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sexta-feira, 27 de março de 2015

☕🔥 BOAS PRÁTICAS COBOL — A DIFERENÇA ENTRE “CÓDIGO QUE FUNCIONA” E “CÓDIGO QUE SOBREVIVE 30 ANOS”

 

Bellacosa Mainframe e as Boas praticas em cobol

☕🔥 BOAS PRÁTICAS COBOL — A DIFERENÇA ENTRE “CÓDIGO QUE FUNCIONA” E “CÓDIGO QUE SOBREVIVE 30 ANOS”

O material enviado é excelente porque toca num dos assuntos mais importantes do mundo Enterprise:

COBOL não é só linguagem.
COBOL é engenharia de continuidade operacional.

E isso muda completamente a maneira de programar.

No mercado bancário, seguradoras, adquirentes, cartões, previdência, governo e clearing houses…

o programa COBOL NÃO é feito para durar meses.

Ele é feito para durar décadas.

Muitos sistemas bancários críticos hoje ainda possuem módulos escritos entre:

  • 1978

  • 1986

  • 1992

  • 1999

e continuam processando:

  • PIX

  • TED

  • SWIFT

  • cartão

  • folha

  • empréstimo

  • câmbio

  • risco

  • antifraude

  • compensação

  • open finance

com volumes absurdos.


☕ O GRANDE SEGREDO DO COBOL CORPORATIVO

Em sistemas Enterprise:

O custo da MANUTENÇÃO é MUITO maior que o custo da implementação inicial.

Em bancos:

  • 70% a 90% do trabalho é manutenção

  • não projeto novo

Então o verdadeiro objetivo do COBOL é:

  • previsibilidade

  • legibilidade

  • estabilidade

  • rastreabilidade

  • auditabilidade

  • recuperação

  • facilidade de troubleshooting

e NÃO “código bonito”.


☕ O QUE DIFERENCIA UM JÚNIOR DE UM PROGRAMADOR COBOL ENTERPRISE?

Junior:

  • “funciona”

Senior:

  • “isso vai sobreviver 20 anos?”

Especialista banco:

  • “isso vai sobreviver 20 anos SEM derrubar batch?”

Arquiteto:

  • “isso vai sobreviver auditoria BACEN?”


☕ 1 — IDENTIFICATION DIVISION NÃO É ENFEITE

O texto fala algo extremamente importante:

Muita gente ignora IDENTIFICATION DIVISION.

No mundo real isso é gravíssimo.

Porque em bancos:

  • programas possuem milhares de versões

  • dezenas de equipes

  • auditorias

  • SOX

  • BACEN

  • LGPD

  • rastreabilidade


EXEMPLO CORPORATIVO REAL

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. CRD0450.

AUTHOR. V BELLACOSA.
INSTALLATION. BANK XYZ.
DATE-WRITTEN. 2026-05-21.

REMARKS.
* PROCESSA BAIXA DE PARCELAS
* MODULO UTILIZADO NO FECHAMENTO D+1
* INTEGRADO COM CICS E DB2
* CHAMADO PELO SCHEDULER CA7

☕ POR QUE ISSO É IMPORTANTE?

Imagine:

Batch falhou às 02:15 da manhã.

Operação liga para suporte.

O operador precisa descobrir:

  • o que o programa faz

  • qual sistema impactado

  • qual cadeia batch

  • quem mantém

  • dependências

Sem IDENTIFICATION adequada:

  • caos

Com documentação:

  • troubleshooting rápido


☕ 2 — COMENTÁRIOS NÃO DEVEM EXPLICAR “O QUE”

Esse trecho do artigo é ouro puro.

Programador ruim comenta:

* SOMA VALOR
ADD WS-VALOR TO WS-TOTAL

Isso é inútil.

O COBOL já é quase inglês.


☕ O QUE DEVE SER COMENTADO?

REGRA DE NEGÓCIO

Exemplo bancário:

* BACEN CIRCULAR 4588
* JUROS DEVEM SER ESTORNADOS
* QUANDO LIQUIDACAO OCORRER EM D-1
* CHAMADO 458921 - TIME RISCO

IF WS-DT-LIQ < WS-DT-VENC
   SUBTRACT WS-JUROS
      FROM WS-SALDO
END-IF

Isso salva vidas em produção.

Porque explica:

  • por que existe

  • quem pediu

  • qual regra

  • qual auditoria

  • qual legislação


☕ 3 — NOMENCLATURA EM COBOL É CIÊNCIA

O texto explica muito bem padrões de nomes.

Em sistemas bancários grandes:

nomenclatura é arquitetura.


☕ EXEMPLO RUIM

01 X.
01 Y.
01 TOTAL1.
01 CONT.

Isso destrói manutenção.


☕ EXEMPLO ENTERPRISE

01 WS-VR-TOTAL-PAGAMENTO    PIC S9(13)V99 COMP-3.
01 WS-QT-PARCELAS-ATRASO    PIC 9(05) COMP.
01 WS-DT-LIQUIDACAO         PIC 9(08).
01 WS-ST-CLIENTE-INAD       PIC X(01).

Agora qualquer pessoa entende:

  • VR = valor

  • QT = quantidade

  • DT = data

  • ST = status


☕ PADRÃO BANCÁRIO MAIS COMUM

Prefixos clássicos

PrefixoSignificado
WSWorking-Storage
LKLinkage
DFHCICS
SQLDb2
INEntrada
OUTSaída
ACAcumulador
CTContador
FLGFlag

☕ 4 — EVALUATE É UMA DAS MAIORES ARMAS DO COBOL MODERNO

O artigo mostra um IF gigantesco.

Isso é MUITO comum em sistemas antigos.


☕ O PROBLEMA DOS IFs GIGANTES

Eles causam:

  • difícil manutenção

  • bugs

  • nesting infernal

  • scope errado

  • END-IF perdido

  • regressão


☕ COMO BANCOS MODERNIZAM ISSO?

Com:

EVALUATE WS-TP-MOVIMENTO

   WHEN '01'
      PERFORM 100-CREDITO

   WHEN '02'
      PERFORM 200-DEBITO

   WHEN '03'
      PERFORM 300-ESTORNO

   WHEN OTHER
      PERFORM 900-ERRO

END-EVALUATE

☕ BENEFÍCIOS

1. Legibilidade absurda

2. Menos bugs

3. Fácil inclusão de novas regras

4. Melhor debugging

5. Melhor análise de fluxo


☕ 5 — END-IF SALVOU O MAINFRAME

O artigo cita delimitadores de escopo.

Isso foi uma revolução.

Antes:

IF A = B
   IF C = D
      MOVE 1 TO X.

O ponto encerrava TUDO.

Isso gerava:

  • bugs monstruosos

  • IF acidentalmente fechado

  • corrupção lógica


☕ BOA PRÁTICA MODERNA

IF WS-SALDO > ZERO

   IF WS-LIMITE > ZERO
      PERFORM 100-LIBERA
   END-IF

END-IF

☕ REGRA DE OURO DOS BANCOS

NUNCA dependa de ponto para fechar escopo.

Sempre:

  • END-IF

  • END-EVALUATE

  • END-PERFORM

  • END-READ

  • END-EXEC


☕ 6 — CÓDIGO MORTO É VENENO CORPORATIVO

O artigo fala sobre código comentado antigo.

Isso é uma praga em mainframe.


☕ EXEMPLO REAL

* COMPUTE WS-JUROS = WS-SALDO * 0.12
MOVE ZERO TO WS-JUROS

10 anos depois:

  • ninguém sabe qual regra vale

  • auditoria confunde

  • manutenção vira inferno


☕ MELHOR PRÁTICA

Use:

  • ChangeMan

  • Endevor

  • Git

  • ISPW

Versionamento existe para isso.


☕ O CÓDIGO DEVE REPRESENTAR:

o presente

Não o passado arqueológico do sistema.


☕ 7 — COPYBOOKS: O DNA DO MAINFRAME

O artigo comenta reuso moderado.

Esse é um dos temas mais importantes do COBOL bancário.


☕ O QUE É COPYBOOK?

É um INCLUDE reutilizável.


☕ EXEMPLO

COPY CLIENTE.
COPY DFHAID.
COPY SQLCA.

☕ PRINCIPAIS COPYBOOKS BANCÁRIOS

1. Layouts de arquivos

CNAB:

  • 240

  • 400


2. Áreas CICS

DFHCOMMAREA

3. Estruturas Db2

DCLGEN

4. APIs corporativas

PIX
SWIFT
Open Finance


☕ PERIGO DO EXCESSO DE COPYBOOK

Já vi programas com:

  • 120 COPYs

  • impossível entender fluxo

Isso gera:

  • compilação lenta

  • impacto gigante

  • acoplamento monstruoso


☕ BOA PRÁTICA

Reuse:

  • layouts

  • APIs

  • estruturas comuns

  • tratamento corporativo

NÃO reuse:

  • lógica besta

  • MOVE ZERO

  • regras triviais


☕ 8 — COMP, COMP-3 E PERFORMANCE

O artigo toca num ponto extremamente avançado.

Muita gente não entende isso.


☕ DISPLAY vs COMP vs COMP-3

DISPLAY

PIC 9(10)

Armazenado:

  • caractere por caractere

Mais lento.


☕ COMP

PIC S9(9) COMP

Binário.

Muito mais rápido.

Ideal:

  • contadores

  • loops

  • índices


☕ COMP-3

PIC S9(11)V99 COMP-3

Packed decimal.

Perfeito para:

  • financeiro

  • bancos

  • dinheiro

Porque:

  • precisão decimal exata


☕ POR QUE BANCOS AMAM COMP-3?

Porque dinheiro NÃO pode ter erro binário.

Exemplo clássico:

Floating Point

0.1 + 0.2 = 0.3000000000004

Em banco:

  • isso seria catastrófico


☕ COBOL RESOLVE ISSO

Com decimal packed:

01 WS-VALOR PIC S9(09)V99 COMP-3.

Precisão decimal real.


☕ 9 — NÍVEL 88 É SUBESTIMADO

O artigo comenta condition names.

Isso é uma maravilha do COBOL.


☕ SEM NÍVEL 88

IF WS-ST-CLIENTE = 'A'

'A' significa o quê?


☕ COM NÍVEL 88

01 WS-ST-CLIENTE PIC X(01).

   88 CLIENTE-ATIVO VALUE 'A'.
   88 CLIENTE-BLOQUEADO VALUE 'B'.
   88 CLIENTE-INADIMPLENTE VALUE 'I'.

Agora:

IF CLIENTE-INADIMPLENTE

Fica quase inglês.


☕ 10 — PRINCIPAIS SOLUÇÕES BANCÁRIAS COBOL

Agora vamos entrar no mundo REAL Enterprise.


☕ ARQUITETURA MAIS COMUM EM BANCOS

ONLINE

CICS + COBOL + Db2

Processa:

  • saldo

  • PIX

  • TED

  • cartão

  • ATM

  • mobile


☕ BATCH

JCL + COBOL + SORT + IDCAMS + Db2 Utilities

Processa:

  • fechamento

  • extrato

  • billing

  • juros

  • risco

  • liquidação


☕ MIDDLEWARE

MQ
Kafka
IBM Integration Bus
z/OS Connect

Integra:

  • APIs

  • microsserviços

  • nuvem

  • mobile


☕ SEGURANÇA

RACF

Controla:

  • datasets

  • transações

  • usuários

  • APIs


☕ ALTA DISPONIBILIDADE

Sysplex
GDPS
Parallel Sysplex


☕ MONITORAMENTO

OMEGAMON
MainView
SYSVIEW


☕ DEVOPS MAINFRAME

Endevor
ISPW
Git + DBB
Jenkins
UrbanCode


☕ EXEMPLO REAL — TRANSAÇÃO PIX

PASSO A PASSO


1 — APP MOBILE

Cliente envia PIX.


2 — API GATEWAY

Chama:

  • z/OS Connect

  • MQ

  • CICS


3 — CICS

Executa transação COBOL.


4 — COBOL

Valida:

  • saldo

  • limite

  • antifraude

  • horário

  • BACEN


5 — Db2

Atualiza:

  • saldo

  • ledger

  • histórico


6 — MQ/Kafka

Publica evento.


7 — Batch Noturno

Concilia:

  • compensação

  • liquidação

  • auditoria


☕ O QUE ISSO ENSINA?

Que COBOL moderno NÃO vive isolado.

Ele é:

  • coração transacional

  • motor financeiro

  • camada de consistência


☕ CONCLUSÃO

O artigo enviado aborda algo fundamental:

boas práticas COBOL não existem para “embelezar código”.

Elas existem para:

  • manter sistemas vivos

  • reduzir risco operacional

  • evitar incidentes bancários

  • facilitar auditoria

  • garantir continuidade

  • permitir manutenção segura

E isso é exatamente o motivo pelo qual:

  • bancos

  • bolsas

  • seguradoras

  • governos

  • adquirentes

continuam confiando bilhões de dólares ao COBOL diariamente.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

☕🔥 EIBRESP no CICS — O “DNA” dos Erros e Respostas do Mainframe

 



☕🔥 EIBRESP no CICS — O “DNA” dos Erros e Respostas do Mainframe

No universo CICS, existe uma verdade absoluta:

“Se você não trata RESP e RESP2… o CICS tratará você.”

O campo EIBRESP é um dos mecanismos mais importantes do ambiente transacional IBM Mainframe.

Ele informa:

  • se o comando executou corretamente

  • qual erro ocorreu

  • qual condição excepcional aconteceu

  • se houve problema de terminal

  • erro de VSAM

  • problema de comunicação

  • rollback

  • timeout

  • lock

  • storage

  • autorização

  • spool

  • task

  • map

  • TSQ

  • TDQ

  • intersystem

  • e dezenas de outros cenários


☕ O que é EIBRESP?

O EIBRESP pertence ao:

EXEC CICS HANDLE CONDITION

e principalmente ao:

RESP()
RESP2()

Exemplo clássico:

EXEC CICS READ
     FILE('CLIENTE')
     INTO(WS-REGISTRO)
     RIDFLD(WS-CHAVE)
     RESP(WS-RESP)
     RESP2(WS-RESP2)
END-EXEC

Após o comando:

  • WS-RESP recebe o código principal

  • WS-RESP2 traz detalhes adicionais


☕ Por que isso é tão importante?

Porque no CICS:

Nem todo erro gera ABEND.

Na verdade:

  • a maioria dos problemas retorna EIBRESP

  • e o programa CONTINUA

Ou seja:

se você não tratar…

o sistema segue em frente silenciosamente.

Isso é perigosíssimo.


☕ Exemplo clássico de desastre

Imagine:

EXEC CICS READ FILE('CLIENTE')
END-EXEC

Registro não existe.

O CICS retorna:

RESP = 13 (NOTFND)

Mas o programador ignorou.

Resultado:

  • dados inválidos

  • tela lixo

  • cálculos incorretos

  • SQL errado

  • corrupção lógica

Sem abend.
Sem dump.
Sem aviso.

O erro fica “fantasma”.


☕ Arquitetura Interna do EIB

O EIB é:

EXEC Interface Block

Área automática criada pelo CICS para cada task.

Contém:

  • EIBRESP

  • EIBRESP2

  • EIBTRNID

  • EIBTASKN

  • EIBTIME

  • EIBDATE

  • EIBAID

  • EIBCALEN

  • EIBFN

  • etc.

É literalmente o “contexto vivo” da transação.


☕ O fluxo REAL do CICS

Internamente:

Programa envia comando EXEC CICS
↓
Translator converte para CALL DFHEI1
↓
Kernel EXEC Interface processa
↓
Resource Manager executa
↓
Retorno é gravado em EIBRESP
↓
Programa decide o que fazer

Ou seja:

EIBRESP é praticamente o “status code” do kernel CICS.


☕ As categorias dos EIBRESP

Os códigos podem ser agrupados em:

CategoriaExemplos
Arquivo VSAMNOTFND, DUPKEY, ENDFILE
ComunicaçãoTERMERR, SYSIDERR
StorageNOSTG
SegurançaNOTAUTH
QueueQZERO, QBUSY
MAP/BMSMAPFAIL
ProgramasPGMIDERR
TransaçõesTRANSIDERR
SyncpointROLLEDBACK
InterSystemISCINVREQ

☕ Os códigos MAIS IMPORTANTES do mundo real


🔥 01 — ERROR

Erro genérico.

Normalmente significa:

  • comando falhou

  • condição inesperada

  • sem tratamento específico

Exemplo:

IF WS-RESP = DFHRESP(ERROR)

Curiosidade:

Muitos dumps antigos de CICS começam aqui.


🔥 13 — NOTFND

O mais famoso de todos.

Registro não encontrado.

Exemplo:

EXEC CICS READ
     FILE('CLIENTE')
     RIDFLD(WS-ID)
     RESP(WS-RESP)
END-EXEC

Se chave não existir:

RESP = 13

☕ Analogia real

É o equivalente mainframe de:

SELECT * FROM TABELA
WHERE ID=999

Sem linhas retornadas.


☕ Dica profissional

TODO READ deveria tratar:

EVALUATE WS-RESP
   WHEN DFHRESP(NORMAL)
      CONTINUE

   WHEN DFHRESP(NOTFND)
      MOVE 'N' TO WS-EXISTE

   WHEN OTHER
      PERFORM 9000-ERRO
END-EVALUATE

🔥 14 — DUPREC

Registro duplicado.

Muito comum em ESDS/RRDS.


🔥 15 — DUPKEY

Chave duplicada no KSDS.

Clássico de cadastro.

Exemplo:

EXEC CICS WRITE
     FILE('CLIENTE')

Tentou inserir chave já existente.


☕ Curiosidade

Em muitos bancos:

  • o COBOL captura DUPKEY

  • e transforma em mensagem amigável:

CLIENTE JÁ CADASTRADO

Sem o usuário perceber que foi um erro VSAM.


🔥 16 — INVREQ

“Invalid Request”.

Talvez o erro MAIS traiçoeiro do CICS.

Significa:

“Você pediu algo inválido para ESTE contexto.”

Exemplos:

  • READ sem arquivo aberto

  • START inválido

  • LINK incorreto

  • COMMAREA errada

  • comando proibido


☕ Easter Egg técnico

Grande parte dos:

AEI*

internamente começa com INVREQ.


🔥 17 — IOERR

Erro físico/lógico de I/O.

Pode indicar:

  • VSAM corrompido

  • CI quebrado

  • erro disco

  • problema buffer

  • catálogo inconsistente

Quando aparece:

⚠️ operadores começam a ficar nervosos.


🔥 18 — NOSPACE

Sem espaço.

Pode ocorrer em:

  • TSQ

  • TDQ

  • datasets

  • spool

  • buffers

Muito comum em ambientes mal dimensionados.


🔥 22 — LENGERR

Erro de tamanho.

Lenda absoluta do CICS.

Exemplo clássico:

EXEC CICS RECEIVE
     MAP('TELA1')
     INTO(WS-AREA-100)
END-EXEC

Mas o mapa possui 120 bytes.

Boom:

LENGERR

☕ O terror do COBOL antigo

Copys desatualizadas.

O mapa mudou.
O programa não recompilou.

Resultado:

RESP=22

🔥 25 — QBUSY

Queue ocupada.

Muito comum em concorrência pesada.


🔥 27 — PGMIDERR

Programa não encontrado.

Causas:

  • PPT errado

  • programa não instalado

  • nome incorreto

  • loadlib ausente

Exemplo:

EXEC CICS LINK
     PROGRAM('PGMXYZ')

Se não existir:

PGMIDERR

☕ Curiosidade histórica

Nos anos 80:

PGMIDERR era um dos erros mais comuns em produção noturna.

Especialmente após promotes manuais.


🔥 28 — TRANSIDERR

Transação inexistente.

Exemplo:

EXEC CICS START
     TRANSID('ABCD')

Se não existir no PCT:

TRANSIDERR

🔥 29 — ENDDATA

Fim de dados.

Muito comum em:

  • TSQ

  • TDQ

  • browse

Equivalente ao EOF lógico.


🔥 36 — MAPFAIL

Talvez o mais famoso do BMS.

Ocorre quando:

  • usuário pressionou ENTER sem dados

  • MDT desligado

  • campo vazio

  • RECEIVE não trouxe informação


☕ Exemplo REAL

Usuário entra na tela:

CPF: ________

Pressiona ENTER vazio.

CICS:

MAPFAIL

☕ Dica profissional importantíssima

Nunca trate MAPFAIL como erro fatal.

É fluxo normal de tela.


🔥 40 — OVERFLOW

Overflow de armazenamento/dados.

Pode ocorrer em:

  • TSQ

  • COMMAREA

  • buffers


🔥 42 — NOSTG

Sem storage.

Extremamente sério.

O CICS está sem memória suficiente.

Operações podem começar a degradar rapidamente.


☕ Bastidores

Quando NOSTG aparece em sequência:

  • SOS condition

  • short-on-storage

  • risco de região cair

É situação crítica.


🔥 44 — QIDERR

Queue inexistente.

Muito comum em TSQ/TDQ.


🔥 53 — SYSIDERR

Erro de sistema remoto.

Clássico em:

  • MRO

  • ISC

  • IPIC

  • APPC

O sistema remoto:

  • caiu

  • não respondeu

  • não existe

  • sessão falhou


🔥 70 — NOTAUTH

Falha de autorização.

O RACF disse:

NO.

☕ Integração CICS + RACF

Aqui ocorre:

  • verificação de transação

  • FILE

  • TDQ

  • TSQ

  • PROGRAM

  • SURROGAT

  • resources


🔥 73 — WRONGSTAT

Estado inválido.

Muito comum em sessões/APPC.


🔥 76 — CCERROR

Erro de controle de comunicação.


🔥 77 — MAPERROR

Erro estrutural de mapa.

Diferente de MAPFAIL.

MAPERROR normalmente significa:

  • definição inconsistente

  • estrutura inválida

  • problema BMS


🔥 80 — NOSPOOL

Sem spool.

Muito comum em ambientes JES saturados.


🔥 81 — TERMERR

Erro terminal/dispositivo.

Pode indicar:

  • sessão caiu

  • VTAM problemático

  • LU desconectada

  • timeout terminal


🔥 82 — ROLLEDBACK

Rollback executado.

Um dos mais importantes do mundo transacional.

Significa:

SUAS ALTERAÇÕES FORAM DESFEITAS

☕ Cenário clássico

UPDATE CONTA A
UPDATE CONTA B
ERRO NO FINAL
SYNCPOINT ROLLBACK

CICS:

ROLLEDBACK

🔥 84 — DISABLED

Recurso desabilitado.

Pode ser:

  • FILE

  • TRANSACTION

  • TERMINAL

  • PROGRAM

  • CONNECTION


☕ A diferença entre RESP e RESP2

RESP:

erro genérico

RESP2:

detalhamento interno

Exemplo:

RESP  = INVREQ
RESP2 = 8

Cada RESP2 possui significado específico.

É aí que mora o troubleshooting avançado.


☕ Exemplo profissional completo

EXEC CICS READ
     FILE('CLIENTE')
     RIDFLD(WS-CHAVE)
     INTO(WS-REG)
     RESP(WS-RESP)
     RESP2(WS-RESP2)
END-EXEC

EVALUATE WS-RESP

   WHEN DFHRESP(NORMAL)
      CONTINUE

   WHEN DFHRESP(NOTFND)
      MOVE 'CLIENTE INEXISTENTE'
        TO WS-MSG

   WHEN DFHRESP(NOTAUTH)
      MOVE 'SEM AUTORIZACAO'
        TO WS-MSG

   WHEN OTHER
      DISPLAY 'RESP=' WS-RESP
      DISPLAY 'RESP2=' WS-RESP2
      PERFORM 9999-ABEND

END-EVALUATE

☕ Dica de arquiteto CICS

Os melhores sistemas enterprise:

✅ tratam TODOS os RESP
✅ logam RESP2
✅ possuem tabelas de tradução
✅ transformam erro técnico em mensagem funcional
✅ evitam abends desnecessários


☕ Curiosidade histórica

Antes do uso massivo de:

RESP()

muitos programas dependiam de:

HANDLE CONDITION

Isso tornava o fluxo:

  • difícil de rastrear

  • cheio de GO TO

  • quase impossível de debugar

RESP revolucionou o tratamento moderno.


☕ Easter Egg Mainframe

Veteranos conseguem identificar problemas olhando apenas:

AEI9
AEY9
ASRA
MAPFAIL
INVREQ
PGMIDERR

É quase uma linguagem secreta do CICS.


☕ Regra de ouro do CICS

“O comando EXEC CICS nunca deve ser confiado cegamente.”

Sempre:

  • RESP

  • RESP2

  • HANDLE CONDITION

  • HANDLE ABEND

Porque no mundo transacional:

o programa pode continuar funcionando…

mesmo completamente errado.