segunda-feira, 26 de maio de 2025

O que mudou na paquera de 2025

 


🧠 1. As regras sociais mudaram — e muito

Nos anos 80, 90 e até início dos 2000, o flerte era algo espontâneo, com interações presenciais e uma cultura de “conhecer alguém” em festas, escola ou amigos em comum.
Hoje, as relações começam (e terminam) digitalmente. A rede social é o “cartão de visita” — aparência, postura e até posicionamento social contam. A garota de 2025 cresceu conectada, mais consciente das questões de gênero, assédio e respeito, e muitas vezes mais seletiva e defensiva por conta da exposição constante.
O “oi” que funcionava no passado, hoje pode soar invasivo se feito fora de contexto digital.




💬 2. As garotas estão mais seguras… mas também mais pressionadas

Elas cresceram ouvindo sobre empoderamento feminino, corpo positivo e independência emocional — o que é ótimo. Mas junto disso, há uma pressão imensa por imagem, status e aprovação nas redes.
Então, elas parecem mais inacessíveis, mas muitas também se sentem inseguras e cobradas. O resultado é uma postura mais “fechada” no contato social, para evitar julgamentos ou vulnerabilidade.


🧍‍♂️ 3. Os garotos, em contrapartida, perderam espaço para errar

No seu tempo, um erro numa abordagem era esquecido no dia seguinte. Hoje, um comentário mal interpretado pode virar meme, print ou chacota. Isso cria um medo real de se expor.
Por isso, os meninos tímidos — como seu filho — se retraem ainda mais. Eles preferem não tentar do que correr o risco de “errar”.


❤️ 4. Mas a essência ainda é a mesma

Apesar de toda essa revolução digital, o coração humano continua igual. Todos ainda buscam conexão, acolhimento, risadas e sentir-se visto.
Seu filho não precisa “virar um sedutor” — precisa apenas aprender a se comunicar com autenticidade e respeito, entendendo o novo contexto.


🧭 5. Como você pode ajudá-lo

Algumas ideias práticas e modernas que você pode transmitir:

  • Não foque em “pegar garotas”, e sim em conversar bem com pessoas. A empatia vem antes do romance.

  • Ajude-o a desenvolver hobbies sociais — esportes, música, programação, arte, voluntariado. A paixão por algo gera confiança e atrai naturalmente.

  • Explique que o “não” não é rejeição pessoal, e sim parte natural da vida.

  • Incentive-o a sair do mundo digital — encontros presenciais ainda são onde o vínculo real acontece.

  • E o mais importante: mostre que ser tímido não é defeito. É só um jeito diferente de viver as emoções.

domingo, 25 de maio de 2025

🤖 A IA do Guia do Mochileiro das Galáxias

Bellacosa Mainframe apresenta a IA e o Deep Trought do Guia do Mochileiro das Galaxias

🤖 A IA do Guia do Mochileiro das Galáxias

Buzzwords, Deep Thought, mainframes e o déjà-vu tecnológico

(ao estilo Bellacosa Mainframe)

Se existe um livro que todo mainframer, mesmo sem saber, já leu em espírito, esse livro é O Guia do Mochileiro das Galáxias. Não é só ficção científica. É documentação técnica disfarçada de humor britânico, escrita por alguém que claramente já sofreu com sistemas, respostas inúteis e gestores fascinados por palavras da moda.

Douglas Adams não escreveu sobre IA como promessa. Ele escreveu sobre IA como espelho da humanidade. E isso, meus caros, é muito mais perigoso.


🧠 Deep Thought: a primeira IA corporativa da história

Vamos começar pelo elefante na sala: Deep Thought.

Deep Thought é apresentado como a maior e mais poderosa IA já criada. Seu propósito? Responder a Pergunta Fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.

Soa familiar?

Troque isso por:

  • “IA estratégica”

  • “Plataforma cognitiva”

  • “Modelo fundacional”

  • “IA generativa corporativa”

…e você tem exatamente o mesmo pitch que vemos hoje.

O problema?

Ninguém sabia qual era a pergunta.

E aqui está o primeiro tapa de luva de pelica de Douglas Adams:
👉 não adianta ter a resposta se você não sabe formular o problema.

Todo mainframer entende isso.
Já viu batch rodando perfeitamente… processando dado errado?


🔢 A resposta é 42: quando a IA entrega o que foi pedido (não o que era necessário)

Depois de 7,5 milhões de anos de processamento (tempo típico de projeto estratégico mal definido), Deep Thought entrega sua resposta:

42

A reação? Frustração, raiva, incredulidade.

Mas Deep Thought não errou. Ele foi preciso. Ele entregou exatamente aquilo que foi solicitado.

Isso é IA raiz.

Paralelo com hoje

  • Modelos de IA atuais respondem estatisticamente

  • Eles não entendem contexto humano

  • Eles não questionam objetivos

  • Eles não dizem “isso não faz sentido”

Assim como Deep Thought, a IA moderna não pensa. Ela executa.

E aqui entra o olhar mainframe:

IA sem governança é só um batch muito rápido rodando no dataset errado.


🖥️ A Terra como computador: Sysplex biológico mal documentado

Quando Deep Thought percebe a falha, ele propõe algo genial (e aterrador):

Criar um computador ainda maior para descobrir qual é a pergunta.

Esse computador é… a Terra.

A Terra, no universo de Adams, é:

  • Um sistema distribuído

  • Com bilhões de “processos” (humanos)

  • Rodando em paralelo

  • Sem documentação

  • Sem versionamento

  • Sem plano de rollback

Ou seja:
👉 um Sysplex sem manual, sem RACF e com usuários root soltos.

Qualquer mainframer sente o calafrio.


🤯 IA hoje: Deep Thought com GPU e marketing agressivo

Avança para 2020+.

Temos:

  • LLMs

  • Transformers

  • GPUs

  • Cloud infinita

  • Dashboards lindos

  • E apresentações cheias de buzzwords

Mas no fundo?

🔁 O mesmo ciclo:

  1. Não sabemos exatamente o problema

  2. Jogamos IA em cima

  3. Ficamos impressionados com respostas

  4. Descobrimos limitações

  5. Criamos mais buzzwords

Douglas Adams já avisava:

quanto mais poderosa a máquina, maior a ilusão de que ela sabe o que está fazendo.


🧩 Buzzword: o verdadeiro vilão da história

Agora vamos ao ponto que dói.

Buzzword é o Vogon corporativo

No Guia, os Vogons são burocratas que:

  • Falam difícil

  • Criam regras sem sentido

  • Não se importam com impacto

  • Executam ordens cegamente

Troque Vogon por:

  • Evangelista de IA

  • Consultoria PowerPoint

  • Influencer tech

  • “Especialista” de LinkedIn

Buzzwords são:

  • “IA cognitiva”

  • “Inteligência autônoma”

  • “Consciência artificial”

  • “IA que pensa”

Tudo isso é… poesia Vogon.

Mainframers sabem:

Tecnologia boa não precisa de adjetivo. Ela funciona.


🧮 Mainframe x IA: quem realmente pensa?

Aqui entra um ponto impopular.

O mainframe nunca prometeu pensar.

Ele promete:

  • Consistência

  • Confiabilidade

  • Previsibilidade

  • Segurança

  • Escala

Já a IA moderna promete:

  • Criatividade

  • Inteligência

  • Autonomia

  • Decisão

  • Substituição humana

Quem está sendo honesto?

Deep Thought nunca fingiu ser humano.
Ele apenas executou sua função com perfeição lógica.


🎌 Anime, IA e o mesmo dilema filosófico

Para quem gosta de anime, o paralelo é imediato:

  • Ghost in the Shell: o que é consciência?

  • Serial Experiments Lain: onde termina o humano?

  • Psycho-Pass: quem decide o que é correto?

  • Evangelion: sistemas gigantes controlados por humanos quebrados

Douglas Adams estava falando da mesma coisa, só que rindo.


🛠️ O papel do humano: operador, não espectador

No mundo do Guia, o problema nunca foi a IA.

Foi:

  • Expectativa errada

  • Pergunta mal formulada

  • Transferência de responsabilidade

  • Fascínio cego por tecnologia

Isso é assustadoramente atual.

IA não substitui:

  • Arquitetura

  • Análise

  • Ética

  • Experiência

  • Contexto

Ela amplifica — para o bem ou para o mal.


☕ Conclusão: sempre leve uma toalha (e um manual técnico)

O Guia do Mochileiro das Galáxias não é contra tecnologia.
Ele é contra fé cega em tecnologia.

Como mainframers, aprendemos cedo:

  • Leia o manual

  • Entenda o sistema

  • Desconfie de promessas mágicas

  • Teste, valide, audite

E como fãs de anime, sabemos:

  • Toda IA poderosa revela mais sobre o humano do que sobre si mesma

Deep Thought não falhou.
Nós falhamos ao esperar que ele resolvesse nossa bagunça existencial.

No fim, a maior lição de Adams é simples e cruel:

Não é a IA que precisa evoluir. Somos nós.

E enquanto isso, cuidado com os buzzwords.
Eles costumam chegar antes da demolição do planeta.

🧠🚀☕


quinta-feira, 15 de maio de 2025

🔥 CICS Mainframe — As Últimas Grandes Releases (Linha do Tempo Mítica)

 


🔥 CICS Mainframe — As Últimas Grandes Releases (Linha do Tempo Mítica)


Nota: a IBM evolui o CICS através de releases principais (major), com novidades, foco em produtividade, segurança e modernização contínua. Este índice usa datas de general availability históricas e o que cada versão trouxe de mais bacana, junto com curiosidades e contexto técnico.


🧠 Como ler este índice Bellacosa

Cada item abaixo tem:

Versão e versão legível
Data de lançamento (GA / Generally Available)
Fim do ciclo de suporte (quando aplicável)
Principais novidades
Comentários Bellacosa



🔟 1) CICS Transaction Server for z/OS 5.1

📅 GA: ~3 out 2012
📌 Fim de Vida: já fora de serviço
Principais novidades: foco em eficiência operacional e service agility — foi grande passo para integração com padrões web e automação.
💬 Bellacosa comenta: primeira versão que rompeu claramente com legado puro, abrindo portas para aplicativos modernos.


2) CICS TS 5.2

📅 GA: 7 abr 2014
📌 Fim de Vida: fora de serviço
Novidades: melhorias em SOA, JSON e REST, suporte a mobilidade e service delivery.
💬 Coffeelore: a galera bancária vibrou — finalmente dava pra integrar com apps modernos sem sacrificar velocidade.


3) CICS TS 5.3

📅 GA: 5 out 2015
📌 Fim de Vida: 31 dez 2021
Novidades: DevOps no mainstream, métricas expandidas, simplicidade de gestão e segurança mais firme.
🐣 Easteregg: a versão que “pegou fogo” por incluir mais de 300 pedidos de clientes!


4) CICS TS 5.4

📅 GA: 16 mai 2017
📌 Fim de Vida: 31 dez 2023
Novidades: Mixed language app-serving, APIs assíncronas potentes, gestão dinâmica e MQ ampliado.
💬 Bellacosa talk: começou a se parecer com um app server corporativo moderno.


5) CICS TS 5.5

📅 GA: 2 out 2018
📌 Fim de Vida: 30 set 2025 (planejado para z/OS?)
Novidades: Suporte a Node.js, GraphQL API, melhor CICS Explorer e segurança.
🔎 Curiosidade: primeira versão com foco explícito em modern workloads (JavaScript e Node).


6) CICS TS 5.6

📅 GA: 12 jun 2020
📌 Fim de Vida: não listado (suporte atual até pelo menos 2025)
Novidades: Experiência do dev, melhorias de resiliência, segurança e gerenciamento.
💬 Bellacosa: aqui o “desenvolvedor CICS” começou a cantar alto — Maven, Spring Boot ligando nativo.


7) CICS TS 6.1

📅 GA: 5 abr 2022
📌 Fim de Vida: não anunciado
Novidades: Produtividade de dev, segurança e gestão modernizada.
📌 Bellacosa insight: versão guardiã — preparou base para zero trust e infra crítica.


8) CICS TS 6.2

📅 GA: 14 jun 2024
📌 Fim de Vida: 30 set 2025
Novidades:

  • Suporte Java 17

  • Node.js 18

  • Contêiner e produtividade

  • Segurança e conformidade reforçada

  • Threadsafe data reads

  • Policy extensões
    🎉 Easteregg: CAFC já tinha day-one support no mesmo dia em 2024!


9) CICS TS 6.3

📅 GA: 05 set 2025 (confirmado)
📌 Fim de Vida: prevista ~2027/2028, sujeito a IBM SAP policy
Novidades anunciadas:

  • OpenTelemetry distributed tracing

  • Observabilidade e configuração simplificada

  • AI agent ready

  • Java 21, Jakarta EE 10, MicroProfile 6

  • VS Code dev experience

  • Mais segurança Zero Trust

  • Políticas enriquecidas e TLS extendido
    🚀 Bellacosa Spoiler: esta versão é a carta na manga para times que querem CICS moderno de verdade.


🧾 Releases “Ancestrais” (meramente contexto)

Antes da série 5.* e 6.*, houve clássicos que ainda ecoam:

  • CICS TS V3.1 / V3.2 — base sólida de integração e performance nos anos 2000

  • CICS TS V2.x série — primeira expansão empresarial no início dos anos 2000

  • E claro, versões históricas de OS/390 que definiram o padrão corporativo.


🧠 Linha do tempo Bellacosa (Resumo de Open e End of Life)

VersãoGAEnd of Life / EOSDestaque
5.12012EoS passadoAgilidade operacional
5.22014EoS passadoSOA / JSON / mobile
5.320152021DevOps e métricas
5.420172023Mixed-language & async
5.520182025+Node.js & GraphQL
5.62020suporteDev + Resiliência
6.12022suporteProdutividade & segurança
6.220242025Modern app support
6.32025futuroObservability & AI readiness

(EOS = End of Service; marcas com * estarão no manual oficial IBM Lifecycle)


🎓 Bellacosa Insights & Eastereggs

CICS nunca morre: a cada release, CICS não “recomeça”, ele amplia — ampliando suporte a linguagens modernas, contêineres e infra corporativa.
🐣 Dev-centric shift: CICS TS 5.5+ foi a transição de “sistema OLTP puro” para plataforma de desenvolvimento moderna.
🧠 Continuous delivery: além dos grandes marcos, IBM injeta capacidades via APAR e continuous delivery entre versões.


🚀 Conclusão Bellacosa

CICS segue vivo e evoluindo com:

Modernização para nuvem e contêiner
🔐 Segurança Zero Trust
📊 Observabilidade distribuída (OpenTelemetry)
🛠️ Experiência de desenvolvimento integrada (VS Code)

🔥 Lição de casa: dominar CICS TS não é conhecer versões — mas saber o que cada release habilita em arquitetura, dev experience e operações.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

🖥️ A História do z/OS e dos Sistemas Operacionais do Mainframe IBM Z

 




🖥️ A História do z/OS e dos Sistemas Operacionais do Mainframe IBM Z



“Antes da IA, da nuvem e até do PC existir, já havia o OS/360 rodando o mundo.”
Bellacosa Mainframe Blog


🕰️ Linha do Tempo dos Sistemas Operacionais Mainframe IBM

EraSistemaAno de LançamentoAmbienteDestaques e Mudanças
🧮 1964OS/3601964IBM System/360O marco zero. Primeiro SO da IBM com compatibilidade entre modelos. Introduziu JCL, batch, e multitarefa.
🧰 1972MVT / SVS1972System/370Introduziu memória virtual (SVS: Single Virtual Storage). Evolução da arquitetura 360.
🧱 1974MVS (Multiple Virtual Storage)1974System/370Suporte a múltiplas áreas de memória virtual; nascia o conceito moderno de “job address space”.
🔐 1988MVS/XA (Extended Architecture)1983–1988370-XASuporte a endereçamento de 31 bits, canais de I/O mais rápidos, e novos dispositivos.
⚙️ 1990MVS/ESA (Enterprise Systems Architecture)1990System/390Suporte a multiprocessamento, novos modos de dispatching e SRM aprimorado.
💾 1995OS/3901995System/390Consolidação do MVS, JES2/JES3, TSO/E, ISPF, RACF e DFSMS em um único produto.
🧠 2001z/OS 1.02001IBM zSeries (z900)Rebranding do OS/390. Suporte nativo a 64 bits, Sysplex aprimorado, e TCP/IP integrado.
2007z/OS 1.8 – 1.132007–2011z9 / z10Inovações em UNIX System Services, RRS, segurança, e WLM dinâmico. z/OS 1.10 marcou 64 bits real.
☁️ 2012z/OS 2.12012zEC12 (z12)Base para modernização: zFS nativo, integração com z/VM e Linux, RACF estendido, 64-bit datasets.
🌐 2015z/OS 2.2 – 2.32015–2017z13 / z14Introdução do z/OSMF (z/OS Management Facility), APIs REST, automação e melhor UX.
🤖 2021z/OS 2.52021z15 / z16Suporte a AI Ops, integração com Ansible, containers, OpenShift no Z, e criptografia pervasiva.
🧬 2023–2025z/OS 3.1 e 3.2 (em evolução)2023–2025z16 / z17Primeira versão da nova geração “AI Native z/OS”. Observabilidade, IA em operações, OpenTelemetry e automação cognitiva.

🧭 Resumo Técnico das Grandes Mudanças

VersãoMudança Técnica ChaveImpacto
MVS → OS/390Consolidação de subsistemas (RACF, TSO, JES, DFSMS) em um único pacote.Simplificação da gestão e licenciamento.
OS/390 → z/OS 1.0Suporte nativo a 64 bits e TCP/IP.Entrada definitiva do mainframe na era da Internet.
z/OS 1.9 – 1.13Modernização do UNIX System Services e DFSMSdfp.Reforço da interoperabilidade e performance.
z/OS 2.xIntrodução de APIs REST, z/OSMF e segurança criptográfica pervasiva.Começo da integração com DevOps e automação.
z/OS 3.xIA nativa, automação cognitiva e observabilidade integrada.O mainframe como AI + Operations Platform.

🔍 Curiosidades Bellacosa

  • O OS/360 é citado até hoje em livros de engenharia de software — foi o projeto que inspirou o clássico “The Mythical Man-Month” de Fred Brooks, que liderou a equipe da IBM.

  • O JCL (Job Control Language) nasceu no OS/360 e sobrevive até hoje, com as mesmas palavras-chave básicas!

  • O z/OSMF (Management Facility) trouxe interface gráfica ao mainframe — uma revolução silenciosa em 2015.

  • O z/OS 3.1 inclui suporte nativo a observabilidade (via OpenTelemetry), o que permite monitorar o mainframe como se fosse uma app cloud-native.

  • Apesar de décadas, o z/OS mantém retrocompatibilidade funcional — programas compilados há 40 anos ainda rodam.


🧠 Dica Técnica

Cada nova versão do z/OS não é apenas mais performance — é um passo de integração com o ecossistema híbrido.

  • ✅ Use z/OSMF para gerenciar sem precisar de ISPF.

  • 🔒 Explore o z/OS Encryption Readiness Technology (zERT) para visibilidade de tráfego criptografado.

  • 🧩 Se estiver com z/OS 3.1+, integre com AI Operations e observabilidade via OMEGAMON + OpenTelemetry.

  • 🚀 E claro: mantenha seu Sysplex ajustado — ele é o coração do paralelismo z/OS.


📜 História em Números

GeraçãoBitsArquiteturaMarca de Hardware
OS/36024System/3601964
MVS/ESA31System/3901990
z/OS64zSeries (IBM Z)2001 – atual

🏁 Conclusão

O z/OS é a espinha dorsal da computação corporativa há mais de meio século.
De cartões perfurados a IA em tempo real, ele não apenas evoluiu — sobreviveu e liderou cada revolução tecnológica.

“Se a nuvem é o futuro, o mainframe é o alicerce onde a nuvem confia.”
Vagner Bellacosa – Um Café no Bellacosa Mainframe

 

terça-feira, 29 de abril de 2025

🧭 Tabela de Compatibilidade z/OS x Hardware IBM Z

 



🧭 Tabela de Compatibilidade z/OS x Hardware IBM Z

🧱 Mainframe (Hardware)📅 Ano de Lançamento⚙️ Arquitetura / Processador💿 Versão z/OS Compatível (mínima / recomendada)🧠 Observações / Curiosidades Bellacosa
z900 (zSeries 900)2000z/Architecture (64 bits) – Geração 1z/OS 1.1 a 1.8Primeiro mainframe 64 bits real; marco inicial do z/OS moderno.
z990 (zSeries 990 – “T-Rex”)2003Geração 2z/OS 1.4 a 1.10Introduziu suporte massivo a Sysplex e WLM avançado.
z9 EC / BC2005Geração 3z/OS 1.7 a 1.11Suporte aprimorado a criptografia, novas instruções de CPU e zAAP/zIIP.
z10 EC / BC2008Geração 4z/OS 1.9 a 1.13Introduziu processadores quad-core e otimizações de energia.
zEnterprise 196 / 114 (z196/z114)2010Geração 5z/OS 1.11 a 2.1Introduziu zEnterprise BladeCenter Extension (zBX). Início da integração heterogênea.
zEnterprise EC12 / BC12 (zEC12/zBC12)2012 / 2013Geração 6z/OS 1.13 a 2.2Introduziu criptografia AES e melhorias em zAAP/zIIP.
IBM z13 / z13s2015Geração 7 – 22nmz/OS 2.1 a 2.3Primeiro suporte oficial a Java 8, Cloud APIs e grandes melhorias em JES2.
IBM z14 / z14 ZR12017 / 2018Geração 8 – 14nmz/OS 2.2 a 2.5Introduziu Pervasive Encryption e o conceito de “Data Privacy by Default”.
IBM z15 (T01 / T02)2019 / 2020Geração 9 – 14nmz/OS 2.3 a 2.5Suporte a Data Privacy Passports e compressão de memória (zEDC).
IBM z162022Geração 10 – Telum 7nmz/OS 2.5 e z/OS 3.1Primeiro com AI On-Chip e inferência em tempo real via Telum.
IBM z172024Geração 11 – Telum 5nmz/OS 3.1 (nativo)Introduz Quantum Safe Encryption, IA expandida e otimizações de workload híbrido.

🔍 Padrões gerais de compatibilidade

  • O z/OS é sempre compatível com duas gerações anteriores de hardware (backward compatibility).

  • Já o hardware IBM Z suporta versões do z/OS até duas gerações anteriores (forward compatibility).

    Exemplo: o z16 suporta oficialmente z/OS 2.5 e 3.1, mas não roda 2.3 ou anteriores.

  • Cada geração de hardware introduz novas instruções de máquina, firmware PR/SM, e créditos de CPU específicos — por isso versões antigas de z/OS não reconhecem o processador.


Curiosidades Bellacosa

  • O z/OS 1.1 nasceu junto com o z900 — ambos foram marcos da transição para 64 bits.

  • O z/OS 2.1 (2013) foi o primeiro a exigir hardware com suporte nativo a HiperDispatch.

  • O z/OS 2.5 (2021) marcou o início da integração com IA e observabilidade moderna.

  • O z/OS 3.1 (2023) é o primeiro a suportar IA Ops e automação via Watsonx, exigindo no mínimo z16.

  • O z17 (2024) é o primeiro com suporte total a criptografia quântica e IA expandida em hardware — o casamento perfeito com o z/OS 3.1.


💡 Dica Bellacosa para seus alunos

Sempre verifique a “base mínima de suporte” (Hardware Base Level) antes de instalar um z/OS.
É comum em ambientes de teste ou em Hercules/Emulação que o z/OS falhe por instruções não suportadas no nível da CPU simulada.

 

terça-feira, 15 de abril de 2025

🇯🇵 Como ser um otaku educado no Japão (sem pagar mico e virar meme internacional)

 




🇯🇵 Como ser um otaku educado no Japão (sem pagar mico e virar meme internacional)

Se você, padawan, está prestes a realizar o sonho de pisar na Terra dos Animes, primeiro: parabéns! 🌸
Mas antes de correr pro Akihabara gritar “Sugoiii!”, segura o hype e vem comigo entender como ser um otaku educado e respeitoso no Japão — porque ser fã é lindo, mas ser um turista consciente é lendário.


🎌 1. Respeite o espaço e o silêncio

O Japão é o país do auto-controle social.
No trem, ninguém fala alto (nem com amigos, nem no celular). Rir escandalosamente, ouvir música sem fone ou narrar sua vida em voz alta é falta grave.

💡 Dica Bellacosa: use o “modo ninja”: fale baixo, mova-se com calma e evite gesticular demais.
Se precisar atender o celular, saia do vagão.


🍱 2. Comida: agradeça sempre

Antes de comer: diga “Itadakimasu” (いただきます) — é um agradecimento ao alimento e a quem o preparou.
Depois de terminar, diga “Gochisousama deshita” (ごちそうさまでした).
É simples, educado e mostra respeito pela tradição.

🚫 Nunca enfie os hashis (palitinhos) verticalmente no arroz — isso lembra um ritual fúnebre.
🚫 E jamais passe comida de um hashi para outro — também é gesto funerário.


🛍️ 3. Lojas e templos não são estúdios de selfie

No Japão, há locais onde fotografar é proibido — especialmente em templos, santuários e áreas residenciais.
Mesmo nos bairros otaku como Akihabara ou Nakano, muitas lojas e maid cafés pedem “no photo”.

💡 Dica: sempre procure o símbolo 📷❌ ou pergunte: “Shashin ii desu ka?” (Posso tirar uma foto?).


🏠 4. Tire os sapatos — sempre que necessário

Em casas, templos e alguns restaurantes tradicionais, é obrigatório tirar os sapatos.
Você verá uma área chamada “genkan” (entrada) e pantufas à disposição.

💡 Bellacosa tip: use meias limpas! No Japão, o chão é sagrado e o olfato alheio agradece. 😅


🚶 5. Organização é religião

Filas são levadas a sério.
Espere sua vez para entrar no metrô, pagar na loja ou entrar no evento.
E quando for descartar lixo… boa sorte: o Japão recicla tudo, e lixeiras são raras.
Carregue um saquinho e leve o lixo com você até achar o tipo certo (plástico, papel, queima, não queima).


💮 6. Curvatura (ojigi): o “oi” elegante

Em vez de apertar mãos, o japonês se curva.
Uma leve curvada (30°) já mostra respeito.
Quanto mais profunda, maior o respeito ou pedido de desculpas.

💡 Dica: nada de abraçar, encostar ou bater nas costas de alguém — japoneses prezam pelo distanciamento respeitoso.


👘 7. No mundo otaku, educação também é cosplay

Nos eventos, não saia desfilando de cosplay no metrô — troque-se no local do evento.
E se encontrar um ídolo (seiyuu, cosplayer, cantor), mantenha a postura: nada de tocar ou abraçar sem permissão.

🎤 Curiosidade: no Japão, o “fã educado” é o mais admirado. Mostrar autocontrole é sinal de maturidade e verdadeira paixão pela cultura.


💴 8. Dinheiro e etiqueta

Mesmo com toda a tecnologia, o Japão ainda é um país muito “cash-based”.
Leve ienes em espécie, especialmente para templos, táxis e lojinhas pequenas.
Ao pagar, coloque o dinheiro na bandejinha do caixa (nunca entregue direto na mão).


🧘 9. Evite assuntos delicados

Política, Segunda Guerra, religião e críticas culturais são temas delicados.
O japonês prefere manter a harmonia (wa).
O melhor é observar, aprender e evitar comparações com o Brasil.


🧠 10. Aprenda as palavrinhas mágicas

JaponêsPortuguêsQuando usar
すみません (Sumimasen)Com licença / DesculpeQuase sempre 😅
ありがとうございます (Arigatou gozaimasu)Muito obrigadoAgradecer qualquer coisa
はい / いいえ (Hai / Iie)Sim / NãoCom leveza, sem tom brusco
お願いします (Onegai shimasu)Por favorPedidos educados
失礼します (Shitsurei shimasu)Com licença (formal)Ao entrar ou sair de um local

🎎 Resumo Bellacosa para o viajante otaku:

  • Fale baixo e respeite filas.

  • Tire os sapatos nos lugares certos.

  • Peça permissão para fotos.

  • Evite gestos e contato físico.

  • Seja discreto com cosplay e empolgação.

  • E acima de tudo: observe antes de agir.


🌸 Bellacosa comentário final:
O Japão não vai exigir perfeição de você, mas vai admirar quem tenta compreender sua cultura.
Ser educado é o verdadeiro cosplay do respeito.
E lembre-se, jovem otaku:

“A verdadeira força não vem do grito do protagonista… mas da gentileza silenciosa de quem entende o outro.” 🇯🇵✨

terça-feira, 8 de abril de 2025

IBM z17 – O Mainframe para a Era da IA + Confiabilidade Extrema

 





⚙️ Postagem de Blog — Bellacosa Mainframe Style

IBM z17 – O Mainframe para a Era da IA + Confiabilidade Extrema




🧭 Introdução Técnica

A IBM z17 marca um salto importante na linha de sistemas IBM Z: lançado em 2025, ele é o primeiro projetado desde o início para a era da Inteligência Artificial (IA) integrada ao mainframe, além de trazer melhorias em segurança, inferência de dados em tempo real e suporte híbrido nublado 


🕰 Informações principais

  • Ano de lançamento: 2025 (anunciado abril, disponível a partir de junho)  

  • Modelo: z17 (também referido como máquina tipo 9175)  

  • CPU / arquitetura: Processador Telum II com acelerador de IA embutido; frequência elevada; aumento de cache (~ 40 %) para suportar até 450 bilhões de inferências por dia com latência de cerca de 1 ms.  

  • Versão do z/OS suportada: A IBM já anuncia que o z17 virá suportando ou sendo compatível com z/OS 3.2 (prevista para T3 2025) como a nova versão específica para esse hardware.  


📚 Curiosidade

  • O z17 não se limita apenas a “mais MIPS” — ele foi projetado para rodar inferência de IA nativa no mainframe, ou seja, usar modelos de machine learning diretamente onde os dados corporativos críticos residem, evitando latência de movimentação de dados. A IBM destaca que esta plataforma integra hardware, software e segurança com IA e aceleração — “bringing AI to the core of the enterprise”.  


📝 Nota Técnica

  • A arquitetura de interconexão, cache e aceleradores foi redesenhada para suportar workloads mistos tradicionais de mainframe (transações, CICS/DB2, Linux on Z) e cargas emergentes de IA/generative AI.  

  • O acelerador embutido permite que, segundo a IBM, se façam centenas de bilhões de inferências diárias com latência de ~1 ms, o que posiciona o z17 como plataforma “IA em tempo real” para transações. 

  • Além disso, novas capacidades de segurança e operação — por exemplo, gerenciamento de “segredos” (secrets management), detecção de anomalias com IA, integração de logs e métricas via OpenTelemetry — são parte do stack. 


🔁 O que muda em relação à versão anterior (z16)

  • O z17 complementa o z16 ao adicionar o “Telum II” com mais cache, maior frequência, e foco mais agressivo em IA (o z16 já trouxe IA on-chip, mas o z17 acelera mais cargas).

  • Aumento na escala de inferência de IA — mais operações por dia, menor latência.

  • Total integração de software operacional, IA de suporte às operações (ex: assistentes, agentes) e hardware de acelerador — o z17 traz além do chip principal, planos para cartões “Spyre Accelerator” (PCIe) para IA generativa. 

  • Maior foco em “hybrid cloud” + operações modernas de TI, integração com ambientes dev-ops, containers, geração de métricas operacionais e automação. 


💡 Dicas para Profissionais e Entusiastas

  • Se você trabalha com mainframe, valide como suas aplicações (COBOL, CICS, DB2) podem se beneficiar não só de mais MIPS, mas de inferência embutida — por exemplo, detecção de fraude, scoring de crédito ou análise de risco em tempo real.

  • Avalie a estratégia de modernização híbrida: z17 facilita a integração da plataforma Z com contêineres, nuvem híbrida e IA, então revise arquitetura e skills da equipe.

  • Fique atento à evolução do sistema operacional z/OS (como o 3.2 associado ao z17) e das ferramentas de suporte — por exemplo, automação de operação, observabilidade, integração de IA nas operações de mainframe.

  • Para seu curso ou aula, destaque: a transição do mainframe “só transações” para “transações + IA + segurança + nuvem” — o z17 encapsula essa mudança.


🏁 Conclusão Bellacosa

O IBM z17 é mais do que uma nova máquina — ele é o mainframe preparado para o futuro da computação empresarial: IA em tempo real, cloud híbrida, segurança de próxima geração, e desempenho corporativo robusto.
Para quem vive a Stack Mainframe, é um marco que reafirma: o mainframe não está ficando obsoleto — está se reinventando profundamente.

“Com o z17, o mainframe não só processa o que precisa ser feito — ele decide o que precisa ser feito.”
Bellacosa Mainframe