quinta-feira, 15 de julho de 2004

Sol poente na estrada

Sol poente na estrada


Desde pequeno adoro o por sol, recordo-me da casa de meu bisavó Francisco, um espanhol que tinha uma belo pé de romã no jardim, que cuidava com muito carinho da árvore. Lembro-me também que existia em sua área uma pintura de um sol poente e um homem, não consigo ter certeza, mas acho que era um surfista.



Assim toda vez que vejo um poente, tenho as lembranças doces da infância e fico com vontade de fotografar.

Por acaso este dia tivemos muita sorte, o jogo de luz, as sombras, a estrada permitiram criar belas composições.

Para os mais curiosos esta estrada e o retorno de uma viagem a Alcobaça em que fomos seguindo rumo a Coimbra para depois voltar a descer em direcção a Lisboa.

🌅 O Sol Poente em Portugal

ao estilo Bellacosa Mainframe – quando o dia fecha o batch no Atlântico

Em Portugal, o sol não se põe. Ele encerra o processamento. É diferente. Aqui o poente não é pressa, é shutdown controlado, com aviso prévio no horizonte e cores que parecem logs sendo escritos lentamente no céu.

Quem olha o sol poente do Cabo da Roca, de Sagres ou das falésias do Algarve está olhando para o fim da linha do mundo conhecido. Durante séculos, aquele era o último checkpoint antes do desconhecido. O Atlântico começava ali como um dataset sem catálogo, e o sol mergulhava como quem diz: “amanhã a gente continua”.

Os portugueses aprenderam cedo que o poente ensina desapego. O império passou, as naus apodreceram, o ouro foi embora. Mas o sol continuou cumprindo seu job diário, sempre no mesmo horário aproximado, como um batch confiável rodando há milênios sem falhar.

Há uma melancolia elegante no pôr do sol português. É o famoso saudade mode. Não é tristeza. É consciência de impermanência. O sol se despede sem drama, pintando o céu de laranja, púrpura e dourado, como se fosse um dump bonito de sistema antigo, daqueles que você não apaga porque contam história.

Curiosidade pouco dita: em muitos vilarejos costeiros, o poente marca o ritmo da vida. Pescadores recolhem redes, bares servem o último copo, igrejas silenciam. É o commit final do dia. Nada de notificações, nada de urgência.

Easter egg cultural: Fernando Pessoa já rodava esse job no modo introspectivo. Camões também. O sol poente virou metáfora de destino, fim, retorno e partida. Um while(true) emocional.

Comentário Bellacosa final:

Ver o sol se pôr em Portugal é aceitar que tudo termina — e tudo retorna. O sol fecha o batch hoje, mas amanhã ele volta. Sistema confiável. E talvez seja por isso que, mesmo cansados da história, os portugueses ainda sabem esperar.

sábado, 12 de junho de 2004

Lisboa e a Festa dos Santos Populares.

Cheira a sardinha, cheira a Lisboa


Nossa gente que festança, esta é a segunda festa dos Santos Populares em Lisboa que participo. Os Santos Populares são um tipo de festa Junina que ocorre em toda a Lisboa antiga em homenagem a Santo António o santo protector de Lisboa ao lado de São Jorge Guerreiro.



Cada bairro monta um arraia como comes e bebes, muita sardinha na brasa, chouriço, entremeada, bifana, caldo verde regado a toneis de vinho e barris de cerveja.

Alem da quermesse propriamente dita, temos também um desfile de rua, com uma competição de bairro contra bairro para ver que faz a melhor marchinha e melhor adereços para o ano.

Roda-se toda a Lisboa Medieval sentindo o cheiro delicioso do manjerona, pois e a planta típica da festa, todos os lugares tem vazinhos liberando seu perfume. Prédios históricos são iluminados com as cores de Portugal, o brasão de Lisboa toma as ruas, manjericos e manjeronas, sardinhas e outros piteis tornam a festa uma otima experiência.

sábado, 15 de maio de 2004

Ermesinde e as casas tipica do norte de Portugal

Castelo e mais castelos


Quem viaja pelo Alentejo tem uma overdose de castelos, fortes, fortalezas, torres, fortins, muralhas e fossos, para isso existe uma explicação bem lógica.



Devido a geografia do terreno, grandes planícies sem grandes formações rochosas ou rios para servirem de proteçao, era um caminho fácil para exércitos invasores e mesmo brigantes/bandoleiros agirem.

Para evitar este problema qualquer pequena elevação era utilizado para construir um sistema de defesa. 

E Evoramonte foi coroado com um forte bem diferente, tanto que desta terriola somente me lembrarei do seu castelo que realmente chamou minha atenção, que ate hoje não entendo por que foi reconstruido com este formato, qual era intenção foi erro ou proposital?

sexta-feira, 16 de abril de 2004

Sintra e o palacio Nacional

As características chaminés de Sintra.


Estas duas torres são bem características no cenário do céu de Sintra, junto ao horizonte, se nos aproximarmos nos deparamos com um belo palácio, começa pela esplanada.



Ao adentrarmos no palácio vemos os belos salões, a cozinha, galpoes, todos os revestimentos e apenas temos uma fraca noção do luxo que um dia estas paredes abrigaram.

Hoje é um espaço dedicado a conteplaçao  e o lugar que mais me marcou foi a cozinha. Imagine um lugar onde se podia assar um boi inteiro.

Enfim um gigantesco palácio da monarquia que hoje atrai milhares de turistas a Sintra, devolvendo ao povo rendas utilizadas para tão belo edifício.

sábado, 10 de abril de 2004

Santiago do Escoural a vila

Uma pequena cidade bem típica.


Imagine uma pequena vila cheia de casas caiadas com uma chaminé bem característica, ruas em pedra, um fontanário, uma igreja matriz, muitos velhinhos, casas ainda com quintal interno com cisternas para os meses de seca, pombais e hortas.



Ao redor campos de sombreiro e pastos com ovelhas, pequenos sítios com hortas e francos, pessoas simpáticas e acolhedoras. Andando um pouco mais encontramos um grande terminal ferroviário Casabranca que serviu de parada técnica nas linhas de Évora e Algarve.

Aqui tem montes, ribeiras e uma gruta pré-histórica com restos de homens das cavernas, na igreja foi bem pobre no passado havia belos afrescos e azulejos.

domingo, 21 de março de 2004

Caminhando pelos campos do Alentejo.


Imagine andar em um lugar todo verdinho, cheio de carvalhos, sobreiros, vacas e ovelhas.



Passar por antigos trilhos, ver ruínas de torres la longe, passar por ribeiras, rios, açudes e lagos. Visitar uma antiga moenda a base da força hídrica que através de uma roda dentada que gira pela força da agua caindo em gravidade, gira um eixo que por sua vez faz girar duas rodas de pedra que moem o trigo, transformando grão em farinha num processo que não sofreu mudanças significativas em milénios.

Ver os campos de papoula vermelha sobre a grama verde. O Alentejo na primavera é lindo, passear pelos campos verdes da uma sensação de paz e tranquilidades únicas.

Mas cuidado não apareça no verão, pois será assado vivo e os campos estarão secos e feios.

sábado, 20 de março de 2004

Cabo da Roca o ponto mais ocidental da Europa

Rumo a oeste.


Na Europa o ponto mais ocidental do continente encontra-se em Portugal, precisamente no Cabo da Roca na região de Sintra.



Conhecedor desta informação preparei uma expedição rumo ao ponto mais ocidental queria ver o Atlântico com outros olhos, a minha primeira vez foi magico, anteriormente estava na costa da Caparica e vi o por do sol.

Para nos que estamos do outro lado do oceano foi magico, pois em Portugal vemos o sol nascer nas montanhas e morrer no mar, e pela posição geográfica de Portugal vemos a curva do oceano.

Este efeito é único, agora que estou no Cabo da Roca completo as maravilhas do Atlântico em Terras Lusitanas. Ver o farol do final do mundo, finisterra, olhar as falésias o frio e agitado Atlântico Norte.

Sensações difíceis de transcrever em palavras, mas altamente magicas para quem sentiu na pele e pode vê-la, inclusive levando com agua do mar na face, aqui estava ventando muito. 

Para tornar o momento mais magico ainda fomos agraciados com um belo arco-íris que terminava no oceano, tornando as fotos mais bonitas apesar do céu nublado.