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sexta-feira, 14 de março de 2014

“Filho, Você Está Bem?” — Quatro Dias em Madri Entre Atocha, Minha Mãe, Carmen e o Meu Aniversário

 

Bellacosa Mainframe e as memorias do atocha 11-3

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

“Filho, Você Está Bem?” — Quatro Dias em Madri Entre Atocha, Minha Mãe, Carmen e o Meu Aniversário

☎️ 11 a 14 de março de 2004: Atocha, mesas vazias, uma telefonista madrilena, minha mãe atravessando o Atlântico pelo telefone, Carmen, panelas nas ruas e um aniversário no meio da História

Existem datas que guardamos porque alguém escreveu que eram importantes.

E existem datas que não precisam de calendário.

Elas ficam gravadas em algum lugar diferente da memória comum.

Você lembra do ambiente.

Do cheiro.

Da televisão ligada.

De uma mesa vazia.

Do telefone tocando.

De uma voz.

E, vinte anos depois, basta abrir aquela gaveta para tudo voltar.

Para mim, 11 de março de 2004 é uma dessas datas.

Eu estava trabalhando em Madri.

Três dias depois seria meu aniversário.

Carmen estava comigo na Espanha para comemorá-lo.

O roteiro deveria ser absolutamente banal:

trabalho durante a semana, aniversário, passeio, comida, Espanha, vida normal.

Só que algum roteirista encarregado da minha existência aparentemente havia bebido vodka demais naquela semana.

Na manhã de 11 de março, Madri acordou dentro de outra realidade.


🚆 11 de março de 2004

Entre aproximadamente 7h37 e 7h40 da manhã, explosões atingiram quatro trens da rede de Cercanías de Madri.

Foram dez bombas.

Atocha.

Calle Téllez.

El Pozo.

Santa Eugenia.

O ataque deixou 193 mortos e milhares de feridos, tornando-se o atentado terrorista mais mortal da história contemporânea da Espanha. (Wikipedia)

Mas números são uma maneira muito organizada de conhecer uma tragédia.

Quem está vivendo o acontecimento não recebe uma planilha.

Recebe fragmentos.

Explosão.

Trem.

Atocha.

Mais de um trem.

Há mortos.

Quantos?

Quem?

ETA?

Não sabemos.

E então começa aquilo que retrospectivas históricas dificilmente conseguem reproduzir:

a procura.



🪑 A mesa vazia

No ambiente de trabalho, todos tínhamos passado pela mesma manhã.

Notícias.

Telefone.

Televisão.

Rádio.

Rumores.

Informações desencontradas.

E havia as mesas.

Normalmente uma cadeira vazia significa apenas:

“Fulano está atrasado.”

Naquela manhã, uma cadeira vazia tinha outro significado possível.

“Onde está fulano?”

Alguém sabia?

Ele vinha de trem?

Qual linha?

Que horário?

Já tinha telefonado?

E sicrano?

E aquela pessoa que nunca chega atrasada?

De repente, pequenos hábitos que ninguém observava tornaram-se informações importantes.

Aquela manhã transformou a empresa numa espécie de sistema improvisado de reconciliação humana.

Agentes de segurança percorriam os andares.

Havia profissionais de enfermagem.

Listas.

Nomes.

Pessoas sendo localizadas.

Uma espécie de checklist que ninguém gostaria de executar:

presente.

presente.

presente.

ainda não localizado.

presente.

Hoje sabemos exatamente o que aconteceu com aqueles trens.

Naquela hora, nós não sabíamos nem exatamente o que tinha acontecido com nossos colegas.

E existe uma diferença gigantesca entre essas duas formas de conhecimento.


🇧🇷 Enquanto isso, no Brasil...

Corta a câmera.

Oceano Atlântico.

Brasil.

Minha mãe, Dona Mercedes, estava assistindo televisão.

E então entra em cena uma instituição nacional brasileira especializada em produzir taquicardia instantânea:

o Plantão da Globo.

Quem é brasileiro e viveu aquela época provavelmente conhece o efeito daquela vinheta.

Não precisava nem ouvir a notícia.

Começava a música e o organismo imediatamente perguntava:

“Meu Deus, quem morreu?”

Dona Mercedes vê:

MADRI.

ATENTADOS.

TRENS.

ATOCHA.

E há uma informação fundamental naquele cenário:

o filho dela estava trabalhando em Madri.

Hoje a solução seria quase ridícula de tão simples.

WhatsApp.

“Filho?”

Dois tiques.

“Estou bem, mãe.”

Talvez chamada de vídeo.

Talvez localização.

Talvez uma fotografia enviada segundos depois.

Era 2004.

Minha mãe não tinha meu WhatsApp.

Não tinha minha localização.

Não tinha Teams.

Não tinha Slack.

Não tinha um mapa mostrando onde eu estava.

Pior:

ela não tinha sequer meu ramal.

Ela sabia essencialmente o nome da empresa onde eu trabalhava.

E então Dona Mercedes fez uma coisa que, até hoje, quando reconstruo passo a passo, parece uma operação clandestina de inteligência.


🕵️ Operação: localizar o filho

Primeiro, minha mãe conseguiu localizar o telefone da empresa em Madri.

Em 2004.

Poucos minutos depois de receber aquelas notícias.

Depois realizou uma ligação internacional.

A ligação chegou à Espanha.

Do outro lado apareceu uma telefonista madrilena.

Agora tente imaginar a qualidade da query que aquela mulher recebeu:

mãe brasileira aflita + português + espanhol + atentado terrorista + filho + brasileiro + informática + terceirizado + empresa grande.

Não havia:

employee_id

Não havia:

department_code

Não havia:

extension

Não havia:

corporate_email

Havia uma mãe dizendo, essencialmente:

“Meu filho trabalha aí.”

E é aqui que uma personagem que nunca conheci se tornou inesquecível para mim.

A telefonista entendeu.



☎️ A mulher que entendeu a pergunta que não estava sendo feita

Ela poderia ter respondido:

“Preciso do ramal.”

“Preciso do departamento.”

“Não posso localizar terceiros.”

“Há muitas pessoas aqui.”

“Qual o sobrenome?”

“Ligue novamente quando tiver mais informações.”

Tudo isso seria burocraticamente defensável.

Mas aquela mulher estava em Madri.

Ela também havia acordado naquela mesma manhã.

Ela sabia o que estava acontecendo na cidade.

Provavelmente também tinha amigos, colegas, parentes ou conhecidos tentando localizar pessoas.

Ela não ouviu apenas:

“Quero falar com um funcionário brasileiro.”

Ouviu o que havia por trás:

“Sou uma mãe do outro lado do oceano e preciso saber se meu filho está vivo.”

Então começou a procurar.

Brasileiro.

Informática.

Terceirizado.

Mainframe.

Alguém devia conhecer alguém.

Alguém fez uma associação.

Alguém apontou para uma área.

A telefonista conseguiu identificar um ramal próximo de onde eu provavelmente estaria.

E transferiu a ligação.


☎️ Trimmmmm...

Agora corta novamente para Madri.

Meu ambiente de trabalho.

Um telefone toca.

Não meu celular.

Não meu ramal pessoal.

Um telefone qualquer próximo.

Eu simplesmente atendo.

E do outro lado escuto uma voz em português:

“Filho, você está bem? Não aconteceu nada com você?”

Minha cabeça explodiu.

MÃE?!

Por alguns segundos, havia algo quase sobrenatural naquela ligação.

Porque eu não conhecia os passos anteriores.

Eu não tinha visto minha mãe procurando o telefone.

Não tinha acompanhado a ligação atravessando o Atlântico.

Não tinha ouvido a conversa com a telefonista.

Não tinha visto aquela mulher procurando “o brasileiro do mainframe”.

Minha experiência começou simplesmente assim:

um aparelho aleatório tocou em Madri e minha mãe estava do outro lado.

Hoje consigo reconstruir racionalmente a cadeia.

Naquele momento?

Parecia magia.


✅ Prova de vida

E então fiz uma coisa que milhares de pessoas fizeram naquele dia de maneiras diferentes:

dei prova de vida.

“Estou bem.”

Talvez poucas frases tenham carregado tanto significado com tão poucas palavras.

Do lado dela, o problema estava resolvido.

Filho localizado.

Filho vivo.

Do meu lado, alguma coisa também havia mudado.

A tragédia que até então estava espalhada pela cidade, pelas televisões, pelos trens e pelas mesas vazias acabava de atravessar o Atlântico, entrar pela voz da minha mãe e voltar para mim.

Eu estava bem.

Mas 193 famílias não receberiam aquela resposta. (Wikipedia)

Essa diferença nunca deve desaparecer da história.

Tivemos sorte.

Muita sorte.


👥 As mesas começaram a ganhar donos

Ao longo das horas, outra coisa aconteceu.

As pessoas foram sendo localizadas.

Colegas apareceram.

Alguns haviam se atrasado.

Outros simplesmente não tinham conseguido chegar.

Transportes estavam interrompidos.

A cidade estava em caos.

Mas dentro daquele pequeno universo profissional ocorreu o melhor resultado possível:

ninguém daquela equipe havia sido atingido.

As mesas vazias deixaram de significar aquilo que temíamos.

Uma por uma, voltaram a ser apenas mesas.

Existe um alívio peculiar nisso.

Não é felicidade.

Não era possível olhar para Madri naquele dia e simplesmente ficar feliz.

É outra coisa.

É descobrir que aquilo que você temeu durante algumas horas não aconteceu com aquelas pessoas que conhece.

E respirar.


🍽️ 12 de março: “ontem”

No dia seguinte, por volta das onze da manhã, estávamos juntos comendo tapas.

Essa imagem ficou comigo.

Porque demonstra uma propriedade quase absurda da vida:

o dia seguinte chega.

Mesmo depois de uma tragédia.

Você senta.

Pede comida.

Alguém toma alguma coisa.

As pessoas conversam.

Só que naquele 12 de março havia uma palavra completamente diferente sobre a mesa:

ontem.

“Ontem eu estava…”

“Ontem fulano…”

“Ontem não consegui…”

“Você soube de…”

“Disseram que…”

A História já havia adquirido pretérito.

Tinha menos de 24 horas.


❓ ETA?

Enquanto tentávamos voltar a alguma normalidade, outra história estava acontecendo.

A questão da autoria dos atentados transformou-se rapidamente em uma crise política.

O governo espanhol inicialmente apontou a ETA como principal responsável. Já durante o próprio dia 11 surgiram elementos e declarações que colocavam essa hipótese em dúvida e apontavam para terrorismo islamista; a investigação avançaria nessa direção. (Diario AS)

A Espanha estava a apenas três dias de uma eleição geral.

E uma pergunta começou a crescer:

“Estão nos dizendo tudo o que sabem?”

Independentemente das interpretações políticas posteriores, naquele momento a diferença entre aquilo que as pessoas ouviam oficialmente e as informações que começavam a surgir tornou-se combustível para uma enorme crise de confiança. Estudos e análises posteriores continuariam discutindo o peso dos atentados e da gestão das informações no resultado eleitoral de 14 de março. (Real Instituto Elcano)

Mas eu não estava lendo um estudo acadêmico.

Estava em Madri.

E Madri começou a fazer barulho.



🥁 A cidade saiu para a rua

Vieram as manifestações.

Vieram as pessoas.

Vieram as panelas.

Vieram as concentrações.

Puerta del Sol.

Ruas enchendo.

Gente chegando.

Mais gente aderindo.

Uma multidão que parecia crescer diante dos nossos olhos.

No dia 12, milhões de espanhóis participaram de manifestações contra o terrorismo em todo o país. No dia 13, véspera da votação e oficialmente jornada de reflexão eleitoral, novas mobilizações exigindo informação e transparência ocorreram em Madri e outras cidades. (Voice of America)

Há uma enorme diferença entre ler:

“milhares de pessoas se manifestaram”

e estar dentro de uma rua percebendo:

“está chegando mais gente.”

Você ouve.

Você vê.

Uma janela abre.

Alguém aparece.

Outra panela começa.

Outro grupo chega.

O som cresce.

A cidade parece adquirir um sistema nervoso coletivo.

Eu estava lá.

Carmen estava comigo.


❤️ Carmen

E esta talvez seja uma das ironias mais extraordinárias daquela semana.

Carmen tinha ido à Espanha para comemorarmos meu aniversário.

Era para ser uma dessas viagens que entram no arquivo mental chamado:

“coisas boas.”

Casal.

Madri.

Aniversário.

Passeio.

Comida.

Vida.

Em vez disso, acabamos assistindo a um país atravessar terrorismo, luto, dúvida, indignação popular e uma eleição histórica praticamente diante de nós.

É estranho pensar nisso tantos anos depois.

Existem fotografias da vida que escolhemos tirar.

E existem cenários que simplesmente aparecem atrás de nós.

Carmen estava comigo quando meu pequeno calendário pessoal colidiu violentamente com o calendário espanhol.

Porque meu aniversário era:

14 de março.



🎂 14 de março de 2004

Três dias depois de Atocha, fiz aniversário.

E a Espanha foi às urnas.

As eleições gerais já estavam programadas antes dos atentados. Naquele domingo, o PSOE de José Luis Rodríguez Zapatero venceu o Partido Popular. (Wikipedia)

Pouco tempo depois, outra consequência histórica se tornaria visível.

Zapatero havia defendido durante a campanha a retirada das tropas espanholas do Iraque caso determinadas condições relacionadas ao papel das Nações Unidas não fossem cumpridas. Em abril de 2004, já no governo, ordenou a retirada. (The Guardian)

Mas naquele domingo eu não estava pensando em escrever um livro de História.

Era meu aniversário.

Carmen estava comigo.

E, em algum lugar do Brasil, minha mãe já sabia que eu estava vivo.

É quase impossível imaginar um roteiro que colocasse tanta coisa entre os dias 11 e 14 de março sem parecer exagerado.

Mas a realidade não possui editor.


📋 PRESENTE

Depois de tantos anos, percebo que existe uma palavra que conecta toda essa história.

Presente.

Segurança percorre o andar procurando funcionários.

Vagner?

Presente.

Enfermagem verifica pessoas.

Fulano?

Presente.

Telefonista tenta localizar um brasileiro.

Encontramos.

Presente.

Dona Mercedes atravessa o Atlântico pelo telefone.

“Filho?”

Presente.

Carmen vai à Espanha para estar comigo no aniversário.

Presente.

14 de março.

Mais um ano de vida.

Presente.

Talvez seja uma palavra pequena demais para carregar tudo isso.

Mas é a que funciona.


☎️ A personagem que nunca conheci

Há presidentes, ministros, terroristas, eleições, partidos e organizações envolvidos na História do 11-M.

Todos eles estão nos livros.

Mas uma das personagens mais importantes da minha história do 11-M não aparece em nenhum deles.

Não sei o nome dela.

Não sei a idade.

Não sei como era seu rosto.

Não sei se tinha filhos.

Era uma telefonista madrilena.

Naquela manhã, uma brasileira ligou para a empresa dela falando outra língua, procurando um funcionário terceirizado sobre quem sabia pouco mais que profissão, nacionalidade e local de trabalho.

Ela poderia ter seguido o protocolo.

Preferiu compreender a pessoa.

E talvez tenha sido exatamente porque ela própria estava dentro daquela tragédia.

Naquele dia, Madri inteira estava perguntando:

“Onde está fulano?”

Minha mãe estava fazendo a mesma pergunta do outro lado do Atlântico.

A telefonista reconheceu a linguagem.


🌍 A infraestrutura que ninguém documenta

Passei a vida profissional trabalhando com sistemas.

Mainframes.

Redes.

Aplicações.

Bancos.

Processamento.

Protocolos.

Disponibilidade.

Contingência.

Sempre queremos saber como a informação chega do ponto A ao ponto B.

A ligação de Dona Mercedes também tinha uma arquitetura.

Brasil.

Telefonia internacional.

Madri.

Telefonista.

Diretório humano.

Associação.

Informática.

Terceirizado.

Brasileiro.

Mainframe.

Ramal.

Telefone.

Filho.

Mas havia uma camada que nenhum diagrama de arquitetura conseguiria representar adequadamente:

empatia.

Sem ela, a chamada provavelmente terminaria muito antes.

Talvez naquele dia a infraestrutura mais importante entre Brasil e Espanha não fosse telefônica.

Era humana.


☕ Vinte e dois anos depois

Hoje consigo olhar para aquela semana com a organização artificial que o tempo proporciona.

11 de março.

12 de março.

13 de março.

14 de março.

Atentado.

Investigações.

Manifestações.

Eleições.

Mudança de governo.

Iraque.

Tudo parece perfeitamente alinhado numa linha do tempo.

Mas não foi assim que vivemos.

Vivemos em fragmentos.

Uma notícia.

Uma cadeira vazia.

Uma lista.

Uma pessoa chegando atrasada.

Um prato de tapas.

Uma panela batendo.

Uma multidão.

Carmen.

Meu aniversário.

E um telefone.

Sobretudo um telefone.


❤️ “Filho, você está bem?”

Enquanto escrevo estas palavras, percebo que aquilo que sobreviveu mais profundamente não foi a política.

Não foi a discussão sobre ETA.

Não foi a eleição.

Não foi sequer a multidão em Puerta del Sol.

Foi a voz.

Um telefone qualquer tocando numa empresa de Madri.

Eu atendendo sem imaginar quem poderia estar do outro lado.

E então:

“Filho, você está bem? Não aconteceu nada com você?”

Vinte e dois anos depois, essa frase ainda atravessa o Atlântico.

Talvez porque agora compreenda melhor aquilo que minha mãe já sabia naquele instante.

Quando o mundo parece ter explodido e você não sabe onde está alguém que ama, todas as grandes perguntas desaparecem.

Não existe geopolítica.

Não existe eleição.

Não existe terrorismo internacional.

Não existe empresa.

Não existe oceano.

Existe apenas uma pergunta:

“Meu filho está vivo?”

Naquele 11 de março de 2004, graças a uma sequência improvável de pessoas que decidiram ajudar uma mãe que não conheciam, Dona Mercedes conseguiu sua resposta.

Sim.

Eu estava bem.

Eu estava presente.

E três dias depois, em meio a uma Espanha que votava, protestava, chorava e tentava compreender o que acabara de acontecer, completei mais um ano de vida.

Carmen estava ao meu lado.

Minha mãe sabia onde eu estava.

Meus colegas estavam vivos.

Dentro de tudo aquilo que poderia ter acontecido, tivemos um final feliz.

E talvez, depois de tantos anos, seja simplesmente isso que eu ainda queira dizer àquela telefonista madrilena cujo nome nunca soube:

Obrigado.

Você não transferiu apenas uma ligação.

Você levou uma mãe até o filho.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
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Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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