quinta-feira, 12 de junho de 2025

COBOL: de 1959 até hoje — quando o código atravessa décadas sem pedir aposentadoria.

 

💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Chronicles

“COBOL: de 1959 até hoje — quando o código atravessa décadas sem pedir aposentadoria.”


Há linguagens que nascem modinha.
Há linguagens que viram tese acadêmica.
E há o COBOL, que nasceu em 1959 e simplesmente se recusou a morrer — porque alguém precisava rodar o mundo real: folha, banco, seguro, governo, avião no ar e salário no fim do mês.

Hoje vamos fazer uma linha do tempo completa do COBOL no Mainframe, do nariz de foguete dos anos 50 até o Enterprise COBOL moderno, com comentários, curiosidades, easter eggs e aquele café forte do Bellacosa Mainframe.

Senta que lá vem história. ☕




🕰️ 1959 — COBOL nasce

COBOL (Common Business-Oriented Language)
Criado por um comitê liderado por Charles A. Phillips e Joseph Wegstein


🔹 O que havia de novo:

  • Linguagem quase em inglês

  • Pensada em humanos e não técnicos de informatica.

  • Foco em negócios, não em matemática

  • Independência de hardware (uma heresia para a época)

🔹 Equipe criadora do COBOL, listagem não exaustiva:

Alfred Asch (U.S. Air Force)
Benjamin Cheydleur (RCA)
Charles Gaudette (Minneapolis-Honeywell)
Daniel Goldstein (Univac)
Frances “Betty” Holberton (David Taylor Model Basin)
Gertrude Tierney (IBM)
Howard Bromberg (RCA)
Jean Sammet (Sylvania)
Joseph Wegstein (National Bureau of Standards)
Mary Hawes (Burroughs)
Norman Discount (RCA)
Vernon Reeves (Sylvania)
William Logan (Burroughs)
William Selden (IBM)

🧠 Curiosidade:
Grace Hopper odiava linguagens “ilegíveis”. O COBOL nasceu para ser lido por gerentes — ironicamente, só programadores entendem até hoje.

🥚 Easter egg:
O verbo ADD A TO B GIVING C é praticamente poesia corporativa.





🕰️ 1968 — COBOL ANSI 68

Primeira padronização oficial.

🔹 Novidades:

  • Estrutura formal

  • Maior portabilidade

  • Divisão clara em IDENTIFICATION, ENVIRONMENT, DATA e PROCEDURE

🧠 Comentário Bellacosa:
Aqui o COBOL virou “linguagem séria”. Antes era festa; depois, contrato.




🕰️ 1974 — COBOL ANSI 74

A versão que dominou os mainframes por décadas.

🔹 Novidades:

  • IF/ELSE estruturado

  • PERFORM mais poderoso

  • Adeus aos GO TO anárquicos (ou quase)

🧠 Curiosidade:
Boa parte do código que rodou no Y2K ainda era ANSI 74.




🕰️ 1985 — COBOL ANSI 85

O COBOL aprende boas maneiras.

🔹 Novidades:

  • Scope terminators (END-IF, END-PERFORM)

  • Código mais legível

  • Base do COBOL “estruturado”

🥚 Easter egg:
Muita gente ainda hoje esquece o END-IF e culpa o compilador.


🕰️ Anos 80 — COBOL VS / VS II (IBM)

O COBOL entra no reino do MVS.

🔹 Novidades:

  • Integração forte com JCL

  • Batch pesado

  • Performance absurda para a época

🧠 Comentário Bellacosa:
Aqui o COBOL virou músculo. Forte, bruto e confiável.


🕰️ 1991 — COBOL/370

Primeiro grande passo rumo ao “Enterprise”.

🔹 Novidades:

  • Melhor otimização

  • Suporte avançado a CICS e DB2

  • Integração com arquitetura System/370


🕰️ 1994 — Enterprise COBOL 3.2

🔥 Marco histórico.

🔹 O que há de novo:

  • Language Environment (LE)

  • Runtime comum com PL/I e C

  • Otimização real de código

🧠 Curiosidade:
Muitos chamam o LE de “chatice”. Até o primeiro dump bem explicado salvar seu emprego.

🥚 Easter egg:
CEE3ABD virou melhor amigo de quem debuga madrugada.


🕰️ 1996 — Enterprise COBOL 3.3

O compilador do Bug do Milênio.

🔹 Novidades:

  • Melhor I/O

  • Mais estabilidade

  • Código gerado mais rápido

🧠 Comentário Bellacosa:
Se o mundo não acabou em 01/01/2000, agradeça ao COBOL 3.3.


🕰️ 2001 — Enterprise COBOL 3.1 (z/OS)

Transição definitiva para o z/OS.

🔹 Novidades:

  • Unicode (primeiros passos)

  • Melhor integração com ambientes modernos

  • Visão “enterprise de verdade”

🧠 Curiosidade:
Aqui o COBOL começou a flertar com XML… timidamente.


🕰️ 2007 — Enterprise COBOL 4.1

O salto tecnológico.

🔹 Novidades:

  • Arquitetura 64 bits

  • Suporte a XML nativo

  • Melhor interoperabilidade

🥚 Easter egg:
Muita gente demorou anos para sair do 3.3 por medo.


🕰️ 2010 — Enterprise COBOL 5.1

COBOL moderno sem pedir desculpas.

🔹 Novidades:

  • Performance absurda

  • Melhor otimização para hardware z

  • Preparação para serviços

🧠 Comentário Bellacosa:
Aqui o COBOL começa a humilhar linguagens modernas em benchmark.


🕰️ 2016 — Enterprise COBOL 6.1

O COBOL acorda para o século XXI.

🔹 Novidades:

  • Melhor uso de CPU

  • Integração com DevOps

  • Compilador mais inteligente

🥚 Easter egg:
Compila mais rápido, roda mais rápido… e ainda reclamam.


🕰️ 2019–2022 — Enterprise COBOL 6.2 / 6.3 / 6.4

O COBOL sem vergonha de ser moderno.

🔹 Novidades:

  • Melhor suporte a APIs

  • Integração com pipelines

  • Foco em cloud híbrida e z/OS Connect

🧠 Curiosidade:
COBOL virou backend de API REST. Sim, isso é real.


🕰️ 2023–2025 — Enterprise COBOL 6.5 (atual)

O COBOL que ri do etarismo.

🔹 O que há de novo:

  • Performance ainda maior

  • Melhor diagnóstico

  • Alinhamento com z/OS moderno, containers e automação

  • Funções intrínsecas criadas pelo programador

🧠 Comentário Bellacosa:
Enquanto discutem se COBOL morreu, ele roda bilhões de transações por dia.


☕ Conclusão Bellacosa Mainframe

COBOL não sobreviveu apesar do tempo.
Ele sobreviveu porque o tempo precisava dele.

De 1959 até hoje:

  • Mudou

  • Evoluiu

  • Aprendeu XML, API, DevOps, Unicode e JSON
    Mas nunca perdeu seu propósito: fazer o negócio rodar.

“COBOL não é velho.
Velho é sistema que cai.”
El Jefe Midnight Lunch



Fonte: https://www.ibm.com/docs/pt-br/cobol-zos/6.5.0?topic=overview-cobol-compiler-versions-required-runtimes-support-information 


Tabela 1. Nomes de compiladores COBOL, versões e releases, identificadores de produtos, datas GA e EOS e tempos de execução necessários
Compilador
Versão, liberação e nível de modificação
Identificador de produto (PID)
Data de disponibilidade geral (GA)
(Ano-Mês-Dia)
Data do fim do suporte (EOS)1
(Ano-Mês-Dia)
Tempos de execução necessários2
OS/VS COBOL1.2.1----
OS/VS COBOL1.2.2----
OS/VS COBOL1.2.35740-CB11974-09-231999-12-31
  • Biblioteca de tempo de execução COBOL OS/VS; ou
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
OS/VS COBOL1.2.45740-CB11976-09-231999-12-31
  • Biblioteca de tempo de execução COBOL OS/VS; ou
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.15668-9581985-10-011997-06-30
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.25668-9581986-12-191997-06-30
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.335668-9581988-12-161996-06-30
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.435668-9581993-03-122001-03-31
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
COBOL/370
1.15688-1971991-12-201997-09-30z/OS Language Environment
COBOL para MVS & VM
1.25688-1971995-10-272001-12-31z/OS Language Environment
COBOL for OS/390® & VM
2.135648-A251997-05-232004-12-31z/OS Language Environment
COBOL for OS/390 & VM
2.235648-A252000-09-292004-12-31z/OS Language Environment
Enterprise COBOL for z/OS®
3.15655-G532001-11-302004-04z/OS Language Environment
Enterprise COBOL for z/OS
3.25655-G532002-09-272005-10-03z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
3.35655-G532004-02-272007-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
3.45655-G532005-07-012015-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
4.15655-S712007-12-142014-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
4.25655-S712009-08-282022-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
5.15655-W322013-06-212020-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
5.25655-W322015 -02-272020-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
6.15655-EC62016-03-182022-09-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
6.25655-EC62017-09-082024-09-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
6.35655-EC62019-09-062025-09-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL 
Enterprise COBOL para z/OS
6.45655-EC62022-05-27A ser determinadoz/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
6.55655-EC62025-06-13A ser determinadoz/OS Language Environment

 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

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quarta-feira, 4 de junho de 2025

🎮 YUU KAMIYA — O BRASILEIRO QUE FEZ O JAPÃO JOGAR

 


🎮 YUU KAMIYA — O BRASILEIRO QUE FEZ O JAPÃO JOGAR

🌎 INFÂNCIA ENTRE DOIS MUNDOS

Yuu Kamiya nasceu em Brasília, no coração do Brasil, em 1984.
Filho de imigrantes japoneses, cresceu entre duas culturas: o ritmo quente da infância brasileira e a disciplina reservada da herança nipônica.
Ainda menino, já demonstrava uma imaginação fora do comum — desenhava mundos, máquinas e personagens em cadernos enquanto devorava mangás e RPGs.

Quando adolescente, sua família retornou ao Japão, onde ele enfrentou o típico choque cultural inverso: o brasileiro animado que precisava se encaixar na formalidade japonesa.
Foi dessa colisão de mundos que nasceu o autor que desafiaria convenções — um filósofo lúdico, um artista de fronteira.


🧩 INÍCIO DE CARREIRA: O DESIGNER DE IDEIAS

Antes de ser romancista, Kamiya trabalhou como ilustrador e designer de jogos.
Sua mente visual e lógica o levou a criar conceitos com estrutura e regras, como se cada história fosse um jogo que o leitor precisa decifrar.
Essa influência de game design se tornaria a marca registrada da sua obra mais famosa:

“No Game No Life” — um universo onde vencer é a única forma de existir.


♟️ NO GAME NO LIFE — O MUNDO COMO TABULEIRO

  • Título original: ノーゲーム・ノーライフ

  • Publicação: 2012 (MF Bunko J / Media Factory)

  • Adaptação em anime: 2014 (Madhouse)

  • Gênero: Fantasia, comédia, lógica, isekai

  • Volumes publicados: 11 (em andamento)

A trama gira em torno dos irmãos Sora e Shiro, dois gênios hikikomori conhecidos no mundo dos jogos como Blank (空白) — invencíveis em qualquer desafio.
Um dia, eles são transportados para Disboard, um mundo onde tudo é decidido por jogos, e a violência é proibida.
Ali, lógica, blefe e inteligência são as armas supremas.

“Se o mundo é injusto, nós o hackeamos com as regras certas.” — Sora

O estilo de Kamiya combina diálogo afiado, simbolismo matemático e metáforas existenciais — uma espécie de xadrez entre o homem e o destino.
É filosofia disfarçada de anime colorido.


🪶 OUTROS TRABALHOS E CONTRIBUIÇÕES

Antes de No Game No Life, Kamiya já era conhecido no meio literário:

  • A Dark Rabbit Has Seven Lives (Itsuka Tenma no Kuro Usagi)2009

    • Trabalhou como ilustrador das light novels de Takaya Kagami.

    • Foi ali que seu traço ganhou visibilidade — mistura de luz e caos.

  • Clockwork Planet (クロックワーク・プラネット)2013

    • Coautor junto de Tsubaki Himana.

    • Um universo movido por engrenagens, onde o mundo foi reconstruído mecanicamente.

    • Adaptação em anime em 2017.

    • Dica Bellacosa: Um delírio steampunk sobre tempo, destino e humanidade.


❤️ VIDA PESSOAL: AMOR E ARTE

Yuu Kamiya é casado com Mashiro Hiiragi, também artista e ilustradora.
Ela é coautora e designer de personagens em parte dos trabalhos de Kamiya.
O casal vive uma verdadeira parceria criativa, quase como os irmãos Sora e Shiro:
um raciocina as ideias, o outro as transforma em imagem.

Kamiya é conhecido por ser reservado, avesso a aparições públicas, e frequentemente comenta sobre pressão e saúde — pausando a série No Game No Life várias vezes para cuidar de si.

Ele mesmo disse: “A mente criativa é como um motor de alta rotação — precisa de freio, ou quebra.”


🧠 ESTILO LITERÁRIO

  • Matemático e metalinguístico: tudo em No Game No Life segue lógica formal — mesmo os absurdos têm regras.

  • Ironicamente filosófico: a dúvida é constante, mas a crença no intelecto é inabalável.

  • Visualmente vibrante: cada página parece um jogo visual — palavras, cores e ritmo se entrelaçam.

  • Humor inteligente: ele brinca com o leitor, quebra a quarta parede e ri da própria genialidade.


🕹️ PRINCIPAL PERSONAGEM: SORA

O alter ego de Yuu Kamiya.
Sora é carismático, manipulador, autoconfiante — mas por dentro, teme o fracasso e a solidão.
É o reflexo do autor: o garoto que vive entre dois mundos, lutando contra regras que ele mesmo quer reinventar.

“Jogos são a forma mais pura de verdade, porque ambos os lados concordam com as regras.” — Sora

Dica Bellacosa: observe como Sora representa o “homem que desafia o sistema”. Ele não luta com espadas, mas com lógica — uma crítica velada à meritocracia moderna.


🌸 CURIOSIDADES BELLACOSA

  • Yuu Kamiya é o primeiro brasileiro a criar uma light novel adaptada em anime no Japão.

  • É fluente em português, japonês e inglês — e costuma misturar expressões das três línguas em entrevistas.

  • É fã confesso de Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias) e Evangelion.

  • Costuma dizer que sua maior inspiração é o “fracasso humano” — e o modo como transformamos dor em lógica.

  • Há uma teoria entre fãs de que Sora e Shiro representam “as duas metades da mente criativa de Kamiya”.


🎭 LEGADO

Yuu Kamiya é um símbolo de ruptura:
um brasileiro que conquistou o Japão não pela espada, mas pela palavra.
Se Osamu Tezuka construiu o corpo do mangá, Kamiya moldou o espírito digital da nova geração otaku — onde cada decisão é um jogo e cada erro, uma jogada de aprendizado.

Ele nos lembra que imaginação não tem passaporte, e que os mundos que criamos — mesmo que digitais — são, no fundo, reflexos do que queremos ser.


CONCLUSÃO AO ESTILO BELLACOSA

Yuu Kamiya é o jogador que nunca saiu do tabuleiro.
Enquanto o mundo tenta seguir regras, ele cria novas.
Enquanto outros contam histórias, ele escreve equações emocionais.

Um brasileiro em Disboard, um autor que transformou o raciocínio em arte e o impossível em jogo.
E talvez essa seja sua maior lição:

“O mundo é um jogo injusto — então, aprenda as regras, e ganhe de quem as criou.”

sábado, 31 de maio de 2025

Chegou a versão 6.5 do Cobol Mainframe

Excelente noticia para o Mundo COBOL, foi anunciado o lançamento da versão 6.5 em 2025. 

 Veja algumas das novidades em primeira mão: Novo modo de otimização ARCH(15), NUMCHECK para validar variaveis numericas decimais compactadas e zonadas, otimizações que pode chegar em até 64% de economia de CPU, a chegada do acesso a banco de dados NOSQL através do VSAMDB, melhoria no acesso a JSON, o usuario além de criar novas funções intrisicas, agora poderá criar Tipo de variaveis e também uso do SMARTBIN. Guarde essa data: 13/06/2025!!!! #ibm #mainframe #cobol65 #numcheck #arch15 #nosql #vsamdb #json #smartbin #migrate #cd #novolatile #version #update