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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cama elastica na festa de aniversario do Gui

Bellacosa Mainframe e o Formiga na cama elastica

Um Café no Bellacosa Mainframe

🤸 Cama Elástica na Festa do Gui — Quando as Crianças Mandavam na Festa

Era aniversário do Guilherme, o Gui. Estávamos no Jardim Arizona, em Itatiba, na casa dos nossos velhos amigos Levi e Maria. Para os adultos havia conversa, cervejinha e salgadinhos. Mas ninguém deveria se enganar: naquela festa, quem realmente mandava eram as crianças.

Estamos em Itatiba, no Jardim Arizona, na casa de velhos amigos da família, Levi e Maria.

O motivo daquela reunião era daqueles que conseguem juntar diferentes gerações em torno de uma mesma mesa: o aniversário do neto deles, Guilherme — para os próximos, simplesmente Gui.

Era uma típica festa infantil.

Os adultos ocupavam seu território estratégico, conversando sobre a vida, colocando os assuntos em dia, tomando uma cervejinha entre um salgado e outro e, de tempos em tempos, procurando com os olhos onde estavam os pequenos.

Porque havia crianças por todos os lados.

E festa infantil tem uma regra não escrita:

os adultos podem até organizar a festa, mas quem manda mesmo são as crianças.


🎈 O território era deles

Para animar aquele pequeno exército, alguém teve uma excelente — ou perigosíssima — ideia:

instalar uma cama elástica.

Pronto.

A partir daquele momento, bolo, salgadinho, refrigerante e provavelmente até o aniversariante passaram a disputar atenção com aquela maravilhosa máquina de transformar crianças em pequenos projéteis humanos.

E, meu amigo...

a fila não tinha fim.

Entrava uma turma.

Pulava.

Saltava.

Caía.

Levantava.

Pulava novamente.

Saía.

Entrava outra.

E todo mundo queria permanecer ali o máximo possível.

Naturalmente, havia um pequeno integrante daquela festa que não pretendia abrir mão de sua participação tão facilmente.


🐜 Formiga entra em órbita

O Formiga não era exceção, bravo que a fila não andava, que criança A ficou tempo demais, sempre atento sempre observando se o tempo esta cronologicamente correto para todos.

Se havia uma cama elástica disponível, então havia uma missão a cumprir.

Pular.

E pular novamente.

E mais uma vez.

Para nós, adultos, aquilo era simplesmente uma cama elástica instalada numa festa de aniversário.

Para uma criança, porém, a interpretação era completamente diferente.

Durante alguns segundos ela podia desafiar aquilo que passaria anos aprendendo na escola:

a gravidade.

O chão desaparecia.

O corpo subia.

Por alguns instantes havia aquela maravilhosa sensação infantil de estar voando.

Depois vinha a queda sobre a lona...

BOING!

...e tudo começava novamente.

Talvez seja por isso que convencer uma criança a abandonar voluntariamente uma cama elástica seja uma das grandes missões diplomáticas da humanidade.


🤸 "Só mais uma vez!"

Existe uma unidade de tempo infantil que os relógios dos adultos não conseguem medir.

Ela se chama:

"Só mais uma vez."

— Vamos sair?

Só mais uma vez.

— Já pulou bastante.

Só mais uma vez.

— Tem outras crianças esperando.

Só mais uma vez.

O problema é que cada "última vez" imediatamente cria uma nova última vez.

É praticamente um loop infinito.

PERFORM PULAR
   UNTIL FESTA-ACABAR.

O programador COBOL experiente imediatamente percebe o problema:

faltou uma condição de saída confiável.

E naquele dia ela finalmente apareceu.

🎂 O único comando capaz de encerrar o loop

De repente chegou uma notícia capaz de interromper até mesmo a operação da cama elástica:

era hora do parabéns.

A festa mudou de estado.

As crianças começaram a ser chamadas.

Os adultos se aproximaram.

O bolo aguardava.

As velinhas estavam prontas.

Gui precisava assumir oficialmente seu posto de aniversariante.

E nós tínhamos um pequeno problema operacional:

tirar o Formiga da cama elástica.

A brincadeira precisava terminar.

Pelo menos temporariamente.

E foi assim que aquele sistema extremamente estável finalmente recebeu seu comando:

IF HORA-DO-PARABENS
   MOVE "SAIR" TO ACAO-DO-FORMIGA
   STOP RUN.

Fim do processamento.

Ou quase.

Porque em festa infantil ninguém acredita verdadeiramente em STOP RUN.

Depois do bolo sempre existe a possibilidade de um RESTART.

📹 Naquele momento era apenas uma filmagem

Eu estava ali registrando aquela bagunça.

Na época, provavelmente parecia apenas mais um pequeno vídeo entre tantos outros.

Uma criança pulando.

Uma festa de aniversário.

Amigos conversando.

Adultos tomando cerveja.

Salgadinhos circulando.

Crianças disputando alguns minutos numa cama elástica.

Nada extraordinário.

E talvez justamente por isso seja extraordinário hoje.

Porque as grandes memórias nem sempre avisam quando estão acontecendo.

Não aparece uma mensagem dizendo:

ATENÇÃO: este momento será importante daqui a muitos anos.

A vida simplesmente acontece.

E alguém, por sorte, está com uma câmera ligada.

🕰️ O que a câmera realmente estava gravando

Hoje olho para essas imagens de outra maneira.

Não vejo somente o Formiga pulando.

Vejo Itatiba.

Vejo o Jardim Arizona.

Vejo a casa de Levi e Maria.

Vejo o aniversário do Gui.

Vejo uma reunião de amigos.

Vejo uma época.

E vejo aquela infância acontecendo diante da câmera sem que nenhum de nós tivesse condições de perceber o tamanho que aquelas pequenas cenas ganhariam com a passagem dos anos.

Esse talvez seja um dos poderes mais bonitos das fotografias e dos vídeos familiares.

Eles registram justamente aquilo que nossa memória costuma perder primeiro:

os momentos comuns.

Nós nos lembramos dos grandes acontecimentos.

Casamentos.

Viagens.

Formaturas.

Nascimento.

Mudanças.

Mas podemos esquecer uma tarde qualquer em que uma criança ficou completamente enlouquecida porque havia uma cama elástica numa festa.

O vídeo guarda isso para nós.

❤️ Quando a bagunça vira patrimônio

Naquele dia nossa preocupação era muito mais simples.

Precisávamos tirar o Formiga dali porque estava na hora de cantar parabéns para o Gui.

Anos depois, a cena ganha outro significado.

A fila que parecia interminável terminou.

A festa terminou.

As crianças cresceram.

A cama elástica foi desmontada.

Os pratos foram recolhidos.

As garrafas desapareceram das mesas.

A casa voltou ao silêncio.

Mas alguns minutos ficaram presos dentro de uma gravação.

E agora, olhando novamente para eles, percebemos uma coisa curiosa:

aquela bagunça era patrimônio.

Não patrimônio de museu.

Não patrimônio histórico tombado.

Era patrimônio de família.

Daqueles pequenos fragmentos que, quando reunidos, contam quem éramos, onde estávamos e como vivíamos.

E talvez seja exatamente por isso que continuo gostando tanto desses registros.

Naquele momento eu estava apenas filmando o Formiga numa cama elástica.

Sem perceber, estava fazendo algo muito maior:

um backup da infância.


Bellacosa Mainframe

Alguns backups guardam sistemas.

Outros guardam aquilo que nenhum sistema consegue restaurar depois que o tempo passa: um aniversário, uma casa cheia de amigos e uma criança que simplesmente não queria parar de pular.

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Bagunçando na cama elastica

A Festa de Aniversario sempre é a alegria da criançada, agora imaginem um monte de garotos fazendo bagunça juntos e que nesta festa tem uma cama elástica.

O formiguinha pirou quando viu, nao se via garotos na festa, todos estavam aguardando impacientemente sua vez para saltar e saltar na cama de elástico.




Numa das vezes em que o formiguinha foi, consegui capturar alguns momentos, vocês nem imaginam a briga que foi para ele sair dali para ir cortar o bolo.

sábado, 20 de julho de 2013

📼 Episódio de Hoje: “As Super-Férias de 1984 – O Zelador da Praia e o Menino do Litoral”

 


🌙🍱 El Jefe Midnight Lunch — Crônicas de um Bellacosa Mainframe 🍱🌙
📼 Episódio de Hoje: “As Super-Férias de 1984 – O Zelador da Praia e o Menino do Litoral”
por Vagner Bellacosa – estilo memória sabor de fita magnética


Depois que meu avô Pedro se aposentou lá por 1982, o orçamento apertou igual dataset sem primary allocation. E, como todo bom mainframeiro old school, ele não era homem de ficar ocioso esperando JCL rodar sozinho. Voltou ao batente. Primeiro como zelador na Vila Rio Branco, cuidando daquilo tudo com o mesmo zelo de quem cuida de um VSAM que não pode quebrar.

Mas meu avô tinha uma DLL interna chamada saudade do mar. A praia chamava. E ele ouviu.

Lá por 1984, decidiu botar o pé na areia e mudou-se para a Praia Grande, rumo ao que ele imaginava ser o “ambiente de execução ideal”. Conseguiu emprego como zelador por lá e, sem saber, abriu um novo capítulo das minhas memórias — e, se existisse LOG SMF da infância, esse período estaria com flag SPECIAL.



🏖️ Primeiras Férias de Inverno — Release 1.0

Inverno de 84. Férias escolares.
Passagem comprada.
E lá vamos nós, rumo à casa dos meus avós Pedro e Anna, que agora respiravam brisa marítima e cheiro de maresia.

Meu tio Pedrinho, recém-promovido a Menino da Praia, estava num momento de plenitude raríssimo — tinha um batalhão de amigos, uma “gangue da orla”, e eu, claro, fui puxado por tabela. Derrubei o firewall da timidez rapidinho. Em poucas horas, já estava integrado igual job rodando em multiuser mode.

E olha que era inverno. A água parecia saída do freezer do Super-Homem.
Mas quem liga? Para uma criança de 10 anos, diversão não depende de temperatura, depende de permissão — ou da ausência de adultos olhando.



🎾🏄‍♂️☀️ As Atividades Maravilhosamente Inúteis — E Perfeitas

A praia não chamava para banho, mas chamava para tudo o que realmente importava:

  • caminhar quilômetros no areal, fazendo de conta que era uma missão espacial;

  • jogar ping-pong em mesinhas tortas de pensão barata, mas que pareciam Wimbledon;

  • acompanhar meu tio Pedrinho tendo aulas de surf, enquanto eu imaginava quando seria promovido para aquele módulo;

  • catar conchas, construir fortalezas, disputar quem corria mais rápido na areia fofa e perdia o fôlego igual loop mal programado.

Foram super-férias. Daquelas que instalam patches na alma e que você nunca desinstala.




🏠😅 Meu Pai, o Inquieto — Quase a 5ª Mudança em 18 Meses

Meu pai, espírito inquieto, olhou para tudo aquilo e já começou a especular mentalmente:

“E se a gente se mudasse pra cá?”

Eu, criança, adoraria.
Minha mãe, talvez.
O caminhão de mudanças, coitado, não.

Mas meu avô Pedro — com sua sabedoria de sysprog experiente — tratou de fazer um ABEND S0C1 nessa ideia antes que virasse execução real. E graças a Deus.

Porque isso teria sido a quinta mudança em menos de 18 meses.
Só de lembrar, minha espinha dá um S0C7.

Mas eu, com meus 10 anos, não estava preocupado com logística, caminhão, caixa, endereço novo… nada disso.

Eu queria apenas curtir as férias, depois da tempestade que tinha sido o ano de 1983.


🌅 E ainda voltaria mais uma vez…

Aliás, naquele mesmo ano, voltamos para a praia de novo — num feriado prolongado que caiu como presente dos deuses do calendário.

Mas essa…
ah, essa é outra história.
E como todo bom mainframeiro sabe, histórias boas merecem ser carregadas em volumes separados, senão o dataset fica demais para um único extent.


domingo, 12 de agosto de 2012

Truta maluca cantando e dançando

Bellacosa Mainframe e a truta maluca

Um Café no Bellacosa Mainframe

🐟 A Truta Maluca de Milão — Pizza, Vinho e Besteirol na Dolce Vita

Uma noite em Milão, pizza preparada pelo próprio Luigi, um bom vinho italiano e dois amigos queridos. Tudo caminhava para mais um agradável serão à italiana — até que descobri, pendurado na parede, um peixe de gosto absolutamente duvidoso que cantava e dançava.

Existem lembranças que sobrevivem porque foram importantes.

E existem aquelas que sobrevivem justamente porque não tinham importância nenhuma.

Esta pertence orgulhosamente à segunda categoria.

Voltamos à minha dolce vita italiana.

Estamos em Milão, na casa de meus amigos Luigi e Ornella, aproveitando um daqueles serões que não precisam de programação, ingresso ou qualquer grande acontecimento para se tornarem inesquecíveis.

Havia conversa.

Havia amizade.

Havia um bom vinho italiano.

E, principalmente, havia pizza.

Mas não uma pizza qualquer.

🍕 Luigi assume o comando da cozinha

A pizza daquela noite havia sido preparada pelo próprio Luigi.

E existe algo muito especial quando alguém prepara comida para receber os amigos.

O jantar deixa de ser simplesmente uma refeição.

A cozinha vira parte do encontro.

A pizza chega à mesa, alguém corta mais um pedaço, outro copo recebe um pouco de vinho, a conversa continua e, quando percebemos, já estamos há horas fazendo aquilo que talvez seja uma das coisas mais antigas e humanas do mundo:

sentados ao redor de uma mesa contando histórias.

Nada extraordinário precisava acontecer.

Na verdade, provavelmente seria apenas mais uma deliciosa noite entre amigos em Milão.

Só que havia uma truta esperando sua oportunidade.



🍷 Depois de alguns copitos...

Não sei exatamente quantos copos de vinho foram necessários para que aquele objeto finalmente chamasse minha atenção.

Talvez estivesse ali desde que cheguei.

Mas certas obras de arte exigem um estado de espírito específico para serem devidamente apreciadas.

E aquilo certamente era uma delas.

Pendurado como se fosse um glorioso troféu de pesca, havia um peixe.

Ou melhor:

uma imitação de peixe empalhado.

Daqueles enfeites provavelmente fabricados aos milhares em alguma linha de produção chinesa, cuja existência desafia simultaneamente o bom gosto, a decoração de interiores e qualquer tentativa racional de responder à pergunta:

"Por que alguém fabricou isso?"

Mas havia uma pergunta ainda melhor:

"O que acontece se eu apertar aqui?"

Jamais faça essa pergunta depois de alguns copitos de vinho.

Ou melhor...

Faça.

🐟 A truta acordou

Apertei o botão.

E o peixe ganhou vida.

Começou a tocar uma daquelas músicas eletrônicas absolutamente sintéticas, com timbres que provavelmente fariam qualquer músico profissional abandonar a sala.

Mas isso ainda não era tudo.

O peixe começou a dançar.



A criatura se movimentava presa ao seu suporte como se tivesse acabado de descobrir que sua verdadeira vocação não era terminar assada com batatas, mas iniciar uma carreira no mundo do entretenimento.

E pronto.

Acabara a dignidade daquela noite.

Começamos a rir.

Quanto mais aquela coisa se mexia, mais engraçada ficava.

Quanto mais sintética era a música, melhor.

E depois de alguns copos de vinho italiano, aquele monumento ao gosto duvidoso havia se transformado na maior atração de Milão.

Esqueça o Duomo.

Esqueça a Galleria Vittorio Emanuele II.

Esqueça a Última Ceia de Leonardo.

Naquela noite, a atração turística mais importante da Lombardia estava pendurada na parede da casa de Luigi e Ornella.

E dançava.

😂 Besteirol puro

Era besteirol.

Besteirol absoluto.

E justamente por isso era maravilhoso.

Não havia mensagem filosófica.

Não havia roteiro.

Não havia objetivo.

Ninguém estava tentando produzir conteúdo.

Éramos simplesmente amigos rindo de uma coisa completamente idiota.

E talvez seja justamente aí que esteja a importância dessa pequena gravação.

Quando pensamos nas lembranças que queremos preservar, normalmente imaginamos aniversários, viagens, casamentos, monumentos, festas e acontecimentos importantes.

Mas a vida não acontece apenas nesses momentos.

Boa parte dela acontece entre eles.

Naquela conversa depois do jantar.

No último pedaço de pizza.

Na garrafa de vinho aberta sobre a mesa.

Na piada que ninguém mais entenderia.

Naquela porcaria pendurada na parede que alguém aperta e, inexplicavelmente, faz todo mundo começar a rir.


📹 Naturalmente, eu precisava filmar

Evidentemente, apareceu a câmera.

Porque uma truta de plástico cantando e dançando depois de uma noite de pizza e vinho em Milão era importante demais para depender apenas da memória.

Na época, provavelmente parecia apenas mais um pequeno vídeo divertido.

Anos depois, porém, essas imagens assumem outra função.

Elas se transformam em pequenas cápsulas do tempo.

A filmagem não registra somente um peixe dançando.

Registra uma casa.

Uma noite.

Vozes.

Risadas.

Amigos.

Um pedaço da minha vida na Itália.

E isso muda completamente o valor daquele vídeo.

O brinquedo poderia quebrar.

A música eletrônica poderia parar.

A pilha poderia acabar.

Aquele objeto poderia desaparecer durante alguma mudança.

Mas durante alguns segundos gravados naquela noite, Luigi, Ornella, eu e aquela truta continuamos exatamente ali.

Pizza na barriga.

Vinho no copo.

E nenhuma intenção de levar a vida muito a sério.

🇮🇹 A verdadeira Dolce Vita

Quando se fala em Dolce Vita, normalmente aparecem imagens sofisticadas da Itália.

Roma.

Fontes.

Vespas.

Cafés.

Moda.

Restaurantes elegantes.

Milão certamente poderia fornecer tudo isso.

Mas minha dolce vita também tinha essa outra versão.

Muito mais simples.

A casa dos amigos.

Pizza feita pelo próprio Luigi.

Um bom vinho italiano.

Conversa prolongada.

E um peixe eletrônico completamente ridículo.

Talvez essa seja uma definição muito melhor de dolce vita.

Não necessariamente luxo.

Mas o privilégio de estar em um lugar onde você pode simplesmente sentar, comer, beber, conversar e rir até de uma truta de plástico.

🐟 Décadas depois, o peixe continua dançando

Quando publiquei originalmente essa pequena história, em 2012, ela era praticamente um registro rápido daquele momento.

Hoje olho para ela de maneira diferente.

Porque o tempo muda o significado das coisas.

Aquilo que naquele momento era apenas besteirol passa a carregar contexto.

Milão.

Minha vida na Itália.

Luigi.

Ornella.

A pizza.

O vinho.

A casa deles.

As conversas.

E aquela sensação maravilhosa de que a noite não precisava chegar a lugar nenhum.

Talvez seja justamente por isso que continuo gostando de recuperar essas gravações antigas.

Elas provam que nem toda memória precisa ser épica para merecer sobreviver.

Às vezes basta uma câmera ligada no momento certo.

Alguns amigos.

Uma pizza.

Uma garrafa de vinho.

E, naturalmente...

uma truta maluca cantando e dançando na parede.

🐟🎶

E se algum arqueólogo digital encontrar este vídeo daqui a cem anos e tentar compreender os costumes dos seres humanos no início do século XXI, deixo registrada minha contribuição científica:

sim, nós fabricávamos peixes de plástico que cantavam.

E pior.

achávamos engraçado.

Depois de alguns copitos de vinho, então...

achávamos absolutamente genial.


Um Café no Bellacosa Mainframe

Porque algumas memórias são preservadas em fotografias, outras em documentos — e algumas, inexplicavelmente, ficam guardadas dentro de uma truta eletrônica pendurada na parede.

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Besteirol puro uma truta que canta

Ter amigos é uma coisa fantástica, poder ir ate eles ou  receber-los em casa. Uma boa jantarada tagarelando banalidades por algumas horas. Uma conversa neutra sem objectivos de ganhar ou perder apenas diversão garantida.

Este video gravei na casa do Luigi e da Ornela, depois de uns copitos de vinho, descobri uma truta maluca na parede.


Ao descobrir que ela cantava e dançava foi gargalhadas generalisadas, maníaco por fotos como sou, não deixei de gravar este pequeno video.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Big crazy party .. uma festa bem louca, louca para caneco...

Noite em um pub clandestino 


Este foi nosso ultimo dia em Luxor, e nem imaginávamos que estava marcado uma festa de despedida.




Saibam que no Egito festas e sons ocidentais são proibidos, puníveis com cadeia se forem muito radicais, mas continuando na ultima noite o grupo saiu para jantar, fomos em uma casa discreta nos arredores de Luxor.

Por fora ninguém suspeitaria do que se tratava, ao entrarmos após passarmos por uma pesada porta, demos de cara com um Pub estilo irlandês. Mas as surpresas não acabaram ai... durante a refeição nosso guia, soltava algumas piadinhas e conversar sobre discoteca, mas olhando o salão nada diria o q estava por vir. Bem finalmente após o jantar nosso guia nos leva para um canto e mostra-nos uma porta, que ao abrir dava acesso a uma escadaria, ao melhor estilo Alcapone... qdo descemos vislumbramos uma maneira pista de dança, toda equipa e ja estava rolando o som...

Parecia que tínhamos viajado no tempo e estamos em plena época da lei seca, curtindo um som e bebidas bem fortes para o padrão egípcio. Sendo q ao sair voltei por osmose ao hotel (prova que o Egipto não era tão perigoso qto imaginava, nestes dias em Luxor varias vezes saímos e não tivemos problema algum.

Vale lembrar que teve um dia que fiz amizade com um grupo de egípcios e devido as restrições ao consumo de álcool, eles não podiam comprar cerveja e claro que naquela bagunça, eles faziam vaquinha e eu ia buscar na loja para ocidentais cerveja para o floc.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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