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sábado, 19 de fevereiro de 2022

🔥 Instana explicado “comando por comando” para mentalidade z/OS

 


🔥 Instana explicado “comando por comando” para mentalidade z/OS


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas para quem já dominou console, SMF e RMF



☕ 02:06 — Quando o dashboard vira console (e ninguém avisou)

O mainframer abre o Instana pela primeira vez e pensa:

“Bonito… mas onde fica o comando?”

Spoiler: o comando ainda existe — só mudou de forma.
Instana não substitui o pensamento z/OS. Ele o redistribui.

Este artigo é uma tradução operacional, comando por comando, conceito por conceito, para tornar Instana inteligível para quem pensa em transação, capacidade e causa raiz.


1️⃣ Antes de tudo: Instana não é ferramenta, é sistema de controle 🧠

No z/OS:

  • Você confia no sistema

  • Depois confia na aplicação

No cloud:

  • Você desconfia de tudo

  • E a observabilidade vira o “novo operador”

📌 Comentário Bellacosa:
Instana é o operador automático que nunca dorme — mas só funciona se você souber o que perguntar.


2️⃣ “Start Instana” = IPL invisível 🚀

Mentalidade z/OS:
Nada funciona sem IPL correto.

Instana:

  • Instala o Agent

  • Ele se auto-registra

  • Descobre tudo sozinho

🔥 Tradução:
O Agent é um mini-IPL distribuído, detectando o que está ativo sem JCL.

😈 Easter egg:
Mainframer estranha isso porque… sempre foi assim no z/OS.


3️⃣ SMF → Traces (o “PRINT TRANSACTION” moderno) 🔍

No mainframe

  • SMF Type 110 (CICS)

  • Início, fim, consumo

No Instana

  • Trace distribuído

  • Cada request costurado de ponta a ponta

📌 Comando mental:

“Show me the full transaction path”

🔥 Comentário:
Trace é SMF em tempo real, sem batch noturno.


4️⃣ RMF → Métricas (DISPLAY SYSTEM reinventado) 📊

RMF mostrava

  • CPU

  • Memory

  • I/O

  • Gargalos

Instana mostra

  • CPU

  • Memory

  • Latência

  • Saturação

😈 Curiosidade:
Cloud “descobriu” que capacidade importa… 40 anos depois.

📌 Comando mental:

“Where is the bottleneck right now?”


5️⃣ JES / Spool → Logs correlacionados 📜

No z/OS

  • JES explica a execução

  • Spool conta a história

No Instana

  • Logs vêm amarrados ao trace

  • Não são texto solto

🔥 Tradução Bellacosa:
Log sem trace é spool sem JOBNAME.


6️⃣ CICS TRANSACTION → SERVICE / ENDPOINT 🧩

CICS

  • Transação bem definida

  • Entrada, processamento, saída

Instana

  • Service = unidade lógica

  • Endpoint = função específica

📌 Comando mental:

“Qual transação está lenta?”

😈 Easter egg:
Quem entende CICS entende microservice — só muda o vocabulário.


7️⃣ Abend → Incident (o SOC7 moderno) 💥

No mainframe

  • Abend chama operador

  • Alguém acorda

No Instana

  • Incident agrega sintomas

  • Root cause aparece primeiro

🔥 Comentário ácido:
No cloud, o erro grita menos — mas custa mais.


8️⃣ Return Code → Error Rate / Status 📉

Antes

  • RC 0 = paz

  • RC ≠ 0 = guerra

Agora

  • Error rate

  • Latência fora do normal

  • SLO violado

📌 Tradução:
Sucesso virou estatística, não certeza.


9️⃣ Job Chain → Dependency Graph 🕸️

Batch

  • Ordem rígida

  • Dependência clara

Distribuído

  • Grafo dinâmico

  • Dependência oculta

🔥 Comentário Bellacosa:
Dependency Graph é o JOB CONTROL que ninguém documentou.


🔟 Console z/OS → Dashboard Instana 👀

  • Console ignorado = desastre

  • Dashboard ignorado = post-mortem

😈 Easter egg real:
Todo mundo só olha quando fica vermelho.

📌 Comando mental:

“Is this normal behavior or degradation?”


🧭 Passo a passo: como um mainframer deve usar Instana

1️⃣ Comece pela transação
2️⃣ Siga o trace
3️⃣ Observe latência, não só erro
4️⃣ Correlacione métricas
5️⃣ Identifique dependência
6️⃣ Ache a causa raiz
7️⃣ Só então mexa no código

🔥 Regra de ouro:
Nunca “otimize” antes de entender.


📚 Guia de estudo para mainframers curiosos

Conceitos

  • Observabilidade (metrics, logs, traces)

  • Resiliência

  • Falha parcial

  • SRE

  • Arquitetura distribuída

Exercício prático

👉 Pegue um incidente no Instana
👉 Leia como se fosse um dump
👉 Pergunte: qual foi o primeiro sintoma real?


🎯 Aplicações reais no mundo híbrido

  • Core bancário + APIs

  • Integração mainframe-cloud

  • Diagnóstico de incidentes críticos

  • Governança técnica

  • Times SRE corporativos


🖤 Epílogo — 03:18, tudo verde (por enquanto)

Instana não substitui o mainframer.
Ela precisa dele para fazer sentido.

El Jefe Midnight Lunch finaliza:
“Quando você olha um trace como se fosse SMF, o cloud para de parecer caótico.”

 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

😈 Top 10 mentiras que contam sobre sistemas distribuídos

 


😈 Top 10 mentiras que contam sobre sistemas distribuídos

Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas para quem já viu produção cair “sem motivo”


☕ 01:12 — Quando tudo “funcionava no ambiente”

Se você já ouviu:

“Distribuído escala sozinho, é resiliente e se resolve”

…parabéns. Você foi apresentado às mentiras fundacionais dos sistemas distribuídos.

Este artigo não é pessimista.
É experiente.


1️⃣ “Distribuído é mais confiável” 🧨

Mentira.
Distribuído falha de mais formas.

No mainframe:

  • Falha é binária

No distribuído:

  • Falha parcial

  • Falha lenta

  • Falha intermitente

  • Falha invisível

📌 Comentário Bellacosa:
Mais nós = mais maneiras de quebrar.


2️⃣ “Se cair, o retry resolve” 🔁

Mentira perigosa.

Retry sem:

  • Idempotência

  • Limite

  • Backoff

= duplicação + avalanche.

😈 Easter egg traumático:
Retry mal feito é GO TO recursivo com autoestima.


3️⃣ “Stateless simplifica tudo” 📦

Mentira elegante.

O estado:

  • Não desapareceu

  • Só foi escondido

📌 Tradução mainframês:
Estado sem dono vira problema de todos.


4️⃣ “Event-driven desacopla completamente” 📣

Mentira conceitual.

Eventos:

  • Criam acoplamento temporal

  • Exigem contrato

  • Precisam de versionamento

🔥 Comentário ácido:
MQ não é desculpa para ignorar consistência.


5️⃣ “Microservices facilitam manutenção” 🧩

Mentira organizacional.

Eles facilitam:

  • Deploy independente

Mas complicam:

  • Debug

  • Observabilidade

  • Governança

😈 Easter egg:
Microservices sem observabilidade = terror distribuído.


6️⃣ “Alta disponibilidade vem da cloud” ☁️

Mentira de marketing.

Alta disponibilidade vem de:

  • Arquitetura

  • Disciplina

  • Teste

  • Orçamento

📌 Mainframe feelings:
HA sempre foi requisito, não feature premium.


7️⃣ “Monitorar logs é suficiente” 📜

Mentira operacional.

Logs sem:

  • Contexto

  • Correlação

  • Métrica

são romance técnico.

😈 Comentário Bellacosa:
Quem já leu SMF sabe: log sozinho mente.


8️⃣ “Deploy contínuo reduz risco” 🚀

Mentira condicional.

Reduz risco se:

  • Houver rollback

  • Métricas pós-deploy

  • Feature flags

Sem isso:
= erro contínuo.

📌 Regra imortal:
Quem não sabe voltar, não deveria ir.


9️⃣ “Falha é exceção” 👻

Mentira infantil.

Em sistemas distribuídos:

  • Falha é estado normal

  • Sucesso é transitório

🔥 Comentário realista:
Projetar para sucesso é fácil.
Projetar para falha paga salário.


🔟 “Distribuído elimina o mainframe” ⚰️

A maior mentira de todas.

O que aconteceu foi:

  • O mundo ficou distribuído

  • O mainframe continuou crítico

  • Alguém precisou integrar tudo

😈 Easter egg final:
Cloud herdou os problemas do mainframe — sem a maturidade.


🧭 Passo a passo para não cair nessas mentiras

1️⃣ Desconfie de absolutos
2️⃣ Pergunte “e se falhar?”
3️⃣ Exija observabilidade
4️⃣ Pense em rollback
5️⃣ Trate estado como ativo crítico
6️⃣ Documente decisões
7️⃣ Proteja produção


📚 Guia de estudo honesto 📖

Conceitos

  • CAP Theorem

  • Resiliência

  • Observabilidade

  • Event-driven

  • SRE

Leitura obrigatória

  • Post-mortems reais

  • Casos de outage

  • Relatórios de falhas

📌 Dica Bellacosa:
Leia mais incidentes do que tutoriais.


🎯 Aplicações práticas no mundo real

  • Core bancário híbrido

  • Sistemas regulados

  • Plataformas críticas

  • Times de arquitetura

  • Governança técnica


🖤 Epílogo — 02:59, ninguém sabe por que caiu

Distribuído não é ruim.
É honesto com quem aceita complexidade.

El Jefe Midnight Lunch encerra:
“Quando alguém diz que distribuído é simples, prepare o café e esconda a produção.”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

🔥 Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas – um guia para mainframers que sobreviveram ao monólito



 🔥 Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas – um guia para mainframers que sobreviveram ao monólito




1️⃣ Introdução: quando o monólito saiu da jaula

Mainframer raiz conhece bem o monólito confiável: CICS firme, DB2 consistente, batch noturno pontual como relógio suíço. Durante décadas, aplicação distribuída era vista como “coisa de Unix instável” ou “modinha client-server”.

Mas o mundo girou. A web cresceu, o mobile explodiu, a nuvem virou padrão e, de repente, o monólito começou a ser fatiado em serviços. Nasciam as aplicações distribuídas — e com elas, novos problemas… e velhos conceitos que o mainframe já conhecia muito bem.

💡 Easter egg: se você já lidou com VTAM, MQSeries e sysplex, você já entendeu aplicações distribuídas… só não sabia o nome moderno disso.



2️⃣ O que são aplicações distribuídas (sem buzzword)

Uma aplicação distribuída é aquela em que:

  • O processamento ocorre em vários nós

  • Cada parte da aplicação pode rodar em máquinas, containers ou regiões diferentes

  • A comunicação acontece por rede, não por memória compartilhada

Exemplos modernos:

  • Microservices em Kubernetes

  • APIs REST + filas (Kafka, MQ, RabbitMQ)

  • Frontend web → backend → banco → cache → serviços externos

No fundo, é o velho conceito de desacoplamento, agora amplificado.


3️⃣ Paralelos diretos com o mundo mainframe 🧠

Mundo MainframeMundo Distribuído
CICS TransactionMicroservice
MQSeriesEvent Streaming
SysplexCluster
SMF / RMFTelemetria / Observabilidade
AbendException distribuída
Batch encadeadoPipelines assíncronos

👉 Conclusão Bellacosa: mainframers não estão atrasados — estão adiantados há 30 anos.


4️⃣ Principais desafios (spoiler: não são novos)

🔹 Latência

No mainframe, o gargalo era I/O.
No distribuído, é rede + serialização + hops excessivos.

🔹 Falhas parciais

No mundo distribuído:

“Se algo pode falhar, vai falhar, mas só um pedaço.”

Isso lembra:

  • Regiões CICS indisponíveis

  • LPAR isolada

  • Subsystem down às 03:12 😈

🔹 Consistência

Aqui entra o famoso CAP Theorem — mas mainframer chama isso de:

“Escolher entre disponibilidade e integridade quando o caldo entorna.”


5️⃣ Conceitos essenciais que todo mainframer deve dominar

✔️ Comunicação síncrona vs assíncrona

  • Síncrona: REST, RPC (espera resposta)

  • Assíncrona: filas, eventos, fire-and-forget
    👉 MQ old school total.

✔️ Escalabilidade horizontal

  • Escalar mais instâncias, não máquinas maiores
    (trauma de quem pedia upgrade de MIPS aprovado em comitê 😅)

✔️ Observabilidade

  • Logs

  • Métricas

  • Traces distribuídos

📌 Curiosidade: SMF foi o avô do tracing moderno.


6️⃣ Passo a passo mental para entender qualquer sistema distribuído

1️⃣ Identifique quais serviços existem
2️⃣ Veja como eles se comunicam
3️⃣ Descubra onde estão os pontos de falha
4️⃣ Analise latência e dependências
5️⃣ Verifique quem é o dono do dado
6️⃣ Observe como o sistema se comporta quando algo cai

🧨 Dica Bellacosa: desligue mentalmente um serviço e pergunte
“O que quebra primeiro?”


7️⃣ Guia de estudo para mainframers curiosos 📚

Conceitos

  • Microservices vs Monólito

  • Event-driven architecture

  • Observabilidade

  • Resiliência e retries

Ferramentas modernas (com alma antiga)

  • Instana / Dynatrace → RMF da nuvem

  • Prometheus → SMF open source

  • Kafka → MQSeries com esteroides

  • Kubernetes → Sysplex com YAML


8️⃣ Aplicações práticas no dia a dia

  • Integrar mainframe com APIs modernas

  • Expor transações CICS como serviços

  • Monitorar ambientes híbridos

  • Diagnosticar falhas ponta a ponta

  • Atuar como tradutor cultural entre legado e cloud

🎯 Mainframer que entende distribuído vira peça-chave.


9️⃣ Comentário final (meia-noite, café frio ☕)

Aplicações distribuídas não são o fim do mainframe.
São apenas o mesmo problema antigo, rodando em mais lugares, com nomes novos e menos disciplina.

Quem sobreviveu a:

  • Batch quebrado em fechamento

  • Deadlock às 02h

  • Região CICS instável em dia útil

…tem todas as credenciais para dominar o mundo distribuído.

🖤 El Jefe Midnight Lunch aprova:
legado não é atraso — é memória de guerra.