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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

🎌 Guia Bellacosa Otaku: Os Cuidados de um Iniciante no Mundo dos Animes

Guia Bellacosa Mainframe para Otakus padawans em anime

🎌 Guia Bellacosa Otaku: Os Cuidados de um Iniciante no Mundo dos Animes

Entrar no mundo dos animes é como abrir a tampa de uma caixa de Pandora colorida: saem monstros, amores, lágrimas, risadas e uma enxurrada de referências que, de repente, começam a fazer sentido.
Mas cuidado, jovem padawan do Japão animado — ser um otaku novato vem com armadilhas que podem transformar o encantamento em confusão.

Então, antes de mergulhar de cabeça nesse universo, o Bellacosa Otaku te mostra os cuidados essenciais pra começar com o pé direito — e o coração preparado.


☕ 1. Calma, não tente assistir tudo de uma vez

O primeiro erro clássico do iniciante é achar que precisa “entender de tudo”.
Anime não é prova de vestibular — é uma jornada.

Comece devagar, escolhendo uma ou duas séries que combinem com seu gosto.
Evite cair no impulso de ver cinco ao mesmo tempo ou de “zerar o MyAnimeList”.

🔎 Dica Bellacosa: escolha um anime leve e curto (12 episódios) pra sentir o ritmo narrativo japonês.
Exemplos: Erased, Vivy: Fluorite Eye’s Song ou Death Parade.

Anime é pra saborear, não maratonar como se fosse tarefa.


🎭 2. Não se prenda à aparência — os traços enganam

Você vai ver olhos enormes, cabelos verdes, expressões exageradas e talvez até um polvo falante.
Mas por trás do estilo, há profundidade.

O anime usa exagero visual como linguagem emocional.
Um olhar brilhante pode significar coragem; um chibi (personagem em miniatura) pode representar leveza em um momento tenso.

🎨 Bellacosa comenta: o traço japonês é uma forma de poesia gráfica — é emoção desenhada, não caricatura infantil.


🧭 3. Fuja dos “atalhos da internet”

Evite começar por listas aleatórias do YouTube com títulos do tipo:

“Os 10 melhores animes da história”
“Assista isso e vire otaku em 5 dias”

Essas listas são boas pra curiosidade, mas ruins pra formação.
O ideal é seguir uma linha pessoal de descoberta, baseada no que você sente — não em hype.

🔎 Dica Bellacosa: comece por gêneros.
Gosta de ação? Attack on Titan.
Romance? Toradora!
Mistério? Paranoia Agent.
Fantasia? Made in Abyss.

Anime é como música: o importante é encontrar seu ritmo.


🧠 4. Cuidado com spoilers e fanbases tóxicas

Toda comunidade tem suas sombras — e o fandom de anime não é exceção.
Há quem viva de dar spoiler “por esporte” ou fazer guerra de opiniões.

⚠️ Regra de ouro Bellacosa: o anime é uma experiência — não uma competição.

Assista no seu tempo, evite fóruns cheios de briga e mantenha o espírito aberto.
A beleza do anime está na descoberta individual, não em “estar certo” sobre quem é mais forte ou qual final é o melhor.


🔮 5. Entenda que nem todo anime é pra todo mundo

O Japão faz anime pra todas as idades, gostos e faixas emocionais.
Há obras para crianças, adolescentes e adultos — algumas leves, outras sombrias, filosóficas ou até violentas.

Antes de começar, veja a classificação etária.
Alguns títulos podem parecer fofos, mas escondem temas pesados (Made in Abyss manda lembranças).

🧘 Dica Bellacosa: anime bom é o que conversa com sua fase de vida.
Forçar títulos “só porque são populares” pode tirar o encanto.


📚 6. Aprenda os costumes, não os copie

É natural se encantar com expressões japonesas (senpai, baka, itadakimasu), mas lembre-se: anime é ficção culturalizada.
O que soa fofo em Tóquio pode soar estranho em português.

Bellacosa ensina: absorva a cultura, mas não vire caricatura.
Ser otaku é admirar o Japão, não imitá-lo sem contexto.

Estude o significado das expressões e a filosofia por trás delas. Isso enriquece muito a experiência.


🩸 7. Prepare-se para emoções de verdade

Anime não é só luta e risada. É sentimento puro, às vezes brutal.
Você vai rir, chorar, se apaixonar e talvez até se perder em reflexões sobre a vida.

Clannad, Your Lie in April, Vivy e A Silent Voice são aulas de humanidade disfarçadas de animação.

💬 Bellacosa filosofa: quem diz que “anime é só desenho” nunca sentiu o peso de um final silencioso acompanhado de trilha sonora e saudade.


🌙 8. Cuidado com o “buraco do algoritmo”

Depois que você entra, o streaming começa a te empurrar mais e mais recomendações.
E de repente, você está vendo 4 animes ao mesmo tempo, dormindo 3 horas por noite e discutindo teorias em fóruns às 3 da manhã.

🕰️ Bellacosa alerta: ser otaku não é perder o equilíbrio — é aprender a equilibrar paixão e rotina.

Anime deve inspirar, não consumir sua vida.


🧩 9. Explore além das telas

Ser otaku não é só assistir — é viver cultura.
Pesquise sobre os autores, os estúdios, o Japão, os bastidores, e até a filosofia por trás de cada obra.

🗾 Curiosidade Bellacosa: muitos animes refletem valores japoneses como disciplina (shūgyō), esforço (ganbaru) e impermanência (mono no aware).

Quanto mais você entende isso, mais profundo o anime se torna.


🎌 10. E o principal: respeite a jornada

Ser otaku não é status, é sensibilidade.
É ver beleza onde outros veem “desenho”.
É chorar com uma despedida, rir de um tropeço, e aprender que a fantasia pode revelar verdades sobre o mundo real.

🕊️ Mensagem Bellacosa:
“Anime é uma ponte — entre culturas, gerações e sentimentos.
Caminhe com respeito, e o Japão te revelará mais do que histórias: te mostrará a alma humana em cores e trilhas sonoras.”


✨ Em resumo

CuidadosPor quê?
Assistir devagarPra saborear as histórias
Evitar hype e listas aleatóriasPra formar gosto próprio
Cuidado com spoilers e comunidades tóxicasPra não estragar a experiência
Observar a faixa etáriaNem tudo é pra todos
Entender o contexto culturalAnime é arte, não caricatura
Manter equilíbrioA paixão não deve virar vício

🎴 Conclusão Bellacosa:
Assistir anime é mais do que apertar “play” — é aprender a ver o mundo com olhos curiosos, empatia aberta e alma desperta.
Quem começa com cuidado, termina com admiração.
E quem entra com respeito… nunca mais sai do mesmo jeito.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

🗾 Guia do Iniciante: Como Entrar no Mundo dos Animes (sem se perder entre mil títulos)

 


🗾 Guia do Iniciante: Como Entrar no Mundo dos Animes (sem se perder entre mil títulos)

Se você está começando a assistir animes e se pergunta por onde começar, bem-vindo a um universo vasto, criativo e fascinante.
Anime não é só “desenho japonês” — é uma forma de arte que mistura cinema, filosofia, cultura pop e emoção como poucas mídias conseguem fazer.


🎬 O que é Anime, afinal?

“Anime” vem da abreviação japonesa de animation (アニメーション), mas no Japão significa qualquer animação.
No Ocidente, porém, usamos o termo “anime” para falar de animações produzidas no Japão — conhecidas por seu estilo marcante, temas complexos e histórias que vão do mais leve ao mais profundo.

Cada anime é uma janela para o modo como os japoneses veem o mundo, a amizade, o esforço (ganbaru), o amor e até a morte.


📜 Um pouco de história

Os animes nasceram ainda nos anos 1910, mas ganharam fama mundial nos anos 1960 com o trabalho do mestre Osamu Tezuka, criador de Astro Boy (Tetsuwan Atom).
Ele trouxe o visual com olhos grandes e expressivos, inspirado na Disney, mas deu ao Japão algo único: animações que tratam o espectador com inteligência, incluindo temas filosóficos e sociais.

Desde então, o anime evoluiu de produções artesanais em película para gigantes da cultura global — de Dragon Ball a Attack on Titan, de Naruto a Your Name.


💡 Por que começar a assistir anime?

Porque anime é diversidade.
Há histórias para todos os gostos — ação, comédia, drama, terror, ficção científica, romance, fantasia, e até filosofia existencial.
Diferente de muitos desenhos ocidentais, o anime não trata o público como infantil: há camadas, simbolismos, e lições de vida.

E o melhor: cada série é um reflexo cultural — assistir anime é também entender o Japão moderno.


🧭 Por onde começar: 7 passos para o novo otaku

1. Descubra o tipo de história que você gosta

Se você curte ação, vá de Attack on Titan ou Fullmetal Alchemist.
Se prefere drama e emoção, experimente Your Lie in April ou Clannad.
Quer rir? One Punch Man e Konosuba são perfeitos.
Gosta de fantasia? Sword Art Online e Re:Zero abrem bem as portas.

2. Não se assuste com o estilo visual

Os traços podem parecer exagerados no começo — olhos grandes, cabelos coloridos, expressões dramáticas — mas tudo tem propósito.
Esses elementos são linguagem visual, usados para transmitir emoções que o live-action muitas vezes não alcança.

3. Escolha um anime curto

Comece com algo de 12 ou 24 episódios.
Assim, você entende o ritmo, aprende os padrões narrativos e descobre se curte o estilo.
Exemplo: Death Parade, Erased, Made in Abyss.

4. Use legendas (pelo menos no início)

Assistir legendado ajuda a sentir o idioma japonês e entender suas expressões culturais — como senpai, baka, itadakimasu, yare yare daze.
É uma experiência linguística também!

5. Explore os gêneros com calma

Anime tem subgêneros únicos:

  • Shōnen – ação e aventura (ex: Naruto, My Hero Academia)

  • Shōjo – romance e cotidiano (ex: Fruits Basket)

  • Seinen – temas adultos e complexos (ex: Psycho-Pass, Berserk)

  • Isekai – reencarnação em outro mundo (ex: Re:Zero, That Time I Got Reincarnated as a Slime)

  • Slice of Life – cotidiano realista e emocional (ex: March Comes in Like a Lion)

6. Não julgue um anime pelo primeiro episódio

Algumas histórias demoram um pouco para “pegar”.
Séries como Steins;Gate ou Attack on Titan só mostram seu potencial após alguns capítulos.
Dê uma chance.

7. Converse com a comunidade

Parte da diversão é compartilhar.
Siga páginas, grupos ou fóruns — como Reddit, MyAnimeList ou até perfis brasileiros no Instagram e YouTube.
Anime é cultura para ser vivida em grupo.



🏮 Dicas rápidas de animes ideais para iniciantes

EstiloAnimeDescrição breve
Ação & EmoçãoFullmetal Alchemist: BrotherhoodAlquimia, aventura e laços familiares fortes.
Fantasia & HumorKonosubaUm isekai leve e cheio de comédia.
Drama & RomanceYour Lie in AprilMúsica, amor e superação.
Terror & MistérioParasyte: The MaximReflexão sobre o que nos torna humanos.
Sci-fi & PsicologiaSteins;GateViagem no tempo e dilemas morais.
Cotidiano & EmoçãoBarakamonUm artista isolado encontra alegria no simples.
Filosofia & ViolênciaAttack on TitanLuta pela liberdade em um mundo opressor.

🧠 Curiosidades para impressionar

  • O Japão produz mais de 200 novos animes por ano.

  • O primeiro anime colorido da história foi Hakujaden (1958).

  • O estúdio Ghibli tem status de patrimônio cultural, com obras como A Viagem de Chihiro e Princesa Mononoke.

  • Alguns animes influenciam a moda, a música e até a arquitetura japonesa.


❤️ Conclusão: anime é mais do que entretenimento

Assistir anime é abrir uma janela para outra forma de ver o mundo — cheia de emoção, ética, estética e significado.
Cada episódio traz algo que mistura arte, filosofia e humanidade, mesmo quando há robôs, monstros ou mundos mágicos.

Então, escolha seu primeiro título, prepare o ramen, e mergulhe sem medo.
Porque como diz um velho ditado otaku:

“Quem vê um anime pela primeira vez, nunca mais assiste o mundo do mesmo jeito.”

domingo, 25 de maio de 2025

🤖 A IA do Guia do Mochileiro das Galáxias

Bellacosa Mainframe apresenta a IA e o Deep Trought do Guia do Mochileiro das Galaxias

🤖 A IA do Guia do Mochileiro das Galáxias

Buzzwords, Deep Thought, mainframes e o déjà-vu tecnológico

(ao estilo Bellacosa Mainframe)

Se existe um livro que todo mainframer, mesmo sem saber, já leu em espírito, esse livro é O Guia do Mochileiro das Galáxias. Não é só ficção científica. É documentação técnica disfarçada de humor britânico, escrita por alguém que claramente já sofreu com sistemas, respostas inúteis e gestores fascinados por palavras da moda.

Douglas Adams não escreveu sobre IA como promessa. Ele escreveu sobre IA como espelho da humanidade. E isso, meus caros, é muito mais perigoso.


🧠 Deep Thought: a primeira IA corporativa da história

Vamos começar pelo elefante na sala: Deep Thought.

Deep Thought é apresentado como a maior e mais poderosa IA já criada. Seu propósito? Responder a Pergunta Fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.

Soa familiar?

Troque isso por:

  • “IA estratégica”

  • “Plataforma cognitiva”

  • “Modelo fundacional”

  • “IA generativa corporativa”

…e você tem exatamente o mesmo pitch que vemos hoje.

O problema?

Ninguém sabia qual era a pergunta.

E aqui está o primeiro tapa de luva de pelica de Douglas Adams:
👉 não adianta ter a resposta se você não sabe formular o problema.

Todo mainframer entende isso.
Já viu batch rodando perfeitamente… processando dado errado?


🔢 A resposta é 42: quando a IA entrega o que foi pedido (não o que era necessário)

Depois de 7,5 milhões de anos de processamento (tempo típico de projeto estratégico mal definido), Deep Thought entrega sua resposta:

42

A reação? Frustração, raiva, incredulidade.

Mas Deep Thought não errou. Ele foi preciso. Ele entregou exatamente aquilo que foi solicitado.

Isso é IA raiz.

Paralelo com hoje

  • Modelos de IA atuais respondem estatisticamente

  • Eles não entendem contexto humano

  • Eles não questionam objetivos

  • Eles não dizem “isso não faz sentido”

Assim como Deep Thought, a IA moderna não pensa. Ela executa.

E aqui entra o olhar mainframe:

IA sem governança é só um batch muito rápido rodando no dataset errado.


🖥️ A Terra como computador: Sysplex biológico mal documentado

Quando Deep Thought percebe a falha, ele propõe algo genial (e aterrador):

Criar um computador ainda maior para descobrir qual é a pergunta.

Esse computador é… a Terra.

A Terra, no universo de Adams, é:

  • Um sistema distribuído

  • Com bilhões de “processos” (humanos)

  • Rodando em paralelo

  • Sem documentação

  • Sem versionamento

  • Sem plano de rollback

Ou seja:
👉 um Sysplex sem manual, sem RACF e com usuários root soltos.

Qualquer mainframer sente o calafrio.


🤯 IA hoje: Deep Thought com GPU e marketing agressivo

Avança para 2020+.

Temos:

  • LLMs

  • Transformers

  • GPUs

  • Cloud infinita

  • Dashboards lindos

  • E apresentações cheias de buzzwords

Mas no fundo?

🔁 O mesmo ciclo:

  1. Não sabemos exatamente o problema

  2. Jogamos IA em cima

  3. Ficamos impressionados com respostas

  4. Descobrimos limitações

  5. Criamos mais buzzwords

Douglas Adams já avisava:

quanto mais poderosa a máquina, maior a ilusão de que ela sabe o que está fazendo.


🧩 Buzzword: o verdadeiro vilão da história

Agora vamos ao ponto que dói.

Buzzword é o Vogon corporativo

No Guia, os Vogons são burocratas que:

  • Falam difícil

  • Criam regras sem sentido

  • Não se importam com impacto

  • Executam ordens cegamente

Troque Vogon por:

  • Evangelista de IA

  • Consultoria PowerPoint

  • Influencer tech

  • “Especialista” de LinkedIn

Buzzwords são:

  • “IA cognitiva”

  • “Inteligência autônoma”

  • “Consciência artificial”

  • “IA que pensa”

Tudo isso é… poesia Vogon.

Mainframers sabem:

Tecnologia boa não precisa de adjetivo. Ela funciona.


🧮 Mainframe x IA: quem realmente pensa?

Aqui entra um ponto impopular.

O mainframe nunca prometeu pensar.

Ele promete:

  • Consistência

  • Confiabilidade

  • Previsibilidade

  • Segurança

  • Escala

Já a IA moderna promete:

  • Criatividade

  • Inteligência

  • Autonomia

  • Decisão

  • Substituição humana

Quem está sendo honesto?

Deep Thought nunca fingiu ser humano.
Ele apenas executou sua função com perfeição lógica.


🎌 Anime, IA e o mesmo dilema filosófico

Para quem gosta de anime, o paralelo é imediato:

  • Ghost in the Shell: o que é consciência?

  • Serial Experiments Lain: onde termina o humano?

  • Psycho-Pass: quem decide o que é correto?

  • Evangelion: sistemas gigantes controlados por humanos quebrados

Douglas Adams estava falando da mesma coisa, só que rindo.


🛠️ O papel do humano: operador, não espectador

No mundo do Guia, o problema nunca foi a IA.

Foi:

  • Expectativa errada

  • Pergunta mal formulada

  • Transferência de responsabilidade

  • Fascínio cego por tecnologia

Isso é assustadoramente atual.

IA não substitui:

  • Arquitetura

  • Análise

  • Ética

  • Experiência

  • Contexto

Ela amplifica — para o bem ou para o mal.


☕ Conclusão: sempre leve uma toalha (e um manual técnico)

O Guia do Mochileiro das Galáxias não é contra tecnologia.
Ele é contra fé cega em tecnologia.

Como mainframers, aprendemos cedo:

  • Leia o manual

  • Entenda o sistema

  • Desconfie de promessas mágicas

  • Teste, valide, audite

E como fãs de anime, sabemos:

  • Toda IA poderosa revela mais sobre o humano do que sobre si mesma

Deep Thought não falhou.
Nós falhamos ao esperar que ele resolvesse nossa bagunça existencial.

No fim, a maior lição de Adams é simples e cruel:

Não é a IA que precisa evoluir. Somos nós.

E enquanto isso, cuidado com os buzzwords.
Eles costumam chegar antes da demolição do planeta.

🧠🚀☕


sábado, 5 de agosto de 2017

SP 070: passando por um túnel

Lembranças de infância ao passar no túnel.

Estamos rumo a Ubatuba e após sairmos da Rodovia Dom Pedro, paramos em São José dos Campos para um café da manhã no Frango Assado, e de volta a estrada agora estamos na Rodovia Carvalho Pinto.

Animados por vencer mais uma etapa de nossa viagem, estamos cada vez mais perto, apesar que ainda faltam uns 200 quilômetros, acordados após o café da manhã, vamos prestando atenção na paisagem, esta rodovia para ser mais reta, tem diversos tuneis em seu trajeto.

Entramos no primeiro e vieram as memorias de infância, quando meu pai descia a Rodovia Imigrantes e naquela época a maior diversão da garotada era fazer o buzinaço dentro do túnel, aquele eco, a barulheira era extremamente divertido.

Hoje as regras de transito são mais duras e rígidas, porém essas lembranças da direção automobilística do passado são divertidas comparativamente aos dias atuais, naquela época viajar era uma aventura cheia de percalços, nunca sabíamos o que iriamos ter pela frente, sem gps, sem telefones celulares, apenas um guia de estradas guardado no porta luvas e sempre consultado em caso de duvidas.

Ei amigo, você tem lembrança semelhante? Seus pais ou parentes também faziam buzinaços nos túneis?



sábado, 27 de setembro de 2014

🔥 Guia Definitivo para Padawans em IBM CICS

 

Guia Definitivo do CICS para Padawans

🔥 Guia Definitivo para Padawans em IBM CICS

Índice pedagógico dos principais tópicos  


CICS Beginners and padawans


☕ Midnight Lunch, café forte e um terminal verde à sua frente

Se você chegou até aqui, parabéns:
você já percorreu o mapa completo do CICS, mesmo sem perceber.

Abaixo está o índice pedagógico de tudo que falamos — organizado do zero absoluto até domínio operacional, exatamente como um mainframer iniciante deveria aprender.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2012/10/cics-command-level-para-padawans.html

Importante que não basta apenas programar em COBOL com CICS, deve conhecer os comandos de administração e controle do CICS, em linha de comando.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2012/01/comandos-de-gerenciamento-do-ibm-cics.html

📌 Cada tópico abaixo foi um post para padawans, agora organizado como trilha de aprendizado.



Trilha de aprendizado CICS


🧭 Trilha de Aprendizado CICS – do Iniciante ao Confiante


🟢 NÍVEL 1 — FUNDAMENTOS (Entender o que é o CICS)

1️⃣ Five Major Components of CICS

📌 O mapa mental do CICS

  • Program Control

  • File Control

  • Terminal Control

  • Storage Control

  • Task Control

🧠 Objetivo pedagógico:
Entender como o CICS é organizado internamente antes de escrever qualquer linha de código.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/02/five-major-components-of-cics.html


2️⃣ Multi Tasking vs Multi Threading no CICS

📌 Concorrência de verdade

  • O que é uma task CICS

  • Diferença entre task e thread

  • Reentrância

🧠 Objetivo pedagógico:
Eliminar a confusão comum de quem vem do mundo distribuído.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/04/multi-tasking-vs-multi-threading-no.html


3️⃣ Types of Programs used in CICS

📌 Quem faz o quê

  • Programas de tela

  • Programas de negócio

  • Programas de arquivo

  • Programas utilitários

  • Programas de erro

🧠 Objetivo pedagógico:
Ensinar separação de responsabilidade, base da arquitetura CICS.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/03/types-of-programs-used-in-cics.html


CICS Interface e fluxo do processamento online


🟡 NÍVEL 2 — INTERFACE & FLUXO (Onde o usuário entra)


4️⃣ Map Programming – Structure, Rules & Hierarchy

📌 Antes do HTML, existia o BMS

  • MAPSET → MAP → FIELD

  • Regras de design

  • Atributos

  • Boas práticas

🧠 Objetivo pedagógico:
Criar telas limpas, estáveis e fáceis de manter.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/01/map-programming-no-cics-structure-rules.html


5️⃣ Workflow de Compilação de um Mapa BMS

📌 Do código ao terminal

  • BMS source

  • Assembler

  • Mapset

  • Load module

🧠 Objetivo pedagógico:
Entender o caminho completo entre escrever um mapa e vê-lo rodando.


CICS XCTL LINK RETURN

🟠 NÍVEL 3 — CONTROLE DE EXECUÇÃO (Como os programas conversam)


6️⃣ Program Control – LINK

📌 Chamar e voltar

  • Uso correto

  • Stack

  • Quando usar

🧠 Objetivo pedagógico:
Evitar empilhamento excessivo e lógica confusa.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/11/program-control-operation-link-no-cics.html


7️⃣ Program Control – XCTL

📌 Transferir e nunca voltar

  • Diferença para LINK

  • Fluxo linear

  • Pseudo-conversacional

🧠 Objetivo pedagógico:
Entender fluxo definitivo no CICS.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/09/program-control-operation-xctl-no-cics.html


8️⃣ Different Types of RETURN Statements

📌 Encerrar é decidir

  • RETURN simples

  • RETURN TRANSID

  • COMMAREA

  • CHANNEL

  • RETURN IMMEDIATE

🧠 Objetivo pedagógico:
Evitar o clássico “a tela sumiu”.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/06/different-types-of-return-statements-no.html


CICS Dados, CRUD e mudança de estado


🔵 NÍVEL 4 — DADOS & ESTADO (Onde mora o perigo)


9️⃣ COMMAREA vs CHANNEL / CONTAINER

📌 Estado não é detalhe

  • Tamanho máximo

  • Boas práticas

  • Erros comuns

🧠 Objetivo pedagógico:
Projetar aplicações modernas e escaláveis no CICS.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/10/commarea-vs-channelcontainer-no-cics.html


🔟 File Handling in CICS

📌 VSAM não perdoa

  • READ / WRITE / REWRITE / DELETE

  • READ UPDATE

  • Locks

  • Recovery

🧠 Objetivo pedagógico:
Evitar FILE BUSY, deadlock e incidentes clássicos.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/07/file-handling-no-cics.html



1️⃣1️⃣ QUEUE, TSQ e TDQ no CICS

📌 Memória, persistência e auditoria

  • TSQ temporária

  • TSQ permanente

  • TDQ intra e extra

🧠 Objetivo pedagógico:
Escolher corretamente onde guardar informação temporária.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/12/understanding-queue-tsq-e-tdq-no-cics.html


abend cics

🔴 NÍVEL 5 — ERRO, ABEND & SOBREVIVÊNCIA EM PRODUÇÃO


1️⃣2️⃣ Error Handling Techniques in CICS

📌 Falhar com elegância

  • HANDLE ABEND

  • RESP / RESP2

  • Logging

  • Recovery

🧠 Objetivo pedagógico:
Transformar erro em informação, não em pânico.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/08/error-handling-techniques-no-cics.html


1️⃣3️⃣ Top 50 ABENDs em CICS

📌 O lado sombrio do mainframe

  • AEIP

  • ASRA

  • AEY9

  • AEIM

  • AEIL

  • … e mais 45

🧠 Objetivo pedagógico:
Reduzir MTTR e ganhar respeito em produção.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2010/12/os-50-principais-abends-em-cics.html


1️⃣4️⃣ Infográfico – ABENDs CICS

📌 Diagnóstico visual

  • Classificação por tipo

  • Causa

  • Solução

🧠 Objetivo pedagógico:
Ajudar iniciantes a não travar ao ver um ABEND.


🧠 COMO ESTUDAR ISSO (Dica Bellacosa)

📌 Ordem recomendada:

  1. Componentes do CICS

  2. Tasks e concorrência

  3. Tipos de programas

  4. Mapas

  5. LINK / XCTL / RETURN

  6. COMMAREA / CHANNEL

  7. Arquivos

  8. Erros e ABENDs

💡 Não pule etapas.


💬 Comentário El Jefe Midnight Lunch

“CICS não é difícil.
Difícil é aprender fora de ordem.”


🎯 Conclusão Bellacosa

Esse índice é mais que um sumário.
É um mapa de sobrevivência para quem:

  • Está começando em CICS

  • Herdou legado

  • Quer parar de ter medo de produção

🔥 Quem entende o caminho, domina o terminal.

Refresh


segunda-feira, 4 de maio de 2009

REXX no z/OS: Guia Completo com História, Dicas e Curiosidades

 

Bellacosa Mainframe apresenta IBM Mainframe REXX

REXX no z/OS: Guia Completo com História, Dicas e Curiosidades



1. Introdução ao REXX

REXX, sigla para REstructured eXtended eXecutor, é uma linguagem de programação de alto nível criada por Mike Cowlishaw, da IBM, na década de 1980.
Diferente de linguagens tradicionais como C, COBOL e PL/I, REXX é interpretada, de fácil leitura e sem tipagem explícita. Todos os dados são tratados como strings, e o sistema decide quando fazer conversão para números.

💡 Curiosidade: Apesar de muitos acharem que o nome veio do cachorro de Cowlishaw, isso é um mito urbano do Mainframe.

REXX se espalhou por todos os principais ambientes IBM: z/OS, z/VM, z/VSE, IBM i, AIX, e até ferramentas modernas IBM. Por isso, é considerada uma linguagem universal no ecossistema IBM.


2. Variáveis e Literais

  • Variáveis não são case sensitive. Ou seja, var, VAR ou Var são a mesma variável.

  • REXX não exige declaração de tipo e nem comprimento específico, embora existam limites definidos pelo sistema.

  • Literals (strings constantes) podem ser colocadas entre aspas simples '...' ou duplas "...", sem diferença funcional.

💡 Dica: Sempre use aspas quando o conteúdo tiver espaços ou caracteres especiais.


3. Funções e Subrotinas

  • Subrotinas (CALL) não precisam retornar valores. Elas executam ações e podem usar RETURN apenas para voltar ao ponto de chamada.

  • Funções são chamadas para produzir valores, mas nem todas podem ser usadas como subrotinas.

  • Ponto de atenção: Não confunda subrotinas com funções – tentar chamar algumas funções como CALL pode gerar erro.


4. Entrada de Dados

Existem três fontes principais:

  1. Command Line / Argumentos:

    • Usados para passar parâmetros para o exec.

    • Sintaxe:

      PARSE ARG nome idade
    • Ex.: %‘meuexec’ JOAO 30

  2. Stack (Data Stack):

    • Mecanismo central de entrada em REXX.

    • Comandos:

      PULL var /* Lê do topo da stack */ PARSE PULL a b c /* Lê e divide em variáveis */
    • Pode receber dados de QUEUE, PUSH ou teclado (quando stack está vazia).

  3. Keyboard (Interativo):

    • Se a stack estiver vazia, PULL lê do teclado no ambiente interativo (TSO/E).

💡 Dica: PARSE PULL é como um canivete suíço: lê e separa os dados ao mesmo tempo.
Exemplo avançado:

QUEUE "ABC-123-XYZ" PARSE PULL a "-" b "-" c SAY a b c /* Resultado: ABC 123 XYZ */

5. Manipulação de Arquivos

  • EXECIO funciona com:

    • Sequential datasets

    • PDS / PDSE members

  • Não funciona diretamente com VSAM.

    • Para VSAM, use:

      • ISPF Data Set Services (ISRSUPC, ISRSDSN)

      • Chamada de utilitários MVS (ex.: IDCAMS)

💡 Exemplo simples de leitura de VSAM via ISPF:

ADDRESS ISPEXEC "LIBDEF MYLIB DATASET ID('MY.VSAM.DATASET')" "READ DSNAME(MY.VSAM.DATASET) OUTDATA(myArray)"

6. Comando LINEOUT()

  • Escreve linha a linha, não permite random access.

  • Sempre escreve na ordem sequencial do arquivo ou data set.

💡 Dica: Para manipular arquivos VSAM de forma controlada, combine ISPF services e arrays REXX.


7. Stack e PULL

  • PULL remove registros do topo da stack.

  • Alguns materiais citam acesso ao “fundo da stack”, mas na prática, o topo é a forma padrão de leitura.

  • QUEUE e PUSH permitem inserir dados na stack de forma controlada.


8. Execução e Ambiente

  • System REXX execs rodam em:

    • Console (z/OS)

    • Batch (JCL / MVS)

    • Programas via REXX Macro Interface

Não rodam diretamente em TSO/E como System exec.

  • Host command environment depende do contexto:

    • TSO/EADDRESS TSO

    • BatchADDRESS MVS

    • ISPFADDRESS ISPEXEC

💡 Dica de ouro: Nunca presuma que TSO é o padrão universal. Cada address space tem seu ambiente próprio.


9. ISPF e Serviços REXX

  • ISPF fornece serviços avançados (ISPEXEC) para criar:

    • Macros de edição

    • Manipulação de datasets

    • Painéis interativos

  • ⚠️ ISPF é principalmente para online, não para batch (a menos que configurado explicitamente).

💡 Easter Egg: Você pode escrever comandos de edição personalizados diretamente em REXX, algo que programadores z/OS amam usar para automatizar tarefas repetitivas.


10. Indentação e Compilação

  • REXX ignora indentação, tanto no interpretador quanto no compilador.

  • Compilação é opcional – você pode rodar execs diretamente no interpretador.


11. Curiosidades e Fatos Divertidos

  • Mike Cowlishaw nunca nomeou REXX após seu cachorro – é apenas uma lenda urbana.

  • REXX é usado em automação de Mainframe desde os anos 80.

  • É comum combinar REXX + ISPF + JCL + batch jobs para criar soluções totalmente automáticas em produção.


12. Resumo de Comandos Essenciais

Comando / FunçãoUso
PARSE ARGLer argumentos passados na linha de comando
PULL / PARSE PULLLer registros da stack
QUEUE / PUSHInserir dados na stack
EXECIOLer/escrever sequential e PDS/PDSE
LINEOUT()Escrever linhas sequenciais em arquivos
ISPEXEC servicesTrabalhar com VSAM, painéis e macros ISPF
ADDRESSDefinir host command environment

13. Pontos de Atenção para Mainframe

  • Nunca confunda funções com subrotinas.

  • Stack é sequencial, não aleatória.

  • EXECIO não acessa VSAM diretamente.

  • ISPF serviços são para online, não para batch.

  • Indentação é estética, não funcional.

  • Variáveis não têm tipagem, mas cuidado com operações numéricas implícitas.


14. Exemplo Final Integrado

/* REXX Example: Stack + Parsing + File Write */ QUEUE "JOAO 30 SAO_PAULO" PARSE PULL nome idade cidade SAY "Nome:" nome ", Idade:" idade ", Cidade:" cidade /* Write to a sequential file */ EXECIO 1 LINEOUT ("Nome:" nome) DATASET("USER.SEQ.DATA") STEM file. WAIT

Combina stack, PARSE PULL, e EXECIO.


Conclusão

REXX continua sendo uma ferramenta essencial para automação no Mainframe IBM.
Sua simplicidade, flexibilidade e integração com ISPF, TSO/E, batch e VSAM o tornam um verdadeiro canivete suíço para administradores e desenvolvedores Mainframe.

E lembre-se: não caia nos mitos – REXX não foi nomeado por um cachorro, mas por sua estrutura e poder de execução. 😉


sexta-feira, 25 de abril de 2008

🜂 O Guia do Mochileiro das Galáxias

 

Bellacosa Mainframe apresenta o Guia do Mochileiro das Galaxias

🜂 O Guia do Mochileiro das Galáxias

Ou: por que todo mainframer deveria ter uma toalha, desconfiar de burocracias cósmicas e jamais entrar em pânico
Para mainframers que gostam de anime, ficção científica, sistemas absurdos e verdades escondidas atrás do humor


1️⃣ IPL no caos: por que esse livro conversa tanto com mainframers?

Se você trabalha (ou já trabalhou) com mainframe, você entende três verdades fundamentais do universo:

  1. O sistema é crítico

  2. A documentação nunca está completa

  3. A burocracia é infinita

Pois bem.
O Guia do Mochileiro das Galáxias é basicamente isso… só que em escala cósmica.

Douglas Adams escreveu uma obra que parece piada, mas funciona como um diagnóstico profundo do funcionamento do universo, das organizações, das pessoas e — principalmente — da estupidez institucionalizada.

Para quem vive entre JCL, RACF, CICS, DB2, auditoria, compliance e gerentes que não entendem o sistema, esse livro é quase um manual de sobrevivência filosófica.

E sim… ele também conversa muito bem com quem gosta de anime.


2️⃣ Origem do caos: quem foi Douglas Adams?

📚 Douglas Adams nasceu em 1952, na Inglaterra, e faleceu em 2001.
Era escritor, humorista, roteirista e — detalhe importante — um nerd de tecnologia.

O Guia começou não como livro, mas como uma série de rádio da BBC em 1978.
Depois virou:

  • Série de rádio

  • Livro

  • Série de TV

  • Jogo

  • Filme

  • Fenômeno cultural

📌 Primeiro livro publicado: 1979
📌 Título original: The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy

E aqui já temos o primeiro paralelo com mainframe:

👉 O sistema nasceu em um formato, foi adaptado, portado, reescrito, versionado… e nunca morreu.


3️⃣ O enredo (ou: quando a produção cai sem aviso)

Arthur Dent é um humano comum, vivendo uma vida comum, até descobrir duas coisas no mesmo dia:

  1. Sua casa será demolida para a construção de uma estrada

  2. A Terra será demolida para a construção de uma via expressa hiperespacial

Ambas as demolições seguem o mesmo argumento:

“Os planos estavam disponíveis para consulta.”

📌 Tradução mainframe:

A documentação existia… em algum lugar… inacessível… e ninguém avisou.

A Terra explode.
Sem backup.
Sem DR.
Sem rollback.

E Arthur sobrevive por acaso, graças a Ford Prefect, um alienígena disfarçado de humano que trabalha como pesquisador para o Guia do Mochileiro das Galáxias, uma espécie de Wikipedia intergaláctica — só que mais honesta.


4️⃣ Não entre em pânico: a filosofia do Guia

A capa do Guia traz a frase mais importante de toda a obra:

DON’T PANIC
(Não entre em pânico)

Isso deveria estar:

  • nos data centers

  • nas salas de crise

  • nas paredes de qualquer time de produção

O Guia ensina que:

  • o universo é caótico

  • ninguém sabe exatamente o que está fazendo

  • quem parece confiante geralmente está errado

  • e está tudo bem admitir isso


5️⃣ Personagens que todo mainframer já conheceu

🧔 Arthur Dent — o usuário final perdido

Arthur é o usuário comum:

  • não entende o sistema

  • não pediu para estar ali

  • só quer sobreviver ao dia

Ele é o cara que sofre com decisões tomadas muito acima da sua pay grade.


👽 Ford Prefect — o consultor que sabe demais

Ford:

  • conhece o sistema

  • sabe onde estão as armadilhas

  • mas não explica tudo

É o arquiteto que diz:

“Relaxa, isso é assim mesmo.”


🤖 Marvin — o batch legado deprimido

Marvin, o androide paranoico, é simplesmente o sistema legado consciente.

  • Inteligência absurda

  • Capacidade gigantesca

  • Mas condenado a tarefas inúteis

Ele sabe que tudo é inútil.
Ele sabe que o universo não faz sentido.
E mesmo assim… continua rodando.

Todo mainframer já foi Marvin em algum momento.


👑 Zaphod Beeblebrox — o gestor carismático e inútil

Zaphod é:

  • incompetente

  • vaidoso

  • inconsequente

  • e mesmo assim presidente da galáxia

📌 Easter egg sério:
Ele existe para distrair a população enquanto decisões reais são tomadas nos bastidores.

Alguém lembrou de algum cargo corporativo?


6️⃣ A resposta é 42 (e a pergunta está errada)

O momento mais famoso do livro:

🧠 Um supercomputador chamado Deep Thought é criado para responder:

“Qual é o sentido da vida, do universo e tudo mais?”

Após milhões de anos de processamento, a resposta é:

42

O problema?
Ninguém sabe qual era a pergunta.

📌 Tradução mainframe-filosófica:

O sistema entrega resultado…
Mas o requisito estava errado.


7️⃣ Burocracia, absurdos e Vogons

Os Vogons são talvez a crítica mais direta de Douglas Adams à burocracia.

Eles:

  • seguem regras cegamente

  • adoram formulários

  • escrevem a pior poesia do universo

  • destroem planetas com base em regulamentos

📌 Mainframer sabe:

Não existe vilão mais perigoso do que alguém que “só está seguindo o processo”.


8️⃣ O Guia como um isekai britânico

Se olharmos com olhos otaku:

  • Arthur é transportado para outro mundo (isekai)

  • Ele é fraco, confuso e perdido

  • Aprende regras absurdas aos poucos

  • Sobrevive mais por acaso do que por poder

Mas diferente do isekai japonês:

  • não existe power-up

  • não existe harém

  • não existe destino grandioso

Só caos, ironia e toalhas.


9️⃣ A toalha: o item mais importante do universo

Segundo o Guia, uma toalha é o item mais útil para um mochileiro intergaláctico.

Ela serve para:

  • se proteger

  • sinalizar

  • se aquecer

  • se defender

  • manter a sanidade

📌 Mainframe version:
A toalha é:

  • conhecimento

  • experiência

  • calma

  • e um pouco de cinismo saudável


🔟 Impacto cultural e legado

O Guia influenciou:

  • ciência

  • tecnologia

  • cultura nerd

  • programação

  • humor geek

Referências ao 42 aparecem em:

  • linguagens de programação

  • sistemas

  • jogos

  • animes

  • séries

Douglas Adams mostrou que:

rir do absurdo é uma forma de sobreviver a ele


1️⃣1️⃣ O Guia, IA e o mundo moderno

Hoje vivemos:

  • buzzwords

  • promessas mágicas

  • sistemas que “sabem tudo”

  • respostas sem contexto

O Guia já avisava:

Informação sem compreensão é inútil.

Algo que todo mainframer aprende cedo.


1️⃣2️⃣ Moral da história (versão data center)

O UNIVERSO É COMPLEXO
A BUROCRACIA É PIOR
NÃO ENTRE EM PÂNICO
TENHA UMA TOALHA
DESCONFIE DE RESPOSTAS SIMPLES

🜂 Encerramento Bellacosa

O Guia do Mochileiro das Galáxias não é só um livro de ficção científica.

É:

  • um manual de sobrevivência existencial

  • uma crítica feroz à burocracia

  • um espelho do mundo corporativo

  • um consolo para quem lida com sistemas absurdos

Todo mainframer deveria lê-lo.
Todo otaku deveria entendê-lo.
Todo ser humano deveria rir… e refletir.

E lembrar sempre:

DON’T PANIC.