✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
domingo, 17 de setembro de 2017
Helvetia 2017: Dança folclorica alpina na festa dos imigrantes suíços
domingo, 6 de setembro de 2009
🌍 Tricksters do Mundo
| Bellacosa Mainframe revisa e encontra os Tricksters |
🌍 Tricksters do Mundo
Explicados para Mainframers (com logs, falhas e bypass autorizados pelo caos)
Se o mundo fosse um mainframe cósmico, os tricksters seriam aqueles programas que:
Não seguem o fluxo esperado
Exploram regras mal definidas
Nunca causam ABEND técnico, só ABEND moral
E sempre deixam o operador confuso olhando o SYSOUT
Eles não são heróis clássicos.
Não são vilões tradicionais.
São testes de stress ambulantes do sistema social, divino e humano.
🧠 O que é um Trickster? (definição estilo manual IBM)
Trickster é um arquétipo universal que aparece em praticamente todas as culturas humanas.
Características comuns:
Inteligência acima da média
Moral flexível (ISO = UR total)
Uso de ironia, mentira e ambiguidade
Capacidade de virar o jogo sem força
Exposição das falhas do sistema
📌 Em linguagem mainframe:
Tricksters existem para provar que a regra estava errada, não o código.
⚙️ Trickster ≠ Hacker (mas quase)
Comparação rápida:
| Hacker | Trickster |
|---|---|
| Explora falha técnica | Explora falha humana |
| Precisa de acesso | Precisa de arrogância alheia |
| Pode ser barrado | Sempre passa |
| Age oculto | Age à vista de todos |
O trickster não invade.
Ele recebe permissão sem que o sistema perceba.
🌎 Tricksters pelo mundo (versão “data center global”)
🇧🇷 Pedro Malazarte – Brasil
Função: Auditor informal da desigualdade
Falha explorada: Ganância, ignorância, abuso de poder
Pedro segue ordens literalmente.
Resultado:
Quem mandou se arrepende
Ele sobrevive
O sistema continua errado
➡️ Literal execution bug.
🇯🇵 Kitsune – Japão
Raposas mágicas que:
Mudam de forma
Enganam humanos
Testam caráter
No Japão, o trickster é:
Elegante
Espiritual
Ambíguo
Kitsune pune:
Arrogância
Falta de respeito
Desejo excessivo
➡️ Security test espiritual.
🇳🇴 Loki – Mitologia Nórdica
O mais mainframe de todos.
Loki:
Ajuda os deuses
Quebra tudo
Conserta depois
Ou piora
Ele é:
O desenvolvedor brilhante sem documentação
O cara que resolve hoje e explode amanhã
➡️ Change sem CAB approval.
🇩🇪 Till Eulenspiegel – Alemanha
Especialista em:
Interpretar ordens literalmente
Humilhar autoridades com lógica pura
Exemplo clássico:
“Ensine as pessoas a ver.”
Ele pinta óculos nos muros.
➡️ Manual mal escrito, execução perfeita.
🇳🇬 Anansi – África Ocidental
Aranha-trickster.
Anansi:
Usa histórias como arma
Ensina lições morais
Vence deuses maiores
É o DBA da narrativa:
Controla quem sabe o quê
Quando sabe
E como usa
➡️ Gestão de conhecimento como poder.
🇨🇳 Sun Wukong – China (Rei Macaco)
Sim, o avô espiritual de Goku.
Sun Wukong:
Engana o Céu
Enfrenta burocracia divina
Ri das regras cósmicas
Ele literalmente:
Se recusa a aceitar hierarquia
Burla imortalidade
Sobrevive a punições absurdas
➡️ Usuário root no universo.
🇺🇸 Coyote – Povos indígenas norte-americanos
Coyote:
Cria o mundo… errando
Ensina falhando
Aprende quebrando
Ele não é sábio.
Ele vira sábio depois do erro.
➡️ Ambiente de testes permanente.
🎌 Tricksters e Anime: não é coincidência
Todo fã de anime já conhece tricksters, mesmo sem chamar assim:
Goku (início) → Sun Wukong
Luffy → Trickster caótico
Hisoka → Trickster sombrio
Gojo → Quebra regras conscientemente
Anime ama tricksters porque:
Eles desafiam hierarquia
Crescem fora do sistema
Revelam hipocrisia
➡️ Shōnen inteiro é um grande test case contra autoridade absoluta.
🧩 Easter eggs culturais
🥚 Tricksters quase sempre:
Fingem ser burros
Caem em armadilhas que eles mesmos criam
Morrem… e voltam
Nunca aprendem totalmente
🥚 Eles não querem destruir o sistema
👉 Querem mostrar que ele não funciona como promete
🧠 O Trickster no ambiente corporativo (cuidado!)
Existe o trickster moderno:
O cara que responde e-mail literalmente
O analista que segue processo ruim até quebrar
O dev que pergunta “é isso mesmo?”
⚠️ Atenção:
Nem todo ambiente aceita tricksters.
Alguns preferem sistemas injustos funcionando do que sistemas questionados.
💬 Comentário Bellacosa Mainframe
Mainframers entendem tricksters porque vivem em ambientes onde:
Regras antigas ainda mandam
Documentação nem sempre reflete a realidade
Quem entende o sistema sobrevive melhor que quem manda
O trickster é o COBOL humano:
Velho
Subestimado
Mas essencial
🏁 Encerramento – JOB STATUS
Tricksters existem porque:
Sistemas são feitos por humanos
Humanos erram
E alguém precisa provar isso sem derrubar tudo
Eles são:
O riso no meio da opressão
A inteligência do fraco
O teste de integridade cultural
JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Sistema exposto, mas ainda rodando.”
terça-feira, 4 de agosto de 2009
📜 Pedro Malazarte – o “batch job” mais malandro do folclore brasileiro
| Bellacosa Mainframe encontra Pedro Malazarte |
📜 Pedro Malazarte – o “batch job” mais malandro do folclore brasileiro
Se o folclore brasileiro fosse um data center, Pedro Malazarte seria aquele programa antigo, mal documentado, mas que sempre roda certo — mesmo enganando o operador no meio do processo.
Ele não é forte.
Não é rico.
Não é nobre.
Mas é esperto, irônico e mestre em dar bypass em regra mal escrita.
🧭 Origem: de onde saiu esse “job”?
Pedro Malazarte (ou Pedro Malasartes, dependendo da versão) não nasceu exatamente no Brasil.
👉 Sua raiz vem da Europa, principalmente:
Portugal
Espanha
Itália
Ele descende do arquétipo do trickster europeu, como:
Till Eulenspiegel (Alemanha)
Bertoldo (Itália)
Juan Bobo (Espanha)
Quando chega ao Brasil, é recompilado:
Vira sertanejo
Vira caipira
Vira pobre
Vira sobrevivente
Código importado, customizado para ambiente tropical.
📚 História e personalidade
Pedro Malazarte é:
Um homem simples
Sem posses
Sempre à margem do sistema
Mas com uma habilidade rara:
Explorar falhas humanas como se fossem brechas de segurança.
Ele engana:
Patrões gananciosos
Fazendeiros exploradores
Padres hipócritas
Autoridades arrogantes
Não com força, mas com:
Ambiguidade
Ironia
Leitura literal das ordens
📌 Exemplo clássico:
“Faça exatamente o que eu mandei.”
Pedro faz.
E o sistema quebra.
⚙️ Pedro Malazarte no modelo mainframe
Se fosse um sistema, Pedro seria:
Um programa em COBOL antigo
Sem IF elegante
Mas com lógica impecável
Ele usa:
INPUT mal definido
REGRA ambígua
EXPECTATIVA humana falha
Resultado?
ABEND moral no opressor
RC=0 para o pobre
🥚 Easter eggs do folclore
🥚 Em várias histórias:
Pedro finge ser burro → engenharia social
Ele ganha sempre no final → justiça poética
O poder nunca aprende → loop infinito
🥚 Em algumas versões:
Ele morre pobre
Mas deixa todos ricos de lição
🥚 Muitos contos terminam com:
“E Pedro seguiu seu caminho…”
Ou seja:
O job nunca termina
Ele apenas muda de ambiente
🧠 Curiosidades pouco comentadas
Monteiro Lobato ajudou a popularizar Malazarte no Brasil
Ele aparece em:
Literatura oral
Teatro popular
Cordel
Cinema nacional
Mário de Andrade via Malazarte como:
“O símbolo da inteligência popular brasileira”
Ele é primo conceitual de:
Macunaíma
João Grilo (Auto da Compadecida)
O malandro carioca
🍽️ O que Malazarte “come”?
Não é sobre comida literal.
Ele se alimenta de:
Desigualdade
Arrogância
Abuso de poder
Falta de clareza
Quanto maior a injustiça,
maior o payload do golpe.
💡 Dicas para “ler” Malazarte hoje
Leia como crítica social
Observe quem sempre perde
Perceba que ele não rouba do pobre
Veja o humor como arma
Pedro não é ladrão.
É auditor informal do sistema.
💬 Comentário Bellacosa Mainframe
Pedro Malazarte não quebra o sistema.
Ele prova que o sistema já estava quebrado.
Ele é:
O teste de stress
O penetration test social
O QA não contratado
Num país onde regras sempre pesaram mais para uns do que para outros, Malazarte sobreviveu séculos porque continua atual.
🧩 Encerramento – RC cultural
Se você já:
Seguiu uma regra absurda só para provar um ponto
Usou a literalidade para expor uma falha
Sobreviveu com inteligência onde faltava poder
Então…
Você já executou um JOB MALAZARTE sem saber.
RC=0.
SPOOLED COM SUCESSO. ⚙️📜
quarta-feira, 8 de abril de 2009
🜂 Folclore Brasileiro em Modo Nativo
| Bellacosa Mainframe apresenta o Folclore brasileiro para padawans |
🜂 Folclore Brasileiro em Modo Nativo
para mainframers, otakus e curiosos que sabem que todo sistema tem almaIntrodução — quando o batch encontra o mito
Se você é mainframer, você entende uma coisa que muita gente não entende mais: sistemas antigos não são ultrapassados — são estáveis porque funcionam. Se você gosta de anime, você já percebeu outra coisa: toda boa história tem mitologia, regras internas, entidades, ciclos e consequências. Agora junta isso tudo e olha com atenção para o folclore brasileiro.
Spoiler: ele é um sistema distribuído milenar, documentado oralmente, resiliente, cheio de regras implícitas, processos em background, guardiões, exceções, erros fatais e lições que atravessam gerações.
O problema é que a gente cresceu achando que folclore era coisa de criança. Não é. Folclore é arquitetura cultural.
E hoje eu quero te mostrar isso em modo production ready.
1. Folclore não é lenda — é documentação viva
No mundo mainframe, documentação não nasce em PDF bonito. Ela nasce na prática, na falha, no incidente, no “não faz isso que dá problema”. O folclore funciona exatamente assim.
Antes de existir escrita formal, os povos originários do Brasil — Tupi, Guarani, Macro-Jê, Aruak e tantos outros — mantinham o conhecimento via transmissão oral, em ciclos repetidos, reforçados por histórias fortes, simbólicas e fáceis de lembrar.
Não é diferente de um JCL comentado passado de operador para operador.
“Não entra na mata sem pedir licença.”
“Não pesca mais do que precisa.”
“Não ri da noite.”
Isso não é superstição. Isso é controle de acesso ambiental.
2. Arquitetura do sistema: o mundo como ambiente de produção
No folclore brasileiro, o mundo não é um sandbox descartável. Ele é ambiente produtivo. E produção não perdoa.
A floresta, o rio, o céu, a noite e os animais não são cenários — são componentes do sistema.
A floresta é o storage
O rio é o data stream
O vento é o scheduler
O fogo é o commit irreversível
Se você faz algo fora das regras, não aparece um deus te punindo. O que acontece é pior: o sistema entra em estado inconsistente.
E aí surgem os processos de correção.
3. Curupira — o anti-debugger da mata 🌿
Vamos começar pelo mais famoso entre os mainframers do mato.
Curupira não é “monstrinho”. Ele é um mecanismo de proteção contra exploração predatória.
Pés virados para trás?
→ Rastreamento confuso, logs invertidos.Aparece para quem caça por ganância?
→ Detecção baseada em comportamento, não identidade.Some quando respeitado?
→ Sistema entra em estado estável.
No mundo anime, o Curupira seria um guardião de dungeon que não ataca jogadores conscientes, só os que tentam farmar além do permitido.
Easter egg: pés invertidos são um truque narrativo genial. Quem tenta seguir o rastro se perde. É engenharia social aplicada à sobrevivência da floresta.
4. Boitatá — firewall de fogo 🔥
Boitatá é descrito como uma serpente de fogo, olhos brilhantes, presença silenciosa.
Tradução técnica:
➡️ Firewall ambiental contra destruição deliberada.
Ele aparece onde há:
incêndio criminoso
destruição gratuita
invasão sem propósito
No anime, seria aquele espírito elemental que surge quando o equilíbrio é quebrado. Pense em Princess Mononoke. Isso é Boitatá rodando em background.
Curiosidade: o fogo do Boitatá não é caos — é limpeza corretiva. Ele protege, não consome.
5. Iara — engenharia social aquática 🌊
Ah, a Iara… mal interpretada por séculos.
Não é “sereia malvada”. É teste de atenção.
Ela aparece:
para quem navega distraído
para quem subestima o rio
para quem confunde beleza com segurança
No mundo técnico: Iara é phishing emocional. Se você não entende o ambiente, cai.
Anime check: quantos personagens caem porque ignoram alertas óbvios? Iara é isso, só que com canto bonito e consequências fatais.
6. Saci — o hacker caótico 🌀
O Saci é o personagem mais subestimado do folclore.
Ele:
altera pequenos detalhes
esconde objetos
muda resultados sem causar desastre total
aparece rindo
Saci é chaos engineering.
Ele não destrói o sistema. Ele testa sua paciência, sua atenção e sua humildade.
Se você tenta capturá-lo à força, perde.
Se negocia, aprende.
Mainframer entende isso: nem todo erro é falha crítica. Alguns são teste de resiliência.
7. Noite, Lua e Sol — clock e scheduler 🌙☀️
No folclore indígena:
Jaci (Lua) controla ciclos, fertilidade, descanso.
Guaraci (Sol) regula crescimento, tempo, esforço.
Isso não é poesia. Isso é sincronização de processos.
Trabalhar contra o ciclo gera falha.
Descansar na hora errada gera erro.
Ignorar o tempo gera desgaste.
É o cron job mais antigo da humanidade.
8. Folclore x Anime — por que isso combina tanto?
Se você gosta de anime, já percebeu:
Espíritos não são bons nem maus — são função.
Poder tem custo.
O mundo responde às ações.
Exagero gera punição indireta.
Tudo isso já estava no folclore brasileiro.
O problema é que a gente cresceu olhando para fora e esquecendo o que estava rodando localmente.
Curiosidade amarga: o Brasil tem um folclore tão rico quanto o japonês, mas nunca fez world building consistente com ele. Falta coragem cultural.
9. Easter eggs culturais escondidos no dia a dia 🥚
Você já ouviu:
“Não aponta pra lua.”
“Respeita a mata.”
“Não ri da noite.”
“A noite escuta.”
Isso é folclore operacional, rodando sem manual.
São avisos comprimidos em frases simples, transmitidos sem precisar explicar o motivo técnico.
10. O que o folclore ensina para quem trabalha com tecnologia
Se você é mainframer, arquiteto, dev ou operador, o folclore brasileiro ensina coisas valiosas:
Sistemas vivos exigem respeito.
Nem tudo precisa ser explorado ao máximo.
Equilíbrio é mais importante que performance.
Nem todo erro é bug — às vezes é feedback.
O ambiente responde ao abuso.
Isso é DevOps espiritual, muito antes do termo existir.
11. Por que resgatar o folclore agora?
Vivemos num mundo de:
cloud sem dono
consumo sem limite
IA sem ética
sistemas opacos
O folclore brasileiro lembra algo essencial:
Todo sistema tem consequências.
Não existe ação isolada.
Não existe impacto zero.
Não existe exploração infinita.
12. Comentário Bellacosa Mainframe ☕💾
Talvez o maior erro da nossa geração tenha sido achar que modernidade significa esquecer o passado.
O folclore brasileiro não é atraso.
Ele é base de dados histórica, validada por séculos de execução contínua.
Se o Japão transformou seus mitos em anime, games e filosofia pop, a gente também pode — sem copiar, sem diluir, sem pedir licença.
O Curupira não precisa de CGI.
O Saci não precisa virar piada.
O Boitatá não precisa ser esquecido.
Eles só precisam voltar a rodar em produção.
E quem sabe, assim como no mainframe, a gente aprenda que o sistema mais antigo ainda é o mais confiável.
🜂 FIM DO JOB — RC=0000