segunda-feira, 28 de junho de 2010

SMP/E for z/OS – Apply Processing

 

Bellacosa Mainframe apresenta SMP/E Apply Processing

SMP/E for z/OS – Apply Processing

O momento em que o código vira sistema

Se o RECEIVE é quando o código chega na casa e o ACCEPT é quando ele vira herança oficial, o APPLY é o momento crítico: quando o código realmente entra em produção técnica, nos target libraries.

É aqui que o SMP/E deixa de ser teoria, CSI e HOLDDATA… e começa a mexer em load modules, macros, fontes, JARs, HFS e dados reais do sistema.

No estilo Bellacosa Mainframe: APPLY não é comando — é cirurgia.


O que o APPLY faz (sem romantizar)

O comando APPLY:

  • Instala elementos fornecidos por SYSMODs nas Target Libraries

  • Atualiza o Target Zone (TZONE) com o novo estado do sistema

  • Garante que nenhum serviço seja regredido

  • Controla dependências, pré-requisitos, co-requisitos e IF-REQs

  • Invoca utilitários reais do sistema (Binder, IEBCOPY, IEBUPDTE, BPXCOPY, etc.)

📌 Importante:

APPLY NUNCA deve ser feito diretamente em produção. Sempre em clone, test system, shadow libraries.


Target Libraries, Target Zone e Distribution Zone

  • Target Libraries: onde vivem os executáveis, macros, fontes e dados usados pelo sistema

  • Target Zone (TZONE): o mapa vivo do que está instalado e em qual nível

  • Distribution Libraries (DLIB): código base, mantido pelo ACCEPT

  • Distribution Zone (DZONE): mapa do código base

👉 APPLY mexe apenas em Target Libraries e TZONE.


SET BDY – dizendo ao SMP/E onde operar

Antes do APPLY:

SET BDY(TARGET1)
APPLY ...

Cada Target Zone mapeia um conjunto específico de bibliotecas.

💡 Estratégia clássica:

  • APPLY no sistema de teste

  • Validação

  • Promoção do clone para produção


Como o SMP/E escolhe os SYSMODs

A seleção é controlada pelos operandos do APPLY:

Seleção direta

  • SELECT

  • EXCLUDE

  • FORFMID

Por tipo

  • FUNCTION

  • PTF

  • APAR

  • USERMOD

Por origem

  • SOURCEID

  • EXSRCID

Se nenhum tipo for especificado:
👉 default = apenas PTFs


GROUP e GROUP EXTEND – o efeito dominó controlado

GROUP

Inclui automaticamente:

  • Pré-requisitos (PRE)

  • Co-requisitos (REQ)

  • IF-requisitos

Exemplo:

  • UL9 → requer UL7 e UL8

  • UL7 → requer UL5

  • UL8 → requer UL6

👉 APPLY com GROUP seleciona UL9, UL7, UL8, UL5 e UL6

GROUP EXTEND

Vai além:

  • Resolve HOLDs automaticamente

  • Procura SYSMODs que supersedem erros ou requisitos faltantes

  • Pesquisa no GZONE e PTS

⚠️ Pode ser restringido:

  • NOAPARS

  • NOUSERMODS


BYPASS – a alavanca perigosa

Quando uma condição geraria erro fatal, o BYPASS manda o SMP/E ignorar.

Exemplos:

  • BYPASS(ID)

  • BYPASS(HOLD)

  • BYPASS(XZIFREQ)

  • BYPASS(HOLDFIXCAT)

⚠️ Use com extremo cuidado

Todo desastre em SMP/E começa com alguém que confiou demais no BYPASS.


APPLY CHECK – a simulação obrigatória

APPLY CHECK ...

O CHECK:

  • Não atualiza bibliotecas

  • Não altera CSI

  • Simula seleção, dependências e validações

  • Detecta regressões

🚨 CHECK não valida espaço em disco

📌 Dica Bellacosa:

CHECK sempre com BYPASS(HOLDSYSTEM,HOLDID)


REDO – reaplicando serviço

Usado quando:

  • Biblioteca foi restaurada de backup antigo

  • Fix aplicado se perdeu

APPLY SELECT(AZ81463) REDO

👉 Reinstala mesmo que já conste como aplicado


Espaço em disco: RETRY e COMPRESS

COMPRESS

  • COMPACTA bibliotecas alvo

  • Pode ser:

    • Por DDNAME

    • ALL

RETRY

  • Default = YES

  • Reage a erros de espaço

  • Usa lista definida no GZONE (RETRYDDN)

⚠️ Pegadinha clássica:

CHECK + COMPRESS ALL não faz sentido

CHECK não atualiza nada → COMPRESS não ocorre.


Applicability Checks – o funil do SMP/E

Depois da seleção:

  1. Verifica se o FMID pertence ao Target Zone

  2. Valida PRE, REQ e IF-REQ

  3. Verifica HOLDs (SYSTEM, ERROR, USER, FIXCAT)

  4. Executa cross-zone IFREQ (XZIFREQ)

  5. Determina ordem de processamento

Ordem padrão:

  1. Functions

  2. PTFs

  3. APARs

  4. USERMODs


DELETE em Functions – quando uma versão morre

Funções podem ter:

++VER DELETE

Efeito:

  • Remove elementos da função antiga

  • Remove entradas no TZONE

  • Remove serviços dependentes

👉 DELETE explícito e implícito


JCLIN – a alma estrutural do APPLY

JCLIN:

  • É processado durante o APPLY

  • Cria estrutura no TZONE

  • Define MOD, LMOD, SYSLIB, LKEDCNTL

📦 Resultado:

  • SMP/E sabe como montar o load module

CALLLIBS

  • Indica linkagens implícitas

  • Binder é chamado duas vezes

  • Usa SMPMTS para restore futuro


Element Selection – evitando regressão

Cada elemento é rastreado por:

  • FMID – quem introduziu

  • RMID – quem substituiu

  • UMID – quem atualizou

SMP/E usa:

  • ++VER PRE

  • ++VER SUP

Para garantir:

Nenhum APPLY reduz o nível atual do elemento


Instalação real dos elementos

Dependendo do tipo:

  • MOD → Binder (link-edit)

  • MAC / SRC → IEBCOPY / IEBUPDTE

  • JAR → COPY ou GIMDRS

  • DATA / HFS → COPY / BPXCOPY

GIMDTS / GIMDRS

  • Permitem empacotar elementos não FB80

  • Reconversão automática no APPLY


CSI Updates – o inventário consolidado

Após o APPLY:

  • Atualiza entradas de elementos no TZONE

  • Atualiza FMID, RMID, UMID

  • Cria SYSMOD entry no TZONE

  • Atualiza APPID no GZONE

📌 Regra de ouro:

Status de APPLY se verifica no TZONE, não no GZONE


Relatórios – o SMP/E contando vantagem

Principais relatórios:

  • SYSMOD Status Report

  • Element Summary Report

  • Causer SYSMOD Summary (Root Cause)

  • Regression Report

  • Unresolved HOLD Report

  • HOLDDATA Summary

DDs importantes:

  • SMPRPT

  • SMPHRPT (HOLDDATA separado)


FIXCAT no APPLY moderno

FIXCAT permite:

  • Expressar interesse por categorias

  • Bloquear APPLY se serviço crítico faltar

  • Automatizar PSP buckets

Exemplo estratégico:

FIXCAT(IBM.ProductInstall-RequiredService)

👉 Garante instalação de todo serviço recomendado


Conclusão Bellacosa

APPLY é onde o SMP/E deixa de ser administrativo e vira operacional.

Quem domina APPLY:

  • Não quebra produção

  • Não regride serviço

  • Não depende de sorte

No mainframe, conhecimento não é poder — é sobrevivência.

No próximo capítulo: ACCEPT – quando o código vira base do sistema.


terça-feira, 8 de junho de 2010

☕ Lei da Recorrência — ou: nada acontece só uma vez, você é que não prestou atenção☕ Lei da Recorrência — ou: nada acontece só uma vez, você é que não prestou atenção

 

Bellacosa Mainframe e lei da recorrência

Lei da Recorrência — ou: nada acontece só uma vez, você é que não prestou atenção

 

Vou confessar logo de cara: a Lei da Recorrência sempre me assombrou. Principalmente quando eu jurava que “isso nunca mais vai acontecer”… e pronto, lá estava ela de novo, batendo na porta, usando outra roupa, mas com o mesmo cheiro de déjà-vu.

📜 Origem da Lei da Recorrência

A ideia de recorrência aparece em vários lugares:

  • Na filosofia (Nietzsche e o “eterno retorno”)

  • Na matemática (funções recursivas)

  • Na física (ciclos naturais)

  • Na psicologia (padrões de comportamento)

  • E, claro, no mainframe 😄

A essência é simples e cruel:

aquilo que não é compreendido, resolvido ou encerrado… retorna.

🧠 Recorrência em modo Bellacosa

No mundo real, a recorrência aparece assim:

  • Você muda de emprego, mas o mesmo tipo de problema aparece

  • Troca de sistema, mas os erros se repetem

  • Muda de cidade, mas carrega os mesmos conflitos

  • Refatora o código, mas mantém a mesma lógica ruim

O cenário muda. O padrão não.

🖥️ Recorrência no Mainframe (easter egg técnico)

Todo veterano já viu:

  • Abend recorrente em fim de mês

  • Job que falha sempre no feriado

  • Programa que “só dá problema em produção”

  • Correção rápida que vira permanente

E o clássico comentário:

* ESTE PROBLEMA JA ACONTECEU EM 2003

A recorrência ri disso.

📺 Curiosidades & Easter Eggs

  • Em Groundhog Day (Feitiço do Tempo), o filme inteiro é sobre recorrência

  • Em Re:Zero, o sofrimento do protagonista é um loop recorrente

  • No Japão, ciclos são respeitados — as estações, os rituais, os hábitos

🗣️ Fofoquices filosóficas

A recorrência é educada: ela avisa antes de ensinar.
Ignorada, ela vira pedagógica.
Persistente, ela vira trauma.

E sim, ela adora pessoas que dizem:

“dessa vez vai ser diferente”
…sem mudar nada.

🛠️ A prática da antirrecorrência

Para quebrar ciclos, é preciso:

  • Consciência (ver o padrão)

  • Registro (documentar)

  • Decisão (mudar algo real)

  • Ação sustentada (não só promessa)

No mainframe: post-mortem decente.
Na vida: autocrítica honesta.

🧘 Como entender a Lei da Recorrência

Pergunte-se:

  • Onde já vi isso antes?

  • O que eu evitei aprender da última vez?

  • O que continua igual em mim?

A recorrência não acusa. Ela repete.

🌏 Significado e importância

Ela nos ensina:

  • Que padrões governam mais que eventos

  • Que repetir erros é mais fácil que mudar hábitos

  • Que evolução exige ruptura consciente

No Japão, isso conversa com karma, mujo e kaizen.
No mainframe, com melhoria contínua e disciplina operacional.

☕ Conclusão Bellacosa

A Lei da Recorrência não quer te punir.
Ela quer ver se você aprendeu.

Se algo está sempre voltando, não é azar.
É lição pendente.

E como todo bom sistema legado ensina:

enquanto você não resolver a causa,
o problema volta — com outro nome,
outro horário,
e muito mais caro.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hora feliz... pensa que um viajante não come?

A Brigite comanda o Espectáculo


Bom visitar um pais é uma experiência única, conhecer o povo, a cultura, as relíquias religiosas, as jóias arquitectónicas, ruínas arqueológicas e tesouros do passado.

Porem se não provarmos da culinária local, não podemos dizer que imergimos no pais. Eu sou uma pessoa de mente aberta e estômago de avestruz, adoro provar sabores, conhecer a culinária local




Um ícone da culinária são os biscoitinho secos e chá de hortelã bem doce que provei de norte a sul do Egipto.

De comidas posso dizer que provei carne de camelo, comi frango, búfalo... provei espagueti, arroz árabe, pão egípcio, batatas fritas e assadas, azeitonas, grão de bico, lentilha e outros quitutes mais.

Agora a gloria foi provar caldo de cana, nossa em Portugal não existe, então só quando visitava o Brasil tirava a barriga da miséria. Mas desta vez, não sempre que via um engenho, eu pedia para parar o bus e corria para comprar uma garrafinha. Ajuda aos navegantes o caldo de cana no Egito se chama ;  Gasab


sábado, 5 de junho de 2010

Visita ao bairro Copta no Cairo

Reduto cristão em meio a Cairo muçulmana.

Dentro da cidade do Cairo existe um bairro cristão onde se encontra a igreja Copta, hoje ligada a Igreja Católica Romana, mas em tempos idos, foi a sede da divulgação e guardiã de diversos documentos e relíquias.

São Marcos viveu em Alexandria, vários sábios e eruditos afluíam para esta região para compartilharem esse conhecimento, ainda hoje em escavações arqueológicas encontram fragmentos de escritos que constituem provas muito antigas dos livros Bíblicos.



Nesta região protegida dos extremistas existem museus, uma Sinagoga e diversas igrejas entre elas podemos citar a Igreja de São Jorge, que segundo a tradição foi ali martirizado e as correntes que o acorrentaram ainda estão ali, num outro ponto existe uma igreja construída sob uma antiga gruta que dizem ter abrigado São José, Maria e o Menino Jesus em sua fuga para o Egipto.

Também estão as ruínas romanas mais bem conservadas de todo o Cairo, resto da muralha e uma torre defensiva do quartel romano.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

NecrópolesLux do Vale dos Reis

The Valley of the Kings 

O ponto alto da visita a Luxor, estamos visitando o Vale dos Reis a Necrópole mais famosa do mundo, onde estavam enterrado um grande numero de faraós egípcios, muitos deles grandiosos generais e conquistadores, hábeis políticos e grandes religiosos, porem todos foram suplantados pelo pequeno e insípido faraó Tutankhamon.



Mas graças aquelas pequenas ironias da vida. Tutankhamon cujo reinado foi um peidinho na historia do Egipto, se tornou o maior e mais famoso faraó do Mundo. Nao existe em nenhum registro um rei que ficou tão famoso e conhecido no mundo todo, tornando-se um ícone do mundo moderno.

Filmes, livros, gibis, fotos, lendas e maldiçoes o rei Tut se espalhou na cultura popular, que basicamente todo mundo, já ouviu ou ouvira falar nele.

Mas por que o faraó Tut ficou tão famoso? Graças ha um pequeno azar dos ladroes de túmulo. Enquanto todas as necrópoles do Vale dos Reis foram saqueadas, profanadas, roubadas, pilhadas e sacaneadas o nosso amigo Tut, foi esquecido e manteve seus tesouros originais guardados por quase 2500 anos, antes de ser profanado por arqueólogos modernos.

Traduzindo seu nome temos algo como "A imagem viva de Amon"  Tut (Imagem) Ankh (vida) Amon (deus egipcio), porem anteriormente seu nome era TutAnkhAton, porem como foi convertido a ponta da espada, trocou o deus. Outra curiosidade seu sarcófago e múmia são os únicos que ainda se encontram no Vale dos Reis.



Cavalgando uma mulinha no Vale dos Reis (Egito)

Donkey Rider

Tirando a parte da dozinha da Mulinha este passeio foi uma doideira, beirando o absurdo aquele mundareu de ocidentais, provenientes das maiores metrópoles e de países bem desenvolvidos. Se divertindo com algo tão simples e inocente como andar de mulinha.


Em Junho de 2010 numa grande viagem aventura no Egipto, tive a oportunidade de cavalgar uma mulinha com destino final o Vale do Reis no Egipto, foi super divertido a experiência... passar por vilarejos, ver egípcios em seus afazeres contidianos, ver fabricas, uma mesquita.

E se assistir com calma ate o final verá uns motoqueiros passando pelas mulas com caras divertidas, note como são rígidas as normas de segurança no Egipto.


Colosso de Memnon na planicie de Tebas

Os guardiões da necrópoles de Tebas.


Partimos de Luxor em directo a Tebas, vamos em busca de um complexo arquitectónico que durante séculos assustou viajantes, trata-se do Colossos de Memnon são duas estátuas gigantescas que guardam o vale.

Vigiando a todos que ali passam, diz a lenda que no passado elas cantavam e gritavam...



De acordo com as escavações arqueológicas estas estátuas representavam o faraó Amenhotep III  (Amenofis III ) que erigiu estas estátuas como prova viva do seu governo para impressionar a todos que se dirigiam a Tebas, guardando as necrópoles que ficavam ali perto. Este complexo religioso eram similar ao de Karnak repleto de estátuas e construções, mas devido a sua posição geográfica sofreu grande destruição por parte das inundações do Nilo, terremotos e saques de arqueólogos que levaram grandes pilhagens deste sitio para diversos museus do mundo. Restando apenas as estátuas.


Actualmente desta região partem balões em passeios por esta antigas ruínas que permitem aos viajantes terem uma noção das grandiosidade no passado.