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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop achando os vilões

 

Bellacosa Mainframe apresenta caçando os vilões em zos performance tuning

🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop achando os vilões

Versão técnica: RMF, SMF e a arte de não tunar errado

O Essential z/OS Performance Tuning Workshop separa, logo de cara, dois tipos de profissionais:

  1. Quem acha que faz performance tuning

  2. Quem sabe onde olhar primeiro

Essa versão é para o segundo grupo — ou para quem quer migrar do 1️⃣ para o 2️⃣ sem trauma.


🎯 Regra zero do workshop

Nunca comece pelo parâmetro. Comece pela observação.

Antes de qualquer ALTER, DEFINE ou SET:

  • Qual workload?

  • Qual período?

  • O que mudou?

  • Existe baseline?

Sem isso, tuning vira superstição técnica.


🧠 CPU: o falso vilão

Onde olhar no RMF

RMF CPU Activity Report (Postprocessor)

Campos clássicos:

  • % Busy

  • % LPAR Utilization

  • % Logical Processor Dispatch

  • % IFA / zIIP / zAAP (quando aplicável)

Interpretação que o workshop ensina

  • CPU alta com response time estável → sistema saudável

  • CPU média com response time degradando → gargalo fora da CPU

  • CPU baixa + atraso → WLM ou I/O

📌 Easter egg técnico:
Se o LPAR Delay cresce, não é falta de tuning — é falta de peso ou política errada.


⚙️ WLM: tuning começa aqui, não no SYS1.PARMLIB

RMF Workload Activity Report

Campos críticos:

  • Service Class Period

  • Velocity

  • Average Response Time

  • Delay Reasons

Exemplo típico visto no workshop:

Service Class: ONLINE_HI Velocity Goal: 50 Achieved Velocity: 12 Delay: I/O 65%, Enqueue 20%

👉 Conclusão correta:

  • Não adianta subir prioridade

  • Não adianta mexer em CPU

  • O gargalo não é WLM, é dependência externa

💡 Lição central:

WLM não resolve gargalo físico. Ele apenas escolhe quem sofre primeiro.


📊 RMF Monitor III: o “agora dói aqui”

Uso correto (e erro comum)

Monitor III serve para:

  • Incidente ativo

  • Observação em tempo real

  • Confirmação de suspeita

Não serve para:

  • Análise histórica

  • Decisão estrutural

  • Justificativa pós-morte

Campos típicos:

  • Address Space Delay

  • Device Response Time

  • Enqueue Waits

📌 Erro clássico:
Usar Monitor III como prova definitiva em reunião de causa raiz.


🗃️ SMF: onde a discussão acaba

SMF 30 – Address Space Accounting

Usado para responder:

  • Quem consumiu CPU?

  • Quanto?

  • Em qual período?

Exemplo prático:

SMF30: CPU Time: baixo Elapsed Time: alto

👉 Indício claro:

  • Espera externa

  • I/O

  • Lock

  • Dependência de outro job


SMF 70 / 72 – CPU e WLM

SMF 72 é o coração do tuning orientado a SLA.

Campos essenciais:

  • Service Class Performance Index

  • Delay Breakdown

  • Period Transitions

📌 Easter egg de workshop:
Performance Index < 1.0 não é vitória se o response time continua ruim.


SMF 74 – I/O e Storage

Onde muitos problemas se revelam.

Campos observados:

  • Device Response Time

  • Pending Time

  • Channel Utilization

Exemplo clássico:

  • CPU “sobrando”

  • Response time alto

  • 3390 com Pending elevado

👉 Solução raramente é tuning de parâmetro.
Normalmente é layout, cache, storage tier ou concorrência mal planejada.


⚠️ Casos clássicos discutidos no workshop

🔥 “O batch atrasou tudo”

RMF mostra:

  • Batch em baixa prioridade

  • Online atrasando

SMF revela:

  • Batch segurando enqueue crítico

  • Online esperando lock

👉 Ajuste correto:

  • Revisar serialização

  • Reavaliar janela batch

  • Não subir prioridade às cegas


🔥 “Depois da mudança ficou lento”

Primeira pergunta ensinada no workshop:

Qual foi o último change?

Sem resposta clara:

  • tuning suspenso

  • investigação começa

📌 Lição dura:

Performance tuning não corrige change mal feito.
Ele só mascara — até piorar.


🚀 O que o workshop realmente forma

Não forma “tuner de parâmetro”.
Forma analista de comportamento do sistema.

Quem sai sabendo:

  • Correlacionar RMF + SMF

  • Defender decisão com dados

  • Evitar tuning destrutivo

  • Criar baseline útil

No CPD, isso vira reputação.


🧠 Frase final  

“RMF mostra o sintoma.
SMF mostra a causa.
WLM executa a decisão — certa ou errada.”

O Essential z/OS Performance Tuning Workshop não ensina atalhos.
Ensina responsabilidade técnica em ambiente onde erro custa caro.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

📘 REPOST: CICS Command Level para padawans

 

CICS Command Level for Padawans


📘 CICS Command Level para padawans

Um guia passo a passo para entender o que é CICS, aprender e planejar um roteiro de estudos com o orquestrador do online em Mainframe.

#ibm #mainframe #cobol #cics #t3270 #vsam #bms #ksds #esds #ceda #ceci #cemt 


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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

💥 SEU COBOL TURBINADO MUITO ALÉM DO QSAM — É UM MOTOR DE GUERRA: O VERDADEIRO PAPEL DO DB2 NO IBM z17 QUE QUASE NINGUÉM TE EXPLICOU

 

Bellacosa Mainframe conheça o banco de dados DB2 

💥 SEU COBOL TURBINADO MUITO ALÉM DO QSAM — É UM MOTOR DE GUERRA: O VERDADEIRO PAPEL DO DB2 NO IBM z17 QUE QUASE NINGUÉM TE EXPLICOU


Se você é dev COBOL sênior e ainda trata o Db2 como “apenas o banco”, deixa eu ser direto:

💀 Você está subestimando o componente mais crítico do seu sistema.

O IBM Db2 no mundo do z/OS — especialmente em arquiteturas modernas como o z17 — não é storage.

👉 É um motor transacional de alta precisão, otimizado ao longo de décadas para um único propósito:
não falhar quando dinheiro, tempo e reputação estão em jogo.


🧠 CAPÍTULO 1 — A ORIGEM: ONDE TUDO COMEÇOU

Antes de você escrever seu primeiro:

EXEC SQL SELECT ...

Já existia uma revolução acontecendo dentro da IBM.


🕰️ Linha do tempo real (sem romantização)

  • 1970 → Modelo relacional (Edgar Codd)
  • 1974 → System R (protótipo)
  • 1983 → Db2 nasce no mainframe
  • Hoje → roda bilhões de transações/dia

💀 Easter egg histórico

Db2 não foi feito para ser popular…
foi feito para ser confiável quando ninguém pode errar

Enquanto outros bancos nasceram para aplicações,
👉 Db2 nasceu para instituições


🧱 CAPÍTULO 2 — O QUE É DB2 NO MUNDO REAL

Vamos simplificar brutalmente:

👉 Db2 = gerenciador de estado confiável


💡 Não é só banco

Ele cuida de:

  • consistência (ACID)
  • concorrência (locking)
  • recuperação (logging + recovery)
  • performance (optimizer absurdo)

💻 Exemplo COBOL raiz

EXEC SQL
UPDATE CONTA
SET SALDO = SALDO - :VALOR
WHERE ID = :ID
END-EXEC

👉 Parece simples…

Mas por trás disso o Db2:

  • trava registros 🔒
  • registra log 📝
  • garante rollback 🔁
  • otimiza acesso ⚡

💀 Insight Bellacosa

“Você escreve SQL…
o Db2 executa uma coreografia complexa que você nem vê.”


⚙️ CAPÍTULO 3 — DB2 NO IBM z17 (O QUE MUDA)

No z17, Db2 não está sozinho.

Ele trabalha integrado com:

  • CICS
  • RACF
  • WLM
  • Parallel Sysplex

🔥 Resultado

👉 Você tem:

  • escalabilidade horizontal
  • altíssima disponibilidade
  • latência mínima

💣 Easter egg técnico

Um Db2 mal tunado no z/OS não só fica lento…
ele aumenta o custo do mainframe 💸


🔄 CAPÍTULO 4 — COMO DB2 PENSA (E VOCÊ NÃO PERCEBE)

Quando você roda:

SELECT * FROM CLIENTE WHERE ID = 10;

👉 Db2 não executa direto.

Ele:

  1. Analisa estatísticas (RUNSTATS)
  2. Escolhe plano (optimizer)
  3. Decide índice vs scan
  4. Define estratégia de acesso

💀 Insight crítico

“Db2 não executa sua query…
ele decide COMO executar.”


🔬 CAPÍTULO 5 — PASSO A PASSO REAL (COBOL + DB2)


🧩 Fluxo real

  1. COBOL chama SQL
  2. DBRM é usado
  3. Package executa
  4. Db2 processa
  5. Resultado retorna

💻 Exemplo completo mental

EXEC SQL
SELECT NOME
INTO :WS-NOME
FROM CLIENTE
WHERE ID = :WS-ID
END-EXEC

🔥 O que acontece por trás:

  • acesso via índice
  • lock aplicado
  • leitura buffer pool
  • retorno otimizado

💀 Insight

“Seu programa parece simples…
o Db2 está fazendo engenharia de alta complexidade.”


🧠 CAPÍTULO 6 — FEATURES QUE DEV COBOL IGNORA (E NÃO DEVERIA)


⏳ Time Travel Query

Consultar passado:

SELECT * FROM CLIENTE
FOR SYSTEM_TIME AS OF '2020-01-01';

👉 Auditoria sem esforço


⚡ MQT (Materialized Query Table)

  • pré-calcula resultado
  • acelera relatórios

🔄 Continuous Ingest

  • dados entrando sem travar sistema

🤖 Db2 AI (z/OS)

  • tuning automático
  • previsão de problemas

💀 Insight

“Se você não usa essas features…
você está usando só 30% do Db2.”


🔐 CAPÍTULO 7 — LOCKING (O PONTO QUE MAIS QUEBRA SISTEMA)


💡 O problema

Dois programas acessando o mesmo dado.


💥 Resultado possível

  • lock
  • wait
  • deadlock 💀

💻 Exemplo clássico

Programa A trava linha
Programa B espera
Sistema degrada


💀 Insight definitivo

“A maioria dos problemas de produção não é SQL…
é concorrência mal entendida.”


🧠 CAPÍTULO 8 — DB2 NÃO É LEGADO

Vamos acabar com esse mito.


❌ Visão errada

“Db2 é coisa antiga”


✅ Realidade

Db2 hoje tem:

  • REST API
  • JSON
  • AI
  • integração cloud

💀 Insight

“Db2 não ficou para trás…
ele simplesmente não fez barulho.”


🔥 CAPÍTULO FINAL — A VERDADE QUE NINGUÉM TE CONTA

Se você trabalha com COBOL + Db2:

👉 Você não está mantendo legado

👉 Você está operando infraestrutura crítica global


💣 Frase final estilo Bellacosa

“Enquanto o mundo fala de microservices…
o Db2 continua garantindo que o dinheiro chegue no destino.”

 

sábado, 9 de agosto de 2025

Dominando o CICS: Dicas Essenciais para um DEV Jr em Mainframe

 

Dominando o CICS: Dicas Essenciais para um DEV Jr em Mainframe

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Salve jovem padawan, continuando nosso caminho explorando a Alta Plataforma, compartilhando algumas histórias, causos e curiosidade. Além claro de dicas técnicas para evoluir na Stack Mainframe. Este artigo pretende apresentar mais detalhes do OLTP.

O CICS é o coração transacional de milhares de sistemas corporativos pelo mundo. Por trás das aplicações bancárias, financeiras, de seguros e do setor público, o CICS garante integridade, disponibilidade e desempenho para aplicações críticas. Trabalhar bem com CICS é mais do que saber programar em COBOL: exige boas práticas, sensibilidade técnica e visão de arquitetura.

Aqui vão 10 dicas práticas e estratégicas para você se desenrascar no uso do CICS no seu dia a dia:


1. Conheça a Estrutura do EIB (Execute Interface Block)

Saber conhecer todas as funcionalidades do CICS, ajuda a criar novas estrategias para solucionar as demandas. Saiba que todo programa CICS, seja em COBOL, PLI ou Natural tem acesso a uma estrutura automática chamada EIB, que guarda informações como:

  • EIBDATE – Data atual
  • EIBTIME – Horário de início da transação
  • EIBTRNID – ID da transação
  • EIBCPOSN – Código de posição do cursor

Dica: Use essas variáveis para rastrear execuções e criar logs úteis para debugging sem poluir seus programas com variáveis auxiliares.

2. Use Comandos CICS com Tratamento de Erros

Além dos bugs traps do COBOL, o CICS oferece soluções para controlar erros. Lembre-se disso uma anomalia deve ser tratada em código, não deixe o Z/OS trata-la para você, acredite em mim, surpresas desagradáveis aparecem. Nunca subestime um EXEC CICS RECEIVE, WRITE, SEND ou READ sem o devido HANDLE CONDITION.

Dica: Sempre implemente tratamento para NOTFND, MAPFAIL, PGMIDERR e SYSIDERR, mesmo em programas simples.

3. Modularize Programas com Comarea e Channels

Separe seu programa por SECTIONs,. cada estrutura em sua seção, assim fica mais facil a manutenção e evoluções. Evite programões monolíticos. Quebre lógicas complexas em subprogramas usando COMMAREA ou, em sistemas modernos, CHANNELS & CONTAINERS.

Dica: Channels são ideais para novos programas, com mais de um container e suporte a dados maiores que 32k.

4. Use o CEDA com Consciência.

Na linha de comando do CICS, existem muitas ferramentas, que devemos conhecer e utilizar para estarmos no "Estado da Arte" na codificação de programas Online. O CEDA é o utilitário de administração de recursos do CICS. Ao registrar mapas BMS, programas ou transações:

Dica: Sempre preencha os campos:

  • Group: para identificar o módulo
  • Language: COBOL, PLI, etc.
  • Dynam: YES para programas que serão carregados sob demanda
  • Use Newcopy: Após compilar, não esqueça de dar CEMT SET PROGRAM(PROGNAME) NEW


5. Use o CEMT para Investigar em Tempo Real

Lembre-se sempre o programa compilado vai para a Loadlib do CICS, o programa na memoria ainda é a versão antiga, por isso devemos fazer o REFRESH manualmente. O comando CEMT permite administrar e consultar o status de quase tudo no CICS e atualizar para a versão mais recente da Loadlib. Alguns exemplos:

  • CEMT I TRANS(TRN1) – Consulta transação
  • CEMT I PROG(PROG1) – Consulta programa
  • CEMT SET PROG(PROG1) NEW – Atualiza módulo compilado, REFRESH.

Dica: Automatize comandos CEMT via scripts em macros de terminal ou CLISTs úteis para refresh em lote.

6. Atente-se à Segurança: TransID e Programas

Todo cuidado é pouco. Devemos codificar prevendo o passo-a-passo do usuario, não deixando caminhos alternativos aberto. Bloqueando possíveis injeção de código e usando e abusando do RACF. Programação defensiva e com segurança em CICS não é só papel do RACF. Certifique-se de:

  • Definir programas com EXECUTION KEY(CICS), quando possível
  • Restringir transações via RACF profiles (FACILITY, SURROGAT, etc.)
  • Evitar deixar transações expostas como CEMT, CICS, CSMT


7. Mapeie o Fluxo com Ferramentas como InterTest ou Abend-AID

Dica: Use ferramentas como InterTest para depuração interativa e Abend-AID para leitura de dumps mais amigável, com call-stack, EIB, COMMAREA decodificada, etc.

8. Mantenha Seus Mapas BMS Atualizados

Sempre que alterar campos em uma tela, recompilar o BMS e não esquecer:

  • Executar a assemblagem (DFHMSD)
  • Atualizar o CEDA
  • Dar NEWCOPY no programa associado

Dica: Gere mapa simbólico .SYM para usar como COPY no COBOL – garante alinhamento com os nomes dos campos.

9. Use Transações Utilitárias a seu favor

  • CECI – Execução interativa de comandos
  • CECS – Exibe o status dos comandos
  • CEBR – Exibe conteúdo de TS/TD Queues

Dica: Faça testes rápidos com CECI EXEC CICS SEND TEXT ou WRITEQ TS para prototipagem.

10. Invista em Performance

  • Prefira acesso a TSQ/TDQ local quando possível
  • Use ENQ/DEQ para controle de concorrência leve
  • Mantenha CICS region tunada com buffers e threads adequados
  • Reuse COMMAREAs com responsabilidade, evitando sobrecarga de dados inúteis


Bônus: Curiosidades do CICS

  • O CICS nasceu em 1969 para o setor bancário.
  • O nome "CICS" é pronunciado como "Kiks".
  • É o transacional mais usado no mundo, rodando bilhões de transações por dia.


Conclusão

Chegamos ao final desta pequena jornada, visite sempre nossa Newsletter Um Café no Bellacosa Mainframe, procuro responder pedidos, solicitações e melhorar sempre. Caso encontre algo, que discorde, entre em contato, esse é um trabalho em curso, de tempos em tempos, reviso, incluindo mais assuntos e corrigindo algumas gralhas, que sismam em aparecer.

Concluindo e pense com carinho, dominar o CICS é essencial para qualquer analista de sistemas z/OS. Ele vai muito além da tela verde e do COBOL: é um ecossistema poderoso, que exige disciplina, segurança, performance e organização. Ao aplicar essas dicas, você entrega sistemas mais robustos e confiáveis, e se destaca como profissional Mainframe.