| storage mainframe cartridge e robot de leitura |
FUJIFILM Corporation e a IBM anunciaram o desenvolvimento de um sistema de armazenamento em fita nativo de 50 TB, apresentando a maior capacidade nativa de cartucho de fita de dados do mundo.
✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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Se você acha que fita magnética é coisa de museu, é porque nunca encarou um IBM 3592 JF rodando em um TS1140/TS1150 dentro de um data center que parece mais uma nave espacial do que uma sala fria.
O 3592 JF não é “backup”. Ele é arquivo corporativo, retenção legal, seguro contra ransomware e, em muitos bancos, a última linha de defesa da civilização digital.
Bem-vindo ao mundo onde dados não são deletados — são arquivados com honra.
A linhagem do IBM 3592 nasce no início dos anos 2000 como sucessor espiritual das 3490/3480.
O sufixo JF marca uma geração madura, refinada, feita para:
Ambientes z/OS heavy-duty
Integração com DFSMS/HSM
Coexistência com VTS, TS7700 e GDPS
📼 O JF é o tipo de mídia que sobrevive a mudanças de diretoria, ERPs, fusões e três modas de cloud.
Características físicas e lógicas:
📏 Formato proprietário IBM (não confundir com LTO)
💾 Capacidade nativa: ~700 GB
🗜️ Capacidade com compressão: até ~2–3 TB (dependendo do workload)
🔐 Suporte a criptografia por hardware
🧬 Servo tracking de altíssima precisão
💡 Easter egg: a densidade da fita é tão alta que um cartucho mal acondicionado “grita” no log do drive antes mesmo de falhar.
Normalmente você encontra o 3592 JF em:
🗄️ IBM TS3500 / TS4500 Tape Library
🧠 TS7700 (Virtual Tape Server) como mídia física de backend
🧾 Ambientes regulados: bancos, seguradoras, governos
Ele conversa intimamente com:
z/OS DFSMS
HSM (Hierarchical Storage Manager)
DFSMShsm Migration / Recall
Dataset criado (PS ou GDG)
Política de SMS decide: disk hoje, fita amanhã
HSM migra o dataset para fita
Catalog aponta para volume JF
Recall on-demand traz o dado de volta
Dataset volta ao disco como se nada tivesse acontecido
🧙♂️ Magia negra mainframe: a aplicação nunca sabe que o dado dormiu em fita.
O 3592 JF deixa pegadas elegantes:
SMF 14/15 – uso de fita
SMF 42 – atividades de DFSMS
SMF 94 – criptografia
Logs do TS7700 (se virtualizado)
📎 Dica Bellacosa: fita não mente. Se algo sumiu, o SMF sabe onde foi parar.
☕ Drives 3592 “acordam” antes do operador terminar o café
🔁 Uma fita JF pode sobreviver 30 anos se bem armazenada
🧯 Ransomware odeia fita — ela não monta sozinha
🎩 Cartucho com label mal escrito vira lenda urbana no CPD
✔️ Padronize nomenclatura de volumes
✔️ Nunca misture JF com JE/JB sem planejamento
✔️ Use criptografia nativa, não “caseira”
✔️ Monitore recalls excessivos (sinal de má política de HSM)
✔️ Tape não é lenta — lento é acesso mal desenhado
📖 Leia e domine:
DFSMS Storage Administration
DFSMShsm Implementation
IBM TS11xx Drive Redbooks
SMF 14/15 deep dive
🧠 Exercício clássico:
Simule migração, expiração, recall e auditoria de um dataset crítico sem que a aplicação perceba.
📜 Retenção legal (7–30 anos)
🏦 Histórico financeiro imutável
🧬 Dados médicos arquivados
🛰️ DR offline (air gap real)
📦 Data lake pré-cloud que ainda funciona
Enquanto o mundo discute se “cloud é o futuro”, o IBM 3592 JF continua fazendo o que sempre fez:
guardar o passado para proteger o futuro.
No mainframe, fita não é legado.
É estratégia.
🔥 Midnight Lunch aprovado. A fita gira, o dado dorme, o mainframer sorri.