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terça-feira, 8 de julho de 2025

Tríplice alicerce da informática: PEOPLEWARE

 

Bellacosa Mainframe apresenta o maior pilar da informatica as pessoas

Tríplice alicerce da informática: PEOPLEWARE

4,349 followers

https://vagnerbellacosa.github.io/CurriculumVitae_VagnerBellacosa/

#Marketing Pessoal#Arquitetura de Sistemas#Soft Skill

Hardware, Softwares & Peopleware

Um Tríplice alicerce para os Sistemas Informatizados

No sentindo de compartilhar conhecimento, hoje irei falar sobre o tríplice alicerce dos sistemas, dois deles são altamente explicativos e fazem parte do conhecimento geral dos padawans.

Hardware e Software são discutidos diariamente e enriquecido no dia a dia, gerando uma pequena confusão, muitos classificam informática como ciência exata, devido aos cálculos e logica, mas isso é assunto para outro texto.

Vamos ao que interessa, a meu ver, porém, considero ciências da informática como ciências humana, pois o fator Peopleware é predominante, e é afinal, sem pessoas, sem usuários não teríamos sistemas…

O que é e significa Peopleware:

São as pessoas envolvidas direta e indiretamente num sistema, recordando que um sistema é o conjunto de elementos interdependentes de modo a formar um todo, bem organizado, limitado e funcional.

Com isso o habitat de sistema é povoado por pessoas, em termos técnicos usuários, analistas, DBA, técnicos de infraestrutura, helpdesk, técnicos de suporte, clientes, devs etc.

Alguns tendo um papel passivo consumindo informação, alguns outros num papel semi-ativo consumindo e gerando informação e outros bem ativos codificando e criando o ambiente.

Ser social

Uma grande característica que necessita ser explorada, trabalhada e aprimorada, somos criaturas sociais, falantes e que vivemos em grupo. Por isso um bom Dev, tem que investir na vertente analítica, saber perguntar, saber estar e ter boas habilidades de comunicação, para poder esclarecer dúvidas com os usuários e poder explicar a solução proposta e o passo-a-passo para sua conclusão.

Documentação técnica

Habilidade de escrita e conhecimento dos editores de texto, afinal 50% do trabalho consiste em gerar documentação, desde proposta técnica, proposta funcional, requisitos técnicos, analise funcional, casos de teste, diagrama de casos, workflow, evidencia de testes, documento de entrega, manual de instalação, manual de utilização e etc

Escreve-se muito em todas as etapas, por isso prepare-se para se tornar um Camões dos sistemas informáticos.

Engenharia social

Um dos grandes riscos na informática, devido ao elo mais fraco do tríplice alicerce, e a engenharia social, que nada mais é que pessoas com ma intenção, utiliza-se da ingenuidade das pessoas para obter dados sigilosos e usar para fins escusos. Por isso cuidado com senhas e informações sensíveis.

Sigilo e discrição

Lembre-se que todo programador (dev) trabalha com informação sensível e muitas vezes segredo do negócio; por isso, devem ser discretos e evitar comentar em redes sociais e/ou compartilhar documentos oficiais e logotipos da empresa cliente.

Ética e Moral

Estamos lidando com pessoas, por isso devemos respeitar todas as diferenças, sermos justos e corretos. Agindo eticamente, pois como informáticos temos acesso a informações privilegiadas, descobrindo coisas que merecem sigilo e cuidado no manuseio, imagine que um simples erro, pode expor e destruir vida de pessoas que confiaram em seu sistema. Cuidado com o lado negro da Força, proteja seus usuários e respeite a lei, a moral e a ética da sua empresa.

🔗 https://web.dio.me/artigos/etica-em-informatica

Técnicas de levantamento de dados

Ser participativo e saber o que perguntar e fazer um bom levantamento dos requisitos, afinal antes de sair codificando temos que saber e entender bem o problema, afinal para automatizarmos uma tarefa, devemos conhecer a necessidade. Para isso, num próximo artigo, irei explorar o tema analise e técnicas de levantamento de dados.

Conclusão

Espero ter clarificado bem o pilar Peopleware, dando exemplos e citando várias áreas de atuação e as fronteiras nem tão claras do conhecimento humano no ramo informático, mas lembre-se sempre. Tu fazes o sistema para pessoas, humanos e que vão usar o aplicativo, o software, navegar na página, interagir com comandos e botões.

Seja user-friend, criei códigos limpos e autoexplicativos, use nome claros para variáveis, deixe comentários no programa, pense sempre que em alguma madrugada da vida, tu estarás trabalhando para resolver algum bug.

O Sistema é feito por pessoas para pessoas, a maquina é somente o meio, a ferramenta necessária para o Fazer processando as informações e transformando os dados.

Espero ter ajudado até o próximo artigo.



Article content

https://youtu.be/pdsgqLNonpE



Mais um momento jabá, o belo portico de acesso em Campos do Jordao belíssimas flores num jardim único , visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez:

https://vagnerbellacosa.github.io/CurriculumVitae_VagnerBellacosa/

Bom curso a todos.


Conheça meus bootcamps:

https://github.com/VagnerBellacosa/

https://github.com/VagnerBellacosa/DIO_Bootcamps

https://vagnerbellacosa.github.io/CurriculumVitae_VagnerBellacosa/

Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

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domingo, 14 de outubro de 2018

👻 CRY ANDRICH E A DUNGEON DO EXECUTIVO DE INFORMÁTICA — QUANDO O GERENTE DE CPD DESCOBRIU QUE TECNOLOGIA NÃO ERA O NEGÓCIO

 

Bellacosa Mainframe e o gerente de informatica

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

👻 CRY ANDRICH E A DUNGEON DO EXECUTIVO DE INFORMÁTICA — QUANDO O GERENTE DE CPD DESCOBRIU QUE TECNOLOGIA NÃO ERA O NEGÓCIO

CPD, CIO, liderança, estratégia, Peopleware, sucessão, segurança, clientes, mainframe, COBOL, transformação digital, IA — e o dia em que Cry descobriu que subir na hierarquia podia ser muito mais perigoso do que entrar em uma dungeon.



🎬 PRÓLOGO — CRY SÓ QUERIA SE APOSENTAR

Imagine a cena.

Cry Andrich entra silenciosamente na sala da presidência.

Na mesa estão espalhados relatórios, gráficos, projetos, contratos, diagramas de arquitetura e uma pilha de solicitações marcadas como:

URGENTE.

O presidente olha para ele.

— Cry, precisamos conversar sobre o futuro da informática.

Cry imediatamente percebe o perigo.

Não era um dragão.

Não era uma dungeon nível 10.

Não era uma relíquia amaldiçoada.

Era pior.

Era uma reunião executiva.

Cry respira fundo.

Talvez finalmente pudesse dizer:

— Gostaria de me aposentar.

Mas o presidente continua:

— Decidimos elevar a informática no organograma. A partir de agora você responderá diretamente à presidência.

Cry empalidece.

— Isso significa mais responsabilidade?

— Muito mais.

— Mais reuniões?

— Certamente.

— Orçamento?

— Bilionário.

— Segurança?

— Também.

— Pessoas?

— Centenas.

— Estratégia?

— Naturalmente.

Cry olha para a porta.

Talvez enfrentar monstros fosse realmente mais fácil.

Bem-vindo, jovem padawan do COBOL.

Hoje nossa dungeon não será um programa com SOC7, um JCL ERROR, um AEY9 no CICS ou um SQLCODE -911.

Vamos investigar uma criatura muito mais complicada:

o executivo de informática.

E descobrir por que, décadas atrás, especialistas já anunciavam:

“O atual gerente de informática vai desaparecer lentamente.”

O mais curioso?

Eles estavam parcialmente certos.

O gerente desapareceu.

Mas aquilo em que ele se transformou ficou muito mais poderoso.

E muito mais perigoso.



🏰 CAPÍTULO 1 — QUANDO EXISTIA O REINO DO CPD

Para entender essa história precisamos voltar algumas décadas.

Antes de cloud.

Antes de Internet comercial.

Antes de smartphones.

Antes de Kubernetes.

Antes de Java.

Antes de Python.

Antes de alguém entrar numa reunião e dizer:

“Vamos colocar inteligência artificial nisso.”

Grandes empresas possuíam estruturas conhecidas como:

CPD — Centro de Processamento de Dados.

O computador era literalmente um recurso central.

Imagine uma instalação empresarial contendo:

  • mainframes;

  • unidades de fita;

  • discos;

  • impressoras;

  • consoles;

  • operadores;

  • programadores;

  • analistas;

  • bibliotecas de programas;

  • documentação;

  • terminais.

Computação era cara.

Muito cara.

Consequentemente, precisava ser controlada.

O CPD tornava-se quase um castelo tecnológico dentro da empresa.

De um lado estavam os usuários.

Do outro:

+---------------------------+
|            CPD            |
|                           |
| MAINFRAME                 |
| OPERADORES                |
| PROGRAMADORES             |
| ANALISTAS                 |
| FITAS / DISCOS            |
| PROGRAMAS                 |
+---------------------------+

E governando aquele pequeno reino:

o gerente de informática.

Seu trabalho frequentemente envolvia administrar máquinas, pessoas, orçamento, capacidade de processamento e projetos.

Isso fazia sentido.

Mas havia uma armadilha.

O computador estava começando a deixar de ser apenas uma ferramenta administrativa.

Ele começava a se tornar parte do próprio negócio.



⚠️ CAPÍTULO 2 — O GERENTE ESTÁ EM PERIGO

Em determinado painel sobre o futuro da informática surgiu uma provocação extraordinária:

O executivo de informática está em perigo.

Não porque os computadores desapareceriam.

Exatamente o contrário.

Os computadores estavam ficando melhores.

Hardware evoluía.

Software evoluía.

Bancos de dados evoluíam.

Telecomunicações evoluíam.

Só que alguns executivos responsáveis por informática continuavam pensando como administradores de máquinas.

Esse descompasso produzia uma situação curiosa:

TECNOLOGIA      ████████████████████
GESTÃO          █████████

A capacidade tecnológica avançava mais rapidamente do que a capacidade organizacional de utilizá-la.

Isso continua acontecendo.

Em 2026 uma empresa pode comprar:

  • cloud;

  • containers;

  • GPUs;

  • LLMs;

  • agentes de IA;

  • observabilidade;

  • DevOps;

  • APIs;

  • plataformas de dados.

E ainda assim não conseguir responder:

Que problema estamos tentando resolver?

Cry olha para os executivos.

— Então compraram a espada lendária antes de descobrir qual monstro precisavam matar?

Exatamente, Cry.

Exatamente.



🇯🇵 CAPÍTULO 3 — O JAPÃO E O MONSTRO DA GESTÃO

Na discussão original apareceu uma observação provocativa:

O Japão teria chegado ao nível de desenvolvimento industrial alcançado não simplesmente pela evolução tecnológica, mas pela evolução gerencial.

Precisamos tomar cuidado para não transformar isso numa simplificação histórica.

O Japão obviamente teve enorme desenvolvimento tecnológico.

Mas existe uma ideia importante escondida nessa afirmação.

Tecnologia sozinha não produz excelência operacional.

Durante o desenvolvimento industrial japonês do pós-guerra ganharam enorme importância ideias relacionadas a:

  • qualidade;

  • melhoria contínua;

  • redução de desperdícios;

  • controle estatístico;

  • organização produtiva;

  • participação dos trabalhadores;

  • gestão de processos.

Nomes como W. Edwards Deming e Joseph Juran aparecem frequentemente nessa história.

A lição é simples:

máquinas melhores não compensam automaticamente processos ruins.

No mainframe isso é cristalino.

Você pode possuir um IBM Z extremamente poderoso.

Mas se executar um processo empresarial absurdo nele, terá apenas:

um processo absurdo executado extremamente rápido.

Easter egg COBOL:

       IF PROCESSO-RUIM = 'S'
           PERFORM PROCESSAR-BESTEIRA
              THRU PROCESSAR-BESTEIRA-EXIT
       END-IF.

Upgrade de CPU não resolve requisito ruim.



👑 CAPÍTULO 4 — CRY É PROMOVIDO CONTRA A PRÓPRIA VONTADE

Uma das recomendações do painel era:

elevar o nível hierárquico da informática, preferencialmente com subordinação direta à presidência.

Isso parece apenas mudança no organograma.

Não é.

Observe:

PRESIDENTE
   |
DIRETOR ADMINISTRATIVO
   |
GERENTE FINANCEIRO
   |
GERENTE DE INFORMÁTICA

Nesse cenário, informática pode ser percebida predominantemente como uma função administrativa.

Agora alteramos:

                 PRESIDENTE
                     |
        +------------+------------+
        |            |            |
       CFO          CIO          COO

A conversa muda.

Tecnologia passa a participar das discussões sobre:

  • estratégia;

  • produtos;

  • expansão;

  • eficiência;

  • segurança;

  • riscos;

  • clientes;

  • investimentos.

Nascia progressivamente aquilo que hoje associamos ao:

CIO — Chief Information Officer.

Mas existe uma pegadinha.

Mover o gerente para o andar da presidência não transforma automaticamente alguém em executivo estratégico.

Se ele continuar dizendo apenas:

“CPU está em 72%.”

a presidência pode responder:

“E daí?”

O executivo precisa traduzir tecnologia.


🧙 CAPÍTULO 5 — A MAGIA DA TRADUÇÃO EXECUTIVA

Aqui está uma habilidade importantíssima.

O técnico diz:

CPU.

O executivo precisa compreender:

capacidade.

O técnico diz:

indisponibilidade.

O executivo traduz:

perda financeira e impacto sobre clientes.

O técnico diz:

vulnerabilidade.

Executivamente:

risco.

O técnico diz:

latência.

Negócio:

experiência do cliente e capacidade transacional.

Podemos montar nossa pequena copybook:

CPU               → CAPACIDADE
INCIDENTE         → RISCO
DOWNTIME          → PERDA
LATÊNCIA          → EXPERIÊNCIA
SEGURANÇA         → CONTINUIDADE
DADOS             → DECISÃO
AUTOMAÇÃO         → PRODUTIVIDADE
MODERNIZAÇÃO      → CAPACIDADE FUTURA

Isso não significa esconder detalhes técnicos.

Significa saber conversar em diferentes níveis.

Cry pode conversar com aventureiros sobre espadas.

Mas diante do rei precisa explicar:

quantas dungeons podem ser conquistadas, quanto custará e quantos aventureiros provavelmente voltarão vivos.

É outra linguagem.


⚔️ CAPÍTULO 6 — O MELHOR PROGRAMADOR NÃO É NECESSARIAMENTE O MELHOR GERENTE

Outra recomendação do painel era melhorar os critérios de promoção.

Essa questão continua atualíssima.

Imagine:

PROGRAMADOR
     ↓
PROGRAMADOR SÊNIOR
     ↓
ANALISTA
     ↓
COORDENADOR
     ↓
GERENTE

Parece natural.

Mas existe um problema.

Um excelente programador COBOL talvez domine:

  • COBOL;

  • JCL;

  • CICS;

  • Db2;

  • VSAM;

  • MQ;

  • RACF;

  • dumps;

  • performance.

Isso não significa automaticamente que ele domine:

  • liderança;

  • orçamento;

  • negociação;

  • conflitos;

  • comunicação;

  • estratégia;

  • desenvolvimento de pessoas;

  • fornecedores;

  • política organizacional.

Gerenciar pessoas é outra profissão.

Quando promovemos automaticamente o melhor técnico, podemos produzir um fenômeno perverso:

perdemos um excelente programador e ganhamos um gerente medíocre.

Foi justamente para evitar isso que muitas organizações desenvolveram carreiras técnicas paralelas.

O profissional pode tornar-se:

Senior → Staff → Principal → Distinguished

sem necessariamente precisar gerenciar pessoas.


👻 CAPÍTULO 7 — CRY PRECISA DE UM SEGUNDO HOMEM

O painel destacou outra coisa surpreendentemente moderna:

É necessário preparar o segundo homem para ocupar o cargo.

Hoje chamaríamos isso de:

planejamento sucessório.

E existe uma conexão deliciosa com engenharia de software:

Bus Factor.

Imagine um sistema crítico.

Existe apenas uma pessoa capaz de explicar determinado processo.

— Quem conhece o programa?

— O João.

— Quem sabe por que existe aquela regra?

— João.

— Quem sabe recuperar o batch?

— João.

— Documentação?

— Pergunta para o João.

— Quem criou aquilo?

— João, em 1989.

Agora fazemos a pergunta proibida:

E se João não estiver disponível?

Silêncio.

No monitor:

IGD99999I
JOAO NOT FOUND

Temos um SOC7 organizacional.

Conhecimento concentrado é risco.

O mesmo vale para liderança.

Um bom executivo precisa preparar pessoas capazes de assumir responsabilidades.

Cry provavelmente tentaria preparar imediatamente cinco sucessores.

Não necessariamente por boas práticas de governança.

Talvez porque finalmente alguém pudesse deixá-lo se aposentar.

Mas funcionaria.


🎯 CAPÍTULO 8 — PRIMEIRO O PROBLEMA, DEPOIS A TECNOLOGIA

Uma recomendação essencial era:

adequar os recursos de informática às prioridades da empresa.

Isso muda completamente a ordem da conversa.

Forma perigosa:

Temos Kubernetes. Onde podemos usá-lo?

Forma correta:

Qual problema precisamos resolver?

Depois perguntamos qual tecnologia ajuda.

Imagine um banco executando:

COBOL
CICS
Db2
MQ
IBM Z

Alguém aparece:

— Precisamos migrar tudo para microsserviços!

Cry pergunta:

— Por quê?

— Porque microsserviços são modernos.

Cry começa a procurar a saída da sala.

Modernidade não é requisito funcional.

Talvez o problema verdadeiro seja:

parceiros precisam acessar determinadas funções do CICS através de APIs.

Excelente.

Podemos então investigar soluções apropriadas.

Talvez não seja necessário reescrever milhões de linhas de COBOL.

Essa é maturidade tecnológica:

não começar pela ferramenta.


❤️ CAPÍTULO 9 — O USUÁRIO NÃO É O INIMIGO

Outra recomendação dizia:

Encarar os usuários como clientes — “Clientes em primeiro lugar”.

Isso representa uma mudança cultural enorme.

O velho estereótipo do CPD era:

Usuário:

— Preciso de uma alteração.

Informática:

— Abra uma solicitação.

Usuário:

— É urgente.

Informática:

— Tudo é urgente.

Mas tratar o usuário como cliente não significa fazer tudo o que ele pede.

Significa compreender por que ele está pedindo.

Usuário:

“Quero mais um campo nessa tela.”

Analista iniciante:

“OK.”

Analista experiente:

“Para que você precisa dele?”

Talvez descubramos que o problema pode ser resolvido eliminando duas telas.

Essa investigação está na essência de:

  • análise de requisitos;

  • UX;

  • product management;

  • design thinking;

  • service management.

O programador deixa de perguntar apenas:

Como implementar?

E passa a perguntar:

Por que implementar?

Essa pequena palavra — por quê — pode economizar milhões.


🔐 CAPÍTULO 10 — PROTEJAM A BIBLIOTECA!

Outra recomendação do painel:

manter cuidados especiais na segurança da biblioteca e dos programas.

Para o jovem programador de 2026 isso pode parecer curioso.

Biblioteca?

Estamos falando de livros?

Não.

No universo mainframe, bibliotecas são fundamentais.

Você encontrará:

  • PDS;

  • PDSE;

  • source libraries;

  • copybooks;

  • JCL;

  • procedures;

  • load libraries.

Imagine:

SOURCE
   ↓
COMPILE
   ↓
LINK-EDIT
   ↓
LOAD MODULE
   ↓
PRODUCTION

Agora responda:

Quem pode modificar cada etapa?

Essa pergunta é gigantesca.

Se alguém consegue substituir clandestinamente um programa antes da produção, temos risco de fraude, sabotagem ou comprometimento.

Aquela antiga preocupação conecta-se diretamente a conceitos modernos:

  • controle de acesso;

  • RACF;

  • segregação de funções;

  • change management;

  • auditoria;

  • code review;

  • CI/CD;

  • supply-chain security;

  • rastreabilidade.

A tecnologia mudou.

O problema fundamental permaneceu:

Como garantir que aquilo executado em produção seja realmente aquilo que foi autorizado?


🧠 CAPÍTULO 11 — O EXECUTIVO DO FUTURO

O painel descrevia quatro funções para o futuro gerente:

  1. atuar corporativamente;

  2. comandar definição de políticas;

  3. funcionar como agente da evolução tecnológica;

  4. gerenciar equipes multidisciplinares.

Perceba a mudança.

Antes:

GERENTE
   ↓
COMPUTADOR

Depois:

           TECNOLOGIA
               |
PESSOAS ← EXECUTIVO → PROCESSOS
               |
           ESTRATÉGIA
               |
             CLIENTE

Estamos diante de um sistema sociotécnico.

Tecnologia não existe isoladamente.

Existe dentro de organizações compostas por pessoas, interesses, incentivos, regras, processos e cultura.


📣 CAPÍTULO 12 — CRY PRECISA VENDER A IDEIA

O perfil esperado também incluía:

capacidade de vender inovações.

Não estamos falando necessariamente de vendas comerciais.

Estamos falando de convencer.

Imagine o CIO:

— Precisamos investir R$ 20 milhões modernizando determinado ambiente.

CEO:

— Está funcionando?

CIO:

— Sim.

CEO:

— Então por que gastar R$ 20 milhões?

Fim da apresentação.

O executivo precisa transformar tecnologia em argumento empresarial.

Por exemplo:

“O ambiente funciona, mas quatro especialistas concentram grande parte do conhecimento crítico, determinadas dependências estão limitando novas integrações e nosso tempo médio para implementar mudanças aumentou.”

Agora existe uma discussão.

O executivo precisa conversar usando quatro palavras mágicas:

CUSTO
RISCO
OPORTUNIDADE
RESULTADO

Tecnologia pela tecnologia raramente convence uma diretoria.


🧑‍🤝‍🧑 CAPÍTULO 13 — A PARTY MULTIDISCIPLINAR

Nageki no Bourei wa Intai shitai oferece uma ótima metáfora.

Uma party não precisa de seis pessoas com exatamente a mesma habilidade.

Precisa de capacidades complementares.

Na tecnologia moderna temos algo semelhante:

COBOL DEVELOPER
DBA
SECURITY
NETWORK
SRE
DEVOPS
CLOUD ENGINEER
DATA ENGINEER
UX
PRODUCT MANAGER
BUSINESS ANALYST
AI ENGINEER

Nenhum executivo consegue ser o maior especialista em tudo isso.

Sua responsabilidade passa a ser orquestrar conhecimento.

É como um maestro.

Ele não precisa tocar todos os instrumentos durante o concerto.

Precisa compreender como todos entram na mesma música.


📚 CAPÍTULO 14 — PEOPLEWARE: O MONSTRO ERA HUMANO

A bibliografia recomendava Peopleware, de Tom DeMarco e Timothy Lister.

Isso é revelador.

Existe uma tentação histórica na informática:

procurar produtividade principalmente em ferramentas.

Novo computador.

Nova linguagem.

Novo compilador.

Novo framework.

Nova metodologia.

Nova IA.

Mas software é trabalho intelectual.

Interrupções importam.

Ambiente importa.

Confiança importa.

Conhecimento importa.

Comunicação importa.

Cultura importa.

Liderança importa.

Você pode fornecer ao programador COBOL o melhor ambiente do planeta.

Se ele for interrompido a cada oito minutos, talvez sua produtividade desabe.

Computador executa instruções.

Ser humano precisa reconstruir contexto mental.

É uma diferença brutal.


📕 CAPÍTULO 15 — BRAVERMAN ENTRA NA DUNGEON

Outra recomendação bibliográfica era Harry Braverman e sua discussão sobre trabalho e capital monopolista.

Aqui a conversa fica ainda maior.

Tecnologia não muda somente máquinas.

Ela pode mudar:

  • divisão do trabalho;

  • conhecimento;

  • autonomia;

  • controle;

  • especialização;

  • poder dentro da organização.

E então chegamos diretamente à inteligência artificial.

Pergunte:

A IA substituirá trabalho?

Mas também pergunte:

A IA redistribuirá conhecimento?

Quem controlará os modelos?

Quem verificará resultados?

O trabalhador ficará mais poderoso ou mais dependente?

Quem será responsável pelo erro?

Conhecimento continuará nas pessoas ou será progressivamente incorporado aos sistemas?

Percebeu?

Discussões aparentemente novas possuem raízes muito antigas.


🤖 CAPÍTULO 16 — ENTÃO CHEGOU A IA

Agora transportamos nosso painel para 2026.

Cry entra novamente na reunião.

Executivo:

— Precisamos de inteligência artificial.

Cry:

— Para quê?

Executivo:

— Porque todo mundo está usando.

Cry olha novamente para a porta.

Estamos repetindo a dungeon.

Antes:

MAINFRAME
CLIENTE-SERVIDOR
ERP
INTERNET
CLOUD
BLOCKCHAIN

Agora:

GENERATIVE AI
LLM
RAG
AGENTS

A pergunta correta continua:

Qual problema estamos tentando resolver?

Antes de colocar um agente de IA em produção, precisamos discutir:

  • objetivo;

  • dados;

  • permissões;

  • segurança;

  • validação;

  • auditoria;

  • responsabilidade;

  • métricas;

  • intervenção humana.

IA não elimina gestão.

Pode tornar boa gestão ainda mais necessária.


🏯 CAPÍTULO 17 — O GERENTE REALMENTE DESAPARECEU?

A previsão dizia:

“O atual gerente de informática vai desaparecer lentamente.”

Curiosamente, aconteceu algo parecido.

Não desapareceu a liderança tecnológica.

Ela se multiplicou.

Surgiram funções como:

CIO
CTO
CISO
CHIEF DATA OFFICER
CHIEF DIGITAL OFFICER
VP ENGINEERING

A antiga função explodiu em diversas especialidades.

O gerente responsável por “computadores” transformou-se em executivos responsáveis por diferentes dimensões da tecnologia empresarial.

Portanto, a previsão continha um paradoxo maravilhoso:

o gerente de informática morreria justamente porque informática se tornaria importante demais.


🧙 CAPÍTULO 18 — A ÚLTIMA LIÇÃO DE CRY

Para o programador COBOL iniciante, existe uma mensagem importantíssima aqui.

No começo você aprenderá:

IDENTIFICATION DIVISION
ENVIRONMENT DIVISION
DATA DIVISION
PROCEDURE DIVISION

Depois:

JCL

Depois:

VSAM
Db2
CICS
MQ
RACF

Mas continue subindo.

Pergunte:

Por que esse programa existe?
        ↓
Qual processo ele suporta?
        ↓
Quem utiliza esse processo?
        ↓
Que regra empresarial existe aqui?
        ↓
Que risco esse programa controla?
        ↓
Quanto dinheiro passa por ele?
        ↓
O que acontece se ele parar?
        ↓
Por que a empresa precisa dele?

Nesse momento você deixa de conhecer apenas código.

Começa a conhecer sistemas.

Depois deixa de conhecer apenas sistemas.

Começa a conhecer negócios.

Esse é um salto extraordinário na carreira.


👻 EPÍLOGO — CRY FINALMENTE CONSEGUIU SE APOSENTAR?

Naturalmente não.

Cry treinou um sucessor.

Documentou processos.

Criou políticas.

Protegeu bibliotecas.

Montou equipes multidisciplinares.

Alinhou tecnologia à estratégia.

Passou a tratar usuários como clientes.

Criou planejamento sucessório.

Explicou riscos para a presidência.

Implementou governança.

Modernizou aplicações.

Integrações foram criadas.

APIs chegaram ao CICS.

COBOL continuou processando transações.

IA começou a ajudar na análise de sistemas legados.

Finalmente Cry apareceu diante do presidente.

— Agora existe uma organização capaz de funcionar sem mim. Posso me aposentar?

O presidente sorriu.

— Excelente trabalho, Cry.

Cry sorriu também.

— Então...

— Por isso decidimos promovê-lo.

Silêncio.

Ao longe, um operador percebeu algo estranho no console.

18:03:17  EXECUTIVE ABEND DETECTED
18:03:17  REASON: PROMOTION
18:03:17  ACTION: CONTACT CRY ANDRICH

Sim.

03:17 estava lá.

Quem conhece, conhece. ☕

E talvez essa seja a maior ironia daquela antiga previsão sobre o gerente de informática.

O computador ficou menor.

Depois ficou distribuído.

Depois virtual.

Depois foi para cloud.

Depois ganhou APIs.

Depois começou a conversar conosco.

Agora existem modelos generativos e agentes capazes de executar tarefas.

Mas a pergunta fundamental continua exatamente onde estava:

O que o cliente realmente precisa?

Um IBM Z pode executar bilhões de transações.

COBOL pode sobreviver por décadas.

Cloud pode entregar capacidade em minutos.

Uma IA pode analisar milhões de informações.

Mas nenhuma tecnologia transforma automaticamente capacidade técnica em propósito empresarial.

É por isso que o executivo de informática descrito como estando “em perigo” não precisava simplesmente aprender mais tecnologia.

Precisava compreender algo muito maior:

pessoas, clientes, processos, estratégia e mudança.

O programador COBOL que compreender essa lição cedo terá uma enorme vantagem.

Porque um dia alguém poderá perguntar:

— Você sabe COBOL?

Você responderá:

— Sim.

— CICS?

— Sim.

— Db2?

— Sim.

— Mainframe?

— Sim.

Então virá a pergunta realmente importante:

“Você entende por que esse sistema existe?”

Nesse momento não procure a resposta no manual do COBOL.

Não estará lá.

Olhe para o negócio.

Olhe para as pessoas.

Olhe para o cliente.

E lembre-se da primeira regra da dungeon:

       0317-REGRA-DE-OURO.

           IF TECNOLOGIA > NECESSIDADE-DO-CLIENTE
               DISPLAY
               'VOCE PROVAVELMENTE ESTA RESOLVENDO'
               ' O PROBLEMA ERRADO'
           ELSE
               PERFORM ENTENDER-O-PROBLEMA
               PERFORM ESCOLHER-A-TECNOLOGIA
               PERFORM MEDIR-O-RESULTADO
           END-IF.

Porque linguagens mudam.

Máquinas mudam.

Cargos mudam.

Buzzwords mudam.

Até o gerente de informática mudou de nome.

Mas compreender qual problema precisa ser resolvido, para quem, por quê e com quais consequências continua sendo uma das habilidades mais valiosas da computação.

READY

WHAT DOES THE CLIENT ACTUALLY NEED?

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quinta-feira, 2 de março de 2017

O Tríplice Alicerce da Informática: Hardware, Software e Peopleware

 

Bellacosa Mainframe e o triplice alicerce da informatica hardware software e peopleware

☕ O Holocron do Padawan COBOL

O Tríplice Alicerce da Informática: Hardware, Software e Peopleware

Existe uma armadilha muito comum para quem está iniciando na área de tecnologia.

O programador júnior costuma acreditar que informática é apenas escrever código.

O administrador de sistemas imagina que tudo se resume a servidores.

O usuário acredita que basta apertar um botão e esperar.

Na prática, a informática moderna é sustentada por três grandes pilares.

São eles:

  • Hardware

  • Software

  • Peopleware

Se um deles falhar, todo o ecossistema entra em desequilíbrio.

Para um Programador COBOL Jr., compreender esses três fundamentos é tão importante quanto aprender PIC X(10), EXEC CICS, SQLCODE ou IDCAMS.

Porque um sistema bancário não é apenas um programa COBOL.

Ele é uma enorme engrenagem composta por pessoas, processos, equipamentos, sistemas operacionais, redes, bancos de dados e conhecimento acumulado durante décadas.

Vamos explorar esse universo.


O Primeiro Alicerce: Hardware

Hardware é tudo aquilo que podemos tocar.

São os componentes físicos de um sistema computacional.

Podemos pensar no hardware como sendo o corpo humano.

Os músculos.

Os ossos.

Os órgãos.

A estrutura material.

Exemplos:

Notebook

Desktop

Servidor

Mainframe

Disco SSD

Fita magnética

Teclado

Monitor

Switch

Roteador

Placa de rede

Processador

Memória

No mundo IBM Z, o hardware possui uma sofisticação enorme.

Exemplos:

IBM z16

IBM z17

Processadores IFL

CP

zIIP

SAP

Canais FICON

DASD

Tape Libraries


O que um COBOL Jr precisa entender sobre hardware?

Muito mais do que parece.

Por exemplo.

Quando escrevemos:

OPEN INPUT CLIENTES

Parece simples.

Mas internamente acontece algo impressionante.

O programa solicita acesso ao dataset.

↓

O z/OS consulta o catálogo.

↓

Descobre em qual volume está.

↓

Envia requisição ao subsistema de I/O.

↓

Os canais FICON processam a leitura.

↓

O controlador do storage recebe.

↓

Os discos entregam os blocos.

↓

A memória recebe.

↓

O COBOL finalmente acessa o registro.

Talvez em menos de um milissegundo.

Mas dezenas de componentes participaram.


CPU

É o cérebro.

Executa instruções.

Soma.

Subtrai.

Compara.

Move dados.

COBOL:

ADD 1 TO CONTADOR

Vira instruções de máquina.

O processador executa.

Bilhões por segundo.


Memória

É onde os programas vivem enquanto estão executando.

WORKING-STORAGE.

Buffers.

Tabelas.

Caches.

Áreas de comunicação.

Exemplo:

01 WS-NOME PIC X(50).

Está em memória.

Não em disco.


Disco

Armazenamento permanente.

Datasets.

VSAM.

DB2.

Logs.

JCL.

Load Modules.

Exemplo:

//ARQ DD DSN=EMPRESA.CLIENTE.MESTRE

Está fisicamente em um disco.


Rede

Liga computadores.

Permite APIs.

MQ.

FTP.

TN3270.

REST.

Web Services.


Hardware é caro?

Sim.

Muito.

Um IBM Z pode custar milhões de dólares.

Mas também pode processar milhares de transações por segundo.

Com disponibilidade próxima de:

99,999%

Cinco noves.

Poucos segundos de indisponibilidade por ano.


O Segundo Alicerce: Software

Se hardware é o corpo...

Software é a mente.

É a inteligência.

As instruções.

Os algoritmos.

As regras.


O que é software?

É um conjunto de programas.

Sequências de comandos.

Dados.

Configurações.

Documentação.

Procedimentos.

Tudo que diz ao hardware o que fazer.


Tipos de software

Podemos dividir em categorias.

Software de Sistema

Controla a máquina.

Exemplos:

Windows

Linux

z/OS

AIX

z/VM

Hypervisor


Software Aplicativo

Resolve problemas do negócio.

Internet Banking.

ERP.

Folha.

CRM.

No Mainframe:

Sistema bancário.

Sistema previdenciário.

Seguros.

Cartões.


Middleware

Fica entre sistemas.

Exemplos:

CICS

IMS

MQ

Kafka

Tomcat

Websphere

z/OS Connect


Ferramentas

Editores.

Compiladores.

IDEs.

Git.

Zowe.

Ansible.

VSCode.

SDSF.

ISPF.


O programa COBOL é software

Imagine:

IF SALDO < VALOR
   DISPLAY "NEGADO"
END-IF

O hardware não entende isso.

Ele entende:

101011100001

Instruções binárias.

Quem converte?

Compilador.


O compilador

Traduz COBOL.

Gera código objeto.

Binder.

Load Module.

Executável.

Fluxo:

COBOL

↓

Objeto

↓

Link Edit

↓

LOADLIB

↓

Execução


Sistemas Operacionais

São maestros.

Coordenam tudo.

CPU.

Memória.

Arquivos.

Impressoras.

Usuários.


No z/OS:

WLM

JES2

RACF

SMS

RMF

SMF

TCPIP

Trabalham juntos.


Exemplo

Você submete:

//STEP01 EXEC PGM=PGM0001

JES2 recebe.

Agenda.

Executa.

Monitora.

Captura mensagens.

Libera saída.


Software envelhece?

Sim.

Muito.

Não fisicamente.

Mas tecnologicamente.

Exemplo:

COBOL 74

COBOL 85

Enterprise COBOL 6.5


Sistemas precisam:

Correções

Patches

Atualizações

Refatoração


O Terceiro Alicerce: Peopleware

Aqui está o componente mais importante.

E também o mais difícil.

Porque computadores não brigam.

Não ficam cansados.

Não pedem demissão.

Não esquecem procedimentos.

Pessoas fazem tudo isso.

Peopleware é o conjunto de seres humanos envolvidos com tecnologia.


Quem faz parte do Peopleware?

Muita gente.

Programadores

Analistas

DBAs

Sysprogs

Arquitetos

Gerentes

Operadores

QA

Scrum Masters

Auditores

Usuários finais

Executivos

Fornecedor

Consultor

Instrutor


Um exemplo bancário

Cliente faz PIX.

Quem participa?

Cliente

Aplicativo

Desenvolvedor COBOL

DBA

Administrador MQ

Equipe de rede

Sysprog

Segurança

Operação

Help Desk

Gestor

Auditoria


Dezenas de pessoas.


O Peopleware é o fator crítico

Podemos comprar:

Servidor.

Storage.

Licenças.

IA.

Cloud.

Mas conhecimento?

Não.

Ele precisa ser desenvolvido.


O problema da perda de conhecimento

Imagine.

Empresa possui:

30 milhões de linhas COBOL.

Programador aposentou.

Documentação inexistente.

Comentários ausentes.

Ninguém entende.

Crise.


Peopleware significa:

Treinar.

Documentar.

Compartilhar.

Mentorar.

Ensinar.


O Programador Sênior

É uma biblioteca viva.

Conhece:

ABENDs

Datasets

JCL

CICS

Negócio

Regras fiscais

Histórico

Decisões antigas


Um júnior aprende muito observando.


Soft Skills

Peopleware não é apenas conhecimento técnico.

É relacionamento.


Comunicação

Empatia

Escuta

Negociação

Organização

Liderança


Exemplo

Junior:

O programa está errado.

Sênior:

Qual cenário reproduz o problema?

Muito melhor.


Trabalho em equipe

Um sistema complexo nunca é feito sozinho.

Exemplo:

Programador faz código.

↓

QA testa.

↓

DBA cria índices.

↓

Sysprog instala.

↓

Operação agenda.

↓

Negócio aprova.

↓

Produção libera.


O equilíbrio entre os três pilares

Podemos imaginar um tripé.

Caso 1

Hardware excelente.

Software ruim.

Peopleware desorganizado.

Resultado:

Fracasso.


Caso 2

Equipe brilhante.

Hardware insuficiente.

Resultado:

Lentidão.


Caso 3

Equipamentos modernos.

Equipe competente.

Software legado mal escrito.

Resultado:

Manutenção cara.


Caso ideal

Hardware adequado.

Software bem projetado.

Peopleware capacitado.

Resultado:

Estabilidade.

Escalabilidade.

Segurança.

Disponibilidade.


Como isso aparece no IBM Z?

Um exemplo bastante próximo da realidade.

Hardware

IBM z17

Storage DS8000

FICON

Criptografia embarcada


Software

z/OS

COBOL 6.5

DB2 13

CICS TS

MQ

RACF


Peopleware

Programadores COBOL

DBA DB2

Sysprog

Administrador CICS

Segurança

Operação

Arquitetos

Negócio


O cliente acessa o aplicativo pelo celular.

Em dois segundos recebe a resposta.

Por trás disso existem milhares de elementos trabalhando em conjunto.


A Informática Moderna Adicionou um Quarto Pilar?

Alguns especialistas defendem que hoje existe um quarto elemento.

Data (Dados)

Porque dados se tornaram ativos estratégicos.

Empresas vivem de dados.

Bancos.

Hospitais.

Varejo.

Streaming.

IA depende de dados.

Machine Learning depende de dados.

Analytics depende de dados.

Mas, tradicionalmente, a maior parte da literatura continua tratando a informática como sustentada principalmente pelo Hardware, Software e Peopleware, sendo os dados considerados um recurso administrado por esses três pilares.


O que um Padawan COBOL deve fazer?

Sugestão de evolução profissional:

1º mês

Aprender COBOL básico.

2º mês

Aprender JCL.

3º mês

Entender datasets.

4º mês

Conhecer DB2.

5º mês

Estudar CICS.

6º mês

Aprender arquitetura IBM Z.

7º mês

Conversar com operadores.

8º mês

Acompanhar um DBA.

9º mês

Entender o trabalho de um Sysprog.

10º mês

Estudar RACF.

11º mês

Praticar documentação.

12º mês

Mentorar outro iniciante.


Considerações Finais

O maior erro de um profissional iniciante é acreditar que informática é apenas programação.

Um programa COBOL não existe isoladamente. Ele depende de processadores, memória, discos, sistemas operacionais, compiladores, redes, bancos de dados, equipes de infraestrutura, analistas de negócio, operadores, administradores e usuários.

O hardware fornece a força física.

O software fornece a lógica e a inteligência.

O peopleware fornece experiência, criatividade, disciplina e conhecimento acumulado.

Quando um Padawan COBOL compreende esse tríplice alicerce, ele deixa de enxergar apenas linhas de código e começa a perceber algo muito maior: um ecossistema vivo, onde tecnologia e pessoas colaboram para manter funcionando bancos, seguradoras, governos, hospitais e empresas que atendem milhões de pessoas todos os dias. Em muitos ambientes corporativos, especialmente no IBM Z, o verdadeiro diferencial não está apenas na potência das máquinas ou na qualidade do software, mas na capacidade das equipes de preservar conhecimento, compartilhar experiência e evoluir continuamente. É isso que transforma um simples programador em um profissional capaz de compreender a alma dos sistemas que sustentam o mundo moderno.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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