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sexta-feira, 30 de julho de 2021

E-E-A-T: Muito Além do SEO

Bellacosa Mainframe evoluindo em seo o conceito de eeat


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

E-E-A-T: Muito Além do SEO

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre Experiência, Credibilidade e Como Inspirar a Próxima Geração de Profissionais IBM Mainframe

"As pessoas não seguem quem sabe mais. Elas seguem quem demonstra conhecimento, compartilha experiências e ajuda os outros a crescer."

Durante décadas trabalhando com IBM Mainframe, aprendi uma lição que vale muito mais do que qualquer linguagem de programação, banco de dados ou sistema operacional.

Tecnologia muda.

Ferramentas evoluem.

Linguagens surgem.

Arquiteturas são reinventadas.

Mas existe algo que continua exatamente igual desde os primeiros computadores da IBM até a era da Inteligência Artificial.

As pessoas aprendem com pessoas.

Essa talvez seja a maior lição que podemos tirar quando falamos de E-E-A-T.

Muitos imaginam que seja apenas mais uma sigla criada pelo Google para classificar páginas na Internet.

Na realidade, ela representa algo muito maior.

Representa confiança.

E confiança sempre foi a moeda mais valiosa da engenharia.

Vamos tomar um café.

Porque essa conversa não é sobre SEO.

É sobre legado.


O que significa E-E-A-T?

A sigla representa quatro pilares.

Experience — Experiência

Você realmente viveu aquilo?

Expertise — Especialização

Você domina o assunto?

Authoritativeness — Autoridade

Outras pessoas reconhecem seu conhecimento?

Trustworthiness — Confiabilidade

Aquilo que você publica pode ser considerado seguro e verdadeiro?

Observe uma curiosidade.

Nenhum desses pilares fala de palavras-chave.

Nenhum fala de algoritmos.

Nenhum fala de Inteligência Artificial.

Todos falam sobre pessoas.


Imagine um incidente em produção

São duas horas da manhã.

O banco inteiro depende de um sistema CICS.

Uma transação começa a falhar.

Quem você gostaria que estivesse ao seu lado?

Alguém que leu três artigos na Internet?

Ou alguém que passou vinte anos resolvendo problemas semelhantes?

A resposta é óbvia.

Você procura experiência.

E é exatamente isso que o Google tenta identificar quando avalia conteúdo.


Experience: o poder de dizer "eu já vivi isso"

Existe uma enorme diferença entre escrever:

"Um ABEND S0C7 ocorre devido a erro de conversão."

E escrever:

"Na primeira vez que enfrentei um S0C7 em produção, descobri que um campo COMP-3 estava sendo alimentado por dados inválidos vindos de um arquivo legado. Foram horas até localizar a origem do problema, mas aquela madrugada mudou completamente minha forma de validar dados."

O primeiro texto informa.

O segundo ensina.

Porque existe experiência.

Experiência não pode ser copiada.

Não pode ser baixada.

Não pode ser gerada automaticamente.

Ela é construída.


Expertise: conhecimento profundo

Conhecer comandos não significa compreender sistemas.

Qualquer pessoa pode decorar:

EXEC CICS LINK

Outra coisa completamente diferente é entender:

  • quando utilizar LINK;

  • quando utilizar XCTL;

  • como isso afeta o fluxo de execução;

  • impacto na manutenção;

  • implicações de desempenho;

  • boas práticas adotadas em grandes bancos.

Especialização aparece nos detalhes.


Autoridade não é vaidade

Muitos confundem autoridade com fama.

Não é.

Autoridade é consequência.

Quando alguém pergunta:

"Quem explica bem COBOL?"

Se vários profissionais respondem:

"Leia os artigos do Bellacosa."

Você construiu autoridade.

Ela não foi comprada.

Foi conquistada.


Confiabilidade é patrimônio

Imagine um artigo ensinando um comando IDCAMS.

O exemplo contém erro.

Centenas de iniciantes copiam aquele código.

Todos falham.

Quanto tempo leva para perder credibilidade?

Pouquíssimos minutos.

Confiabilidade demora anos para ser construída.

Pode desaparecer em um único artigo mal revisado.


O Mainframe sempre viveu de E-E-A-T

Muito antes do Google existir.

Pense nos grandes analistas dos bancos.

Eles eram referência porque:

Tinham experiência.

Dominavam tecnologia.

Eram respeitados.

E inspiravam confiança.

O Google apenas deu nome a algo que nossa profissão sempre valorizou.


O desafio da nossa geração

Existe uma percepção equivocada sobre IBM Mainframe.

Muitos jovens imaginam que seja uma tecnologia antiga.

Ultrapassada.

Sem futuro.

Isso acontece porque, durante muito tempo, nós mesmos falamos pouco sobre ela.

Enquanto comunidades de linguagens modernas produziam milhares de vídeos, blogs e cursos, muitos especialistas em Mainframe compartilhavam conhecimento apenas dentro das empresas.

O resultado foi previsível.

Quem pesquisava na Internet encontrava pouco conteúdo acessível.

Não porque o Mainframe fosse irrelevante.

Mas porque seus especialistas eram discretos.


Evangelizar é abrir portas

A palavra "evangelizar" não significa convencer alguém a pensar como você.

Significa compartilhar boas notícias.

E existe uma excelente notícia para quem está começando.

O Mainframe continua processando algumas das operações mais críticas do planeta.

Pagamentos.

Seguros.

Companhias aéreas.

Governo.

Saúde.

Grandes bancos.

Bilhões de transações passam diariamente por plataformas IBM Z.

Isso merece ser contado.


O Padawan não procura um herói

Ele procura um guia.

Muitos iniciantes chegam assustados.

Encontram termos como:

  • JES2;

  • RACF;

  • VSAM;

  • IMS;

  • JCL;

  • CICS;

  • DB2.

Tudo parece um idioma alienígena.

Nosso papel não é impressionar.

É traduzir.

Quando explicamos com calma, usando exemplos e analogias, diminuímos a distância entre o medo e a curiosidade.


Mostrar o propósito antes da sintaxe

É comum ensinar COBOL começando por IDENTIFICATION DIVISION.

Mas talvez a primeira pergunta devesse ser outra.

"Por que o COBOL ainda existe?"

Quando o aluno entende que aquele programa pode movimentar milhões de reais por minuto, processar aposentadorias, autorizar cartões ou registrar voos, a linguagem deixa de ser apenas código.

Ela ganha significado.

Pessoas aprendem melhor quando enxergam propósito.


Criar uma onda positiva

Toda comunidade cresce quando celebra conquistas.

Compartilhe quando um aluno conseguir o primeiro emprego.

Comemore a primeira certificação.

Divulgue projetos pessoais.

Mostre laboratórios feitos em casa.

Valorize pequenas vitórias.

Essas histórias inspiram muito mais do que estatísticas.


Conte histórias, não apenas comandos

Ninguém lembra de uma lista enorme de parâmetros do SORT.

Mas todos lembram da história daquele processamento que terminou cinco horas antes porque alguém reorganizou corretamente os arquivos.

Histórias criam memória.

Memória cria aprendizado.


Transforme complexidade em curiosidade

Em vez de dizer:

"Hoje vamos estudar RACF."

Experimente:

"Você já imaginou como um banco garante que apenas a pessoa certa tenha acesso aos dados certos, no momento certo? É exatamente isso que o RACF faz."

A curiosidade abre caminho para o conhecimento.


Seja transparente sobre os desafios

Evangelizar não significa romantizar.

Mainframe exige estudo.

COBOL exige disciplina.

JCL parece estranho no início.

TSO pode assustar.

Mas tudo isso faz parte da jornada.

O iniciante respeita quem apresenta os desafios com honestidade e, ao mesmo tempo, mostra que eles podem ser superados.


A Inteligência Artificial também pode ser uma aliada

Muitos Padawans estudam com apoio de IA.

Isso não diminui o aprendizado.

Quando usada corretamente, ela acelera a compreensão.

Pode explicar um programa COBOL.

Comparar JCLs.

Gerar exercícios.

Responder dúvidas.

Mas sempre existe um detalhe importante.

A IA oferece respostas.

O mentor oferece contexto.

E contexto continua sendo um diferencial humano.


Compartilhe os bastidores

Mostre como funciona um ambiente real.

Explique o papel do operador.

Do desenvolvedor.

Do administrador CICS.

Do DBA DB2.

Do especialista em segurança.

Do sysprog.

Quando o aluno enxerga o ecossistema, percebe que existe espaço para diferentes perfis.


Incentive a curiosidade permanente

O profissional de Mainframe nunca para de aprender.

Hoje estudamos COBOL 6.5.

Amanhã APIs REST.

Depois OpenTelemetry.

Ansible.

Containers.

IA Generativa.

O IBM Z continua evoluindo.

Quem entra nessa área também evolui.


O legado mais importante não é um sistema

É uma pessoa preparada.

Quando um especialista compartilha conhecimento, ele não entrega apenas documentação.

Entrega confiança.

Entrega segurança.

Entrega continuidade.

Cada Padawan que aprende corretamente torna-se o próximo elo dessa corrente.


Muito Além do Google

No final das contas, E-E-A-T não serve apenas para ranquear melhor.

Serve para lembrar por que alguém escolheria ler um artigo seu em vez de milhares de outros disponíveis na Internet.

Porque você viveu aquilo.

Porque estudou profundamente.

Porque conquistou respeito.

Porque escreve com responsabilidade.

Esses mesmos princípios transformam um profissional em referência, um professor em mentor e um conteúdo técnico em fonte de inspiração.

Como evangelizadores do IBM Mainframe, temos uma missão que vai muito além de ensinar COBOL, CICS ou DB2.

Precisamos mostrar que existe um universo fascinante por trás dessas siglas. Um universo que sustenta bancos, companhias aéreas, governos, seguradoras e empresas que movem a economia mundial.

Precisamos contar histórias, compartilhar experiências, celebrar conquistas e acolher quem está dando os primeiros passos.

Cada artigo publicado, cada aula gravada, cada dúvida respondida e cada Padawan incentivado ajuda a construir uma comunidade mais forte.

Talvez o maior legado de um profissional não seja o sistema que desenvolveu nem a arquitetura que projetou.

Talvez seja a quantidade de pessoas que decidiu continuar estudando porque encontrou alguém disposto a ensinar.

E, se conseguirmos fazer isso, estaremos praticando o verdadeiro E-E-A-T.

Não apenas para agradar algoritmos.

Mas para fortalecer uma comunidade inteira.

Porque Mainframe nunca foi apenas sobre computadores.

Sempre foi sobre pessoas que confiam umas nas outras para manter o mundo funcionando.

E essa continua sendo a tecnologia mais importante de todas.


Perguntas Frequentes

O que significa E-E-A-T?

Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness.

Posso usar IA para criar artigos?

Sim. O Google analisa a qualidade do conteúdo e não apenas a ferramenta utilizada.