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quarta-feira, 29 de julho de 2026

IBM zSkill Fest 2026 : O Caso do Evento que Todo Profissional IBM Z Deveria Investigar

Bellacosa Mainframe orgulhosamente apresenta zSkill Fest 2026

🕵️☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Caso do Evento que Todo Profissional IBM Z Deveria Investigar

"Elementar, meu caro Watson..."

Sherlock Holmes jamais ignoraria uma pista importante.

Então permita-me fazer uma pergunta...

🔎 Você já garantiu sua participação no ZSkillsFest 2026?

Falta menos de uma semana para o início de um dos maiores encontros da comunidade IBM Z do mundo, reunindo milhares de profissionais, estudantes, especialistas, IBM Champions, arquitetos, desenvolvedores, administradores de sistemas e apaixonados pelo Mainframe.

Se você acredita que conhecimento é poder, então este é o lugar onde novos capítulos da história do IBM Z serão escritos.

🧐 O mistério não é "vale a pena participar?".

O verdadeiro mistério é...

Por que você ainda não se registrou?

Mais de 4.000 participantes já confirmaram presença para aprender, compartilhar experiências, conhecer novidades e fortalecer sua rede de contatos com profissionais de diversos países.

Se você já está inscrito...

💬 Escreva nos comentários:

"Eu já estou inscrito!"

E melhor ainda...

🔁 Compartilhe esta publicação e convide mais pessoas para essa grande investigação tecnológica.

Se ainda não fez sua inscrição...

🎩 Considere este o seu convite oficial.

A comunidade IBM Z sempre cresce quando compartilhamos conhecimento.

Nos encontramos no ZSkillsFest 2026!



━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
🚀 INSCREVA-SE AGORA
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━

📌 Registro Oficial
IBM.biz/zsf2026

📌 Formulário de Inscrição
https://airtable.com/app4e1B2CCUAsPp9c/paguvQoyaG8u4jH1a/form

📌 Página Oficial do Evento
https://community.ibm.com/community/user/events/event-description?CalendarEventKey=b9bca5b1-51ec-4102-a1a7-019e8ffdc8fc&CommunityKey=e7b7d299-8509-4572-8cf1-c1112684644f


🔍 Porque, no universo do Mainframe, a maior descoberta nunca acontece sozinho... ela acontece em comunidade.

#IBMZ #Mainframe #ZSkillsFest2026 #COBOL #zOS #CICS #Db2 #RACF #DevOps #IBMChampion #BellacosaMainframe

domingo, 26 de julho de 2026

A Academia Jedi do COBOL: Tudo o Que um Padawan Precisa Saber para Dominar o Mainframe

 

Bellacosa Mainframe e a academia mainframe

 A Academia Jedi do COBOL: Tudo o Que um Padawan Precisa Saber para Dominar o Mainframe

FUNDAMENTOS DO DESENVOLVIMENTO COBOL


1. Conceitos Básicos

Antes de escrever uma linha de código, o aluno precisa entender o que é COBOL.

COBOL significa:

COmmon Business Oriented Language

Criada em 1959 para resolver problemas de negócios.

Enquanto linguagens modernas nasceram para matemática ou sistemas operacionais, COBOL nasceu para:

  • Folha de pagamento

  • Bancos

  • Seguros

  • Governo

  • Contabilidade

  • Controle financeiro

Exemplo:

Imagine um banco processando:

  • 50 milhões de contas

  • 300 milhões de transações por dia

Grande parte disso ainda roda em COBOL.


Estrutura clássica

IDENTIFICATION DIVISION.
ENVIRONMENT DIVISION.
DATA DIVISION.
PROCEDURE DIVISION.

Comparação:

COBOLCasa
IdentificationNome do dono
EnvironmentInfraestrutura
DataMóveis
ProcedureO que acontece dentro

2. Tipos de Programas

Um erro comum é achar que existe apenas um tipo de programa COBOL.

Na prática temos:


Programas Batch

Executados sem interação humana.

Exemplo:

Processamento noturno do banco.

23:00 Início
04:00 Fim

Milhões de registros processados.


Programas Online

Executados pelo usuário.

Exemplo:

Caixa eletrônico.

Saque
Extrato
Transferência

Normalmente via CICS.


Subprogramas

Programas chamados por outros programas.

Exemplo:

CALL 'CALCJURO'

Reutilização de código.


Utilitários

Ferramentas auxiliares.

Exemplo:

  • Conversão de arquivos

  • Formatação

  • Migração de dados


3. Etapas para Desenvolvimento

Aqui o aluno aprende que programar é apenas uma parte do trabalho.


Levantamento de requisitos

Perguntas:

  • O que o usuário quer?

  • Quais entradas existem?

  • Quais saídas são necessárias?


Análise

Transformar regra de negócio em lógica.

Exemplo:

Se idade >= 65
então aposentado

Projeto

Definir:

  • Arquivos

  • Variáveis

  • Fluxo

  • Relatórios


Codificação

Somente agora começa o COBOL.


Testes

Muitos iniciantes pulam esta etapa.

Erro gravíssimo.

Um programa sem testes:

COMPILA ≠ FUNCIONA

4. Terminologia, Conceitos e Recursos

Aqui nasce o vocabulário do programador.


Registro

Uma linha lógica.

Exemplo:

001 João      2500.00

Campo

Parte do registro.

Nome
Salário
CPF

Arquivo

Conjunto de registros.


Programa

Conjunto de instruções.


Job

Execução do programa.

No Mainframe:

//STEP01 EXEC PGM=FOLHA001

☕💣 LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO


5. Ferramentas de Planejamento

O pior programador é aquele que abre o editor antes de pensar.

Planejamento economiza horas.


Diagrama de Processo

Entrada
 ↓
Validação
 ↓
Cálculo
 ↓
Saída

Tabela de Decisão

Muito usada em bancos.

Exemplo:

SaldoCrédito
>10000Sim
<10000Não

6. Projeto Estruturado

A filosofia:

Resolver problemas grandes
dividindo em pequenos problemas

Exemplo:

Sistema de Folha

LER FUNCIONÁRIO
CALCULAR SALÁRIO
CALCULAR IMPOSTOS
IMPRIMIR

Cada parte vira um parágrafo.


7. Fluxogramas

Antes do COBOL existia o fluxograma.

Exemplo:

INÍCIO
  |
LER ARQUIVO
  |
FIM DO ARQUIVO?
 /      \
SIM      NÃO
 |         |
FIM      PROCESSA

Benefícios

  • Facilita entendimento

  • Ajuda documentação

  • Facilita manutenção


8. Pseudocódigo

Traduz a regra para linguagem humana.

Exemplo:

LER CLIENTE

SE IDADE >= 18
   APROVAR
SENÃO
   REJEITAR
FIM-SE

Depois converte para COBOL.

IF IDADE >= 18
   MOVE 'S' TO APROVADO
ELSE
   MOVE 'N' TO APROVADO
END-IF.

9. Instruções e Operadores

Comandos básicos.


MOVE

MOVE SALARIO TO SALARIO-ANTIGO

COMPUTE

COMPUTE TOTAL = VALOR + JUROS

ADD

ADD 100 TO SALDO

SUBTRACT

SUBTRACT 50 FROM SALDO

MULTIPLY

MULTIPLY QTDE BY PRECO
    GIVING TOTAL

DIVIDE

DIVIDE TOTAL BY PARCELAS
    GIVING VALOR-PARCELA

10. Estruturas de Controle

O cérebro do programa.


IF

IF SALDO > 0

EVALUATE

Equivalente ao SWITCH.

EVALUATE TIPO
   WHEN 1
      ...
   WHEN 2
      ...
END-EVALUATE

PERFORM

Laços de repetição.

PERFORM 100 TIMES

PERFORM UNTIL

PERFORM UNTIL EOF = 'S'

Muito usado em batch.


☕💣 PADRÕES PROFISSIONAIS


11. Padrões de Nomes

Programador júnior:

01 X.
01 Y.

Programador profissional:

01 WS-SALDO-CLIENTE.
01 WS-LIMITE-CREDITO.

Prefixos comuns

PrefixoSignificado
WSWorking Storage
LKLinkage
FDFile Description
INEntrada
OUTSaída

Parágrafos

Ruim:

1000.

Bom:

1000-LER-CLIENTE.
2000-PROCESSAR-CLIENTE.
3000-EMITIR-RELATORIO.

☕💣 ARQUIVOS E RELATÓRIOS


12. Arquivos Sequenciais

A base histórica do COBOL.

Imagine uma fita magnética.

Leitura:

READ ARQ-CLIENTE

Fluxo clássico:

OPEN INPUT ARQ

PERFORM UNTIL EOF
   READ ARQ
END-PERFORM

CLOSE ARQ

13. Relatórios

Objetivo:

Transformar dados em informação.

Exemplo:

RELATÓRIO DE VENDAS

TOTAL VENDIDO:
R$ 1.500.000

Aspectos importantes:

  • Cabeçalho

  • Detalhes

  • Totais

  • Quebras de controle


Quebra de Controle

Exemplo:

Departamento A
Total A

Departamento B
Total B

Técnica extremamente usada em batch.


☕💣 NÍVEL CORPORATIVO


14. Arquivos Indexados

Aqui o aluno entra no mundo dos bancos e seguradoras.


Sequencial

Procurar conta 9000

1
2
3
4
...
9000

Lento.


Indexado

Índice → Registro

Busca quase instantânea.


Exemplo VSAM KSDS:

READ CLIENTE-KSDS
     KEY IS CPF

15. Tabelas Internas

Equivalente aos arrays modernos.

01 TAB-CLIENTES.
   05 CLIENTE OCCURS 100 TIMES.

Acesso:

CLIENTE(15)

Busca binária:

SEARCH ALL

Tema importantíssimo para entrevistas.


16. Subprogramas

Onde o aluno começa a pensar como arquiteto.


Programa principal:

CALL 'CALCIR'

Subprograma:

LINKAGE SECTION.

Recebe parâmetros.


Benefícios:

  • Reuso

  • Manutenção

  • Modularidade

  • Padronização


O QUE ESTÁ FALTANDO PARA O MERCADO ATUAL?

Se eu fosse enriquecer esse módulo para formar um desenvolvedor COBOL moderno, incluiria também:

Módulo Extra 1 – JCL Básico

  • JOB

  • EXEC

  • DD

  • Condições de execução

  • Return Codes


Módulo Extra 2 – VSAM

  • KSDS

  • ESDS

  • RRDS

  • Alternates Index


Módulo Extra 3 – DB2

  • SELECT

  • INSERT

  • UPDATE

  • CURSOR


Módulo Extra 4 – CICS

  • MAPS

  • COMMAREA

  • Pseudo-conversação


Módulo Extra 5 – Debugging

  • Abend S0C7

  • Abend S0C4

  • FILE STATUS

  • CEEDUMP

  • SYSUDUMP


Módulo Extra 6 – Boas Práticas de Mainframe

  • Naming standards

  • Estrutura de parágrafos

  • Controle de versões

  • Revisão de código

  • Performance

  • Segurança RACF


Visão de carreira do Padawan COBOL

A evolução típica é:

Padawan
 ↓
Programador Júnior
 ↓
Programador Pleno
 ↓
Programador Sênior
 ↓
Analista de Sistemas
 ↓
Arquiteto Mainframe
 ↓
Especialista Corporativo

O segredo não está em decorar comandos COBOL, mas em compreender profundamente processamento de dados, regras de negócio, arquivos, bancos de dados, performance e arquitetura corporativa, pois é exatamente isso que diferencia um simples codificador de um verdadeiro Jedi do Mainframe. ☕💣🚀



sábado, 25 de julho de 2026

O Código Nunca Foi o Mistério : Quando um Programador COBOL Descobre que Alterar Dez Linhas é Fácil... Difícil é Sobreviver ao Templo Esquecido do Sistema

 

Bellacosa Mainframe na aventura onde o codigo nunca foi o misterio

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Código Nunca Foi o Mistério

Quando um Programador COBOL Descobre que Alterar Dez Linhas é Fácil... Difícil é Sobreviver ao Templo Esquecido do Sistema

"Arqueologia não é procurar coisas velhas. É descobrir a história escondida por trás delas."

Se Indiana Jones tivesse escolhido Ciência da Computação em vez de Arqueologia, provavelmente terminaria trabalhando em um grande banco desenvolvendo COBOL.

Pode parecer exagero.

Mas pense comigo.

Indiana nunca encontrava o artefato logo na primeira sala.

Primeiro havia um mapa incompleto.

Depois uma caverna.

Uma armadilha.

Um diário escrito há cinquenta anos.

Um símbolo perdido.

Um templo subterrâneo.

Uma pedra falsa.

Uma ponte quebrada.

E somente depois de horas de investigação ele finalmente colocava as mãos no objeto que havia saído para procurar.

No Mainframe acontece exatamente a mesma coisa.

O gerente chega à sua mesa.

— "É só alterar umas dez linhas."

Você sorri.

Respira.

Abre o ISPF.

E cinco minutos depois percebe que acaba de entrar no equivalente computacional do Templo da Perdição.

Bem-vindo ao verdadeiro trabalho de um desenvolvedor COBOL.


Capítulo 1 — O Mapa Perdido

Todo aventureiro começa com um mapa.

O problema é que, no mundo corporativo, esse mapa quase nunca existe.

Ou pior.

Existe.

Mas foi escrito em 1994.

Em WordPerfect.

Impresso.

Escaneado.

Convertido para PDF.

E armazenado numa pasta chamada:

Documentacao_Final_Versao_Final_2_AgoraVai.pdf

Que obviamente está desatualizada desde 1998.

É nesse momento que o jovem programador descobre uma das maiores verdades da profissão.

O COBOL não é o sistema.

O programa é apenas uma pequena pedra dentro de uma pirâmide construída durante décadas.


Capítulo 2 — O Chicote Não é o COBOL

Muita gente acredita que dominar COBOL significa dominar Mainframe.

É o mesmo que dizer:

"Indiana Jones venceu porque sabia usar um chicote."

Não.

O chicote era apenas uma ferramenta.

O verdadeiro diferencial era compreender:

  • história

  • culturas

  • idiomas

  • símbolos

  • armadilhas

  • comportamento humano

Com COBOL acontece exatamente igual.

Conhecer:

MOVE
ADD
PERFORM
IF
READ
WRITE

é apenas aprender a usar o chicote.

O arqueólogo ainda nem entrou no templo.


Capítulo 3 — A Primeira Porta

Chega o chamado.

Modificar o programa FAT001.

Perfeito.

Onde ele está?

Ninguém sabe.

Começa então a expedição.

Primeira parada:

PDS COBOL

Nada.

Segunda parada.

LIBLOAD

Nada.

Terceira.

JCLLIB

Quarta.

PROCLIB

Quinta.

Scheduler

Somente depois de muito procurar você descobre:

JOBFIN01

↓

PROCFAT

↓

STEP040

↓

PGM=FAT001

Parabéns.

Você encontrou a porta do templo.

Agora começa a aventura.


Capítulo 4 — O Diário do Professor Ravenwood

Indiana Jones sempre encontrava um velho diário.

No Mainframe ele possui outro nome.

JCL.

O JCL é praticamente um diário de viagem.

Ele conta:

  • quem chamou o programa;

  • quais arquivos entram;

  • quais arquivos saem;

  • qual biblioteca foi usada;

  • quais parâmetros chegaram;

  • qual região executa;

  • qual ambiente está sendo utilizado.

Um simples trecho como:

//EXEC PGM=FAT001

parece insignificante.

Mas atrás dele existem dezenas de decisões arquitetônicas tomadas durante décadas.

O JCL responde perguntas que o próprio programa COBOL jamais responderá.


Capítulo 5 — As Pegadas na Poeira

Indiana observava pegadas.

Você observa datasets.

Imagine encontrar:

CLIENTE.GDG(+1)

Quem criou?

Quando?

Qual layout?

Possui compressão?

É VB?

FB?

RECFM?

LRECL?

Existe SORT anterior?

Existe IDCAMS?

Existe IEBGENER?

Cada dataset é uma pegada deixada por alguém que passou antes.

E cada pegada pode revelar uma história completamente diferente.


Capítulo 6 — O Labirinto dos Processamentos

Na imagem analisada, uma das partes mais brilhantes é justamente a existência de dois mundos:

Traitements Amont

e

Traitements Aval.

Pouca gente percebe a importância disso.

Imagine uma corrente.

Sistema A

↓

Sistema B

↓

Sistema C

↓

Sistema D

↓

Seu programa

O problema talvez tenha começado cinco programas antes.

Agora imagine o contrário.

Seu programa

↓

Financeiro

↓

PIX

↓

SPED

↓

Data Warehouse

↓

BI

↓

IA

Alterar um campo pode quebrar seis departamentos.

É como retirar uma pedra da parede de um templo maia.

Talvez nada aconteça.

Ou talvez toda a construção desabe.


Capítulo 7 — A Câmara das Armadilhas

Nos filmes existe sempre uma sala cheia de mecanismos mortais.

No Mainframe essa sala chama-se:

Regras de Negócio

Elas raramente aparecem documentadas.

Você encontra coisas como:

IF UF = "AM"

Por quê?

Silêncio.

Outro exemplo.

IF CODIGO = 37

Por quê?

Ninguém sabe.

Até que um veterano lembra.

— Em 1996 surgiu uma legislação especial.

Pronto.

Você acaba de resolver um mistério de trinta anos.


Curiosidade Bellacosa nº 1

Existe uma frase muito conhecida entre desenvolvedores experientes:

"Todo IF estranho possui uma história triste."

E normalmente ela envolve:

  • imposto;

  • banco central;

  • auditoria;

  • legislação;

  • cliente VIP;

  • bug ocorrido numa madrugada de domingo.


Capítulo 8 — O Cálice Sagrado Chama-se DB2

Muitos iniciantes acreditam que alterar uma tabela significa apenas executar:

ALTER TABLE

Longe disso.

Uma coluna nova pode afetar:

  • índices;

  • packages;

  • plans;

  • RUNSTATS;

  • REORG;

  • BIND;

  • stored procedures;

  • triggers;

  • views;

  • aplicações Java;

  • aplicações .NET;

  • relatórios;

  • APIs REST.

No filme, Indiana precisava escolher o cálice correto.

No Mainframe você precisa alterar a coluna correta.

Escolher errado custa muito mais caro que um filme de Hollywood.


Capítulo 9 — O Reino Invisível do CICS

Durante o dia:

Cliente consulta saldo.

À noite:

Batch recalcula saldo.

São dois mundos completamente diferentes.

Mas compartilham os mesmos dados.

É como duas expedições arqueológicas explorando entradas diferentes do mesmo templo.

Se um explorador mover uma pedra...

O teto pode cair sobre o outro.


Capítulo 10 — O Calendário Maia do Scheduler

Existe uma entidade misteriosa.

Poucos iniciantes lhe dão atenção.

Scheduler.

Ele sabe exatamente:

  • que horas tudo começa;

  • quanto cada JOB demora;

  • quem depende de quem;

  • qual janela operacional existe;

  • qual SLA precisa ser cumprido.

Imagine:

22:00 Recepção

22:30 Validação

23:10 DB2

00:20 COBOL

01:30 SPED

03:40 Banco Central

Você aumenta cinco minutos no processamento.

Agora tudo termina quinze minutos depois.

Às vezes isso significa apenas atraso.

Às vezes significa multa milionária.


Easter Egg nº 1 — A Pedra Rolante

Todo programador COBOL já viveu algo parecido.

Você altera uma linha.

Executa o teste.

Tudo funciona.

Vai para homologação.

Tudo funciona.

Vai para produção.

Então aparece uma "pedra rolante" gigantesca.

Não era seu programa.

Era um JOB executado apenas no último dia útil do mês, usando um parâmetro que ninguém lembrava existir.

A pedra não persegue Indiana Jones apenas no cinema.

Ela também aparece às 02h47 da manhã, durante o fechamento contábil.


Capítulo 11 — A Arqueologia Digital

Talvez a maior habilidade de um desenvolvedor Mainframe não seja programar.

Seja investigar.

Você vira uma mistura de:

  • arqueólogo;

  • historiador;

  • investigador;

  • detetive;

  • matemático;

  • contador;

  • psicólogo;

  • engenheiro.

Cada programa é uma civilização antiga.

Cada comentário:

* NÃO ALTERAR

é uma inscrição hieroglífica.

Cada COPYBOOK é um pergaminho.

Cada PDS é uma biblioteca de Alexandria.

Cada JOB é uma rota comercial entre impérios.


Passo a Passo — Como um Desenvolvedor Experiente Investiga uma Alteração

Antes de escrever qualquer linha de código, siga uma metodologia quase arqueológica:

Etapa 1 — Entenda o requisito

Não aceite frases como:

"É só mudar um IF."

Pergunte:

  • Qual problema de negócio será resolvido?

  • Existe documentação?

  • Quem é o usuário afetado?


Etapa 2 — Localize o programa

  • PDS fonte

  • Load Library

  • Histórico de versões

  • Chamadores

  • Programas chamados


Etapa 3 — Analise o JCL

Verifique:

  • EXEC PGM

  • DD Statements

  • GDGs

  • SYSIN

  • SYSOUT

  • PROCs

  • PARM


Etapa 4 — Descubra os arquivos

Para cada dataset pergunte:

  • Quem gera?

  • Quem consome?

  • Qual layout?

  • Existe versionamento?


Etapa 5 — Analise o banco

  • Tabelas

  • Índices

  • Views

  • Packages

  • Plans

  • Estatísticas

  • SQLs afetados


Etapa 6 — Verifique integrações

Existe:

  • CICS?

  • MQ?

  • Web Services?

  • z/OS Connect?

  • APIs?

  • Batch paralelo?


Etapa 7 — Procure regras escondidas

Nunca confie apenas na documentação.

Leia o código.

Leia comentários antigos.

Converse com analistas.

Converse com usuários.

Muitas regras vivem apenas na memória das pessoas.


Etapa 8 — Teste impacto

Pergunte sempre:

Quem depende disso?

Quem será afetado?

Quem vai perceber?


Curiosidade Bellacosa nº 2

Em muitos bancos existem programas COBOL executando diariamente há mais de quarenta anos.

Alguns foram escritos antes mesmo do nascimento dos desenvolvedores que hoje fazem sua manutenção.

É como entrar em uma tumba egípcia sabendo que o arquiteto original nunca imaginou que alguém, quatro décadas depois, ainda pisaria naquele corredor para instalar uma nova "porta secreta".


Easter Egg nº 2 — O "X" Nunca Marca o Lugar

Nos filmes, o mapa sempre mostra um enorme X indicando o tesouro.

No desenvolvimento corporativo acontece exatamente o contrário.

O chamado diz:

"Alterar o programa FAT001."

Você passa dois dias investigando e descobre que o problema verdadeiro está em:

  • um parâmetro no Scheduler;

  • um SORT que remove registros;

  • um COPYBOOK compartilhado;

  • uma VIEW DB2;

  • um arquivo recebido de outro sistema.

O X nunca marca o lugar certo. A jornada até ele é que revela onde o verdadeiro problema estava escondido.


Conclusão — O Tesouro Não é o Código

Quando iniciamos nossa jornada em COBOL, acreditamos que aprenderemos uma linguagem de programação.

Com o tempo percebemos que aprendemos algo muito maior.

Aprendemos engenharia de sistemas.

O programa COBOL é apenas a ponta visível de um enorme continente tecnológico formado por JCLs, PROCs, Scheduler, Db2, CICS, VSAM, arquivos, integrações, calendários operacionais e regras de negócio acumuladas ao longo de décadas.

É por isso que dois profissionais com o mesmo domínio da sintaxe podem ter desempenhos completamente diferentes. Um conhece os verbos da linguagem; o outro conhece a história do templo, onde estão as armadilhas, quais corredores desabam, onde ficam as passagens secretas e qual pedra jamais deve ser removida.

No universo Bellacosa Mainframe, o verdadeiro desenvolvedor COBOL não é apenas um programador. Ele é um explorador da computação corporativa, alguém que entra diariamente em ruínas digitais construídas por gerações de engenheiros e retorna trazendo o artefato mais valioso de todos: uma alteração segura, compreendida e confiável, capaz de preservar sistemas que movimentam bancos, governos, seguradoras e a economia mundial sem que milhões de usuários sequer percebam que uma aventura aconteceu durante a madrugada.

E, como diria um certo arqueólogo de chapéu e chicote, ao fechar mais um chamado aparentemente simples:

"O código pertence ao sistema... mas o conhecimento pertence a quem teve coragem de explorar o templo inteiro antes de alterar uma única linha."

quinta-feira, 16 de julho de 2026

🚀 Quer Começar uma Carreira em IBM Mainframe? Estes Cursos Gratuitos São o Melhor Ponto de Partida

 

Bellacosa Mainframe inicie sua carreira em ibm mainframe tudo gratuito

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🚀 Quer Começar uma Carreira em IBM Mainframe? Estes Cursos Gratuitos São o Melhor Ponto de Partida

Durante muitos anos, aprender Mainframe significava ter acesso a um IBM Z físico ou trabalhar em uma grande empresa. Hoje esse cenário mudou completamente. A IBM e sua comunidade disponibilizam uma excelente coleção de cursos gratuitos, laboratórios práticos e trilhas de aprendizado que permitem a qualquer pessoa iniciar uma carreira em uma das áreas mais estáveis e valorizadas da Tecnologia da Informação.

Se você é um Programador COBOL Padawan, considere esta lista como sua Academia da Frota Estelar. Antes de assumir o controle da USS Enterprise (ou de um IBM Z), é preciso dominar os fundamentos.


🖖 1. IBM Z Mainframe Skills Depot (A Academia Oficial da IBM)

O melhor ponto de partida para quem deseja aprender Mainframe.

A plataforma reúne centenas de horas de treinamento organizadas por trilhas de carreira, incluindo:

  • COBOL

  • JCL

  • Db2

  • CICS

  • IMS

  • VSAM

  • RACF

  • z/OS

  • DevOps

  • Segurança

  • Modernização

  • Linux on IBM Z

👉 IBM Z Mainframe Skills Depot


🎮 2. IBM Z Xplore

Aprender jogando.

O IBM Z Xplore transforma o aprendizado em desafios práticos. Você resolve missões reais, ganha badges digitais e aprende utilizando um ambiente IBM Z.

Ideal para quem nunca teve contato com Mainframe.

Você encontrará desafios envolvendo:

  • COBOL

  • JCL

  • TSO/ISPF

  • USS

  • Python

  • Db2

  • VS Code

  • Linux on Z

👉 IBM Z Xplore


💻 3. Learning COBOL Programming with VS Code

Um dos melhores cursos gratuitos para iniciantes.

Ao invés de começar diretamente na tradicional tela verde, você aprende COBOL utilizando o Visual Studio Code e ferramentas modernas.

Conteúdo:

  • Introdução ao COBOL

  • Variáveis

  • IF

  • PERFORM

  • Arquivos

  • Estruturas de dados

  • Desenvolvimento moderno

👉 Learning COBOL Programming with VS Code


🎓 4. IBM Training

O portal oficial de treinamento da IBM reúne centenas de cursos gratuitos e pagos sobre IBM Z, LinuxONE, automação, segurança, IA e diversas tecnologias corporativas.

👉 IBM Training


🌎 5. IBM SkillsBuild

Excelente plataforma para desenvolver competências em tecnologia.

Além de Mainframe, oferece cursos de:

  • Computação em Nuvem

  • Inteligência Artificial

  • Segurança

  • Programação

  • Dados

  • Soft Skills

Tudo isso ajuda a formar um profissional completo.

👉 IBM SkillsBuild


⚙️ 6. IBM Developer

Portal com artigos, tutoriais, exemplos de código, projetos e conteúdos produzidos por especialistas da IBM.

Ideal para aprofundar os estudos depois dos cursos básicos.

👉 IBM Developer


📚 7. Open Mainframe Project

Uma excelente fonte para conhecer o ecossistema open source voltado ao IBM Z.

Você encontrará projetos como:

  • Zowe

  • Feilong

  • COBOL Programming Course

  • Modernização

  • DevOps

👉 Open Mainframe Project


🧑‍💻 8. IBM Redbooks

Os famosos "livros vermelhos" da IBM.

São referências técnicas escritas por especialistas e cobrem praticamente todos os assuntos relacionados ao IBM Z.

👉 IBM Redbooks


🚀 Roteiro recomendado para iniciar

Não tente aprender tudo de uma vez. Uma sequência eficiente é:

  1. Conceitos de Mainframe e z/OS

  2. COBOL

  3. JCL

  4. VSAM e QSAM

  5. SQL e Db2

  6. CICS

  7. IMS

  8. TSO/ISPF

  9. REXX

  10. RACF

  11. Git e DevOps para IBM Z

  12. APIs e Modernização (z/OS Connect, REST)

  13. Ansible, Zowe e automação

  14. IA aplicada ao IBM Z


💡 Dicas para o Programador COBOL Padawan

  • Não estude apenas COBOL: o ecossistema Mainframe é composto por diversas tecnologias que trabalham em conjunto.

  • Faça os laboratórios sempre que possível; a prática acelera o aprendizado.

  • Conquiste badges e certificados para enriquecer seu currículo e perfil no LinkedIn.

  • Participe de comunidades, eventos e programas como IBM Z Day e IBM TechXchange.

  • Compartilhe seus projetos e aprendizados. Ensinar também é uma excelente forma de consolidar conhecimento.


🖖 Mensagem Final

Na USS Enterprise, o conhecimento era a ferramenta mais valiosa da tripulação. No universo IBM Z, a lógica, a disciplina e o aprendizado contínuo desempenham o mesmo papel. Com tantos recursos gratuitos disponíveis hoje, nunca foi tão acessível iniciar uma carreira em Mainframe. O importante é começar, evoluir um passo de cada vez e transformar curiosidade em experiência prática.

Como diria o Sr. Spock:

"A lógica é o começo da sabedoria, não o fim."

Que sua jornada no universo IBM Mainframe seja longa, próspera e repleta de novos conhecimentos. 🖖

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O Funeral que Nunca Aconteceu : A História da Morte do Mainframe... Contada por Quem Sobreviveu

Bellacosa Mainframe e a morte do Mainframe e Cobol

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Funeral que Nunca Aconteceu

A História da Morte do Mainframe... Contada por Quem Sobreviveu

Uma jornada histórica por 14 capítulos que revisitam as previsões sobre o fim do mainframe e mostram como IBM Z, COBOL, CICS, Db2 e z/OS continuaram evoluindo até a era do IBM z17 e da Inteligência Artificial.

Por

 O Funeral que Nunca Aconteceu, série histórica sobre as previsões da morte do mainframe
Uma viagem pelas manchetes que anunciaram a morte do mainframe e pela evolução que conduziu a plataforma até o IBM z17.

“A melhor maneira de entender o futuro é estudar as previsões que nunca aconteceram.”

— Bellacosa Mainframe



Bellacosa Mainframe e seu thesaurus El Jefe Midnight Lunch

Introdução

Existe uma frase muito conhecida na tecnologia:

"O Mainframe vai morrer."

Ela foi repetida tantas vezes que acabou se tornando uma espécie de tradição da indústria.

Durante décadas, jornalistas, analistas, consultores e fabricantes anunciaram o fim da plataforma IBM Mainframe.

Alguns diziam que seria substituída pelos PCs.

Depois vieram as workstations.

Em seguida o Client/Server.

Depois Windows NT.

Java.

Linux.

Cloud.

Microservices.

Blockchain.

Metaverso.

Agora Inteligência Artificial.

O curioso é que todas essas tecnologias realmente revolucionaram a computação.

Mas nenhuma conseguiu fazer aquilo que tantas manchetes prometeram:

Substituir completamente o Mainframe.

Este artigo reúne toda essa jornada histórica, baseada nas reportagens preservadas pelo Professor Wolfgang Spruth em seu clássico trabalho The Death of the Mainframe, acrescentando uma visão moderna de quem vive diariamente o IBM Z em 2026.

Pegue um café.

Vamos revisitar quase quarenta anos de História da Computação.


Capítulo 1

O Funeral que Nunca Aconteceu

Abrimos nossa jornada voltando ao final dos anos 80, quando a indústria começou a decretar oficialmente a morte do Mainframe.

Mostramos como surgiu essa narrativa e como, enquanto jornais anunciavam o funeral, bancos, seguradoras, governos e companhias aéreas continuavam processando bilhões de transações em COBOL, CICS e Db2.

Foi o início da maior ironia da computação.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-1-o-funeral-que-nunca-aconteceu.html


Capítulo 2

A Década dos Buzzwords

Entramos na verdadeira fábrica de modismos tecnológicos.

Client/Server.

Downsizing.

Open Systems.

Distributed Computing.

Windows NT.

RISC.

Cada nova palavra parecia carregar uma promessa:

"Agora acabou para o Mainframe."

Descobrimos que buzzwords mudam rapidamente.

Problemas de negócio não.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-2-decada-dos-buzzwords.html


Capítulo 3

Wolfgang Spruth — O Historiador do Mainframe

Conhecemos o professor alemão Wolfgang Spruth.

Em vez de discutir com jornalistas, ele tomou uma atitude muito mais inteligente.

Arquivou todas as manchetes.

Graças ao seu trabalho, hoje podemos estudar essas previsões como documentos históricos, compreendendo o contexto em que foram escritas e por que pareciam tão convincentes.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-3-o-professor-que-arquivou-o.html


Capítulo 4

Forbes (1989)

Analisamos uma das primeiras grandes reportagens que classificaram o Mainframe como um "dinossauro tecnológico".

Descobrimos que a Forbes acertou ao perceber a ascensão dos computadores pessoais.

Mas errou ao acreditar que crescimento significava substituição.

Enquanto a reportagem era publicada...

Os sistemas continuavam funcionando normalmente.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-4-forbes-1989.html


Capítulo 5

The New York Times (1989)

O tema saiu das revistas especializadas e chegou ao grande público.

O New York Times popularizou mundialmente a imagem do Mainframe como uma tecnologia destinada ao desaparecimento.

Explicamos por que aquela conclusão parecia lógica na época e mostramos como ela ignorava o verdadeiro patrimônio das empresas: décadas de regras de negócio.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-5-new-york-times-1989.html


Capítulo 6

InfoWorld (1991)

Chegamos à previsão mais famosa da História da Computação.

Stewart Alsop declarou que:

"Em 15 de março de 1996 alguém desligará o último Mainframe."

A data chegou.

O Mainframe permaneceu ligado.

Décadas depois, o próprio autor reconheceria publicamente o equívoco.

Hoje essa previsão tornou-se um dos maiores exemplos de como extrapolar tendências pode produzir conclusões equivocadas.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-6-infoworld-1991.html


Capítulo 7

New York Times (1993)

Mesmo após quatro anos de transformações, o jornal voltou ao tema afirmando que o Mainframe estava "correndo rumo à extinção".

Mostramos por que a computação realmente estava mudando profundamente, mas também por que evolução da arquitetura não significava desaparecimento da plataforma.

Enquanto manchetes eram publicadas...

Os sistemas continuavam processando milhões de transações.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-7-new-york-times-1993.html


Capítulo 8

Business Week (1994)

O primeiro grande sinal de mudança.

George Colony, da Forrester Research, declarou:

"It's the end of the end for the mainframes."

A indústria começava a perceber que talvez tivesse enterrado o paciente cedo demais.

Os primeiros projetos gigantescos de migração revelavam custos, riscos e complexidade muito maiores do que o previsto.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-8-business-week-1994.html


Capítulo 9

O Que Realmente Aconteceu

Saímos das manchetes e acompanhamos a evolução verdadeira da plataforma.

Parallel Sysplex.

CMOS.

Linux on IBM Z.

Java.

Virtualização.

zAAP.

zIIP.

Web Services.

REST.

OpenShift.

Zowe.

Ansible.

BOB.

watsonx.

IBM z17.

Enquanto alguns aguardavam o funeral...

A IBM construía uma das plataformas mais modernas da computação corporativa.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-9-o-que-realmente-aconteceu.html


Capítulo 10

Por Que Todos Erraram?

Este talvez seja o capítulo mais importante.

Demonstramos que o erro nunca foi técnico.

O erro foi analisar apenas hardware.

Poucos perceberam que empresas não compram computadores.

Empresas acumulam conhecimento.

E conhecimento não é substituído simplesmente porque surgiu um processador mais rápido.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-10-por-que-tantas-previsoes.html


Capítulo 11

O Cemitério dos Buzzwords

Visitamos, com humor, um enorme cemitério imaginário.

Client/Server.

Windows NT.

SOA.

ERP.

Cloud.

Blockchain.

Metaverso.

Todos prometeram substituir completamente o Mainframe.

Nenhum conseguiu.

Não porque fossem tecnologias ruins.

Mas porque o Mainframe fez algo muito mais inteligente.

Integrou todas elas.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-11-o-cemiterio-dos-buzzwords.html


Capítulo 12

O Legado dos Profetas

Chegamos a 2026.

IBM z17.

watsonx.

COBOL moderno.

Db2 13.

CICS TS.

BOB.

OpenShift.

DevOps.

Mostramos que a verdadeira força do Mainframe nunca foi resistir às mudanças.

Foi evoluir continuamente.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-12-o-legado-dos-profetas-e.html


Capítulo 13

A IA e o Próximo Funeral

A História está se repetindo.

Hoje muitas manchetes afirmam que a Inteligência Artificial eliminará programadores.

Talvez.

Talvez não.

Depois de estudar quarenta anos de previsões aprendemos uma lição.

Desconfie sempre de afirmações absolutas.

A IA provavelmente transformará profundamente o desenvolvimento de software.

Mas também poderá tornar COBOL, Db2 e o IBM Z ainda mais produtivos.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-13-os-profetas-da-ia-e-o.html


Capítulo 14

O Julgamento da História

Encerramos nossa jornada imaginando um grande tribunal.

As testemunhas não eram jornalistas.

Eram bancos.

Companhias aéreas.

Seguradoras.

Governos.

Programadores.

DBAs.

Sysprogs.

Arquitetos.

No final, o juiz — representado pela própria História — conclui algo extraordinário.

Os jornalistas não estavam de má-fé.

Eles apenas tentaram prever o futuro.

O problema é que o futuro resolveu seguir um caminho muito mais interessante.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/07/capitulo-14-o-julgamento-da-historia.html


Bellacosa Mainframe e a conclusão da Saga a Morte do Mainframe

A Grande Lição

Depois de estudar quase quarenta anos de previsões existe uma conclusão inevitável.

As tecnologias realmente revolucionárias não costumam destruir imediatamente aquelas que vieram antes.

Elas convivem.

Integram-se.

Aprendem umas com as outras.

Foi assim com:

  • PCs.

  • UNIX.

  • Linux.

  • Internet.

  • Java.

  • Cloud.

  • Containers.

  • Kubernetes.

  • DevOps.

  • Inteligência Artificial.

Todas transformaram a computação.

E todas, de alguma forma, passaram a fazer parte do ecossistema IBM Z.

O verdadeiro vencedor nunca foi o Mainframe.

Nem o Client/Server.

Nem o Cloud.

Nem a IA.

O verdadeiro vencedor foi a Engenharia.


Uma mensagem ao Padawan COBOL

Se você está começando sua jornada...

Nunca escolha uma tecnologia apenas porque ela está na moda.

Escolha porque ela resolve problemas.

Nunca abandone uma plataforma apenas porque alguém a chamou de "legado".

Descubra primeiro se ela continua gerando valor.

Nunca confunda marketing com arquitetura.

Nunca confunda hype com inovação.

E, principalmente...

Nunca deixe de estudar História.

Porque quem conhece o passado dificilmente será enganado pelos mesmos discursos no futuro.


Epílogo

Em 1989 disseram que era um dinossauro.

Em 1991 marcaram sua morte.

Em 1993 afirmaram que caminhava para a extinção.

Em 1994 começaram a voltar atrás.

Em 2026...

O IBM z17 executa Inteligência Artificial.

O watsonx auxilia decisões corporativas.

O COBOL continua movimentando trilhões de dólares.

O Db2 protege dados críticos.

O CICS processa bilhões de transações.

O z/OS integra cloud híbrida.

O BOB moderniza pipelines.

O Zowe aproxima novas gerações.

O Mainframe nunca sobreviveu porque resistiu ao futuro.

Ele sobreviveu porque aprendeu a evoluir junto com ele.

E talvez essa seja a maior lição deixada pelo Professor Wolfgang Spruth.

A História nunca matou o Mainframe.

Ela apenas demonstrou que boas arquiteturas envelhecem muito melhor do que boas manchetes.


☕ Que a Engenharia esteja com você.

Sempre. 


Índice completo da série

  1. Capítulo 1 — O Funeral que Nunca Aconteceu
  2. Capítulo 2 — A Década dos Buzzwords
  3. Capítulo 3 — O Professor que Arquivou o Funeral
  4. Capítulo 4 — Forbes (1989)
  5. Capítulo 5 — The New York Times (1989)
  6. Capítulo 6 — InfoWorld (1991)
  7. Capítulo 7 — The New York Times (1993)
  8. Capítulo 8 — Business Week (1994)
  9. Capítulo 9 — O Que Realmente Aconteceu
  10. Capítulo 10 — Por Que Tantas Previsões Erraram?
  11. Capítulo 11 — O Cemitério dos Buzzwords
  12. Capítulo 12 — O Legado dos Profetas
  13. Capítulo 13 — Os Profetas da IA e o Próximo Funeral
  14. Capítulo 14 — O Julgamento da História

A grande lição

O mainframe não permaneceu relevante porque rejeitou PCs, Linux, Java, cloud, containers, DevOps ou Inteligência Artificial. Ele permaneceu relevante porque incorporou essas tecnologias sem abandonar disponibilidade, segurança, desempenho, compatibilidade e décadas de regras de negócio.

Uma mensagem ao Padawan COBOL

Nunca escolha uma tecnologia apenas porque ela está na moda. Escolha porque ela resolve problemas reais. Nunca abandone uma plataforma apenas porque alguém a chamou de legado. Descubra primeiro se ela continua gerando valor.

Bellacosa Mainframe e o Funeral que nunca aconteceu





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A MORTE DO COBOL

O Funeral que Nunca Aconteceu

Uma investigação histórica em 14 capítulos sobre as previsões, reportagens, buzzwords e profetas que anunciaram repetidamente o fim do COBOL — enquanto bilhões de transações continuavam sendo processadas silenciosamente.

SISTEMA ONLINE — 14 CAPÍTULOS DISPONÍVEIS
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Esta série investiga uma das narrativas mais repetidas da história da tecnologia: a suposta morte do COBOL. Durante décadas, revistas, jornais, consultorias e especialistas anunciaram seu desaparecimento. Entretanto, o COBOL permaneceu processando bancos, seguradoras, governos, cartões, pagamentos e sistemas críticos.

Os títulos e links acima são elementos HTML reais, permitindo que mecanismos de busca encontrem e rastreiem todos os capítulos. Os iframes funcionam apenas como previews visuais.

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Capítulo 14 — O Julgamento da História

Bellacosa Mainframe e o Julgamento da Historia

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo 14 — O Julgamento da História

Quarenta Anos Depois, Quem Estava Certo?

O capítulo final reúne as principais lições das previsões sobre a morte do mainframe e mostra como a evolução do IBM Z oferece ensinamentos para o futuro da computação corporativa.

Por

A evolução do IBM Mainframe julgada pela história após quarenta anos
As manchetes envelhecem. A engenharia permanece. Quatro décadas depois, a história oferece seu veredito sobre o futuro do mainframe.

"A História não julga pelas manchetes. Ela julga pelos sistemas que continuam funcionando."

— Bellacosa Mainframe

O veredito da História

Após quarenta anos de previsões sobre o desaparecimento do mainframe, bancos, seguradoras, governos, companhias aéreas e grandes empresas continuam executando bilhões de transações diárias sobre plataformas IBM Z, agora integradas com APIs, Linux, containers, OpenShift, Inteligência Artificial e cloud híbrida.

O julgamento histórico mostra que a evolução tecnológica não ocorreu por substituições absolutas, mas por integração contínua e preservação do conhecimento acumulado.

O legado para as próximas gerações

O trabalho de Wolfgang Spruth permitiu preservar um importante registro histórico das previsões sobre a morte do mainframe, oferecendo às novas gerações uma oportunidade rara de comparar expectativas, realidade e evolução tecnológica ao longo das décadas.

A última xícara de café

O verdadeiro legado do IBM Mainframe não é provar que estava certo. É lembrar que engenharia sólida, conhecimento de negócio e inovação contínua costumam sobreviver a modismos passageiros. O futuro pertence às tecnologias capazes de evoluir sem esquecer as lições do passado.


Bellacosa Mainframe e a hora da verdade

Finalmente chegamos ao tribunal

Imagine um enorme tribunal.

Não um tribunal comum.

Um tribunal onde o juiz é o tempo.

As testemunhas são quarenta anos de história da computação.

As provas são milhões de transações executadas todos os dias.

E os jurados...

Somos nós.

Arquitetos.

Programadores.

DBAs.

Operadores.

Sysprogs.

Analistas de negócios.

Estudantes.

Todos aqueles que vivem a computação real.

No banco dos réus existe uma placa.

IBM Mainframe

A acusação?

Ter sobrevivido quando deveria ter desaparecido.


A promotoria apresenta seu caso

O promotor começa.

— Meritíssimo...

Temos aqui dezenas de reportagens.

Forbes.

New York Times.

InfoWorld.

Business Week.

Todas afirmavam que esta plataforma estava ultrapassada.

Que seria substituída.

Que desapareceria.

Que sua arquitetura não possuía futuro.

Apresentamos como prova os artigos preservados pelo Professor Wolfgang Spruth em seu histórico trabalho The Death of the Mainframe.

O juiz olha os documentos.

Todos verdadeiros.

Todos publicados.

Todos assinados por profissionais respeitados.


A defesa não chama advogados

Curiosamente...

A defesa do Mainframe não apresenta um único advogado.

Não chama executivos.

Não chama jornalistas.

Não chama analistas.

Ela chama apenas testemunhas.

Primeira testemunha.

Um banco internacional.

— Quantas transações você processou hoje?

— Bilhões.

Segunda testemunha.

Uma companhia aérea.

— Quantas reservas?

— Milhões.

Terceira.

Uma operadora de cartões.

— Quantas autorizações?

— Milhões por minuto.

Quarta.

Uma seguradora.

— Quantos contratos?

— Dezenas de milhões.

Quinta.

Um governo.

— Quantos cidadãos dependem dos seus sistemas?

— Praticamente todos.

O silêncio toma conta da sala.


A testemunha mais inesperada

Então entra uma testemunha curiosa.

Ela usa camiseta.

Tênis.

Notebook.

Visual Studio Code aberto.

Git.

Python instalado.

Containers.

Kubernetes.

O juiz pergunta:

— Quem é você?

Ele responde.

— Sou um desenvolvedor de 2026.

— O senhor trabalha com Mainframe?

— Sim.

— Mas... o senhor não parece um programador de Mainframe.

O jovem sorri.

— Porque o senhor ainda imagina o Mainframe de 1989.

Eu trabalho com:

Git.

VS Code.

Python.

Zowe.

Ansible.

OpenShift.

DevOps.

REST.

JSON.

watsonx.

COBOL.

Tudo no mesmo ambiente.

O juiz faz uma anotação.


A acusação insiste

O promotor tenta recuperar o controle.

— Mas Excelência...

O Mainframe era fechado.

Centralizado.

Antigo.

O juiz olha para o IBM z17 projetado na tela.

Pergunta:

— Ele continua fechado?

A defesa responde.

— Linux.

Containers.

Kubernetes.

OpenShift.

REST.

Python.

Git.

Java.

Node.js.

Go.

Open APIs.

Cloud híbrida.

IA.

O promotor permanece em silêncio.


Chama-se a Inteligência Artificial

A próxima testemunha surpreende a todos.

É uma Inteligência Artificial.

O juiz pergunta:

— Você trabalha contra o Mainframe?

Ela responde.

— Não.

Trabalho com ele.

— Explique.

— Auxilio desenvolvedores COBOL.

Documento aplicações.

Analiso SQL.

Interpreto JCL.

Explico programas.

Ajudo DBAs.

Auxilio Sysprogs.

Analiso logs.

Automatizo operações.

O juiz sorri discretamente.

Mais uma previsão acabava de perder força.


O depoimento do COBOL

As portas do tribunal se abrem.

Entra um senhor elegante.

Sessenta e seis anos de idade.

Terno impecável.

Calmo.

Seguro.

O juiz pergunta.

— Nome?

— COBOL.

— Profissão?

— Regras de negócio.

— O senhor ainda trabalha?

Ele responde.

— Nunca trabalhei tanto.

A plateia ri.

Mas todos sabem que aquela resposta contém mais verdade do que humor.


O depoimento do JCL

Logo depois entra outro veterano.

Pouco falador.

Muito organizado.

— Nome?

— JCL.

— Idade?

— Não gosto de falar sobre isso.

— O senhor ainda possui utilidade?

Ele responde calmamente.

— Todos os dias organizo milhares de processos batch.

Controlo dependências.

Gerencio datasets.

Inicio cargas.

Executo backups.

Produzo relatórios.

Enquanto todos dormem.

A plateia aplaude.


O Db2 pede a palavra

O banco de dados aproxima-se da tribuna.

— Senhor Db2...

O senhor gostaria de dizer alguma coisa?

— Apenas uma observação.

Enquanto discutiam minha morte...

Continuei armazenando informações críticas de bancos, governos, seguradoras e empresas no mundo inteiro.

Hoje também trabalho com IA, análise em tempo real e integração híbrida.

Nada mais.

O depoimento dura menos de um minuto.

Suficiente.


O CICS também comparece

O juiz pergunta.

— Senhor CICS...

O senhor ainda recebe transações?

O velho monitor transacional responde.

— Algumas.

— Quantas?

— Bilhões.

Novo silêncio.


A última testemunha

O juiz chama Wolfgang Spruth.

Infelizmente ele já não está entre nós.

Mas seu trabalho permanece.

Sobre a mesa repousa sua apresentação.

"The Death of the Mainframe."

O juiz folheia lentamente.

Forbes.

New York Times.

InfoWorld.

Business Week.

Todas as manchetes.

Todas preservadas.

O juiz olha para a plateia.

Comenta.

— Este material nunca foi sobre provar quem estava certo.

Sempre foi sobre ensinar como a História acontece.

Talvez esse seja o maior legado do Professor Spruth.


O veredito

Depois de horas de audiência...

O juiz retorna.

Toda a sala permanece em silêncio.

Ele começa.

— Este tribunal conclui que...

As reportagens analisadas refletiam honestamente o conhecimento disponível em sua época.

Não houve má-fé.

Houve entusiasmo.

Houve confiança excessiva.

Houve extrapolação de tendências.

Houve influência do marketing.

Houve simplificações inevitáveis.

Mas também houve inovação verdadeira.

Client/Server mudou o mercado.

Internet mudou o planeta.

Linux mudou os datacenters.

Cloud mudou a infraestrutura.

IA está mudando a computação.

Nada disso pode ser negado.

O juiz faz uma pausa.

Continua.

— O erro ocorreu quando essas inovações passaram a ser apresentadas como substitutas inevitáveis de tudo o que existia anteriormente.

A História mostrou outro caminho.

Integração.

Compatibilidade.

Evolução.


A sentença

O juiz bate o martelo.

— O IBM Mainframe não é culpado.

A sala sorri.

Ele continua.

— Também declaro inocentes os jornalistas.

A plateia estranha.

O juiz explica.

— Eles apenas tentaram prever o futuro.

Como todos nós fazemos.

A diferença é que o futuro resolveu escrever outra história.


O verdadeiro vencedor

Chega então a última pergunta.

Quem venceu?

IBM?

UNIX?

Linux?

Cloud?

Open Source?

IA?

O juiz responde.

Nenhum deles.

Quem venceu foi a Engenharia.

Porque ela conseguiu integrar todos.

Hoje um único fluxo de negócio pode envolver:

Um aplicativo móvel.

Uma API.

Um microsserviço.

Kafka.

Containers.

Kubernetes.

OpenShift.

Java.

Python.

COBOL.

CICS.

Db2.

MQ.

IBM z17.

watsonx.

Tudo trabalhando junto.

Se isso não é evolução...

O que seria?


A herança para os próximos quarenta anos

Você, Padawan COBOL, talvez leia este artigo em 2036.

Ou 2046.

Quem sabe em 2056.

Talvez novas manchetes estejam dizendo:

"O fim da Inteligência Artificial."

"O fim do Cloud."

"O fim do Kubernetes."

"O fim dos LLMs."

"O fim dos Agentes."

Quando esse dia chegar...

Lembre-se deste julgamento.

Lembre-se de Forbes.

Lembre-se do New York Times.

Lembre-se da InfoWorld.

Lembre-se da Business Week.

Lembre-se do Professor Wolfgang Spruth.

E faça apenas uma pergunta.

Essa tecnologia ainda resolve problemas reais?

Se resolver...

Provavelmente continuará evoluindo.


A última xícara de café

Este não foi um artigo sobre computadores.

Nem sobre COBOL.

Nem sobre IBM.

Foi um artigo sobre humildade.

Humildade para reconhecer que prever o futuro é difícil.

Humildade para admitir erros.

Humildade para estudar a História antes de repetir slogans.

Humildade para entender que tecnologias realmente importantes raramente desaparecem de um dia para o outro.

Elas evoluem.

Adaptam-se.

Integram-se.

Transformam-se.

Foi isso que aconteceu com o Mainframe.

Foi isso que provavelmente acontecerá com muitas tecnologias atuais.


Encerramento

Quando você terminar este capítulo...

Olhe novamente para o IBM z17.

Não veja apenas um computador.

Veja sessenta anos de engenharia.

Milhões de horas de desenvolvimento.

Décadas de compatibilidade.

Bilhões de linhas de código.

Trilhões de dólares processados.

Milhões de profissionais que dedicaram suas carreiras para que o mundo continuasse funcionando.

Depois olhe para as manchetes da década de 1990.

Elas continuam importantes.

Porque nos lembram de algo extremamente valioso.

Buzzwords escrevem capas de revistas.

Engenharia escreve a História.

E a História, felizmente, costuma ter muito mais paciência do que os ciclos do marketing.


Epílogo Final

O Professor Wolfgang Spruth preservou o passado.

Os engenheiros construíram o presente.

Agora cabe aos novos Padawans construir o futuro.

Mas façam um favor à próxima geração.

Antes de anunciar a morte de qualquer tecnologia...

Esperem alguns anos.

A História agradece.

E o IBM Mainframe também.

Bellacosa Mainframe e o Funeral que nunca aconteceu

























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A MORTE DO COBOL

O Funeral que Nunca Aconteceu

Uma investigação histórica em 14 capítulos sobre as previsões, reportagens, buzzwords e profetas que anunciaram repetidamente o fim do COBOL — enquanto bilhões de transações continuavam sendo processadas silenciosamente.

SISTEMA ONLINE — 14 CAPÍTULOS DISPONÍVEIS
DIRETÓRIO DE CAPÍTULOS

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Esta série investiga uma das narrativas mais repetidas da história da tecnologia: a suposta morte do COBOL. Durante décadas, revistas, jornais, consultorias e especialistas anunciaram seu desaparecimento. Entretanto, o COBOL permaneceu processando bancos, seguradoras, governos, cartões, pagamentos e sistemas críticos.

Os títulos e links acima são elementos HTML reais, permitindo que mecanismos de busca encontrem e rastreiem todos os capítulos. Os iframes funcionam apenas como previews visuais.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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