sábado, 6 de abril de 2024

O que é um Diagrama de Fluxo de Dados.

Um olho no passado, dois olhos no futuro: Diagrama de Fluxo de Dados. Salve jovem padawan, mais uma vez faremos uma viagem no tempo, para os primórdios da informática, onde as grandes ideias surgiram, sementes foram semeadas e gradualmente o sistema foi sendo criado. Leia na Integra

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Pessoas erram... Cobol: ainda não morreu

Comentário sobre uma antiga matéria de 2006 da ComputerWorld, onde as pessoas querem, por que, querem matar o COBOL. Passados quase 18 anos, o COBOL continua firme e forte, houve baixas, ocorreram migrações, porém a experiência prova que aqueles que ficaram gastaram menos. O perigo dos custos ocultos, que somente com a chave na mão, o diretor de IT descobre que enfiou a cabeça na guilhotina... Por hora, leremos previsões de 2006... Leia na Integra

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Mainframe e suas ferramentas CASE

Conheça algumas ferramentas CASE e IDE para desenvolvimento de codigo-fonte COBOL, permitindo subir via FTP para o TSO e posteriormente compila-lo e linkedita-lo em IBM Mainframe. Sumário Softwares existente no Mercado: CA Telon GENEXUS SADS Microfocus FAST Plugin Eclipse NETCOBOL ZOWE ALNOVA/ALTAMIRA Leia na Integra

IBM Tape Data Cartridge 700 GB

Conheça unidade de armazenamento CARTRIDGE Storage #MAINFRAME #IBM #STORAGE #cartridge
IBM Tape Data Cartridge 700 GB


quarta-feira, 3 de abril de 2024

sábado, 16 de março de 2024

🧾 JCL – Linha do Tempo Completa

 


🧾 JCL – Linha do Tempo Completa

Do cartão perfurado ao DevOps no z/OS



🧠 Antes do JCL (anos 1950 – início dos 60)

Contexto

  • Programas rodavam em batch puro, controlados manualmente.

  • Operadores plugavam cabos, montavam fitas, ajustavam switches.

  • Cada sistema tinha seu próprio “jeito” de rodar jobs.

📌 Problema:
Não existia uma linguagem padrão para dizer o que rodar, quando e com quais recursos.

👉 Solução da IBM: criar uma linguagem declarativa para controlar o sistema.


🟦 1964 – NASCE O JCL (OS/360)

Sistema: OS/360
Hardware: IBM System/360
Evento histórico: um único SO para toda a linha de hardware.

O que surge

  • JCL formalmente introduzido

  • Conceitos fundamentais:

    • //JOB

    • //EXEC

    • //DD

  • Sintaxe baseada em cartões perfurados

  • Colunas fixas, 80 caracteres, tolerância zero a erro

📌 Impacto

  • Pela primeira vez, o operador deixa de decidir tudo manualmente

  • O job descreve:

    • programa

    • datasets

    • dispositivos

    • prioridade

🧨 Easter Egg histórico

Fred Brooks (IBM) disse que JCL foi uma das linguagens mais difíceis já criadas —
mas impossível de abandonar.


🟨 1966–1971 – JCL no DOS/360 e OS/360 amadurece

Sistemas: DOS/360, OS/360 MFT/MVT

Evolução

  • Pequenas variações de JCL entre DOS e OS

  • Mais parâmetros em DD

  • Introdução de:

    • datasets temporários

    • concatenação

    • procedimentos simples

📌 Nota Bellacosa
Aqui nasce a primeira dor do mainframer:
👉 “Esse JCL roda no MVT mas não no DOS?”


🟧 1972–1974 – A Era do Virtual Storage (OS/VS → MVS)

Sistemas: OS/VS1, OS/VS2, depois MVS

O que muda no JCL

  • Nada quebra (compatibilidade total)

  • Mas o poder cresce:

    • mais steps

    • mais memória

    • mais jobs simultâneos

  • Procedures catalogadas se tornam padrão

  • JCL passa a ser infraestrutura crítica

📌 Marco invisível
O JCL deixa de ser “controle de job”
e vira linguagem de orquestração do datacenter.


🟥 Final dos anos 70 – JES2 / JES3

Subsistemas: JES2 e JES3

Evolução prática

  • JCL começa a dialogar mais com o spool

  • Controle refinado de:

    • SYSOUT

    • classes

    • prioridades

  • Ambientes multi-LPAR começam a surgir

🧠 Filosofia
JCL continua simples…
mas o ambiente em volta vira um monstro.


🟪 Anos 80 – Estabilidade Absoluta

Sistemas: MVS/XA, MVS/ESA

O que muda

  • Quase nada na sintaxe

  • Muitos novos parâmetros

  • JCL vira uma “linguagem fossilizada viva”

📌 Realidade
Um JCL de 1975 ainda roda.
Um COBOL também.
O estagiário não.


🟩 1995 – OS/390 (o JCL entra na era corporativa moderna)

Sistema: OS/390

Evolução

  • Consolidação:

    • MVS

    • JES

    • DFSMS

  • JCL passa a lidar fortemente com:

    • SMS

    • storage groups

    • políticas corporativas

📌 Mudança cultural
O JCL deixa de ser “do operador”
e vira ativo estratégico da empresa.


🟦 2000 – z/OS nasce (JCL entra no século XXI)

Sistema: z/OS 1.1

O que muda (sem quebrar nada)

  • Integração com:

    • Unix System Services (USS)

    • arquivos POSIX

  • JCL agora convive com:

    • shell scripts

    • Java

    • C/C++

  • Melhor controle condicional

📌 Importante
Nenhum “JCL 2.0”
Nenhuma revolução sintática
👉 só evolução silenciosa.


🟨 2005–2015 – JCL + Automação

Novidades

  • IF / THEN / ELSE / ENDIF no JCL

  • Mais lógica declarativa

  • Menos dependência de retorno via utilitários externos

📌 JCL começa a pensar
Não é programação…
mas já decide caminhos.


🟧 2016–2020 – JCL encontra o DevOps

Mudanças indiretas

  • JCL versionado em Git

  • Edição em VS Code (Z Open Editor)

  • Integração com pipelines

  • JCL analisado, validado, automatizado

🧠 Paradoxo
A linguagem mais antiga do datacenter
vira parte do pipeline moderno.


🟥 2020–2025 – JCL nos z/OS atuais (2.5, 3.x)

Situação atual

  • JCL continua:

    • estável

    • retrocompatível

    • crítico

  • Novos parâmetros continuam surgindo

  • Integração com:

    • Zowe

    • APIs

    • observabilidade

    • automação corporativa

📌 Verdade absoluta
Se o JCL parar,
o banco para.
O país sente.


🧭 Linha do tempo resumida

AnoSistemaEstado do JCL
1964OS/360JCL nasce
1974MVSJCL escala
1980sMVS/XA/ESAJCL estabiliza
1995OS/390JCL corporativo
2000z/OSJCL moderno
2010sz/OSJCL condicional
2020sz/OS 3.xJCL + DevOps

☕ Comentário final (Bellacosa Mode ON)

JCL não evoluiu para agradar desenvolvedores.
Evoluiu para não quebrar o mundo.

Enquanto linguagens vêm e vão,
o JCL permanece,
silencioso, feio, poderoso
e absolutamente indispensável.