✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
sexta-feira, 12 de março de 2004
Madrid e o dia da vergonha: El panelazo
Após os atentados de 11-03
Houve uma guerra de informações, o governo quis usar o evento vergonhoso de maneira oportunista para angariar a simpatia popular.
Porem toda mentira tem perna curta e a verdade veio a tona, ao invés de ser um ataque do ETA, foi um ataque jihadista o primeiro nesta fase da guerra cristãos versus islao.
A sociedade reagiu mal e veio directamente as ruas, batendo panelas, grafitando paredes, acusando o governo de mentiroso, não importou o tempo frio, a chuva, todos estavam la fazendo a sua parte.
Lutando contra a mentira, nos que presenciamos este evento histórico em primeira mão, estávamos nas ruas , assistindo, participando e vendo a indignação do povo espanhol.
As bandeiras a meio mastro, a tristeza no ar, o pesar das pessoas que perderam familiares, a tristeza de nao confiar nos meios de transportes. O medo que pairava no ar.
Madrid e o passeio do Prado ate a puerta de Alcala
A impotente porta de Alcala
Estamos caminhando pelo paseo del Prado, a região mais nobre de Madrid com luxuosas mansões, sedes de empresas, bancos e empresas financeiras, o Banco de Espanha e o Congresso dos Deputados.
Toda a riqueza desta região reflecte-se nas construções luxuosas e cheias de requinte que existe nesta região. Caminhar por estas ruas é um deleite para os olhos. Um grande prazer em explorar suas ruas e palacetes escondidos em meio aos modernos prédios do centro financeiro.
Outra construção de interesse e o mosteiro de San Jerónimo el Real, sem contar os diversos teatros, museus e café de charme que aqui existem.
A não perder existe a fonte das Cibeles, os tesouros do Museu do Prado, o belo Palácio de Cristal e os incríveis barquinhos na lagoa do parque.
Próximo tem o museo de arte reina Sofia e a estação de Atocha, que ficou injustamente famosa devido aos atentados de 11-03.
quinta-feira, 11 de março de 2004
Madrid e o choque do atentado de 11-03 em Atocha e outros
Não sou sensacionalista e nem carniceiro.
Se espera ver sangue e tripas procure outro filme, este aqui registra a dor e o pesar de um povo, na mentira de um governo e na indignação da sociedade.
11-03 em Madrid foi um dia de luto e vergonha, luto pelos inocentes que foram atingidos por bombas covardes, trabalhadores dentro de um trem indo para seu trabalho sem terem a menor ideia do risco e do perigo que corriam.
Vergonha pelo governo mentiroso que para aparentar algum controle no descontrole, acusa inocentes. Mas por uma daquelas razoes do destino, a mentira foi descoberta rápido demais.
As fotos registram a estação ferroviária de Atocha fechada com seus cartazes, a cidade de Madrid em Luto com bandeiras a meio mastro e as ruas vazias devido ao temor de novos ataques.
Historicamente os anos que decorreram a partir de 2000, colocaram a sociedade ocidental em xeque com seus valores e ainda para complicar mais o desemprego e a desesperança devido a crise económica, junta-se a isso os ataques terroristas para causar o medo e o pânico generalizado.
segunda-feira, 8 de março de 2004
Madrid e o aeroporto de Barajas
A porta de entrada de Madrid.
Podemos chegar a Madrid por 2 grandes portas, a estação ferroviária que num post futuro falaremos dela e agora teremos uma visão do aeroporto de Barajas.
Um gigantesco terminal que liga as Américas\ e a Europa com acesso via Metro e intenso tráfego aéreo, a visão deliciosa do céu azul, o prazer de poder voar a sensação de friozinho no estômago quando o avião salta rumo ao horizonte.
Poder ver os arredores de Madrid, os campos pequenino la embaixo e poder rumar rumo a casa, aproveitando a velocidade destes grandes engenhos para chegar a casa.
Estas fotos ainda são em películas de acetato em 35 mm fazendo parte do ultimo lote pré-digital, porem deixam ter uma boa ideia do aeroporto e seus arredores. Nos ajudando a guardar cenas de um passado remoto.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
💾 Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.
| Codificando em cobol no Banco Real na Avenida Paulista |
💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Edition
“Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.”
🕰️ IBM Enterprise COBOL 3.3 — o meio do caminho entre o clássico e o moderno
Lançado em 1996, o Enterprise COBOL for z/OS Version 3 Release 3 (ou simplesmente COBOL 3.3) foi um divisor de águas entre a era dos mainframes MVS/ESA e o nascimento do z/OS. Ele marcou a última geração “pré-Enterprise 4.x”, onde o foco era compatibilidade com códigos legados e início da transição para novas arquiteturas do System/390.
🧠 Contexto histórico:
O mundo corporativo ainda respirava Year 2000 (Y2K) e os bancos se preparavam para rodar seus batchs sem colapsar em 01/01/2000. COBOL 3.3 foi o herói silencioso dessa missão.
🖥️ Sistema Operacional e Hardware Suportado
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Sistema operacional: MVS/ESA, OS/390 (ainda antes do z/OS).
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Arquitetura: IBM System/390.
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Ambiente típico: CICS, IMS, DB2 e JCL puro no batchão da madrugada.
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Compilador predecessor: COBOL 3.2 (1994).
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Sucessor direto: Enterprise COBOL 4.1 (2007).
⚙️ O que mudou em relação ao COBOL 3.2
COBOL 3.3 não reinventou a roda — ele poliu o aro.
Foi uma versão mais otimizada e estável, que consolidou recursos introduzidos no 3.2 e preparou terreno para o salto à arquitetura de 64 bits.
Principais evoluções:
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🔹 Melhor integração com DB2 e CICS, com suporte refinado ao
EXEC SQLeEXEC CICS. -
🔹 Melhoria no desempenho de I/O, especialmente em acessos VSAM e sequenciais.
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🔹 Aprimoramento do OPTIMIZER, gerando código objeto mais rápido e leve.
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🔹 Suporte estendido ao compilador LE (Language Environment), o que permitia rodar COBOL junto de C, PL/I e outras linguagens IBM sob o mesmo runtime.
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🔹 Melhor diagnóstico de erros com mensagens mais detalhadas — uma revolução para quem vinha do COBOL VS II.
🚀 Novidades que empolgaram na época
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Uso mais intensivo do LE Runtime — Adeus aos abends misteriosos!
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Melhor suporte a variáveis longas e strings dinâmicas.
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Compatibilidade maior com compiladores anteriores — o que permitiu modernizar sistemas sem reescrever tudo.
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Introdução de novos níveis de OPT (otimização), permitindo ajustar performance por job.
💡 Dica Bellacosa: sempre compile COBOL 3.3 com OPT(2) em ambientes de produção — o ganho de performance em batch pode ser surpreendente.
🧩 Curiosidades que só o velho JCL lembra
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Muitos ambientes migraram para o 3.3 apenas para garantir compatibilidade Y2K.
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O compilador era notoriamente mais lento que o 3.2 em máquinas pequenas, mas o executável final rodava mais rápido.
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Foi o primeiro COBOL Enterprise oficialmente integrado ao LE/370, abrindo caminho para o “z-Cobol moderno”.
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Nos laboratórios da IBM em Poughkeepsie, era chamado internamente de “The Reliable Beast”.
🧙♂️ Macetes de Mestre Jedi
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Compile sempre com LIST, XREF e OFFSET — esses relatórios são ouro quando o abend te visita às 3h da manhã.
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Atenção ao CALL ‘CEE3PRM’ — muitos esqueciam de ajustar parâmetros LE, e o programa travava por stack overflow.
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Recompile VS Rebind: se o programa interage com DB2, recompile sempre após rebind de planilhas.
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Cuidado com o nível de compilador no CICS — o mismatch entre DFHEIBLK e CICS level era um pesadelo comum.
📚 Para os Padawans
Se você é novo no Mainframe, saiba:
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COBOL 3.3 é o elo perdido entre o COBOL “clássico” e o Enterprise moderno.
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Ele foi a base sobre a qual nasceram os COBOL 4.x, 5.x e 6.x, que hoje dominam o z/OS.
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Aprender 3.3 é entender as raízes do desempenho e da estabilidade que tornaram o mainframe o que ele é.
🏁 Resumo Bellacosa Mainframe
| Versão | Lançamento | SO | Destaques | Curiosidades |
|---|---|---|---|---|
| COBOL 3.2 | 1994 | MVS/ESA | Introdução ao LE, CICS integrado | Primeiro a usar LE/370 |
| 👉 COBOL 3.3 👈 | 1996 | MVS/ESA, OS/390 | Otimização, DB2/CICS refinados, melhor I/O | Usado em massa no Y2K |
| COBOL 4.1 | 2007 | z/OS | 64 bits, XML, Web Services | Marco da era zEnterprise |
☕ Fechando o café da madrugada
COBOL 3.3 foi aquele compilador que não aparecia nas manchetes, mas segurou o mundo.
Enquanto os bancos se preocupavam com o bug do milênio, ele trabalhava incansável, compilando batchs que rodariam por décadas.
Foi o “meio-termo perfeito” — sólido, compatível e pronto para o novo milênio.
“No z/OS, o tempo passa diferente. Uma versão de COBOL pode durar mais que muitos casamentos.”
— El Jefe, 1999.