quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

15 animes em que o protagonista é morto-vivo (undead)

 


Falando sobre mortos-vivos no mundo Anime

O universo dos animes sobre mortos-vivos é mais amplo e variado do que poderíamos imaginar à primeira vista. Longe de ser apenas histórias de terror com criaturas lentas e famintas, esses animes exploram temas tão diversos como sobrevivência, identidade, humor, amor e até reflexão sobre o significado da vida diante da morte. Em muitas dessas obras, os mortos-vivos não são apenas antagonistas — eles podem ser protagonistas, símbolos ou fundos narrativos ricos em significado.

Um dos títulos mais conhecidos recentemente é Zom 100: Bucket List of the Dead, no qual a chegada de um apocalipse zumbi vira, paradoxalmente, uma oportunidade para o protagonista, Akira Tendo, viver verdadeiramente. Preso em um emprego sufocante e sem motivação, ele decide fazer uma lista de tudo que quer fazer antes de se tornar zumbi, encarando o fim do mundo com humor, coragem e uma vontade de aproveitar a vida intensamente. A obra mistura ação, comédia e crítica social, transformando um cenário apocalíptico em um catalisador de autodescoberta e amizade. 

Outra abordagem única aparece em Zombie Land Saga. Ao contrário das narrativas convencionais de horror, esta série combina o conceito de mortos-vivos com o mundo das ídols japonesas. Sakura Minamoto, juntamente com outras cinco garotas de diferentes épocas, é ressuscitada como zumbi para formar um grupo musical e revitalizar a cena cultural da prefeitura de Saga. O anime cria um contraste marcante entre a inevitabilidade da morte e a energia vibrante do showbiz, transformando os mortos-vivos em performers cativantes e, frequentemente, hilários. 

Há também obras que mergulham mais fundo no lado sombrio ou tradicional do mito zumbi. Corpse Princess (Shikabane Hime) narra a história de Makina Hoshimura, uma jovem ressuscitada como uma espécie de zumbi guerreira que deve caçar outros mortos-vivos para alcançar a salvação. Aqui, a narrativa combina elementos sobrenaturais com ação intensa e busca por redenção, transformando o morto-vivo em protagonista de um conflito espiritual e físico. 

Em Sankarea: Undying Love, o foco é mais íntimo e introspectivo. A história começa com um jovem obcecado por zumbis que cria uma poção de ressurreição — inicialmente pensando em trazer seu gato de volta — e acaba trazendo à vida uma garota que se torna sua namorada zumbi. O anime explora não apenas os aspectos bizarras dessa situação, mas também temas de amor, perda, família e o que significa permanecer humano mesmo depois da morte. 

Embora nem todos os animes de mortos-vivos apresentem zumbis clássicos, muitos reinterpretam o conceito. Kabaneri of the Iron Fortress, por exemplo, se passa em um mundo pós-apocalíptico onde uma infecção transforma humanos em criaturas agressivas — os Kabane. A luta pela sobrevivência em trens blindados e fortalezas, assim como a transformação do protagonista Ikoma em híbrido humano/kabane, adiciona uma camada dramática à narrativa tradicional de mortos-vivos. 

Além desses, há obras mais experimentais e de nicho que incorporam mortos-vivos como parte de um todo maior, incluindo séries com estruturas psicológicas, elementos sobrenaturais ou simplesmente comédia e paródia. Em conjunto, esses animes mostram como o tema dos mortos-vivos pode ser usado para explorar o valor da vida, a resiliência humana, a identidade e até o humor em face da mortalidade.

Em última análise, seja através da sobrevivência extrema, da reflexão existencial ou da música energética de idols ressuscitados, os animes sobre mortos-vivos nos convidam a olhar para além do horror superficial e ver como o mundo dos mortos pode enriquecer narrativas com profundidade, criatividade e emoção.

15 animes em que o protagonista é morto-vivo (undead)



🦴 1. Overlord (オーバーロード)

  • Ano: 2015

  • Sinopse: Momonga, jogador de um MMORPG, fica preso no corpo de seu avatar — um poderoso lich chamado Ainz Ooal Gown. No novo mundo, os NPCs ganham consciência e o “senhor dos mortos” precisa governar e sobreviver.

  • Dica: Protagonista undead poderoso, mas com mentalidade humana e dilemas morais — como Rentt em Nozomanu.

  • Curiosidade: O autor usou ideias de Dungeons & Dragons e EverQuest para criar o universo de Nazarick.



💀 2. Skeleton Knight in Another World (Gaikotsu Kishi-sama, Tadaima Isekai e Odekake-chuu)

  • Ano: 2022

  • Sinopse: Um gamer acorda dentro do corpo de seu personagem — um cavaleiro esqueleto totalmente equipado. Ele decide viver aventuras mantendo sua aparência aterrorizante em segredo.

  • Dica: Idêntico em conceito a Nozomanu: protagonista é um esqueleto em um mundo hostil.

  • Curiosidade: Apesar do visual sombrio, o anime tem tom leve e humor semelhante a Konosuba.



⚔️ 3. Nozomanu Fushi no Boukensha (The Unwanted Undead Adventurer)

  • Ano: 2024

  • Sinopse: Rentt, um aventureiro comum, é morto por um dragão e renasce como um esqueleto. Para sobreviver, deve evoluir até recuperar a forma humana.

  • Dica: A essência do gênero “evolução undead” — o equilíbrio entre humanidade e monstruosidade.

  • Curiosidade: A “Evolução Existencial” é inspirada em teorias de alquimia da vida e morte.



🧟‍♂️ 4. Zombie Land Saga

  • Ano: 2018

  • Sinopse: Sete garotas mortas são ressuscitadas como zumbis para formar um grupo idol e revitalizar a província de Saga.

  • Dica: Comédia e emoção em um contexto undead totalmente inusitado.

  • Curiosidade: Apesar do humor, o anime trata temas de perda, segunda chance e identidade.


🩸 5. Hellsing Ultimate

  • Ano: 2006

  • Sinopse: Alucard, um vampiro imortal e servo da organização Hellsing, caça criaturas sobrenaturais na Inglaterra.

  • Dica: Um dos “undead” mais icônicos e violentos do anime — contraste entre poder e moral.

  • Curiosidade: O nome “Alucard” é “Drácula” ao contrário — uma homenagem direta a Bram Stoker.


🧛‍♀️ 6. Vampire Hunter D: Bloodlust

  • Ano: 2000

  • Sinopse: Em um mundo gótico futurista, o meio-vampiro D caça vampiros e monstros por contrato.

  • Dica: Explora o conflito entre humanidade e imortalidade — um tema central em Nozomanu.

  • Curiosidade: O design do personagem é do renomado Yoshitaka Amano (Final Fantasy).


🪓 7. Shikabane Hime (Corpse Princess)

  • Ano: 2008

  • Sinopse: Makina Hoshimura é uma garota morta que luta como “princesa cadáver” contra mortos amaldiçoados.

  • Dica: Outro exemplo de protagonista lutando contra a própria condição de morta-viva.

  • Curiosidade: Baseado em um mangá do estúdio Gainax (Evangelion).


🧟‍♀️ 8. Highschool of the Dead

  • Ano: 2010

  • Sinopse: Um grupo de estudantes tenta sobreviver a um apocalipse zumbi.

  • Dica: Embora não tenha protagonista undead, o foco em sobrevivência e decadência lembra o início de Nozomanu.

  • Curiosidade: A série ficou incompleta após a morte do autor, Daisuke Satō.


🩸 9. Vampire Knight

  • Ano: 2008

  • Sinopse: Yuki estuda em uma escola que divide humanos e vampiros, mas descobre segredos sobre sua origem.

  • Dica: Mistura drama e imortalidade — ideal se você gosta de tramas mais emocionais e sombrias.

  • Curiosidade: Foi um dos primeiros animes shoujo a abordar vampiros com seriedade.


💀 10. Hell Girl (Jigoku Shoujo)

  • Ano: 2005

  • Sinopse: Enma Ai, uma garota morta, oferece vingança às pessoas através do “Site do Inferno”.

  • Dica: Protagonista entre vida e morte, em histórias curtas e cheias de moralidade sombria.

  • Curiosidade: Inspirou versões live-action e até uma peça teatral.


🧛 11. Castlevania (Netflix)

  • Ano: 2017

  • Sinopse: Trevor Belmont luta contra o vampiro Drácula em uma Europa medieval.

  • Dica: Embora não seja anime japonês puro, tem estética, dublagem e roteiro no mesmo estilo.

  • Curiosidade: Baseado no game Castlevania III: Dracula’s Curse da Konami.


🧟‍♂️ 12. Sankarea: Undying Love

  • Ano: 2012

  • Sinopse: Um jovem obcecado por zumbis acaba trazendo de volta à vida sua colega de escola.

  • Dica: Uma abordagem romântica sobre a “vida após a morte”.

  • Curiosidade: Apesar da comédia, o anime toca em temas de abuso e liberdade.


⚰️ 13. Dorohedoro

  • Ano: 2020

  • Sinopse: Caiman, com cabeça de lagarto e amnésia, busca quem o transformou em monstro.

  • Dica: Embora não seja “undead”, é um exemplo de perda de humanidade e busca por identidade física — mesmo tema central de Nozomanu.

  • Curiosidade: O cenário mistura magia, horror e humor negro, num estilo cyberpunk sujo e único.


🩸 14. Seraph of the End (Owari no Seraph)

  • Ano: 2015

  • Sinopse: Após um vírus eliminar adultos, vampiros escravizam as crianças sobreviventes — e um deles busca vingança.

  • Dica: Se curte mundos pós-apocalípticos e dilemas morais envolvendo seres imortais, é imperdível.

  • Curiosidade: O autor se inspirou em Attack on Titan para o tom trágico.


☠️ 15. Shisha no Teikoku (The Empire of Corpses)

  • Ano: 2015 (filme)

  • Sinopse: Em um século XIX alternativo, cadáveres são usados como força de trabalho controlada por tecnologia.

  • Dica: Combina ciência, necromancia e filosofia da alma — perfeito para quem curte o lado mais existencial de Nozomanu.

  • Curiosidade: A obra é baseada em um romance inacabado de Project Itoh, completado postumamente por Toh Enjoe.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

📘 Apostila DevOps Mainframe Jenkins, Ansible, UrbanCode Deploy e o renascimento do z/OS

 


📘 Apostila DevOps Mainframe

Jenkins, Ansible, UrbanCode Deploy e o renascimento do z/OS

Há quem ainda acredite que DevOps nasceu na cloud.
Quem viveu mainframe sabe: o mainframe sempre foi DevOps, só não chamava assim.

Muito antes de YAML, pipelines e dashboards coloridos, o IBM mainframe já praticava:

  • automação,

  • segregação de ambientes,

  • controle rigoroso de mudanças,

  • rollback planejado,

  • auditoria completa.

A diferença é que tudo isso era feito com JCL, PROCs, schedulers e disciplina operacional.
Hoje, Jenkins, Ansible e UrbanCode Deploy apenas vestem roupa nova numa mentalidade antiga e sólida.



🏛️ Um pouco de história (para colocar as coisas no lugar)

Nos anos 70, 80 e 90, o ciclo de vida de uma aplicação COBOL era rígido por necessidade:

  • DEV não era QA

  • QA não era PROD

  • PROD era sagrado

Cada passo deixava rastro. Cada job tinha dono. Cada erro custava caro.

Quando o mundo distribuído descobriu o caos de “funciona na minha máquina”, o mainframe já tinha aprendido — na dor — que processo salva sistemas.

O DevOps moderno surge tentando recuperar essa disciplina, agora com ferramentas novas.


🔧 Onde entram Jenkins, Ansible e UrbanCode no mainframe?

Jenkins — o orquestrador inquieto

No mundo IBM mainframe, o Jenkins não compila COBOL.
Ele manda o mainframe trabalhar.

Seu papel é:

  • detectar mudanças no Git,

  • iniciar pipelines,

  • submeter JCL via Zowe,

  • validar RC,

  • organizar o fluxo.

📌 Easter egg Bellacosa:
Jenkins é, na prática, um scheduler nervoso, menos paciente que o Control-M, mas muito mais falador.


Ansible — o bibliotecário organizado

Ansible traz para o z/OS algo que o mainframe sempre gostou: padronização.

Com playbooks YAML, ele:

  • copia datasets,

  • executa comandos,

  • submete jobs,

  • garante que ambientes estejam no estado correto.

📌 Curiosidade:
Para quem vem de REXX e JCL, Ansible lembra um EXECIO com esteróides, só que multiplataforma.


UrbanCode Deploy — o velho auditor que agora usa terno novo

O IBM UrbanCode Deploy (UCD) é onde o mainframe se sente em casa.

Ele entende:

  • ambientes,

  • promoção controlada,

  • aprovação,

  • rollback,

  • compliance.

UCD não é “mais um Jenkins”.
Ele é o guardião do PROD, aquele colega sisudo que pergunta:

“Tem aprovação? Tem plano de volta?”

📌 Easter egg corporativo:
Em muitos bancos, o UCD é o novo CMF disfarçado de DevOps.


🧠 Aplicação real no mundo IBM Mainframe

Um pipeline típico hoje funciona assim:

  1. COBOL versionado em Git

  2. Jenkins dispara a integração contínua

  3. JCL compila e link-edita no z/OS

  4. Ansible prepara datasets e ambientes

  5. UCD promove DEV → QA → PROD

  6. Tudo auditado, versionado e rastreável

Nada disso quebra o mainframe.
Pelo contrário: valoriza sua arquitetura.


📋 Dicas práticas de quem já viu produção cair

✔ YAML orquestra, JCL executa
✔ Nunca coloque lógica de negócio no pipeline
✔ RC é lei — ignore RC e aprenda pelo incidente
✔ PROD não é laboratório
✔ Rollback não é opcional
✔ Automação sem governança é só caos rápido


🐣 Easter eggs para os atentos

  • Jenkins + Zowe é o novo Submit Job com esteroides

  • Ansible no z/OS é o primo moderno do REXX batch

  • UCD herdou o espírito do change management clássico

  • DevOps não “modernizou” o mainframe — apenas o reencontrou


🧾 Conclusão Bellacosa

O IBM mainframe não precisa ser salvo pelo DevOps.
Ele precisa apenas ser bem apresentado às ferramentas certas.

Jenkins traz velocidade.
Ansible traz ordem.
UrbanCode traz governo.
O z/OS continua fazendo o que sempre fez melhor: rodar o mundo sem cair.

E quem domina essa integração não está preso ao passado —
está segurando o futuro com as duas mãos.


A origem do Manga

 


🏯 1. As Raízes Antigas – Séculos XII a XVII

Muito antes da palavra mangá existir, o Japão já narrava histórias por imagens.

📜 Chōjū-giga (鳥獣戯画, “Desenhos Engraçados de Animais”), criado por monges no século XII, é considerado o primeiro “mangá” da história.
Essas pinturas mostravam coelhos, sapos e macacos agindo como humanos — sátiras sociais e religiosas desenhadas em rolos de papel (emaki).

👉 Esse estilo de narrativa sequencial e humorística é o ancestral direto do mangá moderno.

Durante o período Edo (1603–1868), o Japão viveu uma explosão cultural e urbana.
Surgem os ukiyo-e — gravuras populares retratando cortesãs, samurais e cenas do cotidiano.

🎨 Mestres como Katsushika Hokusai (autor de A Grande Onda de Kanagawa) criaram livros ilustrados chamados Hokusai Manga (1814).
Foi Hokusai quem cunhou o termo “mangá”, que significa literalmente “imagens involuntárias” ou “desenhos livres”.


🇯🇵 2. O Encontro com o Ocidente – Século XIX

Com a Restauração Meiji (1868), o Japão abriu as portas ao mundo e sofreu forte influência ocidental.
Chegaram os jornais europeus, as charges políticas e os cartuns.

🗞️ Artistas japoneses começaram a misturar o humor tradicional com o traço ocidental.
Nascia o mangá moderno de jornal, que retratava política, moral e vida urbana.

👉 Revistas como Eshinbun Nipponchi (1874) já usavam a palavra “mangá” para descrever histórias curtas e cômicas, muito parecidas com tiras de jornal.


💣 3. A Guerra e a Censura – 1930 a 1945

Durante o militarismo japonês, o mangá se tornou ferramenta de propaganda.
Histórias exaltavam o nacionalismo e o sacrifício — um período sombrio para os artistas.

Mas essa limitação plantou a semente da rebeldia e da imaginação que viria depois.


🌸 4. O Pós-Guerra e o Nascimento do Mangá Moderno – 1945 em diante

Com a derrota do Japão e a ocupação americana, o país viveu uma reconstrução cultural profunda.
Nesse contexto, surge Osamu Tezuka, o grande divisor de águas.

🎬 Inspirado pela Disney e pelo cinema americano, Tezuka criou um novo tipo de narrativa:
longa, cinematográfica, emotiva e profundamente humana.

🧠 Ele introduziu:

  • Painéis com ritmo visual de filme

  • Personagens com emoções complexas

  • Temas filosóficos e éticos

  • E uma variedade de gêneros (aventura, drama, medicina, ficção científica...)

✨ Obras como Astro Boy (1952) e A Princesa e o Cavaleiro (1953) definiram o formato do mangá como conhecemos hoje.


📚 5. A Expansão e a Diversificação – Décadas de 1960 a 1990

Depois de Tezuka, vieram ondas de novos gêneros e mestres:

  • Go Nagai → Mechas e erotismo (Devilman, Mazinger Z)

  • Leiji Matsumoto → Ficção espacial (Galaxy Express 999)

  • Shotaro Ishinomori → Heróis e tokusatsu (Kamen Rider)

  • Rumiko Takahashi → Comédia romântica e fantasia (Ranma ½, Inuyasha)

  • Katsuhiro Otomo → Ficção adulta e cyberpunk (Akira)

O mangá se tornou espelho da sociedade japonesa — abordando tudo, de política a espiritualidade, de amor adolescente a guerra nuclear.


🌍 6. O Século XXI – Globalização e Cultura Pop Mundial

Nos anos 2000, o mangá conquistou o planeta.
Séries como Naruto, One Piece, Death Note, Attack on Titan e Demon Slayer transformaram o Japão em potência cultural global.

📈 Hoje, o mangá representa quase metade de todas as publicações de quadrinhos do mundo.
É estudado em universidades, inspira moda, cinema, games e arte contemporânea.


🧭 Resumo Histórico da Linha do Tempo

ÉpocaMarcoCaracterística
Século XIIChōjū-gigaSátira com animais, ancestral do mangá
Século XIXHokusai MangaTermo “mangá” nasce com Hokusai
1874Eshinbun NipponchiPrimeiras charges políticas “mangá”
1947New Treasure Island (Tezuka)Primeira narrativa moderna
1950–1970Era de OuroGêneros e mestres clássicos surgem
1980–2000Era InternacionalMangá conquista o mundo
2000–hojeEra DigitalMangá globalizado, multiplataforma

💬 Conclusão

O mangá nasceu do olhar japonês sobre a vida, mas cresceu com o mundo.
É a soma do humor dos monges, do traço dos gravuristas, da dor da guerra e da esperança da reconstrução.

🎨 Mais do que arte sequencial, o mangá é emoção em preto e branco — um espelho da alma humana traçado com tinta e paciência.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

🧙‍♂️ REXX em Modo Jedi Avançado

 


🧙‍♂️ REXX em Modo Jedi Avançado

Quando o script deixa de ser código e vira governo do sistema

“Todo mundo escreve REXX.
Poucos entendem o que realmente estão controlando.”



☕ Introdução – REXX não é uma linguagem, é uma posição de poder

No mundo distribuído, scripts automatizam tarefas.
No mainframe, REXX governa fluxos.

REXX não nasceu para competir com COBOL, PL/I ou Python.
Ele nasceu para orquestrar, colar, conectar e, quando mal usado, derrubar produção em silêncio.

Entrar no modo Jedi do REXX significa entender que:

Você não escreve REXX para resolver problemas.
Você escreve REXX para controlar o sistema que resolve problemas.


🧠 Capítulo 1 – ADDRESS: o sabre de luz do REXX

Se você só usa ADDRESS TSO, você ainda é um Padawan.

O verdadeiro poder começa quando você entende que ADDRESS é um roteador de autoridade:

  • ADDRESS TSO → usuário

  • ADDRESS ISPEXEC → interface

  • ADDRESS SDSF → JES

  • ADDRESS CONSOLE → operador

  • ADDRESS OPERCMDS → sistema

  • ADDRESS LINK / LINKMVS / LINKPGM → MVS puro

🧩 Insight Jedi

ADDRESS define quem executa.
REXX apenas decide quando.

No modo Jedi, o REXX não executa — ele coordena entidades que têm poder real.


📦 Capítulo 2 – Data Stack: o lado invisível da Força

Todo REXX poderoso depende do Data Stack.
Quem não domina a stack, não domina REXX.

O Data Stack é:

  • STDIN/STDOUT do mainframe

  • Pipe de comunicação invisível

  • Fonte de 80% dos bugs silenciosos

Jedi sabe:

  • Quando usar PUSH (LIFO)

  • Quando usar QUEUE (FIFO)

  • Quando isolar com NEWSTACK

  • Quando limpar antes de sair

Stack suja = decisão errada baseada em lixo.


🛡️ Capítulo 3 – SYSREXX: quando o script vira operador invisível

SYSREXX não é um nome bonito.
É uma categoria mental.

SYSREXX é:

  • REXX que roda sem você

  • REXX que toma decisões

  • REXX que opera produção

Ele normalmente envolve:

  • Batch

  • SDSF

  • GETMSG

  • CART

  • OPERCMDS

  • CONSOLE

Verdade desconfortável

SYSREXX mal governado é mais perigoso que operador humano.

Operador erra uma vez.
SYSREXX erra toda vez, automaticamente.


🔐 Capítulo 4 – OPERCMDS: o Dark Side do REXX

OPERCMDS é o ponto onde engenharia vira ética.

Quem usa OPERCMDS sem checklist:

  • Não está automatizando

  • Está delegando autoridade sem supervisão

Regras Jedi absolutas

  • OPERCMDS sem log é proibido

  • OPERCMDS sem GETMSG é irresponsável

  • OPERCMDS em loop é incidente garantido

  • OPERCMDS sem RACF é suicídio institucional

Não é sobre conseguir executar o comando.
É sobre merecer executar o comando.


🔗 Capítulo 5 – LINK / LINKMVS / LINKPGM: REXX como maestro

Aqui o REXX para de ser script e vira maestro de orquestra.

  • COBOL executa regra

  • ASM executa velocidade

  • Utilities executam trabalho pesado

  • REXX coordena tudo

No modo Jedi:

  • REXX não faz I/O pesado

  • REXX não replica lógica de negócio

  • REXX chama quem sabe fazer melhor

REXX não substitui COBOL.
REXX governa COBOL.


🧪 Capítulo 6 – Checklists: a diferença entre mestre e herói morto

Padawans confiam no código.
Jedis confiam em processo.

Checklist não é burocracia.
Checklist é memória externa para evitar arrogância técnica.

Checklist Jedi inclui:

  • Segurança RACF

  • Data Stack limpa

  • RC validado

  • Mensagem interpretada

  • Log auditável

  • Rollback possível

REXX sem checklist é talento desperdiçado.


⚖️ Capítulo 7 – REXX vs Shell vs Python: maturidade arquitetural

O Jedi não briga por linguagem.

Ele sabe que:

  • REXX governa o core

  • Shell conecta ao Unix

  • Python conecta ao futuro

A arquitetura madura combina, não substitui.

Trocar REXX por Python no core do z/OS não é modernização.
É amnésia técnica.


🧠 Capítulo 8 – A mentalidade Jedi REXX

Um Jedi REXX:

  • Pensa em risco antes de pensar em sintaxe

  • Prefere previsibilidade a elegância

  • Documenta o óbvio

  • Desconfia de RC=0

  • Nunca confia em automação sem auditoria

Frase final (para colar na parede do data center):

REXX não é uma linguagem de programação.
É uma linguagem de responsabilidade.


☕ Epílogo – Um Café no Bellacosa Mainframe

O REXX Jedi não aparece no LinkedIn dizendo que “automatizou tudo”.
Ele aparece quando nada quebrou.

E no mainframe, isso é o maior elogio possível.


🌌 Parte 4 – Leiji Matsumoto

 


🌌 Parte 4 – Leiji Matsumoto

🚀 O Poeta do Espaço

Com traços melancólicos e narrativas filosóficas, Matsumoto criou o universo de Galaxy Express 999 e Space Battleship Yamato.

✨ Seus heróis viajam entre estrelas, destino e solidão.
Suas obras falam da vida, da morte e da busca por significado.

🎧 Curiosidade: colaborou com o Daft Punk em Interstella 5555!

🪐 Um verdadeiro poeta cósmico.

Biografia

🌌 O Poeta Cósmico da Melancolia

Leiji Matsumoto escrevia como quem operava um sistema antigo e sábio, daqueles que não correm — orbitam. Enquanto o mangá acelerava para batalhas e impacto imediato, ele preferiu o tempo profundo, a solidão do espaço e a saudade como combustível narrativo.

Criador de Space Battleship Yamato, Galaxy Express 999 e Captain Harlock, Matsumoto transformou o espaço sideral em metáfora existencial. Suas naves não eram máquinas: eram caixões, igrejas e sonhos atravessando o vazio. Seus heróis, quase sempre solitários, lutavam não para vencer, mas para preservar dignidade em um universo indiferente.

🌠 O traço que carrega luto e esperança
Olhos grandes, corpos esguios, silêncios longos. Cada quadro parecia um log de alguém que viu demais. Marcado pela infância no Japão do pós-guerra, Matsumoto carregou para sua obra o trauma da perda, da destruição e da memória. O espaço virou refúgio — e também julgamento.

Harlock: o arquétipo do rebelde ético
O Capitão Harlock não segue leis, segue princípios. Ele é o root user da própria consciência. Em um mundo corrompido, escolhe a liberdade mesmo que isso custe tudo. Esse código moral ecoou em gerações de criadores no Japão e no Ocidente.

🛤️ Galaxy Express 999: viagens sem retorno
Cada parada era uma lição sobre humanidade, morte e desejo de imortalidade. Matsumoto ensinou que viver para sempre não é viver — é perder sentido.

Leiji Matsumoto não contou histórias para entreter. Ele deixou mensagens em garrafas estelares, esperando leitores maduros o bastante para decifrá-las.

Alguns sonham com o futuro. Matsumoto lamentou o passado para nos ensinar a ser humanos.

#LeijiMatsumoto #GalaxyExpress999 #Yamato #AnimeSpaceOpera

domingo, 21 de dezembro de 2025

📦 O que é REXX Data Stack

 


📦 O que é REXX Data Stack

📌 Conceito básico

O Data Stack é uma fila (stack/queue) de dados em memória, mantida pelo interpretador REXX, usada para:

Trocar dados entre comandos, programas e o próprio REXX, sem usar datasets.

Ele funciona como um buffer temporário de linhas.


🧠 Modelo mental simples

Imagine o Data Stack como:

  • Uma caixa de mensagens

  • Onde você empilha (PUSH) ou enfileira (QUEUE) dados

  • E depois retira (PULL / PARSE PULL)

📌 Muito parecido com:

  • STDIN / STDOUT

  • Pipe de Unix

  • Buffer de mensagens




🔁 LIFO vs FIFO

O Data Stack suporta dois comportamentos:

ComandoComportamento
PUSHLIFO (último a entrar, primeiro a sair)
QUEUEFIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair)

🔹 Comandos principais do Data Stack

1️⃣ PUSH – empilha no topo

PUSH 'LINHA1' PUSH 'LINHA2' PULL x say x /* LINHA2 */

2️⃣ QUEUE – coloca no fim da fila

QUEUE 'LINHA1' QUEUE 'LINHA2' PULL x say x /* LINHA1 */

3️⃣ PULL / PARSE PULL – retira da stack

PARSE PULL a b c

📌 Data Stack x Variáveis

AspectoVariáveisData Stack
EstruturaEscalarFila
OrdemFixaFIFO / LIFO
Uso típicoLógicaComunicação
PersistênciaApenas no scriptPode cruzar comandos

🧩 Integração com comandos do sistema

Exemplo clássico – capturar saída de comando TSO

ADDRESS TSO "LISTDSI 'USER.TEST'" PARSE PULL msg say msg

📌 O comando escreve no Data Stack
📌 O REXX lê do Data Stack


🔄 Stacks múltiplas (avançado)

REXX permite criar pilhas separadas:

ComandoFunção
NEWSTACKCria stack isolada
DELSTACKRemove stack

Exemplo

NEWSTACK QUEUE 'TEMP' PULL x say x DELSTACK

💡 Essencial para:

  • Macros ISPF

  • SYSREXX

  • Scripts grandes


🧠 Uso real no mainframe

✔ Capturar saída de:

  • TSO

  • ISPF

  • SDSF

  • OPERCMDS

✔ Passar dados entre:

  • REXX ↔ COBOL

  • REXX ↔ utilitários

✔ Evitar datasets temporários


⚠️ Erros clássicos (Easter Eggs 🥚)

❌ Esquecer de limpar stack
❌ Misturar PUSH e QUEUE sem critério
❌ Não usar NEWSTACK em macros
❌ Ler stack vazia (gera valores inesperados)


📋 Checklist rápido

  • Sei se preciso FIFO ou LIFO?

  • Stack está isolada (NEWSTACK)?

  • Stack está limpa antes de sair?

  • Uso PARSE PULL corretamente?


🧠 Frase final estilo Bellacosa Mainframe

Se você entende o Data Stack, você entende o REXX.
Ele é a ponte entre comandos, programas e o sistema.

 

🐉 Parte 3 – Go Nagai

 


🐉 Parte 3 – Go Nagai

💀 O Rebelde que Criou o Caos e os Robôs Gigantes

Inventor do mecha pilotado, criador de Mazinger Z e Devilman, Go Nagai desafiou tabus e mudou para sempre o mangá japonês.

🔥 Misturou erotismo, horror e crítica religiosa — algo impensável nos anos 70.

💡 Curiosidades:

  • Devilman influenciou Berserk e Evangelion

  • Foi censurado diversas vezes, mas nunca desistiu

  • Criou também Cutie Honey, o primeiro magical girl sensual e heroico

🚨 Go Nagai não só desenhava — ele rompia barreiras.

🤖 Biografia

🔥 O Hacker do Caos e dos Robôs Gigantes

Go Nagai entrou no cenário mangá como um mainframe sobrecarregado, reescrevendo regras de narrativa, censura e choque cultural. Enquanto muitos criavam aventuras tradicionais, ele compilava violência, erotismo e irreverência, gerando programas que ainda hoje correm em loop na memória pop japonesa.

💥 Pioneiro do impossível
Criador de Devilman, Mazinger Z e Cutie Honey, Nagai lançou paradigmas que ninguém ousava tocar: super-robôs com impacto militar, anti-heróis mergulhados em horror e sexualidade, e protagonistas que quebravam códigos morais pré-estabelecidos. Cada obra era uma sub-rotina de adrenalina e subversão, rodando direto no núcleo cultural da época.

Influência global
Mazinger Z abriu o compilador para o gênero mecha, Devilman redefiniu o horror e a tragédia no mangá, enquanto Cutie Honey introduziu sensualidade e poder feminino em tempo real. Sem ele, não existiriam clássicos modernos, nem a ousadia de autores que se aventuraram em temas sombrios e adultos.

🎭 Criador de controvérsias
Nagai sempre desafiou filtros, limites e padrões. Ele sabia que choque bem calibrado era a interface ideal para engajar leitores, questionar sociedade e expandir horizontes. Cada página era uma rotina de impacto, que fazia rir, se emocionar e refletir — às vezes tudo ao mesmo tempo.

🛡️ Legado eterno
Go Nagai não apenas escreveu histórias; ele injetou vírus de criatividade e coragem no sistema cultural japonês. Seus códigos ainda rodam: em animes, quadrinhos, jogos e até na rebeldia silenciosa de fãs que buscam o impossível.

Alguns criam entretenimento. Go Nagai hackeou o mundo.

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