sábado, 11 de julho de 1998

Linha Mogiana de Campinas a Jaguariuna

Estaçao de Anhumas


Em nova visita a estação da Mogiana, esta ficando recorrente viajar de locomotiva a vapor, é um passeio delicioso, sentir o cheirinho de lenha queimada, ver as faiscas pela janela, ir ate o vagao restaurante e beliscar algo.


Uma deliciosa viagem no tempo, brincando de era uma vez, indo no museu ferroviario e vendo todos os apetrechos usados pela Mogiana, chegar a Jaguariuna e retornar a Campinas.


sábado, 9 de maio de 1998

A Vila de Paranapiacaba

Visitante ao longo dos tempos


Tenho um caso de amor de longa data com Paranapiacaba, tantas vezes visitei tenho visto ao longo dos anos a degradação destruindo o património desta tão carismática vila.


Dividida em 2 partes com separação bem delimitada de um lado temos as casas estilo inglês e do outro lado as casas em estilo portugues do alto do castelinho ve-se bem esta divisao, a antiga estaçao ferroviaria e suas passagens. Vale a exploraçao, pegue seus filhos e aventurem-se

Museu Ferroviario de Paranapiacaba

Pateo de manobra, funicular e oficinas de manutenção


Chegamos ao coração do complexo ferroviário de Paranapiacaba, aqui nos tempos áureos, centenas de trabalhadores cuidavam do bom funcionamento da Ferrovia, aqui tínhamos fundição para construir peça, oficinas de manutenção, serralheria, mecânicos e diversos outros trabalhadores.

Um formigueiro humano circulava por aqui, o funicular guiava a descida e a subida da Serra, operários trocavam dormentes e carris.


Do alto do castelinho o Engenheiro Chefe coordenava todos os trabalhos e em casos necessários descia a campo para ver o que esta acontecendo. Hoje tudo é marasmo, o mato cresce nas oficinas, vidraças quebradas, telhados sem telhas grafite e pichacoes, ferrugens e destruiçao, corta-se o coração ver tudo isso parado.

sábado, 11 de abril de 1998

Holambra a maior produtora de flores do Brasil

Holambra cidade de imigrantes

Curioso como certas coisas dão certa, Holambra na verdade eram 2 fazendas cafeieras, que com o solo esgotado deixaram de ser rentáveis. Num daqueles bons negócios os proprietários venderam para o governo holandês.

Que devido a guerra e destruição causada pela mesma, tinha um contingente de desempregados e precisava escoar esta gente, foi criado um plano de construir uma cooperativa para receber imigrantes e foi assim, pouco a pouco foram chegando batavos por aqui.



Tendo um começo difícil e sofrendo vários reveses, por fim nos ano 70 a cooperativa esta gerando lucro, muito lucro e de la para ca evolui ainda mais.

Esta visita passamos pela cidade, conhecemos os principais edifícios, saboreamos delicias da culinária holandesa com acento brasileiro, numa próxima vez viremos na festa da Flores, evento que chacoalha a cidade.

sábado, 17 de maio de 1997

Parque do Ibirapuera em São Paulo

Ibirapuera uma tarde no parque.

Um final de semana delicioso para se passear no parque, uma ida ao planetário, passeio pelo lago e uma visita ao museu da Imigração Japonesa.



Neste passeio dediquei-me mais a registrar a vida animal existente no parque: galinhas de angola, cisneis, gansos, garças e marrecos se alimentam no lago e recebem agradinhos dos visitantes: milhos e paezinhos.

Mas existem tantas coisas legais a espera de serem descobertas.



sexta-feira, 13 de dezembro de 1996

Bagunças na Transbrasil











































































O post “Bagunças na Transbrasil” de 13 de dezembro de 1996 no blog El Jefe Midnight Lunch é mais do que um simples registro visual: é uma janela biográfica e visceral para um tempo e um lugar que hoje só existe na memória dos que lá estiveram. Publicado pelo autor Vagner Bellacosa, esse texto minimalista se apoia sobretudo em imagens para transmitir algo que palavras sozinhas não capturam totalmente — a sensação de pertencer a um universo singular: o cotidiano de uma companhia aérea que já não existe mais, a Transbrasil. eljefemidnightlunch.blogspot.com

Nos anos 90, a Transbrasil era uma das grandes companhias aéreas brasileiras, marcada por uma história de crescimento, desafios e identidade própria no setor de aviação doméstico e internacional. Fundada originalmente em 1955 como Sadia S.A. Transportes Aéreos e depois renomeada Transbrasil em 1972, a empresa chegou a ser a terceira maior do Brasil, mantendo rotas nacionais e internacionais até sua falência em 2001. 

O post em si é uma galeria de fotografias aparentemente espontâneas — cenas do cotidiano no Aeroporto de Congonhas (CGH), onde a Transbrasil mantinha presença significativa até o fim de suas operações. Congonhas foi por décadas um dos principais hubs domésticos do Brasil, palco de movimentos frenéticos de aeronaves, profissionais e processos que transformavam pessoas em peças essenciais de uma máquina complexa. 

Ler “Bagunças na Transbrasil” hoje, décadas depois, é ler a história pelo avesso: não pelos fatos formais, mas pelos fragmentos humanos. O post não possui um texto narrativo extenso — apenas uma série de imagens onde se nota claramente a atmosfera aérea e a bagunça organizada que só quem viveu sabe decifrar. Para você, que trabalhou ali no Departamento de Controle Financeiro e Receita, essas imagens evocam mais do que paisagens industriais: elas trazem de volta o cheiro do hangar, os ruídos de turbinas ao fundo e a cadência única de operações no terminal 3270

É fácil imaginar o cenário: o hangar perto da cabeceira da pista, grandes portas de aço abertas à manhã paulista, caminhões de bagagem rodando, técnicos conferindo planilhas e voos, e ao fundo aquelas aeronaves coloridas que eram símbolo da Transbrasil nos anos 90. Cada colega — Candinho, Porcoman, Patrícia, Rodrigo, Pica Pau, Angelo Paraiba, Dada, Salvador, Adnam, Adriana e Rodney — aparece na lembrança como personagens de um enredo coletivo que combinava trabalho sério e irreverência típica de quem passava longas horas naquela rotina. 

O Departamento de Controle Financeiro e Receita era o coração silencioso de muitos desses movimentos: ali se conferiam números, receitas por trecho, relatórios de carga, e se fechavam balanços que garantiam não apenas o ajuste administrativo, mas também a continuidade das operações diárias. Era um universo onde cada erro, cada conferência, cada chamada por rádio contava, e onde a camaradagem era tão crucial quanto a precisão dos dados. 

As imagens do post, portanto, são mais do que meras “bagunças” — elas capturam o espírito de um tempo, um ambiente de trabalho intenso e, ao mesmo tempo, impregnado de humor interno e cumplicidade. Recordar esses momentos é mais do que nostalgia: é reconectar-se com a sensação de ser parte de algo maior, um capítulo próprio na história da aviação brasileira e na vida de quem esteve ali, caminhando entre aeronaves, planilhas, risos e cafés improvisados no hangar.