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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Quadrilha com procissão em homenagem a Nossa Senhora Aparecida

Festa dos Santos Populares - 2017


Memorias da Festa Junina 2017 do Colégio Salesiano São José de Campinas.

Tradição herdada dos portugueses com suas festas dos Santos Populares (Santo Antônio, São João e São Pedro), com inspiração das danças de salão da corte francesa misturada com danças medievais surgiu nossa quadrilha.

Neste vídeo apresentamos uma quadrilha onde as crianças recriaram todas as crenças do povo da campo, ou como dizemos por aqui da roça, os casais estão paramentados como trabalhadores do campo rumando em uma procissão com a Nossa Senhora Aparecida abrindo caminho e sendo homenageada pelo povo,  meninos com enxada as costas e as meninas colhendo e descascando o milho.

Belo cortejo para relembrar as tradições de outrora.


domingo, 9 de julho de 2017

Quadrilha que ta aqui de boa

Uma das melhores apresentação nesta Festa Junina.


Com uma musiquinha bem conhecida dançaram muito bem e deixaram o publico muito animado com esta apresentação.

As crianças trabalharam duro para fazer esta apresentação e no final ficou muito bonito. O publico que compareceu no colégio São José aplaudiu com muito gosto esta dança.

Confira e nos diga se concorda.






Rindo À Toa

Tô numa boa, tô aqui de novo
Daqui não saio, daqui não me movo
Tenho certeza, esse é o meu lugar
Aha, aha

Tô numa boa, tô ficando esperto
Já não pergunto se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar
Aah Aha

Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais

Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar

Ha ha ha ha ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aha, aha

E cantando assim parece que o tempo voa
Quanto mais triste mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá laiá laiá Iê

Escrevi seu nome na areia
O sangue que corre em mim sai da tua veia
Veja só
Você é a única que não me da valor
Então porque será que esse valor é o que eu ainda quero ter

Tenho tudo nas mãos mais não tenho nada
Então melhor ter nada e lutar pelo que eu quiser
É mais pera aê ouço o forró tocando e muita gente aê
Não é hora pra chorar

Porém não é pecado se eu falar de amor
Se eu canto sentimento seja ele qual for
Me leve onde eu quero ir
Se quiser também pode vir

Escuta meu coração que bate no compasso
Da zabumba de paixão

É pra surdo ouvir,
Pra cego ver
Que esse xote faz milagre acontecer
É pra surdo ouvir,
Pra cego ver
Que esse xote faz milagre acontecer
É pra surdo ouvir
Pra cego ver
Que esse xote faz milagre acontecer
É pra surdo ouvir
Pra cego ver
Falamansa faz milagre acontecer
É pra surdo ouvir
Pra cego ver
Falamansa faz milagre acontecer
É pra surdo ouvir
Pra cego ver
Que esse xote faz milagre acontecer
É pra surdo ouvir
Pra cego ver
Que esse xote faz milagre acontecer


sábado, 8 de julho de 2017

Quadrilha em círculos e paralelas

Bellacosa Mainframe e a quadrilha do colegio São José em Campinas

🌽🎶 Quadrilha em Círculos e Paralelas

Danças na Festa Junina do São José

Festa Junina sem quadrilha não é Festa Junina!

Naquele dia, o São José estava tomado pelas cores, pela música e pela agitação típica de uma boa festa. No meio de tudo isso, as crianças entraram em cena para apresentar uma quadrilha cheia de movimento.

Lenços nas mãos, passos marcados e muita atenção para não perder o momento certo de mudar de posição.

A dança começava a ganhar forma.

Primeiro, os participantes se organizavam em círculos. Depois, surgiam linhas paralelas, com os grupos avançando, recuando e circulando uns entre os outros.

Palmas.

Pés marcando o ritmo.

Gente entrando.

Gente saindo.

E, por alguns minutos, aquilo parecia uma pequena coreografia geométrica acontecendo diante dos nossos olhos.

A quadrilha junina é justamente interessante por isso. Não é apenas uma sequência de passos: ela transforma o espaço em parte da dança.

Os participantes criam corredores, rodas, filas e diferentes desenhos enquanto a música continua.

E existe ainda aquela maravilhosa dose de confusão organizada que toda boa quadrilha precisa ter. 😄

Quem assiste vê diversão.

Quem está dançando precisa lembrar do próximo passo, acompanhar os colegas e tentar descobrir rapidamente para que lado deveria estar indo!

Talvez seja justamente isso que torne essas apresentações tão especiais.

Anos depois, o vídeo deixa de ser apenas o registro de uma dança.

Transforma-se em uma pequena cápsula do tempo.

Um pedaço de uma Festa Junina, preservando a música, os movimentos e a alegria daquele dia.

🎥 Quadrilha em círculos e paralelas — Festa Junina do São José, 2017.



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Danças na Festa Junina do São José


Agora as crianças com lencinhos estão dançando uma quadrilha, com lenços ao alto e em círculos,  paralelas todas muito animadas batendo palmas e batendo o pé...

Correndo e dançando, acenando com os lenços, fazendo rodas e circulando entre elas, participe você também, curta o vidro, comente e partilhe.




sexta-feira, 7 de julho de 2017

Quadrilha e o forro do São João

Bellacosa Mainframe e lembranças da Festa Junina no Colégio São José

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🌽 Quadrilha e o Forró do São João — Uma Festa Perdida no Tempo

Voltamos ao Colégio São José, naquela animada Festa Junina em que os verdadeiros protagonistas eram o pequeno Formiga e seus colegas.

Era uma daquelas quermesses escolares feitas para reunir todo mundo. Crianças, professores, papais, mamães, irmãos, avós e convidados dividiam o mesmo espaço entre bandeirinhas coloridas, música, barracas e os inevitáveis comes e bebes de uma boa festa junina.

Mas a grande atração eram mesmo as crianças.

Ao longo da festa, cada turma, cada classe e cada série tinha preparado sua própria apresentação. A cada hora, aproximadamente, um novo grupo ocupava o espaço da dança para mostrar a coreografia ensaiada durante os dias anteriores.

E começava novamente aquele pequeno ritual.

Os pais procuravam um bom lugar.

Celulares e câmeras apareciam.

Alguém chamava:

— Olha aqui!

Outro tentava descobrir onde estava o próprio filho no meio daquele pequeno exército de chapéus de palha, vestidos coloridos e rostos pintados.

E então começava a música.



🎶 Cada turma contava sua própria história

Não era simplesmente colocar todas as crianças para repetir a mesma quadrilha.

Cada grupo havia preparado sua apresentação, criando coreografias diferentes e enriquecendo ainda mais aquela tarde de festa.

Em uma delas, as crianças formavam círculos. Em outro momento, os meninos ficavam agachados enquanto as meninas circulavam ao redor deles. Depois os papéis se invertiam.

Tudo acompanhado pelo ritmo alegre do forró e pela atenção absoluta dos familiares.

Para as crianças provavelmente era principalmente uma grande brincadeira.

Para os pais havia outra coisa acontecendo.

Era orgulho.

Aquele instante em que você procura seu filho no meio de dezenas de crianças e, quando finalmente o encontra, praticamente esquece todo o restante da apresentação.

Ali está ele.

E pronto.

Durante alguns minutos, aquele pequeno dançarino torna-se a pessoa mais importante de toda a festa.

Naquele dia, para mim, esse pequeno protagonista era o Formiga.



📹 Na época era apenas um vídeo

Talvez esta seja uma das coisas mais interessantes de manter um blog durante tantos anos.

Em 2017 eu estava simplesmente registrando o presente.

Peguei a câmera, filmei alguns minutos, publiquei o vídeo e escrevi sobre aquilo que estava acontecendo diante dos meus olhos.

Não parecia História.

Era apenas sábado.

Era apenas uma Festa Junina.

Era apenas uma apresentação das crianças.

Era apenas mais um daqueles pequenos acontecimentos do cotidiano que imaginamos que estarão disponíveis para sempre.

Mas não estão.

O tempo passou.

E aquele pequeno vídeo começou silenciosamente a mudar de significado.



⏳ As crianças cresceram

Hoje, ao rever essas imagens tantos anos depois, existe uma sensação completamente diferente.

Aquelas crianças cresceram.

Muitas são hoje adolescentes. Outras já estão entrando na vida adulta.

Possivelmente algumas delas nem se lembram mais espontaneamente daquela Festa Junina do Colégio São José.

Vieram outras escolas, outros professores, provas, amizades, namoros, vestibulares, empregos e milhares de acontecimentos que foram sendo empilhados sobre aquela memória.

Talvez alguém que aparece durante poucos segundos naquele vídeo jamais tenha pensado novamente naquele dia.

Até apertar PLAY.

Então acontece uma coisa maravilhosa.

A música começa.

A imagem se movimenta.

Aparecem os colegas.

Surge um rosto conhecido.

— Nossa! Fulano!

Depois outro.

— Olha eu ali!

E, subitamente, uma tarde aparentemente perdida de 2017 reaparece.

Não apenas intelectualmente.

A memória começa a reconstruir detalhes que a pessoa nem sabia que ainda guardava.

Talvez se lembre da roupa.

Do professor.

Do amigo que estava ao lado.

Do ensaio.

Da vergonha de dançar.

Da mãe filmando.

Do pai assistindo.

Do cheiro da comida.

Da música.

De alguma pequena confusão ocorrida minutos antes da apresentação.

É o poder curioso de uma fotografia ou de alguns segundos de vídeo: eles funcionam como índices para arquivos que o nosso cérebro acreditava ter apagado.

🏮 Uma festa perdida no tempo

É justamente por isso que hoje gosto ainda mais deste pequeno registro.

Ele deixou de ser apenas o vídeo de uma quadrilha.

Transformou-se numa espécie de cápsula do tempo do Colégio São José.

Ali estão roupas, músicas, brincadeiras, professores, famílias e principalmente crianças congeladas em determinado ponto de suas vidas.

Durante alguns minutos ninguém precisava pensar no que aconteceria dez anos depois.

Não existiam vestibulares.

Não existiam currículos.

Não existiam boletos.

Não existiam chefes.

Não existia a pergunta sobre qual profissão seguir.

Existia apenas:

— Agora é a nossa turma!

E lá iam eles.

Dançar.

Errar um passo.

Olhar para o colega.

Tentar lembrar a coreografia.

Procurar os pais no meio da multidão.

E continuar dançando.

❤️ O verdadeiro valor aparece depois

Talvez ninguém naquela tarde tivesse consciência de que estava construindo uma memória.

É justamente isso que torna esses registros cotidianos tão preciosos.

As grandes ocasiões nós sabemos que devemos fotografar.

Casamentos, formaturas, aniversários importantes e viagens recebem centenas de fotografias.

Mas são esses pequenos momentos aparentemente banais que frequentemente adquirem um valor gigantesco décadas depois.

Uma Festa Junina escolar.

Uma quadrilha.

Um prato de alguma coisa comprado numa barraca.

Uma criança usando chapéu de palha.

Uma música tocando.

Um pai segurando uma câmera.

Nada disso parecia extraordinário naquele momento.

Hoje é impossível repetir exatamente aquela tarde.

Podemos fazer outra festa.

Podemos montar as mesmas barracas.

Podemos tocar as mesmas músicas.

Podemos até reunir algumas das mesmas pessoas.

Mas jamais conseguiremos reunir novamente aquelas crianças, com aquelas idades, naquele Colégio São José, naquele instante de suas vidas.

Essa festa existe agora somente nas lembranças de quem esteve lá — e nos pequenos fragmentos que tivemos a sorte de guardar.

Por isso este vídeo continua aqui.

Para o Formiga.

Para seus antigos colegas.

Para os papais e mamães que estavam orgulhosos assistindo às apresentações.

E talvez para algum daqueles pequenos dançarinos que, muitos anos depois, encontre esta página por acaso, aperte PLAY e reconheça a si mesmo correndo ou dançando no fundo da imagem.

Nesse momento talvez venha um sorriso involuntário.

E aquela sensação tão estranha e gostosa:

— Meu Deus... eu lembro disso.

Então, durante alguns minutos, aquela Festa Junina perdida no tempo estará acontecendo novamente.

As bandeirinhas voltarão a balançar.

O forró voltará a tocar.

As crianças voltarão para suas posições.

E o pequeno Formiga e seus colegas serão crianças outra vez.

Nem que seja apenas enquanto durar o vídeo.

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Forro do São João no São José


Chapéu de palha, vestidinho de chita e sardinhas nos rostos rosados estas caipirinhas estão todas paramentadas prontas para a festa.

As crianças da Quadrilha não param de aprontar, agora estão dançando um forro de São João todas as crianças estão em círculos: os meninos agachados e as meninas em rodando os círculos, depois os meninos circulando as rodinhas e aproveitando para fazer a maior farra... você já dançou a quadrilha?




quarta-feira, 5 de julho de 2017

Formiga e o Sanfoneiro na Quadrilha

Bellacosa Mainframe e o sanfoneiro da festa junina do colégio são Jose

Um Café no Bellacosa Mainframe

🪗 Formiga e o Sanfoneiro na Quadrilha — Quando o Vaguinho Saiu das Histórias

Uma festa junina no Colégio São José, um sanfoneiro tocando, dezenas de pequenos caipiras correndo pelo pátio e um analista de sistemas descobrindo que, para os amigos do Formiga, ele não era exatamente um adulto: era um personagem das histórias.

Existem vídeos que registram acontecimentos importantes.

Casamentos.

Formaturas.

Viagens.

Aniversários.

E existem aqueles pequenos vídeos que aparentemente não registram absolutamente nada de extraordinário.

São justamente esses que, anos depois, tornam-se extraordinários.

Este é um deles.

Estamos novamente na Festa Junina do Colégio São José, em Campinas.

O pátio está tomado por crianças vestidas de caipirinhas, famílias observando as apresentações, professores tentando manter alguma organização no meio daquela maravilhosa confusão e, nos bastidores de tudo isso, a festa continua acontecendo.

Barracas.

Comes e bebes.

Conversas.

Risadas.

Crianças correndo.

Pais fotografando.

E música.

Muita música.

No meio daquele pequeno universo junino havia um personagem fundamental:

o sanfoneiro.

🪗

Sentado com seu instrumento, ele fazia aquilo que gerações de músicos fizeram antes dele nas festas populares brasileiras.

Abriu a sanfona.

Fechou a sanfona.

E deixou o ar atravessar os foles transformando movimento em música.

Ao redor dele, a festa acontecia.

Mas havia outro personagem naquela história.



🐜 O Formiga estava impossível

Nosso pequeno Formiga encontrava-se em estado de absoluta euforia.

E quem conhece criança em festa escolar sabe exatamente o que isso significa.

Ele queria correr.

Brincar.

Conversar.

Encontrar os amigos.

Mostrar alguma coisa.

Sumir durante alguns segundos.

Aparecer do outro lado.

Voltar correndo.

Contar uma história começando pelo final.

E imediatamente desaparecer novamente porque alguma coisa muito mais importante acabara de acontecer a cinco metros dali.

Era o processamento paralelo infantil funcionando em sua capacidade máxima.

Se colocássemos aquilo num monitor de performance, provavelmente encontraríamos:

CPU: 100%

Threads: incontáveis

Prioridade: todas

Tempo de resposta: imediato

Controle de mudanças: inexistente

😂

Mas naquele dia aconteceu uma coisa particularmente divertida.

O Formiga resolveu apresentar o Vaguinho aos amigos.


👨‍💻 "Esse é o Vaguinho!"

E aqui a história fica interessante.

Porque existe o Vagner que eu conheço.

Analista de sistemas.

Programador.

Homem dos bits.

Um sujeito que já havia atravessado aeroportos, cidades, países e continentes.

Um sujeito que trabalhou com computadores enormes, sistemas corporativos e aquelas maravilhosas geringonças tecnológicas que fazem bancos, empresas e governos continuarem funcionando enquanto praticamente ninguém percebe.

Um brasileiro que já havia percorrido uma boa parte deste planeta.

Mas nada disso tinha muita importância naquele pátio.

Para aquelas crianças eu possuía uma credencial muito mais importante:

eu era o Vaguinho.

😂

O personagem das histórias do Formiga.

De repente aqueles pequenos seres humanos vestidos de caipirinhas estavam conhecendo em carne e osso aquele adulto meio amalucado que aparecia nas histórias contadas por ele.

Provavelmente alguma coisa como:

— Esse é o Vaguinho!

E pronto.

Currículo apresentado.

Não precisava de LinkedIn.

Não precisava de crachá.

Não precisava explicar profissão.

Muito menos mostrar certificados.

Para aquela turma, minha reputação profissional era construída sobre qualificações muito mais importantes.

🎮 Um adulto suspeitamente incompatível com o cargo

Eu era o adulto que jogava videogame.

Montava LEGO.

Assistia desenhos animados.

Inventava brincadeiras.

Fazia zoeira.

Contava histórias.

E, principalmente, não parecia considerar que brincar fosse uma atividade exclusiva das crianças.

Isso provavelmente causava certa incompatibilidade lógica.

Adultos deveriam fazer coisas de adultos.

Conversar sobre assuntos incompreensíveis.

Mandar crianças não correrem.

Perguntar sobre notas.

Dizer:

— Cuidado para não sujar a roupa!

O Vaguinho aparentemente tinha recebido outro manual de operação.

Se havia LEGO:

vamos montar.

Se havia videogame:

liga isso aí.

Se havia desenho animado:

qual episódio?

E entre os desenhos que faziam parte daquele nosso pequeno universo estava uma criatura que se tornaria praticamente patrimônio cultural da casa:



🐑 Shaun the Sheep

Ou, como ficou eternamente registrada em nosso vocabulário:

a famosa Ovelha Xone.

😂

A maravilhosa Shaun the Sheep.

Aquela ovelha extremamente inteligente, cercada por outras ovelhas nem sempre tão inteligentes, vivendo aventuras absurdas enquanto o pobre cachorro Bitzer tenta desesperadamente impedir que a fazenda entre em colapso.

Pensando bem...

Talvez fosse um treinamento precoce para trabalhar com sistemas corporativos.

Shaun cria o incidente.

As outras ovelhas ampliam o incidente.

Bitzer tenta administrar o incidente.

O fazendeiro não sabe que existe um incidente.

E no final todos trabalham desesperadamente para que o ambiente volte ao normal antes que o responsável descubra.

Isso é praticamente um War Room rural.

🐑💻

Talvez por isso eu gostasse tanto.



🪗 Enquanto isso, a sanfona continuava tocando

No fundo daquele pequeno caos perfeitamente organizado, estava o sanfoneiro.

E isso hoje chama minha atenção muito mais do que provavelmente chamou naquele momento.

Porque ele não era simplesmente alguém fornecendo música ambiente.

Era parte essencial daquela experiência.

A festa poderia ter caixas de som.

Poderia ter músicas gravadas.

Poderia simplesmente apertar PLAY.

Mas havia ali um músico.

Uma pessoa.

Um instrumento.

Um fole respirando.

Dedos percorrendo teclas e botões.

A música sendo criada naquele instante.

Cada execução era ligeiramente diferente da anterior.

Nenhum algoritmo.

Nenhum MP3.

Nenhum streaming.

Nenhum buffer.

Apenas músico e instrumento.

Uma tecnologia maravilhosamente analógica.

E ao som daquela sanfona, as crianças realizavam suas coreografias.

🌽 Os pequenos caipiras entram em produção

Cada turma havia preparado sua apresentação.

Durante semanas professores provavelmente organizaram passos, músicas, posições e entradas.

Crianças ensaiaram.

Erraram.

Riram.

Esqueceram.

Tentaram novamente.

Até chegar o grande momento.

Os pequenos entravam vestidos de caipirinhas.

Camisas xadrez.

Vestidos coloridos.

Chapéus de palha.

Pintinhas no rosto.

Bigodes desenhados.

Trancinhas.

Remendos propositalmente costurados nas roupas.

Então começava a música.

E do outro lado estava uma plateia completamente parcial.

Os genitores maravilhados.

😂

Não importava se uma criança virasse para o lado errado.

Se outra esquecesse a coreografia.

Se duas começassem a conversar durante a apresentação.

Se alguém simplesmente parasse no meio da dança procurando a mãe na plateia.

Para os pais aquilo era Broadway.

Era o Scala de Milão.

Era uma apresentação histórica.

Celulares e câmeras eram levantados.

Fotografias eram tiradas.

Vídeos eram gravados.

E aplausos surgiam ao final.

📹 E eu também estava fazendo meu pequeno backup

Naquele momento eu apenas registrava cenas.

Um pequeno vídeo aqui.

Outro ali.

Sem qualquer grande pretensão documental.

Era simplesmente:

REC.

Alguns minutos.

STOP.

Próxima cena.

O que eu não percebia era que estava executando um backup.

Não de arquivos.

Não de programas.

Não de bancos de dados.

Estava fazendo backup de uma época.

Da voz das crianças.

Das roupas.

Das brincadeiras.

Do sanfoneiro.

Do pátio.

Daquele Formiga pequeno e eufórico.

E até daquele Vagner que existia naquele momento.

Porque ele também mudou.

💾 O backup contém versões antigas de nós mesmos

Existe uma coisa curiosa nos vídeos antigos.

Quando assistimos novamente, normalmente prestamos atenção nas pessoas que filmamos.

Mas existe alguém invisível dentro de todo vídeo:

a pessoa que segurava a câmera.

Ela também ficou gravada ali.

Não aparece necessariamente na imagem.

Mas está presente.

Na escolha do enquadramento.

Naquilo que chamou sua atenção.

Na risada atrás da câmera.

Na voz.

Na maneira como observava o mundo.

Por isso, quando revejo um fragmento como este, não estou apenas vendo o Formiga criança.

Estou encontrando uma versão anterior de mim mesmo.

O Vagner daquele dia.

O Vaguinho.

🐜 O personagem aparece em carne e osso

Talvez este seja meu detalhe favorito dessa lembrança.

Para mim, eu simplesmente estava acompanhando o Formiga numa festa escolar.

Para ele, entretanto, havia outra coisa acontecendo.

Ele estava apresentando um pedaço do mundo dele aos amigos.

As crianças provavelmente já tinham ouvido histórias.

O Vaguinho que jogava.

O Vaguinho que brincava.

O Vaguinho que montava LEGO.

O Vaguinho das zoeiras.

O adulto que assistia Ovelha Xone.

Então, subitamente:

lá estava o sujeito.

Materializado no pátio.

😂

É quase como encontrar pessoalmente um personagem sobre o qual alguém vive contando histórias.

E existe algo muito bonito nisso.

Porque significa que, naquele pequeno universo infantil, eu havia conquistado uma categoria diferente de adulto.

Não era simplesmente:

"um adulto".

Era:

"o Vaguinho".



🥚 Easter egg — quem estava apresentando quem?

Durante muitos anos pensei naquela cena como:

o Formiga apresentando o Vaguinho aos amigos.

Hoje não tenho tanta certeza.

Talvez estivesse acontecendo exatamente o contrário.

Talvez o Formiga estivesse me apresentando ao mundo dele.

Aqueles eram os amigos dele.

A escola dele.

As brincadeiras dele.

Os códigos sociais dele.

As histórias dele.

Eu era o visitante.

Por alguns minutos recebi uma credencial temporária para entrar naquele universo.

E o responsável pelo meu acesso era um pequeno administrador chamado Formiga.

USERID: VAGUINHO

ACCESS: FRIENDS

RESOURCE: FESTA.JUNINA.SAOJOSE

PERMISSION: READ / PLAY / ZOEIRA

RACF emocional: ACCESS GRANTED

😂

🕰️ E então o tempo executou seu JOB

A festa terminou.

As barracas foram desmontadas.

O sanfoneiro guardou sua sanfona.

As roupas caipiras voltaram para armários e caixas.

Professores foram para casa.

Pais descarregaram centenas de fotografias.

As crianças cresceram.

Aquelas pequenas figuras que aparecem correndo pelo vídeo hoje são adolescentes ou jovens adultos.

Algumas talvez ainda sejam amigas.

Outras provavelmente nunca mais se encontraram.

Talvez algumas nem se lembrem daquele dia.

Mas existe um pequeno arquivo perdido num canto do universo digital.

E quando apertamos PLAY...

a sanfona toca novamente.

As crianças voltam a dançar.

Os pais voltam a olhar maravilhados.

O Formiga volta a ficar eufórico.

E durante alguns minutos aquele pátio do Colégio São José volta a existir exatamente como era.

Até o Vaguinho retorna.

Um pouco mais jovem.

Provavelmente fazendo alguma zoeira.

🐜🪗

E talvez seja exatamente para isso que servem esses pequenos vídeos aparentemente sem importância.

Eles não impedem que o tempo passe.

Mas deixam alguns checkpoints pelo caminho.

Lugares onde podemos voltar ocasionalmente e dizer:

"Caramba... nós estivemos aqui."

E estivemos mesmo.

O Formiga.

Seus amigos.

Os pequenos caipirinhas.

Os pais orgulhosos.

O sanfoneiro.

E aquele estranho analista de sistemas que percorreu meio mundo para descobrir que, naquele pequeno pátio de Campinas, sua credencial mais importante era simplesmente:

Vaguinho.

☕🐜🪗

Bellacosa Mainframe

Porque algumas memórias não precisam de milhões de bytes.

Precisam apenas sobreviver ao próximo backup.

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Sanfoneiro começou a festa.

O sanfoneiro iniciou a festa, o acordeão dá suas iniciais, afinando o instrumento e  chamando os dançarinos para o centro da quadra e as crianças obedecem preparando-se para a dança.

As crianças do primeiro ano dançando ao ritmo do sanfoneiro e fazendo a maior festa quando o sanfoneiro da roça só tocava isso.... batendo palmas, batendo o pé e fazendo o balanceeeee.

A diversão  esta correndo solta e dançam para la e dançam para cá...



quinta-feira, 29 de junho de 2017

A quadrilha não para

Bellacosa Mainframe e a festa junina do Colégio São José

🌽 A Quadrilha Não Para

Festa Junina no Colégio São José — Campinas

Era uma tarde inteira de música, dança e tradição no Colégio São José, em Campinas.

Durante a Festa Junina, alunos do 1º ao 9º ano se revezavam nas apresentações. Aproximadamente a cada meia hora chegava uma nova turma, transformando o espaço da festa em um palco permanente de quadrilhas, brincadeiras e danças típicas.

E a criançada estava com a corda toda.

Já tinham pulado a fogueira, corrido atrás do balão, brincado com o sanfoneiro e participado de diferentes coreografias — mas a quadrilha ainda estava longe de terminar.

Este vídeo preserva um pequeno momento daquela tarde: um registro simples de uma festa escolar que, anos depois, também se tornou memória da vida cotidiana do Colégio São José.

Mais do que uma apresentação, era uma sequência de gerações da escola entrando no tablado, cada turma deixando por alguns minutos sua própria marca na Festa Junina.

🎥 Registro histórico: Festa Junina do Colégio São José — Campinas, SP.



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Festa Junina no São José


A criançada esta com a corda toda, ja pularam a fogueira, correram atras do balão, bagunçaram com o sanfoneiro e a tarde ainda promete muita dança.

Muita alegria e danças a tarde toda... as crianças dos 1ºs até os 9ºs dançaram a beça, a cada meia hora tinha uma nova turma.




sábado, 4 de junho de 2016

A quadrilha do Catatau

Bellacosa Mainframe e a festa junina e sua quadrilha na escola infantil catatau


A quadrilha do Catatau

As crianças aprontam muito na quadrilha


A turminha do Catatau esta aprontando mais uma festa da quadrilha, com todas as coisas tipicas...

A ponte quebrou, olha a cobra, o noivo fugiu, chama o pai da noiva etc...

O formiga aprontou bem nesta festa e ficou todo animado qdo viu seu companheiro de bagunça filmando tudo.







📝 Nota especial — Dez anos depois

Quando escrevi estas poucas linhas, em 2016, isto era apenas mais um vídeo da nossa bagunça.

Uma quadrilha, crianças correndo para todos os lados, “olha a cobra!”, “a ponte quebrou!”, o noivo fugindo e o Formiga, naturalmente, aproveitando cada oportunidade disponível para aprontar alguma.

Eu estava atrás da câmera.

E ele sabia.

Quando percebia que seu companheiro de bagunça estava filmando, imediatamente ficava ainda mais animado. Havia também uma razão importantíssima: depois ele queria assistir a tudo.

Naquela época eu achava que estava simplesmente gravando uma festa.

Hoje percebo que estava fazendo backup de uma infância.

A câmera guardou coisas que minha memória jamais conseguiria preservar sozinha: as vozes, os movimentos, as roupas, as músicas, os amigos, as brincadeiras e aquele jeito absolutamente espontâneo que as crianças tinham antes de descobrirem que um dia cresceriam.

E talvez seja por isso que não quero reescrever demais o pequeno texto original acima.

Ele também pertence àquele momento.

Os erros, as abreviações, o “qdo”, as frases rápidas... tudo foi escrito por alguém que ainda estava muito perto dos acontecimentos. Não havia nostalgia porque ainda não existia distância suficiente para sentir saudade.

Dez anos depois, existe.

Mas é uma saudade feliz.

Porque posso apertar PLAY e, durante alguns minutos, o relógio executa um pequeno rollback impossível.

A quadrilha começa novamente.

A ponte quebra outra vez.

Alguém grita:

— OLHA A COBRA!

O noivo foge.

Chamam o pai da noiva.

As crianças dão risada.

E lá está o Formiga, aprontando alguma, até perceber que Vaguinho está com a câmera apontada para ele.

Então aquele sorriso aparece novamente.

📹 CAMERA = REC

🐜 FORMIGA = APRONTANDO

🎶 QUADRILHA = EM_EXECUÇÃO

❤️ MEMORIA = PRESERVADA

Talvez seja essa a verdadeira importância destes vídeos antigos.

Não filmamos porque sabíamos que aqueles dias seriam preciosos.

Eles se tornaram preciosos porque tivemos a sorte de filmá-los.

E assim fica este pequeno registro, guardado no Bellacosa Mainframe, para que um dia possamos voltar aqui, apertar PLAY e descobrir que certas festas terminam...

mas algumas alegrias continuam dançando para sempre.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

O NOIVINHO DA QUADRILHA

 


O NOIVINHO DA QUADRILHA — UMA CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME
PARA O EL JEFE MIDNIGHT LUNCH

Vasculhar um arquivo de fotos antigas é como abrir um dataset sentimental: cada imagem é um registro, cada rosto um campo, cada memória um load module carregado direto da infância.
E no meio desse inventário do tempo, você encontrou ela:
a foto épica do noivo da quadrilha, um Vaguinho vestido com toda a elegância que só a década de 1970 conseguia produzir.
Terno remendado branco, gravata vermelha, chapéu de palha torto e aquele sorriso de quem não fazia ideia de que um dia se tornaria o cronista oficial do clã Bellacosa.

E como tudo na sua vida vem com história, essa não seria diferente.





1. A QUADRILHA RAIZ – QUANDO JUNHO ERA REALMENTE FRIO

Antes de o clima enlouquecer, junho era junho de verdade:

  • vento gelado cortando o rosto,

  • moletom grosso,

  • fogueira estalando na calçada,

  • e o cheirinho de milho verde misturado com fumaça.

  • neblina, garoa e geada

Era inverno, gente.
Inverno raiz, de fazer a criançada encostar a mão no caneco de quentão (sem álcool, claro) só pra esquentar os dedos.

As festas juninas vinham direto do DNA português, importada dos Santos Populares —
Santo Antônio, São João e São Pedro,
mas aqui ganharam pitadas afro-brasileiras, italianas, indígenas e imigrantes de todas as latitudes.
O resultado?
Uma mistura única que só o Brasil consegue fazer.



2. A ESCOLINHA DA DEPORTAÇÃO — O PRIMEIRO ESCÂNDALO BELLACOSA

A foto pertence àquela mesma escolinha onde eu, segundo registros pseudo-históricos, apócrifos e de testemunhos maternos, foi deportado por:

  • não parar quieto,

  • ser arteiro,

  • ser criativo demais,

  • ser inquieto,

  • e estar levando Dona Mercedes à beira da insanidade.

Mas após a deportação efetiva, os novos amiguinhos na escola, a disciplina da sala de aula, os primeiros contatos com o abcedário, veio o evento dos eventos, a dança Quadrilha.
E nela, você brilhou como o noivinho oficial do arraial.


3. O CASAMENTO CAIPIRA — A NOVELA DE JUNHO

A quadrilha sempre foi um micro teatro do Brasil profundo:

  • Tinha noivo, noiva, padre,

  • O delegado suspeito, para pegar o noivo fujão

  • os pais da noiva, que estavam ali para garantir o final da cerimonia

  • Convidados animados,

  • Emboscadas e fugas,

  • E aquele momento mágico:
    “É mentiraaaa!”

O roteiro era uma novela rural, uma pequena ópera cômica encenada por crianças com dentes faltando, vestidos floridos e bigode pintado com rolhas queimadas, simulando bigodes e barbas.

Eu ali, no meio, sendo levado até o altar improvisado, cercado de bandeirinhas coloridas, fogueira cenográfica e o olhar orgulhoso (e exausto) da Dona Mercedes, da minha madrinha vó Anna e o vô Pedro, tio Pedrinho, tia Mirian e familia.


4. AS BARRAQUINHAS — O PARQUE DE DIVERSÕES DOS ANOS 70

Junho era também o mês das barraquinhas de quermece:

🎣 Pescaria — com peixinhos de madeira e prêmios que iam de pirulito a dominó.
🎯 Tiro ao alvo — onde sempre tinha um primo que jurava ser “bom de mira”.
Arremesso de bolinha — que jamais derrubava as latas, misteriosamente coladas.
📦 Rifas e correio elegante — o Tinder da época.
🫥 Prisão — onde se pagava para prender o amigo e pagava para soltar.
(engenharia financeira brasileira desde sempre).


5. COMIDAS — O BANQUETE SAGRADO DE JUNHO

E como esquecer o cardápio sagrado?

  • Canjica cremosa,

  • Arroz-doce com canela,

  • Pamonha quentinha,

  • Milho assado,

  • Churrasquinho suspeito,

  • Quentão fumegante,

  • Paçoca e pé de moleque.

  • Vinho quente.

  • Sagu com vinho de São Roque

Cada aroma era um portal para a infância.



6. A FOTO — UM PEDAÇO DE TEMPO CONGELADO

Naquela imagem perdida no meu arquivo, o que vemos não é apenas um menininho vestido de noivo.

Vemos:

  • a escolinha que fez Dona Mercedes descansar um pouco,

  • o Brasil dos anos 70, entre o caos financeiro da ditadura militar e as famílias se virando para sobreviver,

  • a alegria simples das festas de bairro,

  • a energia daquele pequeno Vagner arteiro,

  • e um pedaço da alma Bellacosa que resistiu ao tempo.

A foto é prova de que a memória não é só um arquivo:
é um job que roda eternamente no sistema da gente.


7. EPÍLOGO — O NOIVO QUE SOBREVIVEU AO ARRAIAL E À VIDA

Hoje, adulto, olho essa foto e entendo:

Aquele noivinho da quadrilha é um símbolo.
Um lembrete do que sempre fui:

  • sonhador,

  • imaginativo,

  • inquieto,

  • criador de histórias,

  • e dono de uma alma que, mesmo deportada,
    sempre encontra caminho para continuar pulando fogueiras.

Porque  aprendi a dançar a quadrilha da vida…
aprendi também a desviar do delegado, da ponte quebrada, da cobra, do tombo, das armadilhas e dos sustos —
e ainda dar risada no caminho.




Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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