
Este artigo é um mapa mental de tradução, para tornar aplicações distribuídas palpáveis para quem vem do z/OS.
🗺️ O mapa comparativo essencial (guarde isso)
| Mundo Mainframe | Instana / Observabilidade | Tradução Bellacosa |
|---|---|---|
| SMF | Distributed Traces | Registro detalhado do que aconteceu, quando e por onde passou |
| RMF | Métricas (CPU, memória, latência) | Capacidade, consumo e gargalos |
| JES / Spool | Logs correlacionados | O que foi executado, em que ordem e com qual resultado |
| CICS Transaction | Service / Endpoint | Unidade lógica de trabalho |
| Program / Module | Microservice | Código executável com responsabilidade específica |
| Abend | Incident | Falha detectável que exige ação |
| Return Code | Error Rate / Status Code | Sucesso ou falha mensurável |
| Job Chain | Service Dependency Map | Ordem e dependência entre execuções |
| Operador | SRE / On-call | Quem sofre primeiro |
| Console z/OS | Dashboard em tempo real | O painel que ninguém olha até dar problema |
😈 Easter egg:
Se você entende RMF, já entende 80% de qualquer APM.
1️⃣ História curta: do SMF ao Trace distribuído 🕰️
No mainframe:
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O sistema sempre foi observável
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Só exigia estudo, paciência e café
No mundo distribuído:
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A observabilidade precisou ser reinventada
-
Porque ninguém mais sabia onde o código rodava
📌 Comentário Bellacosa:
Observabilidade não nasceu na cloud.
Ela foi redescoberta.
2️⃣ SMF ↔ Traces: a analogia mais poderosa 🔍
SMF
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Sequência precisa
-
Contexto
-
Correlação temporal
Trace distribuído
-
Request entra
-
Passa por N serviços
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Sai (ou morre no caminho)
🔥 Tradução direta:
Um trace é um SMF espalhado pela rede, costurado em tempo real.
3️⃣ RMF ↔ Métricas: capacidade nunca saiu de moda 📊
RMF
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CPU
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I/O
-
Memory
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Throughput
Instana Metrics
-
CPU
-
Memory
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Latência
-
Saturação
😈 Curiosidade:
A diferença não é o conceito.
É que agora todo mundo descobriu que capacidade importa.
4️⃣ Job chain ↔ Dependency Graph 🧩
No batch:
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JOB A → JOB B → JOB C
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Quebrou A, nada anda
No distribuído:
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Serviço A → Serviço B → Serviço C
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Quebrou B, metade do sistema “funciona”
📌 Comentário ácido:
Falha parcial é batch quebrado com marketing.
5️⃣ Console ↔ Dashboard: o mesmo vício 👀
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Console ignorado = desastre
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Dashboard ignorado = post-mortem
🔥 Regra eterna:
O problema não é a ferramenta.
É quem só olha quando dói.
6️⃣ Passo a passo mental para o mainframer entender Instana 🧭
1️⃣ Pense em transação, não em tela
2️⃣ Pense em fluxo, não em serviço isolado
3️⃣ Pense em capacidade, não em “escala infinita”
4️⃣ Pense em falha como estado normal
5️⃣ Pense em correlação, não em log solto
📌 Mantra Bellacosa:
Sem correlação, não há diagnóstico.
7️⃣ Curiosidades que só mainframer percebe 😈
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Observabilidade virou buzzword
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Mas sempre foi obrigação
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Logs sem contexto são JES sem DD
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Alert sem ação é operador sem autoridade
📚 Guia de estudo recomendado (sem hype)
Conceitos
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Observabilidade (metrics, logs, traces)
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Resiliência
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SRE
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Arquitetura distribuída
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Event-driven
Exercício prático
👉 Pegue um trace no Instana
👉 Leia como se fosse um SMF
👉 Pergunte: onde começou a dar errado?
🎯 Aplicações práticas desse mapa
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Integração mainframe ↔ cloud
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Modernização segura
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Diagnóstico de incidentes
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Treinamento de times híbridos
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Arquitetura corporativa
🖤 Epílogo — 03:33, o gráfico faz sentido
Quando o mainframer entende observabilidade moderna, algo muda:
Ele para de perguntar
“O que é isso?”
E começa a afirmar:
“Ah… então foi aqui que deu ruim.”
El Jefe Midnight Lunch assina:
“Instana não inventou observabilidade. Só colocou UI no que o mainframe sempre soube fazer.”
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