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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Bellacosa Index Page

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Utilizar técnicas de SEO, recursos visuais e redes sociais de forma estratégica é uma das maneiras mais eficazes de divulgar um negócio e atrair mais clientes no cenário digital atual. O SEO (Search Engine Optimization) permite que seu site ou página seja encontrado com mais facilidade nos mecanismos de busca, aumentando a visibilidade orgânica e atraindo pessoas que já estão interessadas no que você oferece. Quanto melhor o posicionamento, maior a credibilidade percebida da marca.

As fotografias de qualidade ajudam a criar uma primeira impressão positiva e profissional. Imagens bem produzidas despertam emoções, transmitem confiança e facilitam a identificação do público com o produto ou serviço. Memes, quando usados com bom senso, tornam a comunicação mais leve e próxima, aumentando o engajamento e a chance de compartilhamento espontâneo.

Os vídeos são ferramentas poderosas para explicar, demonstrar e contar histórias. Eles retêm mais a atenção do usuário, facilitam o entendimento da proposta de valor e aumentam o tempo de permanência nas páginas, o que também contribui para o SEO. Já os testemunhos de clientes funcionam como prova social, reduzindo objeções e gerando confiança, pois mostram experiências reais e resultados concretos.

As redes sociais conectam todos esses elementos, permitindo interação direta com o público, divulgação contínua e fortalecimento da marca. Quando integradas, essas estratégias ampliam o alcance, constroem autoridade e transformam visitantes em clientes, criando um ciclo consistente de crescimento e fidelização.

Veja a lista de clientes e empresas 

 

Conheça algumas de nossas atividades

 

Bellacosa Index Page 

 

https://bellacosa-index-page.business.site/ 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

🍕 A Pizza Impossível — Crônicas do Convívio no Século XXI

 


🕯️ Poste para o Blog El Jefe
Título: 🍕 A Pizza Impossível — Crônicas do Convívio no Século XXI
(por Bellacosa Mainframe)


Existem guerras silenciosas que não aparecem no noticiário — e uma delas acontece todos os dias, nas mesas de restaurantes e nos grupos do WhatsApp que tentam decidir “onde vamos comer?”

Vivemos tempos em que um simples jantar virou um protocolo diplomático.
Antigamente bastava escolher a pizzaria da esquina, dividir a conta e rir das histórias. Hoje, o ato de comer juntos exige um conselho da ONU gastronômica: carnívoros, vegetarianos, veganos, intolerantes à lactose, alérgicos ao glúten, intolerantes à opinião alheia e os que simplesmente não gostam de nada.

Eu vivi isso.
Um relacionamento com núcleo misto — carnívoros, vegetarianos e veganos.
Parecia uma república unida de vontades.
Pedir uma pizza era um deploy logístico de alta complexidade, onde cada sabor exigia negociação, concessões, e em alguns casos, tratados de paz temporários.

Tínhamos noites em que o simples ato de pedir comida se transformava em debate filosófico:
– “Mas o queijo vegano tem gosto de sabão.”
– “E a sua calabresa tem gosto de culpa.”
– “Então pede metade de cada.”
– “Mas o molho é feito com mel!”
– “Mel não é vegano?”
E o relógio girando, a fome crescendo, e o senso de humor evaporando.



Em alguns dias, optávamos pela “solução prática”: cada um pegava o seu pedido num lugar diferente e depois nos reuníamos pra comer juntos.
Mas ali percebi a ironia: o ato de reunir separava.
Enquanto cada um defendia seu prato, a conversa se fragmentava, e o que era pra ser comunhão virava colagem.


🍷 Reflexão Bellacosa

Não é julgamento — é observação.
Aprendi que nem tudo precisa ser compatibilizado.
A vontade de agradar a todos, de nivelar diferenças, às vezes destrói o que há de mais humano: o simples prazer de estar junto.
Hoje, deixo o diplomata em casa e me sento com quem partilha o mesmo cardápio — não por exclusão, mas por sanidade.

Porque há momentos na vida em que é melhor saborear em paz do que mastigar tensões.
Nem toda mesa precisa ser redonda.
Nem toda refeição precisa ser um ato político.


🥢 Curiosidades e Easter Eggs Bellacosa Mainframe

  • 🍽️ O dilema da pizza é, na verdade, uma metáfora de sistemas complexos com parâmetros incompatíveis. Em linguagem de TI, seria o mesmo que tentar rodar um programa COBOL puro num container Docker sem runtime adequado — o resultado: conflito, atraso e fome.

  • 💡 No Japão, há um termo interessante: “kuuki yomenai” (KY) — significa “não saber ler o ar”, ou seja, não perceber o clima social. Hoje, parece que o mundo inteiro virou KY: estamos sempre interpretando errado o ambiente, o tom, o outro.

  • 🕰️ Na Roma antiga, as refeições eram momentos de comunhão e pacto; hoje, são arenas. Mudou o menu, mas o tempero da disputa continua o mesmo.

  • 🤖 No Mainframe da vida moderna, cada pessoa é um subsistema com APF Authorization próprio — e nem todos estão prontos para rodar no mesmo address space.


🍕 Epílogo Bellacosa

O século XXI ficou difícil, sim.
Mas talvez a solução esteja no básico:
um prato simples, uma boa conversa e o direito sagrado de comer sem precisar convencer ninguém do próprio cardápio.

No fim das contas, o sabor da liberdade é o único que serve pra todos.

👘 O Real e o Ficcional: Uniformes Escolares Japoneses nos Animes

 


👘 O Real e o Ficcional: Uniformes Escolares Japoneses nos Animes

🇯🇵 Origem Real do Uniforme de Marinheiro

Sim, as colegiais japonesas realmente usam uniformes inspirados em marinheiros — e isso vem de quase 100 anos atrás.

  • O modelo “sailor fuku” foi introduzido em 1920, na Fukuoka Jo Gakuin, inspirado nos uniformes navais britânicos.

  • A ideia era transmitir disciplina, pureza e espírito coletivo, valores centrais da educação japonesa da época.

  • Até hoje, muitas escolas tradicionais ainda usam esse estilo, especialmente em colégios femininos.

Mas atenção: não são todas.
Nas últimas décadas, muitas escolas migraram para uniformes tipo “blazer e gravata”, parecidos com os de escolas ocidentais.


🎌 Tipos de Uniforme no Japão Atual

  1. Sailor Fuku (セーラー服) – Clássico de marinheiro. Blusa com gola marinha, laço ou gravata curta, e saia plissada.

  2. Blazer Uniform (ブレザー制服) – O mais moderno e comum hoje. Blazer, camisa branca, gravata, e saia ou calça.

  3. Gakuran (学ラン) – Uniforme masculino tradicional, preto, gola alta, botões dourados — inspirado no exército prussiano.

  4. Casual Moderno – Escolas privadas ou internacionais permitem suéteres, cardigãs, e até tênis coloridos.


🎨 O Que é Ficção nos Animes?

Os animes romantizam e estilizam esses uniformes para dar identidade visual aos personagens.

✨ Exemplos de exageros e licenças criativas:

  • Saias mais curtas (na realidade, elas são bem mais longas, chegando até o joelho).

  • Cores vibrantes e variações fantasiosas, como golas lilás ou gravatas rosa — na vida real, as escolas seguem padrões rígidos e discretos.

  • Acessórios e meias altas viraram moda por causa dos animes, e não o contrário.

  • Uniformes idênticos em todas as estações — na vida real, há versão de verão e de inverno, com tecidos e camadas diferentes.


💡 Curiosidades Bellacosa

  • No Japão, o uniforme é símbolo de status e pertencimento. Muda o comportamento do aluno e é usado até fora da escola, como orgulho da instituição.

  • Existe até mercado de colecionadores e lojas vintage que vendem uniformes escolares originais.

  • O estilo "sailor" virou ícone mundial após Sailor Moon, que ressignificou o uniforme como símbolo de poder feminino e heroísmo.

  • Muitos artistas de anime estudam o design de uniformes reais para manter verossimilhança cultural, mas depois exageram para estilo, apelo visual e narrativa.


🧭 Dicas Para Entender Melhor nos Animes

  1. Observe o corte e o brasão — se for fiel, o autor está retratando uma escola realista.

  2. Uniformes muito elaborados indicam escolas de elite ou fantasia (como em Ouran High School Host Club).

  3. Uniformes iguais entre gêneros costumam representar igualdade — algo cada vez mais comum nas escolas reais desde 2020.

  4. Animes de época (Showa Era) geralmente mostram o gakuran e o sailor fuku tradicionais.

  5. Séries contemporâneas, como Your Name e A Silent Voice, retratam uniformes reais, modernos e discretos.


💬 Comentário Bellacosa

O uniforme japonês é um código cultural — mistura de disciplina, estética e identidade social.
Nos animes, ele vira palco de sonhos, rebeldia e romantismo.
Enquanto na vida real simboliza ordem, no anime ele simboliza emoção.
É o mesmo tecido… mas costurado com sentimentos.


❤️ Especial aos Fãs de Cultura Escolar

  • Quer ver o contraste entre real e ficção? Compare Sailor Moon (romântico e colorido) com K-On! (realista e contemporâneo).

  • No Japão, existem cafés temáticos de colegiais, mas com forte regulamentação — o que começou como curiosidade cultural acabou virando debate ético.

  • O uniforme é tão icônico que até noivas japonesas já fizeram ensaios de casamento vestidas de colegiais, como tributo à juventude.


Bellacosa conclui:
Entre o tecido e a fantasia, o Japão costura sua própria história — um botão de disciplina e um laço de emoção.
No fim, os uniformes dos animes não são apenas roupas… são símbolos de uma juventude que o mundo inteiro aprendeu a admirar.

sábado, 5 de janeiro de 2019

🧰 CHECKLIST BELLACOSA DE MANUTENÇÃO MENTAL

 


🧰 CHECKLIST BELLACOSA DE MANUTENÇÃO MENTAL
(O toolkit diário para manter o cérebro rodando suave, sem abends nem travamentos)


☀️ 1. BOOT DO DIA – “Initialize System”

Logo ao acordar, evite abrir o celular.
A primeira hora do dia define a prioridade de jobs do seu emocional.
Respire, alongue, pense no que realmente importa.

O primeiro comando do dia deve vir de você, não da notificação.


💬 2. STATUS CHECK – “DISPLAY MIND,DETAIL”

No meio da manhã, faça uma autoanálise rápida:
Como estou me sentindo agora? Calmo? Tenso? Disperso?
Nomear o que sente é o mesmo que identificar o dataset antes de manipulá-lo.

Sentimento sem nome vira processo fantasma ocupando CPU emocional.


🧘‍♀️ 3. REFRESH BUFFER – “CANCEL ALL”

Durante o dia, tire micro-pausas de 5 minutos sem estímulos.
Nada de rolar tela — apenas respire, feche os olhos, escute o ambiente.
Isso reinicia o cache e traz foco de volta.

O silêncio é o comando “RESET” da mente.


4. AFTERNOON MAINTENANCE – “SORT PRIORITIES”

No meio da tarde, revise o que ainda precisa ser feito e o que pode ficar para amanhã.
Reorganize, defer, skip step, se necessário.
Aprender a priorizar é um ato de amor-próprio.

Nem todo job precisa rodar em hoje.


🌙 5. SHUTDOWN MODE – “LOGOFF PEACEFULLY”

Antes de dormir, agradeça.
Pense no que funcionou bem, e libere o que travou.
Desligue as telas, leia algo leve, ouça uma música calma.

Um bom “shutdown” garante logs limpos e sonhos desfragmentados.


🔁 ROTINA OPCIONAL – “RUN MIND CLEANER, DAILY”

  • 5 minutos de respiração consciente

  • 10 minutos de caminhada leve

  • 1 momento de riso genuíno

  • 1 conversa sincera

  • 1 ato de gentileza (mesmo anônima)

Esses comandos simples fazem tuning na alma e aumentam o throughput da paz interior.


Bellacosa Mainframe 💾🧠
Porque cuidar da mente é como manter um sistema z/OS: se você ignora o warning, o dump vem inevitável.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

☕💣📼 OPERADOR, O ABEND DE SCHOOL DAYS NÃO FOI UM CASO ISOLADO!

 

Bellacosa Mainframe e os animes proibidoes estilo school days


☕💣📼 OPERADOR, O ABEND DE SCHOOL DAYS NÃO FOI UM CASO ISOLADO!

10 ANIMES PARA QUEM SOBREVIVEU AO DESASTRE OPERACIONAL DE MAKOTO ITOU

Se você terminou School Days e ficou pensando:

"Não acredito que um romance escolar terminou desse jeito..."

Prepare-se.

Existem animes que exploram traição, obsessão, psicologia, realidades alternativas, assassinatos, loops temporais e relacionamentos tão perigosos quanto um DELETE sem backup no catálogo mestre.


1. HIGURASHI NO NAKU KORO NI

Título Original

ひぐらしのなく頃に

Lançamento

2006

Personagens

  • Keiichi Maebara

  • Rena Ryugu

  • Mion Sonozaki

  • Rika Furude

Resumo

Um garoto se muda para uma vila aparentemente tranquila.

Pouco depois descobre uma série de assassinatos ligados a um festival local.

História

A cada arco a realidade parece reiniciar.

Os acontecimentos mudam.

As mortes mudam.

As respostas mudam.

Easter Egg

Os relógios e calendários escondem pistas dos loops temporais.

Curiosidade

Foi originalmente uma Visual Novel, assim como School Days.

Por que assistir?

Se você gostou do colapso psicológico.

Por que não assistir?

Violência extrema.


2. UMINEKO NO NAKU KORO NI

Título Original

うみねこのなく頃に

Lançamento

2009

Personagens

  • Battler Ushiromiya

  • Beatrice

  • Ange

Resumo

Uma família rica fica presa numa ilha.

Assassinatos começam a ocorrer.

A culpa é de uma bruxa?

Ou de um humano?

História

Uma guerra entre lógica e fantasia.

Easter Egg

Quase todos os mistérios possuem solução racional.

Curiosidade

Criado pelo mesmo autor de Higurashi.

Por que assistir?

Mistério de altíssimo nível.

Por que não assistir?

Anime adapta apenas parte da obra.


3. MIRAI NIKKI

Título Original

未来日記

Lançamento

2011

Personagens

  • Yukiteru Amano

  • Yuno Gasai

Resumo

Participantes recebem diários que mostram o futuro.

O último sobrevivente se torna deus.

História

Battle Royale psicológico.

Easter Egg

O nome Yuno lembra "YU-NO", outra obra clássica de ficção científica japonesa.

Curiosidade

Yuno tornou-se referência para o arquétipo "Yandere".

Por que assistir?

Uma das personagens mais icônicas dos animes.

Por que não assistir?

Algumas incoerências narrativas.


4. ELFEN LIED

Título Original

エルフェンリート

Lançamento

2004

Personagens

  • Lucy

  • Kouta

  • Nana

Resumo

Uma mutante escapa de um laboratório.

História

Mistura ficção científica com tragédia humana.

Easter Egg

O título vem de um poema alemão.

Curiosidade

Influenciou obras como Stranger Things.

Por que assistir?

Drama emocional devastador.

Por que não assistir?

Violência extrema.


5. WHITE ALBUM 2

Título Original

ホワイトアルバム2

Lançamento

2013

Personagens

  • Haruki

  • Setsuna

  • Kazusa

Resumo

Triângulo amoroso.

História

Diferente de School Days.

Aqui o foco é emocional.

Não físico.

Easter Egg

Referências musicais aparecem em praticamente todos os episódios.

Curiosidade

Considerado um dos romances mais maduros dos animes.

Por que assistir?

Drama romântico excelente.

Por que não assistir?

Muito sofrimento emocional.


6. KUZU NO HONKAI

Título Original

クズの本懐

Lançamento

2017

Personagens

  • Hanabi

  • Mugi

Resumo

Dois estudantes fingem namorar.

História

Uma análise brutal sobre desejos não correspondidos.

Easter Egg

As flores exibidas refletem o estado emocional dos personagens.

Curiosidade

Foi chamado de "School Days da geração moderna".

Por que assistir?

Psicologia sofisticada.

Por que não assistir?

Clima extremamente melancólico.


7. YOSUGA NO SORA

Título Original

ヨスガノソラ

Lançamento

2010

Personagens

  • Haruka

  • Sora

Resumo

Irmãos retornam à cidade natal.

História

Rotas alternativas semelhantes às Visual Novels.

Easter Egg

Cada arco corresponde a uma rota diferente do jogo.

Curiosidade

Uma das adaptações mais fiéis de Visual Novel.

Por que assistir?

Narrativa experimental.

Por que não assistir?

Tema altamente controverso.


8. SHUFFLE!

Título Original

シャッフル!

Lançamento

2005

Personagens

  • Rin

  • Kaede

  • Asa

Resumo

Romance envolvendo humanos, deuses e demônios.

História

Começa leve.

Termina surpreendentemente sombria.

Easter Egg

Vários finais da Visual Novel foram incorporados.

Curiosidade

Influenciou diversos romances escolares posteriores.

Por que assistir?

Mistura romance e fantasia.

Por que não assistir?

Primeira metade é lenta.


9. ANOTHER

Título Original

アナザー

Lançamento

2012

Personagens

  • Kouichi Sakakibara

  • Mei Misaki

Resumo

Uma turma sofre uma maldição mortal.

História

Mortes absurdamente imprevisíveis.

Easter Egg

Diversas pistas estão escondidas nos fundos das cenas.

Curiosidade

Popularizou o "guarda-chuva assassino".

Por que assistir?

Suspense constante.

Por que não assistir?

Não é romance.


10. YU-NO: KONO YO NO HATE DE KOI WO UTAU SHOUJO

Título Original

この世の果てで恋を唄う少女YU-NO

Lançamento Original

Visual Novel: 1996

Anime: 2019

Personagens

  • Takuya Arima

  • Kanna

  • Mio

  • Amanda

Resumo

Viagens entre realidades paralelas.

História

O protagonista precisa reconstruir a verdade através de múltiplas linhas temporais.

Easter Egg

Praticamente todos os finais possuem relevância para a conclusão final.

Curiosidade

Influenciou:

  • Steins;Gate

  • Re:Zero

  • Muv-Luv

Por que assistir?

Uma das obras mais importantes da ficção científica japonesa.

Por que não assistir?

O anime simplifica bastante a Visual Novel.


☕💣 Ranking Bellacosa Mainframe de Similaridade com School Days

AnimeSimilaridade
White Album 2⭐⭐⭐⭐⭐
Kuzu no Honkai⭐⭐⭐⭐⭐
Yosuga no Sora⭐⭐⭐⭐⭐
Shuffle!⭐⭐⭐⭐
Mirai Nikki⭐⭐⭐⭐
Higurashi⭐⭐⭐⭐
Umineko⭐⭐⭐
Another⭐⭐⭐
Elfen Lied⭐⭐⭐
YU-NO⭐⭐⭐

📼 Veredito Final

Se School Days foi seu primeiro contato com romances psicológicos sombrios, a sequência ideal é:

School Days → White Album 2 → Kuzu no Honkai → Yosuga no Sora → Higurashi → Umineko → YU-NO

Essa ordem aumenta gradualmente a complexidade narrativa, levando você do simples "triângulo amoroso problemático" até mistérios multidimensionais capazes de fazer um operador de mainframe revisar o mesmo dump emocional dezenas de vezes antes de encontrar a causa raiz do ABEND. ☕💣🔪📼


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 1 Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

 

Bellacosa Mainframe e o CALL em programas COBOL Parte I

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 1

Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

Ou como descobrir que chamar um programa em COBOL é quase tão importante quanto saber preparar café às 3 da manhã durante uma janela de produção

Por Vagner Bellacosa – Bellacosa Mainframe


Introdução

Todo desenvolvedor COBOL passa por um momento de iluminação.

Normalmente acontece quando ele abre um programa de produção com 30 mil linhas e encontra algo parecido com isto:

CALL 'PROG0001'
USING WS-AREA.

CALL WS-PROGRAMA
USING WS-COMMAREA.

CALL 'VALIDA01'
USING BY CONTENT WS-DATA.

CALL 'ROTINA99'
USING BY REFERENCE WS-BLOCO.

Neste momento surge a dúvida existencial:

Por que existem tantos tipos de CALL?

Qual é o mais rápido?

Qual gasta menos memória?

O que acontece dentro do z/OS?

O compilador faz mágica?

O Load Module engorda?

Como um banco executa milhões de CALLs por segundo sem explodir?

Prepare seu café.

Vamos abrir a tampa do motor do z/OS.


O que é um CALL?

Simplificando:

CALL significa pedir ajuda para outro programa.

Em vez de colocar 100 mil linhas em um único fonte, quebramos o sistema em pequenas peças reutilizáveis.

Por exemplo:

Programa principal

PROCESSA-CLIENTES

chama

VALIDA-CPF

CALCULA-JUROS

GERA-BOLETO

ENVIA-MQ

ATUALIZA-DB2

Cada um especializado.

É praticamente microserviços.

Só que inventados em 1960.


Por que IBM fez isso?

Porque memória custava uma fortuna.

Década de 70

Memória podia custar mais que um carro.

Era necessário:

reutilizar código

economizar memória

compartilhar lógica

facilitar manutenção

Assim nasceu o CALL.


Anatomia de um programa COBOL

Um programa COBOL compilado produz:

Objeto

Binder

Load Module

PDs Loadlib

Execução

Exemplo:

SYS1.LOADLIB


PROCESSA
VALIDA
JUROS
CPFCHK

O Padawan descobre o Static CALL

Exemplo

CALL 'VALIDA'

Simples.

Mas o compilador já conhece VALIDA.

Ele avisa o Binder:

Inclua VALIDA aqui.


O que acontece no LinkEdit

Binder faz:

PROCESSA


+

VALIDA


+

CPFCHK


+

JUROS


=

EXECUTÁVEL FINAL

Na memória

Antes:

PROCESSA

Depois:

PROCESSA


VALIDA


CPFCHK


JUROS

Tudo junto.

Tudo carregado.


Vantagens

Performance

Excelente.

Não precisa procurar.

Não precisa abrir bibliotecas.

Não precisa localizar módulo.

É praticamente:

BALR

Menor CPU

Menos instruções.

Menos overhead.

Menos I/O.


Desvantagens

Executável cresce.

Muito.

Exemplo

Programa principal

1 MB

Subrotinas

500 KB

Total

1,5 MB


Imagine 200 subrotinas.

Seu módulo vira um Godzilla.


Problema clássico

Padawan:

"Troquei VALIDA"

Produção:

Ainda usa antiga.

Porque precisa relinkar.


Quando usar?

Sempre que:

Programa nunca muda

Alta performance

Rotina crítica

Batch pesado

Exemplo:

Juros

Cálculo tributário

Validação interna


O Dynamic CALL aparece

Padawan evolui.

Descobre:

01 WS-PGM PIC X(8).

MOVE 'VALIDA' TO WS-PGM.

CALL WS-PGM.

O que acontece?

COBOL não sabe quem será chamado.

Somente em execução.


Busca do módulo

zOS procura:

STEPLIB

JOBLIB

LPA

LINKLIST


Exemplo

CALL CPFCHK

Sistema:

Existe?

Não.

Próximo.

Existe?

Sim.

Carrega.

Executa.


Vantagens

Flexibilidade absurda.

Pode trocar programas.

Sem recompilar.

Sem binder.

Sem relink.


Plugins COBOL

Exemplo

Cartão VISA

MOVE 'VISA0001'

Master

MOVE 'MASTER01'

PIX

MOVE 'PIX00001'

Mesmo sistema.

Rotinas diferentes.


Desvantagens

Procura programa.

Mais CPU.

Mais I/O.

Mais tempo.


Mas é lento?

Depende.

Primeira chamada.

Sim.

Segunda.

Muito rápida.

Porque pode ficar residente.


O segredo da residência

zOS é esperto.

Se programa está em memória.

Reutiliza.

Não busca novamente.


Comparação

Static

Casa própria

Dynamic

Airbnb

O executável cresce?

Static

Sim.

Dynamic

Não.

Executável principal fica pequeno.


Exemplo

Static

PROCESSA

1.5 MB

Dynamic

PROCESSA

600 KB

Subrotinas externas.


O que é mais performático?

Resposta curta.

Static.

Fim.

Mas...


O que é melhor?

Depende.

Banco.

Static.

Framework.

Dynamic.

Produtos.

Dynamic.

Rotinas financeiras.

Static.


Como o CALL funciona internamente?

Imagine isto.

Programa principal

00001000
PROCESSA

Subrotina

00025000
VALIDA

CALL executa

Guardar endereço retorno


Ir para 25000


Executar


Voltar

É praticamente um GOTO sofisticado.

Só que elegante.


Erros clássicos

S806

Programa não encontrado.

Mensagem

IEC806I

Causa

Módulo ausente.

STEPLIB errada.

Nome inválido.


S0C1

Executou lixo.

Programa corrompido.


S0C4

Endereço inválido.

Muito comum em parâmetros errados.


Como descobrir

SDSF

JESMSGLG

SYSOUT


Verificar:

STEPLIB

SYSLIB

LOADLIB


Easter Egg IBM

Muitos bancos possuem:

PROG0001

PROG0002

PROG0003

Ninguém sabe o que fazem.

Autor aposentou em 1998.

Documentação desapareceu.

Programa continua funcionando.

Todos têm medo de alterar.

É chamado:

Código Arqueológico Mainframe™


Dicas Bellacosa Mainframe

Dica 1

Static para alta frequência.


Dica 2

Dynamic para produtos.


Dica 3

Nunca fazer:

MOVE WS-USUARIO TO WS-PGM

CALL WS-PGM

Sem validar.

Pode chamar qualquer coisa.

Inclusive algo inexistente.


Dica 4

Validar sempre.

EVALUATE WS-PGM

WHEN 'CPFCHK'

WHEN 'JUROS01'

WHEN 'PIX0001'

WHEN OTHER

DISPLAY 'INVALIDO'

END-EVALUATE

Dica 5

Logar chamadas.

DISPLAY 'CALL=' WS-PGM

Ajuda muito.


A Filosofia Jedi do CALL

O Padawan iniciante pensa:

CALL serve apenas para executar outro programa.

O desenvolvedor intermediário pensa:

CALL serve para reutilizar código.

O Mestre Mainframe entende:

CALL é uma decisão arquitetural.

Ele impacta:

  • CPU

  • Memória

  • Tempo de resposta

  • Tamanho do Load Module

  • Facilidade de manutenção

  • Segurança

  • Escalabilidade

  • Observabilidade

  • Estratégia de deploy

E é exatamente por isso que, cinquenta anos depois, os sistemas bancários que movimentam bilhões de dólares diariamente ainda utilizam a mesma instrução COBOL que um programador digitou em um terminal verde na década de 1970:

CALL 'SUBPGM'

Na próxima etapa da jornada, o Padawan descobrirá que o verdadeiro poder do COBOL não está apenas em chamar programas, mas em como os dados atravessam a fronteira entre eles, mergulhando nos mistérios de BY REFERENCE, BY CONTENT, BY VALUE, ponteiros, Work-Storage, Local-Storage e Language Environment, onde vivem os temidos S0C4, os buffers compartilhados e os segredos que fazem alguns programas parecerem mágicos aos olhos dos desenvolvedores mais jovens.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Brasil 2018: quando o sistema foi reiniciado à força e ninguém leu o README

 


Brasil 2018: quando o sistema foi reiniciado à força e ninguém leu o README

Meu quinto ano de volta ao Brasil foi 2018. Se 2017 tinha sido o ano do cansaço, 2018 foi o ano do susto. Aquele momento em que alguém, exausto de ver o sistema falhar, decide reiniciar tudo no grito — sem diagnóstico completo, sem plano de contingência, sem saber exatamente o que será perdido no processo.

Depois de doze anos na Europa, eu já reconhecia esse padrão. Vi versões parecidas em outros lugares: quando a política falha por tempo demais, o medo vira argumento, e o argumento vira arma.

Economia: estabilidade de papel, insegurança real

Economicamente, 2018 parecia estável apenas nos relatórios. O chão continuava irregular. Empregos mais frágeis, renda achatada, informalidade disfarçada de empreendedorismo. Era como rodar um sistema que não cai mais, mas também não entrega desempenho.

Para quem viveu fora, o contraste seguia brutal: na Europa, crise vem com proteção mínima. No Brasil, a lógica parecia outra — o sistema se preserva, o usuário se adapta. A economia seguia deixando rastros, não caminhos.

O brasileiro já não planejava. Administrava danos.

Sociedade: medo como política pública informal

Socialmente, 2018 foi dominado pelo medo. Medo do outro, medo do colapso, medo de perder o pouco que restava. As eleições amplificaram isso. A política deixou de ser espaço de projeto coletivo e virou campo de batalha emocional.

Bolsonaro emergiu não apenas como candidato, mas como sintoma. Para quem voltou da Europa, o padrão era reconhecível: discurso simples, soluções duras, nostalgia de ordem, promessa de força. O “terror da direita” não era só retórico — era a normalização do autoritarismo como resposta ao caos.

Quando o sistema falha demais, alguém sempre promete apertar o botão vermelho.

Cultura: o fim da nuance

Culturalmente, 2018 matou a nuance. Tudo virou rótulo. Ou você estava “dentro” ou “fora”. A complexidade foi tratada como defeito moral. O diálogo virou fraqueza. A dúvida virou crime.

Para quem passou anos em sociedades onde discordar não rompe laços automaticamente, foi doloroso assistir à dissolução do espaço comum. Arte, humor, conversa de bar — tudo contaminado por tensão política constante. O país parecia rodar em high availability, mas com latência emocional altíssima.

População: sobrevivendo em modo defensivo

O povo em 2018 já não reagia — se defendia. As pessoas se fecharam em bolhas, em narrativas próprias, em pequenos círculos de confiança. Vi gente boa se calar para evitar conflito. Vi outras gritarem para não desaparecer.

O brasileiro, resiliente como sempre, seguiu em frente. Mas agora com armadura. E armadura pesa.

Eleições: quando o sistema escolhe o risco

As novas eleições não foram um debate sobre futuro — foram um plebiscito sobre frustração. Bolsonaro venceu não porque apresentou um projeto consistente, mas porque encarnou a negação de tudo que estava aí. Foi um voto de ruptura, não de construção.

Como ex-imigrante, a sensação foi clara: o Brasil escolheu rodar uma versão experimental do sistema em produção. Sem testes suficientes. Sem rollback confiável.

Veteranos de mainframe sabem: isso nunca termina bem.

Vida pessoal: o colapso e o recomeço

E enquanto o país passava por sua própria ruptura, minha vida pessoal também atravessava um cutover. 2018 marcou o fim da Juliana e o início da Ana Paula. Não como metáfora política barata, mas como sincronia estranha entre o macro e o micro.

O fim de um ciclo longo, conhecido, já desgastado. O início de algo novo, incerto, mas necessário. Assim como o país, eu estava cansado de remendos. Precisava de verdade, não de estabilidade artificial.

Às vezes, o sistema pessoal também precisa cair para ser reconstruído com mais honestidade.

Quinto ano pós-retorno: sem ilusões

Em 2018, já não havia ilusão alguma. Nem sobre o Brasil, nem sobre mim mesmo. Eu já não esperava normalidade europeia nem redenção automática brasileira. Entendi que tinha voltado para um país em disputa profunda — de narrativa, de valores, de futuro.

O sistema seguia ligado, sim. Mas agora sob nova administração, com operadores dispostos a sacrificar segurança em nome de controle, e usuários divididos entre esperança desesperada e medo resignado.

Epílogo: lição dura de sistemas críticos

2018 ensinou uma das lições mais antigas de qualquer ambiente complexo:
quando a frustração substitui o projeto,
qualquer solução parece aceitável —
até que o custo aparece.

O Brasil de 2018 não escolheu um caminho claro.
Escolheu um risco.

E todo operador experiente sabe:
reiniciar um sistema sem entender por que ele falhou
é a forma mais rápida de repetir o erro —
só que com consequências maiores.