📘 Apostila DevOps Mainframe
Jenkins, Ansible, UrbanCode Deploy e o renascimento do z/OS
Há quem ainda acredite que DevOps nasceu na cloud.
Quem viveu mainframe sabe: o mainframe sempre foi DevOps, só não chamava assim.
Muito antes de YAML, pipelines e dashboards coloridos, o IBM mainframe já praticava:
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automação,
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segregação de ambientes,
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controle rigoroso de mudanças,
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rollback planejado,
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auditoria completa.
A diferença é que tudo isso era feito com JCL, PROCs, schedulers e disciplina operacional.
Hoje, Jenkins, Ansible e UrbanCode Deploy apenas vestem roupa nova numa mentalidade antiga e sólida.
🏛️ Um pouco de história (para colocar as coisas no lugar)
Nos anos 70, 80 e 90, o ciclo de vida de uma aplicação COBOL era rígido por necessidade:
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DEV não era QA
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QA não era PROD
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PROD era sagrado
Cada passo deixava rastro. Cada job tinha dono. Cada erro custava caro.
Quando o mundo distribuído descobriu o caos de “funciona na minha máquina”, o mainframe já tinha aprendido — na dor — que processo salva sistemas.
O DevOps moderno surge tentando recuperar essa disciplina, agora com ferramentas novas.
🔧 Onde entram Jenkins, Ansible e UrbanCode no mainframe?
Jenkins — o orquestrador inquieto
No mundo IBM mainframe, o Jenkins não compila COBOL.
Ele manda o mainframe trabalhar.
Seu papel é:
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detectar mudanças no Git,
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iniciar pipelines,
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submeter JCL via Zowe,
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validar RC,
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organizar o fluxo.
📌 Easter egg Bellacosa:
Jenkins é, na prática, um scheduler nervoso, menos paciente que o Control-M, mas muito mais falador.
Ansible — o bibliotecário organizado
Ansible traz para o z/OS algo que o mainframe sempre gostou: padronização.
Com playbooks YAML, ele:
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copia datasets,
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executa comandos,
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submete jobs,
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garante que ambientes estejam no estado correto.
📌 Curiosidade:
Para quem vem de REXX e JCL, Ansible lembra um EXECIO com esteróides, só que multiplataforma.
UrbanCode Deploy — o velho auditor que agora usa terno novo
O IBM UrbanCode Deploy (UCD) é onde o mainframe se sente em casa.
Ele entende:
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ambientes,
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promoção controlada,
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aprovação,
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rollback,
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compliance.
UCD não é “mais um Jenkins”.
Ele é o guardião do PROD, aquele colega sisudo que pergunta:
“Tem aprovação? Tem plano de volta?”
📌 Easter egg corporativo:
Em muitos bancos, o UCD é o novo CMF disfarçado de DevOps.
🧠 Aplicação real no mundo IBM Mainframe
Um pipeline típico hoje funciona assim:
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COBOL versionado em Git
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Jenkins dispara a integração contínua
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JCL compila e link-edita no z/OS
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Ansible prepara datasets e ambientes
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UCD promove DEV → QA → PROD
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Tudo auditado, versionado e rastreável
Nada disso quebra o mainframe.
Pelo contrário: valoriza sua arquitetura.
📋 Dicas práticas de quem já viu produção cair
✔ YAML orquestra, JCL executa
✔ Nunca coloque lógica de negócio no pipeline
✔ RC é lei — ignore RC e aprenda pelo incidente
✔ PROD não é laboratório
✔ Rollback não é opcional
✔ Automação sem governança é só caos rápido
🐣 Easter eggs para os atentos
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Jenkins + Zowe é o novo Submit Job com esteroides
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Ansible no z/OS é o primo moderno do REXX batch
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UCD herdou o espírito do change management clássico
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DevOps não “modernizou” o mainframe — apenas o reencontrou
🧾 Conclusão Bellacosa
O IBM mainframe não precisa ser salvo pelo DevOps.
Ele precisa apenas ser bem apresentado às ferramentas certas.
Jenkins traz velocidade.
Ansible traz ordem.
UrbanCode traz governo.
O z/OS continua fazendo o que sempre fez melhor: rodar o mundo sem cair.
E quem domina essa integração não está preso ao passado —
está segurando o futuro com as duas mãos.
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