Esse é o sonho possível, e é lindo — mistura de contemplação e curiosidade, o equilíbrio exato entre o Japão tradicional e o futurista.
Imagino você caminhando por uma vila nas montanhas de Hakone, o vapor das águas termais subindo no ar frio, depois descendo para Tokyo à noite e vendo os letreiros de Shinjuku piscando como se fosse outro mundo.✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
domingo, 14 de março de 2021
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Aventureiros em São Tomé das Letras
Uma cidade fantástica.
Imagine uma cidade construída em lages de pedra, com ruas estreitas e cheia de lendas e mistérios, Com igrejas mal assombradas e coisas bem curiosas.
Um cruzeiro e uma visão panorâmica com as serra e muito verde para animar os aventureiros, trilhas, estatuas e criaturas saídas dos contos de fadas.
Magos, duendes, gnomos e fadas para uns... Ets, ovnis e discos voadores para os mais modernos, neste vídeo iremos apresentar a igreja de Nossa Senhora do Rosario, a Igreja Matriz, a Toca do Leão, a Gruta de São Tomé, a Piramide e muitos outras coisas.
Imagine uma pista de skate escondidinha num pequeno plato,, belas aves e muitas plantas de serrado, aventure-se em nosso canal e descubra estes e muitos mais tesouros.
#MinasGerais #SãoToméDasLetras #Piramide #IgrejaRosario #Mirante #Cruzeiro #PistaSkate #Panorama #Serra #Monte #Plato #Aventura #Caminhada #Casas #Arqueologia #Historia
quarta-feira, 24 de abril de 2019
The Hichhicker In Spain : Facebook
Viaje a España
Vivendo por mais de uma decada na Europa, tive a oportunidade de conhecer a Espanha, um país rico em tradição e cultural, esta página é parte do meu testemunho através de fotos, videos no youtube, reportagens e materias de jornal, que venho postar aqui para partilhar um pouco de minhas viagens, espero que goste, deixe seu like, comentario, partilhe com os amigos e contribua. Obrigado: gracias y saludos...
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link
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terça-feira, 23 de abril de 2019
Exposição Aquário Gigante no Shopping Dom Pedro de Campinas nossa viagem ao Fundo do Mar
Uma exposição interativa simulando uma viagem ao fundo do mar...
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Vinhos e Vinícolas em Itatiba - Facebook
Divulgação de produtores artesanais de vinho em Itatiba
Ajude-nos a divulgar. Participe de nossa comunidade.
Visite as adegas de São Roque, Jundiaí, Vinhedo e Itatiba
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terça-feira, 2 de abril de 2019
The Hitchhikers in Portugal - Facebook
Aventuras em Portugal
Desde 2002 até nossos dias...
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
SP 070 - Rodovia Carvalho Pinto e seus tuneis
Rumo aos túneis da SP 070
Após nossa prolongada parada no Frango Assado onde tomamos nosso café da manha, bom mas caro, podemos apreciar as varias motocicletas que estavam estacionadas ali.
Inclusive o formiguinha viu a moto do capitão América e um veiculo militar que estava ali estacionado e ansiosos para pegar estrada, partimos.
Estamos de volta a Rodovia Carvalho Pinto rumo a Caçapava e Taubaté de onde iremos prosseguir via Rodovia Tamoios rumo a Ubatuba.
Estamos a bastante tempo na estrada, saímos de Itatiba e passamos por muitos caminhos até aqui chegar, vejam os outros vídeos da viagem.
Espero que gostem de engenharia civil, pois esta estrada tem varias obras de arte: uma ponte sobre o Rio Paraíba do Sul e uma sequencia de vários tuneis.
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
O Alfa-Pendular viajando rumo ao Entroncamento
As Viagens velozes a bordo do Alfa-pendular
Este trem já foi tema de outros vídeos de nosso canal, mas não me canso de criar materiais para ele, se esta vendo pela primeira vez, leia abaixo o resumo desta máquina veloz.
Estamos viajando no Alfa-pendular rumo a estação do Entroncamento, uma viagem rápida num trem rápido, este vídeo apresenta alguns detalhes da viagem, da carruagem de passageiro, da estação e do museu do Entrocamento.
Eu e meu filho partilhamos do mesmo amor por trens e ferrovias, sempre que podemos estamos fazendo algum tipo de aventura que envolva trens. O apito do revisor, o sinal de bandeira e mesmo o grito todos a bordo, fazem parte do imaginário popular, algo que dificilmente os ônibus iram tirar.
O corre corre na plataforma, os carrinhos de mala, pessoas nas janelas se despedindo dos parentes e amigos. Trem é nostalgia, viajar de trem é romântico, único e precioso. Nossa viagem começou em Corroios onde pegamos o Fertagus até Sete Rios em Lisboa, depois pegamos o metro até Santa Apolônia e nesta estação histórica pegamos o Alfapendular até Entrocamento.
A elefantinha Elly estava conosco nesse passeio, um aperte em nossa viagem, a Elly sempre nos acompanhava nos passeios, era divertido ver o Luis correndo para pegar a sua mascote e guarda-la na bolsa.
Um pouco de historia
Este comboio veloz é composto por 6 carruagens, sendo 2 de primeira classe, 3 de segunda classe e 1 vagão restaurante, com serviço de bordo, tv e radio em cada poltrona, esse trem é um luxo só, sem contar na velocidade, capaz de atingir mais de 200 quilômetros por hora.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
SP 075: Passando por Itu Rumo a Sorocaba
Viajando pela rodovia SP 075
sábado, 12 de agosto de 2017
SP 125: Começando a descer a serra do Mar
As curvas da estrada descendo a serra
Estamos ansiosos por chegar a praia, saímos de casa as 06 da manhã e ainda estamos na estrada, são quase 11:30, foram feitas 2 paradas para um breve descanso, a primeira em São José dos Campos para tomar café no Frango Assado e mais para frente fizemos um pit stop em São Luis do Paraitinga.Agora voltamos a Rodovia Oswaldo Cruz e começamos a descer a Serra do Mar, começa a descida da serra e a estrada esta começando a ficar sinuosa, toda a atenção esta na pista, começamos a ficar em silêncio, receosos com a pista e a dificuldade em desce-la.
O ar esta fresco, perfumado pelo doce aroma da vegetação, o nosso amigo formiguinha esta atento a paisagem, participando desta super aventura. Para os amantes de direção a SP 125 esta cheia de curvas e é um grande teste a direção e a mecânica do seu carro: câmbio e freios começam a ser cobrados em nossa viagem.
sábado, 5 de agosto de 2017
SP 070: passando por um túnel
Lembranças de infância ao passar no túnel.
Estamos rumo a Ubatuba e após sairmos da Rodovia Dom Pedro, paramos em São José dos Campos para um café da manhã no Frango Assado, e de volta a estrada agora estamos na Rodovia Carvalho Pinto.Animados por vencer mais uma etapa de nossa viagem, estamos cada vez mais perto, apesar que ainda faltam uns 200 quilômetros, acordados após o café da manhã, vamos prestando atenção na paisagem, esta rodovia para ser mais reta, tem diversos tuneis em seu trajeto.
Entramos no primeiro e vieram as memorias de infância, quando meu pai descia a Rodovia Imigrantes e naquela época a maior diversão da garotada era fazer o buzinaço dentro do túnel, aquele eco, a barulheira era extremamente divertido.
Hoje as regras de transito são mais duras e rígidas, porém essas lembranças da direção automobilística do passado são divertidas comparativamente aos dias atuais, naquela época viajar era uma aventura cheia de percalços, nunca sabíamos o que iriamos ter pela frente, sem gps, sem telefones celulares, apenas um guia de estradas guardado no porta luvas e sempre consultado em caso de duvidas.
Ei amigo, você tem lembrança semelhante? Seus pais ou parentes também faziam buzinaços nos túneis?
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
SP 065: A neblina dominando todo o horizonte
Manhã de inverno na Rodovia Dom Pedro.
Saindo de Itatiba em direção a leste, pegamos a Rodovia Dom Pedro e seguimos rumo a Jacareí, neste trecho estamos próximos a Jarinu e Atibaia.
Estamos numa manha fria e a nevoa cobre toda a paisagem, nos deixando com uma visibilidade bem baixa, acompanhem um bocadinho deste trecho, onde com a pista molhada e escorregadia e baixa visibilidade coloca a prova todos os reflexos de um bom motorista.
Para quem não conhece a nossa região estamos situados na Serra da Mantigueira, somos as colinas que iniciam a elevação, neste trecho ultrapassamos os 650 metros de altitude e a tendencia e sempre a subir.
Iremos passar por diversos reservatórios de água pertencentes ao Sistema Cantareira.
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
SP 065: Uma viagem com forte neblina
Experiencias para motorista, neblina e a baixa visibilidade
Nossa viagem rumo a Ubatuba continua, a neblina começa perder força e os raios solares começam a surgir lá longe.
A viagem esta divertida com o Formiga perguntando sobre tudo, curiosidade tipica da idade, nosso pequeno amigo tagarela descobre sobre represas e lagos, vendo os viadutos sobre os grandes lagos que começam a se encherem, após o longo período de estiagem que nosso estado atravessou.
A seca foi tão grande que diversos municípios tiveram interrupção do fornecimento de água, sofrendo com rodízios e mesmo abastecimento por carro pipa. Por sorte 2016 e 2017 trouxeram chuvas e gradualmente o Sistema Cantareira vem repondo sua cota d´água e as diversas represas começam a encherem.
Depois desse bla bla bla, nossa viagem pela Rodovia Dom Pedro esta quase terminando e em breve chegaremos a Jacareí onde iremos pegar a Rodovia Dutra. Até la amigos.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
SP 065: Viajando sem visibilidade com muita nevoa na estrada
Neblina na região de Nazaré Paulista.
Nossa viagem iniciou-se antes do nascer do sol, estamos na rodovia Dom Pedro rumo a Ubatuba, uma longa viagem passaremos por diversas cidades em nossa viagem.O tempo esta fechado com um pouco de chuva pelo caminho, até chegarmos em Nazaré Paulista onde fomos pegos por uma neblina que dificultava em muito a direção, o que torna nossa viagem mais emocionante e diferente do comum.
Diminuímos a nossa velocidade e seguimos rumo a Jacareí, onde iremos pegar mais estradas, o Formiga esta elétrico, tagarela e atento a viagem, vamos conversando e aproveitando os primeiros raios solares que lutam para passar por entre a nevoa.
sábado, 22 de julho de 2017
Um Velho bonde em circulação pelas ruas de Milão
Velhos bondes transportando passageiros.
Tenho aproveitado meu canal para falar sobre o transporte sobre trilhos, transporte não poluente, por mais incrível que pareça são veículos antigos, que sobreviveram ao teste do tempo.
Comparativamente aos ônibus, bondes e trams usam rodas em ferro e trilhos para se locomoverem pela cidade, suas estruturas remetem ao passado e as origens do transporte urbano, deixam a cidade com aquele ar retro, não emitem co2 ( o famigerado gás carbônico do efeito estuda), deixando o ar da cidade mais puro.
Meu anos vivendo em Milão aprendi amar e respeitar estas velhas maravilhas mecânicas, que sobreviveram a muitos desafios, inclusive a pressão da industria automobilística para os retirar de circulação.
Tenho fé que outras cidades se inspirem no modelo milanês e voltem a usar o transporte sobre trilhos, quem sabe um dia veremos nas cidades brasileiras, mais trilhos e veículos tracionados a eletricidade, diminuindo a poluição e a demanda por combustíveis foceis.
Voltando a Milão, vou contar uma historia curiosa, no final da II Guerra Mundial, um patio onde se estacionava os bondes, foi maldosamente bombardeado com bombas incendiarias, como os bondes eram tinham acabamento em madeira, couro e cortiça, aquilo gerou um verdadeiro festim de fogo, tudo foi consumido, restando apenas os esqueletos de aço carbonizado.
No pós-guerra como a Itália estava tentando se recuperar da destruição, os recursos eram escaços, por isso resolveram tentar salvar o máximo possível dos velhos bondes. Num trabalho hercúleo conseguiram salvar alguma peças e começaram o trabalho de restauro, para coloca-los em funcionamento e transportar os trabalhadores milaneses.
Este pequeno vídeo é uma homenagem a todos os trabalhadores que mantem essas velhas senhoras operacionais e cumprindo seu papel no transporte publico. Faça chuva, faça sol com neve ou granizo elas estão nos trilhos.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
SP 360 e o personagem insolito
Cada uma que não entendemos
Estamos na SP 360 no trecho urbano de Itatiba indo em direcção a Dom Pedro, final de dia, como de costume estou filmando a estrada. Ouvindo musica e conversando quando de repente.
Passa o carro do papai Noel, claro que em Itatiba isto é uma tradição existindo mais de 10 grupos que se fantasiam de papai Noel e saem pela cidade distribuindo balas e rebuçados para as crianças.
Mas você topar com um deles de repente na estrada é meio surreal, insólito, tornou nossa viagem mais divertida, pois arrumamos nova conversa.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
🚂 Sorocaba/1982 — Arquivo de Trilhos, Banheiros Selvatizados & Carnaval Infantil
🚂 Sorocaba/1982 — Arquivo de Trilhos, Banheiros Selvatizados & Carnaval Infantil
(Tape Load > /memories/1982/sorocaba_train_trip.bin)
Algumas lembranças não vêm em HD — mas vêm quentes.
Vêm com cheiro de diesel, com vento na janela e com aquele tec-tec hipnótico que só trilho antigo sabe fazer.
1982.
Meu pai tinha o velho fusca azul, fiel e barulhento.
Mas naquele carnaval decidimos fazer algo maior — ir de trem até Sorocaba.
Sim, aventura ferroviária pura, raiz, sem tutorial, sem Google Maps, apenas alma e trilhos.
Lembro da chegada à Estação da Luz, imponência de cartão-postal.
Dali, seguimos rumo à plataforma da Sorocabana, para embarcar no trem da antiga Sorocabana, já sob comando da Fepasa — gigante paulista dos tempos em que ferrovia ainda era mapa vivo no Estado.
A viagem foi mais do que transporte — foi rito de passagem.
A janela era cinema.
O trilho era trilha sonora.
E eu, garoto encantado, absorvia tudo como backup eterno na cabeça.
E tinha o carrinho de guloseimas, claro.
Pipoca estalando, refrigerante de garrafa pesada, biscoito de polvilho, amendoim torrado com cheiro que invadia vagão inteiro.
A experiência completa.
Mas a parte que o tempo nunca apagou —
o banheiro da estação.
Aquele banheiro ferroviário raiz, digno de paleontologia social brasileira:
Sem privada.
Duas plataformas para apoiar os pés, agachar e rezar para a estabilidade.
Se eu não estivesse surpreendido, vem a maior de todas as surpresas, daquelas de cair o queixo. Tínhamos ido ao banheiro da estação, mas nada nos surpreenderia mais que o banheiro no vagão de passageiros do trem.
Aquela cabine minuscula, assento plástico e a privada, melhor dizendo vaso sanitário era metálica com um estranho botão na lateral.
E o mais surreal — a descarga despejava o nosso serviço direto nos trilhos, sem filtro, sem poesia, sem engenharia sueca.
Você apertava, um estanho barulho e lá ia o passado direto para os dormentes, em movimento.
Selvagem. Primitivo. E, para uma criança de 7-8 anos, incrivelmente fascinante.
Foi longa a viagem, extensa como filme épico.
Mas eu não queria que terminasse.
Em Sorocaba, as memórias são borradas como foto velha, mas eu ainda sinto o riso, a correria, a liberdade infantil com as primas — filhas do primo Claudio e sua esposa Marli.
E o ápice do roteiro: Carnaval de rua.
Sambódromo improvisado, escola na avenida, crianças farreando, os primos brincando: Ana Claudia, Vagner, Giovana e Viviane, a fantasia brilhando na noite quente do interior.
Pulso cultural batendo forte, suor, serpentina e alegria solta como confete ao vento.
E os pequenos bebês Daniel e Claudio presos aos colos nada puderam fazer...
Sorocaba, trem, trilhos, banheiro bárbaro e carnaval —
é assim que guardo 1982 no peito.
Não é sobre luxo, nem sobre conforto: é sobre primeira aventura.
Porque crescer é isso —
de vez em quando o Fusca fica na garagem,
e a gente embarca naquilo que ainda não sabe explicar,
mas nunca mais esquece.
PS: Este adendo é coisa da Vivi, que lembrou de um acidente curioso nesta viagem, onde meu pai foi querer testar suas habilidades sobre patins, acabou batendo a cabeça no muro e um furo dolorido com um prego escondido.
domingo, 17 de agosto de 2014
Ir Para a Cidade: A Epopeia Mágica do Mappin
El Jefe – Ir Para a Cidade: A Epopeia Mágica do Mappin
Por Vagner “Formiguinha” Bellacosa – Versão Bellacosa Mainframe
Existem viagens que não precisam de avião, navio ou estrada longa.
Basta um domingo, uma avó guerreira e uma criança de cinco anos com os olhos arregalados para que um simples percurso se transforme em portal.
Na Vila Rio Branco, Zona Leste, ir ao centro de São Paulo não era deslocamento.
Era ritual quase duas horas de ônibus para ir, mais duas para voltar.
Atravessando Vila Esperança, Penha, Tatuapé, Belenzinho, Brás na sua histórica Avenida Celso Garcia, ora parando no parque Dom Pedro, ora indo mais longe até a Praça Ramos de Azevedo...
Era dito com respeito, língua solene, sílaba cheia:
“Vamos pra… CI-DA-DE.”
Sair do bairro com casinhas terreas, um ou outro sobrado para ir num lugar cheio de arranha-ceus, espigões, hoje espalhados pelos 4 cantos da cidade, mas naquela época, visíveis somente nas regiões centrais. A avenida Paulista ainda era coroada pelos imensos casarões decadentes, que nos anos posteriores foram sendo demolidos e transformados em magníficos edifícios do coração financeiro da América Latina.
Um decreto real, quase uma SVC 13 chamando o próximo job da memória.
E lá ia o pequeno Vagner — inquieto, curioso, formiguinha gulosa — escoltado pela avó Anna: tecelã, doceira, general das panelas e sacerdotisa da fé.
Dessa vez, rumo ao templo supremo do consumo elegante:
O MAPPIN.
O Mappin não era loja. Era outro mundo.
Antes dos shoppings, antes das multimarcas, antes do consumo pasteurizado, existia um gigante de salões amplos e decoração de novela.
Entrar ali era como mudar de realidade —
uma espécie de isekai paulistano, só que sem magia digital:
a magia era real.
As portas se abriam e o cheiro vinha na hora: perfume, tecido, madeira encerada e o ar-condicionado que parecia soprar riqueza.
E então ele aparecia:
o ascensorista.
Um senhor de terno impecável, geralmente esverdeado, luvas brancas, sorriso cordial — tão elegante quanto um maître parisiense, mas muito mais carismático.
Segurava a porta de ferro, olhava para cima e anunciava, como narrador de rádio antiga:
— Terceiro andar… cama, mesa e banho.
Quarto andar… mobiliário.
Quinto andar… brinquedos.
E cada anúncio era uma promessa.
Cada andar, um universo cheio de possibilidades. E seus fabulosos e prestativos funcionários com elegante roupa verde, mantendo a identidade visual do grande magazine.
A escada rolante: a montanha-russa da infância
Hoje banal.
Naquele tempo?
Tecnologia futurista.
Uma linha de montagem mágica que engolia crianças e devolvia adultos sorrindo.
O pequeno Vagner subia como quem vai para o espaço.
Sentia o coração bater.
As mãos suavam.
E a avó sorria — ela já tinha visto isso mil vezes, mas gostava de ver o menino se maravilhar.
A lanchonete e a invenção da “praça de alimentação”
Antes dos shoppings transformarem comida em sistema, o Mappin já sabia fazer a coisa acontecer.
Mesinhas impecáveis, talheres brilhando, garçons com educação britânica.
Sorvete de casquinha cremoso, perfeito.
Um caldo de cana ou um doce que parecia ter vindo de um reino distante.
Para uma criança da Vila Rio Branco, aquilo não era lanche.
Era glamour com gosto de infância.
O relógio do Mappin
Atravessando a rua, reinando em frente ao Teatro Municipal, estava ele:
o relógio que marcava a hora de São Paulo.
Imponente, elegante, com aquele ar de “eu sei que você olha para mim todos os dias”.
Ponto de encontro de casais, famílias, profissionais, fotógrafos — e, claro, da avó Anna e seu neto explorador.
O jingle que virou tatuagem da memória
Você lembra.
Todo mundo lembra.
É impossível esquecer.
🎶 “Mappin, venha correndo, Mappin, é a liquidação…” 🎶
Naquela época, jingle era marketing.
Hoje, virou patrimônio emocional.
Presentes com pedigree
Não se embrulhava um simples presente.
Se embrulhava status.
O papel verde, o logotipo inconfundível — abrir aquilo era receber um pedaço de São Paulo.
E para o garoto que vivia entre armazéns simples da periferia, aquilo era quase um passe para outro mundo:
um mundo onde tudo brilhava, cheirava bem, funcionava, sorria.
O que fica quando tudo passa
O Mappin faliu.
Fechou.
Virou fantasma arquitetônico, história contada entre cafés e saudades.
Mas…
Dentro do adulto Vagner, ele continua vivo.
Vive no garoto curiosíssimo que andou de elevador dos anos 1970,
se encantou com escadas rolantes,
comeu sorvete de casquinha,
e acreditou, com toda a força da inocência,
que aquele lugar era uma porta para o infinito.
E era.
Porque quem vive intensamente uma memória nunca perde o lugar — carrega o lugar dentro.
O Mappin quebrou.
Mas na sua lembrança?
Ele ainda está de portas abertas.
Com elevadorista sorrindo,
com brinquedos no quinto andar,
com o papel verde esperando embrulhar um sonho,
com Anna segurando sua mão,
com você olhando para cima como quem descobre o mundo.
segunda-feira, 1 de janeiro de 1990
Caminhando pelo Brasil
Viagens pelo Brasil Década de 90
A qualidade das cores se perdeu um pouco. Mas vale pelo registro histórico e para os nostálgicos uma memoria de como eram e como ficou.


