✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
Viagem rumo a São Tomé das Letras - MG
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
A cachoeira da Lua e o caminho a Sobradinho em São Tomé das Letras
| Bellacosa Mainframe e as poeirentas estradas de terra em São Tomé das Letras |
🌙 A Cachoeira da Lua e o Caminho para Sobradinho
Quando o jovem Vagner em 1994 continuou andando e descobriu que o mundo era muito maior do que imaginava.
Existem viagens que começam quando colocamos o pé na estrada. Outras começam muito antes, quando surge aquela inquietação de descobrir o que existe depois da próxima curva.
Aquela aventura por São Thomé das Letras, seguindo pela estrada de terra em direção a Sobradinho, foi uma dessas viagens.
Para o jovem Vagner, significava aumentar mais alguns quilômetros naquele mapa invisível que vinha construindo desde menino. Cada cidade visitada empurrava um pouco mais para longe as fronteiras do mundo conhecido.
E São Thomé parecia pertencer a outro mundo. Poder voltar a essa cidade é se encher de energia e descobrir um outro mundo.
Era uma cidade cercada por histórias, lendas, cavernas, grutas, cachoeiras e formações rochosas. Havia histórias sobre a ocupação humana da região misturadas às narrativas populares, ao misticismo e aos mistérios que transformaram São Thomé das Letras em um lugar tão particular.
Mas uma das maiores descobertas estava simplesmente na paisagem.
Eu estava acostumado ao verde da Mata Atlântica, às árvores grandes, à umidade e àquela vegetação que, observada à distância, parece formar um enorme mar verde.
Ali tudo parecia diferente.
A paisagem ganhava tons amarelados, marrons e ocres. Havia muita pedra, vegetação mais baixa e menos árvores gigantescas dominando o horizonte. O céu parecia maior.
Era como descobrir que o Brasil mudava de cor conforme avançávamos pela estrada.
E nós continuávamos avançando.
Rumando sem rumo.
Essa talvez seja a melhor definição daquela aventura.
Pegávamos estradas de terra, observávamos sítios e pequenas propriedades rurais, atravessávamos caminhos desconhecidos e procurávamos cachoeiras. Nem sempre era necessário encontrar uma atração famosa.
Às vezes bastava encontrar água.
Um ribeirão.
Um córrego.
Uma pequena cachoeira escondida entre as pedras.
Depois de caminhar debaixo do sol e sentir o calor acumulado nas pedras, entrar naquela água fria era um pequeno ritual.
Primeiro os pés.
Depois as pernas.
O corpo protestava por alguns segundos contra a diferença de temperatura.
E então vinha o mergulho.
A água gelada deixava de ser inimiga e se transformava em recompensa.
Nadávamos nos ribeirões, entrávamos debaixo das pequenas quedas d'água e simplesmente aproveitávamos aquele pedaço de natureza encontrado pelo caminho. Ao redor, novos pássaros, insetos, plantas e animais reforçavam a sensação de estarmos explorando um ambiente diferente daquele que conhecíamos.
Depois era hora de continuar.
Roupa secando no próprio corpo, poeira da estrada novamente nos sapatos e mais uma curva esperando adiante.
E havia ainda outra recompensa: a comida sul-mineira.
Depois de caminhar, nadar e explorar, sentar diante daquela comida simples, generosa e cheia de sabores da terra completava a experiência. Viajar também era descobrir um lugar pelo prato.
Hoje percebo que naquela estrada para Sobradinho eu não estava apenas procurando a Cachoeira da Lua.
Estava aprendendo algo que continuaria comigo durante muitas outras viagens:
o mundo é absurdamente grande.
E uma das melhores maneiras de conhecê-lo é continuar andando.
Mesmo quando não sabemos exatamente onde a estrada vai terminar.
Porque, algumas vezes, perder-se um pouquinho é justamente a maneira de encontrar aquilo que nunca soubemos que estávamos procurando.
Uma estrada de terra com muita poeira.
Estamos em busca de novas cachoeiras, rumando sem rumo pela estrada de Sobradinho, perdidos no interior de São Tomé. Vendo a bela paisagem, sítios e chácaras.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
SP 065: Viagem sem visibilidade
| Bellacosa Mainframe e a viagem sem visibilidade na SP 065 |
SP 065: Viagem sem visibilidade
Aventura na Rodovia Dom Pedro
Para ir mais longe nesta viagem
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
SP 070 - Rodovia Carvalho Pinto e seus tuneis
Rumo aos túneis da SP 070
Após nossa prolongada parada no Frango Assado onde tomamos nosso café da manha, bom mas caro, podemos apreciar as varias motocicletas que estavam estacionadas ali.
Inclusive o formiguinha viu a moto do capitão América e um veiculo militar que estava ali estacionado e ansiosos para pegar estrada, partimos.
Estamos de volta a Rodovia Carvalho Pinto rumo a Caçapava e Taubaté de onde iremos prosseguir via Rodovia Tamoios rumo a Ubatuba.
Estamos a bastante tempo na estrada, saímos de Itatiba e passamos por muitos caminhos até aqui chegar, vejam os outros vídeos da viagem.
Espero que gostem de engenharia civil, pois esta estrada tem varias obras de arte: uma ponte sobre o Rio Paraíba do Sul e uma sequencia de vários tuneis.
domingo, 10 de dezembro de 2017
SP 125 Oswaldo Cruz : Saindo de Taubaté
Nossa viagem não para
Estamos saindo de Taubaté e já estamos na rodovia SP 125 Oswaldo Cruz sempre rumo a Ubatuba, curiosamente talvez por estarmos cansados e com fome, nada de excepcional aconteceu.
Todos queremos chegar logo já vão mais de 5 horas no carro, fizemos uma parada em São José dos Campos, mas o corpo e a paciente estão se esgotando.
Por acaso a coisa mais interessante foi o GPS se perder e indicar o meu do mato como se fosse uma pista, incrível por que a SP 125 existe neste trassado há de 50 anos.
Essas empresas picaretas só querem ganhar dinheiro conosco tentando vender atualizações ou mapas bugados, mas fazer o que é sempre assim somos o elo mais fraco destas transações comerciais.
Deixemos de reclamação e vamos olhar a estrada.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
SP 075 Santos Dumont: Voltado de Viracopos
Serviços extraordinários no aeroporto de Viracopos
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
SP 065 curtindo o entardecer numa viagem até Campinas
SP 065 curtindo o entardecer numa viagem até Campinas
Viajando para Campinas e vendo um belo por do sol.
Adoramos pegar estrada e a rodovia SP 065 Dom Pedro é nossa avenida, faça chuva, faça sol estamos sempre circulando no sentido leste e oeste, apreciando a paisagem, vendo o que sobrou de antigas fazendas do século XIX.
No trecho entre Itatiba e Valinhos temos grande quantidades de pedra, parece que foram plantadas nas colinas, as vezes conseguimos ver trechos do Rio Atibaia, pontes sobre ribeirões e até mesmo um hidroelétrica dos primórdios do século XX.
Entre o trecho de Valinhos e Campinas quase não existe mais zona rural, pois a cidade cresceu tanto que vemos inúmeros motéis, galpões e fabricas, tendo mesmo bairros residências com condomínios e vilas.
Nossa viagem segue tranquila com a bela luz vermelha do poente. O dia esta acabando logo estaremos em Campinas, pegando o Formiga, para em seguida irmos até o aeroporto de Viracopos retirar uma encomenda na Azul.
Curta nossa viagem.
Para ir mais longe nesta viagem
sábado, 2 de dezembro de 2017
SP 360: A gruta viva de bambus em Morungaba
O trabalho de um homem.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
SP 021: Adentrando no Túnel no Rodo-anel
Passando dentro da montanha
SP 021 : Túnel I do rodo-anel
Viajando pela anel de contorno
terça-feira, 31 de outubro de 2017
SP 360: Viagem pela estrada iluminada de Morungaba
Os bambus iluminados a noite.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
SP 075 : Chegando a Salto e apreciando um belo sol poente
Vendo o por do sol em outro angulo.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
SP 075: Passando por Itu Rumo a Sorocaba
Viajando pela rodovia SP 075
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
SP 065: Passando pelo pedágio em Igaratá
| Bellacosa Mainframe e o pedagio de igarata na sp 065 |
SP 065: Passando pelo pedágio em Igaratá
Viagem rumo ao final da Rodovia Dom Pedro.
Dirigindo pela SP 065 passamos por mais uma praça de pedágio, agora estamos em Igaratá, não sei dizer se é o bom ruim, por um lado temos uma estrada muito bem conservada em que podemos ter maiores velocidades rumo ao nosso destino, por outro lado, temos uma parcela da população impossibilitada de viajar devido aos custos.
Temos o repasse destas taxa de pedágio ao custo do frete, que por sua vez encarece o produto final, tirando do mercado os pequenos produtores que tem margens de lucro bem apertadas. Acredito que deveria ter um meio termo, afinal já pagamos o IPVA, que supostamente era para custear as estradas e ruas.
Bom pensem a respeito, agora voltemos a nossa viagem a Ubatuba, estamos na estrada desta vez na SP 065, saímos de Itatiba, passamos por Jarinu e Atibaia e estamos indo rumo a Jacareí, passamos pela 3ª praça de pedágio Igaratá, que acredito ser um absurdo paga tanto, no estado de São Paulo é muito caro dirigir pelas estradas, a cada 50 quilômetros mais ou menos, existem praças de pedágio, até o final desta viagem, serão mais 2, o que podemos fazer?
Para ir mais longe nesta viagem
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
SP 065: Uma viagem com forte neblina
| Bellacosa Mainframe e a neblina na sp 065 |
SP 065: Uma viagem com forte neblina
Experiencias para motorista, neblina e a baixa visibilidade
Nossa viagem rumo a Ubatuba continua, a neblina começa perder força e os raios solares começam a surgir lá longe.
A viagem esta divertida com o Formiga perguntando sobre tudo, curiosidade tipica da idade, nosso pequeno amigo tagarela descobre sobre represas e lagos, vendo os viadutos sobre os grandes lagos que começam a se encherem, após o longo período de estiagem que nosso estado atravessou.
A seca foi tão grande que diversos municípios tiveram interrupção do fornecimento de água, sofrendo com rodízios e mesmo abastecimento por carro pipa. Por sorte 2016 e 2017 trouxeram chuvas e gradualmente o Sistema Cantareira vem repondo sua cota d´água e as diversas represas começam a encherem.
Depois desse bla bla bla, nossa viagem pela Rodovia Dom Pedro esta quase terminando e em breve chegaremos a Jacareí onde iremos pegar a Rodovia Dutra. Até la amigos.
Para ir mais longe nesta viagem
terça-feira, 1 de agosto de 2017
SP 065: Viajando sem visibilidade com muita nevoa na estrada
| Bellacosa Mainframe e nevoa na estrada sp 065 |
SP 065: Viajando sem visibilidade com muita nevoa na estrada
Neblina na região de Nazaré Paulista.
Nossa viagem iniciou-se antes do nascer do sol, estamos na rodovia Dom Pedro rumo a Ubatuba, uma longa viagem passaremos por diversas cidades em nossa viagem.O tempo esta fechado com um pouco de chuva pelo caminho, até chegarmos em Nazaré Paulista onde fomos pegos por uma neblina que dificultava em muito a direção, o que torna nossa viagem mais emocionante e diferente do comum.
Diminuímos a nossa velocidade e seguimos rumo a Jacareí, onde iremos pegar mais estradas, o Formiga esta elétrico, tagarela e atento a viagem, vamos conversando e aproveitando os primeiros raios solares que lutam para passar por entre a nevoa.
Para ir mais longe nesta viagem
terça-feira, 27 de junho de 2017
SP 063 Alkindar Monteiro o louco do traço continuo
Péssimos motoristas podem provocar acidentes
Por causa de algumas pessoas todo o sistema fica em perigo, motoristas barbeiros que dirigem de modo imprudente e as vezes alcoolizados podem causar acidentes. Este pequeno vídeo mostra um motorista tentando a todo custo ultrapassar outros veículos, mesmo antes de ligarmos a câmera o condutor estava dirigindo de modo ofensivo.
A estrada ou melhor dizendo estradinha SP 063 Alkindar Monteiro liga Itatiba a Bragança paulista esta estrada é um perigo, poucos motoristas respeitam o traço continuo, trafegando acima do limite de velocidade e é uma rotina acontecerem acidentes aqui. Todo cuidado é pouco.
Veja o vídeo e tire suas conclusões.
sábado, 16 de julho de 2016
Indian Motorbike invadem o Brasil
| Bellacosa Mainframe e o encontro inesperado com as Indian Motors |
🏍️ Indian Motorcycles Invadem Guararema
Quando fomos procurar uma velha locomotiva a vapor e encontramos uma trupe sobre duas rodas
Era um passeio por Guararema, São Paulo, daqueles em que o destino já parecia suficientemente interessante por si só.
Nossa intenção naquele dia era embarcar em uma velha locomotiva a vapor restaurada e fazer um passeio ferroviário, revivendo por alguns momentos uma época em que viajar significava ouvir o apito do trem, sentir o cheiro característico da ferrovia e observar lentamente a paisagem pela janela.
Estávamos, portanto, com a cabeça nos trilhos.
Até que ouvimos o barulho.
Primeiro veio de longe. Depois ficou cada vez mais forte.
RONC! RONC! RONC!
Em poucos instantes, aquele ambiente de nostalgia ferroviária foi invadido pelo som ensurdecedor de motores. Uma verdadeira trupe sobre duas rodas estava chegando a Guararema.
E que máquinas!
Eram motocicletas Indian, com modelos simplesmente lindíssimos. Grandes, imponentes, cromadas e com aquele desenho clássico que imediatamente remete às enormes motocicletas americanas das estradas.
Naturalmente, fomos conferir.
Por alguns minutos, a velha locomotiva que nos levara até Guararema como objetivo da viagem ganhou concorrentes inesperadas.
De um lado, uma máquina histórica sobre trilhos de aço.
Do outro, máquinas igualmente fascinantes sobre duas rodas.
Talvez tenha sido justamente esse contraste que tornou aquele momento tão especial.
Fomos a Guararema atrás do som de uma locomotiva a vapor e, antes mesmo de embarcar, fomos recebidos pelo trovão dos motores das Indian.
São essas pequenas surpresas que transformam um simples passeio em memória.
E naquele dia Guararema parecia reunir duas maneiras maravilhosas de viajar:
sobre trilhos ou sobre duas rodas.
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Indian Motorbike em exibição nas ruas de Guararema.
Para os aficionados por moto eis um pequeno brinde, fantásticas motos Indian em exibição. Diversos modelos em uma passeio pela Rota 66 paulista.
Isso mesmo Guararema é cortada pela SP 066 passando por bucólicas estradinhas próximo a propriedades rurais, fazendinhas, ribeiroes e riachos.
Eu e o formiguinha aproveitamos a deixa e fomos espionar de perto estas maquinas gigantes.
domingo, 10 de julho de 2016
BR 381 Viagem noturna rumo a Itatiba
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
🌙 BR-381 — Uma Viagem Noturna Rumo a Itatiba
Às vezes não é preciso viajar para muito longe para descobrir uma estrada nova. Basta voltar para casa por um caminho diferente.
Era noite e estávamos voltando para Itatiba depois de um domingo muito agradável em família, na Vila Rio Branco, região da Penha, em São Paulo.
Normalmente, minhas viagens para São Paulo tinham um roteiro praticamente automático. Na hora de voltar para casa, o caminho era quase sempre o mesmo: pegar a Rodovia dos Bandeirantes e seguir rumo ao interior.
Era a nossa rota conhecida.
Mas naquele domingo a geografia tinha outros planos.
🎂 Um dia especial em família
Havíamos ido até a Vila Rio Branco para comemorar o aniversário da Dona Anna, cercados de primos, tios, tias e daquela movimentação típica de uma reunião familiar.
E havia um detalhe especialmente bonito naquele encontro.
Juliana era confeiteira.
Dona Anna também havia sido confeiteira.
Assim, de certa maneira, duas gerações que conheciam muito bem farinha, açúcar, recheios, coberturas e a arte de transformar ingredientes em momentos felizes estavam se encontrando naquele aniversário.
Juliana resolveu presenteá-la da melhor maneira possível: preparando um belíssimo e delicioso bolo de aniversário.
Não era apenas um bolo comprado a caminho da festa.
Havia trabalho, conhecimento e carinho ali.
Uma confeiteira presenteando outra confeiteira.
E talvez apenas quem já trabalhou com isso consiga olhar para um bolo e perceber tudo aquilo que existe por trás dele: preparação, técnica, paciência, decoração e aquela inevitável expectativa de descobrir se todos irão gostar.
Gostaram.
Depois de um dia gostoso em família, chegou a inevitável hora de retornar para Itatiba.
🚗 O Pretinho estava pronto
Nosso companheiro daquela noite era o famoso Pretinho, nosso New Fiesta 2013.
E quem estava pilotando era a Juliana.
Só que havia uma pequena questão de logística.
Estávamos na região da Penha.
Voltar para o caminho tradicional e procurar a Bandeirantes não parecia fazer muito sentido.
Foi quando apareceu o argumento:
— Estamos praticamente do lado da Fernão Dias...
E contra a geografia fica difícil discutir.
😂
A BR-381 — Rodovia Fernão Dias oferecia um caminho muito mais lógico para quem estava saindo daquela região de São Paulo rumo a Itatiba.
Então, por que não?
🛣️ Vamos voltar pela Fernão Dias!
Hoje parece uma decisão absolutamente banal.
Coloque a rota no GPS e pronto.
Mas naquele momento havia um ingrediente que fazia toda a diferença:
não estávamos acostumados a fazer aquele caminho.
E isso transformou o retorno para casa numa pequena exploração.
Juliana pilotava o Pretinho enquanto avançávamos pela Fernão Dias.
A estrada era diferente.
As curvas eram diferentes.
Os acessos eram diferentes.
As referências eram diferentes.
Até as luzes pareciam diferentes.
Quando você dirige repetidamente pela mesma rodovia, o cérebro começa a apagar parte da viagem. Pontes, placas, curvas e saídas tornam-se referências automáticas.
Você praticamente sabe o que encontrará alguns quilômetros adiante.
Naquela noite não.
Tudo precisava ser observado.
🌃 Uma estrada conhecida por milhares — desconhecida para nós
Havia as luzes dos veículos vindo no sentido contrário.
Faróis surgiam nas curvas, aproximavam-se e desapareciam rapidamente atrás de nós.
As lanternas vermelhas dos carros à frente formavam pequenas linhas luminosas acompanhando o desenho da rodovia.
Placas refletivas surgiam repentinamente na escuridão.
Viadutos, acessos, postos e cidades apareciam como pequenas ilhas iluminadas no meio da noite.
E dentro do Pretinho havia aquele brilho característico do painel.
É curioso como uma viagem noturna muda completamente uma estrada.
Durante o dia enxergamos montanhas, construções, árvores, bairros e horizontes.
À noite o mundo fica reduzido àquilo que os faróis permitem descobrir.
Existe quase uma sensação de exploração.
A estrada vai sendo revelada alguns metros de cada vez.
🗺️ O prazer de sair da rota habitual
Não estávamos indo para nenhum lugar desconhecido.
Nosso destino era simplesmente casa.
Itatiba.
Mas havíamos mudado uma variável.
A rota.
E isso foi suficiente para transformar um deslocamento cotidiano em uma pequena aventura.
Talvez seja uma das coisas de que mais gosto em viajar.
Nem sempre precisamos atravessar oceanos ou visitar lugares extraordinários.
Às vezes basta fazer algo simples:
seguir por uma estrada pela qual normalmente não passaríamos.
A Fernão Dias, utilizada diariamente por milhares de motoristas, naquela noite era novidade para nós.
Cada curva despertava curiosidade.
Cada conjunto de luzes parecia anunciar alguma coisa.
E Juliana seguia pilotando o Pretinho enquanto eu aproveitava aquela experiência diferente.
❤️ Voltávamos felizes
Talvez a estrada também tenha ficado bonita porque nós estávamos felizes.
O dia havia sido bom.
Tínhamos passado algumas horas agradáveis com a família.
Havíamos comemorado mais um aniversário da Dona Anna.
Juliana tinha levado seu bolo.
Uma confeiteira havia presenteado outra confeiteira.
As conversas, os encontros, o parabéns e aquela pequena bagunça familiar tinham ficado para trás.
Agora restava o silêncio relativo da estrada.
O ronco do motor.
Os pneus tocando o asfalto.
As luzes passando pelas janelas.
E Itatiba esperando alguns quilômetros adiante.
🌙 Uma viagem que não deveria ter sido memorável
O mais curioso é justamente isso.
Não aconteceu nada extraordinário.
Não tivemos uma grande aventura.
Não nos perdemos.
Não houve tempestade.
Não houve pane.
Não encontramos nada espetacular pelo caminho.
Simplesmente voltamos para casa por uma estrada diferente.
E foi suficiente.
Porque memória não funciona segundo uma tabela de importância.
Existem acontecimentos enormes dos quais esquecemos detalhes poucos anos depois.
E existem noites absolutamente comuns que permanecem guardadas durante décadas.
Esta foi uma delas.
Uma noite de 2016.
Juliana pilotando o Pretinho.
O New Fiesta avançando pela BR-381.
As luzes dos carros.
O traçado desconhecido.
A sensação de explorar.
E nós dois voltando para Itatiba depois de um domingo feliz em família.
Talvez viajar seja exatamente isso.
Não apenas chegar a lugares novos.
Mas continuar sendo capaz de olhar para um caminho diferente e pensar:
“Vamos por aqui desta vez.”
E descobrir que até o caminho de casa ainda pode guardar uma pequena aventura.
☕ Bellacosa Mainframe — porque algumas memórias ficam armazenadas durante anos, esperando apenas o JOB certo para voltar a executar.
Domingo delicioso passado na Vila Rio Branco
Tivemos um otimo domingo que passamos juntos a família, curtindo todos os primos, tios e tias no aniversario da Vovo Anna.
No retorno a Itatiba para evitar a porcaria da marginal Tiete com velocidade reduzida, optamos por vir via Fernão Dias.
Foi uma delicia experimentar a estrada a noite, ver as luzes do painel e os carros no sentido contrario chegando a São Paulo.
Sintam a emoção de dirigir a noite numa estrada sinuosa e cheia de surpresas.
sábado, 18 de junho de 2016
Uma volta pelo centro de Campos de Jordao
| Bellacosa Mainframe passeando por Campos do Jordão |
Um belo dia de inverno
Uma volta pelo centro de Campos de Jordao
Acompanhando os caminhos de ferro, eu observava a paisagem passar lentamente pela janela.
As casinhas típicas apareciam uma depois da outra, quase acompanhando os trilhos. Pelas ruas, havia um movimento anormal de turistas. Muitas motos cortavam o trânsito, surgindo entre carros, esquinas e pequenas multidões.
Era inverno.
Do lado de fora, a cidade parecia especialmente viva.
O roncar dos motores misturava-se a uma música disco que tocava no rádio. Uma combinação estranha, mas perfeita para aquele momento. Eu não tinha pressa. Apenas apreciava a paisagem urbana enquanto o carro avançava lentamente.
Ou tentava avançar.
O trânsito estava um verdadeiro fuá.
Carros por todos os lados, motos passando pelos espaços impossíveis, turistas atravessando, gente procurando onde estacionar, gente olhando mapas, gente simplesmente parada admirando aquilo que para os moradores provavelmente já fazia parte da rotina.
E nós seguíamos devagar.
Metro após metro.
O rádio tocando.
Os motores roncando.
Os trilhos aparecendo de vez em quando ao nosso lado.
E aquela paisagem de inverno passando lentamente pela janela.
Naquele momento, o congestionamento não parecia exatamente um problema.
Era parte da viagem.
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Um belo dia de inverno.
Acompanhando os caminhos de ferro e vendo a paisagem com as casinhas típicas, o movimento anormal de turistas, muitas motos pelas ruas.
Ouvindo o roncar dos motores e uma musica disco na radio e apreciando a paisagem urbana.
O carro lentamente avançando naquele fua de transito, confusao de turistas.