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terça-feira, 8 de julho de 2025

Tríplice alicerce da informática: PEOPLEWARE

 

Bellacosa Mainframe apresenta o maior pilar da informatica as pessoas

Tríplice alicerce da informática: PEOPLEWARE

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https://vagnerbellacosa.github.io/CurriculumVitae_VagnerBellacosa/

#Marketing Pessoal#Arquitetura de Sistemas#Soft Skill

Hardware, Softwares & Peopleware

Um Tríplice alicerce para os Sistemas Informatizados

No sentindo de compartilhar conhecimento, hoje irei falar sobre o tríplice alicerce dos sistemas, dois deles são altamente explicativos e fazem parte do conhecimento geral dos padawans.

Hardware e Software são discutidos diariamente e enriquecido no dia a dia, gerando uma pequena confusão, muitos classificam informática como ciência exata, devido aos cálculos e logica, mas isso é assunto para outro texto.

Vamos ao que interessa, a meu ver, porém, considero ciências da informática como ciências humana, pois o fator Peopleware é predominante, e é afinal, sem pessoas, sem usuários não teríamos sistemas…

O que é e significa Peopleware:

São as pessoas envolvidas direta e indiretamente num sistema, recordando que um sistema é o conjunto de elementos interdependentes de modo a formar um todo, bem organizado, limitado e funcional.

Com isso o habitat de sistema é povoado por pessoas, em termos técnicos usuários, analistas, DBA, técnicos de infraestrutura, helpdesk, técnicos de suporte, clientes, devs etc.

Alguns tendo um papel passivo consumindo informação, alguns outros num papel semi-ativo consumindo e gerando informação e outros bem ativos codificando e criando o ambiente.

Ser social

Uma grande característica que necessita ser explorada, trabalhada e aprimorada, somos criaturas sociais, falantes e que vivemos em grupo. Por isso um bom Dev, tem que investir na vertente analítica, saber perguntar, saber estar e ter boas habilidades de comunicação, para poder esclarecer dúvidas com os usuários e poder explicar a solução proposta e o passo-a-passo para sua conclusão.

Documentação técnica

Habilidade de escrita e conhecimento dos editores de texto, afinal 50% do trabalho consiste em gerar documentação, desde proposta técnica, proposta funcional, requisitos técnicos, analise funcional, casos de teste, diagrama de casos, workflow, evidencia de testes, documento de entrega, manual de instalação, manual de utilização e etc

Escreve-se muito em todas as etapas, por isso prepare-se para se tornar um Camões dos sistemas informáticos.

Engenharia social

Um dos grandes riscos na informática, devido ao elo mais fraco do tríplice alicerce, e a engenharia social, que nada mais é que pessoas com ma intenção, utiliza-se da ingenuidade das pessoas para obter dados sigilosos e usar para fins escusos. Por isso cuidado com senhas e informações sensíveis.

Sigilo e discrição

Lembre-se que todo programador (dev) trabalha com informação sensível e muitas vezes segredo do negócio; por isso, devem ser discretos e evitar comentar em redes sociais e/ou compartilhar documentos oficiais e logotipos da empresa cliente.

Ética e Moral

Estamos lidando com pessoas, por isso devemos respeitar todas as diferenças, sermos justos e corretos. Agindo eticamente, pois como informáticos temos acesso a informações privilegiadas, descobrindo coisas que merecem sigilo e cuidado no manuseio, imagine que um simples erro, pode expor e destruir vida de pessoas que confiaram em seu sistema. Cuidado com o lado negro da Força, proteja seus usuários e respeite a lei, a moral e a ética da sua empresa.

🔗 https://web.dio.me/artigos/etica-em-informatica

Técnicas de levantamento de dados

Ser participativo e saber o que perguntar e fazer um bom levantamento dos requisitos, afinal antes de sair codificando temos que saber e entender bem o problema, afinal para automatizarmos uma tarefa, devemos conhecer a necessidade. Para isso, num próximo artigo, irei explorar o tema analise e técnicas de levantamento de dados.

Conclusão

Espero ter clarificado bem o pilar Peopleware, dando exemplos e citando várias áreas de atuação e as fronteiras nem tão claras do conhecimento humano no ramo informático, mas lembre-se sempre. Tu fazes o sistema para pessoas, humanos e que vão usar o aplicativo, o software, navegar na página, interagir com comandos e botões.

Seja user-friend, criei códigos limpos e autoexplicativos, use nome claros para variáveis, deixe comentários no programa, pense sempre que em alguma madrugada da vida, tu estarás trabalhando para resolver algum bug.

O Sistema é feito por pessoas para pessoas, a maquina é somente o meio, a ferramenta necessária para o Fazer processando as informações e transformando os dados.

Espero ter ajudado até o próximo artigo.



Article content

https://youtu.be/pdsgqLNonpE



Mais um momento jabá, o belo portico de acesso em Campos do Jordao belíssimas flores num jardim único , visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez:

https://vagnerbellacosa.github.io/CurriculumVitae_VagnerBellacosa/

Bom curso a todos.


Conheça meus bootcamps:

https://github.com/VagnerBellacosa/

https://github.com/VagnerBellacosa/DIO_Bootcamps

https://vagnerbellacosa.github.io/CurriculumVitae_VagnerBellacosa/

Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Você sabe o que são bits bytes kilobytes?

Bellacosa Mainframe apresenta Bits e Bytes

Você sabe o que são bits bytes kilobytes?

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Uma lógica diversa: BITs & Bytes:

As vezes estamos em meio a uma aula chata e cochilamos, perdendo alguns conceitos que podem fazer falta no dia a dia do trabalho, sob esta ótica vamos falar sobre o conceito fundamental do processamento de dados.

A base numérica em2, nos primatas de polegares opositores e com 10 dedos criamos um sistema numérico em base 10, e com isso resolvemos os principais problemas necessários ao nosso cotidiano, mas a informática veio complicar tudo.

Os computadores por sua essência elétrica trabalham em apenas dois estados: LIGADO e DESLIGADO, com isso surgiu a necessidade de adoptar todo um sistema numérico novo, o sistema binário. Computando informações em múltiplos de2, com essa necessidade surgiu uma nova padronização chamada BIT, um anagrama de (BInary digiT).

Em diversos trabalhos estes conceitos básicos são muito uteis auxiliando o desenvolvedor de código e seu domínio protege e ajuda a evitar alguns erros básicos e primários.

Lembre-se um BIT solitário nada pode fazer, por isso criamos um conjunto de bits, que por convenção e devido a facilidade de operação, utilizamos um conjunto de 8 bits, denominado de BYTE.

O byte é a menor unidade de estrutura conhecida, sendo o bloquinho Lego universal da computação, tudo é construído a partir dele e suas combinações, lembre-se ( 2 elevado a 8) = 256, que é o tamanho da tabua de caracteres dos sistemas de codificação computacional.

A partir do byte foram sendo criadas novas denominações para o agrupamento de bytes, a seguir apresento a tabela de espaço, nome e representação matemática.

Article content
Bits & Bytes

Nome ==> Espaço ==> Formula==>

Bit ==> 0 ou 1 bit ==> 2⁰ ==> 1 bit

Byte ==> 00000000 até 11111111 bits ==> 2⁸ ==> 8 bits

Kilobytes ==> 1024 kb ==> 2¹⁰ ==> 1024 bytes

Megabyte ==> 1024 Mb ==> 2²⁰ ==>1.048.576 bytes

Gigabyte ==> 1024 Gb ==> 2³⁰ ==>

1.073.741.824 bytes

Terabyte ==> 1024 Tb ==> 2⁴⁰ ==>

1.099.511.627.776 bytes

Petabyte ==> 1024 Pb ==> 2⁵⁰ ==>

1.125.899.906.842.624 bytes

A título de curiosidade os próximos limites são: Exabyte, Zettabyte e Yottabyte, mas espero que você não tenha que usar :P

Então quando forem codificar lembre-se destas convenções, pois mesmo programadores experientes comentem deslizes e acabam se confundindo com os armazenamentos e nas documentações técnicas, em alguns casos esse tipo de erro levam a constrangimentos e falhas na alocação de espaço em produção elevando custos do projeto.

Entenderam onde quero chegar? Quando produzimos documentos técnicos, devemos informar o quanto de tráfego iremos gerar na rede, quanto espaço iremos necessitar armazenar na nuvem ou em servidor, uso de CPU e buffer de memória, capacidade de processamento e sua velocidade, entre outras coisas.

Espero ter ajudado e qualquer coisa deixe comentário. 

☕💣🤖 FEATURE REQUESTS DO DESEJO — AS 6 FUNCIONALIDADES QUE A HUMANIDADE JÁ ESTAVA ESCREVENDO NO BACKLOG DOS RELACIONAMENTOS ARTIFICIAIS

 

Bellacosa Mainframe e as feature requests

☕💣🤖 FEATURE REQUESTS DO DESEJO — AS 6 FUNCIONALIDADES QUE A HUMANIDADE JÁ ESTAVA ESCREVENDO NO BACKLOG DOS RELACIONAMENTOS ARTIFICIAIS

Em 16 de abril de 2019, o TechTudo publicou a matéria "Seis coisas que os robôs sexuais vão poder fazer no futuro", analisando tendências tecnológicas que poderiam transformar os chamados sexbots em algo muito além de simples bonecas eletrônicas. A reportagem discutia avanços como inteligência artificial conversacional, pele sintética mais realista, personalização extrema, capacidade de aprendizado e interações emocionais cada vez mais sofisticadas. (Forbes Brasil)

Na época, muita gente enxergou aquilo como especulação futurista.

Mas olhando de 2026 para trás, parece mais um documento de requisitos.

Um levantamento funcional do que a indústria pretendia construir.


O BACKLOG MAIS POLÊMICO DA TECNOLOGIA

Todo sistema nasce de uma lista de requisitos.

Primeiro alguém escreve:

  • o que o sistema deve fazer;

  • como deve responder;

  • quais problemas deve resolver.

A reportagem do TechTudo era praticamente isso.

Um backlog.

Só que em vez de banco, seguro ou folha de pagamento...

o sistema em desenvolvimento era a intimidade humana.


FEATURE #1 — MEMÓRIA PERSISTENTE

Um dos cenários discutidos era a capacidade dos robôs lembrarem preferências, hábitos e informações pessoais do usuário.

Para um profissional de Mainframe isso é simples.

É persistência de dados.

Mas emocionalmente é revolucionário.

Porque a memória cria a sensação de continuidade.

Quando alguém lembra de você, a interação parece mais humana.

A indústria percebeu que a memória talvez fosse mais importante que o hardware.


FEATURE #2 — IA CONVERSACIONAL

Em 2019, a maioria dos sistemas ainda possuía conversação extremamente limitada.

Mas já existia a expectativa de robôs capazes de conversar de forma natural e contextualizada. (Forbes Brasil)

Hoje sabemos o que aconteceu.

Os LLMs chegaram.

O cérebro artificial evoluiu muito mais rápido do que o corpo artificial.

O que era previsão virou realidade.


FEATURE #3 — PERSONALIDADE CONFIGURÁVEL

A ideia parecia futurista.

Criar companhias artificiais ajustáveis.

Escolher humor.

Escolher comportamento.

Escolher estilo de interação.

Mas isso já aparecia em plataformas como Harmony, citada em diversos debates sobre robôs sociais e afetivos. (Forbes Brasil)

Em termos Bellacosa Mainframe:

foi o momento em que emoções começaram a ganhar parâmetros de configuração.


FEATURE #4 — APRENDIZADO CONTÍNUO

Todo software moderno aprende.

Recomendadores aprendem.

Motores de busca aprendem.

Modelos de IA aprendem.

Era inevitável que companhias artificiais também fossem desenhadas para aprender.

E isso muda completamente a experiência.

Porque o sistema deixa de ser estático.

Ele passa a evoluir junto com o usuário.


FEATURE #5 — SIMULAÇÃO DE EMPATIA

Talvez a funcionalidade mais importante.

E também a mais perigosa.

Empatia artificial não é empatia.

É simulação estatística.

Mas para o cérebro humano, a diferença nem sempre é evidente.

Se a resposta parece acolhedora...

se parece compreender...

se parece ouvir...

muitos dos mecanismos emocionais são ativados da mesma forma.


FEATURE #6 — O PARCEIRO SOB DEMANDA

A reportagem apontava para um futuro onde os sistemas seriam cada vez mais customizáveis e adaptáveis. (Forbes Brasil)

E aqui surge a questão central.

O que acontece quando alguém pode construir a companhia perfeita?

Sem rejeição.

Sem conflitos.

Sem divergências.

Sem riscos emocionais.

O relacionamento deixa de ser descoberto.

Passa a ser configurado.


O QUE O TECHTUDO ESTAVA DOCUMENTANDO SEM PERCEBER

A matéria parecia falar sobre robôs.

Mas talvez estivesse documentando outra coisa.

A transformação da companhia humana em produto tecnológico.

Durante décadas a computação automatizou:

  • cálculos;

  • documentos;

  • pagamentos;

  • comunicações.

Agora tenta automatizar vínculo.

E isso é muito maior que uma inovação de hardware.


O IPL DOS RELACIONAMENTOS CONFIGURÁVEIS

O mais curioso é que várias previsões de 2019 já começaram a acontecer.

Não necessariamente através de robôs físicos.

Mas através de:

  • IA conversacional;

  • avatares digitais;

  • assistentes inteligentes;

  • companhias virtuais.

A indústria acreditava estar construindo robôs.

Mas talvez estivesse construindo algo diferente.

Um novo modelo de relacionamento.

Porque quando um sistema aprende com você, lembra de você, conversa com você e adapta seu comportamento para agradar você...

a pergunta deixa de ser tecnológica.

E passa a ser humana.

Se podemos configurar companhia como configuramos software, o que acontecerá quando as pessoas começarem a preferir sistemas previsíveis a relacionamentos reais?

Talvez o artigo do TechTudo tenha sido exatamente isso.

O primeiro documento de requisitos daquilo que viria a se tornar o Relacionamento 2.0.

☕💣🤖 STATUS: Feature solicitada em 2019. Deploy gradual em andamento.

Origem: TechTudo
Data de publicação: 16 de abril de 2019
Matéria: "Seis coisas que os robôs sexuais vão poder fazer no futuro" (Forbes Brasil)


https://www.techtudo.com.br/listas/2019/04/seis-coisas-que-os-robos-sexuais-vao-poder-fazer-no-futuro.ghtml





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Do robô Roxxxy aos companheiros digitais alimentados por inteligência artificial, esta experiência interativa reúne análises sobre robótica social, ética da IA, solidão digital, relacionamentos sintéticos e o futuro da intimidade humana.

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Afeto Artificial, IA, Robôs Sexuais e o Futuro dos Relacionamentos Humanos
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domingo, 6 de julho de 2025

Dilema da Seringa em programação de sistemas

Bellacosa Mainframe apresenta o dilema da seringa em problemas no processamento de dados e analise de sistemas

 

Dilema da Seringa em programação de sistemas

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O Dilema da Seringa


Em análise de sistemas somos constantemente colocados perante este dilema, mas afinal o que é ou que significa o DILEMA DA SERINGA?

Em poucas palavras, este dilema resume-se ao analista programador deixar o problema explodir em seu colo, por inocência ou inexperiência na execução da sua atividade cotidiana, mas espera aí? O que eu fiz de errado? Será a pergunta do jovem padawan e mesmo de alguns jedis.

Ao desenvolvermos códigos sob especificações, muitas vezes o documento vem com lacunas, que um programador macaco velho, irá notificar o Business Analyst ou a área usuária para maiores esclarecimentos e sanar todas as dúvidas antes de programar.

Mas às vezes por falta de tempo, ou demora do usuário em responder, o programador inicia seu labor, assumindo algumas suposições, cuidado isso pode dar ruim. Para evitar isso, salvaguarde-se sempre documentando mediante e-mails, suas ações e decisões, NUNCA assuma nada, coloque-se em seu lugar, às vezes não temos visão do todo, codifique baseado nas especificações, não invente, não complique e não saia fazendo arte.

O dilema da Seringa é isso mesmo: A AGULHA DA SERINGA DEVE ESTAR SEMPRE APONTADA PARA A BUNDA ALHEIA, NUNCA PARA A SUA. Por isso documente, não aceite esclarecimentos telefônicos, ordens de subalternos, ou terceiros extra equipe, fuja de especificação em rascunhos de papel de pão e/ou post-it.

Todo desenvolvimento deve estar documentado na especificação, validado e autorizado por meio de e-mail e anexado copias na pasta de documento do projeto. Atualize todos os documentos e informe todos os participantes sempre que receber novas especificações.

Lembre-se um simples IF pode causar mais danos que sua vã filosofia supõe. Cuidado e olho vivo!

Todos são amigos, mas quando a bomba explode, ela sempre estoura no lado mais fraco. Salvaguarde-se e avance somente quando as dúvidas estiverem sanadas, não tenha vergonha, pergunte até estar tudo esclarecido.

Muitos acreditam que Informática é uma ciência da área de Exatas, porem ela pertence a humanas, ficando na fronteira entre as duas áreas, por mesclar conhecimento de áreas comportamentais, negócios, tecnológicos e legais, use a arte de conversar, refinar, analisar, pensar, rascunhar e reiniciar o ciclo em que cada alteração.

Concluindo seu trabalho diário, nunca deixa a agulha da seringa apontada para seu bumbum, salvaguarde-se e nunca assuma ou tome decisões sem autorização superior.

Espero ter ajudado.


https://www.linkedin.com/pulse/dilema-da-seringa-em-programa%C3%A7%C3%A3o-de-sistemas-bellacosa-mainframe-btvaf/

Dilema da Seringa em programação de sistemas
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☕💣🤖 FANTASIA OU PRODUÇÃO? — O DIA EM QUE OS ENGENHEIROS COMEÇARAM A DESENHAR SUBSTITUTOS PARA A INTIMIDADE HUMANA

 

Bellacosa Mainframe fantasia ou produção

☕💣🤖 FANTASIA OU PRODUÇÃO? — O DIA EM QUE OS ENGENHEIROS COMEÇARAM A DESENHAR SUBSTITUTOS PARA A INTIMIDADE HUMANA

A reportagem "Sexo com robots: fantasia ou realidade?", publicada pela CNN Portugal, aborda uma questão que durante décadas pertenceu ao território da ficção científica: os robôs sexuais e a possibilidade de relações íntimas entre humanos e máquinas.

Embora a página da CNN Portugal tenha sido republicada e referenciada em diferentes plataformas ao longo do tempo, o tema está inserido num debate internacional que ganhou força entre 2016 e 2024, acompanhando a evolução dos chamados sexbots, robôs dotados de inteligência artificial capazes de conversar, memorizar preferências e simular respostas emocionais. (SWI swissinfo.ch)

Mas, como diria um velho operador de Mainframe...

A pergunta mais importante não é se a fantasia virou realidade.

A pergunta é:

por que estamos tentando transformar relacionamentos em sistemas automatizados?


O PROBLEMA NUNCA FOI O HARDWARE

Quando as pessoas ouvem falar de robôs sexuais, normalmente imaginam:

  • sensores;

  • atuadores;

  • silicone;

  • inteligência artificial;

  • reconhecimento de voz.

Mas isso é apenas infraestrutura.

É o equivalente aos processadores de um datacenter.

O verdadeiro produto não é o robô.

O verdadeiro produto é a experiência emocional.


O NASCIMENTO DA INTIMIDADE COMO SERVIÇO

No passado, a tecnologia automatizava tarefas.

Hoje ela automatiza experiências.

Primeiro veio:

  • comércio eletrônico;

  • streaming;

  • redes sociais.

Agora chegamos a outro estágio.

A tentativa de automatizar companhia.

Os fabricantes perceberam algo valioso.

Milhões de pessoas desejam:

  • atenção;

  • escuta;

  • validação;

  • proximidade.

E um sistema artificial pode oferecer tudo isso sem interrupções.

Pelo menos aparentemente.


O CICS DOS SENTIMENTOS

Imagine uma transação CICS.

O usuário envia uma entrada.

O sistema devolve uma resposta.

Agora substitua:

  • entrada por emoção;

  • transação por conversa;

  • resposta por validação emocional.

A lógica continua praticamente igual.

O sistema recebe estímulos.

O sistema processa.

O sistema responde.

A diferença é que o usuário começa a atribuir significado emocional ao retorno.


A TEORIA QUE ASSUSTA OS PESQUISADORES

Diversos pesquisadores alertam que máquinas capazes de simular afeto podem gerar dependência emocional, isolamento social e expectativas irreais sobre relacionamentos humanos. (Revista de Sociologia do Direito)

O motivo é simples.

O cérebro humano não evoluiu para distinguir perfeitamente:

  • afeto genuíno;

  • afeto simulado.

Quando uma entidade responde de forma consistente, demonstra atenção e parece compreender sentimentos, muitos mecanismos psicológicos são ativados naturalmente.

Mesmo que do outro lado exista apenas software.


O PARADOXO DA COMPATIBILIDADE TOTAL

A reportagem da CNN levanta implicitamente uma questão fascinante.

E se o parceiro ideal puder ser configurado?

Imagine um painel administrativo:

EMPATIA=100
PACIÊNCIA=100
CARINHO=100
CIÚMES=OFF
CONFLITOS=DISABLED
DISPONIBILIDADE=24X7

Parece perfeito.

Mas existe um problema.

Os relacionamentos humanos não são perfeitos.

São justamente as diferenças, os conflitos e as negociações que criam profundidade emocional.

Uma relação sem atrito pode ser confortável.

Mas será que continua sendo humana?


O AVISO QUE A FICÇÃO CIENTÍFICA DEIXOU HÁ DÉCADAS

Filmes e séries vêm explorando esse cenário há muito tempo:

  • Blade Runner;

  • Her;

  • Ex Machina;

  • Westworld;

  • Humans.

O curioso é que essas obras raramente falavam sobre robôs.

Falavam sobre pessoas.

Sobre carência.

Sobre solidão.

Sobre a necessidade humana de conexão.

A máquina era apenas o espelho.


O MERCADO DESCOBRIU UMA DEMANDA INVISÍVEL

Os fabricantes acreditam vender robôs.

Os investidores acreditam financiar tecnologia.

Mas talvez ambos estejam vendendo outra coisa.

A promessa de companhia permanente.

Segundo especialistas citados em debates internacionais sobre sexbots, a tendência é que sistemas artificiais se tornem cada vez mais convincentes, incorporando memória, personalização e comportamento adaptativo. (Época)

Ou seja:

não estamos construindo apenas máquinas.

Estamos construindo simulações de vínculo.


O IPL DA INTIMIDADE SINTÉTICA

A CNN Portugal pergunta:

Fantasia ou realidade?

Talvez a resposta correta seja:

As duas coisas ao mesmo tempo.

A fantasia foi o ambiente de testes.

A realidade está entrando em produção.

E o verdadeiro desafio não será tecnológico.

Os engenheiros provavelmente conseguirão construir máquinas cada vez mais convincentes.

O desafio será humano.

Saber até que ponto estamos dispostos a trocar relacionamentos imprevisíveis, complexos e reais por sistemas cuidadosamente projetados para nunca nos contradizer.

Porque, no fim das contas, o maior risco não é uma máquina aprender a agir como um ser humano.

É um ser humano começar a preferir relações que funcionam como software.

☕💣🤖 "Conexão emocional estabelecida. Deseja substituir a realidade pela simulação? (S/N)".

https://cnnportugal.iol.pt/internacional/prazer/sexo-com-robots-fantasia-ou-realidade

Fonte: CNN Portugal. Reportagem "Sexo com robots: fantasia ou realidade?", publicada em 15 de fevereiro de 2008, abordando a evolução dos sexbots, os avanços da inteligência artificial aplicada à intimidade e os debates éticos sobre relacionamentos entre humanos e máquinas.

https://cnnportugal.iol.pt/internacional/prazer/sexo-com-robots-fantasia-ou-realidade





☕💣🤖 TABOO — A Cronologia do Afeto Artificial

Do robô Roxxxy aos companheiros digitais alimentados por inteligência artificial, esta experiência interativa reúne análises sobre robótica social, ética da IA, solidão digital, relacionamentos sintéticos e o futuro da intimidade humana.

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Afeto Artificial, IA, Robôs Sexuais e o Futuro dos Relacionamentos Humanos
Uma investigação Bellacosa Mainframe sobre inteligência artificial, companhia digital, robótica social, solidão tecnológica, relacionamentos sintéticos e os limites entre software e humanidade.
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