| Bellacosa Mainframe apresenta o IBM Mainframe ISPF File Manager |
📂 FILE MANAGER BASE (FMB) – IBM
ao estilo Bellacosa Mainframe
Quem vive o dia a dia do mainframe sabe: entender layout de arquivo não é detalhe, é sobrevivência. E quando a pergunta clássica aparece — “em que posição começa e termina esse campo?” — eu não penso duas vezes: FMB – File Manager Base, da IBM.
Inserido de forma elegante no menu do TSO/ISPF, o FMB é aquele utilitário que não faz barulho, não aparece em buzzwords modernas, mas resolve problemas reais há décadas.
| IBM Mainframe menu ISPFfm |
🧠 Para que eu uso o FMB no dia a dia
Sempre que preciso consultar o layout de um arquivo sequencial, VSAM ou até datasets mais “exóticos”, recorro ao caminho:
FMB → Utilities → Copybook
Essa opção é ouro.
Ela apresenta, de forma clara e objetiva:
Nome dos campos
Tipo/formato (CHAR, PACKED, BINARY, etc.)
Tamanho do campo
Posição inicial
Posição final
Ou seja: exatamente o que você precisa quando está conferindo um arquivo gerado por batch, validando uma carga, depurando um problema de produção ou simplesmente desconfiando que “isso aqui não bate”.
📌 Para quem já sofreu lendo copybook manualmente, contando coluna por coluna no papel (ou no Notepad 😅), isso é quase terapêutico.
| IBM Mainframe z/OS File Manager |
O FMB facilita muito:
Conferência de conteúdo de arquivos sequenciais
Validação de layouts em processos batch
Análise rápida sem precisar abrir compilador ou rodar job
Redução de erro humano (adeus contagem manual de colunas)
É um utilitário que economiza tempo, evita erro e aumenta confiança.
| IBM Mainframe z/os ISPF File Manager Utilities13 |
🕰️ Data de origem (contexto histórico)
📅 Origem teórica: início dos anos 1990
🏢 Desenvolvido pela IBM como parte do conjunto de ferramentas de produtividade para MVS/TSO
Evoluiu junto com:
ISPF
Ambientes z/OS
Necessidade crescente de análise de dados em produção
Ele nasce numa época em que:
“visualizar dados com contexto” era uma dor real e frequente.
| IBM Mainframe print layout copy book |
🚀 Data de lançamento (referência)
📆 Primeiras versões comerciais: por volta de 1992–1993
Integrado posteriormente ao IBM File Manager for z/OS
O File Manager Base (FMB) funciona como o “coração” da solução
💡 Dicas de uso (estilo Bellacosa)
🔎 Use o Copybook Viewer antes de qualquer alteração em programa batch
🧪 Compare layout esperado × arquivo real antes de acusar “erro no sistema”
📐 Confirme campos PACKED e BINARY — muitos problemas estão ali
🧘♂️ Em produção crítica, olhar o arquivo primeiro salva deploys desnecessários
🥚 Curiosidades & Easter Eggs
O FMB mostra posições 1-based, como o COBOL — nada de index zero confuso
Ele respeita o copybook original, inclusive REDEFINES
Dá para encontrar erros de layout sem executar uma linha de código
Muitos profissionais usam há anos e não sabem metade do que ele oferece
🤫 Fofoquices de mainframe
Tem muita equipe que tem o FMB instalado e não usa
Já vi debug de horas ser resolvido em 5 minutos de FMB
Em várias empresas, só “os mais antigos” sabem navegar bem nele
É comum ouvir: “ah, isso aí é coisa de velho” — até o dia que salva a madrugada 😄
📌 Exemplo prático
Imagine um arquivo de 300 bytes com um campo VALOR-TOTAL:
Esperado: posição 121 a 135 (PACKED)
No FMB: aparece como 121–134
👉 Pronto, achou o erro de 1 byte que estava quebrando tudo.
Sem FMB? Boa sorte contando na unha.
💬 Comentário final (bem Bellacosa)
O File Manager Base não é moderno, não é “cloud native”, não aparece em slide bonito.
Mas é eficiente, confiável e maduro, exatamente como o mainframe gosta de ser.
Ferramenta simples, silenciosa e extremamente poderosa.
Para mim, um utilitário de altíssimo valor.
Quem conhece, usa.
Quem usa, confia.
Quem confia… dorme melhor depois do batch. 😎