sábado, 5 de março de 2005

PROIBIDÃO: Os Animes Mais Polêmicos de Todos os Tempos

 

Os Animes Mais Polêmicos de Todos os Tempos

O universo do anime é vasto e multifacetado, mas alguns títulos se destacam por causar debates intensos, choque cultural e até censura. Aqui reunimos cinco dos animes mais polêmicos da história, analisando cada um em detalhes.


1. Boku no Pico (2006)

  • Sinopse: Pico, um menino doce e inocente, se envolve em um relacionamento sexual com homens mais velhos, explorando temas controversos sobre amor e sexualidade.

  • Ano de Lançamento: 2006

  • Autor: Katsuyoshi Yatabe

  • Personagens: Pico, Tamotsu, Chico

  • Polêmica: Retrata pedofilia de forma explícita, o que gerou repulsa e debates internacionais.

  • Reação: Considerado impróprio e quase sempre proibido fora do Japão; virou meme global pelo choque que provoca.

  • Curiosidade: Apesar de sua fama negativa, existe uma base de fãs curiosos sobre o título.

  • Mensagem: Explora tabus sociais de forma chocante, mas é amplamente criticado por romantizar crimes.

  • Dicas: Recomendado apenas para pesquisa sobre controvérsias em mídia adulta; não indicado para menores.

  • Recepção do Público: Extremamente divisiva; odiado por muitos, mas curiosamente famoso na internet.


2. Elfen Lied (2004)

  • Sinopse: Lucy, uma mutante com poderes telecinéticos, escapa de um laboratório, desencadeando uma série de mortes e confrontos com humanos, enquanto lida com traumas do passado.

  • Ano de Lançamento: 2004

  • Autor: Lynn Okamoto

  • Personagens: Lucy/Nyu, Kouta, Yuka, Nana

  • Polêmica: Violência gráfica extrema, nudez e abuso infantil.

  • Reação: Foi alvo de críticas severas por exploração de violência e sexualidade de forma chocante.

  • Curiosidade: Apesar da violência, a obra conquistou fãs por sua abordagem filosófica sobre preconceito e rejeição social.

  • Mensagem: Questiona a natureza humana, empatia e isolamento.

  • Dicas: Prepare-se para cenas fortes e conteúdo perturbador.

  • Recepção do Público: Mistura de fascínio e repulsa; cultuado como clássico psicológico e violento.


3. Kodomo no Jikan (2007)

  • Sinopse: Daisuke Aoki, um jovem professor, enfrenta situações complicadas quando sua aluna, Rin, desenvolve sentimentos românticos por ele, desafiando normas sociais.

  • Ano de Lançamento: 2007

  • Autor: Kaworu Watashiya

  • Personagens: Daisuke Aoki, Rin Kokonoe, Reiji Kokonoe

  • Polêmica: Relação inapropriada entre professor e aluna de escola primária.

  • Reação: Censurado em diversos países, com críticas sobre exploração infantil.

  • Curiosidade: Tenta discutir traumas e solidão infantil por trás da provocação.

  • Mensagem: Mostra os limites da moralidade e o impacto psicológico de crianças negligenciadas.

  • Dicas: Indicado apenas para estudo crítico; não é entretenimento convencional.

  • Recepção do Público: Dividido; alguns enxergam crítica social, outros repulsa completa.


4. Attack on Titan (Shingeki no Kyojin, 2013)

  • Sinopse: Em um mundo cercado por muros, Eren Yeager luta contra gigantes devoradores de humanos enquanto descobre segredos sombrios da humanidade.

  • Ano de Lançamento: 2013

  • Autor: Hajime Isayama

  • Personagens: Eren Yeager, Mikasa Ackerman, Armin Arlert

  • Polêmica: Violência extrema, genocídio, debates sobre ideologias políticas e raciais.

  • Reação: Críticas sobre possíveis mensagens nacionalistas ou fascistas, gerando intenso debate acadêmico e cultural.

  • Curiosidade: Isayama se inspirou em experiências pessoais e literatura para criar tensão social e moral.

  • Mensagem: Explora liberdade, sobrevivência e moralidade em tempos de guerra.

  • Dicas: Observe mais a reflexão filosófica do que apenas a ação violenta.

  • Recepção do Público: Mundialmente aclamado, embora com discussões constantes sobre seu conteúdo.


5. Neon Genesis Evangelion (1995-1996)

  • Sinopse: Shinji Ikari é convocado para pilotar um mecha chamado Eva para combater seres chamados Anjos, enquanto enfrenta conflitos internos e traumas psicológicos.

  • Ano de Lançamento: 1995

  • Autor: Hideaki Anno

  • Personagens: Shinji Ikari, Rei Ayanami, Asuka Langley Soryu, Gendo Ikari

  • Polêmica: Psicologia intensa, sexualidade ambígua, simbolismo religioso e final perturbador.

  • Reação: Fãs ficaram confusos e revoltados com o final original; necessitou do filme End of Evangelion para complementar a história.

  • Curiosidade: Tornou-se referência cultural no Japão e no Ocidente, influenciando diversos animes e debates filosóficos.

  • Mensagem: Explora identidade, depressão, solidão e busca de sentido na vida.

  • Dicas: Assista com atenção à psicologia dos personagens; não espere apenas ação.

  • Recepção do Público: Icônico e polarizador; adorado por críticos e fãs de psicologia/análise de personagens.


💡 Conclusão:
A polêmica nos animes pode surgir por diferentes motivos: violência, sexualidade, crítica social ou filosófica. Cada obra gera reação única, refletindo tanto a sensibilidade cultural quanto o impacto narrativo. De Boku no Pico a Evangelion, o anime mostra que a arte japonesa não tem medo de provocar, questionar e desafiar o público.

sábado, 1 de janeiro de 2005

2004 Melhores momentos na viagem a São Paulo BR

Retrospectiva de 2004 em Itatiba


Terminamos o ano com uma otima viagem ao Brasil, onde em menos de 10 dias, chegamos a Cumbica, fomos a Itatiba, passamos por São Paulo, descemos a serra rumo a Praia Grande, passamos por Taubate, chegamos a Campos do Jordão e ainda retornamos a Itatiba e passamos outras vezes por Sampa.



Foi otimo rever meus amigos, parentes, pessoas queridas, fazermos bons almoços, contar boas historias, relembrar  de momentos antigos.

Apresentei a Carmen para a família e amigos onde nos reunimos em bons momentos para aproveitar o pouco tempo para tentar colocar tudo em dia. Desde os mais de 800 dias vividos no velho continente, até o namoro e futuro casamento.

Foram dias intensos onde aproveitei minha casinha por alguns momentos, sempre cansaderrimo devido aos vais e voltas de tantas viagens, o tempo era curto e queríamos fazer tanta coisa, visitar tantos parentes e amigos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

2004 os melhores momentos em Espanha

Uma passagem rápida por Espanha.


2004 foi um ano intenso com acontecimentos traumáticos para a Espanha. O atentado de Março foi devastador para o povo espanhol.



Mas as belezas de Espanhas conseguiram ocultar este momento menos belo da primeira década do século XXI. Os museus, os grandes edifícios, as riquezas das Américas.

Deixaram marcas maravilhosas em Espanha. A Catedral de Sevilha, a praça de Espanha, o museu do Prado são patrimónios que tornam Espanha um dos tesouros da Europa.

Conhecer a Torre do Ouro, navegar no rio Guadalquivir, caminhar pelo centro de Madrid e conhecer o melhor da Andaluzia foi uma grande aventura.

2004 e os melhores momentos em Portugal

As melhores imagens de Portugal em 2004.


Terminamos o ano com montes de passeios realizados em Portugal, onde tivemos a oportunidade de conhecer novas cidades, novos castelos e saborear as delicias da culinária regional.



Portugal é muito rico em historia, cada cantinho do pais possui seus castelos, construções históricas, ruínas arqueológicas, grandes e belíssimas igrejas.

Afinal Portugal possui mais de 2500 anos de historia registradas, desde que os fenícios iniciaram suas transaçoes comerciais com os lusitanos, depois vieram hispanos, cartagineses, romanos, vândalos, alamanos, visigodos, mouros etc. Cada um destes povos deixando sua marca em território português.

Venha se perder e procurar esses vestígios de norte a sul em Portugal, não esquecendo de saborear os deliciosos vinhos, os doces regionais e as delicias da culinária regional.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

GULLIVER — O REINO BRASILEIRO ONDE A IMAGINAÇÃO SEMPRE CABE NUMA MÃO

 

Logotipo Gulliver

GULLIVER — O REINO BRASILEIRO ONDE A IMAGINAÇÃO SEMPRE CABE NUMA MÃO
Um post ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch


Bellacosa Mainframe e seu Forte Apache



Quando pensamos em Brasil das décadas de 60, 70, 80 e 90, muita gente lembra primeiro de TV preto-e-branco, carro com carburador, feira na calçada, mercearia da esquina… Mas há um fio invisível que costura a infância de milhões de brasileiros: uma pequena legião de soldados de plástico, índios bravos, cowboys destemidos, super-heróis troncudos e monstros improváveis.
Esse fio tem nome: Gulliver.

E como todo bom mito pop, a história da Gulliver mistura engenho brasileiro, ousadia industrial, guerra cultural, brinquedos que viraram patrimônio afetivo — e muitos easter-eggs que ninguém imagina. Prepare seu cavalo, pegue sua Winchester de plástico e siga comigo.


🌄 A ORIGEM — O DESERTO, O SONHO E O PLÁSTICO

A Gulliver nasce em 1956, em São Caetano do Sul (SP), fundada por José “Zeca” Matarazzo Filho — não o conde, mas um industrial com faro para um mercado que estava nascendo: o de brinquedos de plástico injetado.

Enquanto os brinquedos do Brasil ainda eram majoritariamente de lata, madeira ou pano, a Gulliver apostou forte na nova técnica. E acertou: o plástico permitia detalhes finíssimos, moldes ousados, variedade absurda e — principalmente — preço acessível.

E assim, num barracão no ABC paulista, começa o reinado que duraria gerações.



Forte Apache da Gulliver

🏹 O FORTE APACHE — O PRIMEIRO UNIVERSO CINEMATOGRÁFICO BRASILEIRO

O carro-chefe absoluto?
O Forte Apache.

Originalmente licenciado da empresa norte-americana Louis Marx & Co., a Gulliver tropicalizou, expandiu, redesenhou e reinventou o playset até transformá-lo em algo 100% culturalmente brasileiro.

Versões em madeira, versões em plástico, versões pintadas à mão…
Sede, quartéis, torres, cavalaria, índios apaches, cowboys, meninos sorridentes, cachorros pastores, carroções, canhões — um universo inteiro numa mesa de poucas polegadas.

O Forte Apache da Gulliver foi, para uma geração, o primeiro “metaverso” de verdade:

  • sem login,

  • sem Wi-Fi,

  • sem NFT,

  • mas com imaginação ilimitada.


Antiga fabrica da Gulliver

👊 A ERA DE OURO — SUPER-HERÓIS, MONSTROS E UM BRASIL POP

Dos anos 60 aos 90, a Gulliver reinou absoluta.

🦸 Super-Heróis

Licenciou Marvel e DC quando isso ainda não era cool.
Se você lembra de um Hulk verde berrante, um Thor cabeçudo, um Superman com peito em formato de barril, você sabe do que estou falando.

👽 Monstros

Godzilla, King Kong, criaturas do espaço — tudo ganhava forma em PVC duro e eternizava tardes inteiras de batalha no chão da sala.

⚔️ Playsets temáticos

Forte Apache, Castelo Medieval, Vila do Zorro, Piratas, Cavaleiros, Romanos…
Cada kit era um portal instantâneo para outra época.

🚀 Ficção Científica & Robôs

Robôs de fricção, astronautas, monstros radioativos — um eco direto da paranoia nuclear e dos seriados japoneses que chegavam ao Brasil.

🗡️ Os eternos gladiadores Gulliver

Pequenos, coloridos, com poses icônicas — presentes em cada mercearia, banca de jornal e lojinha da 25 de Março.


Portão principal da fabrica Gulliver

🧩 CURIOSIDADES E EASTER-EGGS PARA COLECIONADORES

A Gulliver produziu peças para outras empresas — incluindo lotes secretos exportados sem marca.
Muita coisa hoje é “Gulliver sem saber”.

Existem moldes perdidos — literalmente extraviados nos anos 80 e 90. Alguns foram recuperados décadas depois em galpões abandonados.

A pintura a mão do Forte Apache original foi feita majoritariamente por equipes femininas do ABC Paulista, artesãs com precisão impressionante.

O cachorro pastor preto que acompanhava o menino no playset original foi inspirado no cão real de um funcionário da empresa.

✔ Nos anos 70 e 80, a Gulliver teve licenças do Ultraman, Jaspion e outros tokusatsu, mas muitos produtos nunca chegaram às lojas.

✔ A empresa criou a primeira linha nacional de minimodelos históricos, usada até em escolas durante anos.


📉 O DECLÍNIO — A INVASÃO DOS IMPORTADOS

A partir dos anos 90, com a abertura econômica e a entrada massiva de brinquedos chineses, o cenário mudou:

  • O custo de moldes metálicos era altíssimo.

  • As linhas clássicas vendiam menos.

  • O varejo migrou para produtos mais baratos e descartáveis.

  • Empresas nacionais sofreram — a Gulliver, inclusive.

A produção foi reduzida, algumas linhas desapareceram, outras tiveram tiragens curtas. Mas a marca nunca morreu.


🔥 O ESTADO ATUAL — GULLIVER, A FÊNIX DO PLÁSTICO

Hoje, a Gulliver existe — viva, reinventada e nostálgica.

A empresa se reposicionou como marca clássica, apostando em:

  • relançamentos de linhas vintage,

  • séries de edição limitada,

  • produtos colecionáveis,

  • parcerias com grupos de fãs e historiadores do brinquedo brasileiro.

O público?
Adultos entre 35 e 60 anos que carregam na alma o chão da sala onde guerrearam com cavaleiros e apaches.


🌵 DICAS PARA COLECIONADORES (AO ESTILO BELLOSA MAINFRAME)

  1. Prefira moldes antigos — geralmente mais pesados, com PVC mais duro e detalhes mais finos.

  2. Evite restaurações mal feitas — tinta errada destrói valor.

  3. Guarde em estojos fechados — o PVC é sensível à luz e pode ficar quebradiço.

  4. Fique de olho em relançamentos oficiais — alguns são raros já ao nascer.

  5. A comunidade “Gullivermaníacos” no Brasil é riquíssima — grupos no Facebook, Orkut ressuscitado, fóruns especializados.

  6. Cuidado com falsificações chinesas — sim, existem.

  7. O Forte Apache completo com pintura à mão é um Graal — conserve como um DB2 catalog root page.


🌙 CONCLUSÃO — GULLIVER, O MAINFRAME DA NOSSA INFÂNCIA

O que o mainframe tem em comum com a Gulliver?
Longevidade, confiabilidade, legado e presença silenciosa na vida de milhões.

A Gulliver é o nosso “CICS da imaginação”:

  • sempre em produção,

  • sempre entregando,

  • sempre suportando volume,

  • sempre pronta para rodar mais uma aventura.

E assim como o mainframe, ela atravessou gerações — sólida, nostálgica, parte da história nacional.

Se você teve um Forte Apache, um cowboy, um índio, um Hulk esquisitão, um gladiador colorido…
Você carrega Gulliver no coração.

E como sempre digo: nostalgia também é arquitetura — arquitetura da alma.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Visita natalícia ao amigo Cardoso


Aproveitando o final do ano, cá estamos novamente no norte, visitando o amigo Cardoso. Desta vez viemos ate Ermesinde, em uma pequena vila com casas construídas em pedra ao melhor estilo do Norte de Portugal.



Almoçamos em um tasca bem tradicional, uma deliciosa entremeada com batatas, regado ao bom vinho caseiro, retirado directo do barril e para fechar bem a refeição um bom prato de sopa de legumes a nortenha.

Aproveitamos o dia para visitar a região, colocar a conversa em dia e trazendo noticias do outro lado do atlântico.

Enfim um bom dia passado com um amigo.

domingo, 5 de dezembro de 2004

Alcobaça a cidade por trás do Mosteiro

Muita gente visita Alcobaça apenas pelo Mosteiro.


Mas esta cidade é tão rica em cultura e atraçoes naturais que acaba sendo um pecado não conhecer e visitar seus outros encantos.



Alcobaça tem lindas praias de falésia, tem florestas e bosques, um castelo em ruínas, vários palacetes e casas de interesse arquitectónico.

Suas ruas tem encantos de uma pequena vila, mas não se enganem Alcobaça é uma grande cidade, bem povoada e com grande infra-estrutura.

Um passeio por suas ruas tornara claro aquilo que digo, vale a pena explorar sem pressa, ver cada cantinho, conversar com as pessoas, sentar em um café local, provar um doce regional e jogar alguns minutinhos de conversa fiada.