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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
🎭👹 MÁSCARA ONI — O SORRISO TORTO DO INFERNO (AO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME)
Por El Jefe Midnight Lunch
Se existe um símbolo japonês capaz de olhar direto pra sua alma, rir da sua coragem e ainda assim ficar lindo pendurado na parede… esse símbolo é a máscara Oni.
Prepare seu JCL emocional, porque hoje vamos submeter um job cultural diretamente para a fila HASP-MITOLOGIA, trazendo história, folclore, fofoquices do submundo e uns easter-eggs dignos do Bellacosa Mainframe.
👹 O QUE É UM ONI, AFINAL?
Um Oni (鬼) é, basicamente, o demônio mais sindicalizado do Japão.
Tem chifres, dentes enormes, pele colorida (vermelha, azul, verde — tipo console TN3270 em modo festa), e uma cara que mistura brigão de bar, meme de segunda-feira e aquele job que rodou com SOC7 às 17h.
Tradicionalmente, os Onis representam:
Punição aos maus
Caos e força bruta
Desequilíbrio cósmico
O medo primal japonês (e também a personificação daquele gerente que pergunta do projeto no sábado)
🏮 HISTÓRIA — DA ANTIGUIDADE AO ANIME
Os Oni surgem nas eras antigas como espíritos maléficos, mas ao longo dos séculos foram ficando… funcionais.
Nos períodos Heian e Kamakura, eles já viram antagonistas clássicos, guardiões infernais, seguranças terceirizados do budismo e até monstros “gente-como-a-gente” que sofrem, bebem e se apaixonam (porque ninguém é 100% mal — nem o batch noturno).
Com o tempo, aparecem no:
Kabuki
Noh
Ciclos épicos como o de Momotarō
Mangás e animes (de InuYasha a Demon Slayer)
Carnavais regionais tipo Setsubun, onde a galera literalmente joga feijão no Oni. É isso mesmo: feijão. O Oni é forte o suficiente para destruir vilas, mas perde para um grão.
😈 A MÁSCARA — MUITO MAIS QUE UM COSPLAY
A máscara Oni é usada em:
Festivais tradicionais
Teatro
Cerimônias Obon
Rituais de exorcismo
Decoração de lojas e casas (para afastar males e visitas inconvenientes)
Ela carrega expressão exagerada — olhos esbugalhados, boca aberta, dentes que parecem file-check de erro sério no sistema.
E cada cor tem seu significado:
Vermelho: paixão, violência, energia descontrolada
Azul: frieza, crueldade, tristeza profunda
Preto: raiva extrema
Verde: oni natureba (ou ciúmes — depende da fonte)
Amarelo: oni gourmet/artístico (ou ganância)
🥢 CURIOSIDADES (COM CARA DE SYSLOG)
Oni geralmente usa um porrete gigante chamado Kanabō — uma arma que basicamente diz:
“Sou a versão folclórica do IF ABEND THEN SMASH”.
A frase japonesa 「鬼に金棒」(Oni ni kanabō) significa “dar ainda mais poder a quem já é poderoso”.
Tipo promover o programador que já sabe montar JOBs de cabeça.
Em várias regiões rurais, pessoas se vestem de Oni para espantar espíritos ruins.
Ou seja: o demônio vira segurança. É o DevOps do folclore.
No folclore, alguns Oni não nascem Oni — viram Oni depois de cometer atrocidades ou perder a humanidade. Lembra algum release de software que foi ficando monstruoso? Pois é.
🍶 FOFOQUICES DO SUBMUNDO ONI
Porque no Japão até os demônios têm vida social:
Oni bebem muito. Cerveja, saquê, shōchū… o que tiver.
É o tipo de entidade que te convida pro bar às 11 da manhã.
Oni vivem entre montanhas, cavernas ou regiões remotas —
tipo aquelas salas esquecidas onde ficam FICONs, TS7700s e controladores DFHSM.
Existem lendas de Oni que se tornam protetores de famílias ou templos depois de domesticados —
é o famoso “ex-vilão que vira aliado na saga”.
🔧 DICAS (PARA VOCÊ NÃO VIRAR LANCHE)
Nunca encare um Oni diretamente: é falta de educação mitológica.
Se encontrar um em festival, toque o taiko — Oni ama barulho.
Não ofereça feijão.
Não fale mal da máscara dele (ele tem autoestima sensível).
E, claro: se comprar uma máscara Oni de decoração, coloque na entrada da casa para espantar energias ruins e boletos atrasados.
🥚 EASTER-EGG BELLACOSA
No mundo TI Mainframe, existe uma brincadeira entre veteranos japoneses:
o apelido “Oni do JCL” é dado ao analista que arruma todo job quebrado, descobre bug impossível e ainda deixa o sistema mais rápido.
Segundo a lenda urbana corporativa, esse analista:
Dorme pouco
Toma café demais
E diz “hmm…” antes de resolver milagrosamente tudo
Se você conhece um… trate bem.
Se você é um… meus parabéns: você já tem sua máscara Oni espiritual.
🎭 CONCLUSÃO — ONI É MAIS QUE MONSTRO: É CULTURA
A máscara Oni não é só um souvenir estiloso:
é a síntese perfeita da dualidade japonesa — força, caos, humor, tradição e aquele toque lúdico que faz até o demônio ganhar carisma.
É o ABEND que assusta, mas também ensina.
É o “erro” que vira história.
É a máscara que te encara e ainda assim te convida para um saquê.
E como diríamos no z/OS:
// ONI É O JOB QUE VOCÊ RESPEITA
// E QUE O UNIVERSO TEME.**
Mono no aware é uma expressão japonesa que se refere à emoção profunda provocada pela impermanência das coisas.
Literalmente, poderia ser traduzido como “a tristeza das coisas” ou “o sentimento das coisas”, mas sua essência vai muito além da melancolia: é a sensibilidade poética de perceber que tudo passa, e que essa passagem é bela.
No Japão, o conceito permeia literatura, cinema, anime, mangá e artes visuais. Ele nos lembra que a vida não é feita de eternidade, mas de instantes — e que cada instante merece ser sentido com atenção e ternura.
🌿 A Filosofia por Trás do Mono no Aware
Transitoriedade – tudo tem fim, da primavera às flores de cerejeira, da infância à velhice.
Emoção – ao perceber que algo é efêmero, sentimos uma mistura de tristeza e beleza.
Apreciação – a consciência da impermanência nos faz valorizar o momento presente.
Aceitação – abraçar a mudança e a perda como parte natural da vida.
É diferente da tristeza ocidental que busca evitar a perda.
No mono no aware, a melancolia é um convite à contemplação, não à fuga.
🌸 Exemplos no Cotidiano e na Cultura Japonesa
Sakura (flores de cerejeira): florescem por alguns dias e caem, e sua efemeridade é celebrada em festivais.
Animes slow life: como Natsume Yūjinchō ou Aria, mostram que pequenas mudanças e despedidas trazem beleza.
Literatura clássica japonesa: Genji Monogatari explora o amor, a perda e o tempo de forma profundamente mono no aware.
🪶 Mono no Aware nos Animes
Natsume Yūjinchō – cada espírito libertado é a lembrança de que o passado é transitório e precioso.
Barakamon – a vida no interior mostra que a rotina simples, quando apreciada, é cheia de momentos únicos que não voltam.
Aria – as estações passam lentamente, e cada pôr-do-sol ou chuva é uma pequena epifania da transitoriedade.
💡 Dica Bellacosa
Para sentir mono no aware, faça como os personagens desses animes: respire, observe e aceite.
O vento que balança as folhas, o cheiro de pão fresco, uma despedida sutil — tudo é beleza porque é passageiro.
“O mono no aware nos ensina a amar o efêmero, a dançar com o tempo, e a encontrar poesia onde a vida se vai.” — Bellacosa
Bellacosa Mainfrmae apresenta Goblin Slayer parte III
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Goblin Slayer sem Mistérios — Parte III
Quando um Programador COBOL Descobre que Nem Todo Herói Enfrenta o Rei Demônio... Alguns Apenas Garantem que Segunda-feira Haverá Sistema, Salários, Luz e uma Aldeia Inteira Ainda de Pé
"A História sempre lembra quem venceu a guerra. Quase nunca lembra quem impediu que milhares de pequenas batalhas fossem perdidas antes dela começar."
Chegamos ao fim da jornada...
Se você chegou até aqui...
Provavelmente percebeu uma coisa.
Goblin Slayer jamais foi um anime comum.
Na verdade...
Talvez ele nem seja um anime sobre goblins.
Ou sobre fantasia.
Ou sobre RPG.
Ele fala sobre algo muito maior.
Responsabilidade.
A obra que dividiu o mundo
Pouquíssimos animes modernos causaram tanta discussão quanto Goblin Slayer.
Quando o primeiro episódio foi ao ar em 7 de outubro de 2018, praticamente toda a comunidade otaku dividiu-se em dois grupos.
De um lado:
"Isso é violência gratuita."
Do outro:
"Finalmente alguém mostrou que monstros realmente são monstros."
Mas existe uma terceira interpretação.
Talvez Kumo Kagyu nunca tenha desejado chocar.
Talvez ele apenas tenha recusado romantizar o horror.
Existe uma enorme diferença.
Fantasia não significa conto de fadas
Ao longo dos anos, boa parte da fantasia medieval tornou-se confortável.
Os monstros eram coloridos.
Os heróis sorriam.
Os vilões faziam discursos.
As batalhas pareciam videogames.
Goblin Slayer lembra algo que a literatura clássica nunca esqueceu.
Conan.
Elric.
Fafhrd.
Berserk.
Todos esses mundos eram perigosos.
Você podia morrer.
E, pior...
Pessoas inocentes podiam morrer.
O retorno da Sword & Sorcery
Existe uma diferença importante entre High Fantasy e Sword & Sorcery.
Na High Fantasy...
O destino do mundo está em jogo.
Na Sword & Sorcery...
O destino de uma pequena cidade já é motivo suficiente.
Goblin Slayer bebe muito mais dessa segunda tradição.
O protagonista não quer salvar o planeta.
Quer impedir que uma fazenda desapareça.
Que uma criança não fique órfã.
Que uma família complete mais um inverno.
Essa escala menor torna tudo mais humano.
A influência sobre a Dark Fantasy moderna
Seria exagero afirmar que Goblin Slayer criou a Dark Fantasy?
Sim.
Esse mérito pertence a obras muito anteriores.
Como:
Berserk
Vampire Hunter D
Guin Saga
Devilman
Bastard!!
Lodoss War (em alguns momentos)
Mas Goblin Slayer fez algo diferente.
Ele apresentou a Dark Fantasy para uma geração que cresceu cercada por isekais leves e protagonistas invencíveis.
Mostrou que ainda existia espaço para histórias onde planejamento vale mais que poder bruto.
O fenômeno dos spin-offs
Uma obra só ganha muitos derivados quando seu universo desperta curiosidade.
E isso aconteceu rapidamente.
Goblin Slayer: Year One (2017)
Provavelmente o melhor spin-off.
Mostra o protagonista aprendendo.
Errando.
Fracassando.
Construindo sua reputação.
É praticamente um manual sobre experiência.
Brand New Day (2018)
Humaniza o universo.
Mostra o cotidiano.
As pequenas aventuras.
Momentos felizes.
Algo raro numa obra tão pesada.
Dai Katana (2018/2019)
Volta aproximadamente dez anos na cronologia.
Acompanha o grupo da Sword Maiden durante a derrota do antigo Rei Demônio.
É importante porque demonstra algo curioso.
Mesmo derrotando um inimigo lendário...
Ela jamais conseguiu derrotar seus próprios traumas.
A Day in the Life (2022)
Mostra cenas simples.
Conversas.
Rotinas.
A vida continua.
Mesmo num mundo cheio de monstros.
O anime ainda contou pouca coisa
Muitos fãs não percebem.
O anime cobre apenas uma parte da história.
Até o momento tivemos:
Temporada 1 (2018) — 12 episódios
Goblin's Crown (2020) — filme
Temporada 2 (2023) — 12 episódios
Total:
24 episódios
1 filme
Enquanto isso...
A Light Novel continua muito além.
Com 16 volumes publicados até o momento.
Existe material suficiente para futuras adaptações.
As obras que caminham ao lado de Goblin Slayer
Depois do sucesso da série, muitos espectadores passaram a procurar fantasias semelhantes.
Algumas compartilham atmosfera.
Outras filosofia.
Outras construção de mundo.
Entre as mais lembradas estão:
Berserk
Grimgar: Ashes and Illusions
Claymore
Record of Lodoss War
The Faraway Paladin
Dungeon Meshi
Übel Blatt
Helck
Cada uma segue um caminho próprio.
Mas todas compartilham uma ideia.
O mundo não gira em torno do protagonista.
O protagonista precisa sobreviver ao mundo.
Curiosidades que muitos não percebem
Ninguém possui nome
É uma homenagem direta aos RPGs de mesa.
Os personagens são conhecidos por suas funções.
Como acontece em inúmeras campanhas de Dungeons & Dragons.
Os deuses jogam dados
Diversas falas mencionam que os deuses lançam dados.
Isso é praticamente Kumo Kagyu piscando para jogadores de RPG.
É como dizer:
"O Mestre acabou de fazer um teste de sorte."
Goblin Slayer nunca desperdiça equipamento
Outro detalhe brilhante.
Ele reaproveita armas inimigas.
Recupera cordas.
Conta flechas.
Economiza recursos.
Parece mais um sargento de logística do que um aventureiro.
Nenhuma magia resolve tudo
Ao contrário de muitas fantasias modernas.
A magia possui limites.
Quantidade.
Regras.
Consequências.
Isso obriga planejamento.
Os easter eggs escondidos
Quanto mais alguém conhece RPG clássico...
Mais referências encontra.
Algumas lembram:
Dungeons & Dragons
RuneQuest
Sword World
Wizardry
Dragon Quest
Ultima
Conan
Berserk
Record of Lodoss War
Não são cópias.
São homenagens.
Por que tantos adultos gostam de Goblin Slayer?
Essa talvez seja a pergunta mais interessante.
A maioria dos adolescentes admira protagonistas porque eles são poderosos.
Adultos normalmente procuram outra coisa.
Competência.
Responsabilidade.
Disciplina.
Consistência.
Goblin Slayer representa exatamente isso.
Ele não promete mudar o mundo.
Promete fazer corretamente o trabalho de hoje.
O paralelo com o Mainframe
Agora chegou o momento do nosso café.
Imagine um grande banco.
Milhões de clientes.
Bilhões de reais movimentados diariamente.
Centenas de sistemas.
Milhares de batchs.
Dezenas de milhares de jobs.
Tudo funcionando.
Quem aparece na televisão?
O novo aplicativo.
O chatbot.
A inteligência artificial.
O design moderno.
Enquanto isso...
No subsolo digital...
Existe um enorme mainframe executando COBOL.
Silenciosamente.
Sem aplausos.
Sem likes.
Sem entrevistas.
Sem influencers.
Ele apenas funciona.
Exatamente como Goblin Slayer.
O Sysprog da fantasia medieval
Pense nisso.
Quem realmente mantém aquele mundo funcionando?
Os grandes heróis?
Ou aquele homem que passa todas as noites eliminando pequenos problemas antes que eles se transformem em tragédias?
Goblin Slayer é praticamente um Sysprog.
Faz manutenção preventiva.
Monitora riscos.
Analisa incidentes.
Documenta padrões.
Conhece cada comportamento dos "bugs" — neste caso, os goblins.
Quando todos dormem...
Ele continua trabalhando.
A filosofia da manutenção preventiva
Existe uma velha frase da engenharia.
"A melhor falha é aquela que nunca aconteceu."
No mundo do mainframe isso é rotina.
Quando um IPL ocorre perfeitamente...
Ninguém comenta.
Quando um DRP nunca precisou ser acionado...
Significa sucesso.
Quando um backup jamais precisou ser restaurado...
Foi dinheiro bem investido.
Goblin Slayer pensa exatamente assim.
A melhor batalha...
É aquela vencida antes de começar.
O maior inimigo nunca foram os goblins
Depois de centenas de páginas...
Percebemos algo curioso.
Os goblins são apenas sintomas.
O verdadeiro inimigo é outro.
É a negligência.
É o excesso de confiança.
É acreditar que pequenos problemas desaparecem sozinhos.
É exatamente assim que sistemas entram em colapso.
É exatamente assim que cidades caem.
É exatamente assim que projetos fracassam.
A grande ironia
No universo de Goblin Slayer existe uma Hero.
Ela derrota o Rei Demônio.
Seu nome provavelmente ficará para sempre registrado na História.
Mas existe uma pergunta incômoda.
Quem garantiu que ainda existissem aldeias para serem salvas quando ela venceu?
A resposta é simples.
Alguém que jamais aparecerá nas canções.
A homenagem de Bellacosa Mainframe
Talvez seja por isso que esta obra conversa tão bem com profissionais veteranos.
Principalmente aqueles que trabalham em infraestrutura.
Mainframe.
Redes.
Segurança.
Banco de dados.
Sistemas operacionais.
Eles conhecem essa sensação.
Quando tudo funciona...
Ninguém lembra de você.
Quando algo falha...
Todos perguntam onde você estava.
Goblin Slayer conhece exatamente esse sentimento.
Um pequeno diálogo imaginário
Imagine uma conversa impossível.
Conan encontra Goblin Slayer.
Conan pergunta:
— "Quantos dragões você derrotou?"
Goblin Slayer responde:
— "Nenhum."
— "Então qual foi sua maior batalha?"
— "Impedir que existissem dragões suficientes para chegarem até uma cidade."
Conan sorri.
Porque finalmente encontrou alguém que entende o verdadeiro significado da palavra dever.
O último café
Agora imagine que estamos novamente na cafeteria do Bellacosa Mainframe.
Ao nosso lado existe um terminal IBM 3270.
Na parede, um mapa de aventuras de Dungeons & Dragons.
Sobre a mesa, uma Light Novel de Goblin Slayer aberta.
Ao lado dela...
Um manual do Enterprise COBOL.
À primeira vista parecem pertencer a mundos completamente diferentes.
Mas não pertencem.
Os dois contam exatamente a mesma história.
A história de profissionais que vivem longe dos holofotes.
Que trabalham enquanto todos dormem.
Que conhecem sistemas antigos melhor do que qualquer outra pessoa.
Que aprendem a não desperdiçar recursos.
Que planejam antes de agir.
Que entendem que pequenos problemas ignorados se tornam desastres gigantes.
E que descobriram, muito cedo, uma verdade que pouca gente aceita.
O maior herói quase nunca é aquele que derrota o maior inimigo.
É aquele que impede milhares de pequenas tragédias silenciosas, todos os dias, sem esperar reconhecimento.
Conclusão — O Homem que Nunca Precisou Salvar o Mundo
No final da jornada, percebemos que Goblin Slayer nunca buscou glória, títulos ou lendas. Sua missão sempre foi muito menor — e justamente por isso, muito maior.
Enquanto outros perseguiam dragões e Reis Demônios, ele escolheu enfrentar aquilo que todos consideravam insignificante. Não porque fosse mais fácil, mas porque sabia que era ali que a vida comum era decidida.
Essa é uma lição que ultrapassa o universo dos animes. Ela vale para hospitais, centrais elétricas, aeroportos, bancos, governos e data centers. Vale para administradores de sistemas, operadores, sysprogs, DBAs e programadores COBOL que mantêm, todos os dias, uma infraestrutura invisível sobre a qual repousa boa parte da sociedade moderna.
Kumo Kagyu criou muito mais do que um caçador de goblins. Criou um símbolo do profissional silencioso, disciplinado e resiliente, aquele que trabalha sem aplausos para que outros possam viver com tranquilidade.
E talvez esse seja o verdadeiro motivo de Goblin Slayer permanecer relevante anos depois de sua estreia.
Porque, no fundo, todos nós conhecemos alguém assim.
Ou, quem sabe...
Depois deste café...
Você tenha percebido que esse alguém sempre foi você.
☕Um Café no Bellacosa Mainframe
ARQUIVOS DA GUILDA • CLASSIFICAÇÃO: DARK FANTASY
Goblin Slayer sem Mistérios
O Guia Definitivo da Série Completa
Uma jornada por cronologia, psicologia, biologia, estratégia,
engenharia militar, referências culturais, simbolismos e os
segredos escondidos de Goblin Slayer.
“Quando um Programador COBOL Descobre que Grandes Obras Também
Precisam de um Mapa para Não se Perder na Dungeon.”
Goblin Slayer sem Mistérios é uma coleção especial
do Bellacosa Mainframe dedicada à análise profunda da obra criada por
Kumo Kagyu. Cada capítulo investiga uma camada diferente da franquia,
relacionando fantasia sombria, RPG de mesa, estratégia, trauma,
sobrevivência, engenharia militar e arquitetura de sistemas.
A coleção foi organizada em ordem cronológica para facilitar a leitura.
Você pode começar pela Parte I, seguir capítulo após capítulo ou utilizar
os filtros para selecionar assuntos como psicologia, goblins, táticas,
história da franquia e cultura otaku.
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mesmo quando o JavaScript estiver desativado. Isso facilita a navegação
dos leitores e a descoberta das páginas por mecanismos de busca.
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Progresso da campanha0 de 14 missões visitadas
14 capítulos encontrados
I
Introdução
Goblin Slayer sem Mistérios — Parte I
O ponto de entrada da campanha. Uma análise sobre o herói invisível
que não salva o mundo em uma única batalha, mas impede silenciosamente
que ele desmorone todos os dias.
O verdadeiro poder não está na espada, mas na constância de levantar,
preparar os equipamentos e executar diariamente o trabalho que quase
ninguém deseja assumir.
Uma reflexão sobre profissionais que projetam soluções, previnem
desastres e permanecem atrás do terminal enquanto o restante do
mundo apenas percebe que tudo continua funcionando.
Parte V — A Evolução Cronológica Completa da Franquia
Da publicação original às light novels, mangás, adaptações,
spin-offs, filme e temporadas do anime: a evolução de uma história
que cresceu release após release.
Anatomia, comportamento, adaptação, hierarquia e ecologia dos
goblins analisados como uma espécie invasora capaz de explorar
brechas e evoluir rapidamente.
Parte VII — As Referências Escondidas de Goblin Slayer
Conan, Berserk, Tolkien, Dungeons & Dragons, Sword World RPG,
literatura fantástica, mitologia e cultura pop escondidos entre
as linhas da obra de Kumo Kagyu.
Parte VIII — A Psicologia Profunda de Goblin Slayer
Trauma, hipervigilância, isolamento, necessidade de controle,
resiliência e reconstrução emocional por meio das relações que
lentamente devolvem humanidade ao protagonista.
Uma análise sobre informação, iniciativa, especialização,
probabilidades, redundância e a capacidade de pensar diversos
movimentos à frente do adversário.
Cem detalhes sobre personagens, mundo, goblins, equipamentos,
narrativa, simbolismos, RPG, produção, psicologia e estratégia
que podem passar despercebidos até pelos fãs.
O mapa da campanha: introdução, sequência recomendada, resumo dos
capítulos e orientação para explorar todas as camadas da coleção
sem se perder na dungeon.
Por Que Goblin Slayer É uma das Melhores Obras de Dark Fantasy
A conclusão da jornada, reunindo cronologia, psicologia, estratégia,
engenharia militar, simbolismos, referências culturais, construção
de mundo e impacto na cultura otaku.
A Composição do Exército Goblin em The Fate of an Adventurer
Rei Goblin, estado-maior, Champions, Shamans, arqueiros, infantaria,
Riders, logística e cadeia de comando analisados como componentes
de uma força militar organizada.
Comece pelas três primeiras partes para compreender a proposta da
série. Depois visite o Arquiteto Invisível, conheça a evolução da
franquia e aprofunde-se em biologia, referências, psicologia,
engenharia militar e estratégia.
01 Fundamentos do herói invisível
02 História e evolução da franquia
03 Biologia e organização dos goblins
04 Psicologia e simbolismos
05 Engenharia militar e estratégia
06 Segredos, guia completo e síntese final
LEITOR DA GUILDA
Visualização do capítulo
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Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
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IBM Z
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Mainframe desde 1988