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sexta-feira, 23 de maio de 2025

Apocalypse Bringer Mynoghra : Quando um Programador COBOL Descobre que até uma Civilização do Mal Precisa de Boa Arquitetura de Sistemas

Bellacosa Mainframe apresenta o apocalypse bringer mynoghra

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Apocalypse Bringer Mynoghra (2025) sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que até uma Civilização do Mal Precisa de Boa Arquitetura de Sistemas

Ficha Técnica

  • Título original: 異世界黙示録マイノグーラ ~破滅の文明で始める世界征服~

  • Romaji: Isekai Mokushiroku Mynoghra: Hametsu no Bunmei de Hajimeru Sekai Seifuku

  • Título internacional: Apocalypse Bringer Mynoghra: World Conquest Starts with the Civilization of Ruin

  • Autor: Fehu Kazuno (Fefu Kazuno)

  • Ilustrações: Jun

  • Estúdio: Maho Film

  • Diretor: Yūji Yanase

  • Estreia: 6 de julho de 2025

  • Temporada: Verão de 2025

  • Episódios: 13

  • Origem: Light Novel (GC Novels)

  • Streaming: Crunchyroll  


Sinopse

Takuto Ira era um jovem apaixonado por um jogo de estratégia chamado Eternal Nations. Após morrer devido a uma doença, desperta justamente naquele universo, mas não como um herói.

Ele renasce como o governante da lendária civilização do mal:

Mynoghra.

Ao seu lado está sua heroína favorita, a misteriosa Atou, e juntos começam algo inesperado:

não conquistar o mundo pela destruição...

mas construir uma nação.


Resumo da História

Enquanto quase todos os isekais seguem o modelo:

"Derrote o Rei Demônio."

Mynoghra pergunta:

"E se você fosse justamente o Rei Demônio?"

Só que Takuto não é cruel.

Ele administra recursos.

Negocia.

Expande território.

Protege refugiados.

Constrói infraestrutura.

Faz diplomacia.

Em vez de uma aventura tradicional, temos praticamente um Civilization + Age of Empires + Total War + RPG em formato anime. 


Os Personagens

Takuto Ira

O protagonista.

Quieto.

Inteligente.

Excelente estrategista.

Sua força está no planejamento.

Lembra muito um gerente de projeto ou um arquiteto de software.


Atou

A "Bruxa do Lodo".

Heroína lendária da civilização Mynoghra.

Apesar da aparência delicada, possui enorme poder destrutivo.

É extremamente leal a Takuto.

Talvez seja uma das personagens mais interessantes do anime.


Os Refugiados

Conforme a história avança, várias raças passam a procurar Mynoghra.

Elfos.

Humanos.

Criaturas discriminadas.

Monstros.

Todos descobrem algo curioso:

o chamado "Reino do Mal" trata seus cidadãos melhor que muitos reinos "do bem".


Temática

O anime mistura diversos elementos:

  • Isekai

  • Dark Fantasy

  • Estratégia

  • Construção de Reino

  • Política

  • Administração

  • Diplomacia

  • Economia

  • Guerra

  • Gestão de Recursos

É muito menos um anime de batalhas e muito mais um anime de decisões.


O que há de diferente?

Mynoghra quebra praticamente todas as convenções do gênero.

Normalmente temos:

  • Herói bom

  • Rei Demônio mau

  • Humanos corretos

Aqui ocorre justamente o contrário.

Os humanos frequentemente demonstram preconceito, corrupção e intolerância.

Enquanto isso, o chamado "Império das Trevas" acolhe quem foi rejeitado.

É uma excelente inversão narrativa.


As Aventuras

Boa parte da história gira em torno de:

  • expansão territorial;

  • desenvolvimento da cidade;

  • descoberta de recursos;

  • diplomacia entre nações;

  • pesquisa tecnológica;

  • gerenciamento populacional;

  • guerras estratégicas.

É quase um simulador administrativo em formato anime.


Mensagens Ocultas

O verdadeiro mal nem sempre parece maligno

O anime questiona a ideia de que aparência define caráter.

Os "vilões" frequentemente demonstram compaixão.

Já os "heróis" cometem atrocidades.


Liderança

Takuto nunca governa pelo medo.

Ele lidera pela confiança.

Mesmo sendo o governante de uma civilização sombria.


Civilizações

O anime mostra que construir uma sociedade é muito mais difícil do que vencer uma guerra.

Infraestrutura.

Alimentos.

Segurança.

Leis.

Tecnologia.

Tudo precisa funcionar.


Planejamento vence força

Grande parte das vitórias acontece porque Takuto pensa vários movimentos à frente.

É praticamente um jogo de xadrez.


Bellacosa Mainframe ☕

Imagine que Mynoghra seja um enorme ambiente IBM Z.

Takuto seria o arquiteto responsável pelo sistema inteiro.

Em vez de lançar ataques aleatórios, ele faria:

  • Capacity Planning

  • WLM

  • Balanceamento

  • Segurança

  • Crescimento controlado

  • Disaster Recovery

Atou seria uma espécie de "job crítico" que ninguém deseja executar... até perceber que resolve problemas gigantescos.

Enquanto outros reis vivem apagando incêndios, Takuto administra como um bom sysprog:

"Primeiro estabilizamos o ambiente. Depois pensamos em expansão."


O que torna a obra interessante?

A maioria dos isekais utiliza RPG apenas como pano de fundo.

Aqui, o sistema de jogo é praticamente a própria narrativa.

O crescimento da civilização é tão importante quanto os personagens.

Para quem gosta de estratégia, gerenciamento e construção de impérios, isso faz enorme diferença.


Impacto Cultural

Embora não tenha alcançado a popularidade de gigantes como Overlord ou That Time I Got Reincarnated as a Slime, Apocalypse Bringer Mynoghra conquistou um público fiel por combinar administração de reinos, fantasia sombria e estratégia em um formato pouco comum para o gênero. Muitos fãs destacam que a light novel aprofunda muito mais os personagens e o desenvolvimento político do mundo do que a adaptação em anime. 


Classificação

  • Gênero: Isekai, Fantasia Sombria, Estratégia, Construção de Reino, Aventura

  • Classificação indicativa: 14 anos

  • Ritmo: Médio

  • Violência: Moderada

  • Fanservice: Baixo

  • Comédia: Leve

  • Política: Forte

  • Estratégia: Muito alta


Vale a pena?

Se você procura apenas batalhas frenéticas, talvez o ritmo pareça mais lento.

Mas, se gosta de obras como:

  • Overlord

  • That Time I Got Reincarnated as a Slime

  • How a Realist Hero Rebuilt the Kingdom

  • Log Horizon

há grandes chances de apreciar Apocalypse Bringer Mynoghra. Ele aposta em planejamento, administração e construção de um império, mostrando que inteligência estratégica pode ser tão empolgante quanto um combate épico.  

quinta-feira, 22 de maio de 2025

O Scheduler da Curiosidade: IA, Backlogs e o Dia em que Tínhamos 30 Assuntos em Paralelo e Nenhum Queria Dar $HASP395

Bellacosa Mainframe e o scheduler da curiosidade 

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Scheduler da Curiosidade: IA, Backlogs e o Dia em que Tínhamos 30 Assuntos em Paralelo e Nenhum Queria Dar $HASP395

Por Vagner Bellacosa

Existe um problema novo acontecendo na minha mesa.

Não é falta de documentação.

Não é falta de livros.

Não é falta de cursos.

Não é falta de acesso à informação.

Também não é exatamente falta de tempo — embora os boletos continuem insistindo que o dia tenha apenas 24 horas.

O problema é quase o contrário.

Há conhecimento demais ao alcance das mãos.

E então chegou a Inteligência Artificial.

Agora existe uma criatura disponível praticamente a qualquer momento que aceita perguntas sobre COBOL, filosofia, economia, anime, história, mainframe, arqueologia, inteligência artificial, acidentes aéreos, linguística, segurança, psicologia, grafos, bancos, YAML, XML, Atari e aquela dúvida completamente absurda que apareceu às duas da manhã e que você jamais perguntaria numa reunião de trabalho.

Você pergunta.

Ela responde.

A resposta produz outra pergunta.

Essa produz três.

Uma delas parece muito mais interessante do que a pergunta original.

Você segue por ali.

Duas horas depois está lendo sobre uma tabuinha de argila babilônica de milhares de anos atrás e já não consegue explicar exatamente como uma conversa sobre COBOL terminou na Mesopotâmia.

Bem-vindo ao problema.

Ou talvez...

bem-vindo à solução.

Coloque café na xícara.

Hoje não vamos falar exatamente sobre COBOL.

Vamos falar sobre o programa mais complexo que provavelmente executaremos durante toda a nossa vida:

a nossa própria curiosidade.

E aparentemente o scheduler está tendo problemas.


$HASP100: JOB CURIOSIDADE ON READER

Outro dia olhei para minha lista de conversas fixadas no ChatGPT.

Ali estavam coisas como:

Anime Another Resumo
Memórias Vagnerianas
JSON no COBOL Mainframe
Manias Econômicas Históricas
Curso Lógica Programação
YAML para Programadores
Inuyasha Anime e Legado
Impacto de Conan no Anime
Análise de Erros XML
Homenagem ao Atari

Olhei aquilo e comecei a rir.

Não porque fossem assuntos ruins.

Justamente o contrário.

Todos eram interessantes.

Esse era o problema.

Cada conversa havia começado por alguma razão perfeitamente legítima. Algumas estavam virando artigos. Outras eram investigações técnicas. Algumas eram memórias. Outras tinham começado simplesmente porque alguma coisa despertara curiosidade.

Nenhuma havia realmente terminado.

E então percebi algo.

Minha lista de conversas estava começando a parecer:

SDSF STATUS DISPLAY

Só que em vez de JOBs havia ideias.

JOBNAME     STATUS
COBOLJSON   ACTIVE
YAML001     HELD
ATARI001    WAITING
INUYASHA    ACTIVE
MEMORIA     ACTIVE
ECONHIST    HELD
XMLERROR    ACTIVE
CONAN001    WAITING
LOGICA15    ACTIVE

E em algum lugar do sistema:

30 JOBS ACTIVE
47 JOBS WAITING
123 JOBS DISCOVERED

Nenhum querendo emitir:

$HASP395 JOB ENDED

Foi quando percebi que talvez tivéssemos inventado acidentalmente uma espécie de JES2 da curiosidade intelectual.

E o ChatGPT estava funcionando como uma mistura perigosa de READER, CONVERTER, EXECUTOR e operador da console.


A escola ensinou conhecimento como uma fila

Durante muito tempo fomos educados segundo uma estrutura predominantemente linear.

Capítulo 1.

Depois capítulo 2.

Depois capítulo 3.

Prova.

Próxima matéria.

A própria estrutura física dos livros reforçava isso.

Página 1 → página 2 → página 3.

Claro que sempre existiram notas de rodapé, referências e bibliografias. Mas havia um custo para abandonar a estrada principal.

Imagine estudar alguma coisa em 1985.

Você encontra uma referência interessante:

"Esse conceito deriva dos trabalhos de Fulano publicados em 1967."

Interessante.

Mas você não possui o livro de Fulano.

Talvez exista na biblioteca.

Talvez precise pedir emprestado.

Talvez nem esteja traduzido.

Então você faz uma anotação:

Pesquisar Fulano depois.

E continua lendo.

A escassez de informação produzia involuntariamente uma coisa extremamente valiosa:

foco.

Não porque as pessoas fossem necessariamente mais disciplinadas.

Mas porque perseguir cada ramificação era caro.

Hoje o custo marginal de abrir outra porta intelectual aproxima-se perigosamente de zero.

Estou lendo sobre COBOL.

Encontro "JSON GENERATE".

Pesquiso.

Descubro JSON PARSE.

Pergunto ao ChatGPT.

Aparece uma discussão sobre interoperabilidade.

Interoperabilidade lembra APIs.

APIs levam ao z/OS Connect.

z/OS Connect leva a REST.

REST leva a OpenAPI.

OpenAPI leva a YAML.

YAML lembra pipelines.

Pipelines levam a Jenkins.

Jenkins leva a DevOps.

DevOps leva a agentes de IA.

Agentes levam a sistemas autônomos.

Sistemas autônomos levam a governança.

Governança leva a acidentes.

Acidentes levam à aviação.

Aviação leva a Crew Resource Management.

CRM leva a psicologia organizacional.

Psicologia leva a vieses cognitivos.

E de repente...

onde está o JSON?

Ele continua lá.

Cinco níveis acima no stack trace da curiosidade.


Talvez estejamos pensando errado sobre conhecimento

Aqui aparece algo fascinante.

Talvez o problema seja esperar que conhecimento verdadeiro tenha estrutura linear.

Porque ele não tem.

Conhecimento parece muito mais um grafo.

Para quem passou recentemente pelo Neo4j, a analogia é irresistível.

Imagine:

(:Pessoa)-[:ESTUDA]->(:COBOL)

(:COBOL)-[:EXECUTA_EM]->(:Mainframe)

(:Mainframe)-[:UTILIZA]->(:zOS)

(:zOS)-[:POSSUI]->(:JES2)

(:JES2)-[:GERENCIA]->(:Jobs)

(:Jobs)-[:PODEM_FALHAR_COM]->(:ABEND)

(:ABEND)-[:EXIGE]->(:Diagnostico)

(:Diagnostico)-[:USA]->(:Raciocinio)

(:Raciocinio)-[:SOFRE_COM]->(:ViesCognitivo)

(:ViesCognitivo)-[:APARECE_EM]->(:Aviacao)

(:ViesCognitivo)-[:APARECE_EM]->(:Medicina)

(:ViesCognitivo)-[:APARECE_EM]->(:MercadoFinanceiro)

Agora faça uma pergunta aparentemente inocente:

"Como diagnosticar melhor um problema em produção?"

Podemos começar no COBOL e terminar estudando Sherlock Holmes, House, Patrick Jane, Kahneman, acidentes aéreos e medicina diagnóstica.

E isso não é necessariamente desvio.

Pode ser travessia do grafo.


O ChatGPT virou uma máquina de criar arestas

Essa talvez seja uma das transformações intelectuais mais interessantes provocadas pelos grandes modelos de linguagem.

Google tradicionalmente é extraordinário para encontrar nós.

Você pergunta:

IBM COBOL JSON GENERATE

e recebe documentos relacionados ao assunto.

Mas numa conversa podemos fazer algo diferente:

"Isso me lembrou o problema de comunicação entre pilotos em acidentes aéreos. Existe alguma relação conceitual?"

Agora estamos procurando uma aresta.

COBOL → operação → incidente → comunicação → aviação

Ou:

"Essa arquitetura de agentes lembra CICS?"

Outra aresta.

"O problema de memória de agentes lembra checkpoint/restart?"

Outra.

"Essa ideia econômica existia na Roma antiga?"

Outra.

"Esse comportamento de IA lembra alguma coisa da psicologia cognitiva?"

Outra.

É como se tivéssemos colocado diante do grafo uma máquina especializada em sugerir:

MATCH (ideia)-[r:?]->(outra_ideia)
RETURN outra_ideia

Só existe um pequeno problema.

O MATCH não termina.


O Rabbit Hole virou feature

Existe uma expressão inglesa maravilhosa:

rabbit hole.

A toca do coelho.

Alice vê o coelho, entra atrás dele e descobre que aquilo era apenas a entrada para um universo inteiro.

A Internet já havia industrializado rabbit holes.

A IA generativa colocou elevadores dentro deles.

Você pergunta:

"Por que isso acontece?"

Recebe resposta.

Pergunta:

"Mas de onde veio?"

Resposta.

"Existe precedente histórico?"

Resposta.

"Quem discordava?"

Resposta.

"Isso ainda é válido?"

Resposta.

"E se aplicarmos ao mainframe?"

Resposta.

"E ao mercado financeiro?"

Resposta.

"E aos agentes de IA?"

Resposta.

Às 03:17 da manhã:

"Então precisamos voltar aos babilônios."

Parabéns.

Você começou querendo entender um parâmetro do JCL.


A diferença entre distração e exploração

Mas precisamos tomar cuidado para não diagnosticar toda ramificação como déficit de atenção.

Há uma diferença enorme entre:

COBOL
 ↓
Instagram
 ↓
meme
 ↓
vídeo
 ↓
notícia
 ↓
WhatsApp
 ↓
esqueci o COBOL

e:

COBOL
 ↓
Mainframe
 ↓
Sistemas críticos
 ↓
Resiliência
 ↓
Falhas
 ↓
Fator humano
 ↓
Psicologia cognitiva
 ↓
Gestão de incidentes

O primeiro fluxo provavelmente representa distração.

O segundo pode representar exploração intelectual.

Existe coerência semântica.

O problema é que ambos consomem o mesmo recurso físico:

tempo.

Seu cérebro pode ter descoberto a conexão intelectual mais extraordinária da semana.

O relógio continuará dizendo:

03:42.


O verdadeiro recurso escasso mudou

Durante séculos o recurso escasso foi informação.

Hoje, para grande parte de nós, não é mais.

Temos Wikipedia.

Livros digitais.

Papers.

Vídeos.

Cursos.

Podcasts.

Blogs.

GitHub.

Documentação.

Fóruns.

Reddit.

Stack Overflow.

ChatGPT.

Outras IAs.

E bilhões de páginas indexadas.

O recurso escasso passou a ser:

atenção.

E logo atrás:

capacidade de seleção.

A pergunta intelectual moderna não é apenas:

"O que devo aprender?"

É também:

"O que deliberadamente não vou aprender agora?"

Essa segunda pergunta é muito mais cruel.

Porque dizer "não" para algo desinteressante é fácil.

O verdadeiro problema é dizer:

"Isso é fascinante. Mas ficará para depois."


Surge o backlog intelectual

É exatamente aí que nasce nossa lista.

JSON no COBOL
YAML
XML
Atari
Anime
Economia
Memórias
IA
Segurança
História

Ela não é necessariamente um cemitério de projetos abandonados.

Talvez seja algo mais interessante:

um buffer intelectual.

Uma área de spool.

A ideia chegou.

Foi registrada.

Ainda não existem recursos disponíveis para executá-la.

Então:

JOB STATUS = HELD

Isso é infinitamente melhor do que perder a ideia.

O problema começa quando confundimos:

HELD

com:

FAILED

Uma investigação estacionada não fracassou.

Ela apenas perdeu prioridade para outra.


Precisamos de WLM para a cabeça

Quem trabalha com mainframe imediatamente perceberá o próximo problema.

Se existem dezenas de workloads competindo pelos mesmos recursos, alguém precisa estabelecer prioridades.

No z/OS temos Workload Manager.

Na cabeça temos...

Bem...

Café.

Talvez seja justamente aí que precisamos melhorar.

Imagine um WLM intelectual:

SERVICE CLASS: PRODUCAO
-----------------------
Curso atual
Trabalho
Artigo com prazo
Aula da semana

SERVICE CLASS: ALTA
-------------------
Pesquisa diretamente relacionada
Projeto em andamento

SERVICE CLASS: DISCRETIONARY
----------------------------
Anime obscuro de 1987
História do Atari
Origem de palavra suméria
Tecnologia soviética esquecida

SERVICE CLASS: SYSOTHER
-----------------------
"Por que os romanos não inventaram..."

😂

O objetivo não seria matar SYSOTHER.

Aliás, algumas das descobertas mais deliciosas provavelmente estão lá.

O objetivo seria impedir SYSOTHER de consumir toda a capacidade enquanto PRODUCAO está atrasada.


A IA não eliminou a necessidade de disciplina

Esse é um ponto importante.

Existe uma fantasia contemporânea segundo a qual IA permitirá aprender tudo.

Não permitirá.

Pode reduzir brutalmente o custo de explicação.

Pode resumir.

Pode traduzir.

Pode comparar.

Pode produzir exemplos.

Pode adaptar a linguagem.

Pode ajudar a encontrar relações.

Pode responder perguntas imediatamente.

Mas existe uma coisa que ela ainda não consegue aumentar:

24 horas = 24 horas

Podemos aumentar nossa eficiência.

Não podemos aumentar indefinidamente nosso throughput humano.

E pior:

compreender continua custando tempo.

Ler uma explicação não significa incorporá-la.

Reconhecer um conceito não significa dominá-lo.

Assistir a uma demonstração não significa conseguir reproduzi-la.

Receber código funcionando não significa compreender sua arquitetura.

Esse talvez seja um dos perigos da aprendizagem com IA:

confundir velocidade de obtenção da resposta com velocidade de aquisição do conhecimento.

São coisas diferentes.

Muito diferentes.


Conhecimento não é download

Se conhecimento fosse simplesmente transferência de bytes, poderíamos fazer:

//LEARN EXEC PGM=UPLOAD
//SYSIN DD *
  COBOL
  NEO4J
  PYTHON
  QUANTUM
  JAPANESE
/*

Resultado:

IEC999I KNOWLEDGE SUCCESSFULLY INSTALLED

Infelizmente não funciona.

Aprendizagem exige reconstrução interna.

Você precisa errar.

Relacionar.

Esquecer.

Relembrar.

Aplicar.

Comparar.

Explicar para outra pessoa.

Encontrar contradições.

Reformular.

Voltar meses depois e perceber que aquilo que parecia óbvio não era.

A IA pode acompanhar todo esse processo.

Mas não pode simplesmente substituir o processo.


Talvez nossa aparente desorganização esconda alguma coisa valiosa

Aqui entra uma hipótese que me fascina.

E se parte dessas ramificações não for desperdício?

E se estivermos construindo uma espécie de Knowledge Graph pessoal?

Durante décadas de trabalho uma pessoa acumula experiências.

Banco.

Mainframe.

Incidentes.

Programação.

Gestão.

Pessoas.

Viagens.

Livros.

Filmes.

Histórias.

Tecnologias.

Fracassos.

Acertos.

Essas coisas ficam armazenadas como nós aparentemente desconectados.

Então surge uma conversa.

Um assunto ativa outro.

Uma memória conecta-se a um conceito novo.

Uma história profissional antiga encontra uma teoria publicada décadas depois.

De repente:

(:Experiencia1989)
      |
      | [:EXPLICA]
      v
(:Conceito2026)

A experiência sempre esteve lá.

Faltava a aresta.

Talvez uma das funções mais poderosas da IA para alguém que acumulou décadas de experiência não seja simplesmente ensinar fatos novos.

Talvez seja ajudar a indexar intelectualmente a própria vida.

Isso é enorme.


Curiosidade como algoritmo de busca

Uma pessoa curiosa executa continuamente algo parecido com:

while alive:
    observe()
    question()
    connect()
    investigate()
    update_model()

Só existe um pequeno bug:

while alive:

não possui END-IF.

E aparentemente tampouco possui MAX-DEPTH.

😂

Por isso precisamos talvez acrescentar:

IF DEPTH > ACCEPTABLE-LIMIT
   MOVE CURRENT-TOPIC TO BACKLOG
   PERFORM RETURN-TO-MAIN-QUEST
END-IF

Esse talvez seja o algoritmo intelectual necessário para a era da IA.

Não bloquear rabbit holes.

Controlar profundidade.


O conceito de estacionamento intelectual

Imagine que estamos estudando agentes de IA.

Durante a conversa surgem:

[ ] memória vetorial
[ ] MCP
[ ] sistemas multiagentes
[ ] segurança
[ ] prompt injection
[ ] teoria de jogos
[ ] swarm intelligence
[ ] governança
[ ] custos de inferência
[ ] mainframe integration

Não precisamos abrir dez frentes.

Podemos dizer:

CURRENT:
Agentes e memória

PARKED:
MCP
Segurança
Swarm
Governança
Mainframe integration

A curiosidade continua viva.

Mas o scheduler recupera o controle.

Essa simples mudança psicológica é poderosa porque reduz aquela sensação:

"Estou deixando algo importante para trás."

Não.

Você colocou no spool.


O perigo oposto: nunca terminar nada

Agora precisamos tomar a red pill.

Existe uma versão romântica da curiosidade que pode virar desculpa.

"Sou explorador."

"Tenho muitos interesses."

"Estou conectando conhecimentos."

Tudo verdadeiro.

Mas existe um teste brutal:

o que foi concluído?

Porque conhecimento também precisa produzir $HASP395.

Artigo publicado.

Programa funcionando.

Curso concluído.

Experimento documentado.

Livro lido.

Hipótese descartada.

Aula preparada.

Problema resolvido.

Sem isso podemos passar anos em:

$HASP373 JOB STARTED

sem jamais chegar a:

$HASP395 JOB ENDED

E então o backlog não é biblioteca.

É dívida.


Talvez terminar seja uma tecnologia

Essa é outra ideia que merece reflexão.

Somos treinados para começar.

Cursos vendem começos.

Tutoriais ensinam começos.

Plataformas recomendam novos começos.

Algoritmos apresentam novidades.

IA responde imediatamente à próxima curiosidade.

Pouquíssimos sistemas são economicamente incentivados a dizer:

"Não abra nada novo. Termine aquilo."

Porque novidade gera clique.

Descoberta gera dopamina.

Conclusão frequentemente exige a parte menos glamourosa:

revisar.

corrigir.

testar.

reescrever.

organizar.

publicar.

documentar.

É muito mais divertido descobrir outro rabbit hole.

Talvez finalização tenha se tornado uma competência intelectual própria.


O Scheduler da Curiosidade

Chegamos então ao nosso pequeno sistema operacional mental.

Eu o imaginaria assim:

                 ┌───────────────┐
                 │ CURIOSIDADE   │
                 └───────┬───────┘
                         │
                         ▼
                  NOVA PERGUNTA
                         │
               ┌─────────┴─────────┐
               │                   │
         RELEVANTE AGORA?          NÃO
               │                   │
              SIM                  ▼
               │               BACKLOG
               ▼
           EXECUTAR
               │
         ┌─────┴─────┐
         │           │
   NOVO RAMO?       NÃO
         │           │
        SIM          ▼
         │       CONCLUIR
         ▼           │
    REGISTRAR        ▼
         │       $HASP395
         │
         └──────► VOLTAR

Parece trivial.

Mas pense na diferença.

Não estamos dizendo:

"Pare de ser curioso."

Estamos dizendo:

"Faça scheduling da curiosidade."


E onde vamos parar?

Essa talvez seja a pergunta mais divertida.

Provavelmente em lugar nenhum.

E isso não é necessariamente ruim.

Porque conhecimento não possui tela final.

Não existe:

CONGRATULATIONS
YOU HAVE COMPLETED KNOWLEDGE
100%

Quanto mais aprendemos, maior parece o mapa.

É quase cruel.

Quando sabemos pouco, o mundo parece relativamente simples.

Quando aprendemos mais, começamos a enxergar as dependências.

Depois enxergamos as exceções.

Depois as controvérsias.

Depois a história.

Depois as escolas rivais.

Depois descobrimos que algumas certezas eram aproximações.

O mapa aumenta justamente porque aprendemos a enxergá-lo.

Talvez seja esse o paradoxo definitivo da curiosidade:

cada resposta aumenta o território das perguntas.


A IA tornou o universo intelectual navegável — não finito

Esse ponto é fundamental.

ChatGPT e outras ferramentas não transformaram conhecimento em algo que podemos terminar.

Transformaram conhecimento em algo que podemos percorrer com muito menos atrito.

Antes havia oceanos entre os continentes intelectuais.

Agora construímos pontes.

Isso muda completamente a viagem.

Mas não reduz o tamanho do planeta.

Talvez até faça o contrário.

Quando percebemos que COBOL pode conversar com IA, que mainframe pode conversar com cloud, que psicologia pode conversar com segurança, que história pode explicar tecnologia e que experiências de décadas atrás podem iluminar problemas atuais...

o mundo fica intelectualmente maior.

Não menor.


O profissional em T

Durante muito tempo falou-se no profissional em T.

Conhecimento amplo horizontalmente.

Especialização profunda verticalmente.

Talvez a IA esteja favorecendo outro formato.

Algo parecido com um grafo.

Você possui alguns nós extremamente profundos.

Mainframe.

COBOL.

Sistemas financeiros.

E centenas de conexões menos profundas:

        História
           |
Economia--Mainframe--IA
           |
      Segurança
       /      \
 Psicologia  Aviação
      |
  Gestão

O valor não está necessariamente em dominar todos esses campos.

Está também em conseguir perceber:

"Eu já vi esse padrão em outro lugar."

Essa capacidade é extraordinariamente poderosa.

Porque inovação muitas vezes nasce justamente da transferência de modelos entre domínios.


Easter egg: talvez o cérebro seja um mainframe ruim

Antes que algum neurocientista jogue café em mim:

é uma metáfora.

Mas divertida.

Temos memória.

Temos processamento.

Temos prioridades.

Temos interrupções.

Temos cache.

Temos processos esquecidos.

Temos informações que sabemos que estão armazenadas em algum lugar, mas cujo endereço aparentemente foi perdido.

Temos:

"Eu conheço essa pessoa..."

seguido de:

SEARCHING...
SEARCHING...
SEARCHING...

Três horas depois, tomando banho:

HIT!

😂

Temos também algo equivalente a storage leak:

uma música ruim de 1987 permanece perfeitamente armazenada enquanto esquecemos por que entramos na cozinha.

O hardware humano definitivamente possui algumas decisões arquitetônicas curiosas.


O grande desafio não será saber mais

Será governar o que queremos saber.

Isso talvez seja uma das grandes competências da próxima década.

Não apenas prompt engineering.

Não apenas saber perguntar.

Mas saber decidir:

qual pergunta merece continuação?

qual merece estacionamento?

qual merece profundidade?

qual merece abandono?

qual precisa virar projeto?

qual deve permanecer apenas como curiosidade?

Porque podemos perguntar praticamente indefinidamente.

Mas não podemos viver indefinidamente.

Existe aí uma dimensão profundamente humana que nenhuma otimização elimina.

Escolher aprender alguma coisa significa escolher não aprender outras naquele momento.

Escolher escrever um artigo significa deixar três esperando.

Escolher terminar um curso significa ignorar temporariamente cinco tecnologias novas.

Escolher profundidade significa renunciar momentaneamente à novidade.

Esse é o verdadeiro scheduler.


Blue Pill ou Red Pill?

A Blue Pill é confortável:

"Com IA finalmente conseguirei aprender tudo."

Não.

Provavelmente acontecerá exatamente o contrário.

A IA mostrará quanto existe para aprender.

A Red Pill é mais interessante:

"Nunca aprenderei tudo. Então preciso escolher melhor minhas viagens."

Isso muda completamente nossa relação com conhecimento.

Não precisamos conquistar todo o mapa.

Podemos explorá-lo.

Construir caminhos.

Registrar descobertas.

Voltar.

Conectar regiões.

E ocasionalmente colocar uma placa:

TODO:
RETORNAR AQUI

$HASP395: ou talvez não

Chegamos ao fim deste artigo falando sobre...

Deixe-me conferir.

Começamos com conversas abertas no ChatGPT.

Passamos por JES2.

Grafos.

Neo4j.

Rabbit holes.

Psicologia.

WLM.

Aprendizagem.

Gestão de atenção.

IA.

Knowledge Graph.

E terminamos discutindo finitude humana.

Nada mal para uma conversa que começou olhando uma barra lateral cheia de chats inacabados.

Talvez seja exatamente esse o ponto.

A curiosidade intelectual não é uma estrada.

É uma rede.

Cada pergunta é um nó.

Cada associação cria uma aresta.

Cada experiência antiga pode ganhar significado novo quando conectada a alguma coisa aprendida hoje.

ChatGPT não inventou esse comportamento.

Nós sempre fizemos isso.

A diferença é que agora existe uma ferramenta capaz de acompanhar nossa corrida pelo grafo quase na velocidade em que surgem as perguntas.

E isso é maravilhoso.

Também é perigoso.

Porque sempre haverá outra aresta.

Sempre haverá outro nó.

Sempre haverá:

"Só mais uma pergunta..."

O verdadeiro desafio intelectual da era da IA talvez não seja descobrir como começar uma investigação.

Isso ficou absurdamente fácil.

Será aprender quando continuar, quando estacionar e quando terminar.

Precisamos ser simultaneamente exploradores e operadores.

Curiosos e schedulers.

Alice e JES2.

Precisamos permitir:

$HASP373 CURIOSITY STARTED

Mas de vez em quando precisamos olhar para o backlog, escolher alguma coisa e exigir:

$HASP395 CURIOSITY ENDED

Mesmo sabendo que aquilo nunca terminou completamente.

Porque uma boa resposta deixa uma pergunta.

Uma boa pergunta encontra outra área.

Uma experiência encontra uma teoria.

Uma memória encontra significado.

Um artigo encontra outro artigo.

E talvez seja justamente por isso que continuamos estudando depois de décadas.

Não porque estejamos chegando ao fim.

Mas porque finalmente começamos a enxergar o tamanho do grafo.

Então onde vamos parar?

Não faço a menor ideia.

Provavelmente começaremos falando sobre o scheduler da curiosidade, alguém mencionará teoria dos grafos, daí surgirá a história dos sete graus de separação, que levará a redes sociais, que levará a algoritmos de recomendação, que levará a manipulação comportamental, que levará a Skinner, que levará a psicologia, que lembrará inteligência artificial...

...e daqui a pouco estaremos novamente discutindo COBOL.

Talvez exista uma explicação técnica para isso.

Ou talvez seja simplesmente:

//CURIOS EXEC PGM=LIFE
//PARM DD *
   MAXDEPTH=UNLIMITED
   CURIOSITY=YES
   COFFEE=STRONG
   RETURN=OPTIONAL
/*

IEFBR14 provavelmente não resolverá.

☕ Café terminado.

Artigo terminado.

JOB terminado.

Finalmente:

$HASP395 CURIOSITY ENDED

...

Espera.

Se conhecimento funciona como grafo, será que nosso backlog de conversas poderia ser automaticamente transformado em um grafo visual de interesses, mostrando quais assuntos deram origem a quais outros?

Droga.

$HASP100 NEWJOB ON READER

E lá vamos nós outra vez. ☕🖥️

sexta-feira, 16 de maio de 2025

🎮 Isekai List 2025

 

Bellacosa Mainframe apresenta a lista de isekai 2025

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

2025 — O Ano em que o Isekai Começou a Experimentar Novos Algoritmos

Durante anos, bastava um caminhão, um salário excessivo no Japão ou um herói derrotado para nascer mais um isekai. Em 2025, entretanto, aconteceu algo curioso: o gênero resolveu compilar novas ideias.

Ainda tivemos reencarnações, sistemas de RPG, reis demônios e aventureiros absurdamente poderosos, mas os estúdios começaram a experimentar novos conceitos. Surgiram histórias onde o protagonista não era necessariamente o escolhido, mundos menos "MMORPG", mais fantasia clássica, e até produções originais que brincavam com a ideia de viajar entre dimensões.

No Bellacosa Mainframe costumo comparar os isekais ao IBM z/OS.

Nos primeiros anos existia apenas um "batch" simples.

Depois vieram centenas de jobs iguais.

Em 2025 alguns programadores finalmente abriram o fonte e disseram:

"Talvez possamos melhorar esse sistema..."

O resultado foi uma temporada bastante variada, misturando continuações gigantes com estreias promissoras. (GameRant)



Os principais Isekais de 2025


1. Welcome to Japan, Ms. Elf!

Título original: Nihon e Youkoso Elf-san.
Episódios: 12

Resumo

Kazuhiro consegue dormir e acordar em um mundo de fantasia.

O detalhe divertido?

Ele consegue trazer uma elfa para conhecer o Japão moderno.

Grande parte da graça da série é justamente inverter o clichê: em vez do humano conhecer outro mundo, vemos uma aventureira medieval descobrindo supermercados, trens, restaurantes e tecnologia.

Personagens

  • Kazuhiro Kitase

  • Marie (Ms. Elf)

Easter Eggs

  • inúmeras referências à cultura japonesa;

  • choque cultural invertido;

  • culinária japonesa como "magia".


2. The Red Ranger Becomes an Adventurer in Another World

Título original: Sentai Red Isekai de Boukensha ni Naru

Episódios: 12

Resumo

Imagine um Power Ranger sendo transportado para um RPG medieval.

É exatamente isso.

O protagonista continua lutando como herói tokusatsu enquanto todos ao redor acreditam que seus golpes são magia ancestral.

Personagens

  • Asagaki Tougo

  • Princesa Idola

  • Companheiros aventureiros

Easter Eggs

  • referências constantes aos Super Sentai;

  • poses exageradas;

  • monstros dignos de seriados dos anos 80.


3. Teogonia

Título original: Teogonia

Episódios: 12

Resumo

Um dos isekais mais maduros do ano.

Mistura fantasia, guerra e sobrevivência.

Kai descobre conhecimentos de outra existência enquanto tenta proteger sua vila contra criaturas monstruosas.

Personagens

  • Kai

  • Jose

  • Orha

Easter Eggs

  • inspiração em mitologia;

  • construção política bastante elaborada;

  • menos humor, mais estratégia.


4. The Water Magician

Título original: Mizu Zokusei no Mahoutsukai

Episódios: 12

Resumo

Ryo renasce em outro mundo com magia da água.

Ao contrário de muitos protagonistas overpower, ele cresce lentamente através de treinamento constante.

Personagens

  • Ryo

  • Abel

  • Companheiros de aventura

Easter Eggs

  • evolução baseada em prática;

  • exploração do mundo;

  • magia utilizada de forma científica.


5. Onmyo Kaiten Re:Birth Verse

Título original: Onmyo Kaiten Re:Birth Verse

Episódios: 12

Resumo

Uma produção original que mistura isekai com onmyōji, viagens dimensionais e batalhas sobrenaturais.

O visual da David Production chamou bastante atenção.

Personagens

  • Takeru

  • Tsukimiya

  • Abe no Seimei

Easter Eggs

  • referências ao folclore japonês;

  • yin-yang;

  • mitologia oriental em vez da fantasia europeia tradicional. (Wikipedia)


6. My Status as an Assassin Obviously Exceeds the Hero's

Título original: Assassin de Aru Ore no Status ga Yuusha yori mo Akiraka ni Tsuyoi no da ga

Episódios: 12

Resumo

Uma turma inteira é convocada para outro mundo.

Enquanto todos recebem funções heroicas, Akira ganha a classe de assassino...

...que acaba sendo muito mais poderosa que a do próprio herói.

Personagens

  • Akira Oda

  • Amelia

  • Herói convocado

Easter Eggs

  • sátira ao protagonista tradicional;

  • sistema de classes;

  • habilidades furtivas extremamente criativas. (Wikipedia)


O que tornou 2025 relevante?

2025 mostrou que o gênero ainda possui espaço para inovação.

Entre os destaques:

  • maior variedade de protagonistas;

  • mais fantasia clássica e menos "videogame genérico";

  • experimentação com mitologia japonesa;

  • produção original (Onmyo Kaiten Re:Birth Verse);

  • fortalecimento das continuações de grandes franquias como The Rising of the Shield Hero e Campfire Cooking in Another World. (Ranker)


☕ Conclusão — Quando o Mainframe Recebe Novas Instruções

Durante muito tempo parecia que o compilador dos isekais havia entrado em um LOOP PERFORM UNTIL FALSE.

Herói morria.

Reencarnava.

Recebia nível 9999.

Montava um harém.

Derrotava o Rei Demônio.

END-JOB.

Mas 2025 começou a quebrar esse ciclo.

Ainda existem muitos clichês, mas vários estúdios passaram a experimentar novas arquiteturas narrativas, personagens menos previsíveis e mundos construídos com maior cuidado. É como um ambiente IBM z/OS que, após anos executando os mesmos JCLs, recebe uma atualização do compilador: a base continua sólida, porém os recursos disponíveis permitem soluções muito mais elegantes.

Para quem acompanha isekais desde Aura Battler Dunbine, passando por Fushigi Yûgi, Inuyasha, Sword Art Online e a explosão pós-Mushoku Tensei, 2025 representa um ponto interessante na evolução do gênero. Não foi o ano com a maior quantidade de obras memoráveis, mas foi um ano em que os desenvolvedores do "Sistema Operacional Isekai" finalmente começaram a refatorar o código-fonte.

No Bellacosa Mainframe, isso merece um sorriso e mais uma xícara de café. Afinal, até os sistemas mais antigos precisam de novas instruções para continuar surpreendendo seus usuários.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Portal Isekai — A Linha do Tempo dos Mundos Paralelos

Atravesse o portal e explore os animes isekai lançados entre 2009 e 2025. Cada grimório anual reúne títulos, personagens, episódios, curiosidades, referências e mundos que mudaram o gênero.

17 anos catalogados
2009–2025 linha do tempo
1 portal dimensional

A grande biblioteca dos animes isekai

Um portal se abriu dentro do Bellacosa Mainframe. Do outro lado, aventureiros reencarnados, heróis convocados, jogadores presos em mundos virtuais, magos, demônios, fazendeiros, cozinheiros e administradores de reinos aguardam sua próxima missão.

Este índice organiza os artigos anuais da série Isekai List, começando em 2009 e avançando até 2025. Use a busca para localizar um ano, escolha a ordem cronológica ou abra cada artigo diretamente em uma nova aba. Também é possível visualizar o conteúdo dentro do próprio portal.

🧭 Console de Navegação Dimensional

17 grimórios encontrados.

Arquivo recuperado do mainframe

Grimórios Isekai por Ano

Sistema online
2025
Nova geração

Isekai List 2025

O ano em que o isekai começou a experimentar novos algoritmos, misturando fórmulas clássicas, continuações e novas variações.

2024
Expansão dimensional

Isekai List 2024

Um ciclo carregado de continuações, novos sistemas mágicos, protagonistas improváveis e múltiplas atualizações de firmware.

2023
Diversificação

Isekai List 2023

Fantasia, culinária, agricultura, aventura e slow life dividem espaço em um dos anos mais variados do gênero.

2022
Firmware atualizado

Isekai List 2022

Novas temporadas, adaptações aguardadas e mundos paralelos operando com sistemas cada vez mais especializados.

2021
Reinos conectados

Isekai List 2021

Heróis, vilões, estrategistas e habitantes de outros mundos disputam espaço em uma temporada de forte produção.

2020
Produção intensiva

Isekai List 2020

O gênero domina o horário de produção e se transforma em uma das principais forças da indústria de anime.

2019
Linha de montagem

Isekai 2019

A indústria amplia o catálogo e transforma mundos paralelos em uma linha constante de lançamentos e adaptações.

2018
Produção em massa

Isekai List 2018

O gênero entra definitivamente em produção em massa, multiplicando mundos, heróis e sistemas de habilidades.

2017
Industrialização

Isekai List 2017

O isekai vira linha de produção, recebe novas fórmulas narrativas e conquista uma audiência cada vez maior.

2016
Reinicialização

Isekai List 2016

Um ano decisivo, marcado por obras que reiniciaram o sistema operacional do gênero e redefiniram suas possibilidades.

2015
Ascensão imperial

Isekai List 2015

O isekai deixa de ser apenas um nicho, amplia seu público e começa a construir um verdadeiro império comercial.

2014
Permanência no outro mundo

Isekai List 2014

Os protagonistas descobrem que voltar para casa nem sempre é o objetivo principal de uma aventura em outro mundo.

2013
Nova identidade

Isekai List 2013

O gênero encontra uma identidade moderna e começa a estabelecer elementos que dominariam a década seguinte.

2012
Grande reinicialização

Isekai List 2012

O ano em que mundos virtuais, light novels e comunidades online ajudaram a reiniciar a indústria dos animes.

2011
Compilando o futuro

Isekai List 2011

Um período de transição em que os elementos do isekai moderno começam a ser compilados dentro da indústria.

2010
Pré-explosão

Isekai List 2010

Antes da grande explosão comercial, o gênero reiniciava silenciosamente seus códigos narrativos fundamentais.

2009
Código ancestral

Isekai List 2009

O começo desta linha do tempo: um gênero ainda em reinicialização, preparando terreno para sua evolução.

Janela dimensional

🌀 Visualizador de Artigos

Escolha “Ver no portal” em qualquer ano para carregar o artigo.

Portal em modo de espera Selecione um ano para iniciar a transferência.

O que você encontra neste índice de animes isekai?

Animes por ano

Uma organização cronológica dos lançamentos e continuações mais relevantes entre 2009 e 2025.

Histórias e personagens

Resumos, protagonistas, companheiros, vilões, sistemas mágicos e elementos marcantes de cada produção.

Curiosidades e easter eggs

Referências escondidas, relações com light novels, mangás, RPGs, jogos e outras obras da cultura japonesa.

Estilo Bellacosa

Uma viagem descontraída pelos mundos paralelos, misturando anime, nostalgia, tecnologia e o bom humor do mainframe.

Um Café no Bellacosa Mainframe
Onde cada anime é um programa e cada mundo paralelo é uma nova LPAR.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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