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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

☕ EXECIO no REXX Mainframe O canivete suíço de I/O que todo mundo usa… e quase ninguém respeita

 



EXECIO no REXX Mainframe

O canivete suíço de I/O que todo mundo usa… e quase ninguém respeita

“Quando o REXX toca no disco, o EXECIO está por trás.
E quando o disco fica lento, geralmente é culpa de quem não entendeu o EXECIO.”




🧠 Introdução – Onde o REXX encontra o mundo real

REXX é excelente para controle, decisão e orquestração.
Mas em algum momento ele precisa fazer o que todo batch faz desde 1964:

👉 Ler dados
👉 Escrever dados

É aí que entra o EXECIO.

Simples no nome.
Perigoso no impacto.


🕰️ Origem histórica – Por que o EXECIO nasceu?

Antes do EXECIO:

  • REXX era fortemente interativo

  • I/O era dependente de comandos externos

  • Ler arquivos sequenciais era lento e improvisado

Com a popularização do REXX no TSO/E e no batch, a IBM precisava de:

  • Um método padrão

  • Um comando eficiente

  • Compatível com DDNAME

  • Funcional tanto em TSO quanto em batch

Assim nasceu o EXECIO, no final dos anos 80, como ponte direta entre:

REXX ⇄ QSAM ⇄ MVS


📜 O que é EXECIO?

EXECIO é o comando REXX responsável por:

  • Ler registros de um DDNAME

  • Escrever registros em um DDNAME

  • Transferir dados entre datasets e variáveis REXX

Ele trabalha sempre com:

  • DDNAME alocado

  • Registros sequenciais

  • Stem variables


🧪 Sintaxe essencial

EXECIO <quantidade> DISKR <ddname> (STEM var. EXECIO <quantidade> DISKW <ddname> (STEM var.

Exemplo básico:

EXECIO * DISKR SYSIN (STEM linhas.

Aqui:

  • * = todas as linhas

  • DISKR = leitura

  • SYSIN = DDNAME

  • linhas. = onde os dados vão morar


🧩 Curiosidades que pouca gente comenta

🧩 1. EXECIO não entende “arquivo”

Ele entende DDNAME.

Se o DDNAME não existe:

  • RC pode ser enganoso

  • O erro aparece em mensagem

  • GETMSG vira obrigatório


🧩 2. EXECIO * carrega tudo na memória

EXECIO * DISKR BIGFILE (STEM big.

Se o arquivo tem:

  • 10 mil linhas → ok

  • 1 milhão → boa sorte

EXECIO * é confortável… até não ser.


🧩 3. A variável .0 manda mais que você

Após leitura:

say linhas.0

Ela contém quantos registros foram lidos.

Ignorar .0 é convite a loop errado.


🥚 Easter Eggs técnicos

🥚 1. Leitura parcial estratégica

EXECIO 1 DISKR INDD (STEM linha.

Ótimo para:

  • Ler cabeçalhos

  • Identificar layout

  • Decidir processamento sem ler tudo


🥚 2. EXECIO + Data Stack

É possível combinar:

  • EXECIO

  • PUSH / QUEUE

  • PARSE PULL

Criando pipelines “à moda antiga”.


🥚 3. EXECIO em SYSREXX

No batch, EXECIO:

  • Roda sem terminal

  • Depende totalmente do JCL

  • É mais rápido

  • É mais perigoso


🧠 Exemplo prático – Batch inteligente

EXECIO * DISKR INPUT (STEM in. DO i = 1 TO in.0 IF POS('ERRO', in.i) > 0 THEN DO SAY 'Erro detectado na linha' i EXIT 8 END END EXECIO in.0 DISKW OUTPUT (STEM in.

Esse REXX:

  • Analisa

  • Decide

  • Escreve

Tudo antes do COBOL rodar.


⚠️ Riscos reais do EXECIO

  • Arquivo grande → consumo de memória

  • DISKW sem controle → overwrite silencioso

  • DISKR sem validação → loop infinito

  • Falta de fechamento → dados inconsistentes

Boa prática Jedi

EXECIO 0 DISKW OUTDD

Força flush e fechamento correto.


🛡️ EXECIO e segurança

EXECIO respeita:

  • RACF

  • Permissões de dataset

  • Contexto do job

Mas:

REXX que escreve dados é tão poderoso quanto um utility IBM.

Controle de acesso é obrigatório.


☕ Comentário Bellacosa Mainframe

O EXECIO é o momento em que:

  • O REXX deixa de ser “script”

  • E passa a mexer em dados corporativos

Quem trata EXECIO como “detalhe”:

  • Cria batch frágil

  • Gera incidentes silenciosos

  • Descobre o erro em produção

EXECIO não é comando.
É compromisso com o dado.


🧠 Frase final para colar no monitor

Se o REXX leu, ele é responsável.
Se escreveu, ele é culpado até prova em contrário.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Conheça a Stack Mainframe

Bem-vindo a Stack Mainframe, aprenda COBOL #ibm #mainframe #cobol #cics #db2 #sdsf #jes2 #job #jcl #rexx #qsam #vsam

sábado, 20 de julho de 2024

Road Map para Aprender Mainframe

O que um jovem padawan deve aprender para ser um especialista na Stack Mainframe. Um caminho com inúmeras possibilidades, requer esforço e dedicação, porém os frutos condizem ao esforço. Descubra o z/OS, codifique em COBOL, crie queries no SQL DB2 e vá além. #ibm #mainframe #cobol #cics #db2 #jcl #sdsf #qsam #vsam #query #sql #etl #jobs #procs #jes2 #lpar #sysplex

sábado, 13 de abril de 2024

Conheça unidade de armazenamento CARTRIDGE Storage


A
storage mainframe cartridge e robot de leitura

FUJIFILM Corporation e a IBM anunciaram o desenvolvimento de um sistema de armazenamento em fita nativo de 50 TB, apresentando a maior capacidade nativa de cartucho de fita de dados do mundo.




 

segunda-feira, 8 de abril de 2024

O COBOL em sua primeira reunião

Codasyl em 1959 o pontapé inicial do COBOL



Em 08 de Abril de 1959, foi dado o pontapé inicial da criação do COBOL. Muita coisa aconteceu desde então, surgiu o armazenamento em cartão perfurado, tape, disco e cartridge, surgiram o qsam, vsam, db2. Acompanhe-nos e descubra mais

domingo, 3 de outubro de 2010

💽 Tracks, Cilindros e DASD no IBM Mainframe

Bellacosa Mainframe Storage e DASD 3390



💽 Tracks, Cilindros e DASD no IBM Mainframe

Arquitetura, não nostalgia

“O mainframe não mede storage em tracks e cilindros porque é antigo.
Ele faz isso porque sabe exatamente o que está fazendo.”


1️⃣ A origem da filosofia: quando hardware importava (e ainda importa)

Desde os primórdios do IBM System/360 (1964), o mainframe foi projetado com um princípio inegociável:

👉 Controle total do I/O

Naquela época:

  • Disco era caro

  • CPU era valiosa

  • I/O era o gargalo

💡 Conclusão da IBM:

“Se o gargalo é I/O, precisamos dominar o disco até o último detalhe físico.”

Assim nascem os conceitos de:

  • Track

  • Cilindro

  • Bloco

  • Extent

Nada disso é acaso. É engenharia.


2️⃣ O que é um TRACK (pista) – o átomo do DASD

📀 Track é:

  • Uma circunferência física no platter do disco

  • Unidade mínima de alocação real

  • Otimizada para leitura e escrita sequencial

Características importantes:

  • Contém um ou mais blocos

  • O tamanho em bytes não é fixo

  • Depende de:

    • Dataset (PS, PO, VSAM)

    • BLKSIZE

    • Tipo de acesso

📏 Referência clássica (3390):

  • ≈ 56 KB por track (didático, não absoluto)

🧪 Easter egg técnico:

Mesmo quando você pede espaço em MB,
o DFSMS converte tudo para tracks internamente 😎


3️⃣ O que é um CILINDRO – o segredo da performance

🛢️ Cilindro =
Conjunto de tracks alinhados verticalmente em todos os pratos do disco.

Por que isso é genial?

  • O braço do disco não precisa se mover

  • Menos seek

  • Mais throughput

  • Menos latência

📌 Em mainframe:

Performance não é pico, é constância.


IBM HD 3390

4️⃣ Modelos clássicos de DASD IBM (história viva)

📦 IBM 2311 / 2314

  • Anos 60 / 70

  • Discos removíveis

  • Origem dos conceitos de cilindro

📦 IBM 3330 – “Merlin”

  • Gigante físico

  • Primeiro “big storage”

📦 IBM 3380

  • Alta densidade

  • Base para sistemas bancários dos anos 80

📦 IBM 3390 (o eterno)

  • Padrão até hoje (logicamente)

  • Modelos:

    • 3390-3 (~2,8 GB)

    • 3390-9 (~8,4 GB)

  • Referência de cálculo de tracks/cilindros

📦 DS8000 (atual)

  • Storage virtualizado

  • Cache massivo

  • Flash

  • Mas… emula 3390
    😏

O mainframe moderniza sem quebrar o passado.


5️⃣ Evolução: do ferro ao virtual (sem perder o controle)

Hoje:

  • Não existe mais “disco girando” como antes

  • Temos:

    • Cache

    • Flash

    • Virtualização

    • Striping interno

Mas o z/OS continua falando em:

  • Track

  • Cilindro

  • Extent

💡 Por quê?

Porque:

  • SMF mede I/O em tracks

  • WLM calcula impacto por volume

  • SMS aloca espaço físico previsível

  • Batch depende disso


6️⃣ Alocação no dia a dia (JCL raiz)

Exemplo clássico:

//ARQ1 DD DSN=MEU.ARQUIVO,
//         DISP=(NEW,CATLG,DELETE),
//         SPACE=(CYL,(10,5),RLSE),
//         DCB=(RECFM=FB,LRECL=80,BLKSIZE=0)

📌 Tradução para o padawan:

  • 10 cilindros primários

  • 5 cilindros secundários

  • Espaço real

  • Custo previsível

  • Impacto conhecido


7️⃣ Performance: onde o mainframe humilha

Linux / Unix:

  • Você pede “10 GB”

  • O filesystem decide tudo

  • Fragmentação invisível

  • Latência variável

Mainframe:

  • Você define:

    • Onde

    • Quanto

    • Como cresce

  • O sistema sabe:

    • Quantos seeks

    • Quantos tracks

    • Quanto I/O será gerado

📊 Resultado:

  • SLA calculável

  • Batch que termina no horário

  • Sistema que envelhece bem


8️⃣ Uso prático: quem realmente se beneficia disso?

🏦 Bancos
✈️ Companhias aéreas
🏛️ Governos
💳 Clearing e pagamentos
📊 BI batch massivo

Onde:

  • Erro não é opção

  • Retry não existe

  • Previsibilidade é rei


9️⃣ Curiosidades e Easter Eggs de mainframer

🧠 Você sabia?

  • SPACE=(TRK,…) ainda é usado em sistemas críticos

  • VSAM define espaço em CI/CA, mas mapeia para tracks

  • SMF Type 42 mede EXCP por dataset

  • EAV permite volumes gigantes, mas o cálculo continua físico

  • O termo DASD é mais velho que “storage” 😄


🔚 Conclusão Bellacosa Mainframe ☕

Falar de tracks e cilindros não é nostalgia.
É respeito à física, engenharia de verdade e responsabilidade operacional.

“Mainframe não abstrai o problema.
Ele encara o problema de frente.”

E é por isso que, décadas depois,
ele ainda roda o mundo.