quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A orquestra é NOSSA. Um protesto na concha acústica

Entenda o que aconteceu na apresentação de Natal da Orquestra Sinfônica.


Um vereador querendo ganhar destaque na mídia, lançou uma proposta polemica na Câmara Municipal de Campinas, vendo as despesas anuais da Secretaria da Cultura, viu o custo da Orquestra Sinfônica.

Sem avaliar devidamente os valores, não sabemos se foi devido a baixa qualificação do edil, ou se desejava polemizar, ele propôs a criação de um projeto de lei que extinguisse a Orquestra.

A cidade de Campinas em peso caiu de pau no edil, as redes sociais choveram de criticas ao politico, o povo enfurecido atacou o abestalhado de tal maneira, que ele até sumiu do ar, e o povo feliz manteve a honra e a dignidade da Orquestra a salvo.

Ainda no calor da bagunça o publico presente se manifestou em prol dos músicos e da orquestra Sinfônica de Campinas. Muitas noticias e falatório, deixando o povo revoltado com a administração municipal. O que você acha, deixa seu comentário.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ensaio do Coral em conjunto com a Orquestra Sinfônica de Campinas

Preparativos para uma grande apresentação.


Os músicos estão posicionados, o público continua chegando afluindo em peso para lotar o auditório Bethoveen, esta um calor insuportável, mesmo para o final de tarde, o banco de cimento esta muito quente, deixando a bunda quente.

O coral que irá participar do encerramento esta fazendo os últimos ensaios para a grande apresentação, ouça o que esta por vir, aproveite esta pequena canjinha para ver ou rever este show sensacional.

Foi um final de tarde muito rico em cultura e uma cidade ter sua orquestra, deixa a população feliz, nós que vivemos num país tão pobre em eventos culturais, em que o poder público é omisso em promover a cultura, Campinas é uma cidade que há quase 100 anos valoriza sua Orquestra e cada vez mais atrai um público jovem para acompanhar seus trabalhos.

Deixo este vídeo para junto relembrarmos os melhores momentos desta apresentação... o coral e a orquestra Sinfônica de Campinas, obrigado Vitor.





terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Surpresas no parque de Portugal: Galinha de Angola no Taquaral

Achamos uma nova espécime na fauna do Parque de Portugal.


As surpresas não param de nos encantarem, desta vez próximo a Lagoa do Taquaral, ouvi um som característico de uma ave muito barulhenta, vocês nem imaginam o que encontramos ciscando o chão.

Esse som te diz algo? To fraco, to fraco, to fraco? Acertou quem disse Galinhas de Angola, soltas e animando nossa visita ao Parque, essa fauna tão diversificada com tantas espécimes de aves.

Tão engraçadas com suas penas cinzas escuras e bolinhas brancas, andando em bandos, soltas, tranquilas e barulhentas. Convido você a levar seu pequenino ao parque, garanto que será um momento de prazer único, encontrar diversos animais passeando pelo parque.

Veja patos, marrecos, gansos, cisnes, andorinhas e tantas outras aves soltas enriquecendo nossa paz com seu som, venha curtir algo tão bacana, prestigie o parque da sua cidade.




domingo, 31 de dezembro de 2017

Formiga com medo dos cisnes da lagoa


Uma tarde no parque apreciando seus tesouros únicos.


Estamos retornando a concha acústica para o inicio do Concerto, estávamos na Caravela Portuguesa e o Formiga esta muito divertido e encantado com tantas coisas curiosas, a imaginação da criança viaja para um mundo fantástico.

Quando resolvi parar próximo a Lagoa do Taquaral para apreciar a bela e bucólica imagem do lago, o dia estava lindo bem quente, com um céu azul com poucas nuvens e as águas da lagoa estavam num verde quase turquesa.

Ao longe vejo um casal de cisnes, me aproximo e começo filmar a mais bela das aves, em seu tranquilo passeio pelas águas, o Formiguinha receoso não se aproxima e fica ao longe apreciando, preocupado com o tamanho da ave e receio de acontecer algo.

A beleza do parque do Taquaral é memorável, um lugar único que abriga diversas especies animais, neste pequeno vídeo apreciamos um casal de cisnes e pensar que tudo começou com a ideia de preservar uma fazenda da especulação imobiliária e veja o tesouro que virou. Obrigado Quércia.







sábado, 30 de dezembro de 2017

Formiga em uma visita a Caravela do Taquaral

Uma replica de uma caravela portuguesa em plena Lagoa do Taquaral.


Atenção pequenos exploradores, aqueles que querem soltar a imaginação e visitar uma replica de caravela portuguesa, estejam a vontade de subir a bordo, na lagoa do Taquaral no Parque Portugal em Campinas.

Estamos em uma tarde de domingo estamos revisitando o parque do Taquaral e um dos melhores monumentos é uma replica de caravela portuguesa, claro que historicamente não é tão precisa, os construtores tiveram uma liberdade para fazer o barco a sua vontade, as margens do lago e beirando o trilho do bonde... visitada por adultos e crianças vale a pena. pelo momento lúdico.

A Orquestra Sinfônica de Campinas em breve inciará sua apresentação, enquanto isso aproveitamos e exploramos vários pedacinhos do parque, são tantas atrações que perde-se a noção do tempo, explorando este parque e você conhece o parque? Temos diversos vídeos com varias partes do parque em versão atual e antiga.

Visite nosso canal e explore-o...


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Herbívoros, dizia o cara: As capivaras do Taquaral



O cara tava irado e gritando herbívoros para todo lado.


Um final de semana animado no Parque de Portugal, ou mais conhecido como Parque Taquaral, temo o concerto gratuito da Orquestra Sinfônica de Campinas, enquanto aguardamos o espetáculo começar estamos andando pelo parque.

Existem tantas atrações que convido a todos visitarem e conhecerem este pulmão verde na cidade, um lugar de paz e tranquilidade para relaxar, inclusive com muita flora e fauna para os apreciadores.

Estamos falando delas as famosas capivaras que habitam o parque, são muitas que vivem as margens da lagoa, pachorrentas, tranquilas andando para la e ca, entre os diversos frequentadores do local.

Neste vídeo preste atenção ao áudio que tem um cara estressado falando dos herbívoros, relaxe e veja de pertinhos estes grandes roedores que sem predadores estão repovoando toda a região.





Brasil 2017: o ano em que o sistema continuou rodando, mas ninguém mais acreditava no output

 


Brasil 2017: o ano em que o sistema continuou rodando, mas ninguém mais acreditava no output

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Meu quarto ano de volta ao Brasil foi 2017. Se 2016 tinha sido recovery mode, 2017 foi aquele estágio pior: o sistema sobe, os serviços respondem, mas o usuário já não confia no resultado. Tudo funciona “mais ou menos”. E em sistemas críticos — e em países — “mais ou menos” é sinônimo de risco permanente.

Depois de doze anos na Europa, eu já não era mais um recém-chegado. Em 2017, eu já estava totalmente reabsorvido pelo ambiente. Já entendia os atalhos, os silêncios, os códigos não escritos. E talvez por isso o descalabro tenha doído mais.

Economia: rastros em vez de crescimento

A economia de 2017 não era de retomada — era de rastros. Pequenos sinais aqui e ali, estatísticas otimistas demais para quem vivia o chão da fábrica, do comércio, do escritório esvaziado. Era como ver logs dizendo “process completed successfully” enquanto o arquivo final vinha corrompido.

Empregos voltavam? Sim — mas piores, mais precários, mais frágeis. O discurso oficial falava em modernização, eficiência, flexibilidade. Para quem viveu na Europa, o contraste era brutal: lá, flexibilidade vem acompanhada de proteção. Aqui, vinha acompanhada de silêncio.

Mudanças na lei laboral foram apresentadas como upgrade. Na prática, muita gente sentiu como downgrade. Menos direitos, mais insegurança, menos previsibilidade. O sistema ficou “mais leve” porque descarregou peso no usuário final.

Previdência: quando o futuro vira variável opcional

As discussões sobre previdência em 2017 escancararam algo profundo: o futuro deixou de ser garantido. Para quem trabalhou anos fora, contribuindo religiosamente, aquilo soava como heresia sistêmica. Previdência, na Europa, é contrato de longo prazo. No Brasil, virou feature flag: pode existir hoje, pode não existir amanhã.

O cidadão comum entendeu rápido a mensagem implícita: cuide-se sozinho. O sistema não promete mais nada. Isso muda comportamento, cultura, mentalidade. Quando o futuro fica nebuloso, o presente vira campo de batalha.

Sociedade: o cansaço virou padrão

Em 2017, o cansaço deixou de ser individual e virou coletivo. Não era mais indignação, era exaustão. As pessoas não estavam menos informadas — estavam saturadas. Escândalos sucessivos, crises sobrepostas, versões conflitantes da realidade.

Era como operar um sistema que dispara alertas o tempo todo. No começo você corre. Depois você silencia alarmes. E quando silencia demais, o desastre passa despercebido.

A confiança institucional estava abaixo do mínimo operacional. Ninguém acreditava totalmente em ninguém. A política virou ruído de fundo, como um fan barulhento que você aprende a ignorar — até o dia em que ele para e tudo esquenta de vez.

Cultura: terreno fértil para extremos

É nesse vácuo que extremos prosperam. Em 2017, vi com clareza o avanço da extrema direita no Brasil. Não como caricatura, mas como sintoma. Para quem viveu na Europa, o padrão era conhecido: medo, insegurança, ressentimento, nostalgia de um passado idealizado que nunca existiu.

Quando o sistema parece injusto, alguém sempre promete apertar RESET à força. Pouca gente pergunta o que se perde nesse processo.

A cultura do diálogo foi substituída pela cultura do confronto. Complexidade virou fraqueza. Dúvida virou traição. Tudo precisava ser rápido, simples, binário. True ou false. Sem maybe.

Itatiba: a política no nível local também falha

No plano local, a decepção foi concreta. A expectativa criada em torno do prefeito de Itatiba se dissolveu rápido. Promessas não cumpridas, gestão confusa, distância da população. Para quem tinha participado do processo político em 2016, aquilo foi especialmente frustrante.

Política municipal é onde o cidadão espera ver resultado rápido. Quando falha ali, a descrença se multiplica. O sentimento era claro: se nem no município as coisas funcionam, por que funcionariam em Brasília?

Foi mais uma lição dura de mainframe: problema sistêmico não se resolve trocando apenas o operador do turno.

População: sobrevivendo sem acreditar

O povo em 2017 seguia sobrevivendo — mas já não acreditava. A esperança virou cautela. O planejamento virou curto prazo. A pergunta deixou de ser “como melhorar?” e passou a ser “como aguentar?”.

Vi gente boa desistindo de participar, desistindo de discutir, desistindo de sonhar. E isso é talvez o dano mais grave que um sistema pode causar: quando o usuário perde o desejo de interagir.

Quarto ano pós-retorno: lucidez amarga

Em 2017, eu já não romantizava mais nada. Nem o Brasil, nem a Europa. Entendi que tinha voltado para um país em transição permanente, preso entre um passado mal resolvido e um futuro mal explicado.

O sistema seguia ligado, sim. Mas com remendos, exceções, workarounds perigosos. E operadores cada vez mais ideológicos, menos técnicos.

Epílogo: lição final do ano

2017 ensinou uma verdade incômoda de qualquer ambiente crítico:
quando o sistema falha por muito tempo, o problema deixa de ser técnico e passa a ser humano.

O Brasil de 2017 não estava só quebrado economicamente.
Estava cansado.
Desconfiado.
E perigosamente aberto a soluções simples para problemas complexos.

E todo veterano de mainframe sabe:
é exatamente nesse momento que mais se precisa de calma, método e responsabilidade —
porque qualquer comando errado, executado com raiva,
pode derrubar tudo de vez.