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domingo, 18 de janeiro de 2026

Single Source of Truth (SSOT): a verdade nua, crua… e versionada

 

Bellacosa Mainframe e o conceito de single source of truth

Single Source of Truth (SSOT): a verdade nua, crua… e versionada

Se existe um conceito que todo arquiteto, analista, DBA, operador e até estagiário já ouviu — e todo mundo acha que já tem — esse conceito é o tal do Single Source of Truth.
Spoiler: quase ninguém tem de verdade. E no mainframe isso é ainda mais sagrado (e mais difícil).

Senta que lá vem história.


🧠 Origem: quando a verdade ainda cabia em um arquivo VSAM

Antes de buzzwords, cloud, data mesh e dashboards coloridos, o SSOT já existia — só não tinha nome chique.

Nos anos 60/70, no mundo IBM Mainframe, a regra era simples:

“Existe um dado oficial. O resto é cópia, relatório ou dor de cabeça.”

  • Um master file VSAM

  • Um DB2 table owner bem definido

  • Um CICS que mandava na regra de negócio

Se o saldo do cliente estava no arquivo X, qualquer outro valor estava errado, não “divergente”.

👉 Isso era SSOT by design, não por moda.


📜 Definição curta (para colar na parede da sala)

Single Source of Truth é a fonte única, autorizada e confiável de um dado, regra ou estado de negócio.

  • Não é só onde o dado está

  • É quem manda nele

  • É quem pode mudar

  • É quem responde quando dá problema

No mainframe, isso sempre foi levado a sério porque…
💸 erro de dado = dinheiro real sumindo.


🏗️ SSOT no Mainframe: raiz forte, galhos controlados

No mundo IBM Mainframe, o SSOT normalmente assume estas formas:

  • 📦 DB2 → verdade transacional

  • 📁 VSAM KSDS/ESDS → registros mestres históricos

  • 🧠 CICS → verdade das regras online

  • 📊 SMF/RMF → verdade operacional

  • 🔐 RACF → verdade de segurança (e ponto final)

E aqui vai a regra de ouro, estilo Bellacosa:

Se dois sistemas “mandam” no mesmo dado… nenhum manda.


⚠️ O problema moderno: todo mundo quer sua própria verdade

Com a chegada de:

  • Data Lakes

  • BI Self-Service

  • Microservices

  • Replicações near-real-time

  • APIs para tudo

Nasceu o monstro de três cabeças:

🧟 A Verdade Paralela
🧟 A Verdade de Cache
🧟 A Verdade do PowerPoint

Cada área passa a ter:

  • “Meu dado”

  • “Meu relatório”

  • “Minha métrica”

E quando os números não batem…

👉 a culpa é do mainframe, claro 😏


🧩 Formatos de SSOT (sim, existem vários)

1️⃣ SSOT Transacional

  • Fonte: DB2 / CICS

  • Uso: sistemas core

  • Alta integridade

  • Baixa tolerância a erro

💡 Mainframe é rei aqui.


2️⃣ SSOT Analítico

  • Fonte: DW / Lakehouse

  • Uso: BI, KPIs

  • Risco: latência e transformação

⚠️ Não confundir com verdade operacional.


3️⃣ SSOT de Configuração

  • Fonte: repositórios únicos

  • Ex: parâmetros, tabelas de domínio

🧨 Dica: tabela “copiada” em cada sistema não é SSOT.


4️⃣ SSOT de Governança

  • Catálogos de dados

  • Data lineage

  • Glossário corporativo

📚 Onde a verdade é documentada, não só armazenada.


🛠️ Dicas práticas (da trincheira, não do slide)

✔️ Defina ownership real

“Quem acorda às 3h da manhã se der erro?”

✔️ Separe dado de consumo

  • Origem ≠ réplica ≠ cache

✔️ Documente a verdade

  • Se não está escrito, vira lenda urbana.

✔️ Controle quem escreve

  • Ler é democrático. Escrever não.

✔️ Mainframe como âncora

  • Sistemas modernos orbitam. O core não flutua.


💣 Riscos clássicos (a lista da vergonha)

  • ❌ Duas bases “oficiais”

  • ❌ ETL que “corrige” dado

  • ❌ BI explicando divergência em reunião

  • ❌ Regra de negócio fora do core

  • ❌ “É só um relatório…”

⚠️ Relatório nunca é inocente.


🧪 Curiosidades & Easter Eggs

🥚 Easter Egg #1

Muitos sistemas “modernos” recriam SSOT… e descobrem 30 anos depois o que o CICS já fazia.

🥚 Easter Egg #2

RACF é um dos SSOTs mais respeitados da empresa — ninguém questiona.

🥚 Easter Egg #3

O termo SSOT ficou famoso com BI, mas nasceu no batch noturno.


🧠 Reflexão final (El Jefe mode ON)

SSOT não é tecnologia.
É disciplina organizacional.

Você pode ter:

  • Cloud

  • Kafka

  • Lakehouse

  • AI

  • Dashboard bonito

Mas se não souber qual dado é o oficial

👉 Você só tem várias mentiras bem organizadas.


☕🌙 Midnight Lunch Thought
No fim do dia (ou da madrugada):
quem controla a verdade controla o sistema.
E historicamente…
o mainframe sempre soube disso.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

📘 REPOST: CICS Command Level para padawans

 

CICS Command Level for Padawans


📘 CICS Command Level para padawans

Um guia passo a passo para entender o que é CICS, aprender e planejar um roteiro de estudos com o orquestrador do online em Mainframe.

#ibm #mainframe #cobol #cics #t3270 #vsam #bms #ksds #esds #ceda #ceci #cemt 


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sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Conheça a Stack Mainframe

Bem-vindo a Stack Mainframe, aprenda COBOL #ibm #mainframe #cobol #cics #db2 #sdsf #jes2 #job #jcl #rexx #qsam #vsam

sábado, 20 de julho de 2024

Road Map para Aprender Mainframe

O que um jovem padawan deve aprender para ser um especialista na Stack Mainframe. Um caminho com inúmeras possibilidades, requer esforço e dedicação, porém os frutos condizem ao esforço. Descubra o z/OS, codifique em COBOL, crie queries no SQL DB2 e vá além. #ibm #mainframe #cobol #cics #db2 #jcl #sdsf #qsam #vsam #query #sql #etl #jobs #procs #jes2 #lpar #sysplex

sábado, 13 de abril de 2024

Conheça unidade de armazenamento CARTRIDGE Storage


A
storage mainframe cartridge e robot de leitura

FUJIFILM Corporation e a IBM anunciaram o desenvolvimento de um sistema de armazenamento em fita nativo de 50 TB, apresentando a maior capacidade nativa de cartucho de fita de dados do mundo.




 

segunda-feira, 8 de abril de 2024

O COBOL em sua primeira reunião

Codasyl em 1959 o pontapé inicial do COBOL



Em 08 de Abril de 1959, foi dado o pontapé inicial da criação do COBOL. Muita coisa aconteceu desde então, surgiu o armazenamento em cartão perfurado, tape, disco e cartridge, surgiram o qsam, vsam, db2. Acompanhe-nos e descubra mais

sexta-feira, 8 de julho de 2011

🔥 File Handling no CICS

 


🔥 File Handling no CICS



☕ Midnight Lunch, arquivo aberto e o NOTFND clássico

12h55.
A transação entra.
O operador olha o console.
Você já sabe o final:

NOTFND

E alguém pergunta, com a serenidade de quem já sofreu:

“Esse arquivo está OPEN?”

Hoje o prato principal é File Handling no CICS — VSAM, controle de concorrência, comandos, erros clássicos e aquela sabedoria que só o mainframe ensina com dor.


🏛️ História: arquivos online antes do “real-time” virar moda

Antes de:

  • NoSQL

  • APIs

  • Microservices

o CICS já fazia acesso concorrente a arquivos VSAM, com controle transacional, locking fino e integridade garantida.

📌 File Handling no CICS é um tratado de engenharia.


🧠 Conceito essencial (grave isso)

Arquivo no CICS não é batch
Cada READ é uma negociação com o sistema

Aqui não existe “abre, lê tudo e fecha”.


📂 Tipos de arquivos usados no CICS

📌 VSAM KSDS

  • O mais comum

  • Acesso direto por chave

  • Ideal para online

📌 VSAM ESDS

  • Acesso sequencial

  • Muito usado para log

📌 VSAM RRDS

  • Acesso relativo

  • Menos comum, mas existe

📌 Se não é VSAM, pense duas vezes antes de usar no CICS.


🛠️ Principais comandos de File Handling

🔹 READ

Lê um registro por chave ou sequencial.

EXEC CICS READ FILE('ARQCLI') INTO(WS-REG) RIDFLD(WS-CHAVE) RESP(WS-RESP) END-EXEC.

🔹 WRITE

Inclui novo registro.

EXEC CICS WRITE FILE('ARQCLI') FROM(WS-REG) RIDFLD(WS-CHAVE) END-EXEC.

🔹 REWRITE

Atualiza registro existente.

EXEC CICS REWRITE FILE('ARQCLI') FROM(WS-REG) END-EXEC.

🔹 DELETE

Remove registro.

EXEC CICS DELETE FILE('ARQCLI') RIDFLD(WS-CHAVE) END-EXEC.

🔐 Concorrência e locking (onde mora o perigo)

READ com UPDATE

  • Bloqueia o registro

  • Exige REWRITE ou DELETE depois

READ sem UPDATE

  • Leitura limpa

  • Sem lock

📌 UPDATE sem REWRITE é pecado capital.


🧠 File Handling e transação (UOW)

CICS garante:

  • Atomicidade

  • Consistência

  • Rollback automático em caso de abend

Se a task cai:

  • Updates não commitados voltam

  • Locks são liberados

📌 CICS faz isso há décadas.


⚠️ Erros clássicos (easter eggs)

🐣 NOTFND tratado como erro fatal
🐣 DUPREC em produção às 14h
🐣 READ UPDATE esquecido (deadlock)
🐣 Arquivo fechado no CICS

🐣 DELETE sem validar dependências

🐣 Ignorar RESP1 / RESP2

📌 Todo file handling errado vira incidente.


🛠️ Passo a passo Bellacosa (fluxo seguro)

Defina intenção (ler ou alterar)

1️⃣ READ sem UPDATE para validar
2️⃣ READ UPDATE se for alterar
3️⃣ Tratar NOTFND e DUPREC
4️⃣ REWRITE ou DELETE imediatamente
5️⃣ Logar erros relevantes

📌 Lock curto é sinal de maturidade.


📦 Integração com Recovery

  • Arquivos participam da UOW

  • Backout automático se houver erro

  • Logs garantem consistência

📌 CICS é ACID antes do termo existir.


📦 Integração com TSQ, TDQ e logs

Boas práticas:

  • TSQ para staging temporário

  • TDQ para auditoria de alterações

  • Log funcional separado de log técnico

📌 Arquivo sem log é auditoria esperando desastre.


📚 Guia de estudo para mainframers

Estude com carinho:

  • VSAM internals

  • CICS File Control

  • Locking e ENQ/DEQ

  • RESP / RESP2

  • Recovery e backout

  • CEMT I FILE

📖 Manual essencial: CICS File Control Guide


🤓 Curiosidades de boteco mainframe

🍺 CICS controla lock em nível de registro
🍺 Muitos sistemas ainda usam ESDS como log
🍺 RRDS quase ninguém usa, mas ele está lá
🍺 Já vi READ UPDATE sem REWRITE travar região inteira

🍺 KSDS já sustentou banco inteiro
🍺 READ UPDATE mal usado é vilão silencioso
🍺 CICS libera lock até em abend (milagre técnico)
🍺 Já vi arquivo “perfeito” virar gargalo por lógica ruim


💬 Comentário El Jefe Midnight Lunch

“Arquivo em CICS é compromisso.
Leu com UPDATE? Case e honre.”

        “Arquivo não trava sistema.

        Programador que segura lock, sim.” 


🚀 Aplicações reais hoje

  • Core bancário

  • Cadastro de clientes

  • Processamento de seguros

  • Sistemas governamentais

  • Plataformas 24x7 

  • Sistemas de pagamento

  • Seguros e previdência

  • Governo e utilities

  • Ambientes híbridos VSAM + DB2


🎯 Conclusão Bellacosa

File Handling no CICS é simples na sintaxe
e profundo no impacto.

É disciplina, tempo e respeito à concorrência.

Quem domina:

  • Evita deadlock

  • Mantém integridade

  • Ganha confiança do ambiente

🔥 Arquivo mal tratado não perdoa.

🔥 CICS não é lento. Lento é o desenho errado.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

🧱 IBM Mainframe Storage Management no z/OS

Bellacosa Mainframe apresenta Storage Management no IBM z/OS



🧱 IBM Mainframe Storage Management no z/OS

DFSMS, SMS x non-SMS, ISMF, ACS, DASD, TAPE, JCL, VSAM, PS e PO

O disco não é só espaço. É política, disciplina e sobrevivência.


☕ Introdução – Quando o disco manda mais que o código

Todo mainframe nasce vazio.
Nenhum COBOL roda, nenhum CICS responde, nenhum batch fecha balanço sem que alguém tenha decidido onde os dados vão morar.

E é aqui que muita gente erra:

“Ah, storage é só pedir espaço no JCL…”

❌ Errado.
No IBM Mainframe, storage é governança, automação, história, política corporativa e, muitas vezes, briga silenciosa entre times.

Este artigo é para você que:

  • Já sofreu com SMS override

  • Já ouviu “o ACS mandou”

  • Já viu dataset ir parar num disco que você nem sabia que existia

  • Ou ainda acha que VOL=SER ainda manda em tudo

Senta, pega o café, que a aula começa agora.


🏛️ Origem e História – Do ferro bruto ao cérebro automático

📼 Anos 60–70: tudo era manual

  • Disco era caro

  • Poucos volumes

  • Programador escolhia tudo

  • Erro humano era rotina

💣 Anos 80: o caos

  • Explosão de dados

  • Batch gigante

  • Fragmentação absurda

  • Discos cheios às 03:00 da manhã

🧠 Anos 90: nasce o DFSMS

A IBM percebeu:

“Não dá para deixar cada programador decidir disco.”

Surge o DFSMS (Data Facility Storage Management Subsystem).

Objetivo:

  • Padronizar

  • Automatizar

  • Controlar

  • Evitar desastre operacional

📌 DFSMS não é luxo. É resposta ao caos.


🧠 DFSMS – O cérebro do armazenamento no z/OS

DFSMS é:

  • Parte nativa do z/OS

  • Gerente de dados

  • Juiz das decisões de disco

  • Guarda-costas da infraestrutura

Ele cuida de:

  • DASD

  • TAPE

  • Migração

  • Backup

  • Alocação

  • Performance

  • Disponibilidade


💽 DASD – O chão onde tudo pisa

DASD = Direct Access Storage Device

Tradução Bellacosa:

“É o HD do mainframe, só que sério.”

Tudo mora em DASD:

  • z/OS

  • SYS1

  • Aplicações

  • VSAM

  • Logs

  • Catálogos

📌 Volume = Disco = DASD

Exemplos reais:

PRD001
TSO123
CICS45

📼 TAPE – O ancião que ainda reina

Muita gente subestima, mas:

  • Tape é barato

  • Tape é denso

  • Tape é confiável

  • Tape é rei do backup

DFSMS controla:

  • Migração HSM

  • Recall automático

  • Arquivamento

📌 Easter egg:
Muitos bancos ainda têm dados mais velhos que o programador, morando felizes em fita.


🧩 SMS x non-SMS – O conflito eterno

🔴 Non-SMS (old school)

Você manda:

  • VOL=SER

  • SPACE

  • UNIT

Vantagem:

  • Controle total

Desvantagem:

  • Risco total

📌 Hoje: usado só em casos muito específicos.


🟢 SMS-Managed (mundo real)

O sistema manda.

Você pede:

  • Nome do dataset

O SMS decide:

  • Onde fica

  • Quanto espaço

  • Performance

  • Migração

📌 Naming convention é lei.


🧬 ACS – O código que manda mais que o JCL

ACS Routine = cérebro do SMS

Ela decide:

  • Data Class

  • Storage Class

  • Storage Group

Baseado em:

  • Nome do dataset

  • Usuário

  • Programa

  • Ambiente

Exemplo simplificado:

IF &DSN = 'PRD.*'
   SET &STORCLAS = 'HIGH'

💣 Easter egg cruel:

Você pode pedir CYL(1000).
O ACS pode te dar TRK(10).
E ainda sorrir.


🖥️ ISMF – Onde o poder mora

ISMF = Interactive Storage Management Facility

Ferramenta do:

  • Storage admin

  • Infra

  • Arquitetura

Aqui você vê:

  • Volumes

  • Classes

  • Storage Groups

  • ACS

  • Espaço real

📌 Programador geralmente não entra aqui.


🧱 Data Class – O DNA do dataset

Define:

  • RECFM (FB, VB…)

  • LRECL

  • DSORG

Exemplo:

RECFM=FB
LRECL=80
DSORG=PS

📌 Template padrão corporativo.


🚀 Storage Class – Performance e SLA

Define:

  • Prioridade

  • Backup

  • Migração

  • Disponibilidade

📌 Onde o negócio fala mais alto que o código.


🗄️ Storage Group – O endereço físico

  • Conjunto de volumes

  • Abstração total

  • Usuário não escolhe disco

📌 Você não precisa saber qual disco.
📌 O SMS sabe.


📂 Tipos de Data Set – PS, PO, VSAM

📄 PS (Sequential)

  • Batch

  • Relatórios

  • Entrada/Saída simples


📚 PO / PDS / PDSE

  • Código

  • JCL

  • Copybooks

📌 PDSE > PDS (sempre que possível).


🧬 VSAM

  • KSDS

  • ESDS

  • RRDS

Alta performance, alta complexidade.

📌 VSAM mal dimensionado = pesadelo.


📜 JCL x DFSMS – Quem manda?

JCL pede.
DFSMS decide.

Exemplo clássico:

SPACE=(CYL,(100,50))

Resultado:

SPACE=(TRK,(10,5))

Mensagem:

“Some attributes were overridden by ACS routine.”

📌 Tradução:

“Você tentou. Eu mandei.”


🧪 Passo a passo prático (vida real)

  1. Dataset criado

  2. ACS roda

  3. Classes atribuídas

  4. Volume escolhido

  5. Espaço ajustado

  6. Catálogo atualizado

Tudo automático.


🧙‍♂️ Dicas Bellacosa Mainframe

✔ Naming convention é tudo
✔ Nunca confie só no JCL
✔ Leia o ACS antes de reclamar
✔ ISMF é seu melhor amigo
✔ Storage admin é aliado, não inimigo
✔ PDSE sempre que possível
✔ VSAM exige respeito


🥚 Easter Eggs & Curiosidades

🥚 Existem ACS routines com 20+ anos em produção
🥚 Já houve banco parado porque alguém mexeu no ACS sem change
🥚 Muitos datasets “fantasmas” existem só porque ninguém sabe quem usa
🥚 Tape ainda salva mais empresa que cloud hype


☕ Conclusão – A frase que resume tudo

“No mainframe, código faz o sistema funcionar.
Storage faz o negócio sobreviver.”

Se quiser, posso:

  • 📚 Transformar isso em curso

  • 🧪 Criar labs práticos

  • 🎓 Adaptar para aula corporativa

  • 🔐 Criar versão bancária real

  • 📊 Montar mapa mental DFSMS

Só chamar.
O café está quente ☕🖥️


domingo, 3 de outubro de 2010

💽 Tracks, Cilindros e DASD no IBM Mainframe

Bellacosa Mainframe Storage e DASD 3390



💽 Tracks, Cilindros e DASD no IBM Mainframe

Arquitetura, não nostalgia

“O mainframe não mede storage em tracks e cilindros porque é antigo.
Ele faz isso porque sabe exatamente o que está fazendo.”


1️⃣ A origem da filosofia: quando hardware importava (e ainda importa)

Desde os primórdios do IBM System/360 (1964), o mainframe foi projetado com um princípio inegociável:

👉 Controle total do I/O

Naquela época:

  • Disco era caro

  • CPU era valiosa

  • I/O era o gargalo

💡 Conclusão da IBM:

“Se o gargalo é I/O, precisamos dominar o disco até o último detalhe físico.”

Assim nascem os conceitos de:

  • Track

  • Cilindro

  • Bloco

  • Extent

Nada disso é acaso. É engenharia.


2️⃣ O que é um TRACK (pista) – o átomo do DASD

📀 Track é:

  • Uma circunferência física no platter do disco

  • Unidade mínima de alocação real

  • Otimizada para leitura e escrita sequencial

Características importantes:

  • Contém um ou mais blocos

  • O tamanho em bytes não é fixo

  • Depende de:

    • Dataset (PS, PO, VSAM)

    • BLKSIZE

    • Tipo de acesso

📏 Referência clássica (3390):

  • ≈ 56 KB por track (didático, não absoluto)

🧪 Easter egg técnico:

Mesmo quando você pede espaço em MB,
o DFSMS converte tudo para tracks internamente 😎


3️⃣ O que é um CILINDRO – o segredo da performance

🛢️ Cilindro =
Conjunto de tracks alinhados verticalmente em todos os pratos do disco.

Por que isso é genial?

  • O braço do disco não precisa se mover

  • Menos seek

  • Mais throughput

  • Menos latência

📌 Em mainframe:

Performance não é pico, é constância.


IBM HD 3390

4️⃣ Modelos clássicos de DASD IBM (história viva)

📦 IBM 2311 / 2314

  • Anos 60 / 70

  • Discos removíveis

  • Origem dos conceitos de cilindro

📦 IBM 3330 – “Merlin”

  • Gigante físico

  • Primeiro “big storage”

📦 IBM 3380

  • Alta densidade

  • Base para sistemas bancários dos anos 80

📦 IBM 3390 (o eterno)

  • Padrão até hoje (logicamente)

  • Modelos:

    • 3390-3 (~2,8 GB)

    • 3390-9 (~8,4 GB)

  • Referência de cálculo de tracks/cilindros

📦 DS8000 (atual)

  • Storage virtualizado

  • Cache massivo

  • Flash

  • Mas… emula 3390
    😏

O mainframe moderniza sem quebrar o passado.


5️⃣ Evolução: do ferro ao virtual (sem perder o controle)

Hoje:

  • Não existe mais “disco girando” como antes

  • Temos:

    • Cache

    • Flash

    • Virtualização

    • Striping interno

Mas o z/OS continua falando em:

  • Track

  • Cilindro

  • Extent

💡 Por quê?

Porque:

  • SMF mede I/O em tracks

  • WLM calcula impacto por volume

  • SMS aloca espaço físico previsível

  • Batch depende disso


6️⃣ Alocação no dia a dia (JCL raiz)

Exemplo clássico:

//ARQ1 DD DSN=MEU.ARQUIVO,
//         DISP=(NEW,CATLG,DELETE),
//         SPACE=(CYL,(10,5),RLSE),
//         DCB=(RECFM=FB,LRECL=80,BLKSIZE=0)

📌 Tradução para o padawan:

  • 10 cilindros primários

  • 5 cilindros secundários

  • Espaço real

  • Custo previsível

  • Impacto conhecido


7️⃣ Performance: onde o mainframe humilha

Linux / Unix:

  • Você pede “10 GB”

  • O filesystem decide tudo

  • Fragmentação invisível

  • Latência variável

Mainframe:

  • Você define:

    • Onde

    • Quanto

    • Como cresce

  • O sistema sabe:

    • Quantos seeks

    • Quantos tracks

    • Quanto I/O será gerado

📊 Resultado:

  • SLA calculável

  • Batch que termina no horário

  • Sistema que envelhece bem


8️⃣ Uso prático: quem realmente se beneficia disso?

🏦 Bancos
✈️ Companhias aéreas
🏛️ Governos
💳 Clearing e pagamentos
📊 BI batch massivo

Onde:

  • Erro não é opção

  • Retry não existe

  • Previsibilidade é rei


9️⃣ Curiosidades e Easter Eggs de mainframer

🧠 Você sabia?

  • SPACE=(TRK,…) ainda é usado em sistemas críticos

  • VSAM define espaço em CI/CA, mas mapeia para tracks

  • SMF Type 42 mede EXCP por dataset

  • EAV permite volumes gigantes, mas o cálculo continua físico

  • O termo DASD é mais velho que “storage” 😄


🔚 Conclusão Bellacosa Mainframe ☕

Falar de tracks e cilindros não é nostalgia.
É respeito à física, engenharia de verdade e responsabilidade operacional.

“Mainframe não abstrai o problema.
Ele encara o problema de frente.”

E é por isso que, décadas depois,
ele ainda roda o mundo.