sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Lisboa e o elevador de Santa Justa

Subindo para o bairro alto em grande estilo.


Estamos na baixa de Lisboa, lugar surpreendente com a quantidade de atraçoes turísticas, a estação do Rossio, a Praça Dom Pedro IV, rua Augusta, rua do outro, da prata, praça do comercio etc. E a joia da coroa: O Ascensor de Santa Justa



Mas nada surpreende mais que algo que esta escondidinho num canto, porem cheio de graça e encantos, basta avistar "a bicha", digo a fila que entederas o que digo. Todo mundo quer subir ate o bairro alto de elevador.

O elevador de Santa Justa é uma obra de 30 metros com mais de 100 anos, que sobe e desce diariamente do Mosteiro do Carmo ate a rua do Ouro.

Um belo trabalho artesanal de outra época, onde o cuidado com os detalhes era absoluto, perca um tempinho explorando e vendo seus tesouros.

Chegando ao topo através de uma escadinha escondidinha em caracol, sobe-se para um café e um mirante com uma visão fabulosa de Lisboa, vê-se o Tejo, o castelo de São Jorge, toda a baixa, as ruínas do convento do Carmo.

Beba um café e coma uma bola de Berlim, um pastel de Santa Clara, um pastel de nata e fique apreciando a vista aqui de cima, sentindo a brisa e fique encantando com a babel de idiomas  da quantidade de turistas que aqui visitam.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Tancos e a base de para-quedistas do Exercito

Um quartel de para-quedistas


Passar por Santarém sempre tem um surpresa, desta vez recebemos um convite para ver um show de cães amestrados na base do exercito de Tancos.



Tancos é uma pequena vila as margens do rio Tejo que possui em seu território uma base de tropas para-quedistas. Neste passeio visitamos o museu do exercito, com diversos equipamentos militares usados nas guerras coloniais, outros das grandes guerras.

Tivemos uma visita guiada pelas dependências, onde vimos a pista de descolagem e torre de comando,  alojamentos e pistas de treinos tanto físico como de salto.

Finalizando o dia tivemos a oportunidade de assistir um belo show com os cães adestrados que são as mascotes do quartel. Na demonstração passaram por labirintos, muretas, simularam um resgate, simularam um ataque a inimigo e depois ficaram brincando joguinhos divertidos que muito alegraram o publico presente.

sábado, 21 de agosto de 2004

Festa do Povo , Festa das Flores em Campo Maior

A tradicional festa do Povo em Campo Maior


Em Portugal foi uma das mais belas e agradáveis surpresa que tive, tinha lido no jornal a respeito da Festa do Povo, mas não tinha  me chamado a atenção.



Conversando com a Carmen, ela me esclareceu que era uma tradição da cidade de Campo Maior em que as pessoas enfeitavam as ruas.

Em minha mente pensei que era algo parecido com o nosso Corpus Christi, porem foi bem mais longe que isso. Aqui as pessoas se dividem por ruas.

Cada morador ajuda tanto em trabalho como financeiramente para fazer flores em papel, criando os mais diversos tipos de enfeite, desde boneco a grinaldas, cartazes e paredes tudo em papel. 

Posteriormente todos se junta e enfeitam a sua rua, tentando fazer enfeites mais bonito que as outras ruas, essa batalha de ruas, torna o evento ainda mais bonito, pois todos querem se superar.

Enchendo o ambiente de cores e belezas, se estiverem em Portugal na altura da festa, recomendo vivamente que venham conhecer.

Campo Maior a cidade do cafe e das flores de papel

Uma cidade que cresceu com o ouro verde


Em Portugal existe uma cidade que fez sua fortuna com o café, encravada próximo a fronteira de Espanha, no passado era um local de forte tradição contrabandeira. Aproveitando as oportunidades de mercado ora trazendo coisas de Espanha, ora levando.



Outro grande agente impulsionador desta cidade foi a industria cafeeira que instalou fabricas e depósitos aqui. Gerando muito emprego e riqueza para o povo e distribuindo café para todo o pais.

Devido a sua proximidade com a fronteira e o constante clima de guerra entre Portugal e Castela, fez surgir diversos castelos ao seu redor, tornando uma visita uma fonte de descobertas e diversão.

Esta cidade tem boa comida, tem castelos antigos, fortalezas modernas, ruínas e casas típicas, recomendo prestarem a atenção nas chaminés tradicionais e o calcamento em pedra das ruas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Óbidos e a riqueza do seu castelo

Se não gosta de castelos,  de meia volta e pule para outro site.


Amigos não sei se repararam mas eu sou um aficionado, viciado, louco, maluco por montes de pedra. Minha paixão por castelos e suas muralhas é antiga e desde que vim para Portugal aumentou exponencialmente, em cada virar de esquina e acaba por encontrar um mais bonito que o outro.



Óbidos com certeza esta no top 10 dos melhores castelos e muralhas de Portugal, nossa circulei pela vila inteira através das muralhas, passei por Torres, almeias, Besteiras. 

Tive a visão privilegiada dos campos e moinhos pela região,  apreciei os telhados das casas em seu vermelho barro e as casinhas caiadas.

Achei tão bela e encantadora esta vila que apenas encontrei um rival a altura, que era a cidade de Ávila em Espanha. Nossa as ruas em pedra, a estrutura defensiva em formato de labirinto das ruas.

A porta da traição, as portas interiores que estrutura tão bela, tão fascinante. Escadas, caminhos, vielas, becos, linhas defensivas internas e externas, reservatórios de agua, silos de grãos,Venham conhecer Óbidos e sinta-se como um cavaleiro medieval.

Obidos a charmosa cidade dentro de uma muralha

Uma cidade que parece cenário de filme


Cercada por uma das muralhas medievais mais bem conservadas de toda Portugal, um encanto de lugar que produz uma das melhores ginjas que já provei e para as meninas tem um festival de chocolate fenomenal.


Faço uma virgula exagerei na historia da ginja, pois a melhor esta em uma tasca de Lisboa, afinal não quero faltar com a verdade com meus amigos.

Voltando para Óbidos que delicia andar em uma cidade assim, bela com as casas caiadas, as ruas em pedras, as fontes e depósitos de agua, as passagens secretas e túneis.

Tudo tornam a descoberta mais deliciosa e intrigante, permitindo se aventurar e sentir o gostinho de como era uma cidade na época medieval Existe uma feira medieval fabulosa, porem não tive a sorte de conhecer.

quinta-feira, 15 de julho de 2004

Sol poente na estrada

Sol poente na estrada


Desde pequeno adoro o por sol, recordo-me da casa de meu bisavó Francisco, um espanhol que tinha uma belo pé de romã no jardim, que cuidava com muito carinho da árvore. Lembro-me também que existia em sua área uma pintura de um sol poente e um homem, não consigo ter certeza, mas acho que era um surfista.



Assim toda vez que vejo um poente, tenho as lembranças doces da infância e fico com vontade de fotografar.

Por acaso este dia tivemos muita sorte, o jogo de luz, as sombras, a estrada permitiram criar belas composições.

Para os mais curiosos esta estrada e o retorno de uma viagem a Alcobaça em que fomos seguindo rumo a Coimbra para depois voltar a descer em direcção a Lisboa.

🌅 O Sol Poente em Portugal

ao estilo Bellacosa Mainframe – quando o dia fecha o batch no Atlântico

Em Portugal, o sol não se põe. Ele encerra o processamento. É diferente. Aqui o poente não é pressa, é shutdown controlado, com aviso prévio no horizonte e cores que parecem logs sendo escritos lentamente no céu.

Quem olha o sol poente do Cabo da Roca, de Sagres ou das falésias do Algarve está olhando para o fim da linha do mundo conhecido. Durante séculos, aquele era o último checkpoint antes do desconhecido. O Atlântico começava ali como um dataset sem catálogo, e o sol mergulhava como quem diz: “amanhã a gente continua”.

Os portugueses aprenderam cedo que o poente ensina desapego. O império passou, as naus apodreceram, o ouro foi embora. Mas o sol continuou cumprindo seu job diário, sempre no mesmo horário aproximado, como um batch confiável rodando há milênios sem falhar.

Há uma melancolia elegante no pôr do sol português. É o famoso saudade mode. Não é tristeza. É consciência de impermanência. O sol se despede sem drama, pintando o céu de laranja, púrpura e dourado, como se fosse um dump bonito de sistema antigo, daqueles que você não apaga porque contam história.

Curiosidade pouco dita: em muitos vilarejos costeiros, o poente marca o ritmo da vida. Pescadores recolhem redes, bares servem o último copo, igrejas silenciam. É o commit final do dia. Nada de notificações, nada de urgência.

Easter egg cultural: Fernando Pessoa já rodava esse job no modo introspectivo. Camões também. O sol poente virou metáfora de destino, fim, retorno e partida. Um while(true) emocional.

Comentário Bellacosa final:

Ver o sol se pôr em Portugal é aceitar que tudo termina — e tudo retorna. O sol fecha o batch hoje, mas amanhã ele volta. Sistema confiável. E talvez seja por isso que, mesmo cansados da história, os portugueses ainda sabem esperar.