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segunda-feira, 16 de março de 2026

🚀 O Maestro Invisível do Mainframe: Como o WLM Decide Quem Vive, Quem Espera e Quem Domina o IBM Z

Bellacosa Mainframe apresenta o maestro invisivel do Mainframe: WLM

 

🚀 O Maestro Invisível do Mainframe: Como o WLM Decide Quem Vive, Quem Espera e Quem Domina o IBM Z

“O z/OS não é apenas um sistema operacional. É um sistema de sobrevivência computacional — e o WLM é seu cérebro.”

Se você é um padawan do mainframe 🧙‍♂️, há um momento em que tudo muda.
Você deixa de ver jobs, CICS e DB2 como coisas isoladas… e passa a enxergar um ecossistema vivo, onde milhares de tarefas lutam pelos mesmos recursos.

Nesse universo, existe um árbitro supremo:

🧠 Workload Manager — WLM

Sem ele, um mainframe moderno seria apenas um supercomputador caro brigando consigo mesmo.


🏛️ Antes do WLM: o caos elegante dos anos 70 e 80

Nos primórdios do MVS, a prioridade era… manual.

Operadores e sysprogs definiam:

  • Prioridades fixas

  • Classes de execução estáticas

  • Ajustes “no feeling”

  • Reconfiguração constante

Problemas clássicos:

💥 Batch travando online
💥 CICS lento em horário de pico
💥 CPU livre e usuários reclamando
💥 Sistema imprevisível

O hardware evoluiu. O software também precisava evoluir.


⚙️ O nascimento do WLM — computação orientada ao negócio

O WLM moderno surgiu com o OS/390 nos anos 90.

A ideia foi revolucionária:

❌ Não gerenciar processos
✅ Gerenciar objetivos de negócio

Você não diz:

👉 “Este job tem prioridade 8”

Você diz:

👉 “Quero que 90% das transações respondam em até 1 segundo”

O sistema decide como chegar lá.


🎼 O WLM é um maestro, não um executor

Ele não executa código.

Ele coordena:

  • Dispatcher (CPU)

  • IOS (I/O)

  • Memory manager

  • PR/SM (hardware)

  • Subsystems (CICS, DB2, etc.)

Política → Prioridade → Recursos → Execução

🧩 Os elementos fundamentais do WLM

🏷️ Service Class — “Quem é você?”

Categoria de workload com tratamento específico.

Exemplos reais:

  • CICS_ONLINE

  • DB2_OLTP

  • BATCH_HIGH

  • TSO_USERS

  • DISCRETIONARY

Uma única classe pode representar centenas de workloads.


🎯 Goal — “O que esperamos de você?”

Tipos principais:

  • ⏱️ Response Time — tempo de resposta

  • ⚡ Velocity — progresso contínuo

  • 💤 Discretionary — use as sobras


⭐ Importance — “Quão importante você é?”

Escala de 1 a 5:

1️⃣ Missão crítica
5️⃣ Pode esperar

Sob escassez, isso decide tudo.


⏱️ Performance Periods — prioridade dinâmica

Uma obra-prima do design do WLM.

Permite tratar o mesmo trabalho de forma diferente ao longo do tempo.

Exemplo típico:

Período 1 — Importance 1 — resposta rápida
Período 2 — Importance 3 — menos crítico
Período 3 — Discretionary — só sobras

👉 Protege o sistema contra trabalhos “runaway”.


🧭 Classification Rules — o roteador automático

Determinam qual workload entra em qual Service Class.

Critérios possíveis:

  • Job name

  • User ID

  • Address space name

  • Transaction name (CICS)

  • Atributos de enclave

  • Padrões (wildcards)

💎 Curiosidade: também podem marcar workloads como Storage Critical.


⚡ Dispatchable Units — quem realmente roda

O dispatcher não agenda jobs.

Ele agenda DUs:

  • 🧾 TCB — tasks de aplicação

  • ⚡ SRB — trabalho de sistema

Múltiplas DUs podem rodar simultaneamente no mesmo address space.


🧮 Dispatching Priority — o número mágico

Escala: 0–255 (geralmente >190)

👉 Maior valor ⇒ maior chance de CPU

Mostrado no SDSF (painel DA).

É recalculado constantemente pelo WLM.


📀 I/O Priority e Memory

O WLM também influencia:

📀 I/O

  • Prioridade de acesso a discos

  • Filas de dispositivos

  • Latência de storage

Sem grupos específicos:

👉 I/O priority = Dispatching priority


💾 Storage Critical

Protege workloads contra swap.

Não dá mais memória — evita que sejam expulsos da RAM.

Crucial para:

  • CICS

  • DB2

  • Middleware

  • Serviços online


🩸 Donor vs Receiver — economia de recursos

Sob escassez:

  • 🏆 Receivers → precisam cumprir metas

  • 🩸 Donors → cedem recursos

  • 💤 Discretionary → só sobras

Regra importante:

👉 Só doa quem está usando.


🧠 Enclaves — workloads distribuídos

Representam trabalho que atravessa múltiplos address spaces.

Muito usados em:

  • DB2 DDF

  • APIs

  • Java servers

  • MQ

  • Middleware

Permitem controle ponta a ponta.


🧪 Curiosidades e Easter Eggs

💎 O WLM é considerado uma das maiores vantagens competitivas do mainframe.

💎 Muitos conceitos de QoS em cloud vieram daqui.

💎 Sistemas distribuídos ainda lutam para replicar essa sofisticação.

💎 O mainframe pode parecer “antigo”, mas seu scheduler é mais avançado que o de muitos sistemas modernos.


💥 Falhas mais comuns em produção

❌ Políticas mal projetadas

Sintomas:

  • CPU alta sem ganho real

  • Online lento

  • Batch dominando horários críticos


❌ Service Classes demais

Complexidade gera comportamento imprevisível.


❌ Classificação incorreta

Workloads críticos tratados como comuns.


❌ Ignorar Performance Periods

Trabalhos longos monopolizam recursos.


🛠️ Como controlar e acompanhar

Ferramentas principais:

🖥️ SDSF

  • DA — Address Spaces ativos

  • ENCLAVES — workloads distribuídos

  • ST — Jobs


📊 RMF

Análise profunda de performance.


⚙️ WLM ISPF / z/OSMF

Configuração de políticas.


📈 SMF records

Base para capacity planning e auditoria.


🧭 Como pensar como um especialista

Quando algo está lento, pergunte:

👉 Qual recurso está saturado?
👉 Quem está consumindo?
👉 Esse workload deveria ter essa prioridade?
👉 O WLM está cumprindo ou ignorando metas?


🏆 A verdade final

O poder do mainframe não está apenas no hardware.

Está na capacidade de usar recursos de forma:

✔️ previsível
✔️ controlada
✔️ orientada ao negócio
✔️ resiliente sob carga extrema


🧠 Frase para levar para a vida

WLM não decide quem roda primeiro.
Ele decide quais objetivos do negócio serão preservados quando os recursos acabarem.





domingo, 18 de janeiro de 2026

Single Source of Truth (SSOT): a verdade nua, crua… e versionada

 

Bellacosa Mainframe e o conceito de single source of truth

Single Source of Truth (SSOT): a verdade nua, crua… e versionada

Se existe um conceito que todo arquiteto, analista, DBA, operador e até estagiário já ouviu — e todo mundo acha que já tem — esse conceito é o tal do Single Source of Truth.
Spoiler: quase ninguém tem de verdade. E no mainframe isso é ainda mais sagrado (e mais difícil).

Senta que lá vem história.


🧠 Origem: quando a verdade ainda cabia em um arquivo VSAM

Antes de buzzwords, cloud, data mesh e dashboards coloridos, o SSOT já existia — só não tinha nome chique.

Nos anos 60/70, no mundo IBM Mainframe, a regra era simples:

“Existe um dado oficial. O resto é cópia, relatório ou dor de cabeça.”

  • Um master file VSAM

  • Um DB2 table owner bem definido

  • Um CICS que mandava na regra de negócio

Se o saldo do cliente estava no arquivo X, qualquer outro valor estava errado, não “divergente”.

👉 Isso era SSOT by design, não por moda.


📜 Definição curta (para colar na parede da sala)

Single Source of Truth é a fonte única, autorizada e confiável de um dado, regra ou estado de negócio.

  • Não é só onde o dado está

  • É quem manda nele

  • É quem pode mudar

  • É quem responde quando dá problema

No mainframe, isso sempre foi levado a sério porque…
💸 erro de dado = dinheiro real sumindo.


🏗️ SSOT no Mainframe: raiz forte, galhos controlados

No mundo IBM Mainframe, o SSOT normalmente assume estas formas:

  • 📦 DB2 → verdade transacional

  • 📁 VSAM KSDS/ESDS → registros mestres históricos

  • 🧠 CICS → verdade das regras online

  • 📊 SMF/RMF → verdade operacional

  • 🔐 RACF → verdade de segurança (e ponto final)

E aqui vai a regra de ouro, estilo Bellacosa:

Se dois sistemas “mandam” no mesmo dado… nenhum manda.


⚠️ O problema moderno: todo mundo quer sua própria verdade

Com a chegada de:

  • Data Lakes

  • BI Self-Service

  • Microservices

  • Replicações near-real-time

  • APIs para tudo

Nasceu o monstro de três cabeças:

🧟 A Verdade Paralela
🧟 A Verdade de Cache
🧟 A Verdade do PowerPoint

Cada área passa a ter:

  • “Meu dado”

  • “Meu relatório”

  • “Minha métrica”

E quando os números não batem…

👉 a culpa é do mainframe, claro 😏


🧩 Formatos de SSOT (sim, existem vários)

1️⃣ SSOT Transacional

  • Fonte: DB2 / CICS

  • Uso: sistemas core

  • Alta integridade

  • Baixa tolerância a erro

💡 Mainframe é rei aqui.


2️⃣ SSOT Analítico

  • Fonte: DW / Lakehouse

  • Uso: BI, KPIs

  • Risco: latência e transformação

⚠️ Não confundir com verdade operacional.


3️⃣ SSOT de Configuração

  • Fonte: repositórios únicos

  • Ex: parâmetros, tabelas de domínio

🧨 Dica: tabela “copiada” em cada sistema não é SSOT.


4️⃣ SSOT de Governança

  • Catálogos de dados

  • Data lineage

  • Glossário corporativo

📚 Onde a verdade é documentada, não só armazenada.


🛠️ Dicas práticas (da trincheira, não do slide)

✔️ Defina ownership real

“Quem acorda às 3h da manhã se der erro?”

✔️ Separe dado de consumo

  • Origem ≠ réplica ≠ cache

✔️ Documente a verdade

  • Se não está escrito, vira lenda urbana.

✔️ Controle quem escreve

  • Ler é democrático. Escrever não.

✔️ Mainframe como âncora

  • Sistemas modernos orbitam. O core não flutua.


💣 Riscos clássicos (a lista da vergonha)

  • ❌ Duas bases “oficiais”

  • ❌ ETL que “corrige” dado

  • ❌ BI explicando divergência em reunião

  • ❌ Regra de negócio fora do core

  • ❌ “É só um relatório…”

⚠️ Relatório nunca é inocente.


🧪 Curiosidades & Easter Eggs

🥚 Easter Egg #1

Muitos sistemas “modernos” recriam SSOT… e descobrem 30 anos depois o que o CICS já fazia.

🥚 Easter Egg #2

RACF é um dos SSOTs mais respeitados da empresa — ninguém questiona.

🥚 Easter Egg #3

O termo SSOT ficou famoso com BI, mas nasceu no batch noturno.


🧠 Reflexão final (El Jefe mode ON)

SSOT não é tecnologia.
É disciplina organizacional.

Você pode ter:

  • Cloud

  • Kafka

  • Lakehouse

  • AI

  • Dashboard bonito

Mas se não souber qual dado é o oficial

👉 Você só tem várias mentiras bem organizadas.


☕🌙 Midnight Lunch Thought
No fim do dia (ou da madrugada):
quem controla a verdade controla o sistema.
E historicamente…
o mainframe sempre soube disso.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

📘 REPOST: CICS Command Level para padawans

 

CICS Command Level for Padawans


📘 CICS Command Level para padawans

Um guia passo a passo para entender o que é CICS, aprender e planejar um roteiro de estudos com o orquestrador do online em Mainframe.

#ibm #mainframe #cobol #cics #t3270 #vsam #bms #ksds #esds #ceda #ceci #cemt 


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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 6.3 — O CICS que Abraça Observabilidade, IA e Produtividade

 

Bellacosa Mainframe anuncia CICS 6.3

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 6.3 — O CICS que Abraça Observabilidade, IA e Produtividade



📅 Datas Importantes — A Nova Era do CICS

📌 Data de Lançamento (GA): setembro de 2025 — quando o CICS TS 6.3 foi oficialmente disponibilizado e começou a aparecer nos sites de suporte e anúncios de parceiros de tecnologia.
📌 Status de Suporte: Em ciclo ativo com continuous delivery, recebendo atualizações, PTFs e melhorias contínuas.
📌 Fim de Vida (EOS): Ainda não foi anunciado oficialmente, mas como parte da família 6.x ela terá suporte por vários anos seguindo o clássico ciclo de vida IBM.

💬 Bellacosa comenta:

“6.3 não é só um número novo no manual do z/OS — é o CICS se tornando ainda mais observável, mais seguro e oficialmente pronto para IA e produtividade moderna.”


CICS 6.3

🆕 O que há de novo em CICS TS 6.3

🚀 1) Observabilidade Nativa com OpenTelemetry

Uma das alterações mais impactantes foi o suporte nativo ao OpenTelemetry, permitindo tracing distribuído de transações e uma visão completa dos fluxos de trabalho end-to-end.
Isso significa que você pode correlacionar transações CICS com calls externos, serviços em nuvem e outros componentes corporativos, tudo com um único padrão de tracing.

💬 Bellacosa:

“Nunca mais adivinha qual foi o gargalo — agora a transação grita o caminho inteiro até você ver no painel.”


🛠️ 2) Configuração Simples & YAML-Driven

Adeus à configuração dispersa em centenas de datasets JCL/CNTL. CICS TS 6.3 introduz suporte a configuração via YAML, com auto-completar e context help, e uma ferramenta CLI no z/OS que provisiona e descarrega regiões CICS com um único manifesto.

💡 Bellacosa tip:

“Configurar CICS agora é quase como trabalhar com Kubernetes — tudo versionável e rastreável no Git.”


👩‍💻 3) Experiência de Desenvolvedor 2.0

CICS 6.3 amplia o suporte IDE com extensões para VS Code e o IBM Z Open Editor, promovendo:

  • Syntax highlighting,

  • Auto-completion CICS,

  • Inspeção de recursos direto no editor.

Além disso, snippets, templates e suporte estendido a linguagens modernas aumentam a produtividade dos times.

💬 Bellacosa disse:

“Desenvolver COBOL/PL/I no VS Code já é realidade — e sem tôco no terminal 3270!”


☕ 4) Java e Frameworks Modernos

CICS TS 6.3 atualiza o suporte a linguagens e runtimes modernos com:

  • Java 21,

  • Jakarta EE 10,

  • Eclipse MicroProfile 6,

  • Spring Boot 3.

Isso traz performance aprimorada, recursos modernos de APIs, e compatibilidade com frameworks corporativos atuais.

💬 Bellacosa comenta:

“Java 21 no mainframe? Sim, senhor — versão que abraça modernidade e performance para APIs que não tiram sono.”


🤖 5) CICS AI-Ready com MCP e Agentes

Uma das partes mais “sci-fi” do 6.3 é o Model Context Protocol (MCP) server embutido.

Agora agentes de IA podem se conectar diretamente aos dados e estado do CICS, ajudando a responder perguntas operacionais, gerar insights e sugerir otimizações em tempo real.

💬 Bellacosa sussurra:

“É como ter um colega guru CICS no Slack, mas internamente integrado ao próprio sistema.”


🔐 6) Segurança & Zero Trust Fortalecidos

CICS TS 6.3 adiciona reforços de segurança:

✔ Mais cobertura de AT-TLS nas conexões CICS
✔ Novas views no CICS Explorer para análise de definições RACF
✔ Segurança que se alinha ao modelo Zero Trust com opções para exigir conexões totalmente criptografadas

💡 Bellacosa tip:

“Compliance é coisa séria — e 6.3 coloca CICS no radar Zero Trust sem dor.”


🧠 Resumo das Novidades (Bellacosa Style)

Observabilidade que realmente funciona
Configuração como código (YAML)
Produtividade dev com IDE moderno
Java e frameworks atualizados
IA integrada com MCP agentes
Segurança reforçada com Zero Trust

Tudo isso transforma o CICS de um robusto servidor transacional em uma plataforma de serviços pronta para o mundo híbrido corporativo moderno.


📜 História de Cliente — O “Caso da Logística Instantânea”

📍 Empresa de logística global (final de 2025):
Essa empresa tinha:

🔹 Back-end CICS clássico
🔹 APIs REST com performance crítica
🔹 Dashboards distribuídos em múltiplas nuvens

Eles migraram para CICS 6.3 e:

  1. Configuração via YAML reduziu tempo de setup de semanas para dias.

  2. OpenTelemetry permitiu rastrear transações desde o front até o service backend.

  3. VS Code + snippets acelerou onboarding de novos devs.

  4. MCP IA Agents forneceram relatórios automatizados de saúde da região.

  5. Segurança Zero Trust passou auditorias NIST e PCI sem ajustes extras.

💬 Bellacosa resume:

“6.3 não só diminuiu os ABENDs — ele fez os devs e a operação dormirem melhor.”


🎯 Dicas Bellacosa para Dominar o CICS TS 6.3

🔹 Comece com OpenTelemetry: integre tracing com suas ferramentas corporativas.
🔹 Versione suas configurações YAML no Git: menos erro humano, mais auditabilidade.
🔹 Use VS Code com extensões: aumente produtividade da equipe inteira.
🔹 Explore MCP Agents: deixe a IA correndo queries operacionais úteis.
🔹 Reforce Zero Trust: configure AT-TLS como default.


🚀 Conclusão Bellacosa

CICS TS 6.3 é o CICS do futuro — ele pega décadas de robustez e as combina com observabilidade moderna, IA pronta para uso, produtividade de engenharia e segurança avançada. Isso não é apenas um upgrade; é o CICS se reinventando para a próxima geração de aplicações corporativas híbridas.


quinta-feira, 17 de julho de 2025

🖥️ CICS: O Coração do Processamento Online no Mainframe


Bellacosa Mainframe apresenta o CICS para Padawans


🖥️ CICS: O Coração do Processamento Online no Mainframe

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Salve jovem padawan em mais um artigo de nossa jornada, desmitificando o Mainframe, vamos falar sobre um Softwares, que trabalha nas sombras, mas que sem ele, o mundo mainframe não poderia atender aos milhões de usuários, que interagem com os diversos sistemas COBOL e de outras linguagens de Alta Plataforma.

Você já se perguntou como sistemas bancários, de companhias aéreas ou de seguradoras conseguem responder a milhares de transações por segundo com segurança e rapidez? A resposta pode estar em três letrinhas: CICS.

📌 O que é o CICS?

CICS (Customer Information Control System) é um monitor de transações desenvolvido pela IBM na década de 1960. Ele é amplamente utilizado em ambientes mainframe z/OS para controlar e executar aplicações online, especialmente aquelas escritas em COBOL.

Em termos simples: o CICS gerencia aplicações interativas que processam transações simultâneas em tempo real.

📜 Um Pouco da História

🗓️ O CICS foi lançado em 1968, quando a IBM percebeu a necessidade de um sistema que permitisse múltiplos acessos simultâneos ao mesmo programa, sem travar ou perder dados.

🧠 O projeto foi liderado por engenheiros da IBM em Des Moines, Iowa (EUA). A primeira versão era bem mais limitada que o que conhecemos hoje, mas logo se tornou peça-chave nos grandes sistemas corporativos.

📝 Antes dos terminais 3270 e o CICS, toda a informação era gerada em relatórios em papel zebrado e continuo, enormes caixas circulavam entre a Matriz com as Impressoras e as Agências, um verdadeiro inferno de logística, gastando toneladas de papel, o padrão eram relatórios com 255 caracteres e 80 caracteres.

🇧🇷 No Brasil esse tipo de processamento em papel foi bem comum até meados da década de 80 no século passado, quando os primeiros 3270 começaram a expandir-se, devido à reserva de mercado. Vivemos um certo atraso, porém já no final da década, tínhamos as ATMs, o Banco telefônico e os cartões magnéticos, ainda somente com fita, o chip veio surgir uns 10 ou 15 anos depois.

Logotipo Banco do Brasil


A primeira instituição financeira a utilizar o CICS em suas transações bancarias foi o Banco do Brasil, no final dos anos 60.

💡 Por Que o CICS é Tão Importante?

Imagine uma agência bancária nos anos 70 recebendo milhares de clientes por dia. Cada saque, depósito ou consulta de saldo é uma transação que precisa ser registrada, validada e respondida em tempo real. O CICS tornou isso possível com:

  • Alta disponibilidade
  • Baixa latência
  • Suporte a múltiplos usuários
  • Recuperação de falhas
  • Segurança transacional

O CPD Centro de Processamento de Dados do Bradesco

Um IBM 1401 com 4 Kilobytes de memoria.

CPD Centro de Processamento de Dados do Bradesco

Antiga agência da Paulista


Uma agência do Banespa

Sem computadores somente papel e calculadoras

Agencia do extinto Banco Real


Agencia do Banco Real na PUC RIO


Analise de contas e movimentos financeiros antes do cics online


Antes do CICS

Uma era de listagens e mais listagens de papel, atualizados manualmente e posteriormente planilhados em folhas de digitação e enviadas a Matriz ou Centros de Digitação. Eram criadas fitas magnéticas, que eram consolidados no processamento Batch diário e impresso ao final da madrugada, por essa razão as agências bancarias abriam as portas as 10 da manhã. Um processo de logística imenso entrava em ação para levar as informações para cada Agência.

Workflow bancario pré-cics


Essa era a logística do processo de impressão.


Formulario continuo zebrado 255 colunas
Folha de impressão zebrada e continua.

Após o CICS e os terminais 3270

O processo ficou muito mais rápido, com a chegada dos discos magnéticos, o arquivo indexado VSAM e os primeiros bancos de dados IMS DL/I Adabas, o processamento de dados ganhou mais velocidade.

Porém, no Brasil havia mais uma barreira a ser vencida, a precaridade das linhas de comunicação telefônicas e em algumas regiões problemas estruturais de falta de eletricidade. Mas ai, são pontos para outra história.

Agencia bancaria online decada de 1990


Uma criação do inventor escocês Shepherd-Barron, o primeiro caixa eletrônico do Mundo foi inaugurado em 27 de junho de 1967 em uma agência do banco Barclays em Enfield, no norte de Londres, um de seis encomendados pelo banco.

Primeiro terminal de autoatendimento ATM


🧾 Um Exemplo de Código COBOL com CICS

Aqui está um exemplo básico de um programa COBOL com comandos CICS que lê dados de uma tela e responde com uma mensagem:

IDENTIFICATION DIVISION.

PROGRAM-ID. HELLOCICS.

DATA DIVISION.

WORKING-STORAGE SECTION.
01 WS-NOME     PIC X(30).
01 WS-MENSAGEM PIC X(80).

PROCEDURE DIVISION.
 
    EXEC CICS
         RECEIVE MAP('TELA001')
         MAPSET('MAPA001')
    END-EXEC

    MOVE 'Ola, ' TO WS-MENSAGEM

    STRING WS-NOME DELIMITED BY SPACE
           ' seja bem-vindo ao CICS!' DELIMITED BY SIZE
      INTO WS-MENSAGEM
    END-STRING

    EXEC CICS SEND MAP('TELA001') MAPSET('MAPA001') FROM(WS-MENSAGEM)
       ERASE
    END-EXEC

    EXEC CICS 
      RETURN 
    END-EXEC.

👉 Este exemplo usa comandos EXEC CICS para interagir com o terminal. Isso permite que o programa leia dados do usuário, processe e envie uma resposta de forma transacional e segura.

Porém, com o podem ter notado, o COBOL não está sozinho, aqui ele usa comando CICS para gerir a comunicação com os terminais, necessita de um Mapa BMS em HLASM para gerar o front-end, o programador ainda necessita compilar o programa. No CICS criar transação, associar a transação ao programa, associar o mapa ao programa, criar o link ao programa e instalar todos os componentes.


🤔 Curiosidades sobre o CICS


🔹 O CICS é usado por mais de 90% dos bancos do mundo para processar transações críticas. 🔹 Estima-se que o CICS processe mais de 30 bilhões de transações por dia globalmente. 🔹 CICS é compatível com linguagens como COBOL, PL/I, C, Java, Node.js e até APIs REST via z/OS Connect. 🔹 O nome original era "Customer Information Control System", mas o significado acabou caindo em desuso — hoje, CICS é só CICS mesmo.


🔗 CICS no Mundo Moderno

Hoje, o CICS evoluiu para suportar arquitetura orientada a serviços, REST APIs, integração com Kafka, MQ, Java EE, entre outros. É um exemplo clássico de tecnologia "legado vivo", que se modernizou sem perder sua robustez.


💬 Conclusão

Então jovem padawans, neste pequeno artigo, conhecemos a origem, a historia, um pequeno exemplo dos diversos componentes. Caso aja maior interação vamos criar mais artigos com uma maior precisão técnica sobre o Online no Mainframe.

Se você trabalha ou pretende trabalhar com mainframe, entender o CICS é essencial. Ele não é apenas uma tecnologia antiga — é uma das engrenagens que fazem o mundo digital girar silenciosamente, 24 horas por dia.

Se quiser saber mais, comente ou me mande mensagem! 📩 Vamos manter o legado vivo e atualizado! 💙💻

#Mainframe #CICS #COBOL #IBM #Tecnologia #TI #Desenvolvimento #Legado #ZOS #Zmainframe #DevMainframe #Modernização

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CICS no Mainframe: entenda o monitor de transações que sustenta bancos, aéreas e seguradoras, processando milhões de operações online com segurança e alta disponibilidade.