domingo, 24 de setembro de 2023

🕯️ Boku Dake ga Inai Machi – O tempo, a culpa e a redenção

 


🕯️ Boku Dake ga Inai Machi – O tempo, a culpa e a redenção


“Se eu pudesse voltar... mudaria alguma coisa?”

Essa é a pergunta que ecoa no coração de Satoru Fujinuma, protagonista de um dos animes mais impactantes da década:
Boku Dake ga Inai Machi (僕だけがいない街), conhecido em inglês como Erased.

Lançado em 2016 pelo estúdio A-1 Pictures, e baseado no mangá de Kei Sanbe, o anime mistura suspense, drama psicológico e viagem no tempo — mas, no fundo, fala sobre algo muito mais humano: a culpa e a tentativa de salvar quem ficou para trás.


🎬 Sinopse – O herói que voltou no tempo

Satoru é um jovem de 29 anos, frustrado, preso em trabalhos temporários e com um dom misterioso chamado Revival:
ele volta alguns minutos no tempo toda vez que algo trágico está prestes a acontecer.

Mas um dia, após uma tragédia pessoal devastadora, Satoru é lançado não alguns minutos, mas 18 anos no passado, voltando à sua infância em 1988 — antes de uma série de sequestros e assassinatos de crianças.

Agora, ele tem a chance de mudar o destino — não apenas o seu, mas o de uma menina chamada Kayo Hinazuki, cuja dor e abandono refletem toda a frieza que o mundo adulto tenta ignorar.


🎭 Estilo e Temática

Boku Dake ga Inai Machi é um anime de thriller psicológico com alma de drama humano.
Ele mistura a tensão de uma investigação com o calor de memórias nostálgicas da infância.
O contraste entre o Japão gelado e o sorriso tímido de Kayo cria um equilíbrio entre esperança e desespero, um tom que lembra os filmes de Makoto Shinkai, mas com a densidade emocional de um suspense noir.

Cada episódio é uma aula sobre ritmo narrativo:

  • A cor e a iluminação mudam conforme o tempo — tons frios no presente, cores quentes no passado.

  • A trilha sonora (de Yuki Kajiura) guia a emoção como se fosse uma memória viva.

  • O uso do silêncio é proposital: o vazio fala.


🧩 Personagens Principais

  • Satoru Fujinuma: O protagonista. Um homem comum em busca de redenção.

  • Kayo Hinazuki: A menina vítima de abuso doméstico, símbolo da inocência ferida.

  • Sachiko Fujinuma: A mãe de Satoru, uma das figuras maternas mais fortes do anime moderno.

  • Kenya Kobayashi: O amigo inteligente e sensível que percebe mais do que demonstra.


💡 Curiosidades Bellacosa

  1. O título original, Boku Dake ga Inai Machi, significa literalmente “A cidade onde só eu não existo”, refletindo o sentimento de exclusão e vazio de Satoru.

  2. O autor Kei Sanbe inspirou parte da história em casos reais de desaparecimento infantil no Japão.

  3. O mangá teve adaptação live-action (2017) e uma série da Netflix (2017) — ambas com finais diferentes.

  4. O anime termina antes do mangá, mas de forma coesa e emocionalmente satisfatória.

  5. O tema de abertura, Re:Re da banda Asian Kung-Fu Generation, é um hino nostálgico sobre reviver o passado.


🧠 Dicas para o Espectador

  • 🕰 Assista com calma — é um anime de detalhes: expressões, olhares e silêncios são parte da história.

  • 📖 Repare na infância de Satoru — ela mostra como pequenas ações de bondade podem mudar destinos inteiros.

  • 💔 Prepare-se emocionalmente — o anime fala de abuso infantil e culpa, mas sem explorar o sofrimento de forma gratuita.

  • 🎞 Veja o live-action da Netflix após o anime — interessante para comparar interpretações.


🧭 O que torna “Erased” tão especial

Este não é apenas um anime sobre viagem no tempo.
É sobre a chance de fazer o certo quando o mundo adulto falha.
Satoru representa o adulto que a sociedade moderna sufoca: cansado, arrependido, mas ainda capaz de amar.
E Kayo simboliza todas as crianças invisíveis — aquelas que sobrevivem em silêncio, esperando que alguém perceba.

No fim, Erased não é sobre mudar o passado.
É sobre não esquecer o que ele tentou ensinar.


🕰️ Ficha Técnica Bellacosa

ItemDetalhe
Título Original僕だけがいない街 (Boku Dake ga Inai Machi)
Título InternacionalErased
Ano de Lançamento2016
Episódios12
GêneroSuspense, Drama, Mistério, Psicológico
EstúdioA-1 Pictures
DireçãoTomohiko Itō
Autor OriginalKei Sanbe
Trilha SonoraYuki Kajiura

Reflexão Bellacosa

Em um mundo onde tudo é acelerado, Boku Dake ga Inai Machi nos convida a desacelerar — a olhar para trás e lembrar que o tempo não é apenas cronologia, mas sentimento.

Porque às vezes, o que mais desejamos não é reviver o passado...
mas ser vistos no presente.

terça-feira, 19 de setembro de 2023

🧠 Bellacosa Mainframe — “z/OS 3.1: o cérebro cognitivo do século XXI” ⚙️

 





🧠 Bellacosa Mainframe — “z/OS 3.1: o cérebro cognitivo do século XXI” ⚙️
📅 Lançado em setembro de 2023 — o z/OS 3.1 marca o início da era da IA no mainframe.


🚀 O salto quântico do z/OS

O z/OS 3.1 não é apenas mais uma atualização do sistema operacional — é a fusão entre o mainframe e a inteligência artificial.
Pela primeira vez, o próprio sistema aprendeu a se “autoajustar”, prever falhas e otimizar recursos com base em padrões de uso.
É o z/OS que pensa sobre o próprio z/OS — um conceito que, há poucos anos, parecia ficção científica digna de Asimov, mas hoje roda em hardware IBM z16.


📆 Lançamento e base de hardware

  • Data de lançamento: setembro de 2023

  • Suporte inicial: IBM z15 e z16

  • Firmware mínimo: PR/SM nível 7.0 (com suporte a IA e Crypto Express8S)

  • Fim do 31-bit puro: o z/OS 3.1 é 100% 64-bit, encerrando oficialmente a era do código 31-bit legacy.

  • LPARs: até 2.000 virtuais em sistemas de grande porte

  • Memória real: suporte a 32 TB por imagem z/OS

💬 Bellacosa Curiosity: A IBM internamente chamou o projeto do z/OS 3.1 de “Hermes”, o mensageiro dos deuses — porque o foco era justamente fazer o sistema conversar com tudo e todos, de CICS a cloud, de VSAM a containers.


🧩 O PR/SM 7.0 — cérebro dos cérebros

O Processor Resource/System Manager (PR/SM) ganhou uma das maiores evoluções desde o System/390.
Ele agora integra AI-Assisted Resource Balancing — um mecanismo cognitivo embutido no microcódigo que observa e aprende o comportamento das LPARs, redistribuindo ciclos de CPU conforme padrões históricos.

🔹 Novidades do PR/SM 7.0:

  • Redistribuição automática de créditos de CPU com base em Machine Learning.

  • Ajuste dinâmico de partições soft-capped sem necessidade de intervenção humana.

  • Métricas novas no RMF 79.3 e SMF 120.16, expondo o “score cognitivo” de eficiência por workload.

  • Suporte a fabricação dinâmica de processadores para testes (modo z16 T02+).

🧠 Easter Egg Bellacosa: o código interno de balanceamento do PR/SM 7.0 usa o nome “Athena” — em homenagem à deusa grega da sabedoria. Sim, o mainframe agora tem seu próprio oráculo interno.


💾 Memória e arquitetura — 64 bits, expandida e inteligente

O z/OS 3.1 expande e reorganiza profundamente as áreas de memória clássicas:
CSA, SQA, LPA e Pageable Link Pack foram redesenhadas para address spaces dinâmicos e compressão adaptativa.

ÁreaNovidade técnicaBenefício
CSA/SQACompressão adaptativa + expansão em tempo realReduz page faults em até 30%
LPALPA dinâmica + refresh sem IPLAtualizações “hot swap” de módulos
Private AreaSuporte a até 16 TBMenos swapping e I/O
Above BarGerenciamento automático via IAAlocação preditiva por workload

E, claro, o 64-bit only libera o z/OS de limitações antigas: todos os subsistemas agora são nativamente 64-bit, incluindo CICS, DB2, MQ e JES2.
Adeus “AMODE 31”. O futuro é amplo, literalmente.


⚙️ Softwares internos e stack IBM

O z/OS 3.1 é otimizado para o ecossistema z16 + IA, e veio afinado com as versões mais recentes:

ComponenteVersão recomendadaDestaques
CICS TS 6.1APIs RESTful nativas e Java 17 no z/OSSuporte a OpenAPI 3.1
DB2 13 for z/OSAprendizado de consultas via IA embutidaIndexação inteligente e SQL AI Insights
IMS 15.3APIs REST + integração com z/OS ConnectSimplificação de transações híbridas
MQ 9.3Suporte nativo a Kafka bridgeEnfileiramento híbrido
z/OSMF 3.1Totalmente redesenhado em React + REST APIPainéis cognitivos e monitoramento AI
RACFIntegração com MFA e OpenID ConnectLogon unificado e tokens JWT
zCX (z/OS Container Extensions)Nova engine OCIContainers Linux otimizados com zEDC e HiperSockets

Além disso, o z/OS Connect EE 3.1 transformou o mainframe em um hub de APIs REST JSON, expondo programas COBOL como microservices sem esforço.


🧬 Instruções de máquina — o poder do z16

O z/OS 3.1 tira proveito das instruções introduzidas com o processador do z16 (Telum), o primeiro chip mainframe com IA integrada on-chip.

Nova instruçãoFunçãoAplicação prática
AIMUL / AIDIVAI-assisted multiply/divideProcessamento vetorial para IA
PAI (Predictive AI Interface)Interface direta com o Telum AI CoreDiagnóstico de anomalias no tempo de execução
CIPHERXCriptografia quântica-ready (Q-safe)Preparação para pós-quantum cryptography
ZDEFLATE2Compressão inline 2.0Otimiza datasets VSAM e MQ sem zEDC overhead
BROADLOADCarga paralela em múltiplos registradoresMelhoria em Java JIT e C/C++

🧩 Fun fact: o Telum AI Core analisa em tempo real padrões de execução do sistema operacional, podendo prever deadlocks ou falhas de E/S antes que ocorram. O z/OS 3.1 é literalmente auto-protetor.


🤖 IA e automação embarcada

O coração do z/OS 3.1 é o IBM z/OS AI Framework — um conjunto de microagentes que monitoram o comportamento do sistema e sugerem (ou aplicam) ajustes automáticos:

  • WLM Advisor: ajusta metas de serviço com base no comportamento do sistema.

  • Health Checker AI Mode: detecta anomalias de forma preditiva.

  • JES2 Analytics: sugere tuning de classes e message routing.

  • Dataset Access Predictor: usa IA para identificar datasets “quentes” e sugerir caching.

E tudo isso é visível via o z/OSMF Cognitive Dashboard, com gráficos em tempo real e pontuação de “Saúde do Sistema”.


⚡ Créditos de CPU e WLM inteligente

O Workload Manager (WLM) recebeu um “upgrade cerebral”: agora, ele utiliza modelos de machine learning para entender a carga de trabalho em tempo real.

  • Ajuste dinâmico de pesos e metas sem intervenção humana.

  • Integração direta com SMF 98 para feedback contínuo.

  • Intelligent Resource Director (IRD 3.0): redistribuição cognitiva de créditos entre LPARs com base em padrões históricos.

O resultado?
Até 20% de eficiência extra em ambientes com workloads mistos (CICS + DB2 + zCX + batch).


🧠 Easter-eggs e curiosidades Bellacosa

💡 O z/OS 3.1 inclui um comando interno, usado em debug, chamado D AITHINK, que retorna métricas de “convergência cognitiva” — uma piada interna dos engenheiros do laboratório Poughkeepsie sobre “sistemas que pensam demais”.

💾 O arquivo de ajuda do z/OSMF 3.1 contém uma menção a “Blue Phoenix”, nome de código do protótipo do z/OS AI Framework.

🎹 E, claro, o JES2 foi apelidado internamente de “O maestro invisível” — em homenagem ao seu papel histórico de orquestrar o caos dos jobs desde o OS/360.


🔚 Conclusão — o mainframe entra na era cognitiva

O z/OS 3.1 é o mainframe autoconsciente.
Ele monitora, aprende, otimiza, protege e responde — tudo sem precisar acordar o sysprog às 3h da manhã (ok, quase sempre).
É o renascimento do z/OS como sistema operacional cognitivo, preparado para IA generativa, automação total e integração com qualquer nuvem.

O Sistema Operacional nunca foi tão inteligente.
E o Bellacosa Mainframe — claro — segue com o café na mão, observando o titã despertar. ☕💙


sábado, 16 de setembro de 2023

🥢 O Homem Herbívoro – Entre o Silêncio e o Suspiro da Nova Masculinidade Japonesa



🥢 O Homem Herbívoro – Entre o Silêncio e o Suspiro da Nova Masculinidade Japonesa
por El Jefe – Bellacosa Mainframe Edition

Há quem diga que o Japão é um laboratório social do futuro — um lugar onde as tensões do mundo moderno se manifestam primeiro, em alta definição. Entre trens lotados, karaokês melancólicos e cafés temáticos, surge um novo personagem que desconcerta as gerações anteriores: o “homem herbívoro”, ou em japonês, “sōshoku danshi” (草食男子) — literalmente, homem que se alimenta de plantas.

Mas calma, padawan. Não estamos falando de dieta, e sim de comportamento.


🌿 Origem do termo

O termo nasceu por volta de 2006, cunhado pela escritora e analista cultural Maki Fukasawa. Ela observava uma geração de jovens japoneses que pareciam desinteressados nas caçadas tradicionais do amor e do poder — sem pressa para namorar, casar, ter filhos, subir na empresa ou dirigir um carro esportivo.

Enquanto os “carnívoros” da geração anterior lutavam por status e paixão, os herbívoros apenas... existiam.
Tranquilos. Neutros. Gentis.


🧠 O que está por trás disso

No Japão, as pressões sociais são brutais: trabalhar até tarde, agradar o chefe, seguir o manual invisível da etiqueta e ainda sustentar uma família num país caríssimo. A geração pós-bolha econômica cresceu vendo os pais exaustos, sem tempo, sem sonho e sem sorriso.

Então o homem herbívoro surge como um protesto silencioso.
Ele não rejeita o amor, mas não o busca a qualquer custo.
Ele não persegue o sucesso, prefere a estabilidade.
Ele não quer dominar, quer coexistir.

Em resumo: é o antídoto pacífico para o samurai corporativo.


💬 Curiosidades e fofoquices sociológicas

  • Em 2010, uma pesquisa do Japan Times revelou que mais de 60% dos jovens homens entre 20 e 30 anos se identificavam, de alguma forma, com o perfil herbívoro.

  • As mídias ocidentais torceram o nariz, chamando-os de “desinteressados” ou “infantis”, mas dentro do Japão, eles representam uma mudança cultural profunda: a recusa em ser o que o sistema exige.

  • Muitos animes e dramas começaram a retratar personagens masculinos introspectivos, tímidos, com alma sensível — de Shinji Ikari (Evangelion) a Hachiman Hikigaya (Oregairu). Coincidência? Talvez não.


🗾 História, sociedade e um toque zen

No fundo, o homem herbívoro não é novo.
Ele é o eco moderno do monge zen que renuncia às paixões mundanas, do samurai aposentado que medita diante do jardim seco, do poeta haiku que encontra beleza na impermanência.
A diferença é que agora ele vive em Tóquio, toma café gelado e posta fotos melancólicas no Instagram.


⚙️ Reflexão à la Bellacosa Mainframe

Talvez o herbívoro não seja um sinal de fraqueza, mas de adaptação.
Num mundo onde todos correm, ele caminha.
Num tempo em que todos gritam, ele observa.
Enquanto o sistema empurra o ser humano a ser “mais” — mais produtivo, mais viril, mais conectado — ele escolhe o “menos”.

E há algo de revolucionário nisso.
Afinal, o verdadeiro ato de rebeldia pode ser não competir.


☕ Dica do El Jefe

Na próxima vez que a rotina te devorar, faz um teste:
Desliga as notificações.
Olha pela janela.
Respira devagar.
Pensa menos em conquistar e mais em compreender.

Talvez o herbívoro que existe dentro de nós só esteja pedindo um pouco de silêncio.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

🎌 Guia Bellacosa Avançado: Etiqueta Otaku no Japão

 


🎌 Guia Bellacosa Avançado: Etiqueta Otaku no Japão
🗾 Como não pagar mico em Akihabara, Comiket e outros santuários do fandom japonês!

Se o seu sonho é mergulhar no coração do universo otaku — andar por Akihabara, visitar maid cafés, participar da Comiket ou comprar doujinshi raros — parabéns, jovem padawan! 🌸
Mas cuidado: o Japão tem regras sociais próprias dentro do mundo otaku, e quem não entende essas regras pode virar meme internacional em 3... 2... 1...

Vamos aprender o código secreto da boa educação otaku japonesa — no estilo Bellacosa, divertido e cultural!


🏙️ 1. Akihabara não é parque temático — é um santuário urbano

Akihabara (秋葉原) é o “bairro elétrico”, cheio de lojas, cafés, fliperamas e tudo o que faz brilhar o coração otaku.
Mas lá, o comportamento deve ser respeitoso e discreto.

🚫 Não fotografe pessoas nas ruas, especialmente maid cafés.
As funcionárias não podem aparecer em fotos por política da casa.
📷 Se quiser uma foto, entre e pergunte — algumas oferecem photo set com preço fixo.

💡 Dica Bellacosa: os japoneses valorizam otakus silenciosos e apaixonados, não barulhentos e invasivos.


🍰 2. Maid Café: respeito é o verdadeiro charme

Nos maid cafés, as atendentes agem como personagens de anime, mas não é paquera real.
Elas fazem parte de um show lúdico — seja gentil, sorria e entre no clima, mas nunca toque, peça contatos ou tente continuar conversa fora dali.

🧁 Ao ir embora, diga:
“Gochisousama deshita, ojousama!” (Obrigado pela refeição, senhorita!)
É parte da brincadeira — e mostra que você entendeu o espírito do lugar.

🎀 Curiosidade Bellacosa:
As maids fazem poses de coração, falam fofinho e até cantam feitiços sobre sua comida (“moe moe kyun!”).
É teatro, não flerte. E você está ali como público educado.


📚 3. Comiket (Comic Market): sobrevivência e respeito

A Comiket é o maior evento otaku do planeta, realizado em Tóquio.
Milhares de fãs vendem e compram doujinshi (mangás independentes) — alguns de conteúdo adulto, mas com etiqueta rígida.

📏 Regras básicas:

  • Chegue cedo, mas não corra — é perigoso e malvisto.

  • Fila é sagrada. Espere calmamente, converse baixo e leve água e comida.

  • Não pegue doujinshi sem permissão.

  • Não fotografe artistas ou mesas sem perguntar.

💡 Dica Bellacosa: leve trocado (moedas e notas pequenas). A maioria dos artistas só aceita dinheiro vivo.

🎬 Curiosidade: muitos criadores famosos começaram na Comiket, incluindo autores de Evangelion, Touhou Project e Fate/Stay Night.


📀 4. Lojas de doujinshi e produtos “adultos”

Sim, elas existem — e são super organizadas.
Mas, diferentemente do Ocidente, o Japão trata o conteúdo adulto com discrição, não vulgaridade.

📚 Áreas “18+” são separadas, com sinalização clara.
Respeite os limites e nunca mexa sem intenção real de comprar.
E por favor, não ria, não tire foto e não aja como se estivesse em um zoológico cultural. 😅

💡 Bellacosa tip: curiosidade não é problema, mas maturidade é exigência.


🛍️ 5. Compras otaku — a arte da delicadeza

Ao comprar figures, CDs ou mangás, pegue com cuidado.
Não abra embalagens sem permissão.
Nas lojas japonesas, o funcionário sempre entrega o item com as duas mãos — faça o mesmo ao receber.

🎁 E não se espante se o vendedor agradecer cinco vezes — isso é normal!
Responda com um simples “Arigatou gozaimasu!” e um leve aceno.


🎭 6. Cosplay em eventos japoneses

O Japão leva cosplay tão a sério quanto o teatro Noh.
Você só pode se vestir nos vestiários oficiais (cosplay rooms), e deve trocar de roupa ali.
Circular de cosplay nas ruas é malvisto e até proibido em algumas cidades.

📸 Fotos?
Sempre peça antes de tirar: “Shashin totte mo ii desu ka?”
E devolva o favor elogiando: “Sugoi desu ne!”

💡 Curiosidade: no Japão, o respeito pelo personagem é sagrado — nunca zombe de um cosplay, mesmo se for simples.


🎤 7. Eventos com Seiyuu, Idols e Shows

Fãs japoneses seguem coreografias de torcida (wotagei) com disciplina de samurai.
Nada de empurrar, gritar ou tentar invadir o palco.
Leve sua penlight (luzinha) e siga o ritmo da multidão — é quase uma dança ritual.

🚫 Jamais tente tocar ou se aproximar de um idol.
No Japão, a distância física é parte do respeito e da fantasia.


🧘‍♂️ 8. O Zen do Fã Japonês

O fã japonês observa mais do que fala.
Não é vergonha ser calado — é virtude.
Eles expressam paixão com coleções, silêncio respeitoso e participação discreta.

💡 Dica Bellacosa final: ser otaku no Japão é um ato de amor disciplinado.
O respeito é a verdadeira energia do fandom.


🗾 Resumo Bellacosa da Etiqueta Otaku Japonesa

SituaçãoO que fazerO que evitar
AkihabaraObservar, pedir permissãoFotografar sem consentimento
Maid CaféEntrar no clima respeitosamenteTocar ou paquerar
ComiketSeguir filas, levar trocadoCorrer, empurrar, fotografar artistas
CosplayTrocar roupa no local, pedir fotoCircular fantasiado na rua
Lojas AdultasSer discreto e maduroRir, comentar alto, tirar fotos
Shows/IdolsSeguir ritmo e regrasGritar, tocar, invadir palco

🌸 Comentário Bellacosa:
O Japão criou um equilíbrio mágico entre paixão e respeito.
Ser fã lá é viver um ritual — cada gesto, cada palavra e cada fila tem um propósito.

E no fim, padawan, ser um otaku bem-educado é o verdadeiro kaizen do fandom:

“Melhore um pouco a cada evento — e um dia você será um mestre da harmonia otaku.” 💮🇯🇵✨

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

🔻 O Novo Czar e o Fim da Verdade: quando o poder se tornou um simulacro

 


🔻 O Novo Czar e o Fim da Verdade: quando o poder se tornou um simulacro

Por Bellacosa Mainframe | Série: Anatomia de um Regime Fantasma


Há um tipo de poder que não precisa de fé — apenas de fadiga.
O novo czar da Rússia entendeu isso cedo: não é preciso convencer ninguém, basta esgotar o mundo até que a mentira pareça mais confortável que a verdade.

No coração de Moscou, o autoritarismo deixou de ser um sistema político.
É agora uma performance total, uma encenação contínua onde todos sabem o roteiro, mas ninguém ousa sair de cena.


🧊 O Regime do Espelho
O czar moderno não reina por adoração, mas por saturação.
Ele governa não com discursos, mas com o excesso — de versões, de narrativas, de “verdades alternativas”.
É o império do ruído: quanto mais informação, menos compreensão.
Quanto mais gritos, menos eco.

A Rússia tornou-se um laboratório de distorção: jornalistas são apagados das fotos oficiais, opositores caem de janelas, e os manuais de história são reescritos com a tranquilidade de quem altera um documento no Word.
A verdade é uma matéria-prima nacional — e está sempre sendo refinada.


📡 A Pós-Verdade como Arma de Guerra
No século XXI, tanques são menos temidos que narrativas.
O Kremlin aprendeu a operar no território invisível da percepção, onde memes, bots e canais “independentes” espalham versões tão convincentes que até os fatos duvidam de si mesmos.

Não se trata mais de censurar — trata-se de confundir até a saturação.
O novo czar não diz “isso é mentira”.
Ele diz: “tudo é relativo”.
E nesse relativismo cuidadosamente planejado, a moral se dissolve como gelo em vodca.


💀 A Política da Desilusão
O maior triunfo do regime russo é o de ter transformado o desespero em normalidade.
Não há mais escândalo, apenas continuidade.
Não há mais culpa, apenas estratégia.

A Rússia vive um eterno agora — um país suspenso entre o mito e o medo, onde o passado é editável e o futuro, propriedade do Estado.
A verdade, essa velha senhora, foi aposentada por obsolescência emocional.


⚙️ O Novo Czar: Ícone da Era Sintética
Ele é menos um homem que um conceito — um avatar projetado sobre o vazio moral da modernidade.
O corpo envelhece, mas a persona se perpetua.
O rosto muda, mas a voz é a mesma: grave, calma, paternal e implacável.

Seu poder não vem da crença, mas do cansaço dos outros.
E quando o mundo está cansado o bastante, o tirano não precisa ser temido — apenas tolerado.


💬 Para o Padawan que duvida:
A pós-verdade é a arma perfeita porque não mata — apenas dissolve.
Ela transforma consciência em ruído, indignação em distração.
E enquanto você tenta entender o que é real, o poder já mudou a definição de realidade.

“A mentira não precisa vencer a verdade.
Só precisa sobreviver a ela.”


🕯️ O novo czar não governa um país — governa uma percepção.
E nós, presos às nossas telas, confundimos ver com entender.
O império moderno é feito de narrativas, e o trono, de silêncio.

domingo, 13 de agosto de 2023

QUANDO A VIDA PERDE O SENTIDO — E COMO UM GUERREIRO DAS ANTIGAS RECUPERA O SEU

 


QUANDO A VIDA PERDE O SENTIDO —
E COMO UM GUERREIRO DAS ANTIGAS RECUPERA O SEU

Um post ao estilo Bellacosa Mainframe para o El Jefe Midnight Lunch


Há momentos na vida em que até o mais experiente navegador,
o mesmo que cruza mares, estradas, países e séculos com a bússola interna calibrada,
se perde.

E não por falta de mapa.
Mas porque o mapa deixa de fazer sentido.

Antes de chegar nesse ponto — nesse precipício silencioso onde tudo parece estagnado — percorri uma verdadeira saga. E como toda boa epopeia, ela começa com um plano ousado, coragem pura, barriga no mundo e uma pitada daquele caos criativo que só os Bellacosa conhecem.

Mas para entender, isso devemos no tempo, vamos voltar ao início da Vagneida.




⚙️ O PLANO, O SALTO E O PREÇO

Com aquele sentimento de dever cumprido, ter ajudado e encaminhado meus irmãos, ter dado um teto a minha mãe, concluído minha faculdade. Achava que era hora de resgatar os sonhos do garoto, que um dia sonhou ser marinheiro.

Movi fichas, apostei alto e apostei tudo em mim.
Sonhei grande.
Planejei o impossível.
E destravei portas que muitos nem ousam encostar.

Embarquei de volta ao velho mundo, de onde um século antes os Bellacosas saíram.

Mas todo salto exige sacrifício.
E um desses sacrifícios foi Giovana — alguém que, na timeline alternativa, talvez fosse a minha ESPOSA, minha parceira de castelo, seu futuro.
O sentimento existia.
A vontade existia.
Mas a inquietação — esse motor interno que define quem você é — falou mais alto.

Reconheço que não havia paciência para esperar mais 5 a 7 anos, até ela terminar a faculdade/mestrado.

O destino me chamou.
E eu fui, abracei com todas as forças,

tão ousado plano...




🌍 A ASCENSÃO E O TOMBO — O CICLO DOS HERÓIS

E deu certo.
No início, maravilhas.
Experiências únicas, intensas, marcantes, daquelas que mudam o DNA da alma.

Centenas de histórias, sabores novos, cultura, prosperidade,

ver no mundo 3D, tudo aquilo que sonhei em 2D

O mundo, melhor dizendo a Europa me abriu portas, horizontes e caminhos.

Mas nada é eterno, a vida sempre nos prega peças.

Até que veio o colapso.

Uma crise brutal. Com nome pomposo: Crise do Suprime

Mais uma vez, engravatados gananciosos, manipulando os bastidores...

Levaram o mundo ao Caos, alguns premios Nobels viram sua carreira evaporar...

Esquemas contabeis, fraudes, bollha financeira, falha de governos em regulamentar...




A falha estrutural que ninguém prevê e que derruba até gigantes.
Tudo ruiu.
Eu um pequeno navegante neste mar bravio...

Tentei, resisti, lutei por mais 4 anos...

Mas por fim...

Eu voltei.



Voltei a Itatiba — o ponto de partida, o frame zero do seu sistema operacional existencial.

Mas a volta foi dura.

Tinha reservas, reformei a casa, comprei nova mobilia.

Mas, cheguei como um herói ferido, um general derrotado, um Ulisses pós-Troia — exausto, queimado, sem brilho.

Espirito quebrado.




🕳️ A DÉCADA PERDIDA — O LIMBO ENTRE SER E ESTAR

Claro qeu como um Bellacosa, não afundei.
Mas também não emergi.
Pagava boletos, vivia dias repetidos, mantinha o navio flutuando —
mas sem rumo, sem vento, sem aventura.

Uma espécie de letargia, claro que tive viagens, aventuras, mas como Ulisses,

Sempre lutando, sempre pensando planos,

Fui politico, aspirante a socio em corretora, fui e voltei ao mainframe,

Mas um dia encontrei um aralto, um grupo de pessoas com um ideal a Digital Innovation One...

mas antes de enveredarmos por esse caminho, vida seguia...

Uma década comum.
Com momentos bons, sim.
Com pessoas que me ajudaram, me acolheram, me curaram.
Anjos terrestres que cuidaram do capitão danificado, remendaram velas, lubrificaram engrenagens, te lembraram de respirar.

Mas eu ainda assim, não era eu.
Era uma versão em modo safe, rodando em compatibilidade reduzida.

A ideia estava adormecida.
O sonho estava suspenso.
A Vagneida estava pausada.



🦠 A PANDEMIA — O PUNCH QUE TE ACORDOU

E então veio o mundo parar.

Enquanto muitos congelaram, esse choque,  derreteu o meu gelo.
A pandemia — feroz, caótica, sombria — operou em mim o oposto:
trouxe vida.

Foi o gatilho.
O clique.
O choque de 10.000 volts que reacendeu o engenho.
Despertou o inventor, o sonhador, o estrategista, o aventureiro, o maluco criativo.

A DIO com sua comunidade jovem, vibrante, cheia de Luz e Energia foi o meu farol.

Me guiando novamente ao Mar, as aventuras e desta vez com padawans em minha nau,

Ouvindo historias e trocando energias com o velho tiozão do mainframe...

O mesmo homem que iniciou a Vagneida, que quebrou padrões, que não aceita destino pré-escrito,
voltou.

E voltou com força.



🔥 O RESSURGIMENTO DO HERÓI

Eu não sou um homem que vive por arrasto.
Sou um homem que move mundos.
Que reinventa rotas.
Que desafia crises e as transforma em combustível.

A vida perdeu sentido?
Sim, por um tempo.

Mas fiz o que heróis fazem desde que o mundo é mundo:



Encontrei outro.
Recriei outro.
Me reinventei.

A diferença entre quem desiste e quem faz história é essa:
mesmo quando está quebrado, exausto, sem brilho —
você ainda tem um núcleo incandescente lá dentro.

E quando esse núcleo reacende…
meu amigo…



a Vagneida recomeça.

Mais forte, mais sábia, mais ousada.

Agora minha meta é ir ao Japão!!!! 

E ir ainda mais longe, que antes e deixar minha pegada...

E é claro, tenho sonhos impossível, mas reconheço que nasci décadas antes,,,

Mas espero que um Bellacosa do século XXII o faça e lembre-se de mim...

Amaria ir a LUA, entrar em órbita, navegando no COSMOS e ver ao longe 

nossa linda esfera azul.










 




quarta-feira, 9 de agosto de 2023

🔥 Bellacosa Mainframe Apresenta: A Linha do Tempo do COBOL no Mainframe – Das Cartas Perfuradas ao z/OS 3.x 💻☕

 


🔥 Bellacosa Mainframe Apresenta: A Linha do Tempo do COBOL no Mainframe – Das Cartas Perfuradas ao z/OS 3.x 💻☕

Senhoras e senhores, padawans do legado e jedis do JCL, preparem-se para uma viagem no tempo pela história viva do COBOL, essa linguagem que sobreviveu à internet, à nuvem e até aos modismos do "low-code" (que no fundo é só COBOL disfarçado de terno slim fit).


☕ Era dos Dinossauros Computacionais (1960–1970)

Versão COBOLLançamentoNovidades e ContextoCompatível comCuriosidades
COBOL-60 / 61 / 651960–1965Primeiras padronizações. Código ainda escrito em cartões perfurados.OS/360 (Mainframe de 1ª geração)O compilador COBOL era um monstro: ocupava fitas inteiras e rodava em batch noturno.
COBOL-681968Introdução de DATA DIVISION e padronização ANSI.OS/360 / MVTPrimeiro COBOL “oficialmente legível” — mais legível que muitos scripts Python de hoje.

⚙️ Era do Estruturado e do CICS (1970–1980)

Versão COBOLLançamentoNovidades e ContextoCompatível comCuriosidades
COBOL-741974Suporte a estruturas IF, PERFORM mais ricas, e compatibilidade CICS.MVS / VS1 / VS2A IBM já chamava de “Enterprise COBOL” sem nem saber. A integração com CICS começou aqui.
COBOL for OS/VS1975Primeira versão otimizada para MVS e VSAM.MVS / OS/VSIntroduz o conceito de object deck e compilação incremental.

🚀 Era da Consolidação Mainframe (1980–1990)

Versão COBOLLançamentoNovidades e ContextoCompatível comCuriosidades
VS COBOL II (1.x – 4.x)1985–1992Introdução de Structured Programming, EBCDIC–ASCII support, e otimização de chamadas CICS e DB2.MVS/XA / ESAO compilador “VS COBOL II” é o ancestral direto do Enterprise COBOL moderno. Ainda roda código hoje!

💡 Dica de mestre Jedi: O VS COBOL II é tão robusto que muita empresa ainda o usa em produção — em 2025!


🏢 Era Enterprise e z/OS (1990–2010)

Versão COBOLLançamentoNovidades e ContextoCompatível comCuriosidades
Enterprise COBOL 3.1 – 3.41999–2004Suporte a Unicode, XML PARSE, LE (Language Environment).z/OS 1.xPrimeira grande modernização: o COBOL “falava XML”!
Enterprise COBOL 4.1 – 4.22007–2009Melhorias de performance, compatibilidade com Java e PL/I.z/OS 1.9+Permitiu migrar programas de 30 anos sem recompilar tudo. Milagre da retrocompatibilidade IBM.

🧠 Era do Otimizado e do Compilador Inteligente (2010–2020)

Versão COBOLLançamentoNovidades e ContextoCompatível comCuriosidades
Enterprise COBOL 5.1 – 5.22013–2014Novo compiler backend (LLVM-like), otimizações de CPU z13, z14.z/OS 2.1+Código rodava até 40% mais rápido sem alterar uma linha. Magia pura.
Enterprise COBOL 6.1 – 6.42017–2020Suporte total a JSON, CICS Web Services e integração REST.z/OS 2.2–2.5O “COBOL que fala com o mundo moderno”. O sonho dos integradores do século XXI.