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terça-feira, 28 de setembro de 2021

🔥 JCL no z/OS V2R5 — o imortal que virou pilar do futuro

 

Bellacosa Mainframe apresenta JCL V2R5 Job Control Language

🔥 JCL no z/OS V2R5 — o imortal que virou pilar do futuro



📅 Datas importantes

  • Release (GA): setembro de 2021

  • Final de suporte IBM (EoS): 30 de setembro de 2027

O z/OS V2R5 não “atualizou” o JCL.
Ele assumiu oficialmente que o JCL faz parte do futuro do mainframe.


🧬 Contexto histórico

Quando o z/OS V2R5 chegou, o mundo já estava diferente:

  • Cloud híbrida consolidada

  • DevOps institucionalizado

  • APIs como padrão

  • Observabilidade, automação, SRE

  • Mainframe 100% integrado ao ecossistema corporativo

E no centro de tudo isso…

👉 o JCL seguia intocável, sólido, previsível.

Bellacosa diria sem rodeios:

“O futuro chegou. E o JCL já estava lá esperando.”


JCL V2R5 Job Control Language


✨ O que há de novo no JCL no V2R5 (sem quebrar nada)

Aqui está a genialidade do V2R5:
nenhuma ruptura, só consolidação.

🆕 1. JCL como contrato operacional definitivo

No V2R5:

  • JCL é acionado por:

    • APIs REST

    • eventos

    • pipelines CI/CD

    • schedulers corporativos

  • JCL vira interface estável entre o mundo moderno e o core bancário

👉 O job é o endpoint invisível.


🆕 2. JES2 e DFSMS no auge da maturidade

  • Spool altamente escalável

  • Restart/recovery extremamente previsíveis

  • Storage totalmente orientado a políticas

  • Menos parâmetros “hardcoded” no JCL

O sistema sabe mais.
O JCL fica mais limpo.


🆕 3. Batch como serviço

No V2R5, o batch deixa de ser:
❌ “processo noturno”

E passa a ser:
serviço corporativo sob demanda

Chamado quando:

  • um evento ocorre

  • uma API é acionada

  • um fechamento precisa acontecer


🔧 Melhorias percebidas no chão de fábrica

✔ Jobs mais rápidos e previsíveis
✔ Menos intervenção humana
✔ Menos tuning manual
✔ JCL tratado como código crítico
✔ Auditoria e rastreabilidade melhores

Nada mudou no //STEP01 EXEC.
Tudo mudou no papel do JCL.


🥚 Easter Eggs (para mainframer raiz)

  • 🥚 JCL escrito no OS/360 ainda roda no V2R5

  • 🥚 IEFBR14 continua sendo usado (e continuará)

  • 🥚 Comentários no JCL mais antigos que containers 😅

  • 🥚 O erro clássico permanece:

    • RC ignorado

    • DISP mal planejado

    • dataset em uso

👉 Tecnologia muda. Erro humano não.


💡 Dicas Bellacosa para JCL no z/OS V2R5

🔹 Trate JCL como infraestrutura crítica
🔹 Versione JCL como código
🔹 Padronize nomes, comentários e RC
🔹 Use sempre:

  • IF / THEN / ELSE

  • mensagens claras

  • logs bem definidos

🔹 Lembre-se:

Esse JCL vai sobreviver a arquiteturas, gestores e modas.


📈 Evolução do JCL até o V2R5

EraPapel do JCL
OS/360Controle batch
MVSAutomação
OS/390Base corporativa
z/OS V1.xOrquestrador
z/OS V2R2–V2R4Mundo híbrido
z/OS V2R5Pilar do futuro

👉 No V2R5, o JCL deixa de ser “legacy” e vira fundação estratégica.


📜 Exemplo de JCL “cara de V2R5”

//BELLV25 JOB (ACCT),'JCL z/OS V2R5', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //* //* JOB PODE SER DISPARADO POR API, PIPELINE OU SCHEDULER //* //STEP01 EXEC PGM=COREPROC //STEPLIB DD DSN=BELLACOSA.LOADLIB,DISP=SHR //SYSOUT DD SYSOUT=* //* //IF (STEP01.RC = 0) THEN //STEP02 EXEC PGM=IDCAMS //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DELETE BELLACOSA.WORK.TEMP SET MAXCC = 0 /* //ENDIF

💬 Comentário Bellacosa:

“Esse job não sabe se foi chamado por um operador
ou por uma API em Kubernetes.
E nem precisa saber.”


🧠 Comentário final

O JCL no z/OS V2R5 é a prova definitiva de que:

  • estabilidade vence hype

  • previsibilidade vence moda

  • legado bem feito vira futuro

Enquanto outras plataformas tentam “reinventar” automação,
o JCL segue fazendo o que sempre fez:

🔥 entregar, fechar, garantir e não falhar.

JCL não é passado.
JCL é confiança acumulada ao longo de décadas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

☕⚙️💣 O PROGRAMADOR QUE CRIOU ROBÔS NO TEMPO DOS SAMURAIS — TANAKA HISASHIGE E O MAINFRAME MECÂNICO QUE ANTECEDEU A TOSHIBA

 

Bellacosa Mainframe o samurai dos robots Tanaka Hisashige

☕⚙️💣 O PROGRAMADOR QUE CRIOU ROBÔS NO TEMPO DOS SAMURAIS — TANAKA HISASHIGE E O MAINFRAME MECÂNICO QUE ANTECEDEU A TOSHIBA

Existe uma curiosidade fascinante na história da tecnologia que poucos profissionais de TI conhecem.

Quando pensamos nos grandes nomes da engenharia, normalmente lembramos de Alan Turing, Thomas Edison, Nikola Tesla, Grace Hopper ou dos pioneiros da IBM. Mas existe um personagem extraordinário que viveu no Japão do século XIX e que, sob a ótica de um profissional de mainframe, parece ter vindo diretamente do futuro.

Seu nome era Tanaka Hisashige.

E se você observar atentamente sua trajetória, perceberá algo impressionante:

Tanaka estava criando sistemas automatizados quando o mundo sequer imaginava a existência de computadores.

Para entender sua importância, precisamos voltar ao Japão do início do século XIX.

Naquela época, o país ainda vivia sob o xogunato Tokugawa. Os samurais dominavam a sociedade, a industrialização praticamente não existia e boa parte do conhecimento tecnológico europeu demorava anos para chegar ao arquipélago.

Foi nesse ambiente que nasceu Tanaka Hisashige, em 1799.

Desde criança, ele demonstrava uma curiosidade quase obsessiva por mecanismos.

Enquanto outras pessoas observavam um relógio para saber as horas, Tanaka queria desmontá-lo para entender como funcionava.

Enquanto outras pessoas admiravam uma máquina, ele queria descobrir como construí-la.

Esse comportamento é familiar para qualquer programador experiente.

Afinal, quantos profissionais de TI começaram suas carreiras desmontando equipamentos apenas para descobrir o que existia dentro deles?

Ainda jovem, Tanaka tornou-se conhecido pela criação dos famosos Karakuri Ningyō.

Os Karakuri eram autômatos mecânicos extremamente sofisticados para a época.

Imagine um robô.

Agora remova a eletricidade.

Remova os motores.

Remova os circuitos.

Remova os microprocessadores.

O que sobra?

Engrenagens, molas, pesos e mecanismos cuidadosamente projetados.

Foi exatamente isso que Tanaka utilizou para construir máquinas capazes de realizar tarefas aparentemente inteligentes.

Seu autômato mais famoso servia chá aos convidados.

O boneco caminhava sozinho, transportava a bandeja, aguardava que a xícara fosse retirada e retornava ao ponto inicial quando o convidado terminava de beber.

Para um observador moderno, isso parece uma simples curiosidade histórica.

Para um profissional de automação, porém, a interpretação é diferente.

Aquilo era um workflow.

Um processo automatizado.

Uma rotina programada.

Um job batch mecânico executando instruções pré-definidas.

Em outras palavras, Tanaka estava criando automação muito antes da palavra automação existir.

Mas o verdadeiro salto tecnológico viria anos depois.

Entre suas criações mais impressionantes está o lendário Man-nen Dokei, conhecido internacionalmente como o Myriad Year Clock.

Talvez este seja o equipamento que mais desperte admiração entre engenheiros modernos.

À primeira vista, parece apenas um relógio ornamentado.

Na prática, era um sistema mecânico de extrema complexidade.

O equipamento era capaz de controlar simultaneamente diversos calendários, indicar fases da Lua, acompanhar ciclos astronômicos e adaptar-se ao peculiar sistema japonês de medição do tempo utilizado na época.

Tudo isso sem eletrônica.

Sem software.

Sem firmware.

Sem banco de dados.

Sem energia elétrica.

Quando observamos seus mecanismos internos, a sensação é semelhante à de analisar um programa COBOL escrito por um desenvolvedor brilhante.

Cada componente possui uma função específica.

Cada engrenagem depende de outra.

Cada movimento desencadeia uma cadeia de eventos cuidadosamente planejada.

Nada é aleatório.

Nada é supérfluo.

Tudo foi projetado para funcionar durante anos com extrema confiabilidade.

Se existisse uma certificação de alta disponibilidade no século XIX, aquele relógio certamente teria sido aprovado.

Com a abertura gradual do Japão ao Ocidente, uma nova oportunidade surgiu.

Tecnologias europeias começaram a chegar ao país.

Máquinas a vapor, telégrafos e equipamentos industriais despertavam a curiosidade dos engenheiros japoneses.

Enquanto muitos observavam aquelas inovações com cautela, Tanaka fazia aquilo que todo grande especialista em tecnologia faz diante de uma novidade.

Ele estudava.

Desmontava mentalmente.

Entendia os conceitos.

E construía sua própria versão.

Em pouco tempo estava envolvido na fabricação de motores, equipamentos industriais e sistemas telegráficos.

É importante compreender o tamanho desse feito.

Hoje qualquer profissional pode assistir a vídeos, participar de cursos online ou consultar documentação técnica instantaneamente.

Tanaka não possuía nada disso.

Muitas vezes precisava interpretar informações incompletas, realizar engenharia reversa e desenvolver soluções praticamente do zero.

Era como receber apenas o dump de um ABEND e reconstruir sozinho toda a aplicação.

Seu talento chamou a atenção do governo japonês durante a Restauração Meiji.

O país precisava modernizar sua infraestrutura rapidamente.

Ferrovias, telecomunicações e sistemas industriais tornaram-se prioridades nacionais.

Tanaka foi convocado para participar dessa transformação.

Em 1875 fundou a Tanaka Seisakusho.

O objetivo inicial era fabricar equipamentos telegráficos para apoiar a expansão das comunicações japonesas.

Parece algo simples.

Mas, sob uma perspectiva histórica, foi um marco gigantesco.

Estamos falando da origem de uma empresa que, décadas depois, evoluiria para uma das maiores corporações tecnológicas do planeta.

O nome moderno dessa organização é conhecido por praticamente qualquer profissional de tecnologia:

Toshiba.

Sim.

A gigantesca Toshiba surgiu das iniciativas de um inventor que começou construindo autômatos mecânicos durante a era dos samurais.

Existe uma lição extremamente valiosa nessa história.

Quando analisamos as realizações de Tanaka Hisashige, percebemos que sua verdadeira genialidade não estava apenas nas máquinas.

Estava na forma de pensar.

Ele observava sistemas.

Identificava processos.

Compreendia dependências.

Criava mecanismos confiáveis.

Automatizava atividades repetitivas.

Reduzia intervenção humana.

Aumentava eficiência.

Em essência, ele aplicava exatamente os mesmos princípios utilizados atualmente por arquitetos de software, especialistas DevOps, engenheiros de automação e profissionais de mainframe.

As tecnologias mudaram.

As ferramentas mudaram.

As linguagens mudaram.

Mas a lógica fundamental continua a mesma.

Resolver problemas por meio de sistemas confiáveis.

Talvez seja por isso que sua história continue tão relevante mais de duzentos anos depois.

Tanaka Hisashige nos lembra que inovação não depende apenas de ferramentas modernas.

Não depende de inteligência artificial.

Não depende de nuvem.

Não depende de processadores avançados.

A verdadeira inovação nasce da curiosidade.

Nasce da observação.

Nasce da vontade de compreender como as coisas funcionam.

E principalmente da coragem de construir algo que ainda não existe.

Por isso, quando alguém afirmar que automação começou com computadores, vale lembrar da figura daquele engenheiro japonês cercado por engrenagens, molas e mecanismos de precisão.

Enquanto o resto do mundo ainda tentava compreender as máquinas do presente, Tanaka Hisashige já estava projetando o futuro.

Ou, como diríamos no Bellacosa Mainframe:

"Quando os outros ainda estavam procurando o manual de operação, Tanaka já tinha colocado o sistema em produção."

☕ Lição Bellacosa Mainframe: Todo grande sistema nasce da mesma pergunta que guiou Tanaka há mais de 200 anos: "Como posso fazer isso funcionar sozinho, de forma confiável e por muito tempo?" A resposta para essa pergunta continua movendo desde autômatos mecânicos até os maiores mainframes do planeta.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

☕🔥 OS MELHORES ANIMES/MANGÁS PÓS-APOCALÍPTICOS — UMA ANÁLISE NO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME

 

Bellacosa Mainframe e os animes pós-apocalipticos

☕🔥 OS MELHORES ANIMES/MANGÁS PÓS-APOCALÍPTICOS — UMA ANÁLISE NO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME

☕🔥 Os melhores animes e mangás pós-apocalípticos exploram profundamente a psicologia humana porque colocam seus personagens em cenários onde a civilização entrou em colapso. Quando o mundo acaba, desaparecem também as leis, a segurança, o conforto e até a identidade social das pessoas. O resultado é um ambiente perfeito para revelar os medos, traumas e instintos mais primitivos do ser humano.

Em obras como Neon Genesis Evangelion, o apocalipse funciona como metáfora da depressão, da solidão e do vazio emocional. Shinji Ikari não luta apenas contra monstros gigantes; ele luta contra rejeição, medo de abandono e incapacidade de se conectar com outras pessoas. Já em Attack on Titan, o horror psicológico nasce da descoberta de que o verdadeiro inimigo muitas vezes não são os monstros, mas o ódio, o nacionalismo e os ciclos de violência humana.

Outro ponto central nesses animes é a desumanização. Em 86, soldados discriminados são tratados como máquinas descartáveis, refletindo temas como racismo, guerra e perda da individualidade. O mesmo ocorre em Shinsekai Yori, que aborda controle social, medo coletivo e manipulação psicológica em uma sociedade aparentemente perfeita.

O pós-apocalipse japonês também trabalha fortemente o existencialismo. Em mundos destruídos, os personagens precisam encontrar razões para continuar vivendo. Obras como Made in Abyss mostram a curiosidade humana enfrentando sofrimento extremo, enquanto 7Seeds explora o trauma de sobreviver em um planeta irreconhecível.

Diferente de muitos cenários ocidentais focados apenas em ação, os animes pós-apocalípticos japoneses usam a destruição do mundo como ferramenta para investigar a mente humana. O verdadeiro tema raramente é “como salvar o planeta”, mas sim:
quem somos quando tudo aquilo que conhecemos desaparece.

É justamente essa profundidade psicológica que torna essas obras tão marcantes e inesquecíveis.

☕🔥 OS MELHORES ANIMES/MANGÁS PÓS-APOCALÍPTICOS — UMA ANÁLISE NO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME

O pós-apocalipse nos animes japoneses raramente é apenas “o fim do mundo”.
No Japão, destruição normalmente significa:

  • colapso social,

  • culpa coletiva,

  • trauma tecnológico,

  • guerra,

  • isolamento humano,

  • e principalmente a pergunta:

“O que sobra da humanidade quando a civilização desaparece?”

E isso faz MUITO sentido historicamente para um país marcado por Hiroshima, Nagasaki, terremotos, crises econômicas e medo nuclear.

Os títulos da imagem representam praticamente TODAS as vertentes do pós-apocalipse japonês:
cyberpunk, psicológico, existencialista, militar, filosófico, biológico, social e até espiritual.


01 — NEON GENESIS EVANGELION

Título original

新世紀エヴァンゲリオン
(Shinseiki Evangelion)

Autor

  • Hideaki Anno

  • Studio Gainax

Lançamento

  • Anime: 1995

  • Filme End of Evangelion: 1997

  • Mangá: 1994–2013


Sinopse

Após uma catástrofe global chamada “Second Impact”, monstros chamados Angels atacam a Terra.
A organização NERV utiliza biomechas gigantes chamados EVAs pilotados por adolescentes traumatizados.


O que Evangelion REALMENTE é?

Muita gente acha que Evangelion é anime de robô.

Não é.

Evangelion é:

  • depressão,

  • ansiedade,

  • solidão,

  • medo de rejeição,

  • trauma emocional,

  • colapso psicológico.

Os EVAs são praticamente metáforas ambulantes da mente humana.


História e contexto

Hideaki Anno criou Evangelion durante uma profunda depressão.

Por isso:

  • os personagens são quebrados emocionalmente,

  • o mundo parece vazio,

  • as relações humanas são dolorosas,

  • a narrativa vira quase terapia psicológica.

O “fim do mundo” aqui é interno.


Personagens principais

Shinji Ikari

Talvez o protagonista mais humano dos animes.
Fraco, inseguro, traumatizado.

Rei Ayanami

Símbolo da identidade vazia e da desconexão emocional.

Asuka Langley

Orgulho mascarando desespero psicológico.

Gendo Ikari

Pai ausente transformado em entidade quase monstruosa.


Temática principal

  • Existencialismo

  • Freud/Jung

  • Solidão

  • Relacionamentos tóxicos

  • Instrumentalização humana

  • Trauma pós-guerra


O diferencial

Evangelion destruiu o gênero mecha tradicional.

Antes:

  • heróis fortes,

  • batalhas épicas.

Depois:

  • pilotos traumatizados,

  • colapso mental,

  • filosofia pesada,

  • simbolismo religioso.

É praticamente o “COBOL legado psicológico” dos animes modernos:
todo mundo herdou algo dele.


02 — 86: EIGHTY-SIX

Título original

86―エイティシックス―

Autor

  • Asato Asato

  • Ilustrações: Shirabii

Lançamento

  • Light Novel: 2017

  • Anime: 2021


Sinopse

A República de San Magnolia afirma lutar uma guerra automatizada sem baixas humanas.

Mentira.

Os “drones” são pessoas discriminadas chamadas Eighty-Six.


O que torna 86 tão poderoso?

Esse anime é brutal porque fala de:

  • racismo,

  • segregação,

  • guerra desumanizada,

  • propaganda estatal,

  • soldados descartáveis.


Influências históricas

É impossível assistir sem lembrar:

  • nazismo,

  • campos de segregação,

  • guerras modernas,

  • drones militares reais,

  • imperialismo.


Personagens

Shinei Nouzen

Um dos protagonistas mais melancólicos da ficção recente.

Vladilena Milizé

A idealista que tenta manter humanidade dentro do sistema.


Temática

  • Desumanização

  • PTSD

  • Guerra automatizada

  • Culpa social

  • Xenofobia


Diferencial

86 moderniza o conceito de guerra pós-apocalíptica.

Aqui o horror não é o monstro.

É o próprio sistema.


03 — SHINSEKAI YORI

Título original

新世界より
(From the New World)

Autor

  • Yusuke Kishi

Lançamento

  • Novel: 2008

  • Anime: 2012


A OBRA MAIS SUBESTIMADA DESSA LISTA


Sinopse

Mil anos no futuro, humanos desenvolveram poderes psíquicos.

A sociedade parece utópica.

Mas existe algo profundamente errado escondido nela.


O que esse anime faz?

Ele desmonta lentamente:

  • moralidade,

  • controle social,

  • manipulação genética,

  • medo coletivo.


Atmosfera

O anime inteiro parece:

  • silencioso,

  • estranho,

  • desconfortável,

  • quase “amaldiçoado”.

Você sente que existe um segredo horrível desde o episódio 1.


Temática

  • Eugenia

  • Controle populacional

  • Totalitarismo

  • Evolução humana

  • Medo da diferença


O diferencial

É um dos raros animes que mistura:

  • horror psicológico,

  • ficção científica,

  • sociologia,

  • filosofia política.

Parece uma mistura de:

  • Orwell,

  • Brave New World,

  • Akira,

  • Evangelion.


04 — SHINGEKI NO KYOJIN

Attack on Titan

Autor

  • Hajime Isayama

Lançamento

  • Mangá: 2009

  • Anime: 2013


Sinopse

Humanidade vive cercada por muralhas gigantes para sobreviver aos Titãs.

Mas a verdade sobre o mundo muda completamente a narrativa.


O MAIOR “PLOT TWIST” DA DÉCADA

O anime começa como:

  • sobrevivência contra monstros.

Depois vira:

  • geopolítica,

  • guerra racial,

  • nacionalismo,

  • fascismo,

  • ciclos de ódio.


Personagens

Eren Yeager

Talvez o protagonista mais controverso dos animes modernos.

Levi Ackerman

Frieza emocional absoluta.

Erwin Smith

Liderança sacrificando humanidade.


Temas

  • Liberdade

  • Determinismo

  • Ódio histórico

  • Militarismo

  • Genocídio

  • Manipulação política


O diferencial

Poucos animes evoluem tanto de escala narrativa.

O mundo cresce de:
“Titan gigante”
para:
“civilização em guerra ideológica”.


05 — AKIRA

Autor

  • Katsuhiro Otomo

Lançamento

  • Mangá: 1982

  • Filme: 1988


O ANIME QUE OCIDENTALIZOU O ANIME

Sem Akira:

  • Matrix talvez não existisse,

  • cyberpunk moderno mudaria,

  • anime não teria explodido no Ocidente.


Sinopse

Neo Tokyo foi reconstruída após uma explosão misteriosa.

Gangues, corrupção, governo militar e experimentos psíquicos dominam a cidade.


Temática

  • medo nuclear,

  • militarização,

  • juventude perdida,

  • explosão tecnológica,

  • caos urbano.


O diferencial

Akira foi revolucionário tecnicamente:

  • animação absurda,

  • iluminação cinematográfica,

  • direção de câmera quase hollywoodiana.

Ainda parece moderno hoje.


06 — SHUUMATSU NANI SHITEMASU KA?

SukaSuka

Título gigante

終末なにしてますか?忙しいですか?救ってもらっていいですか?


Lançamento

  • Light Novel: 2014

  • Anime: 2017


Sinopse

Após o fim da humanidade, criaturas não humanas vivem em ilhas flutuantes enquanto jovens garotas usam armas mágicas para lutar contra monstros.


O diferencial

Ao contrário dos outros:

  • não é ação pesada,

  • é melancolia emocional.

É uma obra sobre:

  • despedida,

  • amor inevitavelmente trágico,

  • aceitar o fim.


Atmosfera

Parece:

  • bonita,

  • triste,

  • silenciosa,

  • poética.


07 — SIDONIA NO KISHI

Knights of Sidonia

Autor

  • Tsutomu Nihei

Lançamento

  • Mangá: 2009

  • Anime: 2014


Sinopse

Humanidade vaga pelo espaço após a destruição da Terra.

Criaturas alienígenas chamadas Gauna perseguem os últimos humanos.


Temática

  • transumanismo,

  • clonagem,

  • sobrevivência espacial,

  • evolução humana.


O diferencial

Tsutomu Nihei cria mundos:

  • frios,

  • industriais,

  • gigantescos,

  • silenciosos.

A arquitetura parece um “mainframe espacial brutalista”.


08 — 7SEEDS

Autor

  • Yumi Tamura

Lançamento

  • Mangá: 2001

  • Anime Netflix: 2019


Sinopse

Jovens são congelados criogenicamente para sobreviver ao colapso da humanidade.


Temática

  • sobrevivência extrema,

  • adaptação,

  • natureza hostil,

  • trauma psicológico.


O diferencial

O foco é sobrevivência REAL.

Sem glamour.
Sem heroísmo exagerado.

É quase um documentário psicológico de desastre.


09 — MADE IN ABYSS

Autor

  • Akihito Tsukushi

Lançamento

  • Mangá: 2012

  • Anime: 2017


O ANIME MAIS ENGANOSO DA LISTA

Parece infantil.

NÃO É.


Sinopse

Uma garota e um robô descem um gigantesco abismo cheio de criaturas e mistérios.


O que torna perturbador?

O Abyss funciona como:

  • inferno biológico,

  • exploração científica,

  • obsessão humana,

  • jornada sem retorno.


Temas

  • perda da inocência,

  • exploração,

  • sofrimento,

  • curiosidade humana.


O diferencial

A obra mistura:

  • visual fofo,

  • horror grotesco,

  • sofrimento extremo.

O contraste emocional é devastador.


10 — APOCALYPSE NO TORIDE

Autor

  • Yuu Kuraishi

  • Kazu Inabe

Lançamento

  • Mangá: 2011


Sinopse

Um presídio juvenil se torna zona de sobrevivência após um surto apocalíptico.


Temática

  • colapso social,

  • violência,

  • sobrevivência urbana,

  • paranoia.


Diferencial

É praticamente:
“Battle Royale encontra The Walking Dead”.

Muito mais brutal e claustrofóbico que outros títulos da lista.


☕ CONCLUSÃO — O QUE O PÓS-APOCALIPSE JAPONÊS TEM DE DIFERENTE?

No Ocidente:

  • o pós-apocalipse costuma focar ação.

No Japão:

  • o foco é trauma,

  • culpa coletiva,

  • perda da identidade,

  • falha da sociedade,

  • medo tecnológico,

  • desumanização.

O monstro quase nunca é o verdadeiro inimigo.

O inimigo geralmente é:

  • o sistema,

  • o Estado,

  • a guerra,

  • a solidão,

  • ou o próprio ser humano.

E talvez seja exatamente por isso que essas obras permanecem tão marcantes.

Porque elas não falam sobre o fim do mundo.

Elas falam sobre:

o que sobra da alma humana depois dele.


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

📘 Visão Geral do Curso – IBM Z Resiliency

 


📘 Visão Geral do Curso – IBM Z Resiliency

Objetivo do curso

Compreender os conceitos de resiliência no IBM Z e o valor da recuperação rápida, mostrando por que o mainframe é a espinha dorsal de negócios digitais que não podem parar.

Público-alvo

  • Profissionais novos em resiliência no IBM Z

  • Analistas, operadores, sysprogs iniciantes

  • Profissionais de TI vindos de ambientes distribuídos que precisam entender por que o mainframe é diferente

👉 É um curso conceitual, não técnico profundo, focado em mentalidade, fundamentos e arquitetura.



🧠 Resumo Executivo (em uma frase)

O curso ensina por que o IBM Z foi projetado para não parar, como medir disponibilidade, quais mecanismos de hardware e software garantem isso, quais modelos de resiliência existem e como planejar sistemas realmente resilientes.


🔹 TÓPICO 1 – Resiliency: The key to the survival of a digital business

🎯 Objetivo do tópico

  • Entender como o downtime afeta clientes e usuários

  • Conhecer formas de medir disponibilidade

📌 Explicação prática

O que é Resiliência

Resiliência não é apenas alta disponibilidade.
É a capacidade de um sistema:

  • Continuar operando mesmo com falhas

  • Recuperar rapidamente

  • Minimizar impacto ao negócio e ao cliente

📢 Sistema resiliente não é o que nunca falha — é o que falha sem ser percebido.


💥 Impacto do downtime

Downtime afeta diretamente:

  • 💰 Receita (transações não realizadas)

  • 📉 Reputação da empresa

  • ⚖️ Compliance (bancos, seguradoras, governo)

  • 😡 Experiência do cliente

No mundo digital:

  • Milissegundos importam

  • Minutos custam milhões

  • Horas podem matar um negócio


📊 Como medir disponibilidade

Disponibilidade normalmente é medida como:

Disponibilidade (%) = (Tempo total – Tempo de indisponibilidade) / Tempo total

Exemplo clássico:

  • 99,9% (three nines) → ~8,7 horas de downtime por ano

  • 99,999% (five nines) → ~5 minutos por ano

👉 O IBM Z foi projetado para five nines ou mais, algo extremamente difícil em ambientes distribuídos.


🔹 TÓPICO 2 – IBM Reliability, Availability, Serviceability (RAS)

🎯 Objetivo

Descrever como hardware e software suportam a resiliência do IBM Z.

📌 O que é RAS

RAS é um princípio de engenharia, não um produto.

🔧 Reliability (Confiabilidade)

  • Componentes projetados para falhar menos

  • Detecção proativa de erros

  • Redundância física e lógica

Exemplos no IBM Z:

  • CPUs redundantes

  • Memória com ECC avançado

  • Detecção e correção automática de falhas


⏱ Availability (Disponibilidade)

  • Capacidade de continuar operando mesmo com falhas

  • Substituição de componentes sem desligar o sistema

Exemplos:

  • Hot swap de componentes

  • Workload sendo redistribuído automaticamente

  • Sysplex mascarando falhas de um nó


🛠 Serviceability (Manutenibilidade)

  • Diagnóstico rápido

  • Reparos sem impacto ao negócio

Exemplos:

  • Call Home automático para IBM

  • Logs detalhados de falha

  • Manutenção com sistema online

📢 No IBM Z, muitas falhas são corrigidas antes mesmo do cliente perceber.


🧠 Importante

RAS não é só hardware:

  • z/OS

  • CICS

  • DB2

  • JES

  • Sysplex

  • WLM

Tudo foi desenhado com a filosofia de nunca parar.


🔹 TÓPICO 3 – IBM Z Resiliency Models

🎯 Objetivo

Descrever as características dos quatro modelos de resiliência

📌 Os quatro modelos (visão conceitual)

1️⃣ Single system resiliency

  • Um único IBM Z

  • Usa RAS para evitar falhas

  • Recuperação rápida, mas sem site alternativo

✔️ Bom para ambientes menores
❌ Vulnerável a desastres físicos


2️⃣ Local high availability

  • Uso de Sysplex

  • Múltiplos LPARs ou CPCs no mesmo site

  • Failover quase transparente

✔️ Altíssima disponibilidade
❌ Ainda dependente de um único local físico


3️⃣ Geographically Dispersed Parallel Sysplex (GDPS)

  • Sites geograficamente separados

  • Replicação de dados

  • Failover automatizado

✔️ Proteção contra desastre
✔️ Recovery Time Objective (RTO) muito baixo
💰 Custo mais elevado


4️⃣ Continuous availability / Business resilience

  • Zero downtime percebido

  • Planejamento extremo

  • Automação total

✔️ Missão crítica absoluta
✔️ Bancos, bolsas, governos
📢 Aqui o negócio não pode parar nunca.


🔹 TÓPICO 4 – Planning for Resiliency

🎯 Objetivo

Definir princípios que contribuem para a resiliência.

📌 Planejar resiliência não é comprar hardware

Princípios fundamentais:

🧩 1. Pensar em falhas como algo normal

  • Tudo falha

  • O plano deve assumir isso


📋 2. Definir RTO e RPO

  • RTO: quanto tempo posso ficar fora?

  • RPO: quanto dado posso perder?

Sem isso, não existe resiliência — só achismo.


🔁 3. Automação

  • Failover manual não escala

  • IBM Z foi feito para automação


🧪 4. Testar, testar e testar

  • Plano não testado = plano inexistente

  • DR sem teste falha quando é mais necessário


🧠 5. Pessoas e processos

  • Tecnologia sem pessoas treinadas não funciona

  • Documentação clara

  • Papéis definidos

📢 Resiliência é 50% tecnologia e 50% processo.


🧾 Conclusão Geral do Curso

Este curso:

  • Não ensina comandos

  • Não ensina instalação

  • Ensina mentalidade de resiliência no IBM Z

É ideal para:

  • Quem vem de cloud/distribuído

  • Quem acha que “mainframe é caro”

  • Quem nunca viu um sistema rodar anos sem downtime

domingo, 12 de setembro de 2021

🖐️ A MÃO quie fala no Japão — Entre o gesto, o espírito e o silêncio

 


🖐️ A MÃO no Japão — Entre o gesto, o espírito e o silêncio
📓 Um mergulho sensorial e simbólico ao estilo Bellacosa Mainframe, direto do blog El Jefe Midnight Lunch


Na madrugada, quando a luz azul do monitor é a única companhia e o café já perdeu a vergonha, eu me pego pensando nessas pequenas coisas do cotidiano — como uma simples mão.
Aqui no Ocidente, a mão é ferramenta. No Japão, é linguagem.
E como tudo na cultura nipônica, há camadas, códigos, e uma etiqueta invisível que dita o que pode (ou não) ser feito com ela.

Afinal, no Japão, a mão fala — mesmo quando o japonês não diz uma palavra.


🏯 Um pouco de história — da espada à cerimônia do chá

Na antiga cultura samurai, as mãos eram símbolo de domínio e honra.
Com elas se empunhava a katana, se firmava o pacto, e também se tirava a própria vida em caso de desonra (seppuku).
A mão não era só um instrumento físico, mas um elo entre a ação e o espírito.

Nos templos, monges zen enxergavam nas mãos a ponte entre o corpo e o vazio — o gesto de unir as palmas (合掌 – gasshō) é até hoje uma forma de reverência espiritual e respeito.
Quem visita o Japão logo percebe: antes de entrar em um templo, junta-se as mãos — não como pedido, mas como reconhecimento da presença.


🤲 A linguagem silenciosa das mãos

Os japoneses falam pouco com gestos amplos, mas a mão japonesa é precisa.
Existem gestos com significados claros:

  • 🙏 Juntar as mãos = desculpa, gratidão, oração.

  • ✋ Levantar a palma = recusa polida.

  • 👌 Mão em círculo = dinheiro.

  • 🫳 Palma para baixo balançando = “não, não é bem assim…”

  • 🤚 Mão erguida com leve sorriso = um discreto “olá” socialmente calibrado.

Mas o verdadeiro código está no que não se faz:

  • Tocar alguém é raríssimo — nem apertos de mão são comuns.

  • Apontar com o dedo é considerado rude; usa-se a mão toda.

  • Passar algo diretamente com uma só mão é descortês; deve-se usar as duas mãos, sinal de respeito e cuidado.


🌸 Curiosidades e fofoquices culturais

💅 Namoro japonês: andar de mãos dadas em público já é um sinal forte de intimidade. No Japão, o “dar as mãos” é o equivalente emocional do “te amo” — algo reservado, simbólico e cheio de doçura.

🍱 Etiqueta no trabalho: ao entregar um cartão de visita (meishi), deve-se usar ambas as mãos — é como se entregasse um pedaço da própria identidade.

🎎 Na arte tradicional: a posição das mãos em danças como o Nihon Buyō ou no teatro Noh carrega significados espirituais. Cada gesto é palavra.

🪷 Na meditação: o posicionamento das mãos (mudra) define o tipo de energia invocada. O Dhyana mudra, com as mãos sobrepostas no colo, representa equilíbrio e sabedoria.


📚 Quem já falou sobre isso

  • Okakura Kakuzō, em “O Livro do Chá” (1906), descreve as mãos do anfitrião na cerimônia do chá como “a expressão física da harmonia”.

  • Daisetsu Teitaro Suzuki, mestre zen, falava que “a mente iluminada começa na ponta dos dedos”.

  • Haruki Murakami, em entrevistas, comenta como os gestos sutis das mãos japonesas o inspiram a construir o silêncio entre os personagens.

  • Hayao Miyazaki desenha mãos como espelhos da alma — repare em Totoro, Chihiro, Mononoke: cada toque é emocionalmente programado.


💡 Dicas Bellacosa de etiqueta manual japonesa

  1. Use as duas mãos para entregar ou receber algo — mostra respeito e intenção.

  2. Evite tocar — no Japão, o contato físico é reservado a quem tem permissão emocional.

  3. Não aponte com o dedo. Mostre com a palma — o gesto é mais bonito e neutro.

  4. Junte as mãos para agradecer. O clássico itadakimasu antes da refeição é um ato de reverência, não apenas um “bom apetite”.

  5. Cuidado com o tchau! O aceno de mão japonês é suave, com o pulso virado para baixo, e parece mais um “até logo” do que um “adeus”.


🪶 Conclusão Bellacosa

No Japão, as mãos não apenas fazem — elas significam.
São como terminais de um sistema ancestral que compila emoções, intenções e respeito em gestos silenciosos.
Enquanto no Ocidente falamos com a boca, o japonês conversa com as mãos — discretamente, com elegância, com economia.

E talvez aí esteja a lição:
a verdadeira comunicação não é barulhenta. É sutil. É feita de pausas, gestos, e intenções bem formatadas.

Na madrugada do El Jefe Midnight Lunch, entre um café e outro, penso que a mão é o mouse da alma
com ela navegamos pelo mundo, clicamos em vidas, arrastamos afetos e, às vezes, erramos o botão.
Mas é nela que mora a beleza do humano — o toque que não precisa ser físico para ser sentido.


🖐️☕
#ElJefeMidnightLunch #BellacosaMainframe #CulturaJaponesa #GestosJaponeses #Etiqueta #MainframeDaAlma

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

🔍 Powerful COBOL Análise Estática no Mainframe, Feature Flags e o Perigo Invisível do Overhead em CICS, VSAM e DB2

 


🔍 Powerful COBOL Análise Estática no Mainframe, Feature Flags e o Perigo Invisível do Overhead em CICS, VSAM e DB2

“O problema nunca foi o COBOL.
O problema sempre foi não olhar para o COBOL do jeito certo.”

Quem trabalha com mainframe há anos sabe:
os maiores incidentes não nascem em produção — eles são escritos no código-fonte.

E é exatamente aí que entram três temas que parecem modernos, mas são profundamente mainframe:

  • Análise Estática

  • Feature Flag

  • Overhead invisível em CICS, VSAM e DB2

Este artigo conecta esses três pontos com uma visão prática, realista e sem buzzword.


Powerful Cobol Bellacosa Mainframe


🧠 Análise Estática no Mainframe: O Olhar que Vê Antes do Erro

Análise estática é o processo de avaliar código sem executá-lo.

No mainframe, isso significa:

  • Ler COBOL, JCL, CICS, SQL

  • Construir o fluxo lógico

  • Mapear dependências

  • Detectar riscos antes do batch rodar ou da transação ir para o ar

💬 Tradução Bellacosa:

“É o analista sênior que nunca dorme, nunca esquece regra e nunca fala ‘acho que está certo’.”


IBM Chip


🔍 O que a análise estática realmente enxerga

Ela consegue detectar:

  • GO TO implícito (PERFORM sem EXIT)

  • Código morto

  • Variáveis usadas sem inicialização

  • SQL sem índice

  • EXEC CICS dentro de loop

  • VSAM acessado sem controle de status

  • Lógicas condicionais impossíveis

  • Parágrafos que nunca retornam

👉 Tudo isso sem executar uma linha de código.


💣 O Erro Clássico que a Análise Estática Salva: o GO TO Invisível

PERFORM PROCESSA PROCESSA. DISPLAY 'PROCESSANDO'

Sem EXIT., o fluxo cai no próximo parágrafo.
Nenhum warning. Nenhum erro de compilação.

📉 Resultado:

  • Fluxo imprevisível

  • Batch pulando validação

  • CICS “se comportando estranho”

  • Dump que “não faz sentido”

👉 Análise estática detecta isso em segundos.


🚩 Feature Flag no Mainframe: Poder Absoluto, Risco Absoluto

Feature Flag é um interruptor lógico que controla comportamento sem recompilar código.

No mainframe, o uso mais robusto é:

  • Feature Flag via DB2

  • Lida no INIT

  • Armazenada em WORKING-STORAGE

  • Usada para controlar lógica crítica

IF WS-FEATURE-FLAG = 'S' PERFORM NOVA-LOGICA ELSE PERFORM LOGICA-ANTIGA END-IF

💡 Isso é DevOps real no z/OS.


🧠 Onde a análise estática entra nas Feature Flags

Análise estática consegue identificar:

  • Flags lidas dentro de loop

  • Flags sem valor default

  • Flags que quebram fluxo principal

  • Flags usadas como “patch permanente”

  • Flags que escondem bugs

💬 Frase de guerra:

“Feature Flag mal usada vira GO TO moderno.”


⚠️ O Maior Perigo: Overhead Invisível

Agora entramos no ponto mais crítico — overhead.

No mainframe, overhead não aparece como erro.
Ele aparece como:

  • Batch mais lento

  • CICS com resposta errática

  • DB2 “culpado” sem estar errado

  • VSAM com I/O absurdo


🔥 Overhead em DB2: o clássico EXEC SQL no loop

PERFORM UNTIL EOF EXEC SQL SELECT FLAG_VALOR INTO :WS-FLAG FROM FEATURE_FLAG END-EXEC ... END-PERFORM

📉 1 milhão de registros = 1 milhão de SELECTs.

  • CPU explode

  • Classe 2 aumenta

  • DB2 vira gargalo

  • SLA quebrado

👉 Análise estática identifica acesso repetitivo a DB2 imediatamente.


🔥 Overhead em CICS: o inimigo silencioso

Em CICS, o overhead é ainda mais perigoso:

  • EXEC CICS dentro de loop

  • Leitura repetida de DB2

  • VSAM acessado sem cache

  • Falta de controle de HANDLE CONDITION

📌 Cada chamada:

  • Consome thread

  • Aumenta response time

  • Impacta outras transações

💬 Regra Bellacosa:

“Se roda em CICS, tudo que é barato vira caro.”


🔥 Overhead em VSAM: o esquecido

VSAM não dá SQLCODE, não dá warning.

Overhead comum:

  • READ em loop sem buffering

  • STARTBR mal posicionado

  • Releitura desnecessária

  • Chave mal definida

👉 Análise estática detecta:

  • Caminhos excessivos

  • Acessos redundantes

  • Falta de controle de FILE STATUS


🧠 Como os Três Temas se Conectam

TemaRisco
Análise EstáticaIgnorada
Feature FlagMal implementada
OverheadInvisível

💣 Combinação mortal:

Feature Flag lida em loop
dentro de transação CICS
acessando DB2
sem cache

📉 Resultado: incidente que ninguém entende.


🛡️ Boas Práticas Bellacosa (nível sênior)

✅ Análise Estática sempre antes do build

  • Integra no pipeline

  • Bloqueia erro cedo


✅ Feature Flag lida uma única vez

  • INIT do batch

  • Início da transação CICS


✅ Valor default sempre definido

  • Nunca confiar em SQLCODE zero eterno


✅ Nenhuma chamada externa dentro de loop

  • DB2

  • CICS

  • VSAM


✅ Código antigo só morre depois da estabilização

  • Flag primeiro

  • Remoção depois


🥚 Easter Eggs Mainframe

🥚 Análise estática detecta erro que só aparece 1 vez por mês
🥚 Feature Flag é PARM moderno
🥚 Overhead é bug de arquitetura, não de código
🥚 Mainframe sempre foi DevOps — só não chamava assim
🥚 Quem domina isso vira arquiteto sem pedir promoção


🎯 Conclusão Bellacosa

Análise estática, Feature Flags e controle de overhead não são luxo.
São sobrevivência em ambientes críticos.

Quem ignora:

  • Apaga incêndio

  • Trabalha reativo

  • Vive de madrugada

Quem domina:

  • Prevê falha

  • Entrega com segurança

  • Ganha confiança

  • Evolui a carreira

DevOps no mainframe começa antes do deploy.
Começa na leitura do código.

 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

IYASHIKEI — QUANDO O JAPÃO DESCOBRIU QUE A MELHOR ATUALIZAÇÃO DO SISTEMA ERA REDUZIR O ESTRESSE DO USUÁRIO

 

Bellacosa Mainframe em um momento de relaxamnto iyashikei

☕💣🌿 OPERADOR, O DATACENTER DO UNIVERSO ENTROU EM MODO "LOW CPU"!

IYASHIKEI — QUANDO O JAPÃO DESCOBRIU QUE A MELHOR ATUALIZAÇÃO DO SISTEMA ERA REDUZIR O ESTRESSE DO USUÁRIO

Imagine um anime onde não existe Rei Demônio.

Não existe torneio.

Não existe invasão alienígena.

Não existe batalha final.

Não existe deadline.

Não existe ticket crítico.

Não existe incidente Sev-1.

Agora imagine milhões de pessoas assistindo exatamente isso.

Bem-vindo ao mundo do Iyashikei (癒し系), o gênero que transformou a tranquilidade em entretenimento.

A palavra significa algo próximo de "cura", "alívio", "terapia" ou "restauração emocional". Seu objetivo não é gerar adrenalina. Seu objetivo é restaurar o estado mental do espectador. (Wikipedia)


A ORIGEM DO FENÔMENO

Muita gente acredita que Iyashikei nasceu com animes modernos.

Não.

Suas raízes estão profundamente ligadas à cultura japonesa:

  • Budismo Zen

  • Wabi-Sabi

  • Mono no Aware

  • Contemplação da natureza

  • Valorização do efêmero

Mas o gênero ganhou força como categoria própria após 1995.

Nesse ano o Japão sofreu dois choques traumáticos:

  • Grande Terremoto de Hanshin

  • Ataque com gás Sarin no metrô de Tóquio

Somados à crise econômica, esses eventos criaram uma sociedade emocionalmente exausta. O mercado respondeu produzindo obras focadas em calma, segurança e conforto psicológico. (Wikipedia)

Foi o nascimento do chamado "Healing Boom".


O PRIMEIRO IYASHIKEI?

Não existe consenso absoluto.

Mas três candidatos aparecem constantemente:

Tonari no Totoro (1988)

Muitos estudiosos consideram Totoro um proto-Iyashikei.

Only Yesterday (1991)

Outra forte candidata.

Yokohama Kaidashi Kikou (1994)

Para muitos fãs, é o verdadeiro "pai" do Iyashikei moderno. (Anime & Manga Stack Exchange)


POR QUE FAZ TANTO SUCESSO?

Porque o Japão descobriu algo que empresas de tecnologia ainda ignoram:

o cérebro também precisa de manutenção preventiva.

Enquanto o shonen gera dopamina através da excitação, o Iyashikei gera bem-estar através da serenidade.

É praticamente o equivalente narrativo de:

☕ café quente

🌧 chuva na janela

📚 livro numa tarde fria

🏕 fogueira acesa

🚲 passeio sem destino


TOP 10 IYASHIKEI DA HISTÓRIA

1. Yokohama Kaidashi Kikou (1994)

Personagem: Alpha Hatsuseno

Uma androide administra um café em um mundo pós-apocalíptico incrivelmente pacífico.

Curiosidade:
O apocalipse já aconteceu.

Mas ninguém parece preocupado.

O mundo está morrendo lentamente e mesmo assim a obra transmite esperança. (Wikipedia)


2. Aria (2005)

Personagens: Akari, Aika, Alice

Neo Veneza em Marte.

Gondoleiras aprendizes vivendo o cotidiano.

Easter Egg:
Muitos cenários são inspirados diretamente em Veneza real. (Wikipédia)


3. Mushishi (2005)

Personagem: Ginko

Investigador de criaturas espirituais chamadas Mushi.

Impacto:
Transformou contemplação filosófica em sucesso internacional.


4. Natsume Yuujinchou (2008)

Personagem: Takashi Natsume

Jovem que enxerga yokais.

Mistura solidão, amizade e espiritualidade.

Aceitação:
Uma das franquias mais respeitadas da história do gênero.


5. Non Non Biyori (2013)

Personagens: Renge, Hotaru, Komari

Vida rural japonesa em sua forma mais pura.

Curiosidade:
Muitos fãs visitam localidades inspiradas pelo anime.


6. Flying Witch (2016)

Personagem: Makoto Kowata

Uma bruxa vivendo uma rotina comum.

Magia e cotidiano coexistem naturalmente.


7. Yuru Camp△ (2018)

Personagens: Rin Shima e Nadeshiko

O anime que transformou camping em tendência nacional. (Tokyo Weekender)

Impacto:
Explodiu vendas de equipamentos de acampamento.


8. Hakumei to Mikochi (2018)

Duas pequenas garotas vivendo numa floresta gigantesca.

Parece um conto de fadas executando Linux.


9. Super Cub (2021)

Personagem: Koguma

Uma motocicleta muda completamente a vida da protagonista.

Poucos diálogos.

Muito sentimento.


10. Shoujo Shuumatsu Ryokou (Girls' Last Tour) (2017)

Personagens: Chito e Yuuri

Tecnicamente pós-apocalíptico.

Emocionalmente terapêutico.

Um paradoxo brilhante.


EXISTE CENSURA?

Praticamente não.

O gênero raramente entra em controvérsias porque:

  • quase não possui violência;

  • quase não possui sexualização;

  • raramente aborda política;

  • evita conflitos extremos.

Por isso costuma ter excelente aceitação entre todas as idades.


O MAIOR EASTER EGG DO IYASHIKEI

O gênero parece simples.

Mas esconde uma filosofia profunda.

Grande parte dessas obras fala sobre:

  • passagem do tempo;

  • envelhecimento;

  • impermanência;

  • memória;

  • despedidas;

  • aceitação.

Ou seja:

Enquanto um battle shonen pergunta:

"Como derrotar o inimigo?"

O Iyashikei pergunta:

"Como apreciar o tempo que temos?"

E talvez seja exatamente por isso que tantos profissionais cansados, operadores, programadores, analistas e administradores de sistemas acabam se apaixonando pelo gênero.

Depois de um dia inteiro apagando incêndios em produção...

Assistir alguém preparando café, observando o pôr do sol ou montando uma barraca pode ser a coisa mais próxima de um RESTORE emocional que a indústria do entretenimento já inventou. 🌿☕💻🏕️📚