| Bellacosa Mainframe apresenta caçando os vilões em zos performance tuning |
🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop achando os vilões
Versão técnica: RMF, SMF e a arte de não tunar errado
O Essential z/OS Performance Tuning Workshop separa, logo de cara, dois tipos de profissionais:
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Quem acha que faz performance tuning
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Quem sabe onde olhar primeiro
Essa versão é para o segundo grupo — ou para quem quer migrar do 1️⃣ para o 2️⃣ sem trauma.
🎯 Regra zero do workshop
Nunca comece pelo parâmetro. Comece pela observação.
Antes de qualquer ALTER, DEFINE ou SET:
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Qual workload?
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Qual período?
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O que mudou?
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Existe baseline?
Sem isso, tuning vira superstição técnica.
🧠 CPU: o falso vilão
Onde olhar no RMF
RMF CPU Activity Report (Postprocessor)
Campos clássicos:
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% Busy
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% LPAR Utilization
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% Logical Processor Dispatch
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% IFA / zIIP / zAAP (quando aplicável)
Interpretação que o workshop ensina
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CPU alta com response time estável → sistema saudável
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CPU média com response time degradando → gargalo fora da CPU
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CPU baixa + atraso → WLM ou I/O
📌 Easter egg técnico:
Se o LPAR Delay cresce, não é falta de tuning — é falta de peso ou política errada.
⚙️ WLM: tuning começa aqui, não no SYS1.PARMLIB
RMF Workload Activity Report
Campos críticos:
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Service Class Period
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Velocity
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Average Response Time
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Delay Reasons
Exemplo típico visto no workshop:
👉 Conclusão correta:
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Não adianta subir prioridade
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Não adianta mexer em CPU
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O gargalo não é WLM, é dependência externa
💡 Lição central:
WLM não resolve gargalo físico. Ele apenas escolhe quem sofre primeiro.
📊 RMF Monitor III: o “agora dói aqui”
Uso correto (e erro comum)
Monitor III serve para:
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Incidente ativo
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Observação em tempo real
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Confirmação de suspeita
Não serve para:
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Análise histórica
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Decisão estrutural
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Justificativa pós-morte
Campos típicos:
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Address Space Delay
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Device Response Time
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Enqueue Waits
📌 Erro clássico:
Usar Monitor III como prova definitiva em reunião de causa raiz.
🗃️ SMF: onde a discussão acaba
SMF 30 – Address Space Accounting
Usado para responder:
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Quem consumiu CPU?
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Quanto?
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Em qual período?
Exemplo prático:
👉 Indício claro:
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Espera externa
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I/O
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Lock
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Dependência de outro job
SMF 70 / 72 – CPU e WLM
SMF 72 é o coração do tuning orientado a SLA.
Campos essenciais:
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Service Class Performance Index
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Delay Breakdown
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Period Transitions
📌 Easter egg de workshop:
Performance Index < 1.0 não é vitória se o response time continua ruim.
SMF 74 – I/O e Storage
Onde muitos problemas se revelam.
Campos observados:
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Device Response Time
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Pending Time
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Channel Utilization
Exemplo clássico:
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CPU “sobrando”
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Response time alto
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3390 com Pending elevado
👉 Solução raramente é tuning de parâmetro.
Normalmente é layout, cache, storage tier ou concorrência mal planejada.
⚠️ Casos clássicos discutidos no workshop
🔥 “O batch atrasou tudo”
RMF mostra:
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Batch em baixa prioridade
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Online atrasando
SMF revela:
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Batch segurando enqueue crítico
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Online esperando lock
👉 Ajuste correto:
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Revisar serialização
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Reavaliar janela batch
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Não subir prioridade às cegas
🔥 “Depois da mudança ficou lento”
Primeira pergunta ensinada no workshop:
Qual foi o último change?
Sem resposta clara:
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tuning suspenso
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investigação começa
📌 Lição dura:
Performance tuning não corrige change mal feito.
Ele só mascara — até piorar.
🚀 O que o workshop realmente forma
Não forma “tuner de parâmetro”.
Forma analista de comportamento do sistema.
Quem sai sabendo:
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Correlacionar RMF + SMF
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Defender decisão com dados
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Evitar tuning destrutivo
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Criar baseline útil
No CPD, isso vira reputação.
🧠 Frase final
“RMF mostra o sintoma.
SMF mostra a causa.
WLM executa a decisão — certa ou errada.”
O Essential z/OS Performance Tuning Workshop não ensina atalhos.
Ensina responsabilidade técnica em ambiente onde erro custa caro.
