segunda-feira, 7 de março de 2022

😈🔥 Lendo um outage cloud como se fosse dump de produção

 


😈🔥 Lendo um outage cloud como se fosse dump de produção


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas para quem já encarou SYSUDUMP às 03:00



☕ 03:07 — Tudo verde… até não estar mais

No cloud, outage começa assim:

  • Nada “quebra”

  • Nada “cai”

  • Tudo só fica estranho

No mainframe, isso tem nome:

pré-abend

Este artigo é um manual de leitura forense, para analisar um outage cloud com a mesma frieza com que se lê um dump de produção.


1️⃣ Contexto histórico: do SYSUDUMP ao dashboard vermelho 🧬

No z/OS:

  • Dump é fotografia do crime

  • O sistema não mente

  • A causa está lá, escondida

No cloud:

  • O dump foi dividido em:

    • métricas

    • logs

    • traces

📌 Comentário Bellacosa:
O erro não ficou mais difícil.
Só ficou espalhado.


2️⃣ Regra de ouro: nunca comece pelo erro final 🚫

Erro final no cloud é como:

  • S0C7 no COBOL

  • SOC1 sem stack

🔥 Tradução:
É consequência, não causa.

😈 Easter egg:
Quem começa pelo stacktrace termina em teoria.


3️⃣ O “dump cloud”: o que equivale a quê 🗂️

MainframeCloud / InstanaFunção
SYSUDUMPTrace completoContexto da execução
SMFTraces + MetricsSequência e consumo
RMFMétricasCapacidade e gargalo
JESLogs correlacionadosOrdem e ambiente
Abend CodeIncidentSintoma visível
ProgramServiceUnidade de falha

📌 Tradução prática:
Você já sabe ler isso. Só mudou o formato.


4️⃣ Passo a passo: leitura de outage como dump 🔍

4.1 — Ache a primeira transação estranha

  • Mais lenta

  • Timeout

  • Erro intermitente

👉 Equivalente ao primeiro campo inválido no dump.


4.2 — Siga o trace como CALL STACK

  • Quem chamou quem

  • Em que ordem

  • Onde parou

😈 Easter egg:
Stack distribuído é CALL TRACE com latência.


4.3 — Correlacione com métricas (RMF feelings) 📊

  • CPU alta?

  • GC?

  • I/O?

  • Saturação?

🔥 Comentário Bellacosa:
Se está lento, alguém está esperando.


4.4 — Observe dependências externas 🌐

  • Banco

  • Fila

  • API terceira

👉 Equivalente ao dataset indisponível no batch.


4.5 — Ignore o barulho 🧹

  • Erros cascata

  • Alertas repetidos

  • Logs genéricos

📌 Mantra:
O erro mais alto não é o primeiro.


5️⃣ Curiosidades que só mainframer percebe 😈

  • Cloud falha “educadamente”

  • Não grita

  • Não para

  • Cobra depois

🔥 Comentário ácido:
Falha silenciosa é mais cara que abend.


6️⃣ Erros clássicos de leitura (não caia neles) ⚠️

❌ Confiar no último erro
❌ Olhar só logs
❌ Ignorar latência
❌ Tratar sintoma como causa
❌ Reagir antes de entender

😈 Easter egg:
Reboot é o novo IPL… e o mais preguiçoso.


7️⃣ Guia mental: perguntas de mainframer 🧠

  • Quando começou?

  • O que mudou?

  • Qual transação foi afetada primeiro?

  • Onde o tempo foi gasto?

  • Quem depende de quem?

  • O que aconteceria se isso falhasse antes?

📌 Tradução:
Perguntas que salvam madrugada.


8️⃣ Guia de estudo prático 📚

Conceitos

  • Observabilidade

  • Falha parcial

  • Resiliência

  • SRE

  • Dependency management

Exercício

👉 Pegue um incidente real
👉 Monte a linha do tempo
👉 Escreva como se fosse post-mortem de batch


🎯 Aplicações reais dessa leitura

  • Diagnóstico rápido

  • Redução de MTTR

  • Comunicação clara com times cloud

  • Governança técnica

  • Auditoria pós-incidente


🖤 Epílogo — 04:01, tudo voltou (por enquanto)

Cloud não é caótica.
Ela só não te dá um dump pronto.

El Jefe Midnight Lunch assina:
“Quando você lê um outage cloud como dump, o pânico vira diagnóstico.”

 

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