domingo, 11 de fevereiro de 2024

Usando VARCHAR em COBOL

Ajudando enormemente no processamento de grandes áreas de memória e, ao mesmo tempo sendo prático e econômico, ao codificarmos temos que ter em mente, o custo de CPU, a alocação de espaço em disco e memória, afinal em tempos de processamento distribuído, cloude computer e uso indiscriminado de PDAs. Leia na Integra

sábado, 10 de fevereiro de 2024

🌃 O Salaryman como Símbolo da Solidão Moderna

 


🌃 O Salaryman como Símbolo da Solidão Moderna

No Japão, o homem médio veste terno preto e alma cinza.
O salaryman é o retrato da solidão que se aprendeu a disfarçar com rotina.
Ele acorda com o despertador, embarca em silêncio no trem lotado e atravessa a cidade com o olhar fixo no chão.
No meio da multidão, é invisível — e talvez seja esse o ponto.


💼 A máscara do dever

A vida do salaryman é uma performance social.
Sorrisos no horário comercial, submissão educada, lealdade ao grupo, gaman — a palavra japonesa para suportar sem reclamar.
Ele não pertence a si mesmo: pertence à empresa, ao cronograma, ao sistema.
A solidão surge não por falta de gente ao redor, mas por falta de espaço para existir como indivíduo.

Nos animes e mangás, essa solidão aparece em olhares cansados e jantares solitários.
Em “Shinya Shokudō”, o restaurante abre só à meia-noite — porque é quando o salaryman finalmente tem um momento para si.
Em “Aggretsuko”, a protagonista grita no karaokê o que jamais diria no escritório: o ódio, o tédio, o desespero de quem finge estar tudo bem.


🕯️ Solidão em massa

É um paradoxo moderno: nunca estivemos tão conectados, mas o salaryman vive isolado em meio à multidão.
O trem é uma metáfora perfeita — corpos próximos, almas distantes.
A cidade vibra em energia, mas o indivíduo se apaga.

A cultura japonesa chama isso de “kodoku” (孤独) — solidão profunda, a sensação de estar desconectado mesmo cercado de gente.
Nos anos 90, isso se tornou tema recorrente na arte e nos animes, reflexo de uma geração que viu o colapso da estabilidade econômica e o surgimento de uma nova forma de vazio.


🏙️ O silêncio da cidade grande

Os salarymen povoam os izakayas depois do expediente, copos de saquê entre mãos trêmulas.
Conversam sobre o tempo, riem forçado, voltam para casa tarde demais.
Muitos dormem nos bancos da estação. Alguns não voltam — e tornam-se jōhatsu, os evaporados, pessoas que desaparecem da própria vida.

A solidão urbana japonesa é uma epidemia silenciosa, e o salaryman é o seu rosto mais comum.
Ele não é vilão nem vítima — é o produto de uma sociedade que trocou intimidade por eficiência.


📺 O reflexo nos animes

Nos animes, o salaryman moderno carrega o peso simbólico do homem que perdeu o propósito, mas continua andando.
Ele não sonha em ser herói. Só quer suportar mais um dia.
A sua história raramente tem clímax — mas há uma beleza nisso: a resistência silenciosa, o cotidiano transformado em poesia mínima.

Obras como “Tokyo Godfathers”, “NHK ni Youkoso!” e “Paranoia Agent” exploram esse vazio com sutileza brutal — personagens quebrados tentando achar sentido em meio ao concreto e às luzes artificiais.


💔 O homem que ainda está lá

O salaryman é o homem comum de um mundo extraordinariamente cansado.
Ele carrega o Japão nas costas e o vazio no peito.
Sua solidão é a solidão de todos nós — o medo de parar e perceber que talvez não saibamos mais quem somos sem o trabalho, sem a rotina, sem o uniforme social.

Entre o som dos trilhos e o brilho dos néons, ele segue.
Calado, invisível, mas estranhamente poético.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Uma breve visão sobre Portugol para IBM Mainframe

Neste documento irei apresentar de forma sucinta e pratica os comandos em português estruturado para a resolução dos exercícios de Lógica de Programação. Serão apresentadas as sintaxes mais comuns e básicas para que o aluno iniciante consiga ler e interpretar os comandos antes de codifica-lo em COBOL. Leia na Integra

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Boas Praticas em Performance e otimização uma primeira olhada

Salve jovem padawan, no artigo de hoje conversemos sobre um assunto pantanoso, que derruba 7 em 10 programadores, estou falando de performance e otimização de programas, infelizmente a pressa é inimiga da perfeição. Leia na Integra

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

A internet ficou mais chata?

 


A internet ficou mais chata?

Censura, vigilância moral e o fim da autonomia digital**

Por muito tempo a internet representou o território da liberdade. Espaço onde se tropeçava no bizarro, no proibido, no criativo e no nonsense sem filtro. Nos últimos anos, entretanto, a sensação dominante entre muitos usuários é clara: algo mudou. Tudo parece altamente policiado. Há sempre alguém julgando, denunciando ou “ensinando o que é o certo”.

A pergunta surge com força:
por que a internet está mais chata e moralista?

Este post não busca respostas absolutas. O objetivo é mapear os elementos que explicam essa “nova ordem digital”.


1. Plataformas centralizaram o poder

A internet antes era fragmentada. Hoje, concentra-se em meia dúzia de aplicativos. Quem controla essas plataformas controla:

• o que pode ser dito
• o que pode ser visto
• o que pode ser monetizado

O algoritmo virou o verdadeiro editor-chefe do mundo. Ele decide o que ganha espaço e o que é enterrado no limbo do irrelevante. Isso gera a sensação de que há um “curador invisível” guiando nossas escolhas.


2. A monetização exige ambiente “seguro”

Publicidade teme polêmicas. Para proteger anunciantes, as plataformas implementam filtros mais rígidos. Conteúdos eróticos, violentos, politizados ou “tabu” sofrem desvalorização automática.

Resultado:
o conteúdo neutro e insosso é mais recompensado do que o autêntico e arriscado.

A criatividade perde para o medo de ser desmonetizado ou banido.


3. Novo puritanismo social

Mesmo sem leis diretas, a vigilância moral aumentou. Grupos organizados promovem cancelamentos e campanhas de linchamento simbólico. Certas opiniões deixam de ser “controversas” para se tornarem proibitivas.

Isso gera autocensura. O usuário passa a se policiar para evitar punição social.


4. Regulamentações estatais em expansão

Governos adotam legislações para combate a:

• desinformação
• ódio
• exploração
• crimes virtuais

Essa normatização surge de preocupações legítimas, porém cria efeitos colaterais. Para evitar problemas legais, empresas aumentam o bloqueio automático de temas sensíveis.

O risco é simples: no esforço para proteger, pode-se começar a tolher demais.


5. O algoritmo quer perfeição emocional

Plataformas associam “bem-estar” a ausência de desconforto. Qualquer conteúdo complexo, provocativo ou que exija reflexão pode ser interpretado como “negativo”.

Assim, a cultura da internet se infantiliza. O contraditório vira inimigo.

A máquina protege o usuário do mundo, mas também o protege de pensar.


O que realmente mudou

A internet não é mais o espelho da humanidade.
Ela se tornou o produto daquilo que empresas e comunidades acreditam que deve ser aceito.

Antigamente:
→ o usuário moldava a rede
Hoje:
→ a rede molda o usuário

Cada clique é avaliado.
Cada palavra é rastreada.
Cada desejo é classificado.

A autonomia dá lugar à curadoria forçada.


Conclusão

A pergunta do título talvez esteja mal formulada.
A internet não ficou necessariamente mais “chata”.
Ela ficou governada.

O espaço que antes era caos criativo agora opera sob:

• algoritmos que selecionam o que “pode”
• moralistas que policiam o que “deve”
• anunciantes que decidem o que “vende”

A liberdade existe… desde que dentro das regras do feed.

A era da internet anárquica terminou.
Vivemos agora na internet domesticada.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Mainframe, conheça um pouco sobre Sistemas Centrais

Mainframe Grande computadores predominantemente oriundos da IBM com grande poder computacional, que esta por traz de todos os processos governamentais, grandes bancos, seguradoras e complexos militares. Trabalha através de processo online via transações assíncronas CICS, síncronas CICS, chamadas JAVA ao DB2 e processamento Batch em janelas de horário.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

🔥 IBM 3592 JF – O cartucho que carrega impérios de dados

 


🔥 IBM 3592 JF – O cartucho que carrega impérios de dados




🧠 Introdução – quando o dado dorme em fita, mas sonha em petabytes

Se você acha que fita magnética é coisa de museu, é porque nunca encarou um IBM 3592 JF rodando em um TS1140/TS1150 dentro de um data center que parece mais uma nave espacial do que uma sala fria.
O 3592 JF não é “backup”. Ele é arquivo corporativo, retenção legal, seguro contra ransomware e, em muitos bancos, a última linha de defesa da civilização digital.

Bem-vindo ao mundo onde dados não são deletados — são arquivados com honra.


📜 História – da fita de rolo ao JF

A linhagem do IBM 3592 nasce no início dos anos 2000 como sucessor espiritual das 3490/3480.
O sufixo JF marca uma geração madura, refinada, feita para:

  • Ambientes z/OS heavy-duty

  • Integração com DFSMS/HSM

  • Coexistência com VTS, TS7700 e GDPS

📼 O JF é o tipo de mídia que sobrevive a mudanças de diretoria, ERPs, fusões e três modas de cloud.


🧱 Arquitetura do cartucho IBM 3592 JF

Características físicas e lógicas:

  • 📏 Formato proprietário IBM (não confundir com LTO)

  • 💾 Capacidade nativa: ~700 GB

  • 🗜️ Capacidade com compressão: até ~2–3 TB (dependendo do workload)

  • 🔐 Suporte a criptografia por hardware

  • 🧬 Servo tracking de altíssima precisão

💡 Easter egg: a densidade da fita é tão alta que um cartucho mal acondicionado “grita” no log do drive antes mesmo de falhar.


🏗️ Onde ele vive no mundo real

Normalmente você encontra o 3592 JF em:

  • 🗄️ IBM TS3500 / TS4500 Tape Library

  • 🧠 TS7700 (Virtual Tape Server) como mídia física de backend

  • 🧾 Ambientes regulados: bancos, seguradoras, governos

Ele conversa intimamente com:

  • z/OS DFSMS

  • HSM (Hierarchical Storage Manager)

  • DFSMShsm Migration / Recall


🔄 Workflow clássico no mainframe

📌 Passo a passo “vida de fita”

  1. Dataset criado (PS ou GDG)

  2. Política de SMS decide: disk hoje, fita amanhã

  3. HSM migra o dataset para fita

  4. Catalog aponta para volume JF

  5. Recall on-demand traz o dado de volta

  6. Dataset volta ao disco como se nada tivesse acontecido

🧙‍♂️ Magia negra mainframe: a aplicação nunca sabe que o dado dormiu em fita.


📊 Logs, SMF e rastros

O 3592 JF deixa pegadas elegantes:

  • SMF 14/15 – uso de fita

  • SMF 42 – atividades de DFSMS

  • SMF 94 – criptografia

  • Logs do TS7700 (se virtualizado)

📎 Dica Bellacosa: fita não mente. Se algo sumiu, o SMF sabe onde foi parar.


🧩 Curiosidades que só quem viveu sabe

  • ☕ Drives 3592 “acordam” antes do operador terminar o café

  • 🔁 Uma fita JF pode sobreviver 30 anos se bem armazenada

  • 🧯 Ransomware odeia fita — ela não monta sozinha

  • 🎩 Cartucho com label mal escrito vira lenda urbana no CPD


🛠️ Dicas práticas de sobrevivência

✔️ Padronize nomenclatura de volumes
✔️ Nunca misture JF com JE/JB sem planejamento
✔️ Use criptografia nativa, não “caseira”
✔️ Monitore recalls excessivos (sinal de má política de HSM)
✔️ Tape não é lenta — lento é acesso mal desenhado


📚 Guia de estudo para mainframers

📖 Leia e domine:

  • DFSMS Storage Administration

  • DFSMShsm Implementation

  • IBM TS11xx Drive Redbooks

  • SMF 14/15 deep dive

🧠 Exercício clássico:

Simule migração, expiração, recall e auditoria de um dataset crítico sem que a aplicação perceba.


🧪 Aplicações reais do IBM 3592 JF

  • 📜 Retenção legal (7–30 anos)

  • 🏦 Histórico financeiro imutável

  • 🧬 Dados médicos arquivados

  • 🛰️ DR offline (air gap real)

  • 📦 Data lake pré-cloud que ainda funciona


🧨 Comentário final – El Jefe Style

Enquanto o mundo discute se “cloud é o futuro”, o IBM 3592 JF continua fazendo o que sempre fez:
guardar o passado para proteger o futuro.

No mainframe, fita não é legado.
É estratégia.

🔥 Midnight Lunch aprovado. A fita gira, o dado dorme, o mainframer sorri.