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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

🔥 IBM 3592 JF – O cartucho que carrega impérios de dados

 


🔥 IBM 3592 JF – O cartucho que carrega impérios de dados




🧠 Introdução – quando o dado dorme em fita, mas sonha em petabytes

Se você acha que fita magnética é coisa de museu, é porque nunca encarou um IBM 3592 JF rodando em um TS1140/TS1150 dentro de um data center que parece mais uma nave espacial do que uma sala fria.
O 3592 JF não é “backup”. Ele é arquivo corporativo, retenção legal, seguro contra ransomware e, em muitos bancos, a última linha de defesa da civilização digital.

Bem-vindo ao mundo onde dados não são deletados — são arquivados com honra.


📜 História – da fita de rolo ao JF

A linhagem do IBM 3592 nasce no início dos anos 2000 como sucessor espiritual das 3490/3480.
O sufixo JF marca uma geração madura, refinada, feita para:

  • Ambientes z/OS heavy-duty

  • Integração com DFSMS/HSM

  • Coexistência com VTS, TS7700 e GDPS

📼 O JF é o tipo de mídia que sobrevive a mudanças de diretoria, ERPs, fusões e três modas de cloud.


🧱 Arquitetura do cartucho IBM 3592 JF

Características físicas e lógicas:

  • 📏 Formato proprietário IBM (não confundir com LTO)

  • 💾 Capacidade nativa: ~700 GB

  • 🗜️ Capacidade com compressão: até ~2–3 TB (dependendo do workload)

  • 🔐 Suporte a criptografia por hardware

  • 🧬 Servo tracking de altíssima precisão

💡 Easter egg: a densidade da fita é tão alta que um cartucho mal acondicionado “grita” no log do drive antes mesmo de falhar.


🏗️ Onde ele vive no mundo real

Normalmente você encontra o 3592 JF em:

  • 🗄️ IBM TS3500 / TS4500 Tape Library

  • 🧠 TS7700 (Virtual Tape Server) como mídia física de backend

  • 🧾 Ambientes regulados: bancos, seguradoras, governos

Ele conversa intimamente com:

  • z/OS DFSMS

  • HSM (Hierarchical Storage Manager)

  • DFSMShsm Migration / Recall


🔄 Workflow clássico no mainframe

📌 Passo a passo “vida de fita”

  1. Dataset criado (PS ou GDG)

  2. Política de SMS decide: disk hoje, fita amanhã

  3. HSM migra o dataset para fita

  4. Catalog aponta para volume JF

  5. Recall on-demand traz o dado de volta

  6. Dataset volta ao disco como se nada tivesse acontecido

🧙‍♂️ Magia negra mainframe: a aplicação nunca sabe que o dado dormiu em fita.


📊 Logs, SMF e rastros

O 3592 JF deixa pegadas elegantes:

  • SMF 14/15 – uso de fita

  • SMF 42 – atividades de DFSMS

  • SMF 94 – criptografia

  • Logs do TS7700 (se virtualizado)

📎 Dica Bellacosa: fita não mente. Se algo sumiu, o SMF sabe onde foi parar.


🧩 Curiosidades que só quem viveu sabe

  • ☕ Drives 3592 “acordam” antes do operador terminar o café

  • 🔁 Uma fita JF pode sobreviver 30 anos se bem armazenada

  • 🧯 Ransomware odeia fita — ela não monta sozinha

  • 🎩 Cartucho com label mal escrito vira lenda urbana no CPD


🛠️ Dicas práticas de sobrevivência

✔️ Padronize nomenclatura de volumes
✔️ Nunca misture JF com JE/JB sem planejamento
✔️ Use criptografia nativa, não “caseira”
✔️ Monitore recalls excessivos (sinal de má política de HSM)
✔️ Tape não é lenta — lento é acesso mal desenhado


📚 Guia de estudo para mainframers

📖 Leia e domine:

  • DFSMS Storage Administration

  • DFSMShsm Implementation

  • IBM TS11xx Drive Redbooks

  • SMF 14/15 deep dive

🧠 Exercício clássico:

Simule migração, expiração, recall e auditoria de um dataset crítico sem que a aplicação perceba.


🧪 Aplicações reais do IBM 3592 JF

  • 📜 Retenção legal (7–30 anos)

  • 🏦 Histórico financeiro imutável

  • 🧬 Dados médicos arquivados

  • 🛰️ DR offline (air gap real)

  • 📦 Data lake pré-cloud que ainda funciona


🧨 Comentário final – El Jefe Style

Enquanto o mundo discute se “cloud é o futuro”, o IBM 3592 JF continua fazendo o que sempre fez:
guardar o passado para proteger o futuro.

No mainframe, fita não é legado.
É estratégia.

🔥 Midnight Lunch aprovado. A fita gira, o dado dorme, o mainframer sorri.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

🧱 IBM Mainframe Storage Management no z/OS

Bellacosa Mainframe apresenta Storage Management no IBM z/OS



🧱 IBM Mainframe Storage Management no z/OS

DFSMS, SMS x non-SMS, ISMF, ACS, DASD, TAPE, JCL, VSAM, PS e PO

O disco não é só espaço. É política, disciplina e sobrevivência.


☕ Introdução – Quando o disco manda mais que o código

Todo mainframe nasce vazio.
Nenhum COBOL roda, nenhum CICS responde, nenhum batch fecha balanço sem que alguém tenha decidido onde os dados vão morar.

E é aqui que muita gente erra:

“Ah, storage é só pedir espaço no JCL…”

❌ Errado.
No IBM Mainframe, storage é governança, automação, história, política corporativa e, muitas vezes, briga silenciosa entre times.

Este artigo é para você que:

  • Já sofreu com SMS override

  • Já ouviu “o ACS mandou”

  • Já viu dataset ir parar num disco que você nem sabia que existia

  • Ou ainda acha que VOL=SER ainda manda em tudo

Senta, pega o café, que a aula começa agora.


🏛️ Origem e História – Do ferro bruto ao cérebro automático

📼 Anos 60–70: tudo era manual

  • Disco era caro

  • Poucos volumes

  • Programador escolhia tudo

  • Erro humano era rotina

💣 Anos 80: o caos

  • Explosão de dados

  • Batch gigante

  • Fragmentação absurda

  • Discos cheios às 03:00 da manhã

🧠 Anos 90: nasce o DFSMS

A IBM percebeu:

“Não dá para deixar cada programador decidir disco.”

Surge o DFSMS (Data Facility Storage Management Subsystem).

Objetivo:

  • Padronizar

  • Automatizar

  • Controlar

  • Evitar desastre operacional

📌 DFSMS não é luxo. É resposta ao caos.


🧠 DFSMS – O cérebro do armazenamento no z/OS

DFSMS é:

  • Parte nativa do z/OS

  • Gerente de dados

  • Juiz das decisões de disco

  • Guarda-costas da infraestrutura

Ele cuida de:

  • DASD

  • TAPE

  • Migração

  • Backup

  • Alocação

  • Performance

  • Disponibilidade


💽 DASD – O chão onde tudo pisa

DASD = Direct Access Storage Device

Tradução Bellacosa:

“É o HD do mainframe, só que sério.”

Tudo mora em DASD:

  • z/OS

  • SYS1

  • Aplicações

  • VSAM

  • Logs

  • Catálogos

📌 Volume = Disco = DASD

Exemplos reais:

PRD001
TSO123
CICS45

📼 TAPE – O ancião que ainda reina

Muita gente subestima, mas:

  • Tape é barato

  • Tape é denso

  • Tape é confiável

  • Tape é rei do backup

DFSMS controla:

  • Migração HSM

  • Recall automático

  • Arquivamento

📌 Easter egg:
Muitos bancos ainda têm dados mais velhos que o programador, morando felizes em fita.


🧩 SMS x non-SMS – O conflito eterno

🔴 Non-SMS (old school)

Você manda:

  • VOL=SER

  • SPACE

  • UNIT

Vantagem:

  • Controle total

Desvantagem:

  • Risco total

📌 Hoje: usado só em casos muito específicos.


🟢 SMS-Managed (mundo real)

O sistema manda.

Você pede:

  • Nome do dataset

O SMS decide:

  • Onde fica

  • Quanto espaço

  • Performance

  • Migração

📌 Naming convention é lei.


🧬 ACS – O código que manda mais que o JCL

ACS Routine = cérebro do SMS

Ela decide:

  • Data Class

  • Storage Class

  • Storage Group

Baseado em:

  • Nome do dataset

  • Usuário

  • Programa

  • Ambiente

Exemplo simplificado:

IF &DSN = 'PRD.*'
   SET &STORCLAS = 'HIGH'

💣 Easter egg cruel:

Você pode pedir CYL(1000).
O ACS pode te dar TRK(10).
E ainda sorrir.


🖥️ ISMF – Onde o poder mora

ISMF = Interactive Storage Management Facility

Ferramenta do:

  • Storage admin

  • Infra

  • Arquitetura

Aqui você vê:

  • Volumes

  • Classes

  • Storage Groups

  • ACS

  • Espaço real

📌 Programador geralmente não entra aqui.


🧱 Data Class – O DNA do dataset

Define:

  • RECFM (FB, VB…)

  • LRECL

  • DSORG

Exemplo:

RECFM=FB
LRECL=80
DSORG=PS

📌 Template padrão corporativo.


🚀 Storage Class – Performance e SLA

Define:

  • Prioridade

  • Backup

  • Migração

  • Disponibilidade

📌 Onde o negócio fala mais alto que o código.


🗄️ Storage Group – O endereço físico

  • Conjunto de volumes

  • Abstração total

  • Usuário não escolhe disco

📌 Você não precisa saber qual disco.
📌 O SMS sabe.


📂 Tipos de Data Set – PS, PO, VSAM

📄 PS (Sequential)

  • Batch

  • Relatórios

  • Entrada/Saída simples


📚 PO / PDS / PDSE

  • Código

  • JCL

  • Copybooks

📌 PDSE > PDS (sempre que possível).


🧬 VSAM

  • KSDS

  • ESDS

  • RRDS

Alta performance, alta complexidade.

📌 VSAM mal dimensionado = pesadelo.


📜 JCL x DFSMS – Quem manda?

JCL pede.
DFSMS decide.

Exemplo clássico:

SPACE=(CYL,(100,50))

Resultado:

SPACE=(TRK,(10,5))

Mensagem:

“Some attributes were overridden by ACS routine.”

📌 Tradução:

“Você tentou. Eu mandei.”


🧪 Passo a passo prático (vida real)

  1. Dataset criado

  2. ACS roda

  3. Classes atribuídas

  4. Volume escolhido

  5. Espaço ajustado

  6. Catálogo atualizado

Tudo automático.


🧙‍♂️ Dicas Bellacosa Mainframe

✔ Naming convention é tudo
✔ Nunca confie só no JCL
✔ Leia o ACS antes de reclamar
✔ ISMF é seu melhor amigo
✔ Storage admin é aliado, não inimigo
✔ PDSE sempre que possível
✔ VSAM exige respeito


🥚 Easter Eggs & Curiosidades

🥚 Existem ACS routines com 20+ anos em produção
🥚 Já houve banco parado porque alguém mexeu no ACS sem change
🥚 Muitos datasets “fantasmas” existem só porque ninguém sabe quem usa
🥚 Tape ainda salva mais empresa que cloud hype


☕ Conclusão – A frase que resume tudo

“No mainframe, código faz o sistema funcionar.
Storage faz o negócio sobreviver.”

Se quiser, posso:

  • 📚 Transformar isso em curso

  • 🧪 Criar labs práticos

  • 🎓 Adaptar para aula corporativa

  • 🔐 Criar versão bancária real

  • 📊 Montar mapa mental DFSMS

Só chamar.
O café está quente ☕🖥️