Falando sobre mortos-vivos no mundo Anime
O universo dos animes sobre mortos-vivos é mais amplo e variado do que poderíamos imaginar à primeira vista. Longe de ser apenas histórias de terror com criaturas lentas e famintas, esses animes exploram temas tão diversos como sobrevivência, identidade, humor, amor e até reflexão sobre o significado da vida diante da morte. Em muitas dessas obras, os mortos-vivos não são apenas antagonistas — eles podem ser protagonistas, símbolos ou fundos narrativos ricos em significado.
Um dos títulos mais conhecidos recentemente é Zom 100: Bucket List of the Dead, no qual a chegada de um apocalipse zumbi vira, paradoxalmente, uma oportunidade para o protagonista, Akira Tendo, viver verdadeiramente. Preso em um emprego sufocante e sem motivação, ele decide fazer uma lista de tudo que quer fazer antes de se tornar zumbi, encarando o fim do mundo com humor, coragem e uma vontade de aproveitar a vida intensamente. A obra mistura ação, comédia e crítica social, transformando um cenário apocalíptico em um catalisador de autodescoberta e amizade.
Outra abordagem única aparece em Zombie Land Saga. Ao contrário das narrativas convencionais de horror, esta série combina o conceito de mortos-vivos com o mundo das ídols japonesas. Sakura Minamoto, juntamente com outras cinco garotas de diferentes épocas, é ressuscitada como zumbi para formar um grupo musical e revitalizar a cena cultural da prefeitura de Saga. O anime cria um contraste marcante entre a inevitabilidade da morte e a energia vibrante do showbiz, transformando os mortos-vivos em performers cativantes e, frequentemente, hilários.
Há também obras que mergulham mais fundo no lado sombrio ou tradicional do mito zumbi. Corpse Princess (Shikabane Hime) narra a história de Makina Hoshimura, uma jovem ressuscitada como uma espécie de zumbi guerreira que deve caçar outros mortos-vivos para alcançar a salvação. Aqui, a narrativa combina elementos sobrenaturais com ação intensa e busca por redenção, transformando o morto-vivo em protagonista de um conflito espiritual e físico.
Em Sankarea: Undying Love, o foco é mais íntimo e introspectivo. A história começa com um jovem obcecado por zumbis que cria uma poção de ressurreição — inicialmente pensando em trazer seu gato de volta — e acaba trazendo à vida uma garota que se torna sua namorada zumbi. O anime explora não apenas os aspectos bizarras dessa situação, mas também temas de amor, perda, família e o que significa permanecer humano mesmo depois da morte.
Embora nem todos os animes de mortos-vivos apresentem zumbis clássicos, muitos reinterpretam o conceito. Kabaneri of the Iron Fortress, por exemplo, se passa em um mundo pós-apocalíptico onde uma infecção transforma humanos em criaturas agressivas — os Kabane. A luta pela sobrevivência em trens blindados e fortalezas, assim como a transformação do protagonista Ikoma em híbrido humano/kabane, adiciona uma camada dramática à narrativa tradicional de mortos-vivos.
Além desses, há obras mais experimentais e de nicho que incorporam mortos-vivos como parte de um todo maior, incluindo séries com estruturas psicológicas, elementos sobrenaturais ou simplesmente comédia e paródia. Em conjunto, esses animes mostram como o tema dos mortos-vivos pode ser usado para explorar o valor da vida, a resiliência humana, a identidade e até o humor em face da mortalidade.
Em última análise, seja através da sobrevivência extrema, da reflexão existencial ou da música energética de idols ressuscitados, os animes sobre mortos-vivos nos convidam a olhar para além do horror superficial e ver como o mundo dos mortos pode enriquecer narrativas com profundidade, criatividade e emoção.
15 animes em que o protagonista é morto-vivo (undead)
🦴 1. Overlord (オーバーロード)
O universo dos animes sobre mortos-vivos é mais amplo e variado do que poderíamos imaginar à primeira vista. Longe de ser apenas histórias de terror com criaturas lentas e famintas, esses animes exploram temas tão diversos como sobrevivência, identidade, humor, amor e até reflexão sobre o significado da vida diante da morte. Em muitas dessas obras, os mortos-vivos não são apenas antagonistas — eles podem ser protagonistas, símbolos ou fundos narrativos ricos em significado.
Um dos títulos mais conhecidos recentemente é Zom 100: Bucket List of the Dead, no qual a chegada de um apocalipse zumbi vira, paradoxalmente, uma oportunidade para o protagonista, Akira Tendo, viver verdadeiramente. Preso em um emprego sufocante e sem motivação, ele decide fazer uma lista de tudo que quer fazer antes de se tornar zumbi, encarando o fim do mundo com humor, coragem e uma vontade de aproveitar a vida intensamente. A obra mistura ação, comédia e crítica social, transformando um cenário apocalíptico em um catalisador de autodescoberta e amizade.
Outra abordagem única aparece em Zombie Land Saga. Ao contrário das narrativas convencionais de horror, esta série combina o conceito de mortos-vivos com o mundo das ídols japonesas. Sakura Minamoto, juntamente com outras cinco garotas de diferentes épocas, é ressuscitada como zumbi para formar um grupo musical e revitalizar a cena cultural da prefeitura de Saga. O anime cria um contraste marcante entre a inevitabilidade da morte e a energia vibrante do showbiz, transformando os mortos-vivos em performers cativantes e, frequentemente, hilários.
Há também obras que mergulham mais fundo no lado sombrio ou tradicional do mito zumbi. Corpse Princess (Shikabane Hime) narra a história de Makina Hoshimura, uma jovem ressuscitada como uma espécie de zumbi guerreira que deve caçar outros mortos-vivos para alcançar a salvação. Aqui, a narrativa combina elementos sobrenaturais com ação intensa e busca por redenção, transformando o morto-vivo em protagonista de um conflito espiritual e físico.
Em Sankarea: Undying Love, o foco é mais íntimo e introspectivo. A história começa com um jovem obcecado por zumbis que cria uma poção de ressurreição — inicialmente pensando em trazer seu gato de volta — e acaba trazendo à vida uma garota que se torna sua namorada zumbi. O anime explora não apenas os aspectos bizarras dessa situação, mas também temas de amor, perda, família e o que significa permanecer humano mesmo depois da morte.
Embora nem todos os animes de mortos-vivos apresentem zumbis clássicos, muitos reinterpretam o conceito. Kabaneri of the Iron Fortress, por exemplo, se passa em um mundo pós-apocalíptico onde uma infecção transforma humanos em criaturas agressivas — os Kabane. A luta pela sobrevivência em trens blindados e fortalezas, assim como a transformação do protagonista Ikoma em híbrido humano/kabane, adiciona uma camada dramática à narrativa tradicional de mortos-vivos.
Além desses, há obras mais experimentais e de nicho que incorporam mortos-vivos como parte de um todo maior, incluindo séries com estruturas psicológicas, elementos sobrenaturais ou simplesmente comédia e paródia. Em conjunto, esses animes mostram como o tema dos mortos-vivos pode ser usado para explorar o valor da vida, a resiliência humana, a identidade e até o humor em face da mortalidade.
Em última análise, seja através da sobrevivência extrema, da reflexão existencial ou da música energética de idols ressuscitados, os animes sobre mortos-vivos nos convidam a olhar para além do horror superficial e ver como o mundo dos mortos pode enriquecer narrativas com profundidade, criatividade e emoção.
15 animes em que o protagonista é morto-vivo (undead)
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Ano: 2015
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Sinopse: Momonga, jogador de um MMORPG, fica preso no corpo de seu avatar — um poderoso lich chamado Ainz Ooal Gown. No novo mundo, os NPCs ganham consciência e o “senhor dos mortos” precisa governar e sobreviver.
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Dica: Protagonista undead poderoso, mas com mentalidade humana e dilemas morais — como Rentt em Nozomanu.
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Curiosidade: O autor usou ideias de Dungeons & Dragons e EverQuest para criar o universo de Nazarick.
💀 2. Skeleton Knight in Another World (Gaikotsu Kishi-sama, Tadaima Isekai e Odekake-chuu)
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Ano: 2022
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Sinopse: Um gamer acorda dentro do corpo de seu personagem — um cavaleiro esqueleto totalmente equipado. Ele decide viver aventuras mantendo sua aparência aterrorizante em segredo.
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Dica: Idêntico em conceito a Nozomanu: protagonista é um esqueleto em um mundo hostil.
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Curiosidade: Apesar do visual sombrio, o anime tem tom leve e humor semelhante a Konosuba.
⚔️ 3. Nozomanu Fushi no Boukensha (The Unwanted Undead Adventurer)
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Ano: 2024
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Sinopse: Rentt, um aventureiro comum, é morto por um dragão e renasce como um esqueleto. Para sobreviver, deve evoluir até recuperar a forma humana.
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Dica: A essência do gênero “evolução undead” — o equilíbrio entre humanidade e monstruosidade.
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Curiosidade: A “Evolução Existencial” é inspirada em teorias de alquimia da vida e morte.
🧟♂️ 4. Zombie Land Saga
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Ano: 2018
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Sinopse: Sete garotas mortas são ressuscitadas como zumbis para formar um grupo idol e revitalizar a província de Saga.
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Dica: Comédia e emoção em um contexto undead totalmente inusitado.
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Curiosidade: Apesar do humor, o anime trata temas de perda, segunda chance e identidade.
🩸 5. Hellsing Ultimate
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Ano: 2006
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Sinopse: Alucard, um vampiro imortal e servo da organização Hellsing, caça criaturas sobrenaturais na Inglaterra.
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Dica: Um dos “undead” mais icônicos e violentos do anime — contraste entre poder e moral.
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Curiosidade: O nome “Alucard” é “Drácula” ao contrário — uma homenagem direta a Bram Stoker.
🧛♀️ 6. Vampire Hunter D: Bloodlust
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Ano: 2000
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Sinopse: Em um mundo gótico futurista, o meio-vampiro D caça vampiros e monstros por contrato.
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Dica: Explora o conflito entre humanidade e imortalidade — um tema central em Nozomanu.
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Curiosidade: O design do personagem é do renomado Yoshitaka Amano (Final Fantasy).
🪓 7. Shikabane Hime (Corpse Princess)
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Ano: 2008
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Sinopse: Makina Hoshimura é uma garota morta que luta como “princesa cadáver” contra mortos amaldiçoados.
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Dica: Outro exemplo de protagonista lutando contra a própria condição de morta-viva.
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Curiosidade: Baseado em um mangá do estúdio Gainax (Evangelion).
🧟♀️ 8. Highschool of the Dead
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Ano: 2010
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Sinopse: Um grupo de estudantes tenta sobreviver a um apocalipse zumbi.
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Dica: Embora não tenha protagonista undead, o foco em sobrevivência e decadência lembra o início de Nozomanu.
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Curiosidade: A série ficou incompleta após a morte do autor, Daisuke Satō.
🩸 9. Vampire Knight
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Ano: 2008
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Sinopse: Yuki estuda em uma escola que divide humanos e vampiros, mas descobre segredos sobre sua origem.
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Dica: Mistura drama e imortalidade — ideal se você gosta de tramas mais emocionais e sombrias.
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Curiosidade: Foi um dos primeiros animes shoujo a abordar vampiros com seriedade.
💀 10. Hell Girl (Jigoku Shoujo)
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Ano: 2005
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Sinopse: Enma Ai, uma garota morta, oferece vingança às pessoas através do “Site do Inferno”.
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Dica: Protagonista entre vida e morte, em histórias curtas e cheias de moralidade sombria.
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Curiosidade: Inspirou versões live-action e até uma peça teatral.
🧛 11. Castlevania (Netflix)
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Ano: 2017
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Sinopse: Trevor Belmont luta contra o vampiro Drácula em uma Europa medieval.
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Dica: Embora não seja anime japonês puro, tem estética, dublagem e roteiro no mesmo estilo.
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Curiosidade: Baseado no game Castlevania III: Dracula’s Curse da Konami.
🧟♂️ 12. Sankarea: Undying Love
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Ano: 2012
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Sinopse: Um jovem obcecado por zumbis acaba trazendo de volta à vida sua colega de escola.
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Dica: Uma abordagem romântica sobre a “vida após a morte”.
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Curiosidade: Apesar da comédia, o anime toca em temas de abuso e liberdade.
⚰️ 13. Dorohedoro
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Ano: 2020
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Sinopse: Caiman, com cabeça de lagarto e amnésia, busca quem o transformou em monstro.
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Dica: Embora não seja “undead”, é um exemplo de perda de humanidade e busca por identidade física — mesmo tema central de Nozomanu.
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Curiosidade: O cenário mistura magia, horror e humor negro, num estilo cyberpunk sujo e único.
🩸 14. Seraph of the End (Owari no Seraph)
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Ano: 2015
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Sinopse: Após um vírus eliminar adultos, vampiros escravizam as crianças sobreviventes — e um deles busca vingança.
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Dica: Se curte mundos pós-apocalípticos e dilemas morais envolvendo seres imortais, é imperdível.
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Curiosidade: O autor se inspirou em Attack on Titan para o tom trágico.
☠️ 15. Shisha no Teikoku (The Empire of Corpses)
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Ano: 2015 (filme)
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Sinopse: Em um século XIX alternativo, cadáveres são usados como força de trabalho controlada por tecnologia.
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Dica: Combina ciência, necromancia e filosofia da alma — perfeito para quem curte o lado mais existencial de Nozomanu.
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Curiosidade: A obra é baseada em um romance inacabado de Project Itoh, completado postumamente por Toh Enjoe.

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