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domingo, 13 de junho de 2021

🔥 IBM Instana explicado para quem viveu o monólito mas agora enfrenta microsserviços, cloud e caos distribuído

 


🔥 IBM Instana explicado para quem viveu o monólito mas agora enfrenta microsserviços, cloud e caos distribuído


 


Prólogo — De colchão de bit a observabilidade real-time

Imagina você no meio da madrugada, preso àquele batch que nunca deveria ter quebrado…
Agora imagine olhar para um painel que não só diz que a transação falhou, mas por quê, onde, e em quais serviços ela passou — em mil máquinas diferentes. Essa é a promessa do IBM Instana Observability: uma ferramenta de observabilidade automatizada e full-stack para aplicações distribuídas modernas (cloud, containers, serviços, mobiliários exóticos de microserviços e, claro, integração com plataforma tradicional). IBM


🏁 Um pouco de história (sem poeira de forno de fita)

🔹 Instana foi fundada em 2015 como startup alemã/americana focada em APM (Application Performance Monitoring) para ambientes dinâmicos baseados em microsserviços e Kubernetes. Wikipedia
🔹 Em novembro de 2020, a IBM adquiriu a Instana para fortalecer seu portfólio de observabilidade e APM, especialmente para ambientes híbridos e multi-cloud, integrando com as capacidades de Watson AIOps e automação. IBM Newsroom
🔹 Desde então, a IBM tem atualizado o produto com releases contínuos, melhorias em integração com infraestrutura tradicional e expansão para novos agentes e métricas (incluindo suporte nativo e agentes para diferentes plataformas). community.ibm.com

👉 Ou seja: não é moda, é evolução integrada acumulando décadas de prática de monitoramento com visão moderna de observabilidade.



📊 O que é o IBM Instana (sem blá-blá-blá)

Instana é uma plataforma de observabilidade automatizada e APM que:

✔️ Descobre e mapeia automaticamente toda sua aplicação e infraestrutura.
✔️ Coleta logs, métricas e traces distribuídos em tempo real.
✔️ Correlaciona estes sinais para detectar, diagnosticar e ajudar a resolver problemas rapidamente.
✔️ Possui dashboards dinâmicos e detecção automática de anomalias.
✔️ Funciona em ambientes híbridos — desde mainframe e middleware até cloud moderna. IBM

💡 Easter Egg: Se você já confiou em SMF e RMF para "ver tudo que aconteceu no sistema", Instana faz isso e muito mais — incluindo correlação automática e análise contextual.


🧠 O que isso tem a ver com aplicações distribuídas?

Aplicações distribuídas são sistemas espalhados por múltiplos serviços, containers, máquinas e até nuvens. Elas têm desafios como:

  • Toda dependência pode falhar em rede

  • Latência entre serviços é normal

  • Problemas não acontecem em um lugar só

  • Monitorar isoladamente “não resolve”

Instana ataca isso mapeando cada componente sem você configurar manualmente. Ele minimiza o tempo de diagnóstico (MTTR) mostrando onde está o impacto real — não só o sintoma. IBM


🛠️ O que Instana resolve no seu dia a dia

🔍 Visibilidade completa

Você vê relacionamentos de serviços, fluxo de chamadas e dependências — como um “mapa de topologia” automático.

🧭 Tracing distribuído

Rastreia cada pedido em todo o stack. Isso é o equivalente moderno de um CICS trace completo, mas atravessando Docker, Kubernetes e serviços externos.

🧠 Diagnóstico contextual

Ele correlaciona logs, métricas e traces para ajudar a identificar a causa raiz, não só o alerta. IBM

🚨 Alertas inteligentes

Em vez de gritadores simples de threshold, Instana aciona Smart Alerts — menos ruído, mais significado. IBM


📜 Passo a passo mental para usar Instana (modo Bellacosa)

1️⃣ Instrumente sua aplicação — Instana faz discovery e começa a coletar sinais automaticamente.
2️⃣ Explore a topologia — veja como os serviços estão conectados e como as requisições fluem.
3️⃣ Identifique anomalias — instantes antes de alertas padrão.
4️⃣ Use traces distribuídos para encontrar o pico de latência ou erro.
5️⃣ Correlacione com logs e métricas para ver contextos completos.
6️⃣ Crie dashboards e alertas inteligentes alinhados com seus SLOs.
7️⃣ Reaja e aprenda — cada incidente vira material de melhoria contínua.


💡 Curiosidades & Easter Eggs

😉 “Agent-less” é mentira que ninguém precisa configurar nada — Instana agiliza, mas seu conhecimento ainda conta (traçar dependências nem sempre é óbvio).
😈 Sem amostragem de traces — Instana coleta 100% dos traces (sem sampling), ou seja, não perde detalhe importante em produção. IBM
📌 Suporte a mais de 300 tecnologias — desde AWS, Kubernetes, DB2, MQ, até serviços modernos e legados. IBM


📚 Guia de estudo para quem vem do mundo mainframe

🔹 Aprenda os 3 pilares:

  • Logs

  • Métricas

  • Tracing

🔹 Estude correlação contextual — como Instana junta sinais de diferentes fontes.

🔹 Mergulhe em dashboards dinâmicos — eles mostram dependências e anomalias sem configuração pesada.

🔹 Entenda alertas inteligentes — como Smart Alerts reduzem ruído.

🔹 Mapeie comparativos com SMF/RMF — isso ajuda a contextualizar o que é “novo” vs “velho conhecido”.


🚀 Como isso se aplica no mundo real

💼 Times DevOps: diagnósticos mais rápidos entre equipes distribuídas.
☁️ Ambientes híbridos: visibilidade desde mainframe até cloud pública.
🧪 SRE & confiabilidade: SLOs e alertas alinhados com objetivos de serviço.
👨‍💻 Desenvolvedores: visibilidade ponta-a-ponta sem quebrar ambientes.


🏁 Epílogo — Da madrugada e do SMF ao real-time de Instana

Se você já:

👾 virou noite atrás de log em fita,
🧠 interpretou SMF em hexadecimal,
🚨 ficou perdido sem causalidade entre eventos…

…o Instana é como um RMF inteligente para o mundo distribuído. É a evolução da observação forense para observabilidade automatizada, reduzindo o tempo até descobrir não só que aconteceu, mas porque aconteceu.

🖤 El Jefe Midnight Lunch finaliza:
Se o monólito falava em SMF, a nuvem fala em traces distribuídos — e Instana traduz tudo para você.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

🔥 Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas – um guia para mainframers que sobreviveram ao monólito



 🔥 Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas – um guia para mainframers que sobreviveram ao monólito




1️⃣ Introdução: quando o monólito saiu da jaula

Mainframer raiz conhece bem o monólito confiável: CICS firme, DB2 consistente, batch noturno pontual como relógio suíço. Durante décadas, aplicação distribuída era vista como “coisa de Unix instável” ou “modinha client-server”.

Mas o mundo girou. A web cresceu, o mobile explodiu, a nuvem virou padrão e, de repente, o monólito começou a ser fatiado em serviços. Nasciam as aplicações distribuídas — e com elas, novos problemas… e velhos conceitos que o mainframe já conhecia muito bem.

💡 Easter egg: se você já lidou com VTAM, MQSeries e sysplex, você já entendeu aplicações distribuídas… só não sabia o nome moderno disso.



2️⃣ O que são aplicações distribuídas (sem buzzword)

Uma aplicação distribuída é aquela em que:

  • O processamento ocorre em vários nós

  • Cada parte da aplicação pode rodar em máquinas, containers ou regiões diferentes

  • A comunicação acontece por rede, não por memória compartilhada

Exemplos modernos:

  • Microservices em Kubernetes

  • APIs REST + filas (Kafka, MQ, RabbitMQ)

  • Frontend web → backend → banco → cache → serviços externos

No fundo, é o velho conceito de desacoplamento, agora amplificado.


3️⃣ Paralelos diretos com o mundo mainframe 🧠

Mundo MainframeMundo Distribuído
CICS TransactionMicroservice
MQSeriesEvent Streaming
SysplexCluster
SMF / RMFTelemetria / Observabilidade
AbendException distribuída
Batch encadeadoPipelines assíncronos

👉 Conclusão Bellacosa: mainframers não estão atrasados — estão adiantados há 30 anos.


4️⃣ Principais desafios (spoiler: não são novos)

🔹 Latência

No mainframe, o gargalo era I/O.
No distribuído, é rede + serialização + hops excessivos.

🔹 Falhas parciais

No mundo distribuído:

“Se algo pode falhar, vai falhar, mas só um pedaço.”

Isso lembra:

  • Regiões CICS indisponíveis

  • LPAR isolada

  • Subsystem down às 03:12 😈

🔹 Consistência

Aqui entra o famoso CAP Theorem — mas mainframer chama isso de:

“Escolher entre disponibilidade e integridade quando o caldo entorna.”


5️⃣ Conceitos essenciais que todo mainframer deve dominar

✔️ Comunicação síncrona vs assíncrona

  • Síncrona: REST, RPC (espera resposta)

  • Assíncrona: filas, eventos, fire-and-forget
    👉 MQ old school total.

✔️ Escalabilidade horizontal

  • Escalar mais instâncias, não máquinas maiores
    (trauma de quem pedia upgrade de MIPS aprovado em comitê 😅)

✔️ Observabilidade

  • Logs

  • Métricas

  • Traces distribuídos

📌 Curiosidade: SMF foi o avô do tracing moderno.


6️⃣ Passo a passo mental para entender qualquer sistema distribuído

1️⃣ Identifique quais serviços existem
2️⃣ Veja como eles se comunicam
3️⃣ Descubra onde estão os pontos de falha
4️⃣ Analise latência e dependências
5️⃣ Verifique quem é o dono do dado
6️⃣ Observe como o sistema se comporta quando algo cai

🧨 Dica Bellacosa: desligue mentalmente um serviço e pergunte
“O que quebra primeiro?”


7️⃣ Guia de estudo para mainframers curiosos 📚

Conceitos

  • Microservices vs Monólito

  • Event-driven architecture

  • Observabilidade

  • Resiliência e retries

Ferramentas modernas (com alma antiga)

  • Instana / Dynatrace → RMF da nuvem

  • Prometheus → SMF open source

  • Kafka → MQSeries com esteroides

  • Kubernetes → Sysplex com YAML


8️⃣ Aplicações práticas no dia a dia

  • Integrar mainframe com APIs modernas

  • Expor transações CICS como serviços

  • Monitorar ambientes híbridos

  • Diagnosticar falhas ponta a ponta

  • Atuar como tradutor cultural entre legado e cloud

🎯 Mainframer que entende distribuído vira peça-chave.


9️⃣ Comentário final (meia-noite, café frio ☕)

Aplicações distribuídas não são o fim do mainframe.
São apenas o mesmo problema antigo, rodando em mais lugares, com nomes novos e menos disciplina.

Quem sobreviveu a:

  • Batch quebrado em fechamento

  • Deadlock às 02h

  • Região CICS instável em dia útil

…tem todas as credenciais para dominar o mundo distribuído.

🖤 El Jefe Midnight Lunch aprova:
legado não é atraso — é memória de guerra.